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Consultório de Psicologia

Espaço de transformações com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações relacionadas com o seu bem-estar. Encontre o equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia.

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Sensação de estar fora do corpo

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Boa tarde! Quando fico muito nervosa, minha memória apaga; quando chega o ápice, tenho a sensação que estou fora do corpo (já me vi, como se eu estivesse atrás de mim) , ou maior do que sou, já cheguei a ponto de parecer que estou levitando no teto vendo meu corpo em baixo, em todas situações, me vejo fora, mas meu corpo continua como se eu estivesse dentro.

Entretanto quando chega a esse nível, não me lembro de mais nada depois, só me lembro destes flashes; isso começou a acontecer depois que tive depressão. Por favor, gostaria de entender. Grata

 

Cara leitora,

O seu distúrbio está, provavelmente, relacionado com o seu alto nível de ansiedade e como consequência da depressão. O que descreve é uma espécie de despersonalização. Esta é entendida como uma desordem dissociativa, caracterizada por experiências de sentimentos de irrealidade, de ruptura com a personalidade, processos amnésicos e apatia. Pode ser um sintoma de outras desordens como transtorno bipolar, transtorno de personalidade borderline, depressão, esquizofrenia, stresse pós-traumático e ataques de pânico. A despersonalização pode ainda surgir com o consumo de drogas, como Cannabis ou Ecstasy; mas há outras causas: esta pode desenvolver-se devido a uma exposição prolongada a stress, mudanças repentinas no contexto pessoal, laboral ou social, entre outros factores. A despersonalização encontra-se intimamente relacionada com a ansiedade.

 

A despersonalização associa-se, frequentemente, a outras perturbações mentais que necessitarão de ser tratadas ou é desencadeada por elas. Deve ter-se em conta qualquer tipo de stress relacionado com o início (instalação) da perturbação de despersonalização.

 

Como tratamento é eficaz a psicoterapia. A sensação de despersonalização desaparece, frequentemente, com o tratamento.

Procure ajuda e vai ver que vai sentir-se bem melhor e vai conseguir superar o seu problema.

 

Envolvimento com homem em união de facto

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Há 5 meses conheci um homem que despertou muito a minha atenção, passada uma semana de troca de olhares acabamos por nos envolver, na altura eu estava numa outra relação com outro homem que acabei por terminar com ela. Senti que nunca tinha tido ninguém que me fizesse sentir assim, o problema é que ele está em união de facto com outra pessoa há 16 anos da qual tem um filho de 4.

Sinto-me muito mal em estar nesta posição mas não me consigo afastar por sentir esta enorme paixão.

Sei que não sou o seu primeiro caso de traição, e não percebo porque é que ele o faz, porque segundo o que ele me diz ele gosta muito da companheira e a meu ver tinham tudo para ser muito felizes enquanto casal.

Ele diz que acredita que é possível amar duas pessoas mas acha que a companheira não iria entender e tem medo de qual iria ser a sua reação caso lhe contasse que mantém um caso paralelo, então tem mantido este segredo e continuamos a nos encontrar frequentemente.

Eu estou mesmo apaixonada por ele e ele demonstra o mesmo sentimento por mim, ele diz que me ama muito e sempre que tem tempo livre do trabalho procura arranjar maneira de nos encontrarmos, o problema é que eu não me sinto bem porque gostava de um dia estar só com ele e sinto que podíamos ser muito felizes e sinto uma angústia enorme quando ele volta para casa depois de estarmos juntos. Tive uma crise há pouco tempo e fiquei muito deprimida e chorosa. Já falamos sobre isto e ele diz que devia terminar a relação comigo porque me está a fazer mal e não quer e que não é bom eu sentir isto porque ele diz que nunca irá contar á sua companheira nem nunca a irá deixar.

 

No entanto diz que não me quer perder porque me ama muito e que é mesmo especial o tempo que estamos juntos, o que eu sei que não é mentira porque é mesmo mágico o nosso olhar e os nossos momentos. Mas frisa sempre que não está nos planos dele agora contar à companheira nem deixá-la e até me chegou a dizer que se fosse solteiro eu era a mulher perfeita para ele e que não pensava duas vezes em vivermos juntos e mesmo em casar comigo! Mas quer que eu tenha noção disso e que não crie essa fantasia em mim porque não está no futuro próximo mas não quer dizer que um dia nunca vá acontecer porque nunca se sabe o dia de amanhã.

 

Gostava de ouvir a opinião de alguém porque já não sei o que hei-de fazer e não consigo contar isto a ninguém.

 

Cara leitora,

 

Compreendo o encanto e a magia da sua paixão, mas não vejo possibilidade de um futuro promissor. Só vejo duas hipóteses: ou aceita ser "a outra" ou termina essa relação, antes que seja tarde.

 

Ele está sendo autêntico consigo e não quer que idealize a relação. Uma relação assim como a vossa é sempre mágica por estarem juntos só nos bons momentos. Quanto mais tempo passar junto dele, pior será ou às vezes é o contrário com o tempo vai se chatear e perceber que ele não é a pessoa certa para si. Cada pessoa reage à sua própria maneira e é difícil dizer qual será a sua, mas certamente irá sofrer e já está a sofrer agora.

 

Se tiver a força e a coragem de deixá-lo poderá sofrer agora, mas com o tempo tudo passa e vai talvez sentir-se aliviada por ter conseguido afastar uma relação problema e destinada a falhar, ainda mais que não sendo o primeiro de traição, estaria sempre na dúvida de também ter a possibilidade de ser traída.

 

Pense bem antes de tomar uma decisão e tente imaginar a sua vida futura junto dele, mas sem idealizar: pense que haverá sempre uma ex, um filho, a hipótese de traição, etc.

 

Confie em si, ouça o seu coração e tente resolver de maneira a não lhe causar muito mais sofrimento.

 

Um abraço e um feliz 2017!

 

Depressão profunda

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Meu nome é Maria, tenho 14 anos. Me ajudem, eu estou numa depressão profunda, e sinceramente, eu não aguento mais.

Às vezes acho que a melhor solução seria morrer, e o pior de tudo i que eu não tenho ninguém para me ajudar, e me ouvir!

 

Cara Maria,

 

A depressão profunda, também conhecida como depressão clínica, afeta a mente e o corpo, levando por vezes a pessoa perguntar-se se vale a pena viver. É uma doença grave que geralmente requer um tratamento psicoterapêutico.

Além disso é preciso estabelecer pequenas metas, concretas, sobre o processo de recuperação, sendo que o cumprimento dessas metas, muitas vezes, dá ao paciente uma sensação de poder e controle sobre a sua depressão.

 

Ao mesmo tempo é importante fazer exercício físico, uma alimentação saudável, dormir bem à noite, evitar drogas e álcool e reduzir o stress. Também pode ser benéfico participar em atividades que antes gostava, mesmo quando não apetece.

Ao mesmo tempo estar próxima de pessoas positivas pode facilitar o processo de recuperação.

Superar uma depressão profunda é difícil, mas não impossível. A depressão é muito difícil de superar sem ajuda externa. É preciso que fale com sua mãe para ir a uma consulta com um profissional de saúde.

 

É preciso ser paciente. Pode levar várias semanas antes que o resultado da terapia seja notável. A pessoa que sofre de depressão profunda deve permanecer dedicada aos seus objetivos e focadas na sua recuperação e na vida, mesmo que não experimente melhoras tão rápido quanto esperava.

Teste de Depressão

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Teste de Auto Avaliação da Depressão ( de Zung)

 

 

Responda rapidamente sem reflectir muito e assinale a pontuação numa folha à parte.

 

1=nunca

2=às vezes

3=frequentemente

4=quase sempre

1. Sinto-me desanimado(a) deprimido(a) e triste.

 

2. De manhã é o momento em que eu me sinto melhor.

 

3. Tenho crises de choro ou me sinto como se estivesse a chorar.

 

4. Tenho problemas de sono durante a noite.

 

5. Continuo a comer tanto quanto comia anteriormente.

 

6. Ainda tenho prazer em ter relações sexuais.

 

7. Notei que estou perdendo peso.

 

  1. Tenho problemas de prisão de ventre.

 

  1. O meu coração bate mais depressa do que o costume.

 

  1. Canso-me sem motivo.

 

  1. A minha mente está tão lúcida quanto antigamente.

 

  1. Tenho facilidade em fazer as coisas que fazia anteriormente.

 

  1. Sou agitado(a) e não consigo ficar parado(a).

 

  1. Sou otimista quanto ao futuro.

 

  1. Sou mais irritável do que o usual.

 

  1. Tenho facilidade em tomar decisões.

 

  1. Sinto-me útil e necessário(a).

 

  1. Tenho uma vida muito intensa.

 

  1. Tenho a sensação de que seria melhor se eu morresse.

 

  1. Ainda gosto de fazer as coisas que fazia anteriormente.

 

Some os pontos obtidos e verifique o resultado relativo à sua ansiedade:

Entre 20 e 31 : baixa

Entre 32 e 43 : média baixa

Entre 44 e 55 : média

Entre 56 e 67 : média alta

Entre 68 e 80 : alta 

Vazio interior

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Vim aqui a pedir que me possam ajudar. Faz algum tempo que estou sentindo-me assim. Um vazio completo. Mal tenho vontade de sair de casa, não tenho interesse por nada, tenho tentado encontrar  algo. Mas este vazio me persegue para onde for que eu vá.

Ultimamente mal tenho vontade de sair de meu quarto. "Teve um dia que passei todo o domingo olhando para o teto tentando pensar algo para me mudar". Mas não consegui. Não adiantava, sempre o vazio me consome e volto ao meu estado anterior. Teve vezes que pensei em me matar. Mas não tenho coragem  para isso.

Meus parentes estão preocupados comigo mas não sei que resposta dar a eles. (Ir lá e falar tô com depressão ou algo assim) Tenho absoluta certeza  que não tenho depressão. Mas esse vazio me consome. Eu quero mudar, mas não sei como. Esse vazio me consome. Muitas vezes acho que está faltando  algo em minha vida mas não sei o que é.

Obrigado J.

 

Caro J.,

Quando há um “vazio”, causando-nos pensamentos e emoções negativas predominando uma sensação de inquietude profunda que oprime o coração, é tempo de pensarmos em procurar ajuda.

Há feridas e traumas que ao longo de nossas vidas foram se instalando em nós e que criam os tais espaços “vazios” no nosso interior.

É necessário fazer um trabalho de questionamento, procura e interiorização para colmatar esse vazio.

À medida que vamos partilhando histórias, experiências e emoções em psicoterapia, procuramos, em conjunto, encontrar os “vazios” e feridas que estão a causar sofrimento, observamos cada movimento do próprio pensar (os padrões de pensamento, as crenças erróneas, as acções irreflectidas…), identificamos as “máscaras” que fomos desenvolvendo ao longo da vida e, sobretudo, procuramos desenvolver e aprofundar todos os recursos e capacidades, abrindo portas para a autorrealização e a responsabilidade pela própria vida.

 

A psicoterapia não existe apenas para as patologias mas também para todas as pessoas que sintam que precisam realizar este trabalho interior que é um (re)encontro consigo mesmas.

Preencher esse vazio é um trabalho árduo, mas vale a pena o resultado quando há novas apostas e nova atitude diante da vida.

É preciso ter é preciso ter força de vontade para esquecer a morte e lutar por ter uma vida melhor e mais feliz!

Tudo de bom

Vida para trás

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 Olá, me chamo Carla, sinto- me com sintomas de depressão, não tenho ânimo, casada, triste, parece que estou ficando louca. Não tenho um pingo de paciência, tenho muita raiva, magoa, rancor, tenho vontade de matar, as vezes tenho vontade morrer.

Parece não ter solução minha vida, só vai pra trás, endividada até o pescoço não tiro isso da minha cabeça.

Por favor me ajude tenho meus filhos pra cuidar...

 

Cara Carla,

 

Deixe para trás: raiva, mágoa, rancor, vontade de matar, vontade morrer e reprograme-se com sentimentos positivos que enchem de alegria e felicidade. Pense nos seus filhos e na sua família e tome a resolução de andar para frente e retome a sua vida pelas mãos. As dívidas são para ser pagas. Faça um plano possível para conseguir aos pouco saldá-las.

 

Certamente também precisa ter paciência e calma para encontrar o seu caminho e para conseguir cumprir suas responsabilidades com assertividade. A solução está nas suas mãos e passa por não se desesperar, mas ajudar-se a encontrar novas soluções para os seus problemas resolvendo-os um a um.

 

Aproveite esse tempo para afastar seus Medos, promover o seu Bem-Estar e espantar os Fantasmas que habitam...a sua mente.

Um abraço

Mundo imaginário

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Boa tarde! Bem, queria entender por que tenho dificuldades em viver no mundo Real já faz um tempo que vivo no mundo na qual minha mente criou isso começou quando tinha uns 19 anos e meu pai brigava comigo pelo fato de não conseguir um emprego atualmente já percebo que não gosto de sair com amigos de conversar com os familiares eu não consigo me concentrar em realizar uma tarefa completo do real , logo minha mente já volta para os pensamentos do mundo imaginário.
Então gostaria que me ajudasse, não sei por onde começar a trabalhar a minha mente. 

 

Caro leitor,

viver num mundo imaginário é muito perigoso. Viver num mundo imaginário é uma fuga que acontece quando o mundo real é muito frustrante.

 

Um mundo imaginário pode ser muito bom para fugirmos de algumas coisas que nos fazem mal mas, devemos nos lembrar que se fugirmos constantemente para lá, os problemas reais só aumentarão e corre o perigo de esquecer de viver.

Procure ajuda de uma psicóloga o quanto antes para se compreender e para conseguir sair desse impasse que está a prejudicar a sua vida real.

 

Um abraço

 

 

Depressão e fantasia

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Sou jovem de 26 anos, sofro de depressão, já tentei suicidar-me com comprimidos, já fui parar ao hospital, já andei em medicação mas não resultou, ficava pior.

Mas a questão aqui é que, eu mesmo com depressão consigo entender que aquilo que fiz foi um bocado por impulsividade, desanimo, frustração, etc...

 

Sem entrar em pormenores de como foi a minha vida desde infância até hoje (Foi toda ela uma infelicidade crescente), eu queria só saber isto:

Como eu descubro o que me faz falta na vida?

Qual a razão de eu não gostar de nenhuma profissão existente?

 

(Gosto de pequenas coisas, mas imaginar-me a trabalhar nelas durante anos, faz-me impressão, acho que seria uma seca autentica... E mesmo procurando áreas ou cursos, NADA, mas mesmo NADA me agrada, não gosto de nada!)

Esta é a parte pior!

 

Porque eu tenho sempre a vontade de querer que o mundo fosse diferente? Como se EU não fizesse parte dele, como se eu  tivesse vindo de outro mundo diferente e é por causa disso que sinto este vazio, esta falta de algo constante... 

Eu sinto vontade muitas vezes de entrar nas histórias de fantasia que eu gosto de ler!

Entrar num mundo com Dragões, animais fantásticos, seria uma vida muito mais interessante... Porque a vida real, a vida aqui no planeta terra, não tem nada de especial, não tem nada de divertido, nada que me faça sentir-me bem!

 

Independente de ter depressão ou não...

Eu sempre pensei assim desde pequeno!

Via os filmes do Harry Potter, e imagina viver em algo parecido... Sempre seria bem mais interessante!

 

Quando alguém me pergunta o que gostava mesmo, o que faria feliz!

Eu não digo, mas penso: Ir para um mundo fantástico!

 

Será que, esta vontade torna a minha vida na real ainda mais complicada?

O que tenho é algo diferente de depressão?

 

Cumprimentos,

João

 

Caro João,

Parece que o João busca preencher um vazio interno e tenta encontrar satisfação no mundo da fantasia, e no entanto não consegue atingir a verdadeira satisfação. O seu problema é um misto de depressão e falta de sentido para a vida, o que o leva a não querer crescer e preferir refugiar-se no mundo irreal.

 

O que eu proponho para se livrar dessa postura é primeiramente ter consciência que é possível brincar, divertir-se e viver no mundo da fantasia e na mesma medida ser responsável, planejar e construir objetos de vida: trabalho, estudos, casamento e família. Que uma possibilidade não anula a outra. Que é muito bom que a criança que vive em nós nunca morra, mas também saber que o nosso lado criança não pode tomar conta da nossa faceta adulta impedindo-nos de nos realizar como pessoa.

 

Ao mesmo tempo é indicado que procure um tratamento correto para conseguir ultrapassar a depressão e poder retomar as rédeas da sua vida com força, vigor e bom senso.

 

Uma ajuda especializada de um terapeuta para um tratamento de autoconhecimento e para que possa ser ajudado a preencher esse vazio que sente em relação ao sentido da sua vida. Confie em si e na sua vontade de evoluir, na vida, no mundo e, principalmente em si próprio, o que vai propiciar nova energia e animo para novas realizações no mundo real.

Um abraço

O casamento acabou

 

 

 

 

Boa tarde!

 

Meu nome é C., e estou querendo separar. Mas não vejo possibilidade pra isso.

Tenho um filho de 1 ano e 5 meses, não trabalho desde que engravidei. 

Cuido do meu filho e da casa.

O meu casamento acabou faz tempo, antes mesmo do neném nascer, antes eu tentava continuar, pra manter a família, nao ter que voltar pra casa dos pais, e ai depois veio meu filho, e pelo filho eu fui tentando, mas não estou aguentando mais.

Quero separar pq nem suporto mais, e me preocupo como será nossa vida quando ele sair de casa, pq financeiramente dependemos dele. E eu sair pra trabalhar, meu filho vai ficar com quem? Não tenho parentes aqui.

Vejo a maneira como meu marido quer educar meu filho e discordo, de tudo, a maneira como ele fala com a criança, tudo vai me irritando, e eu calada.

Estou tentando arrumar emprego, mas é difícil, e quando chego em casa, tá aquela bagunça. Menino sujo, sem tomar banho, sem fazer as refeições direito, pula refeições, não tem hora nem disciplina pra nada, o ap numa bagunça só, roupa pra todo lado, comida, brinquedo, até arroz já encontrei na cama, lençol sujo de toddy, enfim um zona. 

Isso me dá nos nervos. E eu, não tenho mais forças pra aguentar. 

Cansei de ser empregada dele, e sair catando e organizando tudo.

Quanto ao sexo, já não temos tido contato físico há bem mais de 2 anos. E só temos 4a de casamento.

Foi uma luta pra eu conseguir que ele aceitasse eu procurar emprego. 

Mas tô na busca.

 

Eu dependo financeiramente, preciso de ajuda dele pra cuidar do filho e ao mesmo tempo vejo que não é assim que eu queria que fosse.

Não sei mais o que fazer, já pensei em até em suicídio, pq não tenho mais forças pra continuar.

 

 

Mãe deprimida

 

 

 

 

Boa noite, Dra. Mariagrazia!

 

Encontrei seu blog por acaso em uma pesquisa desesperada por ajuda.

Meu nome é Débora, tenho 34 anos e dois filhos.

Há dois anos meu terceiro filho morreu aos 13 dias de vida, meu ex-marido não me suportou e saiu de casa 11 meses depois, da forma mais covarde que se pode imaginar. Ele não me deixou um bilhete. Eu voltei para a casa da minha mãe com a qual nunca me dei bem, e de lá pra cá a vida virou um inferno. Eu tenho minha casa separada, apesar de ser no mesmo lote. 

Minha mãe sempre quis que eu me casasse com alguém que tivesse uma boa situação financeira, e agora eu volto para casa com 2 filhos e precisando de ajuda.

Bom, ela não me ajuda com nada, nem financeiramente e nem com soluções.

Eu me sinto perdida, e nos últimos tempos tenho-me sentido desesperada, pois não trabalho fora, não tenho com quem deixar as crianças e só com a pensão não estou conseguindo sustentar os meus filhos. Faço artesanato, o que não me garante uma renda fixa.

Minha mãe não me ajuda com as crianças nem para ir ao médico.

Me sinto sozinha e sem saída.

 

Amo meus filhos, mas estou nervosa com eles.

Às vezes minha filha de 4 anos me pede um pão e eu não tenho como comprar e os culpo por não poder trabalhar.

Não vejo graça em nada, não tenho perspectiva de futuro, não encontro saída.

Já pensei em entregá-los para o pai, mas não tenho coragem, apesar de tudo eu não conseguiria ficar sem eles, e até acho que isso é egoísmo, pois não posso sustentá-los.

 

Penso em morrer, mas não em me matar, já pensei, mas acho que eu não teria coragem, eu acho que não. Mas peço a Deus todos os dias para me levar, vejo a morte como um alívio. Passo a maior parte dos meus dias na cama e já não consigo cumprir com minhas funções de mãe e dona de casa. Vejo meus filhos sofrerem com isso.

Apesar de ter certeza de que eles ficariam muito melhor longe de mim, eu sei que eles são a única razão para que eu continue arrastando-me.

Eu me sinto em um beco sem saída esperando a morte chegar, e as vezes, muito as vezes eu consigo ficar alegre por alguns minutos com uma coisa qualquer.

Quando penso no futuro, não sei o que será.

Sei que minha mãe não tem que cuidar de mim na idade em que estou, mas ela mora ao lado, sabe que estou precisando de ajuda e me ignora. Isso faz doer ainda mais.

 

Peço desculpas pelo desabafo.

Gostaria de procurar ajuda pessoalmente, mas não consigo sair de casa sem meus filhos.

Agradeço desde já a sua atenção e qualquer conselho que possa dar-me.