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Consultório de Psicologia

Espaço de transformações com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações relacionadas com o seu bem-estar. Encontre o seu equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia para favorecer seu crescimento psicoló

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Decepções amorosas

 

Neste último ano tive várias decepções amorosas. Dei-me conta que muitas vezes recaía no mesmo modelo de homem, ou no mesmo tipo de relação que tinha tido.

Percebi também que talvez tivesse pressa de encontrar alguém e que estivesse a forçar as coisas.

 

Entretanto, tive uma excelente proposta profissional em Madrid e parti de Lisboa em Setembro. Sabia que ia passar por um período de adaptação, ainda mais tendo vindo totalmente sozinha e ainda a recuperar da última decepção amorosa que tinha tido. Alguns meses depois, em Dezembro comecei a sentir-me mais descontraída e a adaptar-me melhor. Conheci um rapaz da minha idade (33) de quem gostei muito. Passávamos muito tempo juntos, até porque ele estava num período sem trabalhar. Falámos num possível relacionamento, mas, ele pediu-me para irmos com calma, porque estava assustado com a intensidade dos nossos sentimentos. Eu sentia que tinha encontrado uma pessoa que realmente era apropriada para mim, longe daquele modelo de homem que eu costumava procurar. Criei expectativas, mas, no entanto aceitei que fossemos devagar, como ele propunha.

 

Nas férias do Natal cada um foi para seu lado: eu visitei a minha família em Lisboa e ele viajou para o Egipto com um amigo. Quando voltámos continuamos a ver-nos, mas senti que ele estava distante, até que conversou comigo e disse-me estar a viver um período de instabilidade emocional, que não sabia bem o que queria da sua vida nem da nossa relação. Ele tinha voltado a trabalhar, depois de um longo período de descanso e precisava de organizar a sua vida, e de terminar a sua tese de doutoramento... etc...

Eu resolvi dar-lhe esse espaço e tentei ser compreensiva. Ele disse que me queria continuar a ver, mas com todo esse espaço que agora me parece demasiado, depois de um mês. Temos tido algum contacto. Uma vez por semana falamos ao telefone e contamos um ao outro o que fazemos. Ele está sempre muito ocupado, mas também sai muito com os seus amigos. Na semana passada ligou-me a contar que a sua avó está doente e que tinha de passar algumas noites na casa dela. E com tudo o que ia fazer não ia ter tempo. Disse-me que poderíamos falar esta semana, mas não me ligou.

 

Estou muito confusa e, até, toda esta situação me destabilizou. Por veze sinto-me terrivelmente sozinha nesta cidade e sinto muita falta da presença dele. Conheço muito poucas pessoas aqui... Depois de termos tido essa conversa, senti-me muito triste e caí um pouco em depressão. Perdi algum peso. 

Agora sinto-me melhor, mas sinto que estou num situação de fragilidade. E toda esta situação me gera muita ansiedade...

Preciso de compreender melhor os meus sentimentos e os dele, mas tenho medo de ser insistente e de afastá-lo. A verdade é que não tentei muitas vezes entrar em contacto. Será que é possível fazer isto resultar? Será que devo insistir?

 

Espero que me possa dar alguma orientação. Não sei a quem poderei recorrer...

 

Obrigada, S.

 

 

Cara S.,

 

Pelo que refere parece que não é o caso de insistir pois poderá afastá-lo ainda mais, de qualquer maneira não me parece que essa relação tenha muitas possibilidades de dar certo. Decepções amorosas acontecem, mas podem servir de ferramentas para construir o seu caminho futuro e na busca de um novo amor.

 

Entretanto procure aproveitar da sua vida em Madrid, fazer aos poucos novos amigos e não depender de um amor para se sentir feliz e para a sua estabilidade. Aproveite a sua experiência de vida em Madrid para crescer como pessoa.

 

Mudar de cidade exige sempre uma readaptação mas depois vai ver que  vai trazer muita mais valia.

Confie em si própria e aproveite as novas oportunidades no seu melhor!

 

 

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