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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Melhor solução

Johannes Vermeer

 
Boa noite Sra Dra,
Tenho 28 anos e sou casada, mãe de uma linda menina.
Há pouco mais de um ano, quando a minha filha nasceu, a relação com o meu marido começou a esfriar.

Não me senti apoiada nas decisões que tomei para o bem da minha filha, embora todos agora reconheçam a minha razão, e isso fez com que começasse a perder o respeito por ele.
Deixei de ser uma pessoa calma, feliz, alegre, para passar a ser alguém com uma grande fúria no interior, sempre disponível para atacar todos os que me magoa.

Sofri muito e continuo a sofrer por ver o meu casamento de 4 anos a desmoronar.
Um dos pontos de discussão é a educação da minha filha:
Se eu acho que educar é amar, dar carinho mas não deixar ultrapassar certos limites, para ele tudo é permitido e não me apoia quando estou a tentar fazer entender o correcto à minha filha.
É um pai dedicado, mas muito permissivo. Como tal, estamos em constante discussão pois a minha filha já começa a fazer birras tremendas pois sabe que o pai vai deixar.

Começamos a agredirmo-nos: eu, verbalmente, ele, já parte para o físico. Não me espanca mas tudo o que lhe digo é motivo para me oferecer agressão ou para me empurrar.
Eu sei que muitas vezes digo coisas descabidas mas ele tira-me do sério. Para não falar do que tb me diz... mas eu sou da opinião que não se resolvem assim os problemas.
Tenho o mau feitio de gritar  quando a minha filha faz asneiras e ele está por perto e não diz nada. Sim, porque quando estamos as duas sós ela não faz determinadas coisas e eu nunca levanto a voz

Estou a dividida entre o amor e o ódio,  e muitas vezes tenho vontade de o deixar, embora ainda goste dele (e sei que ele de mim). Estou sempre a falar em separação e ele nunca fala nisso. Contudo, receio que a minha filha seja prejudicada de certa forma
Só queria encontrar a melhor solução para que a minha filha fosse feliz independentemente da resolução dos pais.

O que me aconselha, Sra Dra?
Obrigada

 

Cara S.,
 
A maioria dos problemas de relacionamento tem sua origem em dificuldades de comunicação e em erros de julgamento, causados por crenças erróneas que temos sobre nós, os outros e o mundo.
 
Apesar dos parceiros acreditarem que estão falando a mesma língua, o que cada um diz não é exactamente o que o outro ouve. A escuta do outro é influenciada pelo modo como ele pensa, o modelo de relacionamento que aprendeu ao longo da vida, a forma como vê a si mesmo, seu nível de expectativa, etc. Assim, ocorrem mal-entendidos, julgamentos deficientes, conclusões erradas, atitudes precipitadas.
 
Os problemas de comunicação conduzem a frustrações, agravando a sensação de desapontamento e desânimo com relação à vida à dois. Estes desentendimentos repetitivos e a raiva que resulta acabam abalando a estrutura da relação.
 
No entanto, quanto os parceiros corrigem os mal-entendidos e pensam de forma realista, o relacionamento se fortalece.
 
Os jovens de hoje têm "expectativas incrivelmente altas" em relação ao casamento, em comparação com seus avós. Com tantas famílias desestruturadas vivendo ao redor desses jovens, essa expectativa é até irónica.
 
Casais à beira de separação, deveriam ser obrigados a "dar um tempo" de três meses antes de entrarem oficialmente com o pedido na Justiça. O intervalo de três meses é uma oportunidade para que maridos e esposas reflictam sobre seu casamento e avaliem a possibilidade de reconciliação.
 
Se gosta dele, fale com ele e procure através do diálogo franco e aberto tentar negociar. Tentem fazer planos juntos para educar a filha, façam concessões e novas negociações. Falem sobre tudo sobre as coisas que cada um gosta e não gosta do outro. Façam novos planos e revejam a relação.
 
Se depois disso não se entenderem poderá optar por uma separação.Evidente que o rompimento da relação conjugal acarreta danos e prejuízos a todos os partícipes da relação.

No entanto, a condição da criança é algo que tem que ser preservada e resguardada por todos.   Lembre-se que os filhos de pais separados também podem ser felizes e que   mesmo se a relação homem e mulher acaba, o papel de pai e de mãe é para sempre.
 
Felicidades
Mariagrazia