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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Dançar para combater a Depressão

Dançar é uma óptima forma de combater o estado depressivo

Nem só de corridas, flexões, abdominais e alongamentos se faz o processo pelo qual o exercício físico contribui para o desenvolvimento intelectual e cognitivo. Também a dança pode ser um aliado precioso na batalha contra a doença de Parkinson e outras patologias neurodegenerativas. Nos Estados Unidos, por exemplo, são várias as associações de pacientes afectados pela doença que incentivam e promovem aulas de dança, uma terapia já utilizada há mais de meio século com doentes do foro psiquiátrico. «Os pacientes sentem os efeitos benéficos nas suas articulações, nos seus movimentos em geral e também no espírito, uma vez que dançar é uma óptima forma de combater o estado depressivo em que muitas vezes se encontram», explica ao «Expresso» o neurocientista português Tiago Fleming Outeiro, da Harvard Medical School. Não importa o estilo, nem os passos. Nem sequer se se é um Fred Astaire ou um pé de chumbo. Está tudo no movimento, no ritmo, na forma física. «Podem trabalhar-se problemas específicos que os doentes de Parkinson apresentam, como a rigidez muscular ou a capacidade de fazerem “duas coisas ao mesmo tempo”, como moverem o braço numa direcção e uma perna noutra», exemplifica Outeiro.

O investigador lembra ainda que a actividade física tem efeitos benéficos noutras doenças, como a esclerose múltipla ou em tromboses, onde os pacientes sentem os benefícios até ao nível da fala, que é muitas vezes afectada. «Há inúmeros estudos que comprovam os benefícios do exercício para o cérebro. Só temos de nos mentalizar e agir. Nunca é tarde de mais para começar.»

Nelson Marques

Expresso Edição 1800 de 28.04.2007