Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Medo da morte

morte1.jpg

Olá Doutora!!! Preciso de muita ajuda, sou já adulta!! Quando uma pessoa morre pode ser ente querido, parente, vizinhos, amigos, eu tenho medo. Tenho pânico de velório por causa de pessoa morta no caixão.

Quando a pessoa morre já sei que tenho que enfrentar. Sofro muito, muito. Quando criança tinha medo de caixão, hoje diminuiu, mas ver pessoa é pânico. Medo de morrer, mais medo maior é estar viva dentro. Fico distraindo-me. Melhora um pouco, mas volta. Por favor me ajuda.

 

Cara leitora,

o ser humano desde sempre, se preocupou com a sua existência e mais ainda com a sua finitude. É através da morte dos outros, sobretudo daqueles que nos são próximos e queridos e também pensando sobre a nossa própria morte que surgem as nossas angústias.

O medo da morte é inerente ao desenvolvimento humano. Aparece na infância, a partir das primeiras experiências de perda. E tem várias facetas: trata-se de um medo do desconhecido, somado ao medo da própria extinção, da rutura da teia afetiva, da solidão e do sofrimento. O medo da morte é fundador da cultura, esse medo funciona como motor de todas as civilizações. A partir do desejo de perenidade, se desenvolvem as instituições, as crenças, as ciências, as artes, as técnicas e mesmo as organizações políticas e económicas.

É o lado vital da morte. O medo da morte nos força a viver, a nos relacionar, a procriar, a criar, a construir coisas que nos transcendam. Na ilusão da imortalidade, o ser humano acredita que suas obras sejam permanentes e garantam que ele não seja esquecido.

Os terapeutas ajudam o paciente a entender por que o medo é infundado e ajudam o paciente a lidar com esses pensamentos, bem como a controlar respostas físicas e mentais decorrentes da fobia de morrer.

A melhor maneira de enfrentar é compreendê-la.

“A aceitação da morte constitui certamente um dos maiores sinais de maturidade humana, daí a necessidade duma educação sobre a morte, duma “ars moriendi”, porque a morte, paradoxalmente, pode ensinar a viver.”

Oliveira (2002)