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Consultório de Psicologia

Espaço de transformações com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações relacionadas com o seu bem-estar. Encontre o equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia.

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Problema emocional

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Bom dia 

 

Meu nome e F., tenho 49 anos. estou casado há 22 anos e 01 filho de 10 anos.

 

Estou passando por um grande problema emocional, principalmente depois que meu pai faleceu em 2013.

Mas minha história começa há mais de 25 anos atrás.

Em 1989 conheci uma moça (M. ela tinha na época 18 anos, eu 22) tanto eu como ela começamos a nos conhecer, pois tínhamos interesses em comum. No mês de maio daquele ano seus pais decidiram mudar para outra cidade. Ficamos muitos tristes, porque estávamos amando um ao outro. No segundo semestre daquele ano, fui visitá-la.

 

Seus pais gostavam muito de mim, e eu deles. Na  minha ultima visita (Dez de 89) fui para oficializar o namoro, quando fui surpreendido com a noticia que ela não estava mais interessada e que queria continuar os estudos e não tinha ninguém em vista( que era minha grande preocupação, pois estávamos longe para se ver e vulneráveis por outros). Fique, naquela época muito decepcionado, porque nos contatos telefónicos, fazíamos planos para o futuro, juras de amor, etc. Na volta desta viagem, desabei a chorar, pois amava muito ela e não tivemos a oportunidade de nem se quer dar um beijo. no ano de 1990 fique com depressão, achando que o mundo tinha acabado pra mim, tinha antes de conhecê-la . Com baixa alutoestima, me achando feio, tímido demais para conquistar uma mulher, alguns meses se passaram, e logo fiquei sabendo que ela estava namorando um rapaz na cidade, o que aumentou mais ainda minha depressão, pensando que nunca mais iria vê-la.

 

Depois de 1 ano (1991), suportei a depressão, resolvi ligar para a M. e sua mãe atendeu e ficou muito contente em falar comigo e me contou que a Marcia não estava mais namorando. Isso me deixou com muitas esperanças, então combinei com a mãe dela que iria lá no mês de Julho de 1991. Nesse mesmo ano e antes de ligar para a M., conheci outra moça (G.) Percebi que a G. era muito parecida com a M. fisicamente. Isso estava me perturbando, por que ainda amava muito a M. Precisava ir vê-la para conferir o seu interesse por mim. Essa viagem foi muito boa, pude vê-la, passear, ir ao cinema e quando fui perguntar a ela se havia alguma esperança, M. pediu-me um tempo.

 

Fiquei mais confuso ainda na época, porque eu tinha a G. e lá a M.

Como a M. já me havia decepcionado antes, decide começar um namoro com a G.

que estava interessada. Eu por orgulho e egoísmo deixei a M. com seus pensamentos.

 

O grande problema e que eu estava enganando a mim mesmo, porque amava muito a M. e só percebi isso muito tempo depois. em 1992 A M. e sua mãe vieram na minha cidade e percebi que ela ainda estava me esperando e eu não notei isso, pois estava ainda namorando a G.. A G. achou as fotos e cartas que tinha da M. e destruiu tudo (menos os negativos). Não tinha mais o telefone para entrar em contato com a M.. Em 93 com quase tudo preparado para casar com a G.  tivemos uma forte desentendimento e desmanchamos o noivado, mas fiquei envergonhado por chegar até aquele momento e desistir, apesar de não amá-la, como amava a M. reatamos e casamos em 93.

 

Ao longo dos anos sempre me lembrava da M. com muito carinho e amor, mas não tinha como entrar em contato, porque o telefone e o endereço foram destruídos. Por muitas vezes eu e a G. brigávamos muito a ponto que querer jogar tudo pro alto e separar, A G. chegou até se interessar por outro, mas relevei. Em 2006 nasceu meu filho, isso me fez rever o casamento, mas veio outros problemas maiores ainda. Por volta de 2010, comecei a digitalizar as fotos que eu tinha e também os negativos. Foi quando voltei ao passado e rever os momentos que tive com a M.. A curiosidade de saber como a M. estava foi crescendo a ponto de começar a pesquisar na internet. Depois de muito tempo achei seu endereço e também outras coisas nas redes sociais. Vi que a M: já tinha uma filha (dois anos mais nova que meu filho) mas notei que não havia o marido em algumas fotos no facebook. Em 2016 consegui com muito custo o telefone da mãe dela e entrei em contato depois de 25 anos. Conversamos por telefone e ela me disse que havia casado em 2007 e teve sua filha em 2008, mas não durou muito o casamento e 2010 estava separada e em 2013 seu pai havia falecido e ela havia se divorciado. Notei que o meu sentimento pela M., que havia ficado adormecido, acordou. Começamos a nos comunicar por telefone e whatsapp. Recentemente (jan de 17) fui sozinho à cidade dela para vê-la, sem ela saber e nem minha esposa a G. Conversando com sua mãe, pois a M. não mora com ela. Sua mãe me disse que depois que voltamos a nos comunicar, M. ficou mais feliz e que o voltar a conversar mexeu com ela. Mas que está muito preocupada comigo pois ainda estou casado.

 

Sinto que essa história ainda não acabou apesar do tempo, meu amor por ela ainda bate forte no peito, coisa que nunca senti pela G. Pelo lado da M., achou que também despertou o amor que tinha, mas pelo que sua mãe me falou, ela está com medo de ser o pivô de uma separação e de destruir uma família. Meu casamento anda de mau a pior a anos. Para dizer a verdade casei com a G. com a M. na cabeça e no coração.

 

Agora que a encontrei sinto a necessidade de ajudá-la, visto que esta sozinha criando sua filha. Mas eu também estou dividido com um casamento em erupção, um filho de 10 anos e um amor no peito me castigando e me deprimindo cada dia. Desde  Outubro de 2016 não tenho dormido direito, estou ansioso demais, não paro de pensar na M. (apesar de morarmos longe)

 

Sei que enfrentarei muitos problemas, separação, um relacionamento duvidoso (pois dependerá da M. se vai me aceitar depois de fazer isso)  

 

Mas tudo isso foi culpa minha, pois se amava tanto a M., porque não dei o tempo em 91, porque não desisti de casar, porque não separei enquanto não tinha o filho, são tantos os porquês, que minha cabeça não anda bem, estou a cada dia mais depressivo e temo muito o poder vir acontecer, pois penso que a única saída para meu sofrimento e acabar com tudo, não sei mais o que fazer, por isso estou pedindo uma ajuda profissional, como fazer...

 

 

Grato.  

 

Caro F.,

 

Penso que esteja numa grande confusão mental! O seu amor pela M. parece idealizado, uma saudade do tempo passado e da sua juventude e que claramente não voltará mais.

 

Pense bem : será que vale terminar um casamento e destruir uma família por um amor do passado que talvez seja só uma ilusão?  Uma separação sempre traz problemas, frustrações e infelicidade para toda a família. Antes de tomar uma decisão ponha tudo na balança. Se está ao lado de alguém que ama, que o faz feliz, que lhe dá segurança, vale a pena abandonar tudo isso por outra? Não se deixe levar pela ilusão de uma relação perfeita.

Amar é aceitar o imperfeito e torna-lo perfeito para nós. Para que uma relação resulte é preciso respeito, reconhecimento, responsabilidade e recreatividade.

 

Sugiro que não tenha pressa em decidir, reflita com calma e pondere o que é melhor fazer. Um acompanhamento psicológico poderá ser de ajuda nessa fase complicada de indecisão.

Fique bem

 

Namoro adolescente

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 Meu nome é I., tenho 51 anos e uma filha de 12 anos que anda a namorar com um rapaz de 16, isso é ilegal? O que devo fazer, trata-se de um individuo com historial de drogas e violência. Agradeço desde já a ajuda

 

Cara I.,

A sua filha está num namoro prematuro e prejudicial. A comunicação entre pais e filhos é essencial nesse caso.

 

Converse muito com ela sobre as possíveis consequências de seus atos e fale da importância que esta pessoa seja da sua idade ou de idade próxima, que compartilhem os mesmos princípios, valores e crenças pessoais e familiares. Esse rapaz não pode namorar com ela pois irá prejudicar a vida de sua filha em todos os sentidos.

O papel dos pais é buscar que seus filhos vivam com intensidade o que é próprio da idade juvenil, isto é, que cada etapa seja aproveitada em extensão e plenitude com as experiências necessárias ao amadurecimento pessoal, sem os obstáculos apresentados por uma relação afetiva prematura.

 

Fique perto de sua filha e não permita que essa relação continue, aos 12 anos ainda não tem maturidade para decidir e nem para namorar.

Caso não consiga sozinha encaminhe-a para uma consulta de psicologia para que possa ajudar nesta e quiçá outras questões que estejam por trás.

 

Tudo de bom

Vozes no pensamento

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Eu sou M. Eu escuto vozes no meu pensamento de pessoas conhecidas. Eu faço tratamento psiquiátrico há 3 anos. Eu tenho 31 anos. Esse problema surgiu quando eu perdi a minha mãe e tive muito stress no trabalho. Essas vozes ficam o tempo todo conversando comigo parecem até espíritos. Eu tenho cuidado do meu psicológico e do meu lado espiritual também. Essas alucinações têm-me perturbado muito. As vozes são de pessoas boas e conhecidas. Eu vi na novela um personagem que teve esta doença que mostrava vozes agressivas e más. Ele fez tratamento psicológico também.

Qual é o seu diagnóstico?

 

Cara M,

O que ouve são alucinações auditivas, que são uma característica comum de muitos transtornos psiquiátricos, como psicose, esquizofrenia e transtorno bipolar. Mas, também são experimentadas por pessoas sem condições psiquiátricas. A terapia vai ajudar a que possa entender as vozes como parte de si a revelar preocupações inconscientes.

O fato de ter perdido a sua mãe pode ter interferido no sentido de tentar mantê-la presente na sua mente com a recordação de frases que se presentificam como vozes.

O importante é como interpreta essas vozes. A melhor maneira é ter consciência que essas vozes são parte de seus pensamentos e é como se pensasse alto e falasse consigo mesma.

 

Segundo Pichon, a personalidade se constrói numa relação bi-pessoal entre o eu e o outro que existe dentro de mim. Esse outro eu é uma imagem com a qual discuto enquanto penso, é como se eu falasse comigo mesmo. Pichon busca o fundamento teórico nos conceitos de id, ego e superego de Freud, onde o ego (indivíduo) se localiza entre os anseios e desejos do Id (volição interna) e as regras e repressões do superego (valores absorvidos).

 

O pensamento é uma atividade lingüística, uma vez que pensamos em palavras, queremos compreentender os sentimentos e transformá-los em palavras que provoquem o entendimento do que estamos sentindo.

Um abraço.

 

Sensação de estar fora do corpo

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Boa tarde! Quando fico muito nervosa, minha memória apaga; quando chega o ápice, tenho a sensação que estou fora do corpo (já me vi, como se eu estivesse atrás de mim) , ou maior do que sou, já cheguei a ponto de parecer que estou levitando no teto vendo meu corpo em baixo, em todas situações, me vejo fora, mas meu corpo continua como se eu estivesse dentro.

Entretanto quando chega a esse nível, não me lembro de mais nada depois, só me lembro destes flashes; isso começou a acontecer depois que tive depressão. Por favor, gostaria de entender. Grata

 

Cara leitora,

O seu distúrbio está, provavelmente, relacionado com o seu alto nível de ansiedade e como consequência da depressão. O que descreve é uma espécie de despersonalização. Esta é entendida como uma desordem dissociativa, caracterizada por experiências de sentimentos de irrealidade, de ruptura com a personalidade, processos amnésicos e apatia. Pode ser um sintoma de outras desordens como transtorno bipolar, transtorno de personalidade borderline, depressão, esquizofrenia, stresse pós-traumático e ataques de pânico. A despersonalização pode ainda surgir com o consumo de drogas, como Cannabis ou Ecstasy; mas há outras causas: esta pode desenvolver-se devido a uma exposição prolongada a stress, mudanças repentinas no contexto pessoal, laboral ou social, entre outros factores. A despersonalização encontra-se intimamente relacionada com a ansiedade.

 

A despersonalização associa-se, frequentemente, a outras perturbações mentais que necessitarão de ser tratadas ou é desencadeada por elas. Deve ter-se em conta qualquer tipo de stress relacionado com o início (instalação) da perturbação de despersonalização.

 

Como tratamento é eficaz a psicoterapia. A sensação de despersonalização desaparece, frequentemente, com o tratamento.

Procure ajuda e vai ver que vai sentir-se bem melhor e vai conseguir superar o seu problema.

 

Esquizofrenia e cannabis

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Olá Dra, 2 meses atrás eu fui em uma festa e usei cannabis. (Foi a 3ª vez na minha inteira vida) Fiquei mal a noite toda, depois fui pra casa onde dormi e quando acordei já estava melhor. Estudei para a prova que eu teria no dia seguinte, fiz tudo normalmente. Quando foi na hora de dormir eu senti minhas pernas a terem calafrios, minhas mãos suavam, meu coração disparava, eu fiquei muito confuso, desnorteado, etc. Dai fui ver que poderia ser ansiedade. Mas sentia as coisas como se elas não fossem reais e vi que poderia ser despersonalização e desrealização. Mas depois eu vi que uso de cannabis poderia causar esquizofrenia e a despersonalização era um sintoma.

Então meu quadro de ansiedade foi aumentando cada vez mais. E comecei a achar que eu poderia ter câncer, e logo depois achei que tinha problema de personalidade (algum distúrbio) A seguir eu voltei a achar que tenho esquizofrenia. Agora meu ouvido fica muito sensível a qualquer barulho e estou sempre perguntando se alguém também ouviu o que eu ouvi, com medo de estar tendo alguma alucinação auditiva. Só que eu nunca tive uma, ou ouvi vozes, ou vi coisas, etc.. nunca tive nenhuma alucinação. Só que eu li que esquizofrénico cria paranóias de conversar com a TV ou rádio e agora quando assisto TV começo a ficar ansioso, vi também que esquizofrénico não olha nos olhos porque se sente incomodado e agora quando eu olho paro o olho de alguém eu fico ansioso também, mas sei que está tudo bem e que ninguém me vai prejudicar. Vi que esquizofrénico ouve vozes que dão ordem a ele, e aí vem uns pensamentos do tipo que eu fico com medo de olhar pra uma faca ou tesoura.

 

Cheguei até guardar uma tesoura numa caixa e esconder com medo de ouvir alguma voz. Será que eu estou ficando louco? Sinto que a despersonalização fica mais forte cada vez que eu tenho crise de ansiedade ou lembro de todas essas coisas. Mas eu acordo ansioso e durmo ansioso. Por favor me ajuda!!

 

Caro leitor,

Como não é usuário frequente de cannabis todas essas sensações estão, provavelmente, relacionadas com um excesso de ansiedade. O uso de cannabis pode dar sintomas psicóticos, que podem durar, por vezes, algum tempo, mas não provoca esquizofrenia. O que acontece é que se a pessoa tiver predisposição para esquizofrenia o consumo de cannabis poderá precipitar a doença. Portanto o consumo regular de cannabis pode induzir sintomas psicóticos principalmente entre pessoas predispostas ao surgimento de quadros esquizofreniformes.

No seu caso é a sua ansiedade que alimenta esses sintomas. No entanto apenas uma avaliação clínica especializada poderá avaliar um diagnóstico preciso.

Amor

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“Sobre a tendência universal à depreciação na esfera do amor”, Freud (1912) destaca características que determinam a escolha da pessoa amada, demonstrando conflitos que ocorrem entre a capacidade de amar e desejar sexualmente o mesmo objeto. A harmonia de uma relação amorosa normal sustenta-se entre o equilíbrio das correntes eróticas e afetivas.

 

Feliz dia de San Valentim!

Guerra no casamento

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Bom dia Dra.

 

Cheguei ao seu contato através da internet, me chamo J.S. tenho 43 anos sou casado ha 6 anos minha esposa tem 28 anos, temos 3 filhas.

Cerca de 3 meses vivo uma guerra pois ela conheceu outro homem de mesma idade que ela, antes da traição vir à tona ela disse que não poderia mais estar casada pois devido à problemas do casamento e que havíamos tentado tudo mas não dava mais.

 

Eu relutei argumentando que poderíamos tentar concertar já que passamos por outras crises, logo após esta conversa acabei descobrindo o real motivo, traição mesmo assim não me alterei e mostrei que a amava e poderíamos superar. 

Mas a situação ficou cada vez pior no início ela se mostrava indecisa dividida, agora faz um mês que saiu de casa levando as crianças para casa de familiares. 

 

Já conversamos bastante ela até me disse que me ama mas acha que não dará mais certo, há dois dias confessou que pensou em uma possível volta mas agora voltou a ficar irredutível, pouco conversa, trata-me com certa pena, aconselha-me a conformar-me, assumiu de vez o relacionamento, diz-se estar apaixonada e o rapaz também por ela.

Tentei de tudo pois a amo e quero minha família de volta mas a cada dia vejo esta possibilidade distante.

O que fazer Dra.?

 

Caro J.S.,

 

Não há muito que possa fazer, a não ser falar com ela, talvez conversar com os pais dela para que eles possam ajudar. Talvez ela precise de um tempo para pensar e refletir no que ela realmente sente e quer para a sua vida.

 

Se o que sente por ela é amor e se do lado dela também houver amor, valerá a pena tentar restaurar a relação e rever os problemas no casamento.

 

Não é fácil gerir as inseguranças que resultam deste afastamento e da traição, mas também pode ser uma oportunidade para repensarem a relação. Como têm três filhas o afastamento físico não será longo. Conversem sobre as necessidades de cada um e sobre as mudanças necessárias para voltarem a se entender em harmonia.

 

Pode ser que com o afastamento ela perceba que tudo não passou de uma ilusão, mas que tenha sido apenas uma aventura com necessidade de afirmação.

 

Continue compreensivo com ela e caso nada funcionar não se desespere, mas aprenda a se valorizar e procure tomar um novo rumo na sua vida.

Uma terapia de casal é sempre benéfica nesses casos, para que possam elaborar o sucedido e para que não sobrem rancores ou ideias infundadas.

 

Vazio de sentimentos

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É normal não sentir amor pela própria família? Eu mesma não ligo pra minha família nunca me apaixonei por ninguém pra dizer a verdade nunca senti amor sou vazia de sentimentos não choro apenas sinto um vazio dentro de mim e ódio onde sou capaz de matar sem me preocupar com as consequências. Não ligo pra vida. 

Isso é normal ou simplesmente estou estou ficando louca?

 

Cara leitora,

Essa condição afetivo-emocional de vazio de sentimentos possui uma denominação médica: "atimia", do grego "athumía", que consiste na ausência de sentimentos e de manifestações afetivas.

Uma condição que é comum em portadores de esquizofrenia, neurose ou depressão.

Não quer dizer que seja portadora de esquizofrenia ou neurose, mas pode estar a passar por uma depressão. Ou ainda é mais provável que isso seja apenas um traço isolado da sua personalidade, pois no quadro completo da esquizofrenia o portador da enfermidade não tem consciência da sua condição afetiva, como está a ocorrer consigo.

Manifestações de indiferença afetiva são também observadas nos neuróticos. Na melancolia, o desinteresse pelas coisas do mundo

Essa condição surge a partir e durante as interações da pessoa com o ambiente, principalmente no seu período de formação cognitiva e desenvolvimento de habilidades sociais, a pessoa tem uma habilidade comportamental não aprendida ou bloqueada por algum acontecimento traumático ou sucessões de acontecimentos onde a pessoa sente dificuldade para sentir e expressar-se.

 

Não está ficando louca, está consciente do que está a passar e à procura de respostas. O melhor que tem a fazer é procurar ajuda de uma terapia para que, além de compreender o que se passa consigo, possa desenvolver novas maneiras de sentir, de se relacionar com as pessoas e de viver repeitando a vida humana.

 

Medo da morte

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Olá Doutora!!! Preciso de muita ajuda, sou já adulta!! Quando uma pessoa morre pode ser ente querido, parente, vizinhos, amigos, eu tenho medo. Tenho pânico de velório por causa de pessoa morta no caixão.

Quando a pessoa morre já sei que tenho que enfrentar. Sofro muito, muito. Quando criança tinha medo de caixão, hoje diminuiu, mas ver pessoa é pânico. Medo de morrer, mais medo maior é estar viva dentro. Fico distraindo-me. Melhora um pouco, mas volta. Por favor me ajuda.

 

Cara leitora,

o ser humano desde sempre, se preocupou com a sua existência e mais ainda com a sua finitude. É através da morte dos outros, sobretudo daqueles que nos são próximos e queridos e também pensando sobre a nossa própria morte que surgem as nossas angústias.

O medo da morte é inerente ao desenvolvimento humano. Aparece na infância, a partir das primeiras experiências de perda. E tem várias facetas: trata-se de um medo do desconhecido, somado ao medo da própria extinção, da rutura da teia afetiva, da solidão e do sofrimento. O medo da morte é fundador da cultura, esse medo funciona como motor de todas as civilizações. A partir do desejo de perenidade, se desenvolvem as instituições, as crenças, as ciências, as artes, as técnicas e mesmo as organizações políticas e económicas.

É o lado vital da morte. O medo da morte nos força a viver, a nos relacionar, a procriar, a criar, a construir coisas que nos transcendam. Na ilusão da imortalidade, o ser humano acredita que suas obras sejam permanentes e garantam que ele não seja esquecido.

Os terapeutas ajudam o paciente a entender por que o medo é infundado e ajudam o paciente a lidar com esses pensamentos, bem como a controlar respostas físicas e mentais decorrentes da fobia de morrer.

A melhor maneira de enfrentar é compreendê-la.

“A aceitação da morte constitui certamente um dos maiores sinais de maturidade humana, daí a necessidade duma educação sobre a morte, duma “ars moriendi”, porque a morte, paradoxalmente, pode ensinar a viver.”

Oliveira (2002)

Mãe intolerante

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 O meu nome é M. tenho 27 anos e nunca sai de casa pra me divertir ou fazer coisas normal por que minha mãe sempre me impediu, nunca namorei porque ela nunca deixou eu sair... Quando eu trabalhava meu dinheiro ela controlava e eu não podia gastar, tinha que gastar tudo pra dentro de casa... Tô quase cometendo suicídio não aguento mais isso...

Não posso conhecer pessoas ou falar minha opinião q ela quer me bater   está doendo muito essa situação não aguento mais.... Faz 3 anos q amo um rapaz q mora em outra cidade, ele queria vir conhecer-me e ela disse q ele não entra na casa dela e q eu nunca vou sair daqui pra outra cidade... Que eu não sei o q é amor ainda.... Quando eu falo o q quero da minha vida e digo q quero ter uma família ela começa a passar mal e minhas irmãs que já são casadas me culpam pois minha mãe faz tortura psicológica, da a desculpa q tem problema de coração e q não pode passar raiva...

Eu me sinto mal pois quando arrumo um serviço num horário q ela não quer ela me faz desistir... Não me dá dinheiro pra por no bilhete e nem me ajuda ela me atrapalha a arrumar serviço e se ela não gostar da pessoa ela me impede de fazer amizade.... Me ajuda por favor não sei mais o q fazer pois a pessoa q amo já está quase desistindo de mim de tantas desculpas que eu invento pra não passar vergonha por causa da minha mãe... Eu levei 5 anos pra ela permitir que eu colocasse um piercing no nariz....

Pra mim poder sair pra lugar longe tenho q levar meu padrasto senão ela não deixa... E por eu não ter lugar pra morar tenho medo dela não deixar eu entrar mais pois joga na minha cara q enquanto eu estiver na casa dela ela manda em mim por favor me ajude não quero mais viver não aguento mais tanto sofrimento.... Eu não bebo não fumo.. Não sou de gostar de festas só cuido da casa e faço comida porque ela mesmo não faz.... Sempre fui muito obediente e quieta talvez eu tenha uma parcela de culpa por ser tão frouxa mais não aguento mais quero morrer isso tá me destruindo porque faz 27 anos q não sei o q é felicidade..   Eu me tranco no meu quarto e ela fala q é frescura minha minhas irmãs só conseguiram casar porque fugiram mais eu não sou assim sempre quis o apoio da minha mãe mais ela não colabora, acha q sou propriedade dela... Nem meu pai pode se aproximar porque ela diz q sou propriedade dela e q ela manda em mim até quando eu tiver velha... Me ajude por favor, me aconselha, não aguento mais isso : (  e ela disse q só vou sair de casa quando eu casar mais não é minha vontade isso é ridículo porque é vontade dela e não minha.. Tenho 27 nãos e quero curtir a vida, namorar... Viver .

 

Cara M.,

É preciso estar ciente de que a independência não se dá, conquista-se. Independência não quer dizer, em termos de educação, “deixar fazer”. A sua liberdade não é dada pelos seus pais, ela é conquistada à medida que consegue ganhar maturidade (esforço, responsabilidade, vontade, etc.). Pensar em suicídio não resolve. Prove à sua mãe que é suficientemente madura para poder fazer o que quer.

 

O problema não é a sua mãe. A solução é enfrentar o conflito, o problema. Porque é que não tenta resolvê-lo falando sinceramente com a sua mãe? Afinal de contas, penso que a sua mãe não esteja a querer restringir a sua independência, mas ajudá-la. Talvez a ajuda não seja a ideal, mas isso é outra história. Porque é que não tentam encontrar uma solução conjunta? Fale com ela e faça valer as suas escolhas.