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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Avô e neto

 

Boa noite. Estou numa situação desesperante...tudo começou há quase 9 anos, altura em que o meu filho nasceu. Engravidei nova (18),e fiquei mãe solteira. Apesar de no início não ter sido, por razões óbvias, uma boa noticia para os meus pais, acabaram por aceitar e ajudar.

 

O problema é que ao longo dos anos o avô ganhou um comportamento obsessivo em relação ao neto e faz o que pode para o afastar de mim, inclusive não deixa o meu filho dormir só no seu quartinho. O menino pede autorização ao avô pra poder estar comigo, porque tem medo das reações do avô (manda com as portas, atira coisas e grita muito).

 

A minha mãe vê que está tudo errado. Mas também tem receio das discussões. Não gostaria de separar a família, mas esta situação está insustentável.

 

 

Cara mãe,

 

É consenso que as avós representam sabedoria, experiência, afeto e carinho. Mas, quando os netos entram em cena, em alguns momentos essa relação pode desandar e explodir conflitos. Nada mais natural. De um lado, a mãe impõe uma série de regras na criação do filho. Do outro, o avô e a avó distribuem mimos que parecem colocar tudo a perder e, às vezes, querem instituir sua própria cartilha de educação.

 

Tendo que morar com os pais é sempre complicado para a educação do seu filho, mas em compensação há algumas vantagens, como o ele poder se identificar com a figura masculina do avô. E ainda a participação afetiva do avô, figura substituiva do pai, promove segurança, autoestima, independência e estabilidade emocional.

 

Entretanto não pode ser uma relação obsessiva. Converse com ele e procure colocar as suas regras de educação.

Explique que aceita de bom grado os conselhos, mas prefere escolher você mesma de que forma educar e agir com o seu filho.

 

Trata-se de um diálogo difícil, mas se for bem conduzido, com calma, sem ofensas e com amor, traz bons resultados.

 

Por outro lado, não tenha medo de perder o amor de seu filho, mãe é mãe e o avô nunca vai ocupar o seu lugar.

 

Fique bem

Mariagrazia