Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Cisma com doença

 

Frida Kahlo

 

Boa tarde Dra,

 Antes de mais gostaria de lhe agradecer pelo espaço, pois permite-nos tirar algumas dúvidas que nos atormentam de uma forma simples.

A questão que quero colocar-lhe é mais um "conjunto" de questões... eu sou uma pessoa um bocado cismada com certas coisas, até acho que tenho um problema relacionado com obsessão/compulsão... preocupo-me muito e por vezes reconheço que é demais... já me aconteceu magoar-me no ginásio, e como fiquei um bocado arranhada (sem sangue)pus-me a pensar horas e horas se não poderia ter adquirido alguma doença devido a esse embate, isto apesar de eu conhecer as formas de transmissão do vírus hiv e saber que naquela situação não seria viável. Eu sei que é exagerado, mas este foi só um exemplo para agora lhe colocar a questão que me preocupa realmente: há cerca de 2 dias fui fazer um teste rápido de detecção do vírus do HIV, no CAD do Porto, pois como ando sempre muito preocupada este assunto não podia ser excepção... falei com a enfermeira e com a psicóloga, que me aconselharam, e fiz o teste, que deu negativo. Eu já esperava, mas quis ter a certeza absoluta, que só podemos ter com o teste.
 
Fiquei muito contente, mas quando cheguei a casa pus-me a pensar que na altura do teste, com o meu nervosismo, não me lembro de ter verificado se a enfermeira teve todos os cuidados de higiene necessários... vi que ela abriu uma embalagem cinzenta prateada na minha frente, que suponho teria dentro o aparelho usado para o teste, mas não vi se ela retirou de lá a agulha... seria possível ter usado uma agulha que não fosse nova? Tenho pavor de pensar que estava bem e fui fazer um teste e pensar que isso é que me poderia ter contaminado...
O material é todo descartável? E  se sim, ser descartável quer dizer que não é usado mais do que uma vez ou é mesmo tecnicamente impossível usá-lo?
 
Mais um pormenor, neste momento tomo um ansiolítico leve para a ansiedade, visto que tenho bastantes cismas com tudo, penso sempre que tudo irá correr pelo pior, não tenho muita confiança em mim e vivo com um medo patológico de tudo... talvez precise de ajuda mesmo...

Muito obrigada pela atenção e peço desculpa pelo longo texto.
 
Melhores cumprimentos,
J
 
 
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Publicado por Mariagrazia às 20:05
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Sem vontade de sexo

 

Boa tarde Drª,
 
É possível perde-se o desejo sexual assim do nada?
 
Tenho 38 anos
Sou saudável
Peso normal,
Casada
Filho com 4 anos
Empresária
Muito independente e rebelde
Boa qualidade de vida
etc etc
Desde que o meu filho nasceu, o meu desejo sexual foi diminuindo até que agora não sinto qualquer vontade de sexo!
Não sinto vontade mas também não quero sentir, sinto-me completa e sem necessidade se ser estimulada a esse nível.
O sexo passou a ser para mim um mero instinto básico, comportamento muito primário que não pretendo voltar a ter.
Espiritualmente sinto-me num patamar acima, vivo sem essa necessidade e sou feliz assim!
Gosto no entanto, do jogo da sedução! Gosto muito até, mas tudo que passe das marcas já não me interessa!
O meu marido, como deve calcular, é que não está lá muito pelos ajustes coitado! Não consegue perceber o que me aconteceu!
Será que o meu filho me preenche de tal maneira que não preciso de mais nada?...Tenho as minhas dúvidas que a razão seja essa ou só essa...
De todas as formas gostaria muito de ter a opinião de um especialista, não um diagnóstico, uma opinião baseada na sua experiência e nos elementos que aqui deixo.
 
 
Abraço,
 
C.

 

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Publicado por Mariagrazia às 20:18
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Situação de perseguição

 

Amedeo Modigliani

Boa noite,

há 1 ano e uns meses a minha irmã terminou com o ex-namorado. Desde então que é perseguida por este todos os dias.

A perseguição passa por esperas na saída do trabalho e faculdade, ameaças de morte verbais e escritas a amigos e família, envio de e-mails de cariz sexual para o seu trabalho, associação de estudantes da faculdade e para o meu trabalho.

O indivíduo trabalha na TMN e inclusive já tive de enviar reclamação porque enviava mensagens e fazia chamadas anónimas todos os dias para todos os números da família.

Chegou ao ponto de apertar o pescoço à minha irmã, logo no início das perseguições, o que nos levou a fazer queixa na polícia com posteriores insistências.

Sendo que a polícia não faz nada, o que recomenda. Tendo em conta o perfil deste tipo de pessoas.

Com os melhores cumprimentos,

LF

 

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Publicado por Mariagrazia às 19:28
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Castigo

 

Pablo Picasso

Cara Dr.ª
 
Tenho um filho em idade escolar no 6º ano. Numa aula de substituição, conjuntamente com o resto da turma foram castigados.
 
O Castigo aplicado foi escrever em casa 50 vezes a frase "Eu nas aulas devo respeitar as regras, participar correctamente e estar em silêncio".
Dado que considero tal castigo desproporcionado e uma agressão ao intelecto das crianças, pelo exagero do número de vezes a repetir a frase e pela injustiça de pagarem todos por alguns, solicito a V. Exª, caso entenda que o assunto merece reflexão, uma opinião sobre o assunto, a fim de me posicionar futuramente.
 
Grato pela atenção dispensada, apresento os meus melhores cumprimentos
 
M.

 

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Publicado por Mariagrazia às 18:28
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Filha de pais separados

 

Velasquez

 

Tive um relacionamento na adolescência e tenho uma filha de três anos. O pai da minha filha arrumou uma companheira, vivem em união estável, toda a vez que ele vem á minha casa para visitar a minha filha ela vem junto. Às vezes fico com vergonha e não fico na sala. Parece que ela tem insegurança. Sempre tratei e trato ela muito bem. Ele não fica muito tempo na visita com a filha, ás vezes vem no intervalo do trabalho. Parece que ela não gosta que ele venha ver a filha por causa de mim. O que devo fazer?
 
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Publicado por Mariagrazia às 21:23
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Drª Mariagrazia Marini Luwisch - Psicóloga
Licenciada em Psicologia Clínica, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil. Equivalência reconhecida pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. Formada pela Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Breves.

Consultório:
Av. Luís Bivar 93, 6ºandar E
1050-143 LISBOA

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