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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Falta de maturidade

 

 

Boa tarde.

 

Tenho 20 anos e namoro há 3 com um rapaz de 21. Temos tido sempre uma relação muito amiga, andámos os dois na universidade, nos cursos que queremos, e planeamos um futuro juntos. No entanto, há cerca de um ano, ele foi deixando de se interessar pelos estudos, falta muito às aulas e mente aos pais, dizendo que vai. Argumenta que não gosta das pessoas do curso e que isso o desmotiva. Os pais começaram a dar-lhe mesada e o que ele faz é gastar dinheiro. Passa a vida no café com os amigos, seja dia ou seja noite. Os pais acreditam que ele vai às aulas, e ele está no café. Sou quase sempre eu a ter iniciativa por estarmos juntos, porque se não disser nada ele fica sempre com os amigos, que o chateiam constantemente para ir para o café e jogar snooker.

Já falei com a irmã mais velha, mas nem ela sabe o que fazer, porque ele não diz a verdade aos pais e está a perder-se por completo. Não estuda, gasta muito dinheiro no que não deve, e tornou-se sedentário...

 

Já tentei ter várias conversas com ele mas nada resultou. Terminei o namoro porque me sentia cansada de ser "mãe" de alguém que já tem idade para ter juízo e se fazer homem. Mas sinto muito a falta dele, porque ele me faz feliz.

 

Há algo na psicologia que me ajude (e à família) a resolver este problema?

Obrigada pela atenção.

 

O que pode fazer é dialogar com ele para que mude de atitude e se não resultar, intervir junto à família.

 

Certos comportamentos, como mentir e faltar aulas, podem ser observados no curso do desenvolvimento normal de adolescentes. O importante é intervir em tempo, o que pode ser feito através de uma terapia.

 

Quanto mais precocemente iniciada a intervenção e quanto mais jovem o paciente, melhores os resultados obtidos.

 

Cuidado ao agir como “mãe” do namorado. O homem ao sentir a mulher como “mãe”, com o passar do tempo tenderá a se desinteressar pela “cuidadora”, cuja atitude é tudo menos que sedutora, companheira e amante. Há o perigo que esse vínculo se transforme em uma relação assexuada e é neste momento que o relacionamento pode chegar ao fim.