Terça-feira, 5 de Outubro de 2010

Medo do filho morrer

 

Tenho um filho de 6 anos e tenho muito medo que meu filho morra e as vezes fico em pânico.

O que isso significa?
 
Obrigada

E.

 

Todo ser humano nasce com um medo básico: o medo da extinção, o medo da morte.

Quando gostamos muito de alguém, tememos perdê-lo.

O medo de perder o filho pode estar relacionado com a sua forte ligação com ele e com a sua ansiedade e insegurança diante do seu papel de mãe e de cuidadora.

 

É importante não superproteger a criança, pois estaria impedindo-o de viver e de se desenvolver normalmente. Procure viver o momento presente e ser mãe atenta e dedicada sem exageros, para que seu filho possa evoluir em harmonia com a sua maturidade e com o mundo.

 

Fique bem

Mariagrazia

Temas: , ,
Publicado por Mariagrazia às 09:29
Link do post | Comentar | Favorito
10 comentários:
De Sandra a 30 de Junho de 2012 às 11:07
Sou mae de 3 filhos e cada vez que eles partem de ferias com o pai , na minha cabeca so veijo que eles vAo ter um accidenté de carro e que morrem . So de pensâr fico em stresso e ate choro. E normal ??? Obrigado
De Mariagrazia a 2 de Julho de 2012 às 18:32
Cara Sandra,

O seu pensamento está relacionado com o sentimento de culpa por estar “livre” da responsabilidade de cuidar e pela preocupação com o bem-estar deles. Precisa encarar a separação com responsabilidade e como uma nova chance para todos.

Tente descontrair e focalizar o seu pensamento em coisas positivas, assim como a oportunidade que eles tem de estar próximos do pai e usufruir e aproveitar o amor e o afeto de ambos os progenitores.
De Ian a 17 de Junho de 2013 às 06:49
Você deseja que seus filhos morram. Contudo, esse desejo é errado para você. Você então reprime esse desejo, e o satisfaz de maneira indireta quando eles viajam; você simula um luto romântico para expressar seu amor, e ao mesmo tempo, isenta-se da responsabilidade de se envolver verdadeiramente com eles. Você representa um dos piores frutos da geração de pais melancolicos que minha juventude precisa enfrentar, e traz um enorme sofrimento aos seus filhos. Toma vergonha na sua cara e vá se descobrir na rua.
De Márcia a 22 de Julho de 2012 às 01:27
Boa noite...também tenho um medo irracional de perder meu filho, de que ele morra! É irracional, evito sair de casa e deixá-lo desnecessariamente pensando que cada momento com ele pode ser o último... sofro muito com isso. Meu filho tem 4 anos, e choro sempre que esses pensamentos me vêm à mente.
Isso surgiu após o filho de uma amiga minha morrer...
Penso que seria impossível suportar essa dor.

Obrigada.
De PAULO SERGIO BUHRER a 27 de Novembro de 2012 às 13:21
Todos nós temos medo de perder pessoas importantes. Os filhos são os laços mais fortes que existem para a maioria das pessoas. Enquanto crianças, os pais normalmente sentem medo de perdê-los, pois sentimos que eles não são capazes de cuidar de si mesmos, o que, às vezes, prejudica o desenvolvimento da criança. Claro que não os deixaremos à mercê da sorte, porém, super protegê-los também é uma forma de fazer mal a eles, ainda que sem esse intuito.
A tendência é que quanto mais cresçam, menos medo tenhamos. Em vez de nos preocuparmos em perdê-los, precisamos aproveitar todo o tempo que temos. Eles, na esmagadora maioria, sempre ficam bem, basta vermos a nós mesmos, que já estamos adultos e passamos por todas as dificuldades que imaginamos que nossos filhos terão que enfrentar.
De Anónimo a 14 de Junho de 2013 às 15:13
ola bom dia!1
tive uma gravides de alto risco
e agora que meu nenen nasceu sofro todos os dias
com uma dor imensa no meu coração,uma angustia sem fim de que ele vai morrer ele so 4 meses de vida mas desde que ele nasceu este dor, este sofrimento esta me consumindo dia a dia.todos ao meu redor dizem que estou paranoica doente que tenho que buscar tratamento
mas so eu sei a dor o desespero que estou sentindo e nao sei por que ja tive outro 2 filhos e nunca foi assim obrigado
De RACHEL EDGINTON a 9 de Julho de 2013 às 22:27
Ola tenho um bb de 1 ano e ela ja ficou 2 x internada com virose...ja chorei tanto com medo de uma doenca grave como cancer.:(
Os medicos falam q ela n tem nada grave e que eu fique calma,mas n consigo.Tenho medo de dorme com ela com medo dela vomitar ou ficar doente.As vezes deixo com o pai dela porque tenho medo de esta perto. isso e normal?
De Vera Fernandes a 9 de Fevereiro de 2014 às 23:27
Cara Dra,

Tenho uma filha de 8 anos com um personalidade bastante forte. Embora eu tente compreender os seus comportamentos e tente lidar com eles, penso que não o estou a fazer da maneira mais correta. Dai precisar muito da sua opinião e ajuda.

Com cerca de 3 anos e meio, a minha filha viu-se "forçada" a emigrar com os pais para outro país, longe de todos os laços afetivos com tios e avós maternos. A adaptação às novas línguas, os problemas conjugais também de adaptação ao novo contexto penso terem-na marcado profundamente.

Se no inicio tinha dificuldades em adormecer sozinha, protestava por coisas básicas, como lavar os dentes, pentear o cabelo ou fazer os trabalhos de casa, o que é certo é que desde essa altura pouco ultrapassou.

Atualmente todos os dias faz uma queixa. Do nada, tem qualquer coisa-é mais frequente antes de ir para a cama (dor de barriga, dor de garganta, dor de cabeça, dor nos joelhos, um corte minúsculo num dedo...). Há dias que converso com ela e lhe digo para não mentir, que ela não tem nada e que tudo está bem, no entanto existem outros dias, porque acaba por ser saturante, que lhe digo para ir para a cama e ignoro a situação. O resultado é sempre o mesmo - Ou eu ou o meu marido temos que lhe dar um chá, ou fazer uma massagem, ou conversar com ela.

Fazemos tudo por ela. Viajamos frequentemente à terra Natal para estreitar os laços com a outra parte familiar. Fazemos os avós virem passar longas temporadas conosco. Já não é filha única. Tem um irmão com 5 meses, que já pedia há muitos anos...

No entanto, continua a isolar-se. Passa grande parte do seu tempo a brincar, fazer trabalhos manuais e a ver TV (gosta tanto de estar em casa que protesta por ter que sair por fazer compras). Continua a queixar-se, e pior, teve que repetir o ano escolar :-(.

Penso que já esta na altura de ultrapassar estes problemas. Para que possamos também vir a passar uma adolescência mais fácil... Tenho a consciência que muitos dos comportamentos podem vir dos pais, mas tentamos dar o nosso melhor.

O que podemos fazer para ajuda-la?

Desde já, agradeço-lhe imenso!

Vera
De Mariagrazia a 10 de Fevereiro de 2014 às 18:17
Cara Vera,

As crianças nessa idade são capazes de todo tipos de estratégias para chamar a atenção ou para não ir para a cama. Talvez o melhor seja não dar tanta importância às queixas, mesmo dando alguma. Procurem sempre dar-lhe segurança dizendo, que não é nada, que ao dormir vai passar e que quando acordar já vai estar bem, etc.
Talvez o melhor será dar-lhe alguma atenção antes que ela venha com queixas: brincar com ela , falar da escola, das amigas, das aulas, assistir um filme juntas, tv, comentar, jogar um jogo, etc.
Outra coisa importante é que ela tenha contato com amigas, é convidar amigas para brincar ou fazer programas com amigas.

Pode também estar acontecendo que com o nascimento do irmão e a perda do posto de filha única esteja a sentir um pouco de “ciúmes”, o que é inevitável nas crianças; o irmãozinho sempre é sentido como quem tira o lugar.

As estratégias comummente usadas são para esses casos são o reforço positivo, consideradas como métodos eficazes tanto para a redução de problemas no momento de dormir como para os despertares noturnos, como nos casos de ciúme.

O fato de emigrar não é um problema, pelo contrário é uma mais valia, pois abre os olhos para o mundo e dá maior experiência de vida, ainda mais que sempre tem o contato com a família de origem.

Procure não se “culpabilizar” , pelas queixas de sua filha, mas com determinação e dando alguns limites vai ver que ela vai encontrar atitudes mais adequadas para se relacionar.

Fique bem!
De Vera Fernandes a 27 de Fevereiro de 2014 às 22:24
Cara Doutora,

Agradeço-lhe imenso o conforto das suas palavras! Foi uma ajuda preciosa.
Lamento não conseguir encontrar profissionais notáveis como a senhora aqui perto.
Agradeço-lhe uma vez mais a sua dedicação e tempo online sem esperar recompensa e o seu acreditar na formação das pessoas para as tornar melhores!
Um abraço
Vera

Comentar post

Drª Mariagrazia Marini Luwisch
Psicóloga - Psicoterapeuta

Licenciada em Psicologia Clínica, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil.
Equivalência, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.
Membro Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Breves.
Membro Efectivo da Ordem dos Psicólogos nº 8372

Consultório:
Av. Luís Bivar 93, 6ºandar E
1050-143 LISBOA
Marcação de consultas:
213 146 274
914 749 474
ou
por email: E-mail

| Site Oficial

email:mariagrazia@sapo.pt

Parcerias e Acordos

ADSE
ADM
SABSEG
AXA
Cruz Vermelha Portuguesa

Visitas Online

Pesquisar

Perguntas recentes

Morte do filho

Dificuldade em engravidar...

Dispareunia - Dor na rela...

Por que trazer uma crianç...

Medo e imagens de morte

Avaliar namoro

Sindrome de Down

Apaixonada por outro

Medo sa solidão

FELIZ DIA DA MULHER!

Temas

relacionamento

depressão

traição

amor

sexo

medo

ansiedade

ciúme

separação

adolescente

casamento

psicologia

mãe

namoro

auto-estima

filho

infidelidade

sexualidade

trabalho

desejo

todas as tags

Artigos

Psicologia
Testes
Saúde
Exercícios
Dicas
Pensamentos

Citação do dia

Tradutor

Google-Translate-ChineseGoogle-Translate-Portuguese to FrenchGoogle-Translate-Portuguese to GermanGoogle-Translate-Portuguese to ItalianGoogle-Translate-Portuguese to JapaneseGoogle-Translate-Portuguese to EnglishGoogle-Translate-Portuguese to RussianGoogle-Translate-Portuguese to Spanish
Translator Widget by Dicas Blogger

Arquivo

blogs SAPO