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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Falta de amor

 

Boa noite doutora. 

Sou uma jovem de 28 anos, tenho um filho de 7 anos. 

Aos 14 anos sofri assédio por parte do meu pai e ele praticamente me violou. 

Desde que me conheço como pessoa não me lembro de ter apresentado ninguém como meu namorado nem de ser apresentada como namorada de ninguém. 

Tudo o que vivi até agora foi sempre coisas passageiras. No início corre tudo bem mas depois afastam-se e querem apenas continuar a ter relações comigo e como fico carente e sinto-me sozinha acabou por aceitar o pouco que me podem dar. 

Sinto um vazio enorme no peito. Sinto falta de um amor. Alguém que me veja como sou e me aceite e me queira fazer feliz. Sinto-me tão sozinha. Sinto que tenho algo de errado que afasta os homens. 

Já não sei o que fazer. 

Cumprimentos

Ma

Cara Ma,

O ter sido assediada pelo seu pai, provavelmente, pode estar a influenciar o seu comportamento com os homens. O assédio é uma violência grave que pode destruir a sua autoconfiança e sua autoestima.

 

Veja algumas características da mulher para que consiga ter um relacionamento amoroso saudável:

 

1- Ela se aceita completamente, mesmo quando quer modificar partes de si. Existe uma autoconsideração e um amor por ela mesma que são básicos, e que devem ser alimentados.

2 - Ela aceita os outros como são, sem tentar modificá-los para satisfazer suas necessidades.

3 - Ela está ciente de seus sentimentos e atitudes com relação a cada aspecto de sua vida, inclusive sua sexualidade.

4 - Ela cuida de cada aspecto dela mesma: sua personalidade, sua aparência, suas crenças e valores, seu corpo, seus interesses e realizações. Ela se legitima, em vez de procurar um relacionamento que dê a ela um sentido de valor.

5 - Sua autoestima é grande o suficiente para que possa aproveitar a companhia de outras pessoas, principalmente de homens, que são bons exatamente como são. Não precisa ser necessária para se sentir digna de valor.

6 - Ela se permite ser aberta e confiante com pessoas adequadas. Não tem medo de ser conhecida num nível profundamente pessoal, mas também não se abre à exploração daqueles que não estão interessados em seu bem-estar.

7 - Ela pergunta: "Esse relacionamento é bom para mim? Ele me dá oportunidade de me transformar em tudo o que sou capaz de ser?"

8 - Quando um relacionamento é destrutivo, ela é capaz de abandoná-lo sem experimentar uma depressão mutiladora. Possui um círculo de amigos que a apoiam e tem interesses saudáveis, que a ajudam a superar crises.

9 - Ela valoriza a própria serenidade acima de tudo. Todos os conflitos, o drama e o caos do passado perderam sua atração. É protetora de si mesma, de sua saúde e de seu bem-estar.

10 - Ela sabe que um relacionamento, para dar certo, deve acontecer entre dois parceiros que compartilhem valores, interesses e objetivos semelhantes, e que possuam ambos capacidade para serem íntimos. Também sabe que é digna do melhor que a vida tem a oferecer.

 Se não se identifica com essas características precisa de ajuda de um profissional para um tratamento adequado. Procure a ajuda de uma psicóloga para uma avaliação  e tratamento. Entretanto confie em si própria e no seu potencial para amar e de gostar de si mesma.

 

Tudo de bom

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