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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Ansiedade e timidez

 

 

Sempre fui uma criança engraçada, risonha, brincalhona, amiga de várias pessoas apesar de ter meus poucos amigos de verdade. Desde que me entendo por gente, sinto atração e me apaixono por meninos. Sou daquele tipo que tem amor platónico, de ficar sonhando com a pessoa, criando situações mesmo nem chegando perto de vivê-las. Não me sentia capaz de namorar um menino, pois achava que eles apenas me viam como amiga, e acreditei nisso. Até hoje, quando um garoto chega em mim e me sinto interessada por ele, ocorre uma descarga de adrenalina e ansiedade inexplicável. Fico tremendo, vermelha, com a boca seca... Por isso, com 18 anos, fiquei apenas com três meninos na minha vida. Mesmo assim, sentia vergonha quando lembrava e encontrava com eles novamente.

 

Quando tinha por volta de 15 anos, vi uma série de mulheres homossexuais, e achei muito bacana. Porém, não sentia a menor atração e não via a menor graça naquilo, mesmo que tentasse inconscientemente me colocar no lugar delas, por isso nunca questionei minha sexualidade. Já tive outros tipos de TOC como esse do acidente e com câncer, este último persistiu quando eu estava numa fase conturbada. Com uns 17 anos, entrei no terceiro ano do ensino médio e comecei com muitas dúvidas e inseguranças quanto à profissão, até mesmo pela terrível pressão da escola e dos pais. Aí então comecei a ficar depressiva, angustiada e chegou um pensamento intrusivo da possibilidade de eu ser homossexual. Fiquei extremamente mal pois não entendia aquilo, nunca me senti atraída por mulheres e de repente começo a me testar e sentir uma espécie de ansiedade quando as via, tentava me justificar e lembrar do passado como a série que tinha visto, achando que isso me diria algo, o medo e a vergonha que tenho quando os meninos se mostram interessados em mim e principalmente quando sinto algo por eles . Um medo e um pensamento irracional que me causava ainda mais angústia e depressão, o pior é que não podia falar com ninguém pelo medo de que não entendessem, sendo que nem eu mesmo entendia. Não queria sair de casa, só usava roupas femininas e fiquei extremamente frágil.

 

Até que fui a uma psiquiatra, e ela deu o nome de TOC, me explicou o que era e esse pensamento foi se diluindo aos poucos, até que parou quando comecei com mais uma paixonite platónica por um menino. Hoje, um ano depois, me vi de novo no dilema por ter optado por uma faculdade e um curso sem saber se fiz a escolha certa, então comecei a fazer análise. Nela, desenterrei todos os meus dramas pelo que tinha passado, então estou digerindo novamente e muitas das vezes, esses pensamentos me perturbam de novo. Mesmo com mais maturidade, eles me enganam e me fazem duvidar de mim mesma.

 

O meu medo é que eles persistam e me impeçam de viver. Acha que isso é possível? E sobre a minha timidez patológica com os meninos, acha que pode significar algo sobre minha sexualidade?

 

Cara leitora,

 

Para gerir o TOC é importante que entenda que, mesmo se não conseguir controlar o stress, pode evitar levar a compulsão a cabo. Apenas não se deixe vencer pela compulsão.

A análise é importante para que possa compreender melhor o seu problema e aprender a gerir cada vez mais a sua ansiedade e medos.

 

Nada vai impedi-la de viver a sua vida, muito pelo contrário com a maturidade cada vez mais vai aprender a dirigir a sua vida de forma saudável e prazerosa, mas é preciso que esteja aberta e disponível para mudanças e reorganizações com empenho e desejo de evoluir. 

 

Abraço