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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Ser mãe

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 Encontrei esse blog, um dia depois daqueles dias!!!

Tenho 35 anos, casada e tenho dois filhos!

Meus filhos tem a diferença de um ano e meio de um para o outro, são saudáveis, brincam e brigam.

A cada dia que passa tenho menos paciência e expludo com situações cada vez mais bobas e comuns para crianças da idade deles. Grito, ameaço, coloco de castigo, na maioria das vezes grito e falo como uma louca, pressionando, ameaçando, me vejo cada vez mais distante e frustrada por não ser o que eu queria, ou como deveria.

Me sinto sobrecarregada, e sei que eles não têm culpa nenhuma, mas não sei mais como agir, eu procurei por varias vezes o serviço público, conversei com a Clínica Geral para tentar me abrir e ver se conseguia um encaminhamento para alguma terapia ou algo só que sem sucesso algum, isso me faz cada vez mais me sentir uma droga como mãe, e ver que estou criando filhos infelizes!

 

Não sei mais o que fazer!

 

Cara mãe,

 

Apesar da relação mãe e filhos ser uma relação idealizada desde a antiguidade como sagrada, em geral, não é fácil ser mãe nem ser filho.

 

Ao assumirmos o papel de mãe, precisamos nos colocar no papel de doadoras, enquanto nossos filhos serão os recetores do nosso amor, da nossa orientação, da educação que lhes damos, das regras, da nossa compreensão, como um dia fomos de nossos pais, ou como deveríamos ter sido em nosso momento de vida.

 

A relação entre mãe e filho, atravessada por um amor que pode ser incondicional de ambas as partes, não é uma relação imune a conflitos. Como toda e qualquer outra relação, é passível de ser melhorada sempre e pode oferecer incríveis oportunidades de aprendizado e crescimento para ambas as partes.

 

Entendo que se sinta muito sobrecarregada com dois filhos pequenos com tão pouca diferença de idade  e que viva frustrações por talvez “não ter tempo para si própria” e ser sempre requisitada para tudo. Quando há filhos pequenos, é normal ter esse tipo de sentimento, mas não é normal que grite, ameace, coloque de castigo e fale como uma louca, pressionando e ameaçando.

 

É preciso paciência e controle. Pôr de castigo quando é necessário, falar com um tom de voz agradável, manter a calma e explicar as coisas segundo o racional e o razoável, para que as crianças entendam, cumpram e obedeçam. Também é preciso dar espaço para que as crianças se expressem, brinquem, briguem e para que possam ser crianças.

 

Se não consegue sozinha manter um controle normal, o melhor é procurar ajuda de uma psicóloga para junto com ela perceber o que está mal em si que a leva a agir de forma insensata e impulsiva. Não é bom que sinta “culpas”, por implicar em prejuízo com disciplina e educação, sua e de seus filhos. Pense nisso e procure mudar as suas atitudes. Afinal, "ser mãe é padecer num paraíso!"

 

Um abraço

 

 

 

Problemas com a mãe

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Olá, mu nome é B., tenho 20 anos e sou estudante de direito. Tenho um problema com a minha mãe que existe desde que me entendo por gente: ela sempre tenta diminuir-me.

Desde criança eu não tenho um gosto próprio, tudo o que eu vestia, usava e assistia era escolhido pela minha mãe. Quando eu tentava escolher uma peça de roupa, por exemplo, minha mãe sempre dizia o quanto aquilo era horrível e eu acabava desistindo da compra. Tudo, absolutamente tudo, o que eu gostava tinha o dedo dela, até mesmo com relação aos desenhos animados. Aprendi que o certo era escolher o que ela queria, minha opinião era simplesmente terrível, vergonhosa.

 

Por conta disso, eu me tornei uma menina tímida e isso só aprofundou as críticas. Agora, o passatempo preferido de minha mãe era dizer o quanto eu era esquisita, sempre dizia que eu parecia uma doente. Dizia que eu era burra e preguiçosa. Com 10 anos fiz um concurso para conseguir uma vaga no melhor colégio do Rio de Janeiro e ela disse mais de uma vez que eu não passaria. E quando passei ela não deu parabéns.

 

No entanto, as pessoas sabiam da minha insegurança e timidez e se aproveitavam. Sofri muito bullying no colégio e fui vítima de pessoas falsas, que só se aproximavam para ficar na minha aba nos trabalhos escolares ou pedir dinheiro. Eu era a esquisita, a estranha da sala como a minha mãe falava. Tentava de tudo para parecer normal, até mesmo nos meus gestos eu me policiava. Vivia sendo xingada por pessoas que eu chamava de amigas, e quando alguém era grosseiro comigo eu abaixava a cabeça e pensava o quanto eu era estúpida e que eu devia ficar calada. Em casa, a situação continuava a mesma: se eu colocasse uma música para tocar, minha mãe logo aparecia dizendo o quanto a música era horrível e eu desligava o som, me sentindo uma idiota.

 

Com 15 anos, eu já me havia cansado disso. Comecei a comprar coisas escondidas da minha mãe. Ia de ônibus para a escola então às vezes eu parava no centro comercial e comprava um pequeno presente para mim (escondido da minha mãe, lógico, pois é algo que ela iria detestar). Comecei a gozar da minha independência e me sentir melhor quando estava sozinha. No entanto, ainda assistia filmes à escondida, escutava música escondida... Tudo como se eu estivesse cometendo um crime.

 

Minha mãe continuava a mesma. A era do vestibular chegou. Eu saí de casa seis horas da manhã e voltava às 23h. Dormia três horas por noite porque os estudos não deixavam eu ter uma vida saudável. Em meio a isso, lembro da minha mãe dizer que estava torcendo para que eu não passasse. Isso só me deu mais força para continuar e passei. Só não contava com a hipocrisia da minha mãe, que esfregava na cara de todo mundo que a sua filha conseguiu uma vaga numa faculdade pública.

 

O melhor de tudo é que quando eu saí do ensino médio eu deixei para trás todo o bullying que sofria, passei a interagir com mais gente e creio que finalmente me sinto à vontade para expressar minha vontade. Mas a minha mãe não muda. Hoje sou a mal educada da casa, aquela que dá patadas quando ela fala uma besteira. Vivemos brigando por conta disso e, por isso, sinto que perdi a confiança nela.

 

Não conto mais nada sobre o que passa na minha vida à ela, mesmo morando na mesma casa que ela. Não gosto de ver filmes ou sair com ela, não comento sobre nada que não seja um gosto em comum. Eu não queria que fosse assim, só que ela parece com esse tipo de atitude. Hoje mesmo eu comentei com o meu pai que quando eu tirar a carteira da OAB eu o representaria nos processos que ele passasse, aí ela se meteu no meio da conversa e disse: "ah, mas o problema é que você nunca abre a boca, não vai ser uma boa advogada". Eu, furiosa, perguntei porque ela dizia esse tipo de coisa e ela, sem graça, remendou: "ah você é inteligente, mas não abre a boca..." Mandei ela controlar a língua e repensar as suas atitudes e ela se retirou constrangida para o quarto. Ela não muda não importa o quanto eu fale.

O que eu posso fazer?

 

Cara B.,

Precisa se libertar dessa sua mãe muito opressiva e adquirir a sua independência.

 

Aqui tem 3 MEDIDAS DE EMERGÊNCIA

Sugeridas pela terapeuta familiar Karyl McBride, no livro ‘Will I ever be good enough’.

 

1 Relação ‘light’

Muitas filhas tentam a terapia, mas muitas mães difíceis são narcisistas: não são capazes de comunicar intimamente com os outros e também não conseguem conectar-se com a sua vida interior, e portanto muitas vezes não colaboram com a terapia. Remédio: admitir que nunca serão próximas e ter uma relação mais leve, mais distante, sem tentar uma intimidade que ela nunca dará.

 

2 Separação temporária

Tire uma ‘folga’ da sua mãe para se recompor. Diga-lhe que está a tratar de assuntos urgentes e que lhe telefona se houver uma emergência.

 

3 Separação total

Se tentou tudo e mesmo assim aquela relação compromete inequivocamente o seu

bem-estar, esta pode ser a única opção. Mas é raro haver quem a tome, até porque é uma opção socialmente muito malvista e condenada.

 

Um abraço

Mãe intolerante

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 O meu nome é M. tenho 27 anos e nunca sai de casa pra me divertir ou fazer coisas normal por que minha mãe sempre me impediu, nunca namorei porque ela nunca deixou eu sair... Quando eu trabalhava meu dinheiro ela controlava e eu não podia gastar, tinha que gastar tudo pra dentro de casa... Tô quase cometendo suicídio não aguento mais isso...

Não posso conhecer pessoas ou falar minha opinião q ela quer me bater   está doendo muito essa situação não aguento mais.... Faz 3 anos q amo um rapaz q mora em outra cidade, ele queria vir conhecer-me e ela disse q ele não entra na casa dela e q eu nunca vou sair daqui pra outra cidade... Que eu não sei o q é amor ainda.... Quando eu falo o q quero da minha vida e digo q quero ter uma família ela começa a passar mal e minhas irmãs que já são casadas me culpam pois minha mãe faz tortura psicológica, da a desculpa q tem problema de coração e q não pode passar raiva...

Eu me sinto mal pois quando arrumo um serviço num horário q ela não quer ela me faz desistir... Não me dá dinheiro pra por no bilhete e nem me ajuda ela me atrapalha a arrumar serviço e se ela não gostar da pessoa ela me impede de fazer amizade.... Me ajuda por favor não sei mais o q fazer pois a pessoa q amo já está quase desistindo de mim de tantas desculpas que eu invento pra não passar vergonha por causa da minha mãe... Eu levei 5 anos pra ela permitir que eu colocasse um piercing no nariz....

Pra mim poder sair pra lugar longe tenho q levar meu padrasto senão ela não deixa... E por eu não ter lugar pra morar tenho medo dela não deixar eu entrar mais pois joga na minha cara q enquanto eu estiver na casa dela ela manda em mim por favor me ajude não quero mais viver não aguento mais tanto sofrimento.... Eu não bebo não fumo.. Não sou de gostar de festas só cuido da casa e faço comida porque ela mesmo não faz.... Sempre fui muito obediente e quieta talvez eu tenha uma parcela de culpa por ser tão frouxa mais não aguento mais quero morrer isso tá me destruindo porque faz 27 anos q não sei o q é felicidade..   Eu me tranco no meu quarto e ela fala q é frescura minha minhas irmãs só conseguiram casar porque fugiram mais eu não sou assim sempre quis o apoio da minha mãe mais ela não colabora, acha q sou propriedade dela... Nem meu pai pode se aproximar porque ela diz q sou propriedade dela e q ela manda em mim até quando eu tiver velha... Me ajude por favor, me aconselha, não aguento mais isso : (  e ela disse q só vou sair de casa quando eu casar mais não é minha vontade isso é ridículo porque é vontade dela e não minha.. Tenho 27 nãos e quero curtir a vida, namorar... Viver .

 

Cara M.,

É preciso estar ciente de que a independência não se dá, conquista-se. Independência não quer dizer, em termos de educação, “deixar fazer”. A sua liberdade não é dada pelos seus pais, ela é conquistada à medida que consegue ganhar maturidade (esforço, responsabilidade, vontade, etc.). Pensar em suicídio não resolve. Prove à sua mãe que é suficientemente madura para poder fazer o que quer.

 

O problema não é a sua mãe. A solução é enfrentar o conflito, o problema. Porque é que não tenta resolvê-lo falando sinceramente com a sua mãe? Afinal de contas, penso que a sua mãe não esteja a querer restringir a sua independência, mas ajudá-la. Talvez a ajuda não seja a ideal, mas isso é outra história. Porque é que não tentam encontrar uma solução conjunta? Fale com ela e faça valer as suas escolhas.

Mãe e maltrato

 

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Minha mãe e eu não nos damos bem. Quando criança, eu fui muito mal tratado por ser de pele morena. Ela adorava meu outro meio-irmão já falecido e que era branco. Hoje vivo com ela como filho único e venho enfrentando uma barra tremenda em meio a discussões, xingamentos, cuspidas na "cara" que dou nela por não aguentar mais tantas coisas negativas que a vida com ela só me trouxe ao longo desses 50 anos.

 

Deixei de trabalhar para ficar com ela. Ela fica o tempo todo me provocando com assuntos que já foram resolvidos há dias e ela repete o tempo todo, sem parar.

A última vez que discutimos eu no momento estava tomando um copinho de iogurte e acabei jogando na cara dela impulsivamente. Tenho 50 anos e ela tem 73 e é portadora do Mal de Parkinson.

 

Nunca cheguei ao ponto de agredi-la, muito embora ela tenha feito isso comigo quando criança me espancando e colocando-me trancado no quarto de casa somente com água e pão.

Mesmo que eu não a tenha agredido, eu a torturo psicologicamente, reconheço isso!

 

É uma situação difícil para mim e estou nessa já faz anos e anos. Procuro melhorar, fazer minha parte, mas nada mudo. Não tenho prazer pra nada aqui em casa. Preciso de ajuda!

 

Sim, precisa de ajuda e a sua mãe também. Se se sente incapaz de cuidar decentemente dela, seria melhor que vivessem separados. Ou você vai viver em outra casa ou a sua mãe vai para um lar onde possa ter um pouco de paz, sem ser maltratada pelo próprio filho.

 

O fato de se sentir mal-amado pela cor de sua pele, não lhe dá o direito de humilhar e maltratar a sua mãe. Mesmo que ela o tenha agredido na infância e deixando de castigo, não lhe dá o direito de maltratar, cuspir, etc.

Porque não retoma o seu trabalho? Arranje um emprego qualquer e ocupe-se durante o dia e encontre uma pessoa para dar apoio à sua mãe que a trate com decência e com respeito e talvez até possa dar-lhe algum carinho e amor, que, certamente, ela também precisa.

 

É preciso respeitar a individualidade do idoso, não infantilizar, não o tratar como doente ou incapaz, oferecer cuidados específicos para a sua idade, preservar a sua independência e autonomia, ajudar a desenvolver aptidões, ter paciência com a lentificação do ritmo na realização das tarefas, trabalhar as suas perdas e os seus ganhos, promover a estimulação bio-psico-social.

 

Devemos procurar sempre proporcionar ao idoso uma velhice serena com a possibilidade de desenvolver iniciativas e actividades que sejam compatíveis com as suas condições física e psíquica.

Tome logo uma resolução nesse sentido, ninguém merece passar por esse sofrimento.

Se se sentir incapaz de reagir sozinho , procure ajuda especializada.

 

Mãe paranóica

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Ola, boa tarde. 

 

Há alguns anos atrás a minha Mãe perdeu o emprego, e anos depois teve câncer. Foi um momento bem delicado para a nossa família, pois não sabíamos como lidar com a situação.Com o passar do tempo, graças a Deus ela teve uma melhora 100%, contra o combate de câncer. Estávamos muito felizes com a melhora dela.

 

Porém em 2013 (foi quando começamos a perceber), minha Mãe começou a ter comportamentos estranhos. Dizia que a comida estava estragada, com gosto de detergente, lixo e etc. E com o passar dos anos as coisas foram piorando. Hoje em dia ela não come NADA, dentro de casa, apenas toma água (pelo menos quando não estamos em casa),e também está com mania de dizer que tudo que compramos está estragado, e com isso tem colocado alimentos fora. Tenho percebido que roupas minhas estão desaparecendo, camisa, bermuda, calça, boné... ela também tem colocado fora, as minhas coisas e do meu Pai.

Ela foi internada no ano de 2013, ficou alguns meses na clinica, tomando remédio, e melhorou um pouco. Mas com o passar dos tempos parou de tomar remédios, e começou tudo novamente. Infelizmente não sabemos mais o que fazer. Pensamos na internação novamente, mas carregamos esse peso nas costas, pois ela sempre diz que estragamos a vida dela, por termos feito isso. Infelizmente eu não sei quais providencias tomar, ano que vem estaria me mudando , mas fico com o coração apertado em deixar meus Pais em casa, por causas das situações. 
 

Caro G.,

A sua mãe precisa de tratamento psiquiátrico e psicológico urgente. Ela apresenta um distúrbio de personalidade que precisa ser averiguado e tratado.

 

Os médicos usam uma bateria de testes para determinar a causa do distúrbio. São exames de sangue, avaliação do estado mental, testes neuropsicológicos e tomografias cerebrais. Em 90% dos casos, atualmente, os médicos podem diagnosticar com precisão o tipo de distúrbio.

 

Fale com ela. Ela não pode continuar assim pois o prognóstico é de piora. Talvez não seja necessário internamento, mas certamente precisará tomar  medicação regular e ser seguida por um psicólogo.

Criar filho sozinha

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Boa noite, estava procurando respostas para algumas situações e então resolvi escrever. Em fevereiro desse ano resolvi sair da casa com o meu filho de 2 anos onde morávamos com o pai dele , não era casada no papel , mais vivemos juntos por 3 anos.

 

Foi um período bem complicado , ele é usuário de cocaína e o nascimento do filho não foi o suficiente para ele mudar. Então resolvi ir embora , porém por questões financeiras e por medo talvez dr estar sozinha acabo dependendo muito dele e de sua família , moro sozinha , todas as dificuldades e responsabilidade são apenas minha , recentemente passei mal , senti que iria morrer , fui para o hospital com tremores , fraqueza , estava formigando e cansada , desde então sinto medo , medo de ficar sozinha , de não ser uma boa mãe , medo de morrer e deixar meu filho sozinho. Antes eu não estava sempre cansada , sempre sem paciência , gostava de cuidar da casa , de me cuidar. E hoje tudo é tao estranho , só queria voltar a me sentir bem , o que eu posso fazer , não sei por onde começar e tenho muito medo de que tudo interfira no meu filho .

 

Cara Leitora,

Após a separação do pai de seu filho, sente a responsabilidade de criar o filho sozinha , o que é uma fonte de stress e preocupações que se refletem na sua saúde física e mental.

 

Ser mãe e pai pode ser muito bom em alguns momentos, mas em muitas ocasiões é simplesmente exaustivo. Não é preciso negociar, nem pedir desculpas, nem estar de acordo com nenhuma outra pessoa a não ser consigo mesma. As decisões são suas. Não é fácil, mas ao mesmo tempo essa situação proporciona-lhe uma autonomia única. A “mãe solteira” não tem que conversar, nem discutir sobre o que considera melhor para o seu filho: religião, escola, desporto, etc.

 

Não é fácil lidar com todo o processo. Entretanto, algumas atitudes são necessárias para conseguir trilhar o caminho de sucesso, ao lado do seu filho.

 

Algumas dicas para ajudar a lidar com a situação:

◦Busque apoio e encorajamento com seus amigos e familiares. Não fique sozinha!

◦Aproveite ao máximo o sentimento de ser mãe. Ele é um dom e ninguém pode tirar isso de você.

◦Valorize-se também como mulher e amiga, além de mãe.

◦Não transfira suas frustrações e reações negativas para a criança.

◦Crie um vínculo cada vez mais próximo com seu filho para transmitir proteção, amor, carinho e dedicação.

Entretanto fale com o pai do seu filho e motive-o a procurar um tratamento para deixar de ser usuário de cocaina pois isso vai acabar por destruir-lhe  vida e certamente vai ter complicações na sua saúde.

 

Um abraço

 

 

 

 

Mãe complicada

chagall22.jpgOlá me chamo T., tenho apenas 17 anos, entendo que é uma fase complicada, tanto pela adolescência, tanto pela vida amorosa de minha mãe ser complicada, por ela ter me tido nova, e por agora ela ter tido a segunda separação, e ter um bebé de 1 ano. Porém ela nunca foi muito presente na minha vida mesmo morando juntas, ela sempre foi grosseira, manipuladora. Eu sempre fui uma criança carente de afeto, sempre ajudei nos afazeres domésticos pois ela botava dinheiro em casa e era o mínimo que eu deveria fazer, e se esquecesse de algo ela era extremamente agressiva me xingava de imprestável, vagab.. pra cima, pois eu não servia pra nada, nunca fazia nada direito, não ajudava em nada só servia pra incomodar...

 

Enfim, sempre fui muito sensível a ofensas e ela quando começa não para, me deixa com muita raiva não somente dela, mas de mim também, ela sabe muito bem "apertar a ferida", . Mas ao mesmo tempo me arrependo de ter raiva e sinto muita pena dela ser assim tão infeliz, tentei muitas vezes falar, dialogar, conversar, mas é um monólogo só, porque ela que manda, eu não sei de nada e cala a boca. Até assuntos simples tipo " mãe preciso sair amanhã cedo.." Já é interrompido, ela ergue a voz, eu tento explicar ela manda eu calar a boca e não retrucar, que e não tenho respeito com ela. E vive ameaçando-me do tipo "vou te ensinar a ter respeito, vou levantar daqui e vou dar na tua cara se não fizer o que eu mando". Tipo é um inferno junto com ela. Mas com os outros, como meu namorado e a família dele ela é um anjo e adora falar mal de mim pra eles.

 

Recentemente estou a semana fora estudando (graças a Deus é um alivio ficar a semana longe dela) porém chega final de semana ela me liga dizendo que eu não me importo com ela se ela esta viva ou morta, e que eu não vou mais ajudar ela, que ela ta sozinha, que vai morrer, e que o bebé incomoda, e que eu to nem aí pra ela.

 

Eu fico com pena, e vou ajudar, faço tudo o serviço ela larga o bebé comigo, vai sair sem dizer onde vai e quando volta, e depois quando volta só me humilha e põe pra baixo, me manda calar a boca e que vai sumir, que eu não sirvo pra nada, que eu não sei de nada, que eu tenho que obedecer ela, pq graças a ela q eu to no mundo e graças a mim q ela ta nesse inferno.. Enfim eu fico com muita raiva (ela não precisa me humilhar pra dizer as coisas), penso em sumir, mas quando estou longe durante a semana eu fico com pena dela ser assim, e ter essa vida infeliz, até me sinto culpada. Esse sentimento de raiva e pena ta acabando comigo, não entendo pq com os outros ela sabe conversar normal e comigo tem que falar qualquer coisa simples gritando e me ofendendo e não quer nem me escutar. Por que ela está sempre correta e eu não sei nada???

 

Completo 18 anos daqui 4 meses, estou pensando em morar com o meu namorado, já estamos juntos há dois anos e a família dele é totalmente diferente, são pessoas alegres, felizes, eles tratam os filhos deles tão bem e a mim também; meu namorado mora sozinho, mas perto da família lá eu me sinto bem, me sinto acima de tudo digna, respeitada coisa que a minha família (mãe) não sabe fazer. Gostaria de saber a opinião de alguém que passa pela mesma situação (ou parecida) que a minha ou que sabe lidar com esse tipo de conflito que me ajudasse, dando uma opinião construtiva.

 

Obrigada e desculpa qualquer coisa que possa ter ofendido alguém ou algum erro de português.

 

Cara T.,

Não existem pais e mães perfeitos, mas existem pais e mães incapazes de se dedicar, de se envolver, de amar. São pessoas perdidas em seus próprios labirintos e não tem a consciência da importância de educar e amar um filho.

 

Muitos processos em que a filha não se dá bem com a mãe resultam em grandes sentimentos de culpa.

Um dos caminhos é procurar entender a sua mãe, e perceber que muitas das atitudes dela estão relacionadas às frustrações, os sonhos e interesses dela. Não é uma fórmula para que você consiga estabelecer uma boa relação com sua mãe, mas talvez deixar de sentir-se tão tanto o que ela fala.

 

Compreendo que conviver com a sua mãe não é fácil, mas ir morar com o namorado só para fugir da presença dela não é solução. Vá morar com ele se essa for uma decisão vossa de ficar juntos por amor que sentem um pelo outro.

 

Um abraço

 

Como lidar com mãe e irmã

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 Chamo-me Sónia sou deficiente, tenho uma incapacidade de 69%, nos ultimo 20 anos tenho sido rejeitada pela minha irmã e pela minha mãe. Há 5 anos que me deixam sozinha no natal.

 

Há 10 anos que tenho um problema muito grave sem se informarem sobre realmente o que se passava responsabilizaram e deixaram me sozinha sem ter como me defender. Comprei a minha casa e fui lesada pela caixa central do crédito agrícola de Lisboa. Descobri que não me deram os meus direitos como deficiente que estão na lei e puseram-me a pagar o dobro da prestação da casa. Fiz um simulação no balcão do mesmo banco em vila franca de rixa, e o valor da prestação eram 562€, no balcão de Lisboa onde fiz o crédito a prestação que eu pagava eram 1100€.Tentei resolver tudo a bem com o banco e pedi para fazerem a correcção, mas recusaram se e disseram que agora só em tribunal. Informei a minha mãe e a minha irmã do que se estava a passar, até porque só me restava ir para tribunal, e elas disseram que é tudo da minha responsabilidade e tinha que resolver sozinha.

 

Devido a esta situação o meu pai que vivia comigo teve um avc e encontrei o sem vida em casa. Fui pedir a ajuda ao Estado para ter uma advogado, foram nomeados 6 advogados da ordem dos advogados que não me prestam auxílio diziam que o caso não tinha condições para seguir para tribunal, dizendo que não tina viabilidade jurídica, o que não corresponde a verdade porque o caso é de facto muito grave.

Tive 5 anos a batalhar sozinha contra o banco e sem advogado. Ao fim deste tempo pedi ajuda ao Dr Marinho Pinto ex bastonário da ordem dos advogados, que me nomeou logo uma advogada. Como eu decidi pagar o valor justo da prestação e não o dobro o banco caixa de crédito agrícola penhorou me a casa, alegando que eu estava em divida quando andei sempre a pagar o dobro durante 4 anos. Depois puseram um processo a minha irmã e a minha irmã em tribunal para as obrigar a pagar o valora mais que eles estavam a exigir ou então retiravam todos os seus bens. Se elas me despregaram tudo ficou ainda pior e fiquei ao abandono.

 

Acusavam me sempre de que a culpa era minha. No processo que foi posto a minha mãe e irmã eu e a minha advogada não fomos notificadas, e a minha irmã e a minha mãe também não me avisaram a cerca desse julgamento que aconteceu nas minhas costas quando eu sou a principal interessada. Depois da audiência foram a minha casa coisa que nunca acontecia para me informar que o tribunal ordenou que saísse da minha casa e a minha mãe e a minha irmã foram condenadas a pagar ao banco mil.

 

Fiquei sem a minha casa ilegalmente e injustamente, fiquei só com os meus objectos pessoas e tive que vir vier para a casa da minha mãe por não ter por onde ir. A minha mãe é empresária tem uma boa situação financeira e a minha irmã também , se tivessem posto logo um advogo em 2008, quando eu lhes contei o que se estava a passar, eu não teria ficado sem casa, e elas também não teriam tido problemas. Isto é reflexo do total desinteresse por mim por parte da minha mãe e irmã. São 20 a perdoar coisas muito graves porque só queria que tudo ficasse bem entre nós é a minha família mais directa. Quanto mais perdoo mais erram, foi ao ponto de me terem posto fora de casa, antes de eu comprar a minha casa. Esta neste momento a decorrer um processo contra o banco caixa central do crédito agrícola no tribunal da relação de Lisboa.

 

A minha mãe pediu-me que passasse uma procuração para que pudesse vender ou arrendar a casa, contudo a casa estava hipotecada pelo banco, por isso não se conseguia vender. Então a minha irmã ficou de baixa 4 meses, e como a imobiliária não vendia a casa, mas intenção não era vender era aguardar a decisão do tribunal da relação, a casa estava a venda e o banco só tinha era que esperar. A minha irmã foi encontrar um investidor uma pessoa dessas que compra e vende casas em leilões e vendeu me a casa nas minhas costa. Estou de rastos nunca mais vou confiar nelas nem nunca mais lhes passo um documento legal para as amos.

 

A minha pergunta nesta tarde é: como devo lidar com a minha mãe e com a minha irmã será que a única solução é afastar me delas sensitivamente?

Desde já agradeço a atenção dispensada, com os melhores cumprimentos Sónia Candeias.

 

Cara Sónia,

Não posso pensar que a sua mãe e irmã tenham vendido a casa para lhe fazer mal, mas talvez tenham achado que era a melhor solução para si.

 

Para lidar com a sua mãe e a sua irmã é preciso dialogar, conversar, contar as coisas, discutirem juntas o que fazer, com a liberdade de falar sobre seu projeto e discutir com elas para certificar-se da que viabilidade. Se tem condições de viver sozinha, poderá pedir um empréstimo e comprar outra casa para ter uma vida mais independente, assim que resolver o processo contra o banco caixa central do crédito agrícola.

 

Quando há problemas de deficiências não é fácil a convivência. De parte a parte pode haver, por vezes, irritação ou falta de paciência. Não sei se continuar a “perdoar” é uma opção, mas cabe a si decidir e lembrar que elas são a sua família e o seu apoio.

 

Quanto a si, seria aconselhável que tivesse um apoio psicológico para ajudá-la a gerir as questões emocionais que por vezes prejudicam a sua estabilidade psicológica.

Um grande abraço e tudo de bom


 

Desprezado

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Tenho 30 anos e nunca entendi o motivo de ser o desprezado da minha casa, a história que sei é que meu pai largou minha mãe quando estava grávida de mim, com isso ela tomou abortivos mais com a graça de Deus eu estou aqui, eu sou o único que puxei pra ela moreno, meus três irmãos são brancos e comecei a percebi a diferença no tratamento ainda pequeno, pois simples coisas do dia-a-dia como passeios, presentes eu sempre fui excluído.

 

Mesmo assim sempre superei todos esses problemas, fui o único que nunca estudei em escola boa, mesmo assim fui o único a passar em 3 vestibulares para escola pública, sempre estive do lado dela nos momentos de doença e nunca consigo enxergar que ela me respeite ou me trate como filho, com muito sufoco casei e as perseguições continuaram, chegou ao ponto de minha ex pedir o divórcio, depois disso acabei passando por muitas dificuldades e ao invés de receber apoio só recebo criticas por parte dela e joga na minha cara o favor que ta fazendo de eu passar uns dias na casa dela, mesmo em crise comecei a melhorar novamente e semana que vem já vou pro meu novo imóvel, já pensei em ir embora pra outro estado ou pais porque no fundo eu vivo sozinho e não tenho apoio em nada de quem deveria ter, percebo que eu falir foi motivo de alegrias pra eles, pois mesmo com toda contradição cheguei onde nenhum cheguei, logo voltarei a minha vida de novo e pretendo excluir minha família de mim.

 

Caro leitor,

 

Ser a ovelha negra da família não é fácil. Ela é o “bode expiatório” sobre o qual se projetam todas as culpas.

A ovelha negra não é má, nem pretensiosa. Ela é diferente, é alguém que aprendeu a se esquivar das pedras, a pensar de outra forma e que sempre soube qual sentido seguir, não como o rebanho de ovelhas brancas.

 

Em psicologia estas pessoas são chamadas de “pacientes identificados”. Se estas situações não forem administradas de forma adequada, seremos nós que mostraremos a sintomatologia dessa família disfuncional ou desse cenário tóxico.

 

Não guarde rancor à sua família. Nem é preciso fugir para longe. Se é um vencedor, isso já basta. Aprenda a se orgulhar de ser capaz de pensar de forma diferente, o que representa um grande privilégio para manter a sua sanidade psicológica.

 

Perfil falso no facebook

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Boa noite, me chamo Matilde. Tenho 24  anos e passo por uma situação  que me deixa bastante entristecida.

Sempre tive uma relação  difícil  com minha mãe desde a infância,  ela nunca teve muito carinho por mim porém sempre fez o melhor que ela pode dentro das condições. Tenho um irmão  mais velho  que ela já disse ser o queridinho já  que ela acha que sou a preferida do pai. Há mais ou menos uns dois anos descobri que minha mãe tinha casos na Internet não  contei para meu pai apenas para meu irmão. Logo após essa descoberta, ela sofreu um enfarto e passou por uma grande cirurgia cardíaca fiquei ao lado dela em todos os momentos larguei meu emprego para cuidar dela.

Recentemente descobri que ela tem um perfil falso no face com minhas fotos se passando por mim além disso peguei várias mensagens no celular dela falando besteira com homens de passando por mim venho sempre guardando  esse ressentimento pra mim pois mudei minha postura com ela hoje sou uma filha melhor mas isso acaba comigo não  saio mais o que fazer.

 

Cara Matilde,

 

A sua é uma situação delicada, difícil de gerir. Penso que o melhor é conversar com a sua mãe e dizer que sabe o que se está a passar (sem criticar) e só pedir que por favor não use as suas fotografias e nem o seu nome pois isso poderá trazer problemas futuros para si, pois tudo que colocamos on-line ou que mandamos por mensagens a desconhecidos, pode sofrer mau uso.

 

Talvez ela usa esse tipo de práticas para se “distrair” da rotina do casamento ou da solidão. Mas é preciso atenção pois todas as práticas que dão prazer podem-se tornar viciantes Há, também a questão do risco. Não o risco físico – esse é nulo, o que permite aventuras seguras com desconhecidos, mas o risco virtual, que se pode tornar “bem real”, com um desconhecido pode ser perigoso, pois não se sabe quem está do outro lado. As imagens podem ser gravadas, manipuladas e postas a circular pela internet e ainda se houver mais pessoas envolvidas, é necessário o seu consentimento para que as imagens possam ser difundidas, senão se está a cometer um crime. Os crimes de abuso de utilização e manipulação de imagens difundidas pela internet têm crescido de forma significativa, embora a maior parte das pessoas não apresente queixa. Trata-se de um crime semipúblico, o que implica a apresentação de queixa.

 

Entendo que não queira “estragar” a relação com a sua mãe uma vez que só agora é que voltou a retomar mas também não pode deixar que ela estrague a sua reputação. Penso que se falar com calma e clareza ela vai entender.

 

Para a sua mãe é indicado um acompanhamento psicoterapêutico, para que a ajude a ultrapassar alguns impasses devido aos problemas cárdicos e aos problemas afectivos, que podem prejudicar ainda mais a sua vida e saúde.

Tudo de bom