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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Dependência emocional com a mãe

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Olá, doutora! Tudo bem?

Estou passando por uma situação da qual não vejo muita solução. Gostaria de receber comentários seus sobre o assunto.

Sou a M., tenho 21 anos. Moro com minha mãe e fazemos praticamente tudo juntas. Dormimos no mesmo quarto, estudamos, comemos... Tudo juntas. E quando vou para a faculdade, vamos e voltamos juntas de carro porque ela passa o tempo estudando na biblioteca (ela está desempregada e estuda na biblioteca durante minhas aulas).

E agora como se não bastasse, vamos começar a fazer academia juntas.

 

Tenho sentido muito incómodo com isso, porque sinto que preciso mais espaço. Mas todas as minhas tentativas de conseguir isso faz ela pensar que não a amo, que sou fria. Ou então ela acaba convencendo-me de que essa é a forma mais conveniente de passarmos nossa rotina, que não tem nenhum problema. E assim continua pra sempre...

Às vezes minto para conseguir algumas horinhas longe dela. Pra ler um livro ou qualquer atividade em que eu aproveite a minha própria companhia ou a de amigos.

Não sei se poderia falar a verdade, pois ela sempre me convence de que é melhor eu fazer essas coisas depois, ou fazer outras coisas (junto dela).

 

Preciso me libertar, mas não sei por onde começar.

Obrigada, doutora.

Abraço.

 

Cara M.,

Quando a mãe tem a função de mãe e o pai tem a função de pai temos uma família funcional, se não for assim teremos uma família disfuncional, onde as relações entre os seus membros não são equilibradas e estáveis e onde os padrões de comunicação alterados conduzem a problemas crónicos no seio da família. Parece que a sua mãe tem uma relação patológica consigo e que esse exagero de convivência é prejudicial para o seu amadurecimento.

 

A relação com a sua mãe é de dependência emocional, uma relação simbiótica e muito pouco saudável. É preciso que encontre o seu equilíbrio e o seu próprio espaço para viver a sua individualidade. Cabe a si não se deixar envolver em demasia e ter consciência que tem o direito de viver a sua própria vida, o que não inviabiliza o afeto e o amor que sente pela sua mãe.

 

Fale com ela e explique o que sente e as necessidades que precisa e não desista de tentar a sua independência afetiva.

Um abraço

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