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Consultório de Psicologia

Espaço de transformações com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações relacionadas com o seu bem-estar. Encontre o equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia para favorecer seu crescimento psicológico.

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Traição no casamento

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Bom dia Dra.

Chamo-me P e vivo actualmente uma situação, para a qual espero, que me possa ajudar, com o seu discernimento e experiência.

História comprida...mas vou tentar ser breve!

Estou casada há 19 anos, com um namoro para trás, de 11 anos, 2 filhos lindos de 17 e 14 anos. Tenho 46 anos.

Não se pode dizer que meu casamento nos últimos anos fosse um "mar de rosas". Como todos os casais, tínhamos os nossos altos e baixos.

 

Em Março descobri que o meu marido me tinha traído com uma colega de trabalho, com quem já tínhamos saído algumas vezes, que me conhece. Devo dizer que das vezes que estive com ela, apesar de saber que não havia nada entre eles, senti um "clima"!!

Confrontei-o quando descobri o caso...negou...mostrei provas...assumiu...

Tinha acontecido apenas uma vez, pensei eu, sem saber como reagir.

Afinal já não era a primeira vez. E assim como estava com ela, estava comigo. O sexo entre nós continuou a existir, porque ele me procurava apesar de já andar envolvido com ela.

 

Nunca me pediu desculpa, não mostrou arrependimento e disse a frase da praxe "Foi uma vez. Vamos dar uma oportunidade ao nosso casamento"

Pelo contrário, apesar de "apanhado", optou por continuar com o caso!

 

Voltei a descobrir... reservas de hotéis atrás de reservas... voltei a confrontar... na conversa só me perguntava "O que queres que faça?"!! Pergunto: Eu é que tenho que decidir?!? Fácil, muito fácil... passar a decisão para o meu lado!

Disse-me que queria era que eu ficasse bem com a situação!! Mantermos o casamento pelos filhos e em nome dos 30 anos de amizade!!!!

 

O problema principal e motivo e discórdia do casal passava sempre pelo plano sexual. Para o meu marido a quantidade nunca era a suficiente e a justificação para o que está a fazer é a de que eu não lhe dava o que ele precisava.

Um casamento não é feito só de sexo! Onde está o amor, a fidelidade, o companheirismo, o respeito??

Diz que nunca foi intenção dele acabar com o casamento. Que é apenas uma questão sexual...

Estou completamente desfeita... Um turbilhão de emoções dentro de mim que não passa... perdi peso...sempre com vontade de chorar...

 

Desde o inicio do ano que estou desempregada. Não tenho independência financeira nem ajudas que me permitam tomar uma decisão de acabar com tudo. Só penso nos meus filhos!!!

Passados estes meses todos, tivemos mais uma conversa. Sem ataques, sem choros, sem raiva. Preciso de perceber...

E percebi... em parte... a decisão está do meu lado! Disse-lhe que nos manteríamos juntos (na mesma casa) e que o tempo diria o que aconteceria.

 

Não lhe prometia nada, não o iludia. Tenho muitas emoções para resolver dentro de mim. Não consigo sequer imaginar que me toque, quanto mais fazer amor com ele... disse-lho, sem puder prever prazos claro!! Ao que me respondeu que tinha de perceber quanto tempo eu precisava para "me resolver". Que se fosse 6 meses ou mais, não garantia que aguentasse e não voltasse a fazer o mesmo!!

Até hoje não me disse se tinha terminado tudo com a outra ou não. Não sei... Não sei o que fazer... o que pensar...

 

Preciso de ajuda!! Por favor ajude-me a ter discernimento!! Preciso de paz.

Peço desculpa pelo relato tão longo... e muito mais havia a dizer.

 

Obrigada Dra. Mariagrazia

 

Cara P.,

Numa união saudável, o casal deve sentir amor e atração sexual. E também conseguir expressar sentimentos, resolver conflitos e problemas que surgem naturalmente, respeitar diferenças individuais, ter responsabilidade por suas ações (sem esperar que o outro resolva as carências que sente) e relacionar-se fora do casamento, cultivando amigos e interesses.

 

Penso que o melhor no vosso caso seria fazer uma terapia de casal pois a crença de que os conflitos internos passam com o tempo está errada. Não passa. Aliás, pode piorar, porque os problemas estão lá.

 

O terapeuta vai tentar compreender as razões da crise do casal e propor caminhos alternativos para apaziguar as discussões, alcançar a compreensão e trazer de volta o encantamento.

Muitas questões da vida íntima de um casal, como a insatisfação sexual e casos extraconjugais, são tratados com a descrição e seriedade que merecem. É uma terapia centrada no relacionamento amoroso.

 

Saiba que uma traição acontece nos melhores casais e que em muitos casos pode ser a salvação para um novo recomeço.

Entretanto procure aumentar o diálogo com ele, conversem e conversem, esse é sempre um bom caminho e início para uma compreensão e um melhor entendimento mútuo.

 

Um abraço

 

Sentimento de falha

 

 

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Olá. Tenho 33 anos e uma menina com 3 anos e 7 meses. É a luz dos meus olhos e a filha que sempre desejei. Não me dá problemas de maior. Amo-a demais e mimo-a mas também a repreendo quando necessário. Ensino-a e tento estar sempre presente mas por vezes tenho a sensação que algo me falha... será normal este sentimento ?

 

Ter um sentimento de falha está relacionado ao medo do fracasso, talvez relacionado com o desejo de ser uma mãe perfeita. Procure agir normalmente, educando com carinho, responsabilidade e amor o que garantirá ser uma boa mãe. A perfeição não existe mas confie em si para conseguir atingir um equilíbrio emocional saudável e educar sem ansiedade mas com consciencia de estar a formar uma filha saudável.

Um abraço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mãe complicada

chagall22.jpgOlá me chamo T., tenho apenas 17 anos, entendo que é uma fase complicada, tanto pela adolescência, tanto pela vida amorosa de minha mãe ser complicada, por ela ter me tido nova, e por agora ela ter tido a segunda separação, e ter um bebé de 1 ano. Porém ela nunca foi muito presente na minha vida mesmo morando juntas, ela sempre foi grosseira, manipuladora. Eu sempre fui uma criança carente de afeto, sempre ajudei nos afazeres domésticos pois ela botava dinheiro em casa e era o mínimo que eu deveria fazer, e se esquecesse de algo ela era extremamente agressiva me xingava de imprestável, vagab.. pra cima, pois eu não servia pra nada, nunca fazia nada direito, não ajudava em nada só servia pra incomodar...

 

Enfim, sempre fui muito sensível a ofensas e ela quando começa não para, me deixa com muita raiva não somente dela, mas de mim também, ela sabe muito bem "apertar a ferida", . Mas ao mesmo tempo me arrependo de ter raiva e sinto muita pena dela ser assim tão infeliz, tentei muitas vezes falar, dialogar, conversar, mas é um monólogo só, porque ela que manda, eu não sei de nada e cala a boca. Até assuntos simples tipo " mãe preciso sair amanhã cedo.." Já é interrompido, ela ergue a voz, eu tento explicar ela manda eu calar a boca e não retrucar, que e não tenho respeito com ela. E vive ameaçando-me do tipo "vou te ensinar a ter respeito, vou levantar daqui e vou dar na tua cara se não fizer o que eu mando". Tipo é um inferno junto com ela. Mas com os outros, como meu namorado e a família dele ela é um anjo e adora falar mal de mim pra eles.

 

Recentemente estou a semana fora estudando (graças a Deus é um alivio ficar a semana longe dela) porém chega final de semana ela me liga dizendo que eu não me importo com ela se ela esta viva ou morta, e que eu não vou mais ajudar ela, que ela ta sozinha, que vai morrer, e que o bebé incomoda, e que eu to nem aí pra ela.

 

Eu fico com pena, e vou ajudar, faço tudo o serviço ela larga o bebé comigo, vai sair sem dizer onde vai e quando volta, e depois quando volta só me humilha e põe pra baixo, me manda calar a boca e que vai sumir, que eu não sirvo pra nada, que eu não sei de nada, que eu tenho que obedecer ela, pq graças a ela q eu to no mundo e graças a mim q ela ta nesse inferno.. Enfim eu fico com muita raiva (ela não precisa me humilhar pra dizer as coisas), penso em sumir, mas quando estou longe durante a semana eu fico com pena dela ser assim, e ter essa vida infeliz, até me sinto culpada. Esse sentimento de raiva e pena ta acabando comigo, não entendo pq com os outros ela sabe conversar normal e comigo tem que falar qualquer coisa simples gritando e me ofendendo e não quer nem me escutar. Por que ela está sempre correta e eu não sei nada???

 

Completo 18 anos daqui 4 meses, estou pensando em morar com o meu namorado, já estamos juntos há dois anos e a família dele é totalmente diferente, são pessoas alegres, felizes, eles tratam os filhos deles tão bem e a mim também; meu namorado mora sozinho, mas perto da família lá eu me sinto bem, me sinto acima de tudo digna, respeitada coisa que a minha família (mãe) não sabe fazer. Gostaria de saber a opinião de alguém que passa pela mesma situação (ou parecida) que a minha ou que sabe lidar com esse tipo de conflito que me ajudasse, dando uma opinião construtiva.

 

Obrigada e desculpa qualquer coisa que possa ter ofendido alguém ou algum erro de português.

 

Cara T.,

Não existem pais e mães perfeitos, mas existem pais e mães incapazes de se dedicar, de se envolver, de amar. São pessoas perdidas em seus próprios labirintos e não tem a consciência da importância de educar e amar um filho.

 

Muitos processos em que a filha não se dá bem com a mãe resultam em grandes sentimentos de culpa.

Um dos caminhos é procurar entender a sua mãe, e perceber que muitas das atitudes dela estão relacionadas às frustrações, os sonhos e interesses dela. Não é uma fórmula para que você consiga estabelecer uma boa relação com sua mãe, mas talvez deixar de sentir-se tão tanto o que ela fala.

 

Compreendo que conviver com a sua mãe não é fácil, mas ir morar com o namorado só para fugir da presença dela não é solução. Vá morar com ele se essa for uma decisão vossa de ficar juntos por amor que sentem um pelo outro.

 

Um abraço

 

Como lidar com mãe e irmã

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 Chamo-me Sónia sou deficiente, tenho uma incapacidade de 69%, nos ultimo 20 anos tenho sido rejeitada pela minha irmã e pela minha mãe. Há 5 anos que me deixam sozinha no natal.

 

Há 10 anos que tenho um problema muito grave sem se informarem sobre realmente o que se passava responsabilizaram e deixaram me sozinha sem ter como me defender. Comprei a minha casa e fui lesada pela caixa central do crédito agrícola de Lisboa. Descobri que não me deram os meus direitos como deficiente que estão na lei e puseram-me a pagar o dobro da prestação da casa. Fiz um simulação no balcão do mesmo banco em vila franca de rixa, e o valor da prestação eram 562€, no balcão de Lisboa onde fiz o crédito a prestação que eu pagava eram 1100€.Tentei resolver tudo a bem com o banco e pedi para fazerem a correcção, mas recusaram se e disseram que agora só em tribunal. Informei a minha mãe e a minha irmã do que se estava a passar, até porque só me restava ir para tribunal, e elas disseram que é tudo da minha responsabilidade e tinha que resolver sozinha.

 

Devido a esta situação o meu pai que vivia comigo teve um avc e encontrei o sem vida em casa. Fui pedir a ajuda ao Estado para ter uma advogado, foram nomeados 6 advogados da ordem dos advogados que não me prestam auxílio diziam que o caso não tinha condições para seguir para tribunal, dizendo que não tina viabilidade jurídica, o que não corresponde a verdade porque o caso é de facto muito grave.

Tive 5 anos a batalhar sozinha contra o banco e sem advogado. Ao fim deste tempo pedi ajuda ao Dr Marinho Pinto ex bastonário da ordem dos advogados, que me nomeou logo uma advogada. Como eu decidi pagar o valor justo da prestação e não o dobro o banco caixa de crédito agrícola penhorou me a casa, alegando que eu estava em divida quando andei sempre a pagar o dobro durante 4 anos. Depois puseram um processo a minha irmã e a minha irmã em tribunal para as obrigar a pagar o valora mais que eles estavam a exigir ou então retiravam todos os seus bens. Se elas me despregaram tudo ficou ainda pior e fiquei ao abandono.

 

Acusavam me sempre de que a culpa era minha. No processo que foi posto a minha mãe e irmã eu e a minha advogada não fomos notificadas, e a minha irmã e a minha mãe também não me avisaram a cerca desse julgamento que aconteceu nas minhas costas quando eu sou a principal interessada. Depois da audiência foram a minha casa coisa que nunca acontecia para me informar que o tribunal ordenou que saísse da minha casa e a minha mãe e a minha irmã foram condenadas a pagar ao banco mil.

 

Fiquei sem a minha casa ilegalmente e injustamente, fiquei só com os meus objectos pessoas e tive que vir vier para a casa da minha mãe por não ter por onde ir. A minha mãe é empresária tem uma boa situação financeira e a minha irmã também , se tivessem posto logo um advogo em 2008, quando eu lhes contei o que se estava a passar, eu não teria ficado sem casa, e elas também não teriam tido problemas. Isto é reflexo do total desinteresse por mim por parte da minha mãe e irmã. São 20 a perdoar coisas muito graves porque só queria que tudo ficasse bem entre nós é a minha família mais directa. Quanto mais perdoo mais erram, foi ao ponto de me terem posto fora de casa, antes de eu comprar a minha casa. Esta neste momento a decorrer um processo contra o banco caixa central do crédito agrícola no tribunal da relação de Lisboa.

 

A minha mãe pediu-me que passasse uma procuração para que pudesse vender ou arrendar a casa, contudo a casa estava hipotecada pelo banco, por isso não se conseguia vender. Então a minha irmã ficou de baixa 4 meses, e como a imobiliária não vendia a casa, mas intenção não era vender era aguardar a decisão do tribunal da relação, a casa estava a venda e o banco só tinha era que esperar. A minha irmã foi encontrar um investidor uma pessoa dessas que compra e vende casas em leilões e vendeu me a casa nas minhas costa. Estou de rastos nunca mais vou confiar nelas nem nunca mais lhes passo um documento legal para as amos.

 

A minha pergunta nesta tarde é: como devo lidar com a minha mãe e com a minha irmã será que a única solução é afastar me delas sensitivamente?

Desde já agradeço a atenção dispensada, com os melhores cumprimentos Sónia Candeias.

 

Cara Sónia,

Não posso pensar que a sua mãe e irmã tenham vendido a casa para lhe fazer mal, mas talvez tenham achado que era a melhor solução para si.

 

Para lidar com a sua mãe e a sua irmã é preciso dialogar, conversar, contar as coisas, discutirem juntas o que fazer, com a liberdade de falar sobre seu projeto e discutir com elas para certificar-se da que viabilidade. Se tem condições de viver sozinha, poderá pedir um empréstimo e comprar outra casa para ter uma vida mais independente, assim que resolver o processo contra o banco caixa central do crédito agrícola.

 

Quando há problemas de deficiências não é fácil a convivência. De parte a parte pode haver, por vezes, irritação ou falta de paciência. Não sei se continuar a “perdoar” é uma opção, mas cabe a si decidir e lembrar que elas são a sua família e o seu apoio.

 

Quanto a si, seria aconselhável que tivesse um apoio psicológico para ajudá-la a gerir as questões emocionais que por vezes prejudicam a sua estabilidade psicológica.

Um grande abraço e tudo de bom


 

Ajuda a ex-detento

chagall9.jpgBoa Tarde Dr.ª, 

 

Encontrei seu blog através do Google e queria poder tirar uma dúvida contigo.

 

Tive uma relação de 8 anos com o Pai da minha filha, ele foi preso ficou 2 anos naquele lugar. Ele saiu ficamos bem e tudo mas acabamos nos separando por conta de uma garota que começou a encher o saco dele eu peguei uma ligação e não pensei outra fui embora faz 8 meses que nós separamos, até um tempo atrás mais ou menos 3 meses atrás eu ainda o via ficava com ele tinha relação mas ele não decidi o que quer da vida , então tomei a decisão de sermos apenas amigos e pais da Kau.... Nossa filha. 

O Pai dele foi embora de casa por causa de uma garota conheceu em um barzinho do bairro traiu a mãe dele e foi embora de casa 25 anos de casados. Eu não sei se tem algo haver mas ele é muito stressado muitooo ao extremo mesmo, as vezes eu tento conversar com ele mas ele não desabafa com ninguém já pedi pra um amigo dele tentar conversar com ele pra vê se ele se solta e nada, se quando ele vê nossa filha ela chora ele fica super nervoso fala que tem muita frescura.

 

Eu fico com dó e quero poder ajuda-lo apesar de não estarmos juntos queria tentar tirar isso dele, ele fica nervoso com tudo como a mãe dele diz as vezes só de olhar pra ele, já explode. O que será que está acontecendo com ele? Será que não existe um jeito de tentar conseguir arrancar algo de dentro dele o que ele sente o que passa na cabeça? 

 

Obrigado Doutora

 

Cara Leitora,

 

Não podemos arrancar nada da cabeça de ninguém. Ele deve estar sofrendo com stress pós traumático pelos anos que passou na cadeia e inseguro com as dificuldades ao tentar reconstruir a vida. A pena de prisão em si não contribui para a mudança dos presos. Livrar-se do estigma de ex-detento, pode durar décadas. A reinserção social ao estar em liberdade é um passo que pode ser muito difícil. Para ajudá-lo seja paciente e compreensiva e encaminhe-o para uma ajuda de uma psicóloga para que possa elaborar todo sofrimento interior e a partir daí retomar a sua vida, seu presente e futuro.

 

Esse novo ciclo resulta no resgate da identidade humana renovada, quando promovida com apoio de todas as esferas sociais (a família, a igreja, a escola, o trabalho, o grupo de amigos, as instituições públicas, a comunidade), que irão contribuir para o desenvolvimento da capacidade de superação do sujeito, permitindo a sua reinserção social na sociedade, como um ser amadurecido, que dá sentido às coisas, às pessoas e à vida, a partir de um novo olhar com liberdade e responsabilidade.

Tudo de bom

Viver outro amor

amado.jpgAtualmente estou vivendo uma dúvida amorosa, tenho 38 anos, sou casado a 15 anos tenho 2 filhos, um menino de 15 e uma menina de 9. Hoje meu casamento está na melhor fase amo minha esposa meus filhos, e nos damos muito bem na cama e no relacionamento. Acontece que a aproximadamente 2 anos conheci uma menina de 28 anos no trabalho e inicialmente me interessei muito por ela, começamos a conversar, porém sem falar de sentimentos, apenas amigos mesmo, eu nem pensava nela, porém eu sabia que sentia leve atração por ela, mas não sabia se era recíproco. Foram passando meses e eu senti esse sentimento e o desejo por ela aumentar cada vez mais, até que eu comecei a perceber que estava sendo correspondido por ela. Resumindo a 3 meses atrás eu me abri com ela, conversei e falei que estava apaixonado por ela desde de começo que a conheci, mas nunca tive coragem de falar antes até porque sou casado e ela namora a 3 anos...

 

Enfim isso acendeu a chama, posso dizer explodiu nossos sentimentos, começamos a conversar por WhatsApp, pessoalmente, final de semana, feriado, literalmente 24hs eu pensava nela e ela em mim. Até o presente momento Ficamos juntos apenas com beijos, carícias, carinhos etc., ainda não rolou sexo, mas já falamos muito sobre isso e tivemos conversas maliciosas. Ela diz que mudou muito com namorado dela, pois só pensa em mim 24 hs e eu nela, confesso que mudei com minha esposa tb, estou perdidamente apaixonado por ela. Ela disse que quer terminar como namorado dela, e que eu achava. Eu Disse para ela não terminar pois ainda é cedo para isso. Convido ela toda semana para sair comigo à noite para ficarmos a sós, mas ela disse que não consegue trair o namorado é que quer terminar para fazer isso sem sua consciência pesar... Estou louco por ela, o que ela pedir eu faço.

 

E ainda agora que ela também me corresponde nossa estou ficando louco. Ela pediu para eu me separar mas eu disse que é difícil, eu estou há 15 anos casado e ela concordou. Porém, ela me pede várias vezes, diz que para ela é bem mais fácil de separar é difícil para mim. O grande problema é que amo minha esposa e estou perdidamente apaixonado por ela. Já pensei centenas de vezes em contar para minha esposa, e propor um casamento aberto, um trisal, um poliamor ... Mas tenho medo da reação dela e por tudo a perder. ??? Já propus isso para a segunda tb e a princípio ela não aceitou. Kkkk disse que sou louco... Não sei o que fazer não quero me separar e se a outra me largar acho que vou chorar meses e entrar em depressão.

 

Acontece que no fundo eu quero viver esse outro amor. Quero sentir algo diferente e não vou desistir mesmo que quebre a cara. Quero ficar com duas e vou tentar convencê-las. Sinto que amo as duas.

 

Caro Ale,

Está envolvido emocionalmente numa aventura passional e que como tal vulnerável a agir impulsivamente, sem muita consciência das consequências futuras.

 

O melhor é ser cauteloso e precavido no sentido de não estragar o seu casamento por um impulso, que poderá vir mais tarde a se arrepender. Dê tempo ao tempo. O seu envolvimento com essa menina pode ser só sexual e caso se concretize poderá resultar numa deceção ou deixar uma culpa angustiante, além de poder levar a uma rutura familiar com o fim do seu casamento.

 

Parece estar a viver a “idade do lobo”, quando o homem, por volta dos 40 anos passa a viver uma crise de meia-idade. É quando o homem avalia seus sonhos, alvos e projetos e fica satisfeito ou frustrado, quando ele passa a questionar tudo, inclusive a vida.

 

Dizem que na faixa dos 40 anos, os homens transformaram-se em "lobos vorazes", saindo à caça de presas, de amores antigos ou novos, que satisfaçam sua autoafirmação masculina. Mas a busca extraconjugal não passa de um simples alívio temporário a conflitos emocionais mais sérios.

 

A solução é reconhecer essa fase de mudança; cuidar da autoestima e identidade; incorporar as mudanças que o enriquecerão positivamente; estar aberto a transformações e possibilidades futuras; construir uma identidade adequada ampliando e diversificando papéis significativos em outras áreas de sua vida e expressar seus sentimentos de uma maneira saudável.

 

Não penso que a sua mulher vá aderir ao seu desejo e o melhor é não contar e nem propor nada para ela, mas procurar resolver a sua situação da melhor maneira para que não conduza a sofrimentos maiores.

Essa paixão poderá transformar-se numa desilusão e é preciso muita cautela até ter a consciência clara dos seus sentimentos.

Fique bem

 

Relação com filho

 

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Tenho um filho de 16 anos, eu às vezes acho que o sufoco,evito que saia de casa, durmo com ele na mesma cama, porque eu não consigo dormir se ele não estiver do meu lado, quero à toda hora ficar com ele, compro tudo que ele pede, se ele não pede nada eu é que compro mesmo. Quero constantemente beijá-lo, quero ninar ele o tempo todo, se alguém na rua olha para ele eu fico encarando a pessoa, ele não quer mais sair comigo, trato ele como se tivesse 10 anos. Quando estou no serviço eu ligo só para ouvir a voz dele.

Gostaria de saber o que está acontecendo comigo.

O pai dele morreu quando eu estava grávida de 6 meses

Obrigado.

 

Cara mãe,

 

O seu filho tem 16 anos, é um adolescente que está a se tornar adulto. Precisa de espaço, tranquilidade, intimidade para que possa se devolver e amadurecer saudavelmente.

Ao agir assim está a prejudicar a vida de seu filho e a sua. Ele é seu filho e não é seu marido e precisa ser tratado como filho: educá-lo, cuidá-lo mas sem excessos e sem erotizar a relação e nem sufocá-lo com amor exagerado.

 

O melhor seria procurar uma psicoterapia para tratar o seu problema de envolvimento inadequado com seu filho. Provavelmente é por nunca ter feito um luto do marido e agora está a projetar no filho a falta do marido, confundindo os papéis. Sei que não faz por mal e provavelmente sente o filho como uma continuidade do se marido, mas não é uma maneira saudável de agir.

 

Comece por controlar-se mude a maneira de relacionar-se com ele. Não é que deve deixar de amá-lo mas amá-lo como uma mãe ama um filho, preparando-o para a vida e para a independência.

Filhos criados de forma adequada certamente crescerão ajustados, com equilíbrio para continuarem a própria vida.

Um abraço

Incapacidade de amar

 

eloy3.jpgBom dia Doutora, meu nome é P.

Tive uma infância bem complicada, minha mãe me abandou quando eu era bem jovem, e cresci em uma estrutura familiar frágil. Meu pai arrumou uma nova companheira, onde sofri muita rejeição. Por fim, tive um em união estável, que veio a ter fim por causa de traição por parte dela.

 

Hoje, me encontrou em um namoro, mas já se passaram alguns meses, e não sinto que surgiu sentimento algum, na verdade não sei descrever o que sinto pela pessoa.

 

Essa pessoa demonstra a todo tempo que me ama, deixa seu sentimento externa pra fora do peito, e eu sinto que esse sentimento que ela tanto demonstra é verdadeiro, porém, eu já não sei dizer o mesmo quanto a mim.  Pensei em deixar o tempo passar, pra que o amor surja naturalmente, mas tenho medo que isso não ocorra, e não quero magoar a pessoa que diz a todo instante que sou o amor da vida dela.

 

Temos um namoro bem harmonioso, pois gosto da presença dela, de algumas coisas que fazemos juntos, mas se nos vemos todos os dias durante uma semana, por exemplo, me sinto sufocado. Não sei explicar, talvez nem tenha explicação, mas me sinto numa necessidade de ficar sozinho às vezes, e isso acaba me bloqueando pra essa pessoa.

 

Ela conhece toda minha história, e é uma pessoa bem compreensível, tenta me ajudar, demonstra seu carinho, amor e afeto que sente por mim, mas eu me sinto bloqueado, e isso está me aterrorizando.

 

Eu quero que esse namoro dê certo, que surja um amor infinito em mim novamente, mas sinto dificuldade, e às vezes sinto que devido a essa situação, acabo tornando a vida da minha namorada infeliz. Apesar do amor que ela sente por mim, queria poder demostrar o mesmo por ela, mas me sinto incapacitado disso.

 

Gostaria que a senhora me ajudasse, ou pelos menos que me orientasse ao que devo fazer?

Desde já agradeço a atenção.

 

Caro P.,

Por ter vivido em um ambiente permeado por rejeições familiares e desavenças psicológicas, inconscientemente rejeita sentir-se preso a um amor, um pouco por já estar habituado a viver sozinho e precisar do seu espaço e também por medo de sofrer novas desilusões. Está a viver uma insegurança amorosa que a sua própria existência representa.

 

Esteja aberto e investa na relação de uma forma autêntica e se sentir que é com ela que deseja construir uma família, sempre pode preservar o seu espaço e ao mesmo tempo criar um novo padrão de viver. Tenha calma, não se anule, mas procure sempre manter a sua identidade e individualidade, pode ser que o amor desabroche. Nem sempre o amor chega via paixão, às vezes cresce aos poucos. 

O essencial é amar sem deixar de amar a si próprio.

 

“Não é ansiando por coisas prontas, completas e concluídas que o amor encontra seu significado, mas no estímulo a participar da génese dessas coisas”( Zygmunt Bauman 2004)

Desprezado

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Tenho 30 anos e nunca entendi o motivo de ser o desprezado da minha casa, a história que sei é que meu pai largou minha mãe quando estava grávida de mim, com isso ela tomou abortivos mais com a graça de Deus eu estou aqui, eu sou o único que puxei pra ela moreno, meus três irmãos são brancos e comecei a percebi a diferença no tratamento ainda pequeno, pois simples coisas do dia-a-dia como passeios, presentes eu sempre fui excluído.

 

Mesmo assim sempre superei todos esses problemas, fui o único que nunca estudei em escola boa, mesmo assim fui o único a passar em 3 vestibulares para escola pública, sempre estive do lado dela nos momentos de doença e nunca consigo enxergar que ela me respeite ou me trate como filho, com muito sufoco casei e as perseguições continuaram, chegou ao ponto de minha ex pedir o divórcio, depois disso acabei passando por muitas dificuldades e ao invés de receber apoio só recebo criticas por parte dela e joga na minha cara o favor que ta fazendo de eu passar uns dias na casa dela, mesmo em crise comecei a melhorar novamente e semana que vem já vou pro meu novo imóvel, já pensei em ir embora pra outro estado ou pais porque no fundo eu vivo sozinho e não tenho apoio em nada de quem deveria ter, percebo que eu falir foi motivo de alegrias pra eles, pois mesmo com toda contradição cheguei onde nenhum cheguei, logo voltarei a minha vida de novo e pretendo excluir minha família de mim.

 

Caro leitor,

 

Ser a ovelha negra da família não é fácil. Ela é o “bode expiatório” sobre o qual se projetam todas as culpas.

A ovelha negra não é má, nem pretensiosa. Ela é diferente, é alguém que aprendeu a se esquivar das pedras, a pensar de outra forma e que sempre soube qual sentido seguir, não como o rebanho de ovelhas brancas.

 

Em psicologia estas pessoas são chamadas de “pacientes identificados”. Se estas situações não forem administradas de forma adequada, seremos nós que mostraremos a sintomatologia dessa família disfuncional ou desse cenário tóxico.

 

Não guarde rancor à sua família. Nem é preciso fugir para longe. Se é um vencedor, isso já basta. Aprenda a se orgulhar de ser capaz de pensar de forma diferente, o que representa um grande privilégio para manter a sua sanidade psicológica.

 

Intolerância ao som ou misofonia

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Olá, estou desesperada. Sinto uma coisa estranha, parece que eu não quero ouvir nada, televisão, vozes, qualquer barulho. Parece que toda vez que eu ouço algum barulho, me dá um nervoso enorme.

 

Estou com medo de enlouquecer. Acha que isso é coisa da minha cabeça ou é algum problema?

Tenho 13 anos!

 

Pelo que referes estás a sofrer de uma desordem neurológica que atribui-se o nome de Síndrome de Sensibilidade Seletiva do Som, mais popularmente conhecida como misofonia, que significa intolerância ao som.

 

Essa condição, possivelmente, é desencadeada por uma ou mais experiências negativas relacionadas a determinados barulhos. Portanto, as pessoas que sofrem de misofonia têm uma hipersensibilidade a sons específicos, mas que fazem parte do quotidiano normal, o que gera reações de extrema movimentação psicológica, como irritação, raiva e, em alguns casos, pânico.

Sugiro que evites os barulhos que te incomodam com mais intensidade, podendo até colocares fones de ouvido ou tentares concentrar-te em algum outro som que se sobreponha ao que estiver incomodando-te.

Como é uma síndrome de cunho psicológico, convém procurares a ajuda profissional de um psicólogo. Fala com a tua mãe para marcar uma consulta de psicologia.

Tudo de bom