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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Memórias esquecidas

 

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Olá. Vi sua página e gostaria de orientações.

 

Meu pai já é falecido e minha mãe foi diagnosticada há pouco tempo com esquizofrenia paranóide. Depois desse ocorrido com ela comecei a me perguntar se ela já mostrava sinais da doença e nunca percebemos e descobri que não me lembro nada de minha infância e início da adolescência. Me lembro de algumas pequenas coisas que hoje acho que me causaram traumas como medo de altura e medo de piscina/mar. Cai de um escorregado muito alto e quase morri afogada em uma piscina. Pensei em procurar uma terapia de regressão. Será que se eu conseguir lembrar eu consiga entender o que acontece e consiga lidar melhor com minha depressão? Agora estou medicada mas tive uma crise depressiva e fui descobrir que minha depressão veio desde a morte de meu pai a 3 anos. Os sentimentos sempre foram de solidão e tristeza profunda que refletiram no meu corpo físico causando dores e sempre com diagnósticos negativos. Tudo era da depressão.

Mas porque não lembrar? Não me lembro de sentar a mesa com meus pais para almoçar. Não me lembro de momentos de carinho e diversão. O pouco que lembro classifico em 2%. Os outros 98% sumiram da minha memória. Queria sua opinião sobre isso e se seria válido a terapia de regressão. Obrigado.

 

Cara leitora,

A esquizofrenia paranóide tem fator hereditário, parentes de 1º grau devem ser acompanhados.

Eu aconselho:

  • Bom ambiente de suporte
  • Técnicas de recuperação de memória (como hipnose)
  • Psicoterapia

Ambiente de suporte

Os médicos começam o tratamento ajudando as pessoas a se sentirem seguras e confiantes, por exemplo, ajudando-as a evitar traumas posteriores. Se as pessoas não têm razão urgente aparente para recuperar a memória de um evento doloroso, esse tratamento de suporte pode ser tudo o que é necessário. As pessoas podem se lembrar gradualmente das memórias perdidas.

Técnicas de recuperação de memória

  • Hipnose

Preencher todas as lacunas da memória contribui para o restabelecimento da continuidade em relação à identidade pessoal e do senso de self.

Psicoterapia

Assim que a amnésia for solucionada, a psicoterapia contínua ajuda as pessoas nos seguintes aspectos:

  • Compreender o trauma ou conflitos que causaram o transtorno
  • Encontrar meios para solucioná-los
  • Evitar traumas futuros, se possível
  • Seguir com suas vidas

Um abraço

Mariagrazia Marini

Relacionamento abusivo

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O meu nome é Manuela e tenho 37 anos. Vivo em relacionamento abusivo. Não consigo me desvincular. Sofro de depressão maior. Tudo se agravou devido a um descolamento de retina, ao qual resultou em 10 cirurgias e quase 2 anos de repouso absoluto. Hoje estou tentando voltar a normalidade, mas sem a vista do olho direito.

Estou perdida. O que faço?

 

Cara Manuela,

Se continua em um relacionamento abusivo por pensar que ele mudará e que começará a tratá-la bem, pense melhor.

Um homem abusivo não muda sem uma terapia de longo prazo. Sessões de terapia podem ser particularmente boas em ajudar um homem abusivo a reconhecer seu padrão abusivo. Drogas e álcool podem criar ou aumentar o abuso em um relacionamento. A mulher de um abusador precisa d ajuda e apoio para enfrentar o processo de co-dependência que está envolvida.

 

Se o homem abusivo não estiver disposto a procurar ajuda, então deve começar a agir para proteger a si mesma saindo de casa. Se estiver com medo de não ser capaz de sobreviver procure ajuda, buscando a família, amigos, e descubra como eles poderão ajudá-la. Uma vez que tenha saído, o abusador pode chorar e pedir perdão, mas não volte atrás sem procurar ajuda e sem ele completar uma terapia de longo prazo bem-sucedida. Esteja preparada para o aumento da pressão pelo abusador, pois ele perdeu o controlo. Se o seu parceiro não está desejoso de procurar ajuda para seu comportamento abusivo, a sua única opção é sair fora.

Cuide de si, procure ajuda para tratar da sua depressão e dos seus problemas e não permita que ele continue a estragar a sua vida.

 

Um abraço

Fobia social, agorafobia e depressão

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Desde a minha adolescência comecei a me isolar e ficar antissocial, deixei de ser sociável. Mas quando criança, eu era muito travesso, astuto, sociável e interagia facilmente com outras pessoas, inclusive crianças, mas mesmo assim brigava muito com garotos e tinha hábitos de quebrar coisas.

 

No ano de 2011 comecei a fazer tratamento psiquiátrico, hoje estou com 28 anos e continuo fazendo o tratamento. No começo eu pensava que era depressão, ao me aprofundar mais no assunto e vasculhando em meio a arquivos da internet, cheguei a uma conclusão, que eu era portador da síndrome de asperger, mais foi totalmente descartado pelo médico.

Cheguei a dizer ''Dr, qual é meu diagnóstico, qual é meu problema? O que eu tenho? Do que que eu sofro? E ele me deu o diagnóstico de fobia social, depressão, isolamento social e agorafobia. Mas no meu dia a dia, e convívio social eu estava percebendo que nada me afetava. Como sentir emoção, sentimento de afeto, e até mesmo sentimento de empatia. Pesquisando e analisando meu perfil, cheguei em uma conclusão, de imediato, que eu era um sociopata.

 

Tenho dificuldades de expor, jogar para fora meus sentimentos. Quando sou pego de surpresa por uma notícia ruim, de algum parente próximo a mim, ou não, ou um falecimento, eu não sinto aquele impacto, tristeza, ou até mesmo vontade de chorar.

 

Eu não consigo fazer cara de sério, fico sem jeito, sem saber o que falar, é uma sensação estranha, como se eu fosse dar uma leve enraizada, mais eu não quero rir propositadamente, só vem esse sentimento em mim. Eu não choro, mas quando choro é um choro desesperador, um choro incontrolável. Não sou de me apegar muito as pessoas, mas quando me apego, consigo sentir um sentimento de carinho, como uma amiga, que eu sempre a chamei de amiga, mas as vezes chamo ela para sairmos juntos, e até pedi-la em namoro, e minha mãe, que já é idosa, e é a pessoa que eu mais amo nessa vida. Tenho 28 anos e nunca tive um relacionamento afetivo e sempre fui mais apegando à minha mãe, do que ao meu pai.

 

Gosto muitoooooo de ANIMAIS, principalmente CACHORROS, e também sou apaixonado por CRIANÇAS, e às vezes que choro, e sinto sentimento de raiva, não é porque eu vi um vídeo de um homem sendo espancado, e sendo torturando na internet, mas sim de animais sendo mortos, e sendo maltratadas ou de crianças sofrendo maus tratos.

Não consigo sentir empatia e expor meus sentimentos para as pessoas, mas eu gosto de idealizar algo. Gostaria de ser um ativista. Me espelho muito no Gandhi. Gostaria de lutar por alguma causa, lutar contra o machismo. Adoraria idealizar e apoiar um movimento, como o pró-feminismo, ou alguma ong de animais abandonados e maltratados, ou alguma ong de crianças especiais... como Autistas, e Sindrome de Down.

Às vezes acho que sou uma pessoa especial, como uma pessoa visionária e genuína. Sou conhecido pelas pessoas por ser educado, simpático, companheiro e carismático. Gosto de ficar no meu quarto, na internet, jogando vídeo game.

 

Voltando ao assunto, sou muito impulsivo e ansioso ao extremo. Já cheguei a um ponto de agredir meu pai umas vezes. Quando vejo alguém chorar ou uma imagem de impacto, isso me choca demais... fico sem reação e em estado de choque.

Quando morre alguém próximo a mim, e a minha família, não vou há velórios, porque ver minha mãe triste e chorando e pessoas chorando, vai deixar-me em choque e abalado a tal ponto que tenho vontade de sair correndo.

Não vou em eventos familiares, como festas, aniversários e casamentos. Tenho medo das pessoas, ou melhor dizendo, tenho medo de lugares, com muitas aglomerações de pessoas. Sou muito excêntrico, tímido, e introspetivo. Sempre fui reservado, porém verdadeiro, ingénuo, e sincero.

 

Sempre fui uma pessoa simples, odeio hipocrisia, e pessoas egocêntricas. Só não consigo sentir emoções como afetos e empatia.

ME AJUDA, POR FAVOR?

 

Caro Leitor,

 

A agorafobia está muitas vezes associada à ansiedade generalizada ou ao transtorno de pânico. É o sistema de medo, que se engana na forma de sentir a situação pois avalia-a como perigosa, o que dá origem ao impulso de fugir da situação.

Acontece que a mente interpreta de uma forma errónea o local, como se este implicasse um perigo real para a pessoa.

Não há formas instantâneas de mudar a situação, mas uma psicoterapia torna bastante provável a superação deste medo. É preciso compreender a fisiologia e psicologia do medo e da ansiedade e é essencial mudar o pensamento errado acerca deste medo, pois são as crenças erróneas que amplificam e mantêm a ansiedade.

Para superar seus problemas é preciso fazer algumas mudanças. Pode começar por pequenas mudanças, como por exemplo participar em alguns eventos familiares, sair mais de casa, procurar amigos e expor-se aos poucos a novos eventos de modo a que se habitue a uma nova maneira de se relacionar com as pessoas.

 

É preciso que reinterprete os seus pensamentos e desdramatize o que lhe vai dentro da cabeça. Ao mesmo tempo é preciso que se exponha de modo gradual à situação que teme, constatando que não é por se expor que algo de mal lhe vai acontecer. É preciso que aprenda a construir pensamentos mais saudáveis e a vencer o medo enfrentando-o, substituindo-o por conhecimento.

Procure também ser menos rígido e mais solto consigo mesmo e no relacionamento com as pessoas. Amplie seu leque de amizades, preocupe-se com elas, não se importando com as possíveis críticas.

 

Se não conseguir sozinho procure ajuda especializada. Um tratamento continuo psicológico irá ajudá-lo a superar suas dificuldades e resultará numa melhora global do seu problema.

Automutilação e depressão

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Olá, meu nome é Maria, tenho 16 anos. Posso ser nova mas ando a me sentir muito vazia, muito vazia mesmo. Às vezes tenho vontade de morrer e como busca dos meus problemas eu me automutilo. Acho que a automutilação me ajuda a ter a paciência de que preciso. O mundo é injusto e cheio de desigualdades. A minha vontade no fundo é desaparecer daqui, é ir para outro lugar e descansar em paz. Procuro sair da automutilação mas no fundo, no fundo acho que não quero.

Me ajuda por favor a saber se tenho depressão.

 

Cara Maria,

 

Embora se trate de um ato de agressividade auto-dirigida, o objetivo da automutilação é a relativização física da dor psicológica e emocional. Na base da automutilação está uma muito fraca autoestima, uma depressão e a crença de que o sofrimento é merecido.

Fale com a sua mãe e não desista de procurar ajuda, pois para tudo tem cura e não vale a pena continuar a viver assim agredindo-se e desprezando a vida.

 

Confie em si e na sua capacidade de mudar. Se me procurou é porque há desejo de tratamento e de acabar com esse comportamento inadequado. Procure ajuda o quanto antes, vai ver como logo vai voltar a ter paciência sem a necessidade de automutilar-se e sem desejar morrer. A vida é para ser vivida e enfrentada com coragem, autodeterminação e pensamento positivo.

 

Um abraço

Sensação de estar fora do corpo

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Boa tarde! Quando fico muito nervosa, minha memória apaga; quando chega o ápice, tenho a sensação que estou fora do corpo (já me vi, como se eu estivesse atrás de mim) , ou maior do que sou, já cheguei a ponto de parecer que estou levitando no teto vendo meu corpo em baixo, em todas situações, me vejo fora, mas meu corpo continua como se eu estivesse dentro.

Entretanto quando chega a esse nível, não me lembro de mais nada depois, só me lembro destes flashes; isso começou a acontecer depois que tive depressão. Por favor, gostaria de entender. Grata

 

Cara leitora,

O seu distúrbio está, provavelmente, relacionado com o seu alto nível de ansiedade e como consequência da depressão. O que descreve é uma espécie de despersonalização. Esta é entendida como uma desordem dissociativa, caracterizada por experiências de sentimentos de irrealidade, de ruptura com a personalidade, processos amnésicos e apatia. Pode ser um sintoma de outras desordens como transtorno bipolar, transtorno de personalidade borderline, depressão, esquizofrenia, stresse pós-traumático e ataques de pânico. A despersonalização pode ainda surgir com o consumo de drogas, como Cannabis ou Ecstasy; mas há outras causas: esta pode desenvolver-se devido a uma exposição prolongada a stress, mudanças repentinas no contexto pessoal, laboral ou social, entre outros factores. A despersonalização encontra-se intimamente relacionada com a ansiedade.

 

A despersonalização associa-se, frequentemente, a outras perturbações mentais que necessitarão de ser tratadas ou é desencadeada por elas. Deve ter-se em conta qualquer tipo de stress relacionado com o início (instalação) da perturbação de despersonalização.

 

Como tratamento é eficaz a psicoterapia. A sensação de despersonalização desaparece, frequentemente, com o tratamento.

Procure ajuda e vai ver que vai sentir-se bem melhor e vai conseguir superar o seu problema.

 

Envolvimento com homem em união de facto

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Há 5 meses conheci um homem que despertou muito a minha atenção, passada uma semana de troca de olhares acabamos por nos envolver, na altura eu estava numa outra relação com outro homem que acabei por terminar com ela. Senti que nunca tinha tido ninguém que me fizesse sentir assim, o problema é que ele está em união de facto com outra pessoa há 16 anos da qual tem um filho de 4.

Sinto-me muito mal em estar nesta posição mas não me consigo afastar por sentir esta enorme paixão.

Sei que não sou o seu primeiro caso de traição, e não percebo porque é que ele o faz, porque segundo o que ele me diz ele gosta muito da companheira e a meu ver tinham tudo para ser muito felizes enquanto casal.

Ele diz que acredita que é possível amar duas pessoas mas acha que a companheira não iria entender e tem medo de qual iria ser a sua reação caso lhe contasse que mantém um caso paralelo, então tem mantido este segredo e continuamos a nos encontrar frequentemente.

Eu estou mesmo apaixonada por ele e ele demonstra o mesmo sentimento por mim, ele diz que me ama muito e sempre que tem tempo livre do trabalho procura arranjar maneira de nos encontrarmos, o problema é que eu não me sinto bem porque gostava de um dia estar só com ele e sinto que podíamos ser muito felizes e sinto uma angústia enorme quando ele volta para casa depois de estarmos juntos. Tive uma crise há pouco tempo e fiquei muito deprimida e chorosa. Já falamos sobre isto e ele diz que devia terminar a relação comigo porque me está a fazer mal e não quer e que não é bom eu sentir isto porque ele diz que nunca irá contar á sua companheira nem nunca a irá deixar.

 

No entanto diz que não me quer perder porque me ama muito e que é mesmo especial o tempo que estamos juntos, o que eu sei que não é mentira porque é mesmo mágico o nosso olhar e os nossos momentos. Mas frisa sempre que não está nos planos dele agora contar à companheira nem deixá-la e até me chegou a dizer que se fosse solteiro eu era a mulher perfeita para ele e que não pensava duas vezes em vivermos juntos e mesmo em casar comigo! Mas quer que eu tenha noção disso e que não crie essa fantasia em mim porque não está no futuro próximo mas não quer dizer que um dia nunca vá acontecer porque nunca se sabe o dia de amanhã.

 

Gostava de ouvir a opinião de alguém porque já não sei o que hei-de fazer e não consigo contar isto a ninguém.

 

Cara leitora,

 

Compreendo o encanto e a magia da sua paixão, mas não vejo possibilidade de um futuro promissor. Só vejo duas hipóteses: ou aceita ser "a outra" ou termina essa relação, antes que seja tarde.

 

Ele está sendo autêntico consigo e não quer que idealize a relação. Uma relação assim como a vossa é sempre mágica por estarem juntos só nos bons momentos. Quanto mais tempo passar junto dele, pior será ou às vezes é o contrário com o tempo vai se chatear e perceber que ele não é a pessoa certa para si. Cada pessoa reage à sua própria maneira e é difícil dizer qual será a sua, mas certamente irá sofrer e já está a sofrer agora.

 

Se tiver a força e a coragem de deixá-lo poderá sofrer agora, mas com o tempo tudo passa e vai talvez sentir-se aliviada por ter conseguido afastar uma relação problema e destinada a falhar, ainda mais que não sendo o primeiro de traição, estaria sempre na dúvida de também ter a possibilidade de ser traída.

 

Pense bem antes de tomar uma decisão e tente imaginar a sua vida futura junto dele, mas sem idealizar: pense que haverá sempre uma ex, um filho, a hipótese de traição, etc.

 

Confie em si, ouça o seu coração e tente resolver de maneira a não lhe causar muito mais sofrimento.

 

Um abraço e um feliz 2017!

 

Depressão profunda

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Meu nome é Maria, tenho 14 anos. Me ajudem, eu estou numa depressão profunda, e sinceramente, eu não aguento mais.

Às vezes acho que a melhor solução seria morrer, e o pior de tudo i que eu não tenho ninguém para me ajudar, e me ouvir!

 

Cara Maria,

 

A depressão profunda, também conhecida como depressão clínica, afeta a mente e o corpo, levando por vezes a pessoa perguntar-se se vale a pena viver. É uma doença grave que geralmente requer um tratamento psicoterapêutico.

Além disso é preciso estabelecer pequenas metas, concretas, sobre o processo de recuperação, sendo que o cumprimento dessas metas, muitas vezes, dá ao paciente uma sensação de poder e controle sobre a sua depressão.

 

Ao mesmo tempo é importante fazer exercício físico, uma alimentação saudável, dormir bem à noite, evitar drogas e álcool e reduzir o stress. Também pode ser benéfico participar em atividades que antes gostava, mesmo quando não apetece.

Ao mesmo tempo estar próxima de pessoas positivas pode facilitar o processo de recuperação.

Superar uma depressão profunda é difícil, mas não impossível. A depressão é muito difícil de superar sem ajuda externa. É preciso que fale com sua mãe para ir a uma consulta com um profissional de saúde.

 

É preciso ser paciente. Pode levar várias semanas antes que o resultado da terapia seja notável. A pessoa que sofre de depressão profunda deve permanecer dedicada aos seus objetivos e focadas na sua recuperação e na vida, mesmo que não experimente melhoras tão rápido quanto esperava.

Teste de Depressão

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Teste de Auto Avaliação da Depressão ( de Zung)

 

 

Responda rapidamente sem reflectir muito e assinale a pontuação numa folha à parte.

 

1=nunca

2=às vezes

3=frequentemente

4=quase sempre

1. Sinto-me desanimado(a) deprimido(a) e triste.

 

2. De manhã é o momento em que eu me sinto melhor.

 

3. Tenho crises de choro ou me sinto como se estivesse a chorar.

 

4. Tenho problemas de sono durante a noite.

 

5. Continuo a comer tanto quanto comia anteriormente.

 

6. Ainda tenho prazer em ter relações sexuais.

 

7. Notei que estou perdendo peso.

 

  1. Tenho problemas de prisão de ventre.

 

  1. O meu coração bate mais depressa do que o costume.

 

  1. Canso-me sem motivo.

 

  1. A minha mente está tão lúcida quanto antigamente.

 

  1. Tenho facilidade em fazer as coisas que fazia anteriormente.

 

  1. Sou agitado(a) e não consigo ficar parado(a).

 

  1. Sou otimista quanto ao futuro.

 

  1. Sou mais irritável do que o usual.

 

  1. Tenho facilidade em tomar decisões.

 

  1. Sinto-me útil e necessário(a).

 

  1. Tenho uma vida muito intensa.

 

  1. Tenho a sensação de que seria melhor se eu morresse.

 

  1. Ainda gosto de fazer as coisas que fazia anteriormente.

 

Some os pontos obtidos e verifique o resultado relativo à sua ansiedade:

Entre 20 e 31 : baixa

Entre 32 e 43 : média baixa

Entre 44 e 55 : média

Entre 56 e 67 : média alta

Entre 68 e 80 : alta 

Vazio interior

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Vim aqui a pedir que me possam ajudar. Faz algum tempo que estou sentindo-me assim. Um vazio completo. Mal tenho vontade de sair de casa, não tenho interesse por nada, tenho tentado encontrar  algo. Mas este vazio me persegue para onde for que eu vá.

Ultimamente mal tenho vontade de sair de meu quarto. "Teve um dia que passei todo o domingo olhando para o teto tentando pensar algo para me mudar". Mas não consegui. Não adiantava, sempre o vazio me consome e volto ao meu estado anterior. Teve vezes que pensei em me matar. Mas não tenho coragem  para isso.

Meus parentes estão preocupados comigo mas não sei que resposta dar a eles. (Ir lá e falar tô com depressão ou algo assim) Tenho absoluta certeza  que não tenho depressão. Mas esse vazio me consome. Eu quero mudar, mas não sei como. Esse vazio me consome. Muitas vezes acho que está faltando  algo em minha vida mas não sei o que é.

Obrigado J.

 

Caro J.,

Quando há um “vazio”, causando-nos pensamentos e emoções negativas predominando uma sensação de inquietude profunda que oprime o coração, é tempo de pensarmos em procurar ajuda.

Há feridas e traumas que ao longo de nossas vidas foram se instalando em nós e que criam os tais espaços “vazios” no nosso interior.

É necessário fazer um trabalho de questionamento, procura e interiorização para colmatar esse vazio.

À medida que vamos partilhando histórias, experiências e emoções em psicoterapia, procuramos, em conjunto, encontrar os “vazios” e feridas que estão a causar sofrimento, observamos cada movimento do próprio pensar (os padrões de pensamento, as crenças erróneas, as acções irreflectidas…), identificamos as “máscaras” que fomos desenvolvendo ao longo da vida e, sobretudo, procuramos desenvolver e aprofundar todos os recursos e capacidades, abrindo portas para a autorrealização e a responsabilidade pela própria vida.

 

A psicoterapia não existe apenas para as patologias mas também para todas as pessoas que sintam que precisam realizar este trabalho interior que é um (re)encontro consigo mesmas.

Preencher esse vazio é um trabalho árduo, mas vale a pena o resultado quando há novas apostas e nova atitude diante da vida.

É preciso ter é preciso ter força de vontade para esquecer a morte e lutar por ter uma vida melhor e mais feliz!

Tudo de bom

Vida para trás

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 Olá, me chamo Carla, sinto- me com sintomas de depressão, não tenho ânimo, casada, triste, parece que estou ficando louca. Não tenho um pingo de paciência, tenho muita raiva, magoa, rancor, tenho vontade de matar, as vezes tenho vontade morrer.

Parece não ter solução minha vida, só vai pra trás, endividada até o pescoço não tiro isso da minha cabeça.

Por favor me ajude tenho meus filhos pra cuidar...

 

Cara Carla,

 

Deixe para trás: raiva, mágoa, rancor, vontade de matar, vontade morrer e reprograme-se com sentimentos positivos que enchem de alegria e felicidade. Pense nos seus filhos e na sua família e tome a resolução de andar para frente e retome a sua vida pelas mãos. As dívidas são para ser pagas. Faça um plano possível para conseguir aos pouco saldá-las.

 

Certamente também precisa ter paciência e calma para encontrar o seu caminho e para conseguir cumprir suas responsabilidades com assertividade. A solução está nas suas mãos e passa por não se desesperar, mas ajudar-se a encontrar novas soluções para os seus problemas resolvendo-os um a um.

 

Aproveite esse tempo para afastar seus Medos, promover o seu Bem-Estar e espantar os Fantasmas que habitam...a sua mente.

Um abraço