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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Ultrapassar luto

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Boa tarde.  Gostaria de receber alguns esclarecimentos acerca da minha situação. Meu pai se suicidou pelo motivo  aparente de situação económica muito difícil, da qual eu nunca tive conhecimento, pois nunca pediu ajuda. já passaram 2 meses e depois disso, nunca mais consegui retomar a minha vida sexual com o meu marido, nunca mais senti desejo nem sequer vontade.

Gostaria de saber se é normal demorar tanto tempo, uma vez que o meu marido está ficar impaciente comigo, pois acha que já deveria ter ultrapassado isto.

 

Grata pela atenção

RC

 

Cara RC,

 

Permita-se sentir a dor. Permita-se sentir tristeza, afinal está a viver a ruptura de um vínculo muito importante. Fale das suas emoções, dos seus sentimentos e inquietudes.

Quando perdemos alguém que amamos, esta pessoa ainda está viva em nossos pensamentos e memórias.

 

Permita-se dizer não. Faça o que for possível e somente aquilo que fizer sentido para si e o que sentir que tem algum significado.

 

O luto de um pai não é fácil, de um pai suicida ainda pior. Ficam muitas dúvidas e sentimentos, por vezes, de culpa. Penso que o importante é poder permitir-se também, sentir alguma alegria no momento presente. Às vezes, quando estamos a sofrer, podemos ter um momento de leveza. Deixe a alegria e o sorriso acontecer! Não se censure caso em algum momento  se sentir feliz mesmo em seu processo de luto.

 

O luto leva seu tempo, não queira queimar etapas, mas também não se culpe de poder sentir algum prazer, como por exemplo prazer sexual. Às vezes  é uma questão de recomeçar.

 

Um abraço

 

 

Relação com filho

 

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Tenho um filho de 16 anos, eu às vezes acho que o sufoco,evito que saia de casa, durmo com ele na mesma cama, porque eu não consigo dormir se ele não estiver do meu lado, quero à toda hora ficar com ele, compro tudo que ele pede, se ele não pede nada eu é que compro mesmo. Quero constantemente beijá-lo, quero ninar ele o tempo todo, se alguém na rua olha para ele eu fico encarando a pessoa, ele não quer mais sair comigo, trato ele como se tivesse 10 anos. Quando estou no serviço eu ligo só para ouvir a voz dele.

Gostaria de saber o que está acontecendo comigo.

O pai dele morreu quando eu estava grávida de 6 meses

Obrigado.

 

Cara mãe,

 

O seu filho tem 16 anos, é um adolescente que está a se tornar adulto. Precisa de espaço, tranquilidade, intimidade para que possa se devolver e amadurecer saudavelmente.

Ao agir assim está a prejudicar a vida de seu filho e a sua. Ele é seu filho e não é seu marido e precisa ser tratado como filho: educá-lo, cuidá-lo mas sem excessos e sem erotizar a relação e nem sufocá-lo com amor exagerado.

 

O melhor seria procurar uma psicoterapia para tratar o seu problema de envolvimento inadequado com seu filho. Provavelmente é por nunca ter feito um luto do marido e agora está a projetar no filho a falta do marido, confundindo os papéis. Sei que não faz por mal e provavelmente sente o filho como uma continuidade do se marido, mas não é uma maneira saudável de agir.

 

Comece por controlar-se mude a maneira de relacionar-se com ele. Não é que deve deixar de amá-lo mas amá-lo como uma mãe ama um filho, preparando-o para a vida e para a independência.

Filhos criados de forma adequada certamente crescerão ajustados, com equilíbrio para continuarem a própria vida.

Um abraço

Morte do pai

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Boa tarde,

 

O meu pai faleceu na passada 3ªfeira dia 10/11/2015, o mundo desabou.

 

O meu pai estava doente com um tumor no pulmão, mas nada fazia prever o desfecho quase imediato, até porque na 2ªfeira tinha estado no médico e as análises estavam melhores e algumas das suas incapacidades estavam melhores, ele acreditava e pedia muito a deus e aos médicos a cura, nós mais realistas pedíamos um prolongar da vida com qualidade e isso a médica disse nos ser possível. Nessa manhã esteve bem, mais ativo ao final da tarde disse à minha mãe que estava mal disposto e a minha mãe ao segurar-lhe a cabeça para vomitar caiu-lhe nos braços já inanimado, foi o verdadeiro horror, porque estavam os dois sozinhos, afinal era o seu companheiro de 40 anos que lhe partia nos braços e no seu leito onde todos fomos muito felizes. Satisfazendo o seu pedido levamos o meu pai para o Alentejo (nós vivemos em Lisboa). A minha mãe está um farrapo, não come, só dorme com medicação, tendo ela problemas de tensão arterial os valores estão totalmente desequilibrados, o que me preocupa bastante pois há uns tempos devido a uma situação de maior tensão nervosa com um pico de tensão teve um pequeno derrame no cérebro, sem qualquer consequência.

 

Optámos por a minha mãe ficar no Alentejo acompanhada na casa de uns familiares pelo menos durante umas semanas. A minha mãe fez-nos um pedido, que lhe alterássemos o quarto pois a imagem com que ficou foi a do meu pai caído. Também para nós isso é muito difícil. Somos três filhos eu que vivo em Cascais, o meu irmão que é solteiro e que vive perto da Amadora e a minha irmã que é casada e vive no Alentejo, neste momento que tem tratado de tudo sou eu, porque o meu irmão tem crises de ansiedade e de pânico e nesta situação foi-se muito abaixo, e a minha irmã tem um bebé com 3 meses.

 

O que mais me dói é a sua falta, vê-lo tocar-lhe, saber como está e sobretudo o facto de ele querer viver para ver os netos crescer, sobretudo o grande amor que tinha pelo meu filho Gonçalo que desde os 6 meses que esteve com os meus pais até aos 3 anos, dizendo ele que era o seu grande companheiro, tenho tanto medo que o meu filho se esqueça do avô de tudo o que fez com ele.

 

Aquela que outrora foi uma casa sempre cheia, está vazia, está vazia de alegria de barulho de felicidade. Temo muito o regresso da minha mãe, até porque cá em Lisboa está sozinha, pois todos nós trabalhamos. Eu gostava de a convencer a alugar uma casinha junto às minhas primas, pois lá mesmo estando sozinha, ora entra uma em casa ora entra outra e sai à rua e conversa e está também a minha sogra que já passou pelo mesmo, e a casa de Lisboa ficaria para vir sempre que desejasse.

 

O que acha? Ajude-nos a superar toda esta dor e diga-me de que forma posso atenuar a dor da minha mãe e fazer com que o meu filho não se esqueça de tudo o que fez com o avô.

 

Desculpe o desabafo.

CC

 

Cara CC,

 

A perda de um ente querido é uma experiência de grande impacto emocional, que nos leva a repensar o significado da vida e como a pessoa que partiu pode continuar a fazer parte dela, agora de uma forma diferente.

 

Atenuar a dor vai ser difícil, só o tempo consegue dar algum alívio, embora alguma dor e a saudade persistam sempre.

 

No meu entender, o melhor é deixar que a sua mãe decida o que prefere fazer, embora o que mais ajuda a elaborar a perda e ultrapassar a dor é viver o luto, voltar aos lugares onde a dor foi vivida, falar sobre os sentimentos e sobre a falta sentida da pessoa falecida. Expressar

 

Também é importante que passado algum tempo, a sua mãe consiga retomar gradualmente as suas rotinas diárias e a sua vida social.

 

Se sentir que ela não consegue sozinha ultrapassar a dor do luto e se reorganizar convém que tenha um acompanhamento psicológico para compreender e ter com quem desabafar o que sente e poder reencontrar um sentido para sua vida.

 

Quanto ao seu filho, vai certamente sentir a falta mas com o tempo vai passar. A criança precisa ser acolhida e mais do que dizer algo para consolá-la, deixar que ela expresse as suas emoções e só ouvir.  O importante é que a criança encontre espaço para expressar a perda. Para que tudo fique na memória promova uma comunicação afetiva, fale com ele sobre os momentos alegres vividos com o avô e mostre-lhe as fotografias, tudo isso de uma forma tranquila sem provocar mais tristeza.

 

A perda de um pai é sempre muito triste, fica a saudade e ficam as recordações. E por ser a filha mais disponível vai certamente sentir ainda mais, mas a vida é mesmo assim não há nada a fazer, é aceitar com paciência e gratidão.

 

O ser humano tem uma capacidade surpreendente para recuperar-se das piores adversidades. Apesar da obscuridade há sempre uma chama que avivará a luz que necessitamos para viver.

 

Um abraço e os meus sentidos sentimentos

 

Mulher em luto

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Bom dia, perdi meu marido há dois meses e de lá pra cá minha vida anda uma correria, pois ele me ajudava em tudo e era muito ativo . Ele descobriu a leucemia há 4 anos. Lutou, foi um guerreiro até o fim, amava a mim e ao nosso filho de 2 anos com todo o seu coração.

Eu não tenho mãe, e minha família é totalmente desestruturada , tenho alguns amigos, que converso desabafo às vezes, mas sinto-me muito  angustiada com tamanha responsabilidade. Gostaria de alguma dica para lidar com tal situação.

Desde já agradeço pela atenção.

 

Cara leitora,

 

O seu luto ainda é muito recente e é normal que se sinta angustiada e perdida. Que a sua vida se tenha transformado numa correria também é normal pois ficou com a dupla responsabilidade da família.

 

É importante que passado algum tempo consiga retomar as suas rotinas diárias, o seu trabalho, a sua vida social e inicie um processo de reorganização mental.

Nesse momento é importante a ajuda dos amigos e das pessoas que estão ao seu lado.

O luto leva seu tempo e a ferida da perda de alguém querido necessita de tempo para ser suavizada. É preciso paciência e calma para conseguir reencontrar um equilíbrio psicológico.

 

Convém que esteja atenta para prevenir entrar no chamado “Luto Patológico”. Para sair do luto é preciso lutar.

Se tiver alguém para falar, desabafar, um parente, uma amiga, uma vizinha, certamente vai ajudar muito. Precisa aos pouco retomar a sua vida. Não é fácil, mas é preciso força e coragem. Tem um filho de 2 anos que precisa de si e essa é a sua família que deve zelar para ficar o quanto mais estruturada possível.

 

As pessoas em luto passam por várias fases. Agora está na fase de desorganização e desespero, é a fase mais difícil. Quando passar à fase de reorganização e aceitação irá se adaptar à vida na qual seu marido não está mais. Para lidar com a sua perda a solução é enfrentá-la e aos poucos construir uma nova história, com calma, dando tempo ao tempo, com novas experiências, naturalmente conforme se sinta pronta, sem esquecer as boas lembranças que o seu marido deixou.

 

Se sentir que não consegue sozinha ultrapassar a dor do luto e se reorganizar, procure ajuda de uma psicoterapia, ao menos para ter com quem desabafar sobre o que sente e juntas encontrarem um novo sentido para sua vida.

 

Um grande abraço

 

Luto da filha

Boa tarde Dra.

 

Peço a sua ajuda pois já não sei como superar a morte da minha filha, a culpa, a frustração e a raiva não deixam a minha mente tranquila já passam 8 meses que a minha pequena se foi, mas vivo a cada dia com a esperança que ela volte, ha momentos que parece que estou falando com ela. Já fiz de tudo pra tentar superar mais não consigo. O que faço?

 

 

Caro leitor,

 

A morte de alguém querido é como uma ferida. No início sangra, arde, dói de maneira quase insuportável. Com o tempo, vai fechando mas o processo para curar essa ferida pode ser longo e doloroso, especialmente quando se trata de uma filha.

 

É preciso entender melhor a morte, aprender a fazer a conexão com o amor da filha e reaprender a viver.

 

A qualquer momento pode-se procurar ajuda especializada. A terapia se traz muitos benefícios. O tratamento consiste no reaprendizado, descobrindo e reconhecendo a maneira particular de  viver o luto e encontrar suas próprias ferramentas para aliviar a sua dor.

 

De qualquer maneira saiba que há fases do luto que são:

 

1. Entorpecimento
é a primeira reação, com choque e descrença, durando de horas a dias, havendo crises de raiva e choro. É comum a presença de distúrbios somáticos e a negação da perda podem estar presentes como forma de defesa.

 

2. Busca e saudade
Viver a dor tentando entender o que está passando.

3. Desorganização e desespero
É a fase mais difícil Há o reconhecimento da imutabilidade da perda, havendo grande risco de apatia e depressão com afastamento do meio social e das atividades normais do dia a dia.

 

4. Reorganização e aceitação

É o momento de readaptação com sentimentos positivos e menos devastadores, permitindo uma aceitação e o retorno da independência e iniciativa.

 

Vai ver que com o tempo vai conseguir, passar para a última fase e voltar a viver com a sua energia normal.

 

Um abraço e tudo de bom

 

 

 

Morte do filho

 

 

 

Boa tarde, sou de Portugal.

 

Vivia com o meu filho, só que ele faleceu em março, cada dia que passa mais difícil está de encarar, quando anoitece pioro, fico muito triste, aflita e adormeço muito tarde. Éramos só os dois em casa.

Os meus músculos doem, acho que de tanto nervosismo e de chorar.

 

Estou com aversão a médicos, remédios, hospitais. Leio livros que me indicam, vou á igreja, um bocadinho de meditação.

 

Só que a minha dor é tão atroz que já nem sei o que fazer.

 

Será que pode ajudar-me dando me alguma orientação.

Muito Obrigada

 

Metabolismo acelerado

 

Tenho 29 anos e preciso da sua ajuda.

 

Há cerca de 11 anos a esta parte, após a morte do meu pai, comecei a perder peso. Até esta idade (17 anos), sempre tive um peso estável entre os 50/52 Kg.

3 anos depois, com 21 anos, perdi a minha mãe, e desde então tive alguns altos e baixos (entre os 45 e 50kg) mas nunca mais estabilidade de peso.

 

Meço 1.68m e peso 45kg. Tal facto não me assustaria se não tivesse perdido 7kg no decorrer deste tempo.

 

Sei que não tenho qualquer tipo de doença tiróidea pois já fiz análises para confirmação. Contudo, sou uma pessoa muito ansiosa/nervosa, mesmo perante situações de pouca importância, ou diria mesmo, de insignificante importância.

Tenho momentos de falta de apetite, mas tenho alturas em que como muito bem. No entanto não assimilo a alimentação que ingero, continuando gradualmente a emagrecer.

 

Este emagrecimento causa-me transtorno, visto que me sinto fraca, sem forças e começo a não "reconhecer" o meu próprio corpo, consequentemente sinto que este facto me esta a causar complexos uma vez que nada me assenta bem, tudo me fica grande, largo, pingam, sendo os tamanhos mais pequenos das lojas.

O que é que posso fazer para tratar este problema?

 

No ano passado fui a um Médico endocrinologia que me disse para não me preocupar com isso, sem sequer me mandar fazer qualquer exame.

Apenas avaliou as minhas últimas análises.

Sou acompanhada por um psiquiatra à 9 anos que também acha que não é relevante.

Para ser sincera não consigo desvalorizar este assunto e viver bem com isso.

Há alguma solução para isto?

Agradeço desde já a sua disponibilidade.

Os meus cumprimentos,

S.

 

Fases do Luto


Baseia-se na teoria da psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross sobre as fases do luto: Negação, Revolta,
Negociação, Depressão e Aceitação.

Chorar

 

Boa noite Dr.ª Mariagrazia,

 

De forma muito resumida, actualmente choro por ouvir uma canção, por ver um filme, por ver uma novela, acordo durante a noite e choro. Por vezes só soluço e não controlo. Quero parar, acho completamente palerma em algumas situações, mas é algo que não controlo.

 

Verdade, que a minha vida teve muitas transformações a todos os níveis. A minha mãe faleceu há 2 anos devido a cancro. Eu estava a viver nos EUA, há 1 ano quando descobri e vim de imediato para Portugal e acompanhei-a durante todo o processo da operação, da quimioterapia até ao fim (6 meses). Sofri durante todo este processo, passei pela revolta, pela angústia, pelo sofrimento de perda e quando ela morreu, eu estava serena. Tive de enfrentar muitos problemas, entre eles, descobrir uma relação com o meu pai e ajudá-lo em tudo, esquecendo-me de mim. Mas fi-lo e hoje estamos bem.

Pela memória da minha mãe e respeitando-a, continuei a viver, comecei a namorar, juntei-me com o meu actual companheiro que amo muito e decidimos ter um filho. Tenho um bebé lindo de 9 meses, e estou muito feliz.

 

Por isso não percebo porque me dou no meu dia a dia a chorar (escondida de tudo e de todos). Disfarço bem. Estou a começar a ficar preocupada porque penso por vezes que o meu sentimento de perda da minha mãe não está resolvido como eu pensava, mas não sei o que fazer...

 

Peço ajuda.

 

Separação e tristeza

 

Salvador Dalí

 

Boa Tarde Drª Mariagrazia,
 
Preciso do seu conselho, pois desde há quatro meses que me separei e ainda não tive quaisquer melhoras.
Estive com um homem que era frio, não sabia transmitir sentimentos e, que tinha por hábito quando nos zangávamos, abrir a boca sem pensar e acabava por me ofender verbalmente e magoar...
Namorei com ele 1 ano e 2 meses e notei que nunca iria mudar.
Até que acordei....
Pensei que estava a perder o meu tempo com alguém que não gostava de mim de verdade ( sim porque para mim quem ofende a companheira não gosta ).
E coloquei um ponto final.
Ainda dói, e muito.
Muitas perguntas sem resposta. Muitos porquês...
Não consigo digerir isto, nem aceitar a forma como acabou. Ele puderia ter aceite isto com outra dignidade. Ele tinha culpa. Nenhum ser humano aguenta estar a ser ofendido. Eu fiz o que tinha de ser feito.
Mas não. Antes de sair da minha casa fartou-se de ofender ainda mais, chegando ao ponto de me chamar aquele nome feio, que não se chama a mulher nenhuma.
Disse uma série de parvoíces, que eu já tinha posto mais homens na minha casa, etc etc...
Vi que a intenção dele antes de sair pela porta era deixar-me mesmo arrasada. E conseguiu.
Continuo com uma tristeza muito, muito GRANDE dentro de mim.
Fui meiga com ele, cuidei dele e das coisas dele, por vezes fazia um doçinho, e muito importante, fui fiel.
Hoje olho para tudo isto com uma grande desolação e desilusão. Para quê ? Foi este o meu troco.
Por isso não percebo como é que ele me tratou desta maneira, como teve coragem, porque me chamou aquilo. Não entendo.
Ele não me amou. Senão não me teria tratado assim.
Não entendo algumas atitudes que, por outro lado ele teve, como por ex. deixar a filha dele ( era divorciado há nove anos) nos pais para ficar ao pé de mim ( um auxilío dele pois estive desempregada ), fez-me a surpresa de ir comprar alianças para usarmos, gostava de me oferecer prendas.
Sinto-me extremamente deprimida, não dormo bem ( tenho sonhos que ele me trata mal e a chamar-me o tal nome ), estou desinteressada pela vida e pelas coisas. O meu desgosto não é por tê-lo perdido, mas sim pela forma como ele me tratou. Eu não merecia.
Ele deitou-me abaixo.
E agora tento reencontrar-me a mim mesma, porque ele conseguiu pôr a minha auto-estima lá em baixo, mas não estou mesmo a conseguir.
Tento ver televisão, dar uma volta, em vão. A minha cabeça está obcecada sempre a pensar nisto. Já não sei o que fazer.
Gostaria da sua preciosa ajuda.
 
O meu muito obrigado.
Felicidades.
Melhores Cumprimentos
M. J.