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Consultório de Psicologia

Espaço de transformações com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações relacionadas com o seu bem-estar. Encontre o equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia.

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Filho silencioso

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Boa noite Doutora !

 

Preciso muito da sua ajuda

Tenho um filho de 14 anos, mas está numa face de silêncio, e não sair de casa conosco sempre uma briga, infelizmente estamos vivendo ultimamente numa terrível rotina domiciliar , tenho medo receio disso se transformar numa depressão .

Preciso da sua orientação

Obrigada

 

Cara leitora,

 

Esse desânimo e silêncio pode ser uma fase passageira, bem como um início de depressão.

 

É importante manter o diálogo aberto com seu filho e sempre conversar sobre como ele se sente. Para conviver mais, convém incentivá-lo a praticar uma atividade física numa área que goste e incentivar o convívio com colegas da escola e amigos da vizinhança.

 

O início da adolescência é um período que poderá revelar-se como uma fase do desenvolvimento humano particularmente complicada, quer para o adolescente, quer para os seus pais, que muitas vezes se revelam em incapacidade em compreender e lidar com as mudanças comportamentais dos seus filhos. É uma fase em que o adolescente procura a sua própria identidade e questiona as regras e limites impostos. Existe uma enorme instabilidade emocional e um desejo de crescer rapidamente.

 

Para os pais torna-se um verdadeiro desafio diário lidar com este turbilhão de emoções e comportamentos. A adolescência é a fase do diário, do segredo, do primeiro grande amor, da intimidade e dos heróis, que influenciam a vida dos jovens nas suas primeiras tentativas de identidade do ego.

 

Os pais têm um papel determinante na construção da identidade do filho. Mas, cuidado o adolescente não se identifica com os modelos parentais, mas revolta-se contra eles, rejeitando o seu domínio. Esta rejeição é necessária para separar a sua identidade da dos pais e da necessidade de pertencer a um grupo social de referência.

 

A forma do adolescente ver o mundo é diferente, a tolerância é escassa e a polarização de pretensões entre filhos e pais provoca confrontos na relação que aumenta o comportamento rebelde e de oposição.

 

O jovem desvia o interesse do mundo exterior, para se concentrar cada vez mais em si próprio. Procura diferenciar-se de tudo o resto e, por esse motivo, rompe com a autoridade, tanto dos pais como dos professores. Procura autonomia, o que por vezes implica um período de crítica, e lhe faz perder, por exemplo, o interesse em participar nas atividades familiares, o que parece que esteja a acontecer com o seu filho.

 

Cresce a fantasia, através da qual compensa as inseguranças que experimenta no mundo real. Por isso é tão difícil falar com ele: está no seu próprio mundo.

Aumentam, neste momento, os conflitos entre pais e filhos. Crescem as dificuldades de aceitar a autoridade dos pais e estes perdem a paciência para lidar com tanta instabilidade.

 

De qualquer maneira é importante além do diálogo, atenção e carinho, manter regras e limites que são uma ferramenta importante para a formação da identidade e da segurança do adolescente.

 

Caso a situação se mantenha, está indicado um encaminhamento a uma consulta de psicologia.

 

Atitudes impulsivas

Seraphine Louis

 

Olá boa tarde.
Escrevo este mail porque preciso de alguma orientação na minha vida e sozinha não a consigo ter.
 
Tenho 31 anos, estou separada há 4 anos e tenho um filho com 8 anos.
Quando tinha 18 anos, engravidei e tive de fazer um aborto. Não por vontade, mas porque tinha de ser. Não tinha namorado fixo, nem possibilidades de criar uma criança.
Foi algo que me traumatizou muito. Despedaçou-me o coração e nunca saiu da minha cabeça esse momento.
A partir dessa altura, muita coisa mudou em mim. Comecei a desejar profundamente ter um filho porque achava que só isso poderia preencher o vazio que eu estava a sentir.
Casei me aos 23 anos e tive um bebé, o que me causou muita alegria. Mas o meu casamento era uma desgraça. Estava com uma pessoa que só pensava em sexo e que me tratava muito mal. Denegria-me, deitava-me abaixo. Destruiu a minha auto-estima.
Passados 4 anos separei-me e tem sido muito difícil. Divórcio litigioso, com muitos problemas a nível legal.
 
O que se passa é que hoje em dia, sou uma pessoa muito instável. Tanto fico triste como alegre demais, tanto penso positivo, com acho q tudo é mau. Estou sempre preocupada com tudo e faço filmes enormes na minha cabeça. Coisas simples, torno-as complicadas. Continuo com uma baixa auto-estima. Deprimo-me com muita facilidade.
Namoro há um ano e meio com um rapaz q adora o meu filho, mas infelizmente é daquelas pessoas que não exprime o q sente. O que ainda piora a minha situação. Vivo sozinha desde q me separei mas gostava de um dia viver com ele. O problema é que por ser tão instável, ás vezes tenho atitudes ridículas e impulsivas. Não confio nele, arranjo discussões sem haver motivo.
 
Continuo a querer muito mais um filho. Nem sei quantas vezes já achei que estava grávida (e a tomar a pílula). Não estou bem. Eu sei.
Preciso de encontrar o meu equilíbrio. Preciso de alguma ajuda.
Obrigada