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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Jogo no computador

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Meu filho de 17 anos, trabalha e não quer mais estudar, sendo que o trabalho dele depende do estudo pois ele é menor aprendiz, tudo por causa de jogo no computador, tento colocar limites mas não consigo, ele não obedece. O que fazer? Ele a cada dia sai de uma coisa, saiu do curso de inglês, agora da escola, e não importa se perder o emprego, tenho medo de influências de (amigos) no jogo. Me ajuda por favor.

 

Cara Leitora,

 

Os pais ou responsáveis por adolescentes relatam com frequência a influência do uso excessivo da Internet em seus filhos, bem como os déficits de comportamentos manifestados em suas rotinas, refletindo-se nas áreas familiar, académica/profissional, social e na saúde física. Acrescentam-se dificuldades pela labilidade de humor, comportamento depressivo e reações emocionais impulsivas quando são restringidos no uso da internet.

Na tentativa de oferecer ajuda, os pais geralmente adotam recursos aversivos, visando a cessação imediata do comportamento abusivo. O adolescente, em contato com atividades e emoções prazerosas advindas da Internet e frente ao controle dos pais, foge e/ou esquiva-se, criando paulatinamente um ciclo desadaptativo de convivência familiar.

 É preciso também haver disciplina em casa com horários fixos para o computador, bem como maior convivência familiar. Procure estimular seu filho a participar das refeições familiares e mostre interesse por suas atividades (incluindo os jogos). Também é importante proporcionar atividades em família ou com amigos que sejam prazenteiras para ele, bem como inseri-lo em programa de actividades físicas e em contextos sociais onde ele possa sentir-se bem.

Caso a situação se mantenha é fundamental encaminhar seu filho para um psicólogo para uma avaliação e tratamento.

 

 

 

Filho sem interesses

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Bom dia Dra. Mariagrazia

Estou a contactá-la porque vi que a doutora respondeu a algumas perguntas na internet, e eu estou muito preocupada com o meu filho e ele recusa-se a ir à uma consulta. Já foi a uma doutora em Cascais, mas diz que não vai lá fazer nada.

Ele tem 19 anos, deixou de estudar, nada lhe interessa, diz que somos todos robots está muito tempo a pesquisar coisas na internet, não sai de casa, deixou de sair com os amigos, gostaria de saber se me pode dar alguma ajuda do que devo fazer.

 

Obrigada

Ana Maria

Cara Ana Maria,

 

A situação do seu filho não é normal. Robot é como ele sente as pessoas e a si próprio, por não interagir com o mundo real.

 

Ele precisa mentalizar-se que precisa de ajuda e que essa ajuda passa por um tratamento psicológico. Não bastam algumas sessões. É preciso uma continuidade para que ele possa se conhecer melhor e entender o que se passa e consiga enfrentar e gerir as suas próprias dificuldades.

 

Como mãe procure abrir o diálogo e crie novas estratégias para lidar com ele para ajudá-lo a resolver essa questão. É preciso dar limites e regras. Ele precisa interagir com pessoas, estudar ou trabalhar, encontrar interesses e ânimo para fazer desporto, ajudar em casa e não se refugiar numa vida “virtual” que o robotiza cada dia mais. É preciso que ele retome as rédeas da sua existência e encontre um novo sentido para a vida.

 

Fale com ele e insista com firmeza e determinação. Disciplina e educação dão segurança aos filhos e os prepara melhor para a vida.

 

Um abraço

 

Padrasto desvalorizado

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Boa Tarde Maria,

 

Gostaria de fazer um breve resumo do que estou passando. Sou divorciado a 5 anos, onde obtive 1 casal maravilhoso de filhos com 7 anos e 10 anos.

Quando separamos minha esposa levou eles para longe de mim à quase 300 km de distância, depois mudou para outra cidade onde ficou mais 1 ano e meio.

 Faz 3 meses que veio morar em minha cidade e para minha surpresa mora na mesma rua que eu. Estou casado com outra mulher, onde ela tem 2 filhos homens com 7 e 14 anos, só que o filho dela mais velho esta atrapalhando nossa relação.

Com o passar do tempo comecei a pegar raiva dele, pois não me respeita, fala mal de mim para os avós dele, nem se quer fazem higiene dele, mentiras, falta da aula constantemente e não ajuda a mãe em nada. Pois como costume sempre ajudei minha mãe e sempre a respeitei. Nosso casamento desgastou muito, pois não namoramos e obtemos relações 2 vezes por semana. Pois as palavras já me magoaram muito e as atitudes, pois quero corrigi-los e sempre sou criticado.

Gostaria de saber o que faço, pois não aguento viver mais nesse clima, não sou valorizado e nem reconhecido…me ajude !!!!

 

Caro leitor,

O ciúme dos filhos é comum e esperado quando uma nova figura entra na família.Com diálogo, a mãe precisa conciliar a relação de ambos.
Filho adolescente já é problemático com os pais, mas com um padrasto a relação vai ser ainda mais complicada. É importante ter em mente que o padrasto não é um substituto do pai. Vai precisar tentar educá-lo com bom senso.

 Aqui algumas dicas:

 1. Num primeiro momento, o padrasto deve manter-se isento e só palpitar na educação dos filhos com a permissão da mãe. Ele só estará liberado para dar ordens e conselhos diretamente aos jovens quando tiver a confiança dos filhos.

2. A mãe deve evitar ao máximo a posição de intermediária. Se o filho está sendo malcriado, Dê a ordem adequada diretamente para o filho.

3. Se os problemas já estão acontecendo, é necessário reunir a família. É aí que o padrasto deve se colocar como alguém que quer ajudar.

4. Se o caso for muito complicado, procure orientação profissional.

 

Procure transformar a sua raiva em diálogo com a sua companheira para se entenderem e educarem os vossos filhos, sem descuidar do namoro.

 

Tudo de bom