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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Depressão profunda

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Meu nome é Maria, tenho 14 anos. Me ajudem, eu estou numa depressão profunda, e sinceramente, eu não aguento mais.

Às vezes acho que a melhor solução seria morrer, e o pior de tudo i que eu não tenho ninguém para me ajudar, e me ouvir!

 

Cara Maria,

 

A depressão profunda, também conhecida como depressão clínica, afeta a mente e o corpo, levando por vezes a pessoa perguntar-se se vale a pena viver. É uma doença grave que geralmente requer um tratamento psicoterapêutico.

Além disso é preciso estabelecer pequenas metas, concretas, sobre o processo de recuperação, sendo que o cumprimento dessas metas, muitas vezes, dá ao paciente uma sensação de poder e controle sobre a sua depressão.

 

Ao mesmo tempo é importante fazer exercício físico, uma alimentação saudável, dormir bem à noite, evitar drogas e álcool e reduzir o stress. Também pode ser benéfico participar em atividades que antes gostava, mesmo quando não apetece.

Ao mesmo tempo estar próxima de pessoas positivas pode facilitar o processo de recuperação.

Superar uma depressão profunda é difícil, mas não impossível. A depressão é muito difícil de superar sem ajuda externa. É preciso que fale com sua mãe para ir a uma consulta com um profissional de saúde.

 

É preciso ser paciente. Pode levar várias semanas antes que o resultado da terapia seja notável. A pessoa que sofre de depressão profunda deve permanecer dedicada aos seus objetivos e focadas na sua recuperação e na vida, mesmo que não experimente melhoras tão rápido quanto esperava.

Mãe paranóica

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Ola, boa tarde. 

 

Há alguns anos atrás a minha Mãe perdeu o emprego, e anos depois teve câncer. Foi um momento bem delicado para a nossa família, pois não sabíamos como lidar com a situação.Com o passar do tempo, graças a Deus ela teve uma melhora 100%, contra o combate de câncer. Estávamos muito felizes com a melhora dela.

 

Porém em 2013 (foi quando começamos a perceber), minha Mãe começou a ter comportamentos estranhos. Dizia que a comida estava estragada, com gosto de detergente, lixo e etc. E com o passar dos anos as coisas foram piorando. Hoje em dia ela não come NADA, dentro de casa, apenas toma água (pelo menos quando não estamos em casa),e também está com mania de dizer que tudo que compramos está estragado, e com isso tem colocado alimentos fora. Tenho percebido que roupas minhas estão desaparecendo, camisa, bermuda, calça, boné... ela também tem colocado fora, as minhas coisas e do meu Pai.

Ela foi internada no ano de 2013, ficou alguns meses na clinica, tomando remédio, e melhorou um pouco. Mas com o passar dos tempos parou de tomar remédios, e começou tudo novamente. Infelizmente não sabemos mais o que fazer. Pensamos na internação novamente, mas carregamos esse peso nas costas, pois ela sempre diz que estragamos a vida dela, por termos feito isso. Infelizmente eu não sei quais providencias tomar, ano que vem estaria me mudando , mas fico com o coração apertado em deixar meus Pais em casa, por causas das situações. 
 

Caro G.,

A sua mãe precisa de tratamento psiquiátrico e psicológico urgente. Ela apresenta um distúrbio de personalidade que precisa ser averiguado e tratado.

 

Os médicos usam uma bateria de testes para determinar a causa do distúrbio. São exames de sangue, avaliação do estado mental, testes neuropsicológicos e tomografias cerebrais. Em 90% dos casos, atualmente, os médicos podem diagnosticar com precisão o tipo de distúrbio.

 

Fale com ela. Ela não pode continuar assim pois o prognóstico é de piora. Talvez não seja necessário internamento, mas certamente precisará tomar  medicação regular e ser seguida por um psicólogo.

Metabolismo acelerado

 

Tenho 29 anos e preciso da sua ajuda.

 

Há cerca de 11 anos a esta parte, após a morte do meu pai, comecei a perder peso. Até esta idade (17 anos), sempre tive um peso estável entre os 50/52 Kg.

3 anos depois, com 21 anos, perdi a minha mãe, e desde então tive alguns altos e baixos (entre os 45 e 50kg) mas nunca mais estabilidade de peso.

 

Meço 1.68m e peso 45kg. Tal facto não me assustaria se não tivesse perdido 7kg no decorrer deste tempo.

 

Sei que não tenho qualquer tipo de doença tiróidea pois já fiz análises para confirmação. Contudo, sou uma pessoa muito ansiosa/nervosa, mesmo perante situações de pouca importância, ou diria mesmo, de insignificante importância.

Tenho momentos de falta de apetite, mas tenho alturas em que como muito bem. No entanto não assimilo a alimentação que ingero, continuando gradualmente a emagrecer.

 

Este emagrecimento causa-me transtorno, visto que me sinto fraca, sem forças e começo a não "reconhecer" o meu próprio corpo, consequentemente sinto que este facto me esta a causar complexos uma vez que nada me assenta bem, tudo me fica grande, largo, pingam, sendo os tamanhos mais pequenos das lojas.

O que é que posso fazer para tratar este problema?

 

No ano passado fui a um Médico endocrinologia que me disse para não me preocupar com isso, sem sequer me mandar fazer qualquer exame.

Apenas avaliou as minhas últimas análises.

Sou acompanhada por um psiquiatra à 9 anos que também acha que não é relevante.

Para ser sincera não consigo desvalorizar este assunto e viver bem com isso.

Há alguma solução para isto?

Agradeço desde já a sua disponibilidade.

Os meus cumprimentos,

S.

 

Pensamentos auto-destrutivos

 

Pablo Picasso

 

Olá
Vi um site seu na net e achei que devia contactá-la.
Eu sei que isto pode parecer estúpido, mas eu só preciso de um conselho.
Já não sei o que fazer...já não me reconheço. Tenho 19 anos e só estou à espera que a minha vida acabe.


Não consigo desabafar com ninguém, odeio isso! Não consigo estar frente a frente com alguém e contar o que me vai na cabeça.
Toda a minha vida vivi num inferno, não se como me aguentei até agora, mas neste momento não consigo mais.
Só penso em morrer, e não posso contar a ninguém porque chamam-me doida!
mas não percebo, acho que a minha vida melhorou, mas não consigo esquecer tudo o que passei e cada vez que me lembro dá-me vontade de gritar, chorar, explodir, morrer, sei lá.


Só sei que não consigo continuar assim por muito mais tempo. Enervo-me com tudo, chego ao ponto de ter medo de mim própria.
Descontrolo-me e não sei do que possa ser capaz de fazer.
Sinto-me tão mal...

 
Agora sei que preciso de ajuda mas não consigo. Não consigo falar a ninguém conhecido.
Não quero ir ao médico, não faz sentido fazê-lo, porque afinal não é como partir uma perna.
Só me apetece chorar, passo a vida a mandar cabeçadas nas paredes e murros, não me parece que isto seja normal.
Não consigo aceitar ajuda, o que se passa comigo? Estou assim há muito tempo mas agora piorou e não consigo aguentar mais.
Eu sei que não me pode dizer muito mas talvez me saiba dizer algo que eu nao saiba.
Se tiver algo que me queira dizer...agradeço.
obrigada

Voltar à vida

Marc Chagall

Boa dia Dr. Mariagrazia,

Sou estudante em Engenharia, digo sou estudante mas nem ao menos sei se ainda posso me considerar como tal pois a cerca de um ano e meio  não consigo fazer nada de minha vida.
Lembro-me de que desde bem criança me levantava sozinho, me arrumava e me punha a caminho da escola sem sequer acordar minha mãe. Foram bons tempos. Hoje não consigo me levantar da cama no horário (na verdade passo praticamente todas as noites em claro e durmo depois cerca de 11 a 12h até que não aguente mais ficar na cama) e não consigo fazer nada que seja minimamente desagradável. Por exemplo, se tiver que viajar e para isso precisar acessar um site que contém a informação dos horários isso será para mim motivo até de não querer mais viajar (ou deixarei para fazê-lo no último prazo possível).

Alguém poderia dizer que estou em depressão. Eu diria que não. Simplesmente não consigo fazer nada que me desagrade minimamente. Se há uma festa para ir, eu prontamente iria. Se tenho que viajar para encontrar minha namorada, eu vou feliz e com boa vontade. Se estou há um jogo que gosto, não tenho problemas em começar.
Vejo muitos de meus colegas se formando e conseguindo bons empregos enquanto deixo todas as oportunidades que me são oferecidas passarem por obra dessa atitude que não sei como definir.

A questão que fica é: se estou fazendo de minha própria vontade, por que me sinto tão incomodado?
E outra questão ainda mais fundamental: como posso obter ajuda? Acaso existe alguém que tenha enfrentado similar distúrbio?

Por favor responda esse e-mail desesperado. Estará ajudando alguém a voltar a vida!
E.

 

 

 

Totalmente perdida

Descobri este Blog num momento da minha Vida em que me sinto totalmt perdida.

É como se só o meu corpo cá continuasse....O meu espírito, o meu interesse de viver.........sumiu-se.

 

E não há motivos para ISTO. Eu "devia" se feliz e grata.

 

Não há anti-depressivos que me valham. Será que é isto o resto da minha Vida?

 

Bulimia

Estou a escrever pois gostaria de saber se me poderia indicar o tipo de ajuda médica que necessito e onde obtê-la (na área do Porto). Para além disso, gostaria de saber se existe algum site onde possa desabafar um pouco e partilhar as minhas dúvidas quanto ao meu problema.

Trata-se do seguinte: Actualmente tenho 32 anos e sofro de bulimia desde os vinte e poucos anos. Sempre tive uma auto-estima muito baixa e uma necessidade imensa de agradar a todos. Ao mesmo tempo sentia-me sempre incapaz de corresponder às expectativas dos outros, principalmente do meu pai. Tudo isto continua a ser um grave problema para mim. Já fui a uma psiquiatra pois desenvolvi uma depressão depois que casei (vai fazer 3 anos) mas acho que a médica nunca percebeu verdadeiramente o que se passava e eu nunca disse que sofria de bulimia.


Neste momento estou a passar por uma fase muito difícil e deixei-me ir muito abaixo......

Tudo me custa, desde o levantar da cama (que faço com muito sacrifício e sempre a pensar que, quando acabar o trabalho vou para casa a correr ....

Estou a enfrentar graves problemas familiares, profissionais e pessoais

Para melhorar, está quase a fazer 1 ano que retirei 4 tumores benignos que tiveram origem nos ovários.

O meu marido trabalha imenso e nunca tem tempo para mim, para a casa, para nós.

Não sei o que fazer.

É à sexta à noite e ao sábado que mais me dão os meus ataques de comer. Neste momento isso até já acontece durante a semana nos dias em que ele não está. Depois sinto-me péssima, ainda pior do que só com estes problemas todos e não sou capaz de fazer nada.
Já não consigo sair ao fim-de-semana e também não tenho um marido que me acompanhe. Sinto-me tão feia ... A minha rotina é tão diferente da das outras pessoas.
Por favor ajude-me porque eu estou desesperada.
Com os melhores cumprimentos,
I S

Depressão

A depressão é um estado psicológico caracterizado por nove sintomas característicos:

 

1 tristeza quase permanente;

2 perda de interesse ou de prazer por qualquer actividade;

3 perturbação do apetite e do peso;

4 alteração do sono (insónia ou hipersónia);

5 agitação ou torpor;

6 sensação de fadiga;

7 sentimento despropositado de culpabilidade;

8 dificuldade de concentração;

9.“ideias negras” como pensamentos de morte e de suicídio.

 

Quando uma pessoa apresenta pelo menos cinco destes sintomas, todos os dias, durante pelo menos duas semanas, pode-se falar de depressão.

Sendo também uma condição multifatorial, o seu alívio requer que se encarem com eficiência um conjunto de desequilíbrios que lhe podem estar subjacentes.

A depressão tem na sua génese fatores psicológicos, sociais e biológicos que podem influenciar o estado da mente em determinado momento. Tanto pode ser causada por um acontecimento devastador como a doença grave ou perda de alguém próximo, como pode ser devida à acumulação de acontecimentos vários. Há acontecimentos na vida, difíceis e perturbantes, como um stress permanente, a perda da estima em si, os conflitos morais ou o sentimento de solidão ou de vergonha, que se tiverem a sua origem na infância, podem conduzir mais tarde à depressão.

Sobre o plano bioquímico, a depressão é caracterizada por uma perturbação do funcionamento dos mensageiros químicos do cérebro – os neurotransmissores – em particular a serotonina e a noradrenalina. Uma alteração da síntese da serotonina e da noradrenalina (e talvez de outros neurotransmissores) mas também da sua libertação, do seu transporte ou da ligação aos seus recetores, jogam um papel importante na depressão.

Investigação recente liga a depressão a vários fenómenos metabólicos, incluindo a inflamação, a resistência à insulina, ao stress oxidativo e, também, a um possível disfuncionamento da mitocôndria.

Além disso, o papel das hormonas na depressão é considerável, incluindo as hormonas do stress – glucocorticóides, e as hormonas sexuais – testosterona, progesterona e estrogéneo.

Muitas pessoas afetadas pela depressão podem assim estar a sofrer de desequilíbrios hormonais que podem estar a contribuir significativamente para os seus sintomas.

A medicina corrente, tem apostado fortemente nas drogas psicoativas que manipulam a química cerebral, como tratamento preferencial. Infelizmente a taxa de sucesso das intervenções farmacológicas para a depressão muitas vezes é inferior a 50%, sendo uma realidade que estes medicamentos estão a maioria das vezes carregados de efeitos secundários, incluindo uma preocupante propensão para um aumento de ideação suicida com alguns deles.

A depressão deve ser encarada na sua natureza complexa, devendo-se, para lhe fazer frente, optar por uma estratégia de gestão global que inclui alterações de estilo de vida proativas, psicoterapia para compreensão e gestão do stress interno, restauração hormonal, além de um suporte nutricional adequado e personalizado que possa complementar, substituindo em alguns casos o tratamento antidepressivo convencional, de forma a balancear de forma holística a química cerebral.