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Consultório de Psicologia

Espaço de transformações com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações relacionadas com o seu bem-estar. Encontre o equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia para favorecer seu crescimento psicológico.

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Criar filho sozinha

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Boa noite, estava procurando respostas para algumas situações e então resolvi escrever. Em fevereiro desse ano resolvi sair da casa com o meu filho de 2 anos onde morávamos com o pai dele , não era casada no papel , mais vivemos juntos por 3 anos.

 

Foi um período bem complicado , ele é usuário de cocaína e o nascimento do filho não foi o suficiente para ele mudar. Então resolvi ir embora , porém por questões financeiras e por medo talvez dr estar sozinha acabo dependendo muito dele e de sua família , moro sozinha , todas as dificuldades e responsabilidade são apenas minha , recentemente passei mal , senti que iria morrer , fui para o hospital com tremores , fraqueza , estava formigando e cansada , desde então sinto medo , medo de ficar sozinha , de não ser uma boa mãe , medo de morrer e deixar meu filho sozinho. Antes eu não estava sempre cansada , sempre sem paciência , gostava de cuidar da casa , de me cuidar. E hoje tudo é tao estranho , só queria voltar a me sentir bem , o que eu posso fazer , não sei por onde começar e tenho muito medo de que tudo interfira no meu filho .

 

Cara Leitora,

Após a separação do pai de seu filho, sente a responsabilidade de criar o filho sozinha , o que é uma fonte de stress e preocupações que se refletem na sua saúde física e mental.

 

Ser mãe e pai pode ser muito bom em alguns momentos, mas em muitas ocasiões é simplesmente exaustivo. Não é preciso negociar, nem pedir desculpas, nem estar de acordo com nenhuma outra pessoa a não ser consigo mesma. As decisões são suas. Não é fácil, mas ao mesmo tempo essa situação proporciona-lhe uma autonomia única. A “mãe solteira” não tem que conversar, nem discutir sobre o que considera melhor para o seu filho: religião, escola, desporto, etc.

 

Não é fácil lidar com todo o processo. Entretanto, algumas atitudes são necessárias para conseguir trilhar o caminho de sucesso, ao lado do seu filho.

 

Algumas dicas para ajudar a lidar com a situação:

◦Busque apoio e encorajamento com seus amigos e familiares. Não fique sozinha!

◦Aproveite ao máximo o sentimento de ser mãe. Ele é um dom e ninguém pode tirar isso de você.

◦Valorize-se também como mulher e amiga, além de mãe.

◦Não transfira suas frustrações e reações negativas para a criança.

◦Crie um vínculo cada vez mais próximo com seu filho para transmitir proteção, amor, carinho e dedicação.

Entretanto fale com o pai do seu filho e motive-o a procurar um tratamento para deixar de ser usuário de cocaina pois isso vai acabar por destruir-lhe  vida e certamente vai ter complicações na sua saúde.

 

Um abraço

 

 

 

 

Vida falhada

 

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Dra.,

estou a viver uma repetição cruel na minha vida. Dou-me mal em todos os trabalhos, sinto-me odiado e posto de parte pelos colegas, o patrão enche a minha cabeça pelo mais pequeno erro que eu cometa, não sinto vontade de ir trabalhar e acabo por mudar de trabalho - isto já é repetitivo há já anos.

 

A minha vida não flui, já não suporto lidar com pessoas, por vezes só tenho vontade de desaparecer para uma ilha deserta. Sinto uma mistura de angústia, pânico, tristeza profunda, solidão, fraqueza física e emocional, sinto que sou um falhado...como me livro deste sofrimento??

Obrigado desde já Dra.

 

Caro P.,

A imagem que tem de si é muito negativa. É preciso quebrar o ciclo. Comece por algum lado, por exemplo sinta-se privilegiado por ser quem é, fique calmo diante de situações desgastantes e maçadoras, procure estar bem com o trabalho e em vez de pensar em mudar sempre que algo corra mal, pense em fazer pequenas mudanças em si, principalmente na sua maneira de encarar a vida.

 

Para descontrair do trabalho faça algum tipo de exercício físico, como por exemplo andar à pé 30 minutos por dia ou fazer algum exercício relaxador, o que irá logo reflectir-se num benefício na sua mente.

 

Não pense que a sua vida não flui, pois aí já se coloca na posição para não deixá-la fluir, mas pelo contrário sinta-se o condutor do seu destino e vai sentir mudar tudo à sua volta.

 

Se puder fazer ao mesmo tempo uma terapia, será mais uma ajuda para aliviar o seu sofrimento.

 

Abuso sexual

 

chagall27.jpg Drª, gostaria de sua ajuda, sofri abuso sexual na minha infância, e quando me tornei adolescente comecei uma vida sexual muito cedo. Sempre busquei refúgio no sexo sem prazer, e quando me quando me apegava, me apegava muito rapidamente.

 

Vivo uma vida de dupla personalidade, na frente das pessoas sou uma pessoa normal, mas quando estou sozinha tenho prazer em me sentir triste e chorar.

Será que tenho algum tipo de transtorno? Desde já agradeço
Amanda

 

Cara Amanda,

As vítimas de violência e abuso sexual sofrem consequências psicológicas tanto imediatas quanto crónicas.

 

As consequências da violência e do abuso sexual na esfera emocional são:

* Choque.

* Negação.

* Medo.

* Confusão.

* Ansiedade.

* Recolhimento.

* Culpa.

* Nervosismo.

* Falta de confiança nas pessoas

* Sintomas de transtorno do stress pós-traumático.

 

O seu comportamento na intimidade pode estar relacionado ao seu passado, quando viveu o prazer associado à tristeza e à dor. Para melhor tratar do seu problema e está indicada uma psicoterapia que vai ajudá-la e proporcionar-lhe um ambiente seguro onde poderá expressar a sua dor e iniciar daí um processo terapêutico de cura do seu trauma do passado.

 

Entretanto não desanime. Essas situações acontecem e o que é preciso é conseguir superar o trauma e recuperar a sua auto-estima.

 

Ouvir vozes

 

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Doutora, aqui quem escreve é V, eu tenho síndrome do pânico faz 2 anos, e antes eu tinha muito medo de enfartar mas já me tratei disso e hoje consigo me controlar, porém recentemente de uns meses pra cá, ao dormir, não é toda noite, em algumas ao deitar e fechar os olhos eu ouço vozes conversando aleatoriamente ou barulhos e as vezes chega a incomodar o sono, dai se eu abrir os olhos esses sons param na hora, porém eu fui ler sobre isso na internet e vi que são sintomas da esquizofrenia essas vozes, e agora eu estou com isso na cabeça, porque minha avó materna tinha essa doença, e agora estou com o medo de ter essa doença misturado com o pânico, e no momento estou sem condições financeiras para ir a um médico especialista, gostaria da sua ajuda, o que são essas vozes?

Devo preocupar-me?

 

Caro V.,

Ouvir vozes ou barulhos podem ser produto da sua imaginação. Essas vozes podem ser entendidas quase como um exagero na dose daqueles diálogos internos que temos em nossas mentes todos os dias, enquanto debatemos com nós mesmos o que fazer. 15% das pessoas que relatam ouvir vozes não foram diagnosticadas com qualquer distúrbio psicológico.

É preciso entender as vozes como parte de si, que revelam suas preocupações subconscientes.

De qualquer maneira para gerir melhor esses seus problemas é preciso fazer uma terapia com um especialista .

Abraço.

 

 

Mentir

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Olá boa Noite.

 

Me chamo Pedro, estou com um problema que não consigo parar de fazer, eu minto o tempo todo, tenho consciência que isso que faço é errado, mas não consigo evitar, não conto para minha esposa que faço compras, escondo dinheiro dela, não conto o que realmente acontece comigo no dia a dia, acabo inventando histórias que por fim acabam sendo tão absurdas que não podem ser realidade e acabo inventando outras histórias para cobrir a mentira, e vou assim até chegar um ponto que não eu não consigo mais manter a mentira, a acabo contando a verdade, que se torna irrelevante, por já ter causado tanta dor com essas mentiras, por um tempo até consigo parar de mentir mas sempre acabo voltando a fazer .

 

Que tipo de ajuda preciso buscar? Sinto que vou perder muita coisa se não procurar ajuda agora.

Desde obrigado pela atenção.

 

Caro Pedro,

 

A mentira revela que algo dentro de si não está bem. Essa atitude está relacionada à baixa auto-estima ou ao ímpeto de tirar vantagem. Por trás da mentira pode haver um chamado, uma defesa, um sintoma ou uma compulsão.

 

O mentiroso compulsivo, que inventa os acontecimentos ou aqueles que adulteram dados, suprimem informações ou colocam em risco a integridade das pessoas acabam por ter a sua vida muito prejudicada e devem ser tratados por profissional especializado.

 

No seu caso é preciso procurar ajuda de uma psicoterapia para trabalhar as causas do seu problema, o fortalecimento da sua auto-estima e da sua insegurança em ser um individuo autêntico e verdadeiro. É importante que esse vício não s cristalize e não prejudique toda a sua vida.

 

Mentir tem tratamento, o importante é estar motivada para a cura e a mudança depende de si. Em ser verdadeiro e autêntico vai ter sempre tudo a ganhar. O bom prognóstico é o ter consciência da necessidade de mudança.

 

 

Traição no casamento

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Bom dia Dra.

Chamo-me P e vivo actualmente uma situação, para a qual espero, que me possa ajudar, com o seu discernimento e experiência.

História comprida...mas vou tentar ser breve!

Estou casada há 19 anos, com um namoro para trás, de 11 anos, 2 filhos lindos de 17 e 14 anos. Tenho 46 anos.

Não se pode dizer que meu casamento nos últimos anos fosse um "mar de rosas". Como todos os casais, tínhamos os nossos altos e baixos.

 

Em Março descobri que o meu marido me tinha traído com uma colega de trabalho, com quem já tínhamos saído algumas vezes, que me conhece. Devo dizer que das vezes que estive com ela, apesar de saber que não havia nada entre eles, senti um "clima"!!

Confrontei-o quando descobri o caso...negou...mostrei provas...assumiu...

Tinha acontecido apenas uma vez, pensei eu, sem saber como reagir.

Afinal já não era a primeira vez. E assim como estava com ela, estava comigo. O sexo entre nós continuou a existir, porque ele me procurava apesar de já andar envolvido com ela.

 

Nunca me pediu desculpa, não mostrou arrependimento e disse a frase da praxe "Foi uma vez. Vamos dar uma oportunidade ao nosso casamento"

Pelo contrário, apesar de "apanhado", optou por continuar com o caso!

 

Voltei a descobrir... reservas de hotéis atrás de reservas... voltei a confrontar... na conversa só me perguntava "O que queres que faça?"!! Pergunto: Eu é que tenho que decidir?!? Fácil, muito fácil... passar a decisão para o meu lado!

Disse-me que queria era que eu ficasse bem com a situação!! Mantermos o casamento pelos filhos e em nome dos 30 anos de amizade!!!!

 

O problema principal e motivo e discórdia do casal passava sempre pelo plano sexual. Para o meu marido a quantidade nunca era a suficiente e a justificação para o que está a fazer é a de que eu não lhe dava o que ele precisava.

Um casamento não é feito só de sexo! Onde está o amor, a fidelidade, o companheirismo, o respeito??

Diz que nunca foi intenção dele acabar com o casamento. Que é apenas uma questão sexual...

Estou completamente desfeita... Um turbilhão de emoções dentro de mim que não passa... perdi peso...sempre com vontade de chorar...

 

Desde o inicio do ano que estou desempregada. Não tenho independência financeira nem ajudas que me permitam tomar uma decisão de acabar com tudo. Só penso nos meus filhos!!!

Passados estes meses todos, tivemos mais uma conversa. Sem ataques, sem choros, sem raiva. Preciso de perceber...

E percebi... em parte... a decisão está do meu lado! Disse-lhe que nos manteríamos juntos (na mesma casa) e que o tempo diria o que aconteceria.

 

Não lhe prometia nada, não o iludia. Tenho muitas emoções para resolver dentro de mim. Não consigo sequer imaginar que me toque, quanto mais fazer amor com ele... disse-lho, sem puder prever prazos claro!! Ao que me respondeu que tinha de perceber quanto tempo eu precisava para "me resolver". Que se fosse 6 meses ou mais, não garantia que aguentasse e não voltasse a fazer o mesmo!!

Até hoje não me disse se tinha terminado tudo com a outra ou não. Não sei... Não sei o que fazer... o que pensar...

 

Preciso de ajuda!! Por favor ajude-me a ter discernimento!! Preciso de paz.

Peço desculpa pelo relato tão longo... e muito mais havia a dizer.

 

Obrigada Dra. Mariagrazia

 

Cara P.,

Numa união saudável, o casal deve sentir amor e atração sexual. E também conseguir expressar sentimentos, resolver conflitos e problemas que surgem naturalmente, respeitar diferenças individuais, ter responsabilidade por suas ações (sem esperar que o outro resolva as carências que sente) e relacionar-se fora do casamento, cultivando amigos e interesses.

 

Penso que o melhor no vosso caso seria fazer uma terapia de casal pois a crença de que os conflitos internos passam com o tempo está errada. Não passa. Aliás, pode piorar, porque os problemas estão lá.

 

O terapeuta vai tentar compreender as razões da crise do casal e propor caminhos alternativos para apaziguar as discussões, alcançar a compreensão e trazer de volta o encantamento.

Muitas questões da vida íntima de um casal, como a insatisfação sexual e casos extraconjugais, são tratados com a descrição e seriedade que merecem. É uma terapia centrada no relacionamento amoroso.

 

Saiba que uma traição acontece nos melhores casais e que em muitos casos pode ser a salvação para um novo recomeço.

Entretanto procure aumentar o diálogo com ele, conversem e conversem, esse é sempre um bom caminho e início para uma compreensão e um melhor entendimento mútuo.

 

Um abraço

 

Sentimento de falha

 

 

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Olá. Tenho 33 anos e uma menina com 3 anos e 7 meses. É a luz dos meus olhos e a filha que sempre desejei. Não me dá problemas de maior. Amo-a demais e mimo-a mas também a repreendo quando necessário. Ensino-a e tento estar sempre presente mas por vezes tenho a sensação que algo me falha... será normal este sentimento ?

 

Cara leitora,

Ter um sentimento de falha está relacionado ao medo do fracasso, talvez relacionado com o desejo de ser uma mãe perfeita. Procure agir normalmente, educando com carinho, responsabilidade e amor o que garantirá ser uma boa mãe.

A perfeição não existe. Confie em si e na sua capacidade de atingir um equilíbrio emocional saudável e educar sem ansiedade, mas com consciência de estar a formar uma filha saudável.

Um abraço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mãe complicada

chagall22.jpgOlá me chamo T., tenho apenas 17 anos, entendo que é uma fase complicada, tanto pela adolescência, tanto pela vida amorosa de minha mãe ser complicada, por ela ter me tido nova, e por agora ela ter tido a segunda separação, e ter um bebé de 1 ano. Porém ela nunca foi muito presente na minha vida mesmo morando juntas, ela sempre foi grosseira, manipuladora. Eu sempre fui uma criança carente de afeto, sempre ajudei nos afazeres domésticos pois ela botava dinheiro em casa e era o mínimo que eu deveria fazer, e se esquecesse de algo ela era extremamente agressiva me xingava de imprestável, vagab.. pra cima, pois eu não servia pra nada, nunca fazia nada direito, não ajudava em nada só servia pra incomodar...

 

Enfim, sempre fui muito sensível a ofensas e ela quando começa não para, me deixa com muita raiva não somente dela, mas de mim também, ela sabe muito bem "apertar a ferida", . Mas ao mesmo tempo me arrependo de ter raiva e sinto muita pena dela ser assim tão infeliz, tentei muitas vezes falar, dialogar, conversar, mas é um monólogo só, porque ela que manda, eu não sei de nada e cala a boca. Até assuntos simples tipo " mãe preciso sair amanhã cedo.." Já é interrompido, ela ergue a voz, eu tento explicar ela manda eu calar a boca e não retrucar, que e não tenho respeito com ela. E vive ameaçando-me do tipo "vou te ensinar a ter respeito, vou levantar daqui e vou dar na tua cara se não fizer o que eu mando". Tipo é um inferno junto com ela. Mas com os outros, como meu namorado e a família dele ela é um anjo e adora falar mal de mim pra eles.

 

Recentemente estou a semana fora estudando (graças a Deus é um alivio ficar a semana longe dela) porém chega final de semana ela me liga dizendo que eu não me importo com ela se ela esta viva ou morta, e que eu não vou mais ajudar ela, que ela ta sozinha, que vai morrer, e que o bebé incomoda, e que eu to nem aí pra ela.

 

Eu fico com pena, e vou ajudar, faço tudo o serviço ela larga o bebé comigo, vai sair sem dizer onde vai e quando volta, e depois quando volta só me humilha e põe pra baixo, me manda calar a boca e que vai sumir, que eu não sirvo pra nada, que eu não sei de nada, que eu tenho que obedecer ela, pq graças a ela q eu to no mundo e graças a mim q ela ta nesse inferno.. Enfim eu fico com muita raiva (ela não precisa me humilhar pra dizer as coisas), penso em sumir, mas quando estou longe durante a semana eu fico com pena dela ser assim, e ter essa vida infeliz, até me sinto culpada. Esse sentimento de raiva e pena ta acabando comigo, não entendo pq com os outros ela sabe conversar normal e comigo tem que falar qualquer coisa simples gritando e me ofendendo e não quer nem me escutar. Por que ela está sempre correta e eu não sei nada???

 

Completo 18 anos daqui 4 meses, estou pensando em morar com o meu namorado, já estamos juntos há dois anos e a família dele é totalmente diferente, são pessoas alegres, felizes, eles tratam os filhos deles tão bem e a mim também; meu namorado mora sozinho, mas perto da família lá eu me sinto bem, me sinto acima de tudo digna, respeitada coisa que a minha família (mãe) não sabe fazer. Gostaria de saber a opinião de alguém que passa pela mesma situação (ou parecida) que a minha ou que sabe lidar com esse tipo de conflito que me ajudasse, dando uma opinião construtiva.

 

Obrigada e desculpa qualquer coisa que possa ter ofendido alguém ou algum erro de português.

 

Cara T.,

Não existem pais e mães perfeitos, mas existem pais e mães incapazes de se dedicar, de se envolver, de amar. São pessoas perdidas em seus próprios labirintos e não tem a consciência da importância de educar e amar um filho.

 

Muitos processos em que a filha não se dá bem com a mãe resultam em grandes sentimentos de culpa.

Um dos caminhos é procurar entender a sua mãe, e perceber que muitas das atitudes dela estão relacionadas às frustrações, os sonhos e interesses dela. Não é uma fórmula para que você consiga estabelecer uma boa relação com sua mãe, mas talvez deixar de sentir-se tão tanto o que ela fala.

 

Compreendo que conviver com a sua mãe não é fácil, mas ir morar com o namorado só para fugir da presença dela não é solução. Vá morar com ele se essa for uma decisão vossa de ficar juntos por amor que sentem um pelo outro.

 

Um abraço

 

Como lidar com mãe e irmã

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 Chamo-me Sónia sou deficiente, tenho uma incapacidade de 69%, nos ultimo 20 anos tenho sido rejeitada pela minha irmã e pela minha mãe. Há 5 anos que me deixam sozinha no natal.

 

Há 10 anos que tenho um problema muito grave sem se informarem sobre realmente o que se passava responsabilizaram e deixaram me sozinha sem ter como me defender. Comprei a minha casa e fui lesada pela caixa central do crédito agrícola de Lisboa. Descobri que não me deram os meus direitos como deficiente que estão na lei e puseram-me a pagar o dobro da prestação da casa. Fiz um simulação no balcão do mesmo banco em vila franca de rixa, e o valor da prestação eram 562€, no balcão de Lisboa onde fiz o crédito a prestação que eu pagava eram 1100€.Tentei resolver tudo a bem com o banco e pedi para fazerem a correcção, mas recusaram se e disseram que agora só em tribunal. Informei a minha mãe e a minha irmã do que se estava a passar, até porque só me restava ir para tribunal, e elas disseram que é tudo da minha responsabilidade e tinha que resolver sozinha.

 

Devido a esta situação o meu pai que vivia comigo teve um avc e encontrei o sem vida em casa. Fui pedir a ajuda ao Estado para ter uma advogado, foram nomeados 6 advogados da ordem dos advogados que não me prestam auxílio diziam que o caso não tinha condições para seguir para tribunal, dizendo que não tina viabilidade jurídica, o que não corresponde a verdade porque o caso é de facto muito grave.

Tive 5 anos a batalhar sozinha contra o banco e sem advogado. Ao fim deste tempo pedi ajuda ao Dr Marinho Pinto ex bastonário da ordem dos advogados, que me nomeou logo uma advogada. Como eu decidi pagar o valor justo da prestação e não o dobro o banco caixa de crédito agrícola penhorou me a casa, alegando que eu estava em divida quando andei sempre a pagar o dobro durante 4 anos. Depois puseram um processo a minha irmã e a minha irmã em tribunal para as obrigar a pagar o valora mais que eles estavam a exigir ou então retiravam todos os seus bens. Se elas me despregaram tudo ficou ainda pior e fiquei ao abandono.

 

Acusavam me sempre de que a culpa era minha. No processo que foi posto a minha mãe e irmã eu e a minha advogada não fomos notificadas, e a minha irmã e a minha mãe também não me avisaram a cerca desse julgamento que aconteceu nas minhas costas quando eu sou a principal interessada. Depois da audiência foram a minha casa coisa que nunca acontecia para me informar que o tribunal ordenou que saísse da minha casa e a minha mãe e a minha irmã foram condenadas a pagar ao banco mil.

 

Fiquei sem a minha casa ilegalmente e injustamente, fiquei só com os meus objectos pessoas e tive que vir vier para a casa da minha mãe por não ter por onde ir. A minha mãe é empresária tem uma boa situação financeira e a minha irmã também , se tivessem posto logo um advogo em 2008, quando eu lhes contei o que se estava a passar, eu não teria ficado sem casa, e elas também não teriam tido problemas. Isto é reflexo do total desinteresse por mim por parte da minha mãe e irmã. São 20 a perdoar coisas muito graves porque só queria que tudo ficasse bem entre nós é a minha família mais directa. Quanto mais perdoo mais erram, foi ao ponto de me terem posto fora de casa, antes de eu comprar a minha casa. Esta neste momento a decorrer um processo contra o banco caixa central do crédito agrícola no tribunal da relação de Lisboa.

 

A minha mãe pediu-me que passasse uma procuração para que pudesse vender ou arrendar a casa, contudo a casa estava hipotecada pelo banco, por isso não se conseguia vender. Então a minha irmã ficou de baixa 4 meses, e como a imobiliária não vendia a casa, mas intenção não era vender era aguardar a decisão do tribunal da relação, a casa estava a venda e o banco só tinha era que esperar. A minha irmã foi encontrar um investidor uma pessoa dessas que compra e vende casas em leilões e vendeu me a casa nas minhas costa. Estou de rastos nunca mais vou confiar nelas nem nunca mais lhes passo um documento legal para as amos.

 

A minha pergunta nesta tarde é: como devo lidar com a minha mãe e com a minha irmã será que a única solução é afastar me delas sensitivamente?

Desde já agradeço a atenção dispensada, com os melhores cumprimentos Sónia Candeias.

 

Cara Sónia,

Não posso pensar que a sua mãe e irmã tenham vendido a casa para lhe fazer mal, mas talvez tenham achado que era a melhor solução para si.

 

Para lidar com a sua mãe e a sua irmã é preciso dialogar, conversar, contar as coisas, discutirem juntas o que fazer, com a liberdade de falar sobre seu projeto e discutir com elas para certificar-se da que viabilidade. Se tem condições de viver sozinha, poderá pedir um empréstimo e comprar outra casa para ter uma vida mais independente, assim que resolver o processo contra o banco caixa central do crédito agrícola.

 

Quando há problemas de deficiências não é fácil a convivência. De parte a parte pode haver, por vezes, irritação ou falta de paciência. Não sei se continuar a “perdoar” é uma opção, mas cabe a si decidir e lembrar que elas são a sua família e o seu apoio.

 

Quanto a si, seria aconselhável que tivesse um apoio psicológico para ajudá-la a gerir as questões emocionais que por vezes prejudicam a sua estabilidade psicológica.

Um grande abraço e tudo de bom


 

Ajuda a ex-detento

chagall9.jpgBoa Tarde Dr.ª, 

 

Encontrei seu blog através do Google e queria poder tirar uma dúvida contigo.

 

Tive uma relação de 8 anos com o Pai da minha filha, ele foi preso ficou 2 anos naquele lugar. Ele saiu ficamos bem e tudo mas acabamos nos separando por conta de uma garota que começou a encher o saco dele eu peguei uma ligação e não pensei outra fui embora faz 8 meses que nós separamos, até um tempo atrás mais ou menos 3 meses atrás eu ainda o via ficava com ele tinha relação mas ele não decidi o que quer da vida , então tomei a decisão de sermos apenas amigos e pais da Kau.... Nossa filha. 

O Pai dele foi embora de casa por causa de uma garota conheceu em um barzinho do bairro traiu a mãe dele e foi embora de casa 25 anos de casados. Eu não sei se tem algo haver mas ele é muito stressado muitooo ao extremo mesmo, as vezes eu tento conversar com ele mas ele não desabafa com ninguém já pedi pra um amigo dele tentar conversar com ele pra vê se ele se solta e nada, se quando ele vê nossa filha ela chora ele fica super nervoso fala que tem muita frescura.

 

Eu fico com dó e quero poder ajuda-lo apesar de não estarmos juntos queria tentar tirar isso dele, ele fica nervoso com tudo como a mãe dele diz as vezes só de olhar pra ele, já explode. O que será que está acontecendo com ele? Será que não existe um jeito de tentar conseguir arrancar algo de dentro dele o que ele sente o que passa na cabeça? 

 

Obrigado Doutora

 

Cara Leitora,

 

Não podemos arrancar nada da cabeça de ninguém. Ele deve estar sofrendo com stress pós traumático pelos anos que passou na cadeia e inseguro com as dificuldades ao tentar reconstruir a vida. A pena de prisão em si não contribui para a mudança dos presos. Livrar-se do estigma de ex-detento, pode durar décadas. A reinserção social ao estar em liberdade é um passo que pode ser muito difícil. Para ajudá-lo seja paciente e compreensiva e encaminhe-o para uma ajuda de uma psicóloga para que possa elaborar todo sofrimento interior e a partir daí retomar a sua vida, seu presente e futuro.

 

Esse novo ciclo resulta no resgate da identidade humana renovada, quando promovida com apoio de todas as esferas sociais (a família, a igreja, a escola, o trabalho, o grupo de amigos, as instituições públicas, a comunidade), que irão contribuir para o desenvolvimento da capacidade de superação do sujeito, permitindo a sua reinserção social na sociedade, como um ser amadurecido, que dá sentido às coisas, às pessoas e à vida, a partir de um novo olhar com liberdade e responsabilidade.

Tudo de bom