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Consultório de Psicologia

Espaço de transformações com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações relacionadas com o seu bem-estar. Encontre o equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia.

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Dar um tempo

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 Boa noite,

O meu namorado pediu-me um tempo porque queria ver o que estava a fazer da vida e eu perguntei-lhe se o sentimento dele por mim tinha mudado e ele disse que mudou e diz que esta confuso.

O que faço?

 

Cara leitora,

Ouvir seu namorado dizer que precisa dar um tempo no relacionamento pode ser confuso. É provável que se questione sobre a relação, juntamente com as dúvidas sentidas sobre como lidar com esse pedido.

 

Precisa saber o que se passa com ele e qual a verdadeira questão. Vale uma discussão honesta sobre o assunto.

 

Chamá-lo para conversar abre dois cenários. É possível que simplesmente contorne a questão e não queira discutir sinceramente sobre o problema. Essa ausência de comunicação pode mostrar a deficiência da vossa relação.

Há também a possibilidade de que abra o seu coração. Nesse caso, irá dizer as razões pelas quais decidiu pedir um tempo de separação e poderá avaliar melhor qual é a sua posição.

 

Após essa conversa poderá decidir se vale a pena, se está disposta a esperar e também durante quanto tempo. Lembre-se que essa fase pode ser difícil, mas definir algumas questões entre ambos pode ser um grande passo.

Entretanto confie em si e decida ouvindo sempre o seu coração.

 

Um abraço

Envolvimento com homem em união de facto

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Há 5 meses conheci um homem que despertou muito a minha atenção, passada uma semana de troca de olhares acabamos por nos envolver, na altura eu estava numa outra relação com outro homem que acabei por terminar com ela. Senti que nunca tinha tido ninguém que me fizesse sentir assim, o problema é que ele está em união de facto com outra pessoa há 16 anos da qual tem um filho de 4.

Sinto-me muito mal em estar nesta posição mas não me consigo afastar por sentir esta enorme paixão.

Sei que não sou o seu primeiro caso de traição, e não percebo porque é que ele o faz, porque segundo o que ele me diz ele gosta muito da companheira e a meu ver tinham tudo para ser muito felizes enquanto casal.

Ele diz que acredita que é possível amar duas pessoas mas acha que a companheira não iria entender e tem medo de qual iria ser a sua reação caso lhe contasse que mantém um caso paralelo, então tem mantido este segredo e continuamos a nos encontrar frequentemente.

Eu estou mesmo apaixonada por ele e ele demonstra o mesmo sentimento por mim, ele diz que me ama muito e sempre que tem tempo livre do trabalho procura arranjar maneira de nos encontrarmos, o problema é que eu não me sinto bem porque gostava de um dia estar só com ele e sinto que podíamos ser muito felizes e sinto uma angústia enorme quando ele volta para casa depois de estarmos juntos. Tive uma crise há pouco tempo e fiquei muito deprimida e chorosa. Já falamos sobre isto e ele diz que devia terminar a relação comigo porque me está a fazer mal e não quer e que não é bom eu sentir isto porque ele diz que nunca irá contar á sua companheira nem nunca a irá deixar.

 

No entanto diz que não me quer perder porque me ama muito e que é mesmo especial o tempo que estamos juntos, o que eu sei que não é mentira porque é mesmo mágico o nosso olhar e os nossos momentos. Mas frisa sempre que não está nos planos dele agora contar à companheira nem deixá-la e até me chegou a dizer que se fosse solteiro eu era a mulher perfeita para ele e que não pensava duas vezes em vivermos juntos e mesmo em casar comigo! Mas quer que eu tenha noção disso e que não crie essa fantasia em mim porque não está no futuro próximo mas não quer dizer que um dia nunca vá acontecer porque nunca se sabe o dia de amanhã.

 

Gostava de ouvir a opinião de alguém porque já não sei o que hei-de fazer e não consigo contar isto a ninguém.

 

Cara leitora,

 

Compreendo o encanto e a magia da sua paixão, mas não vejo possibilidade de um futuro promissor. Só vejo duas hipóteses: ou aceita ser "a outra" ou termina essa relação, antes que seja tarde.

 

Ele está sendo autêntico consigo e não quer que idealize a relação. Uma relação assim como a vossa é sempre mágica por estarem juntos só nos bons momentos. Quanto mais tempo passar junto dele, pior será ou às vezes é o contrário com o tempo vai se chatear e perceber que ele não é a pessoa certa para si. Cada pessoa reage à sua própria maneira e é difícil dizer qual será a sua, mas certamente irá sofrer e já está a sofrer agora.

 

Se tiver a força e a coragem de deixá-lo poderá sofrer agora, mas com o tempo tudo passa e vai talvez sentir-se aliviada por ter conseguido afastar uma relação problema e destinada a falhar, ainda mais que não sendo o primeiro de traição, estaria sempre na dúvida de também ter a possibilidade de ser traída.

 

Pense bem antes de tomar uma decisão e tente imaginar a sua vida futura junto dele, mas sem idealizar: pense que haverá sempre uma ex, um filho, a hipótese de traição, etc.

 

Confie em si, ouça o seu coração e tente resolver de maneira a não lhe causar muito mais sofrimento.

 

Um abraço e um feliz 2017!

 

Depressão profunda

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Meu nome é Maria, tenho 14 anos. Me ajudem, eu estou numa depressão profunda, e sinceramente, eu não aguento mais.

Às vezes acho que a melhor solução seria morrer, e o pior de tudo i que eu não tenho ninguém para me ajudar, e me ouvir!

 

Cara Maria,

 

A depressão profunda, também conhecida como depressão clínica, afeta a mente e o corpo, levando por vezes a pessoa perguntar-se se vale a pena viver. É uma doença grave que geralmente requer um tratamento psicoterapêutico.

Além disso é preciso estabelecer pequenas metas, concretas, sobre o processo de recuperação, sendo que o cumprimento dessas metas, muitas vezes, dá ao paciente uma sensação de poder e controle sobre a sua depressão.

 

Ao mesmo tempo é importante fazer exercício físico, uma alimentação saudável, dormir bem à noite, evitar drogas e álcool e reduzir o stress. Também pode ser benéfico participar em atividades que antes gostava, mesmo quando não apetece.

Ao mesmo tempo estar próxima de pessoas positivas pode facilitar o processo de recuperação.

Superar uma depressão profunda é difícil, mas não impossível. A depressão é muito difícil de superar sem ajuda externa. É preciso que fale com sua mãe para ir a uma consulta com um profissional de saúde.

 

É preciso ser paciente. Pode levar várias semanas antes que o resultado da terapia seja notável. A pessoa que sofre de depressão profunda deve permanecer dedicada aos seus objetivos e focadas na sua recuperação e na vida, mesmo que não experimente melhoras tão rápido quanto esperava.

Feliz Natal

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Trauma de infância

 

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Olá, boa noite. 

Gostaria muito de conseguir uma informação sobre meu caso.

Quando eu tinha acabado de completar 12 anos fui passar minhas férias em outra cidade na casa dos meus tios como de costume. Um dos meus primos tem a mesma idade que a minha, sempre fomos grudados melhores amigos. Quando nessa idade eu fui pra lá ele já tinha uma vida sexual ativa, acho isso negligência dos pais. E eu nem sabia direito o que era, ainda pensava que a mulher ficava grávida se os dois ficassem juntos sem roupa e só. Nessas férias aquela amizade se tornou algo a mais pra mim, comecei a sentir amor de criança por ele.

 

Nisso ele ficou trabalhando minha mente que queria ensinar-me o que aprendeu e eu como uma criança que sempre só obedeceu, obedeci mais uma vez... Ai ele colocou seu pénis dentro de mim e eu sem entender nada, ele ficava mexendo e eu senti arder. Pra mim aquilo que ele estava me ensinando não era legal nem divertido.... Até que um dia ele fez isso de novo e pra minha surpresa na hora que ele penetrou em mim, eu senti uma coisa muito forte e boa, exactamente naquele momento eu entendi, e me senti a maior pecadora do mundo. Tirei ele de perto e não me permiti sentir mais aquilo.

 

Hoje com 22 anos sou casada e pra minha tristeza não sinto absolutamente nada na penetração, queria sentir aquilo de novo porque agora eu posso.. Mas nunca mais... Sinto apenas na estimulação do clítoris mas lá dentro nada... E isso acaba comigo porque ninguém sabe, nem meu marido. Não dá pra falar que não sinto nada... Sempre faço os exames preventivos e sou o tipo classe A que a ginecologista disse, que não tem nada.. está tudo perfeito...

 

Não sei o que fazer, por favor me ajude. É possível um dia sentir prazer? Aguardo muito ansiosa! Um abraço

 

Cara Leitora,

 

Muito provavelmente ficou traumatizada com o que viveu aos 12 anos e a culpa inconsciente de ter sentido um prazer proibido impede-a de sentir atualmente o prazer “permitido”.

 

Para desculpabilizar-se do que lhe aconteceu no passado, o primeiro passo terapêutico é conscientizar-se que o que passou é parte do passado e não precisa carregar essa culpa para sempre e que afinal sentir prazer é normal.

 

Para começar pode começar a “treinar”  com a masturbação, para conhecer melhor o seu próprio corpo, descontrair e a partir daí chegar ao orgasmo.

É também fundamental que possa sentir-se livre de preconceitos.

 

É preciso ter calma e paciencia, a ansiedade trabalha contra. Caso não supere, procure ajuda especializada. Faça uma psicoterapia. A Psicoterapia é espaço privilegiado para o seu crescimento pessoal, desenvolvimento de habilidades e ampliação da consciência de si e do mundo. Trata-se, portanto, de uma importante ferramenta na promoção da sua saúde psicológica e sexual.

 

Um abraço

 

Traição virtual

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Olá ,

estou sem chão busco forças , para entender porque meu marido me traiu , sou boa dona de casa , eu cuido do meu filho , trabalho , o ajudo em tudo e ontem sem querer peguei o celular dele desbloqueado não me contive e fui ver o que tanto me esconde , descobri muita podridão , descobri que em julho quando estava na casa da minha mãe grávida de 7 para 8 meses ele me traiu , trouxe a mulher aqui  casa e não foi uma somente , outra ele ficou no trabalho , nunca imaginei isso na minha vida .

Estou muito magoada há 3 dias não consigo comer   .

Tentei conversar mas ele nega até a morte, que não cometeu a traição mesmo que eu tenha lido as mensagens no whatsapp e no facebook fora as mensagens indecentes que vi ele com várias mostrando as parte íntimas e falando coisas indecentes. Tinha inclusive ele me maldizendo falando para mulher que eu sou relaxada com casa e se ela não queria ser madrasta do filho dele e Ele ainda diz que é culpa de tudo é minha que eu estava brigada com ele. E por este motivo ele fez.

Não tenho vontade de nada, nem de comer, nem de acordar, não tenho prazer em mas nada só de olhar  ele me da um sentimento muito mau, não consigo decifrar o que é, fico inquieta com vontade de chorar, de gritar. De colocar para fora o que estou sentindo mas não consigo, estou com uma sensação de vazio e tristeza ...

Não sei o que eu faço preciso melhorar para cuidar do meu bebé.

Obrigada desde já

 

Cara Leitora,

O segredo é não levar tudo tão a sério. Tente não dar tanta importância ao que leu no telefone. Pode ser ter sido uma brincadeira e não com intenção de trair. Na verdade nem se trata de uma traição "verdadeira", foi algo somente "virtual".

Mesmo assim  converse com ele sobre a importancia da fidelidade para que um casamento resulte e explique o quão importante é para si e o sofrimento que está a sentir.

Da sua parte , tente perdoar e esquecer o ocorrido e foque em melhorar cada vez mais a vossa relação e em cuidar do seu bebé.

Vai ver que, aos poucos, irá sentir-se mais segura e recuperar o amor-próprio perdido.

Um abraço

Mãe e maltrato

 

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Minha mãe e eu não nos damos bem. Quando criança, eu fui muito mal tratado por ser de pele morena. Ela adorava meu outro meio-irmão já falecido e que era branco. Hoje vivo com ela como filho único e venho enfrentando uma barra tremenda em meio a discussões, xingamentos, cuspidas na "cara" que dou nela por não aguentar mais tantas coisas negativas que a vida com ela só me trouxe ao longo desses 50 anos.

 

Deixei de trabalhar para ficar com ela. Ela fica o tempo todo me provocando com assuntos que já foram resolvidos há dias e ela repete o tempo todo, sem parar.

A última vez que discutimos eu no momento estava tomando um copinho de iogurte e acabei jogando na cara dela impulsivamente. Tenho 50 anos e ela tem 73 e é portadora do Mal de Parkinson.

 

Nunca cheguei ao ponto de agredi-la, muito embora ela tenha feito isso comigo quando criança me espancando e colocando-me trancado no quarto de casa somente com água e pão.

Mesmo que eu não a tenha agredido, eu a torturo psicologicamente, reconheço isso!

 

É uma situação difícil para mim e estou nessa já faz anos e anos. Procuro melhorar, fazer minha parte, mas nada mudo. Não tenho prazer pra nada aqui em casa. Preciso de ajuda!

 

Sim, precisa de ajuda e a sua mãe também. Se se sente incapaz de cuidar decentemente dela, seria melhor que vivessem separados. Ou você vai viver em outra casa ou a sua mãe vai para um lar onde possa ter um pouco de paz, sem ser maltratada pelo próprio filho.

 

O fato de se sentir mal-amado pela cor de sua pele, não lhe dá o direito de humilhar e maltratar a sua mãe. Mesmo que ela o tenha agredido na infância e deixando de castigo, não lhe dá o direito de maltratar, cuspir, etc.

Porque não retoma o seu trabalho? Arranje um emprego qualquer e ocupe-se durante o dia e encontre uma pessoa para dar apoio à sua mãe que a trate com decência e com respeito e talvez até possa dar-lhe algum carinho e amor, que, certamente, ela também precisa.

 

É preciso respeitar a individualidade do idoso, não infantilizar, não o tratar como doente ou incapaz, oferecer cuidados específicos para a sua idade, preservar a sua independência e autonomia, ajudar a desenvolver aptidões, ter paciência com a lentificação do ritmo na realização das tarefas, trabalhar as suas perdas e os seus ganhos, promover a estimulação bio-psico-social.

 

Devemos procurar sempre proporcionar ao idoso uma velhice serena com a possibilidade de desenvolver iniciativas e actividades que sejam compatíveis com as suas condições física e psíquica.

Tome logo uma resolução nesse sentido, ninguém merece passar por esse sofrimento.

Se se sentir incapaz de reagir sozinho , procure ajuda especializada.

 

Impulso de roubar dinheiro

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Boa noite,

Eu sofri bastante quando era pequena com impulso de pegar dinheiro, sendo que tinha tudo da minha mãe. Depois de anos me vi fazendo a mesma coisa. Pegando dinheiro sem necessidade. Na hora parece adrenalina, mas depois não durmo. Eu não consigo controlar.

Muitas vezes chega o arrependimento, então dava um jeito de devolver, mas um tempo depois fazia outra vez e lá estava eu acabada e sufocada perguntando-me o porquê e não conseguindo, muitas vezes, me controlar. Ensino para minha filha o melhor de um carácter da honestidade. E não tenho o meu controle por causa dessa satisfação de segundos que leva à minha ruina e à dias sem dormir.

O que fazer?

 

Cara leitora,

 

Não se pode negar que este ato seja condenável mas, acima de tudo, torna-se vital decifrar a mensagem que ele encerra, para que o processo seja interrompido e resolvido, de uma maneira positiva e saudável. Pode ser que se trate de uma carência afectiva ou de um vício pela excitação que esse ato transmite. De qualquer maneira é fundamental haver a devolução do dinheiro tirado, acompanhada de um pedido de desculpas, bem com o controle do próprio ato.

 

Se a situação se repetir é preciso pensar na hipótese de procurar ajuda especializada. Um acompanhamento psicológico pode evitar o surgimento de grandes problemas no futuro.

 

Filho silencioso

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Boa noite Doutora !

 

Preciso muito da sua ajuda

Tenho um filho de 14 anos, mas está numa face de silêncio, e não sair de casa conosco sempre uma briga, infelizmente estamos vivendo ultimamente numa terrível rotina domiciliar , tenho medo receio disso se transformar numa depressão .

Preciso da sua orientação

Obrigada

 

Cara leitora,

 

Esse desânimo e silêncio pode ser uma fase passageira, bem como um início de depressão.

 

É importante manter o diálogo aberto com seu filho e sempre conversar sobre como ele se sente. Para conviver mais, convém incentivá-lo a praticar uma atividade física numa área que goste e incentivar o convívio com colegas da escola e amigos da vizinhança.

 

O início da adolescência é um período que poderá revelar-se como uma fase do desenvolvimento humano particularmente complicada, quer para o adolescente, quer para os seus pais, que muitas vezes se revelam em incapacidade em compreender e lidar com as mudanças comportamentais dos seus filhos. É uma fase em que o adolescente procura a sua própria identidade e questiona as regras e limites impostos. Existe uma enorme instabilidade emocional e um desejo de crescer rapidamente.

 

Para os pais torna-se um verdadeiro desafio diário lidar com este turbilhão de emoções e comportamentos. A adolescência é a fase do diário, do segredo, do primeiro grande amor, da intimidade e dos heróis, que influenciam a vida dos jovens nas suas primeiras tentativas de identidade do ego.

 

Os pais têm um papel determinante na construção da identidade do filho. Mas, cuidado o adolescente não se identifica com os modelos parentais, mas revolta-se contra eles, rejeitando o seu domínio. Esta rejeição é necessária para separar a sua identidade da dos pais e da necessidade de pertencer a um grupo social de referência.

 

A forma do adolescente ver o mundo é diferente, a tolerância é escassa e a polarização de pretensões entre filhos e pais provoca confrontos na relação que aumenta o comportamento rebelde e de oposição.

 

O jovem desvia o interesse do mundo exterior, para se concentrar cada vez mais em si próprio. Procura diferenciar-se de tudo o resto e, por esse motivo, rompe com a autoridade, tanto dos pais como dos professores. Procura autonomia, o que por vezes implica um período de crítica, e lhe faz perder, por exemplo, o interesse em participar nas atividades familiares, o que parece que esteja a acontecer com o seu filho.

 

Cresce a fantasia, através da qual compensa as inseguranças que experimenta no mundo real. Por isso é tão difícil falar com ele: está no seu próprio mundo.

Aumentam, neste momento, os conflitos entre pais e filhos. Crescem as dificuldades de aceitar a autoridade dos pais e estes perdem a paciência para lidar com tanta instabilidade.

 

De qualquer maneira é importante além do diálogo, atenção e carinho, manter regras e limites que são uma ferramenta importante para a formação da identidade e da segurança do adolescente.

 

Caso a situação se mantenha, está indicado um encaminhamento a uma consulta de psicologia.