Terça-feira, 15 de Maio de 2012

Transtorno obsessivo compulsivo

 

Olá Dra. Maria,

 

sofro de transtorno obsessivo compulsivo, gostaria de saber se esta doença tem cura. Eu sofro há 6 anos e não tenho acompanhamento médico, embora deveria ter.

 

Me ajude, por favor, a entender o que se passa comigo.

 

 

Cara Leitora,

 

Transtorno obsessivo compulsivo (TOC), é um transtorno de ansiedade. Ansiedade é uma característica biológica normal de todos os seres humanos, só que quando é excessiva torna-se prejudicial.

 

O TOC  tem tratamento, para que a pessoa possa viver sem sofrimento e sem limitações na sua vida.

Para tal é preciso medicação e acompanhamento psicológico, que ajuda a pessoa a aprender e a gerir as suas obsessões e medos e assim possa ter uma vida normal.

 

O tratamento básico é expor a pessoa à situação que gera ansiedade, começando pelos sintomas mais brandos. Os resultados costumam ser melhores quando se associam os dois tipos de abordagem terapêutica.

 

É sempre importante esclarecer o paciente e sua família sobre as características da doença. Quanto mais a par estiverem do problema, melhor funcionará o tratamento.

 

Recomendações importantes:

 

•Não há quem não tenha experimentado alguma vez um comportamento compulsivo, mas se ele se repete a ponto de prejudicar a execução de tarefas rotineiras, a pessoa pode ser portadora de transtorno obsessivo-compulsivo e precisa de tratamento.

 

•Crianças podem obedecer a certos rituais, o que é absolutamente normal. No entanto, deve chamar a atenção dos pais a intensidade e a frequência desses episódios. O limite entre normalidade e TOC é muito ténue;

Os pais não devem colaborar com a perpetuação das manias e rituais dos filhos. Devem ajudá-los a enfrentar os pensamentos obsessivos e a lidar com a compulsão que alivia a ansiedade.

 

•O respeito a rituais do portador de TOC pode interferir na dinâmica da família. Por isso, é importante estabelecer o diagnóstico certo e encaminhar a pessoa para tratamento.

 

•Esconder os sintomas por vergonha ou insegurança é um péssimo caminho. Quanto mais se adia o tratamento, mais grave fica a doença.

 

 

Confie em si própria e procure tratamento para aliviar o seu sofrimento.

 

Publicado por Mariagrazia às 21:32
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1 comentário:
De paula a 16 de Maio de 2012 às 17:50
Olá:)
O meu namorado é o que pode definir-se como "o homem perfeito", mas quando entra em crise obsessivo-compulsiva acusa-me de "n" coisas sem nexo.
Diz que sou histriónica e insiste em levar-me ao médico.Ainda hoje fomos à minha médica de família. que abordada sobre essa possibilidade negou falar sobre isso por me conhecer bem.Além do mais não me revejo em nenhum dos sintomas da doença descrita e apesar de ter sido criada com uma tia, não tenho nenhum problema de afetos.Vivo rodeada de gente, por força da minha profissão, o que ele tem tentado alterar.Já não me sinto eu pela manipulação que tem sobre mim, mas diz que eu é que minto e controlo e manipulo.
Cheguei à doença dele por pesquisa, e desconfio que a mãe também tem.
Gosto dele mas fico sem forças nestas alturas.Como lidar com ele quando debita tais disparates? E como fazê-lo aceitar o problema e tratar-se?
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Olá:) <BR>O meu namorado é o que pode definir-se como "o homem perfeito", mas quando entra em crise obsessivo-compulsiva acusa-me de "n" coisas sem nexo. <BR>Diz que sou histriónica e insiste em levar-me ao médico.Ainda hoje fomos à minha médica de família. que abordada sobre essa possibilidade negou falar sobre isso por me conhecer bem.Além do mais não me revejo em nenhum dos sintomas da doença descrita e apesar de ter sido criada com uma tia, não tenho nenhum problema de afetos.Vivo rodeada de gente, por força da minha profissão, o que ele tem tentado alterar.Já não me sinto eu pela manipulação que tem sobre mim, mas diz que eu é que minto e controlo e manipulo. <BR>Cheguei à doença dele por pesquisa, e desconfio que a mãe também tem. <BR>Gosto dele mas fico sem forças nestas alturas.Como lidar com ele quando debita tais disparates? E como fazê-lo aceitar o problema e tratar-se? <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Mmuito</A> obrigada!

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Drª Mariagrazia Marini Luwisch
Psicóloga - Psicoterapeuta

Licenciada em Psicologia Clínica, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil.
Equivalência, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.
Membro Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Breves.
Membro Efectivo da Ordem dos Psicólogos nº 8372

Consultório:
Av. Luís Bivar 93, 6ºandar E
1050-143 LISBOA
Marcação de consultas:
213 146 274
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