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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Cortar-se e morrer

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Olá doutora,

A minha filha de 16 anos veio dizer que já pensou em cortar-se. Já pensou até em morrer quando ela começou a falar fiquei simplesmente apavorada. Não sei o que fazer, minha cabeça está a mil por hora.

Devo procurar um médico?

 

Cara mãe,

Leve a sua filha para uma consulta de psicologia. O dela é um “pedido de socorro”! É evidente que precisa de ajuda e sente isso.

Precisa de um tratamento psicológico para sair desse impasse, para aprender a gostar e confiar em si própria e assim modificar esses pensamentos auto-agressivos.

 

O cortar-se é uma forma de aliviar a dor psíquica, que não resulta e ainda agride o corpo.

Fale com ela para que cada vez que sinta o desejo de cortar-se procure transformá-lo num carinho, num abraço. A solução é procurar ajuda de uma psicóloga para um tratamento que a ajude a gostar dela própria, a ter novos objetivos e a apostar na vida.

 

Um abraço

 

Cansada de viver

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Tenho 19 anos e não tenho apoio dos meus pais. Minha mãe tem problemas com bebida e está doente no momento, descobrimos que esta com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) por conta do cigarro.

Meus pais são separados, não tenho contato com meu pai porque ele me expulsou da casa dele esse ano ainda, sem motivo algum.

Minha mãe não liga para o lado afetivo e já tentei abrir-me e conversar, mas ela nunca me escuta.

Meus amigos mais próximos mal mandam mensagem. Eu e meu namorado acabamos de terminar. Já tive anemia e tenho depressão. Já senti vontade de cometer suicídio diversas vezes.

Não uso nenhum tipo de droga, nem bebo. Terminei meu ensino médio o ano passado e estou cansada de procurar emprego e fazer entrevistas e nunca me chamarem.

Estou cansada de depender dos outros e eu me sinto incomodada demais em ver que até para comer preciso das pessoas porque eu não tenho nada. Eu estou literalmente esgotada e cansada de tudo e agora mais que tudo quero sumir.

 

Cara Leitora,

Precisa ter forças e lutar para conseguir um emprego. Nada é fácil, mas se manter a motivação e força de vontade vai conseguir.

Pense na vida e na sua saúde psicológica.

Aqui algumas dicas de auto-cuidado:

  • Se está tendo pensamentos de suicídio: conte para alguém. Converse com um membro da família, amigo ou professor de confiança. Se para si for difícil falar com alguém diretamente, escreva seus pensamentos e deixe alguém lê-los.
  • Ligue para o telefone de prevenção de suicídios ou de crises. Faça acompanhamento do problema com uma visita ao seu médico ou a um centro de saúde local.
  • Procure um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra.

 

Aposte na vida e nunca desista de seguir seus sonhos!

Um abraço

Filho inquieto

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Olá boa tarde,

Não sei se costuma responder aos emails mas estou com um problema e não sei se me pode dar uma ajuda ou umas ideias o meu filho tem 12 anos desde muito pequenino que tem muita vida e é muito desinquieto desde que entrou pequenito na infantil as educadoras sempre se queixaram que era uma criança bastante desinquieta e que acabava sempre por ter as atenções todas viradas para ele coisa que ainda hoje adora ter atenções todas viradas para ele.

 

Na primaria as professoras queixavam-se que era desinquieto e que destabilizava muito as aulas ele é bastante inteligente tem muito boas notas mas não é porque estude porque ele não gosta nem porque esteja quieto nas aulas ele capta o que os professores falam e porque é mesmo essa a questão nas aulas não esta nunca quieto nem calado perturba as aulas o tempo todo e mandam-lhe sempre sair para o GAA ( gabinete de apoio ao aluno) nos pais colocamos ele de castigo tiramos o telemóvel a televisão computador etc. e falamos bastante com ele.

 

Ele está no 7 ano diz-nos sempre a mesmo coisa que não volta a fazer mas todos os anos é sempre a mesma coisa e este ano sem exceção já começou o diretor de turma a ligar-me quase todos os dias que portou-se mal que respondeu mal a professora enfim já não sei que mais castigos lhe dar que fazer estou cansada desta situação toda que já se arrasta há anos.

 

Se existe alguma coisa natural que ele possa tomar pra acalmar, gostaria que me pudesse ajudar.

 

Cara mãe,

Essa inquietação excessiva pode estar relacionada com um transtorno de déficit de atenção com hiperatividade.

 

Para ajudar o seu filho a estar menos inquieto, poderá dar-lhe café com leite ao pequeno-almoço. Segundo estudos a administração de cafeína em doses adequadas controla o défice de atenção e hiperatividade, sem causar efeitos secundários.

 

Também uma atividade física é importante para gastar as energias e acalmar. Incentive seu filho a fazer atividades ao ar livre (andar de bicicleta, dar um passeio pelo parque). São algumas estratégias que podem fazer a diferença na gestão das suas emoções.

Castigo não resolve, converse com seu filho para que se comprometa a ser responsável e atento, colaborando sempre com os pais e professores.

 

Aqui algumas dicas os pais :

 

Promova atenção positiva –

Elogios: use e abuse

Valorize o processo e não tanto o produto/resultado

Forneça recompensas

Aplique consequências e recompensas imediatas, aos bons comportamentos.

Antecipe situações públicas/ou desobediências ocasionais

Encoraje o seu filho a desenvolver pensamentos positivos: “Vou ser capaz”; “Eu consigo”; “Vou acalmar-me”; “Vai correr tudo bem

Aliviem a pressão e recarreguem baterias

 

Se essa situação perdurar está indicada uma psicoterapia. Na adolescência, onde surgem diversos conflitos, a psicoterapia pode ser de grande ajuda para o hiperativo lidar melhor com suas dificuldades e com a vida.

Memórias esquecidas

 

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Olá. Vi sua página e gostaria de orientações.

 

Meu pai já é falecido e minha mãe foi diagnosticada há pouco tempo com esquizofrenia paranóide. Depois desse ocorrido com ela comecei a me perguntar se ela já mostrava sinais da doença e nunca percebemos e descobri que não me lembro nada de minha infância e início da adolescência. Me lembro de algumas pequenas coisas que hoje acho que me causaram traumas como medo de altura e medo de piscina/mar. Cai de um escorregado muito alto e quase morri afogada em uma piscina. Pensei em procurar uma terapia de regressão. Será que se eu conseguir lembrar eu consiga entender o que acontece e consiga lidar melhor com minha depressão? Agora estou medicada mas tive uma crise depressiva e fui descobrir que minha depressão veio desde a morte de meu pai a 3 anos. Os sentimentos sempre foram de solidão e tristeza profunda que refletiram no meu corpo físico causando dores e sempre com diagnósticos negativos. Tudo era da depressão.

Mas porque não lembrar? Não me lembro de sentar a mesa com meus pais para almoçar. Não me lembro de momentos de carinho e diversão. O pouco que lembro classifico em 2%. Os outros 98% sumiram da minha memória. Queria sua opinião sobre isso e se seria válido a terapia de regressão. Obrigado.

 

Cara leitora,

A esquizofrenia paranóide tem fator hereditário, parentes de 1º grau devem ser acompanhados.

Eu aconselho:

  • Bom ambiente de suporte
  • Técnicas de recuperação de memória (como hipnose)
  • Psicoterapia

Ambiente de suporte

Os médicos começam o tratamento ajudando as pessoas a se sentirem seguras e confiantes, por exemplo, ajudando-as a evitar traumas posteriores. Se as pessoas não têm razão urgente aparente para recuperar a memória de um evento doloroso, esse tratamento de suporte pode ser tudo o que é necessário. As pessoas podem se lembrar gradualmente das memórias perdidas.

Técnicas de recuperação de memória

  • Hipnose

Preencher todas as lacunas da memória contribui para o restabelecimento da continuidade em relação à identidade pessoal e do senso de self.

Psicoterapia

Assim que a amnésia for solucionada, a psicoterapia contínua ajuda as pessoas nos seguintes aspectos:

  • Compreender o trauma ou conflitos que causaram o transtorno
  • Encontrar meios para solucioná-los
  • Evitar traumas futuros, se possível
  • Seguir com suas vidas

Um abraço

Mariagrazia Marini

Relacionamento e violência

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Olá Maria, vi seu blog e queria muito ouvir seu conselho.

 

Me chamo Ana, tenho 24 anos e estou precisando de ajuda.

Tive um relacionamento de 1 ano e 5 meses com um rapaz, éramos felizes, mas tínhamos brigas muito intensas, nós dois temos personalidades fortes e nossas brigas estavam constantes, tínhamos passado por muitos problemas, ele tem um filho de 3 anos com uma mulher e outra criança de mesma idade com outra, era um fato que eu sabia mas eu me sentia insegura por isso.

E nossas brigas só vinham evoluindo, já tínhamos nos agredido fisicamente, mesmo assim nos desculpamos e ficamos juntos, até que este mês fomos viajar de férias, fomos pra uma praia e depois de 5 dias de viagem brigamos muito feio por um motivo irrelevante e nessa discussão eu o agredi, joguei coisas nele, e ele me deu um soco na boca.

Levei 6 pontos e fiquei com o rosto muito inchado. Isso há 2 dias, mas não paro de pensar nele, e no desejo de voltarmos.

Como posso pensar em alguém que me fez tão mal? Preciso de ajuda, estou passando dias muito difíceis. Seria errado haver um perdão?

 

Cara Ana,

Não é errado perdoar mas é preciso cuidado para que essa situação de violência não se perpetue.

A violência doméstica funciona como um sistema que apresenta, regra geral, três fases:

 

  1. aumento de tensão: as tensões acumuladas no quotidiano, as injúrias e as ameaças tecidas pelo agressor, criam, na vítima, uma sensação de perigo eminente.

 

  1. ataque violento: o agressor maltrata física e psicologicamente a vítima; estes maus-tratos tendem a escalar na sua frequência e intensidade.

 

  1. lua-de-mel: o agressor envolve agora a vítima de carinho e atenções, desculpando-se pelas agressões e prometendo mudar (nunca mais voltará a exercer violência).

 

Este ciclo caracteriza-se pela, pela sua repetição sucessiva ao longo de meses ou anos, podendo ser cada vez menores as fases da tensão e de apaziguamento e cada vez mais intensa a fase do ataque violento. Usualmente este padrão de interacção termina onde antes começou. Em situações limite, o culminar destes episódios poderá ser o homicídio.

 

A violência doméstica não pode ser vista como um destino que a mulher tem que aceitar passivamente. O destino sobre a sua própria vida pertence-lhe, deve ser ela a decidi-lo, sem ter que aceitar resignadamente a violência que não a realiza enquanto pessoa.

É preciso quebrar o ciclo. Haver controlo de parte a parte. Se esse comportamento se repetir é preciso terminar o relacionamento. Uma relação agressiva e violenta não é normal e não pode continuar. Ninguém merece uma vida de violência e sofrimento.

Se sentir dificuldade procure ajuda de uma psicóloga para a orientar.

Fique bem

 

 

Sonhar que bate no pai

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O meu nome é Cristina, tenho 50 anos e um filho de 19. Meu filho sempre sonha que está batendo muito no pai dele. Joga coisas, fere com faca, etc. Ele fica muito triste com estes sonhos.

O que isso significa? Como fazer para não ter mais esses sonhos? 

 

Cara Cristina,

O pai simboliza autoridade e proteção. O sonhar com o pai sugere necessidade de maior auto-confiança.

Sonhar que bate e fere o pai pode representar uma tentativa de chamar a atenção para a carência de afeto e necessidade de maior proximidade. Talvez sinta que é um pai ausente e precisa que ele lhe dê ouvidos.

Seu filho agride o pai em sonho como forma de chamar a sua atenção para receber carinho.

O que pode ajudar é procurar melhorar a relação entre ambos: estarem mais tempo juntos, trocarem ideias, falarem, conviverem, etc.

 

Tudo de bom

 

 

Experiências homossexuais

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Tenho 16 anos e namoro com uma rapariga há 11 meses, sempre a amei e ainda amo.

Este verão tive 3 experiências homossexuais (Sem envolvimento sexual), as primeiras 2 foram sem sentimento, só para experimentar, mas a última foi com um rapaz que já conhecia à muitos anos. Estávamos a falar sobre sexualidade e eu disse que estava curioso de beijar um homem (porque nunca tinha beijado) e ele beijou-me! Pensava que ia ser estranho, mas não foi, só queria mais tempo com ele e tivemos mais um bocado!

Não me arrependo mas estou muito indeciso sobre a minha sexualidade especialmente, porque fiz esta experiência, que definitivamente mudou a minha vida, enquanto namorava. Por favor ajude-me!!!

 

Continuo a amar a minha namorada!

 

Caro adolescente,

é preciso saber que o processo de definição da identidade e orientação sexual se encontra ativo nas mais diversas faixas etárias, mas é na adolescência, que os jovens, no quadro do seu desenvolvimento normal, exploram e experimentam a sua sexualidade, amadurecendo e definindo a sua identidade sexual. O que pode acontecer através de experiências homo e heterossexuais.

O importante neste domínio da identidade de género e da orientação sexual é a saudável relação entre a sublimidade da natureza humana e a inevitabilidade da experiência individual de cada pessoa.

Suas experiências sexuais ajudam na definição da sua própria orientação sexual. O importante é viver a sua sexualidade com naturalidade e sem preconceitos. Aos 16 anos nada é definitivo.

Dúvidas de separação

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Boa noite.

 

Me chamo Catarina, tenho 29 anos sou casada há 13 anos, mas há algum tempo estou com dúvidas em relação a meus sentimentos.

 

Me casei muito nova, em um momento que tinha perdido minha mãe e estava bem fragilizada, pois tive que cuidar dos meus irmãos pequenos e meu pai tinha problemas com bebidas. Meu pai se casou novamente mas eu não aceitava, de tanto as pessoas falarem e colocarem pressão então acabei aceitando, mas tive vários problemas com esta mulher. Então conheci meu marido ele é 13 anos mais velho que eu, mas ele estendeu a mão e me deu carinho, só que quando fui morar com ele em uma situação conturbada, foi bem complicado o começo, ele me deixava muito sozinha e como eu era muito nova aceitava tudo o que ele me dizia.

 

Nesse período batia-me, não tinha paciência, ficava muito zangado, hoje ele é mais controlado.

 

O tempo foi passando e eu passei por uma depressão onde tentei tirar minha vida, porque me desesperei, nos brigávamos muito então ele queria terminar, daí me desesperei, graças a Deus estou viva e sem nenhum sequela e muito mais forte, com isso comecei a rever muitas coisas.

 

Algum tempo comecei a estudar e realizei meu sonho de fazer uma faculdade ele até me apoiou só que agora prestes a me formar ele não quer que me forme coloca vários empecilhos, e também tenho um certo medo pois ele é muito machista e não aceita que tenho amigos homens e fica revoltado. Um dia peguei uma carona com meu patrão o qual ele conhece e é amigo onde a esposa dele também é minha amiga e trabalhamos juntas, ele ficou louco achei que ia bater-me, o que mais me doeu além dos xingamentos foi uma orquídea que ele me deu, ele a quebrou toda e disse que não merecia isso foi pior que uma tapa.

 

Entre outras situações, hoje prefiro ficar no meu trabalho do que vir pra casa, não tenho vontade de ter relações com ele, não sei o que fazer, estou com muitas dúvidas, acho que não gosto mais dele, mas também não tenho coragem de me separar.

 

Até já olhei casas pra alugar, só que estou em cima do muro. Ele fez uma cirurgia então não sai, e também brigamos, o teste disso ele foi fazer e não me falou nada, então pensei em ir embora neste dia mas também pensei que não era o momento por ele estar operado.

 

Preciso saber o que fazer, já não aguento mais tudo isso.

 

Cara Catarina,

O casamento não é fácil. e uma separação pode ser umas das experiências mais emocionalmente desgastantes. Num momento como esse surgem muitas de emoções, dúvidas e conflitos.

Existem alguns pontos fundamentais que devem ser considerados na hora de decidir pela separação ou não. É preciso repensar itens como: parceria, intimidade, respeito, expectativas e planos.

Todos os relacionamentos passam por oscilações e fases onde alguns desses pontos podem estar apenas provisoriamente abalados, mas quando tudo está mal, a solução é a separação.

 

A decisão é sua, pense e avalie junto ele. Dialogue e fale sobre tudo que a incomoda e ouça o que ele tem a lhe dizer.

Só depois de muito diálogo tome uma decisão.

 

 

 

Relacionamento abusivo

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O meu nome é Manuela e tenho 37 anos. Vivo em relacionamento abusivo. Não consigo me desvincular. Sofro de depressão maior. Tudo se agravou devido a um descolamento de retina, ao qual resultou em 10 cirurgias e quase 2 anos de repouso absoluto. Hoje estou tentando voltar a normalidade, mas sem a vista do olho direito.

Estou perdida. O que faço?

 

Cara Manuela,

Se continua em um relacionamento abusivo por pensar que ele mudará e que começará a tratá-la bem, pense melhor.

Um homem abusivo não muda sem uma terapia de longo prazo. Sessões de terapia podem ser particularmente boas em ajudar um homem abusivo a reconhecer seu padrão abusivo. Drogas e álcool podem criar ou aumentar o abuso em um relacionamento. A mulher de um abusador precisa d ajuda e apoio para enfrentar o processo de co-dependência que está envolvida.

 

Se o homem abusivo não estiver disposto a procurar ajuda, então deve começar a agir para proteger a si mesma saindo de casa. Se estiver com medo de não ser capaz de sobreviver procure ajuda, buscando a família, amigos, e descubra como eles poderão ajudá-la. Uma vez que tenha saído, o abusador pode chorar e pedir perdão, mas não volte atrás sem procurar ajuda e sem ele completar uma terapia de longo prazo bem-sucedida. Esteja preparada para o aumento da pressão pelo abusador, pois ele perdeu o controlo. Se o seu parceiro não está desejoso de procurar ajuda para seu comportamento abusivo, a sua única opção é sair fora.

Cuide de si, procure ajuda para tratar da sua depressão e dos seus problemas e não permita que ele continue a estragar a sua vida.

 

Um abraço

Psicóloga e ídolo

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Olá Maria!! Tudo bem?

Meu nome é Sandra, eu preciso de uma ajuda. Eu vejo minha psicóloga como uma sabe-tudo, poderosa, entrou em minha vida em um lugar irreal, eu a vejo como um fã vê um ídolo. E isso infelizmente está deixando-me envergonhada, não consigo fazer a sessão olhando nos olhos dela, sempre fico de cabeça baixa, imaginando o que ela está pensando de mim, fico trémula, ansiosa, suando frio no dia da terapia. Contei para ela, e ela me falou que isso é uma fantasia, e só eu posso lidar com essa fantasia, só que não sei o que fazer, fiquei decepcionada achando que ela iria me ajudar a diminuir ou combater esse sentimento que foi formando-se ao longo das sessões. O que posso fazer?

Obrigada desde já!!

 

Cara Sandra,

É importante reconhecer que o conhecimento do terapeuta é uma força positiva para a mudança e reconhecer que a participação do terapeuta no processo terapêutico oferece uma colaboração e enriquece a experiência.

Também é preciso aceitar e reconhecer que é impossível que o terapeuta trabalhe sem acrescentar um ponto de vista pessoal.

Ainda é preciso lembrar que paciente e terapeuta se encontram periodicamente em uma relação de intimidade que implica um pagamento. Mesmo sendo uma relação pessoal, inclui muitos aspectos pessoais que estão mediados por um contrato que estabelece condições e limites. Portanto paciente e terapeuta são responsáveis por criar uma zona de conforto pessoal dentro da relação pessoal como condição para a mútua evolução.

Se essa realidade permanecer invisível, haverá uma inevitável distorção entre terapeuta e paciente.

Trabalhe essa situação com a sua terapeuta, para que possa confiar e abrir-se com ela de maneira segura e autêntica.