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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

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Namoro adolescente

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 Meu nome é I., tenho 51 anos e uma filha de 12 anos que anda a namorar com um rapaz de 16, isso é ilegal? O que devo fazer, trata-se de um individuo com historial de drogas e violência. Agradeço desde já a ajuda

 

Cara I.,

A sua filha está num namoro prematuro e prejudicial. A comunicação entre pais e filhos é essencial nesse caso.

 

Converse muito com ela sobre as possíveis consequências de seus atos e fale da importância que esta pessoa seja da sua idade ou de idade próxima, que compartilhem os mesmos princípios, valores e crenças pessoais e familiares. Esse rapaz não pode namorar com ela pois irá prejudicar a vida de sua filha em todos os sentidos.

O papel dos pais é buscar que seus filhos vivam com intensidade o que é próprio da idade juvenil, isto é, que cada etapa seja aproveitada em extensão e plenitude com as experiências necessárias ao amadurecimento pessoal, sem os obstáculos apresentados por uma relação afetiva prematura.

 

Fique perto de sua filha e não permita que essa relação continue, aos 12 anos ainda não tem maturidade para decidir e nem para namorar.

Caso não consiga sozinha encaminhe-a para uma consulta de psicologia para que possa ajudar nesta e quiçá outras questões que estejam por trás.

 

Tudo de bom

Filho silencioso

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Boa noite Doutora !

 

Preciso muito da sua ajuda

Tenho um filho de 14 anos, mas está numa face de silêncio, e não sair de casa conosco sempre uma briga, infelizmente estamos vivendo ultimamente numa terrível rotina domiciliar , tenho medo receio disso se transformar numa depressão .

Preciso da sua orientação

Obrigada

 

Cara leitora,

 

Esse desânimo e silêncio pode ser uma fase passageira, bem como um início de depressão.

 

É importante manter o diálogo aberto com seu filho e sempre conversar sobre como ele se sente. Para conviver mais, convém incentivá-lo a praticar uma atividade física numa área que goste e incentivar o convívio com colegas da escola e amigos da vizinhança.

 

O início da adolescência é um período que poderá revelar-se como uma fase do desenvolvimento humano particularmente complicada, quer para o adolescente, quer para os seus pais, que muitas vezes se revelam em incapacidade em compreender e lidar com as mudanças comportamentais dos seus filhos. É uma fase em que o adolescente procura a sua própria identidade e questiona as regras e limites impostos. Existe uma enorme instabilidade emocional e um desejo de crescer rapidamente.

 

Para os pais torna-se um verdadeiro desafio diário lidar com este turbilhão de emoções e comportamentos. A adolescência é a fase do diário, do segredo, do primeiro grande amor, da intimidade e dos heróis, que influenciam a vida dos jovens nas suas primeiras tentativas de identidade do ego.

 

Os pais têm um papel determinante na construção da identidade do filho. Mas, cuidado o adolescente não se identifica com os modelos parentais, mas revolta-se contra eles, rejeitando o seu domínio. Esta rejeição é necessária para separar a sua identidade da dos pais e da necessidade de pertencer a um grupo social de referência.

 

A forma do adolescente ver o mundo é diferente, a tolerância é escassa e a polarização de pretensões entre filhos e pais provoca confrontos na relação que aumenta o comportamento rebelde e de oposição.

 

O jovem desvia o interesse do mundo exterior, para se concentrar cada vez mais em si próprio. Procura diferenciar-se de tudo o resto e, por esse motivo, rompe com a autoridade, tanto dos pais como dos professores. Procura autonomia, o que por vezes implica um período de crítica, e lhe faz perder, por exemplo, o interesse em participar nas atividades familiares, o que parece que esteja a acontecer com o seu filho.

 

Cresce a fantasia, através da qual compensa as inseguranças que experimenta no mundo real. Por isso é tão difícil falar com ele: está no seu próprio mundo.

Aumentam, neste momento, os conflitos entre pais e filhos. Crescem as dificuldades de aceitar a autoridade dos pais e estes perdem a paciência para lidar com tanta instabilidade.

 

De qualquer maneira é importante além do diálogo, atenção e carinho, manter regras e limites que são uma ferramenta importante para a formação da identidade e da segurança do adolescente.

 

Caso a situação se mantenha, está indicado um encaminhamento a uma consulta de psicologia.

 

Filha de 14 anos

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 Boa noite doutora!

 

Estou precisando de uma orientação.

Tenho uma filha de 14 anos e um filho de 8. Percebo que ela não gosta dele, convive muito bem com os amigos dele, demonstra carinho e cuidado, mas com ele não é a mesma coisa.

Ela tem ciúmes, compete com ele o tempo todo, bate e belisca. Não demonstra nenhum carinho. Se ele faz alguma coisa errada, ela sempre critica, fica rindo dele e faz questão de falar comigo, para eu repreendê-lo...

Ela fica feliz se eu brigo com ele.

Apesar de ter 14 anos, tem atitude de criança de 7, 8 anos. E ele já me perguntou varias vezes porque ela não gosta dele. Eu não sei o que dizer.

O que eu devo fazer para resolver essa situação?

Aguardo

 

Cara A.,

A relação entre irmãos nunca é inteiramente fácil ou isenta de conflitos. É, em geral, uma relação ambivalente de amor e ódio, que, longe de ser negativa, pode funcionar como um incentivo para permitir à criança crescer de forma saudável.

 

A rivalidade entre irmãos é uma questão que vem desde a antiguidade. É através da rivalidade que a criança aprende a vida em comum, a necessidade de partilhar e a competição social. É na relação com irmãos que a criança começa a aprender padrões de lealdade, prestabilidade, proteção, competição, domínio, conflito, que vão ser generalizados a todas as relações que a criança vai estabelecer ao longo da sua vida adulta.

 

Esta situação torna-se complicada e eventualmente patológica quando os pais não sabem gerir essa rivalidade e tendem a proteger e favorecer um dos filhos, normalmente o mais novo, passando a exigir mais do mais velho, que muitas vezes acaba por crescer “depressa de mais”. Essa situação pode comprometer o desenvolvimento da criança e poderá levar a que a criança mais velha se sinta cada vez mais posta de lado (não quer dizer que isso seja real, mas pode ser sentido) e a sua agressividade vai se agudizar.

 

É importante que os pais não interfiram muito na relação entre irmãos, porque isso implica tomar partido de um em detrimento de outro, defender um e acusar outro, o que vai em muitos casos, aumentar a rivalidade e o ciúme.

Porém, em situações extremas, é claro que os pais devem interferir, no sentido de clarificar os papéis de cada um dentro da família e não permitir que a situação prejudique o relacionamento entre os irmãos e no caso de surgir violência física é importante uma rápida intervenção.

 

Quando a sua filha faz considerações menos positivas sobre o irmão, dê-lhe a oportunidade de “exteriorizar seus sentimentos” sem limitar ou criticar aquilo que ela diz sentir. Da rivalidade podem surgir oportunidades de aprendizagem ou novas estratégias para resolução de problemas e competências sociais.

Quando a discussão surge, procure observar e esperar, no sentido de perceber se as crianças conseguem voltar a se entender sem a intervenção de um adulto.

 

No entanto, quando surge a violência física, é importante a sua rápida intervenção. Clarifique de forma firme que não é admissível, sob circunstância alguma, bater, morder, dar pontapés ou reagir de qualquer outra forma com a intenção de magoar o outro. Procure manter-se imparcial e desafie as crianças a gerar uma solução para as suas divergências.

 

Lembre-se que a sua atenção deve ser dirigida para os filhos em muitos outros momentos para além das situações de conflito. Privilegie dar atenção nos momentos em que há interações positivas e adequadas, elogiando a capacidade deles partilharem brincadeiras e trabalharem em equipa.

É importante ter em mente que os adultos são modelos para as crianças que aprendem por observação. Em momentos de conflito, evite gritar, chamar nomes ou bater portas. Trate as outras pessoas, e refira-se a elas, sempre com respeito e afeto.

 

Se entretanto essa situação se tornar mais complicada, encaminhe a sua filha para uma consulta de psicologia para uma avaliação e orientação mais aprofundada.

 

Tudo de bom

Filho de 17 anos

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Boa tarde doutora

Tenho um filho de 17 anos, bom menino e muito trabalhador e assim sempre conseguiu bons resultados na escola. Neste momento, sinto-me muito "em baixo", desmotivado, porque apesar de trabalhar muito não está a conseguir bons resultados. Há pouco, recebi uma mensagem dele a dizer-me que o teste correu muito mal, que está farto, que não consegue fazer nada... Fiquei muito preocupada e só lhe respondi: "quero que saibas que te adoro e estou contigo".

Também no futebol, que joga desde os 7 anos cheio de " garra", está desmotivado e nem quer ir aos treinos.

Sei perfeitamente que existem milhões de casos mais graves que o meu, mas estou preocupada, vejo meu filho que sempre foi tão alegre, triste e desmotivado para tudo.

Se me poder dar uns concelhos para o ajudar, agradeço...

Obrigada

 

Cara mãe,

Nessa fase é comum haver períodos de desmotivação, seja por stress no estudo, seja por baixa autoestima ou desvalorização entre colegas. O que pode fazer é motivá-lo, fale com ele que é preciso ter paciência que vai passar, que se não correu bem o teste pode aumentar o empenho, estudar mais etc.

Procure também motivá-lo para o desporto, que pode ajudar a descontrair e a relaxar.

O que funciona é suporte afetivo e apoio. Diga-lhe que sabe como esse pode ser um tempo difícil, quando tem que aprender a viver, a sobreviver e a competir com o mundo lá fora.

 

No entanto se essa fase continuar pode sugerir que ele procure ajuda psicológica para poder falar sobre seus medos e inseguranças, melhorar o seu autoconhecimento e se preparar para o futuro.

 

Tudo de bom

Adolescente viciado em computador

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Meu filho tem 16 anos e a vida dele é o computador. Não sai de casa pra nada, não vive a vida como outros adolescentes da idade dele. Não sei mais o que fazer. Já falei tanto mas não consegui nada.

 

Cara mãe,

a dependência de computador está a tornar-se um fenómeno preocupante por todo o mundo. Quando este comportamento se torna compulsivo, substituindo atividades saudáveis e produz alterações importantes de comportamento é preciso que os pais saibam colocar limites de tempo de uso do computador e em substituição oferecer um programa mais prazenteiro. A atitude dos pais precisa ser amigável mas firme e convincente, sem se deixar envolver por chantagens ou súplicas.

 

Em 80% dos casos os adolescentes têm outros problemas psíquicos associados à adição à net, como depressão, ansiedade, hiperatividade e défice de atenção. As vítimas de dependência perdem cada vez mais tempo a navegar, em prejuízo de boa parte da sua vida afetiva, laboral e social o que pode se tornar um grave problema futuro. O computador oferece recompensas imediatas que surgem de modo intermitente o que favorece o surgimento do vício. O importante é não deixar que esse problema acabe com a vida real do adolescente.

 

Como a maioria dos pais não conseguem lidar com o tempo que os filhos estão agarrados ao computador é indicado encaminhar o seu filho a uma consulta de psicologia para que possa ter um acompanhamento psicológico e para que os pais também possam receber uma orientação.

 

Adolescente síndrome de pânico

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Meu filho tem 14 anos e ainda dorme no meu quarto e agora está pensando que eu vou morrer e chora

Obs: ele joga muito jogos violentos no computador e já foi assaltado quando tinha 12 anos passado um mês foi diagnosticado com síndrome do pânico o que pode estar acontecendo agora?

 

Cara mãe de adolescente,

 

Seu filho está a sofrer as consequências por excesso de jogos violentos no computador, agravado com trauma por ter sido assaltado.

Ele precisa voltar a sentir segurança e confiar nas pessoas e nele próprio. De qualquer maneira o primeiro ponto a começar é na independência dele conseguir dormir sozinho no próprio quarto e ao mesmo tempo diminuir o tempo de jogo no computador. Para tal vai precisar da sua ajuda. Dar alguns limites quanto ao tempo de uso do computador, aprender diferenciar entre fantasia e realidade e sentir que não é bem-vindo a dormir na sua cama.

 

A adolescência é um período que poderá revelar-se como uma fase do desenvolvimento humano particularmente complicada. É uma fase em que os adolescentes procuram a sua própria identidade e questionam as regras e limites impostos. Existe uma enorme instabilidade emocional, juntamente com a vontade de crescer rapidamente.

 

Para os pais é um desafio diário lidar com este turbilhão de emoções e comportamentos. Além de heróis, os pais têm um papel determinante na construção da identidade do filho. Inicialmente o adolescente não se identifica com os modelos parentais e pode revoltar-se contra eles, rejeitando o seu domínio. Esta rejeição é necessária para separar a sua identidade da dos pais. No adolescente há um aumento da fantasia como forma de compensar a insegurança que sente no mundo real e parece estar a viver num mundo próprio, o que torna difícil o diálogo com os pais.

 

O melhor seria se ele tivesse um acompanhamento psicoterápico para evoluir no sentido de se tornar independente e ao mesmo tempo responsável e alcançar os objetivos relacionados às expectativas culturais da sociedade em que vive. De qualquer maneira é preciso que também o ajude para que ele possa se tornar independente e possa crescer em maturidade. Fale com ele e negocie que ele vá dormir no próprio quarto, explique que ele já é um adolescente e que quanto mais se acostumar a ficar sozinho, melhor se sentirá.

Fale com ele sobre a morte e explique que vai morrer um dia, mas esse dia ainda está muito longe. Não se deixe influenciar pelas lágrimas, ele vai chorar alguns dias, mas vai passar.

 

Procure ser assertiva sempre com muita responsabilidade e amor e esteja sempre disponível para conversarem sobre qualquer assunto, incluindo drogas, sexo, doenças sexualmente transmissíveis, sem constrangimentos.

 

Um abraço

 

Mãe e filha adolescente

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Olá Doutora. Primeiramente quero agradecer pelo espaço concedido e dizer que aqui eu posso dizer o que eu estou passando e tenho certeza que serei orientada adequadamente.

Meu nome é Paula tenho 28 anos..., Eu tive a minha filha com 14 anos hoje ela se encontra com 13 anos. Nunca morei com o Pai dela, mais ela tinha um contado com o pai as vezes, hoje ela ja não quer por vontade própria se vê-lo. Hoje em dia me encontro casada, com um filho de 3 anos e 11 meses. A relação dela com o padrasto não é lá muitas coisas mais o respeito se mantém. De 3 anos pra cá, minha vida mudou completamente em relação a minha filha.

Ela é uma criança que consegui manipular outras crianças, ela mente de mais...., ela se faz lider da sala de aula aonde ela ameaça outros amigos... Não vai bem nas matérias. Ela enfrenta professores. Dra. eu não sei mais o que fazer. Ela vai para colégio a gente conversa, ela volta do colégio nós da família perguntamos e ai como foi? Ela responde tudo bem! Ela estudou 7 anos em escola particulares,  eu não aguentei pagar colégio caros pra ela me trazer todo santo dia bilhete,  ou quando não a secretária me ligava pra agendar um dia p eu comparecer... Agora esta em colégio público e nada. Nada q eu faça,  nenhuma chance dada a ela tem uma melhora. Ela vive de castigo,  porque eu acho que se eu pegar p bater eu mato. Ela já passou em psiquiatra, psicólogos e eles dizem q ela não tem nada. Sempre dão alta. Então estou aqui lhe pedindo ajuda Dra.

 

Cara Paula,

 

Será que educa essa filha como filha ou como uma irmã?

Provavelmente ela sente a falta do pai, falta de limites, talvez falta de afeto da mãe e do pai. Pode ser que sinta que o irmão é mais acarinhado do que ela, e provavelmente o é por ser pequeno e mais engraçado.

E agora ao entrar na adolescência essas carências se agudizam e dão origem a comportamentos menos educados e agressivos.

Procure dar mais atenção a ela e ao mesmo tempo mais limites e regras (estabelecer rotinas de estudo, ajuda na casa, etc.). Se cumprir dê algum premio (saiam juntas só as duas, compras, cabeleireiro, cinema) e se não, algum castigo leve, (não sair, não usar computador, etc.).

Convém ser incentivada a praticar algum desporto e desenvolver atividades em grupo que a levem a ter um objetivo saudável. É preciso que ela tenha certas liberdades com para tomar suas próprias iniciativas e se responsabilizar por elas.

 

Seria favorável se o pai estivesse mais presente na relação com ela, tendo em vista a fase de transição para a adolescência.

Convém que os pais tenham confiança nela para fomentar o sentido de responsabilidade.

Elogiar, mais do que criticar, pois é assim que se forma a autoestima.

 

O melhor seria se ela pudesse ser acompanhada e orientada por uma psicóloga pelo menos nessa fase de início de adolescência.

 

Um abraço e tudo de bom

 

Filha com rebeldia

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Olá Doutora! Tenho uma filha de 12 anos, que têm apresentado muita rebeldia ultimamente. Ela passa o tempo inteiro no celular só larga, para dormir. Eu estou me sentindo perdida, sem saber o que fazer, tentei restringir o uso, ela se recusa, tentei tomá-lo na época de provas, e também não consegui. Preciso de uma orientação. Obrigada! 

Precisa ser firme com ela e negociar um tempo para usar o celular e um tempo para estudar, fazer algum desporto, etc..

 

Cara Mãe,

Na adolescência, as transformações hormonais e psicológicas acontecem muito rápido e por isso é esperado que o jovem entre em atrito com os pais a todo momento, tenha oscilações de humor e se revolte contra as regras da escola e da casa.

 

Muitas vezes, os filhos fazem exatamente o contrário do que os pais querem só para não atenderem às expectativas e mostrarem que a decisão foi deles. Para buscar sua identidade, o filho precisa mostrar que é diferente dos pais.

 

Se ela se comportou mal, antes de dar um sermão ou castigo imediato, espere um momento oportuno para falar com calma sobre o que aconteceu. Diga que percebeu que ela não está bem e pergunte como pode ajudar. Esse caminho é melhor do que o embate, que afasta ainda mais a jovem da família. Outra boa maneira de evitar ou reverter atitudes rebeldes é dar autonomia e responsabilidades para a filha, inserindo-a dentro das normas de convivência estabelecidas em casa. Ela precisa ter uma rotina, desde arrumar a própria cama e tirar o prato da mesa até se organizar para estudar. Ter referências faz com que o adolescente se sinta menos perdido e mais à vontade para transitar dentro de um ambiente seguro.

 

Procure estar disponível para a sua filha e tente não julgar as suas atitudes, por mais difícil que seja. Para abrir o canal de comunicação é preciso respeitar os sentimentos e pensamentos do adolescente e ser capaz de compreendê-lo. A convivência é fundamental e as conversas podem acontecer na hora do jantar ou no meio de atividades feitas em conjunto, como desporto e passeios.

Um abraço

 

Adolescênte lento

 

 

Boa Tarde Dr.ª

 

Estou desesperada.

Tenho um filho de 17 anos, que não ouve ninguém, as brigas com o pai são demais.

 

Para o pai Ele não é pontual, não estuda, esta no mundo dele, por mais que se fale com ele.

O pai já não o tolera.

Eu acho que é tudo da idade, pois ele, não bebe não fuma, não faz noitadas, gosta de desporto, escuteiros, música, é meigo, o seu defeito é não ter pressa para nada, e como isto já se arrasta à algum tempo esta insuportável, o pai toda a hora cobra....

O que faço

Obrigado

Será que é o pai o problema.

Este não trabalha já alguns anos 16, eu sou o sustento da casa

 

AR

 

 

Cara AR,

 

Procure mediar entre seu marido e o filho sem tomar partido em frente ao filho para não tirar a autoridade do pai. Converse com seu marido e procurem entrar num acordo quanto à educação. Não se desespere, adolescência não é um período fácil, nem para os filhos e nem para os pais. É preciso dar limites e é importante que os pais estejam de acordo.

 

Vou enviar-lhe algumas dicas:

 

1. É importante educar

 

2. Ser muito amoroso/a

 

3. Manter-se envolvido/a

 

4. Adaptar a educação

 

5. Colocar limites

 

6. Dar independência

 

7. Explicar as decisões

 

 Um abraço

 

 

 

Adolescente "dark"

 

Olá doutora,

 

sou um adolescente de 17 anos, e como todo adolescente ando passando por uma época meio 'dark'. Bom, tudo começou quando eu assistia um documentário sobre o presídio Carandiru, onde muitas cenas de sangue e morte passavam. Durante a matéria, comecei a sentir um medo muito grande de fazer mal a pessoas, como meus pais.

E eu venho passando por essa fase, achando que eu poderia fazer mal a quem eu goste. Preciso da sua opinião sobre o assunto. Sou um adolescente muito sozinho.