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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Experiências homossexuais

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Tenho 16 anos e namoro com uma rapariga há 11 meses, sempre a amei e ainda amo.

Este verão tive 3 experiências homossexuais (Sem envolvimento sexual), as primeiras 2 foram sem sentimento, só para experimentar, mas a última foi com um rapaz que já conhecia à muitos anos. Estávamos a falar sobre sexualidade e eu disse que estava curioso de beijar um homem (porque nunca tinha beijado) e ele beijou-me! Pensava que ia ser estranho, mas não foi, só queria mais tempo com ele e tivemos mais um bocado!

Não me arrependo mas estou muito indeciso sobre a minha sexualidade especialmente, porque fiz esta experiência, que definitivamente mudou a minha vida, enquanto namorava. Por favor ajude-me!!!

 

Continuo a amar a minha namorada!

 

Caro adolescente,

é preciso saber que o processo de definição da identidade e orientação sexual se encontra ativo nas mais diversas faixas etárias, mas é na adolescência, que os jovens, no quadro do seu desenvolvimento normal, exploram e experimentam a sua sexualidade, amadurecendo e definindo a sua identidade sexual. O que pode acontecer através de experiências homo e heterossexuais.

O importante neste domínio da identidade de género e da orientação sexual é a saudável relação entre a sublimidade da natureza humana e a inevitabilidade da experiência individual de cada pessoa.

Suas experiências sexuais ajudam na definição da sua própria orientação sexual. O importante é viver a sua sexualidade com naturalidade e sem preconceitos. Aos 16 anos nada é definitivo.

Dúvida sobre sexualidade

Tenho 24 anos. Sempre sofri com a dúvida gritante sobre a minha sexualidade: sinto atracção por mulheres desde os meus 17 anos. Foi quando eu comecei a namorar uma mulher e me senti “encontrada”. Porém, de forma brusca, o namoro não deu certo, por parte da outra pessoa, e fiquei muito deprimida. Neste período, reencontrei um amigo meu de infância, o qual eu havia sido muito apaixonada. Acabei saindo com ele para provar também o “outro lado” e não senti muita coisa. Nada de borboletas do estômago, apenas aquela empolgação de saber que eu agora podia comparar um a outro (homem e mulher). Foi bom, mas nada demais.
 
Continuei saindo com ele e nosso relacionamento se tornou doentio, pois quando ele ficou sabendo da minha atracção por mulheres, quis se aproveitar disso (mesmo eu dizendo para ele nunca tentar me convencer a algo a três, pois com certeza ele ficaria de lado, pois minha atracção é muito maior por mulher do que para homem). Na verdade, a minha única atracção por homem em toda a minha vida foi apenas por ele. Mesmo assim, mantivemos um relacionamento “semiaberto” onde eu saia com outras mulheres na frente dele e vice-versa. O ponto é que eu sempre sofria mais com o ciúmes de vê-lo com outra mulher. Enquanto que o contrário era uma questão de egoísmo por ser uma forma de se divertir com o tal “desejo secreto de todos os homens”.
 
Brigávamos muito até que conheci uma mulher que fiquei apaixonada e resolvi terminar com meu namorado para ficar com ela. Porém, por medo, a mulher por quem me apaixonei não quis se envolver por vários outros factores (ainda namorava e estava em crise com sua sexualidade) e então eu voltei para o meu namorado. Nesse período resolvemos casar, talvez por acreditar que isso salvaria tudo. Casamos no começo do ano, depois de 4 anos de relacionamento. 4 meses depois do casamento eu conheci uma mulher que realmente mexeu comigo. Essa mulher conheci numa balada em que eu estava com o meu marido. Eles ficaram e depois eu fiquei com ela. O ponto é que a paixão foi tão violenta que eu saí de casa para ficar com ela. Estou namorando com ela, mas ainda não me divorciei legalmente. A família não sabe o que aconteceu e julga a mim como a mais irresponsável de todas as mulheres nessa vida.
 
Entre muitos conflitos, tomei uma dose exagerada de calmantes, comecei a fazer análise e sofro em aceitar esse divórcio, pois o meu marido ainda deseja voltar comigo e me sinto muito culpada por fazê-lo sofrer. Sofro de uma tristeza inexplicável e mesmo eu não tendo atracção alguma por ele, sinto que devo me punir em ficar com ele, pois eu o fiz sofrer. Eu amo a minha namorada, mas tenho medo de ficar “sem chão”, caso eu realmente decida ficar com ela, pois vou ter que trabalhar mais, viver de aluguel, morar numa kit, perder o luxo todo que eu tinha e a protecção da minha família, pois eles não aceitariam nada do género.
 
Não sei o que faço....