Domingo, 3 de Junho de 2007

O que é Felicidade?

 

Felicidade
 

Enigma que desde sempre inquieta a humanidade.

 

Segundo Daniel Gilbert, professor de psicologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que estuda a felicidade há mais de duas décadas, conceitua a sensação de bem-estar: “É difícil dizer o que é, mas sei quando eu a vejo. É simplesmente se sentir bem”. Em suas pesquisas e livros sobre o tema, Gilbert mostra o que teimamos em não perceber no dia-a-dia: a felicidade não é uma sensação eterna, é um estado de êxtase, daqueles que se atingem nos momentos de extremo prazer.

Estar feliz ou triste é um ir e vir. Apesar de difíceis, os processos de infelicidade também funcionam como um momento para amadurecer, pensar e repensar as atitudes, os projectos.

 

Não há respostas concretas mas há pistas do que leva até ela. O filósofo grego Aristóteles afirmava, há mais de 2 mil anos, que a felicidade se atinge pelo exercício da virtude e não da posse.

 

Segundo o psicólogo israelita Daniel Kahneman, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, passamos a julgar nossa felicidade não pela situação actual, mas pela perspectiva de melhorar de vida no futuro. A conclusão de Kahneman faz parte de um estudo feito nos últimos anos sobre o modo de viver dos americanos. Há meio século, o sonho de uma família de classe média era ter a casa própria, um carro na garagem e pelo menos um filho na universidade. Os dados mostram que o sonho americano se transformou em realidade. E, apesar de alcançar seus objectivos, esse povo não se considera satisfeito ou feliz.

 

A felicidade não é permanente porque não dá para estar bem o tempo todo. Mas também não precisa ser uma eterna projecção.

 

Dicas para felicidade

 

• Aprenda a viver aqui e agora.

• Valorize o aspecto positivo.

 Redescubra a sua própria inocência.

 Conceda-se pequenos prazeres.

 Deixe agir o seu instinto.

 Fotografe seus momentos felizes.

Respire profundamente, faça exercícios e cuide da saúde

 Use a criatividade

Deixe fluir a sua energia interior.

Ouse

 

 

A alegria de viver

 

É compreender que dentro de nós próprios, no profundo há uma inteligência enorme, simples, natural que sabe sempre o que fazer e onde nos levar. Trata-se de não bloqueá-la, mas sim deixá-la fluir, para que nos indique o caminho.

 

Ao ouvirmos e acolhermos tudo o que surge em nós: tristeza, alegria, coisas boas ou más, bonitas ou feias, sem preconceitos, sem bloqueios e sem nos opormos, descobriremos o contacto com o nosso espaço interior e com a nossa essência.
 
Observar os incómodos e as inquietudes que invadem o nosso espaço interior e acolher tudo o que é nosso, o que gostamos e o que não gostamos é a via mestra para estarmos bem com nós próprios.
 

 

Nos aceitarmos e deixarmos a nossa essência nos guiar, a desabrochar e a realizar o nosso caminho sem esforços e sem guerras interiores pela vida.

 

 
"Felicidade não é o que acontece na nossa vida, mas como nós elaboramos esses acontecimentos. A diferença entre o sábio e o ignorante é que o primeiro sabe aproveitar suas dificuldades para evoluir, enquanto o segundo se sente vítima de seus problemas"
(Roberto Shinyashiki)
 
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
(A Felicidade – Tom Jobim)
 

"A felicidade não é algo que sucede, nem parece depender dos acontecimentos externos, mas mais de como os interpretamos (...) as pessoas que sabem controlar a sua experiência interna são capazes de determinar a qualidade das suas vidas."

(Mihaly Csikszentmihaly)

 

"A porta da felicidade abre só para o exterior; quem a força em sentido contrário acaba por fechá-la ainda mais."

(Soren Kierkegaard)

 

"Ah, nossa felicidade depende de coisas tão pequenas!

(Oscar Wilde em "O rouxinol e a rosa")

 

 

 

Entrevista de Daniel Gilbert  Oxford Julho 2005 

 

 

  

 

Publicado por Mariagrazia às 19:32
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34 comentários:
De Mariafernanda a 9 de Junho de 2007 às 18:48
Gostei muito do artigo .

“A única felicidade que existe é de estarmos vivos. E basta a si própria."
O blog está muito fixe e alegre
Pretendo continuar a frequentar
Abraços
De Mariagrazia a 9 de Junho de 2007 às 19:22
Que bom que gostou. Continue a nos enviar seus comentários!
De Anónimo a 18 de Janeiro de 2014 às 23:23
gostei muito , mim ajudo nas minhas duvida.pois a um dias atrás.um pessoa falo para mim que eu não tenho felicidade.e você mim clarinho a minha pessoa minha duvida sobre a felicidade obrigada beijo. EDNA

De aureni andrade de souza a 17 de Setembro de 2009 às 14:26
Maravilhosa essa pesquisa sobre a felicidade, show de bola.
De Sergio Muller a 23 de Agosto de 2008 às 14:13
Olá Dra. Mariagrazia
Parabéns pelos materiais publicados.
A respeito de FELICIDADE, gostaria de contribuir e, ao mesmo tempo, pedir que Você desenvolva mais o assunto que vou tratar.
Eu tenho particularmente um conceito sobre felicidade, o qual me foi ensinado pela própria vida. É o seguinte:
A gente quando é jovem vive uma felicidade que diria ser por demais egoísta, já que interessa nesta fase da vida é a nossa felicidade individual, não interessando que os outros a nossa volta, incluindo-se aí os país, sejam ou não felizes.
Quando começamos a assumir a nossa vida adulta, percebemos que os outros também tem que ser felizes e tomamos algumas iniciativas para que isto aconteça. Mas de qualquer forma, ainda aí, existe a prioridade da nossa felicidade primeiro. Depois os outros...
Na fase a seguir e daí por diante, quando nos tornamos pais e mães, acontece talvez a maior reviravolta em nossos sentimentos, pois abrimos mão da nossa própria felicidade para que os filhos sejam felizes. A partir deste momento, nossa felicidade será completamente dependente da felicidade dos filhos. Nada nos fará mais felizes que ver os filhos felizes e realizados. Podemos ter individualmente grandes motivos para sermos felizes, mas, no entanto, se os filhos não o estiverem, acaba-se a nossa própria felicidade.

Gostaria, Dra. Mariagrazia, que você desenvolvesse, do ponto de vista da psicologia, o que origina este contexto.

Atenciosamente

SERGIO MULLER
23.08.2008


De sandra a 6 de Fevereiro de 2009 às 22:54
nem sempre essas dicas da felicidade sao verdade...
já nao sei o que e felicidade a muito tempo...
bem tento ser feliz mas quando penso que tudo pode murar tudo piora...
so iluções, desiluções...
enfim!!!
De Maria a 2 de Dezembro de 2009 às 00:52
Olá Sandra que idade tens? Eu tenho 41 e sou daqueles casos em que tive tudo para ser feliz mas não consigo... Por minha culpa, reconheço, já pensaste nisso? Fazes realmente algo para construir a tua felicidade?? É que é preciso muita coragem! Quando estás feliz tens tanto medo de perder essa felicidade que estragas tudo?? Se calhar é melhor começar a descontrair que o resto vem por acréscimo! Pensa bem nisso. Beijinhos
De Lincoln Fernandes a 21 de Fevereiro de 2009 às 22:16
Gostei muito deste tópico, tal que foi motivo de uma conversa muito gostosa aqui com uma amiga. Pensamos muito a respeito e conversamos tentando analisar todas as possibilidades desse mistério que tem assolado a mente humana: O que é felicidade?
Após muito conversar e pensar, conseguimos criar uma definição para a felicidade, sendo esta, até o momento, exata : Felicidade é aceitar a verdade de bom grado.

Adoraria conversar mais a respeito. Mande-me um e-mail e conversaremos. Analise esta definição de modo a verificar você também se ela é realmente exata . Talvez consigamos encontrar uma definição definitivamente concreta para a Felicidade, e, com isso, harmonizar os recursos interiores para conseguir triunfar.

Um abraço a quem lê!
De Mariagrazia a 6 de Março de 2009 às 00:07
O que é "verdade"? Daí já podemos ter grandes reflexões.
E só seremos felizes se aceitarmos a verdade? E com o resto o que faremos?
E de bom grado? O que é bom grado para si?

Não concordo com a vossa definição.
Mas estou aberta a discutir.

Até breve
De Lincoln Fernandes a 7 de Março de 2009 às 16:03
Olá Mariagrazia. Fico feliz por ter lido e analisado esta definição.
Bem, sugeri uma analise bastante precisa porque a resposta de uma pergunta traz outra pergunta. Mas permita-me explanar superficialmente esta idéia... Aceitar de "bom grado" seria estar satisfeito com o que se aceita. Um exemplo pra compreender seria o governo, muitos o aceitam - dizem não ter opção - mas poucos estão satisfeitos com isto.
A verdade é uma lei predominante no universo, e não simplesmente algo que é dito como existente e que de fato existe. "Aquele cão está ferido!" e ele realmente está, então é verdade. Não, é muito mais que isso. Alcança a parte de um entendimento que as pessoas não estão aptas a entender devido ao acúmulo de informações envenenadas na mente. A verdade é o conhecimento preciso, justo. "Devo e estou desesperado porque não posso pagar." A partir de uma dedução precisa, a circunstância fica tão visível que mesmo um cego enxergaria. "Tenho contas pra pagar, mas não tenho dinheiro... Preciso encontrar uma forma de ganhar mais dinheiro pra eliminar essas contas e aprender a não contraí-las mais." seria um caso, e encontrar a solução pra um problem traz a aceitação satisfatória de tal modo que faz aquele frio na barriga de tanto contentamento. Afinal, a solução é aparente. Assim como diz a frase "O plantio é escolhido, mas a colheita é obrigatória.". "A morte de um ente." seria crueldade aceitar isto de bom grado, a princípio. Mas sendo isto tão verdadeiro, sendo uma certeza tão absoluta... Bom, é perceptível o porquê as pessoas se tranquilizam após um tempo e se contentam com a saudade. É importante lembrar que isto transcende o bem e o mal. A verdade seria a justiça infalível.
Quanto ao resto, "o que faremos com ele?"... esta parte, sendo regida pela mesma lei que opera em toda circunstância através do tempo, acredito que esta pergunta já esteja respondida.
Você me parece uma pessoa bastante inteligente e de informações valiosas. Ficarei feliz se quiser conversar mais a respeito...

Um abraço e obrigado!
De Paulo a 29 de Março de 2009 às 22:54
Gostei muito do artigo, e faço dele minhas palavras =)
De MARIA a 24 de Abril de 2009 às 04:58
É UM BELO TEXTO.

Mas gostaria de saber quais os procedimentos de criação de efeito de sentido nesse texto "Felicidade".

abraços
De Andréia a 28 de Maio de 2009 às 18:51
Sempre vejo pessoas dizendo serem felizes acho bacana mas isso não faz parte de minha vida, tive muitas desilusões e perdas de pessoas que amo, as vezes me sinto feliz com algum acontecimento ou lugar lindo que estou mas basta ler noticias nos jornais de tanta violência no Mundo ou simplesmente olhar o Mundo tão louco que vivemos ou também lembrar de passagens terríveis de minha vida que caio na tristeza, admiro quem é feliz plenamente todos os dias mas pra mim isso não passa de um sonho que adoraria viver...abraços e felicidades a todos!
De Mariagrazia a 20 de Junho de 2009 às 00:07
Cara Andréia,

Felicidade depende de como nos sentimos e do momento que vivemos. Viva seus momentos plenamente.

Um abraço
De carlos a 12 de Fevereiro de 2010 às 03:48
Olá a todos
Para mim a felicidade é nunca deixar de ser eu próprio, encontrando-me sempre em tudo o que faço. Actualmente ando perdido, não me consigo encontrar a mim próprio, desde que sai da casa dos meus pais, que me encontro afastado dos amigos, e como trabalho por turnos e perco três horas diariamente só em transportes, ando acumulado em stress. Até aos 25 anos sempre me senti a pessoa mais feliz do "Mundo". Actualmente tenho 32 e sinto que essa felicidade se afastou de mim completamente. Tenho a certeza que quando me encontrar novamente, essa felicidade voltará. Por isso a felicidade para mim está presente sempre que me encontro a mim mesmo.
De Paulo a 10 de Abril de 2010 às 05:59
Olá, achei bastante interessante as informações contidas no blog. Adoraria que houvesse um aprofundamento um pouco maior, com a opinião de mais alguns autores da filosofia e da psicologia. Sou biólogo e mestrando em filosofia, me interesso bastante tanto por filosofia da mente como por neurociências. Seria de grande valia para mim obter o artigo ou nome do livro sobre a informação citada no blog sobre Daniel Kahneman.
Obrigado pela atenção e parabéns pelo ótimo blog que debate um tema tão escorregadio e da espaço à subjetividade.
De adelino a 29 de Setembro de 2010 às 23:34
ultimamente ando com uma questão em minha cabeça . o que eu queria saber é se a felicidade é questionável assim como a tristeza o é. porque eu pelo que vejo as pessoas quando andam felizes não pensam em mais nada e apenas aproveitam o momento. mas quando estamos tristes eu mal com nós próprios estamos sempre a pensar sobre o assunto e a enchermos de questões por isso o que pretendo saber é se quando estamos felizes,podemos pensar e interrogar.nos sobre essa questão , se a felicidade pode ser compreendida por nós proprios ,no momento que estamos felizes? abraço Daniel
De Sandra a 25 de Setembro de 2011 às 14:21
Acho que todos os sentimentos podem ser questionados assim como a tristeza. Por exemplo para estarmos felizes temos um ou muitos motivos que podemos ter consciência ou não num determinado momento de nossas vidas.
De alexsandro a 18 de Setembro de 2012 às 17:12
De Alexsandro, 18 de setembro de 2012. as 13:07.


Em um certo ponto concordo com vc, Sandra.
Mas tem dias que fico mim perguntando oque é felicidade? Sendo que psso por momentos de alegrias mais nem sempre mim sinto feliz.
Pra mim a felicidade é a incognita mais dificil de disvendar, é muito mais doque uma alegria de momento, doque dinheiro e outras coisas, eu acredito que felicidade é vc conhecer a vc mesmo e se amar. amar as pessoas e os momentos passageiros mais especiais que vc passa junto de alguem especial. Bom quer saber a verdade, nunca, ninguem vai explicar com clareça oque significa FELICIDADE!


Alexsandro, Pesqueira-PE.
De MARCO a 25 de Novembro de 2012 às 01:27
Como dizia uma das historinhas de MAURICIO DE SOUZA: "A FELICIDADE NÃO EXISTE, O QUE EXISTE SÃO MOMENTOS FELIZES..."

Viva bem cada segundo, de cada minuto, a cada hora, diariamente.

Gostei muito desse assunto.

Grande abraço aos leitores,

Marco.

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Drª Mariagrazia Marini Luwisch
Psicóloga - Psicoterapeuta

Licenciada em Psicologia Clínica, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil.
Equivalência, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.
Membro Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Breves.
Membro Efectivo da Ordem dos Psicólogos nº 8372

Consultório:
Av. Luís Bivar 93, 6ºandar E
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