Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Relacionamento abusivo

23.jpg

O meu nome é Manuela e tenho 37 anos. Vivo em relacionamento abusivo. Não consigo me desvincular. Sofro de depressão maior. Tudo se agravou devido a um descolamento de retina, ao qual resultou em 10 cirurgias e quase 2 anos de repouso absoluto. Hoje estou tentando voltar a normalidade, mas sem a vista do olho direito.

Estou perdida. O que faço?

 

Cara Manuela,

Se continua em um relacionamento abusivo por pensar que ele mudará e que começará a tratá-la bem, pense melhor.

Um homem abusivo não muda sem uma terapia de longo prazo. Sessões de terapia podem ser particularmente boas em ajudar um homem abusivo a reconhecer seu padrão abusivo. Drogas e álcool podem criar ou aumentar o abuso em um relacionamento. A mulher de um abusador precisa d ajuda e apoio para enfrentar o processo de co-dependência que está envolvida.

 

Se o homem abusivo não estiver disposto a procurar ajuda, então deve começar a agir para proteger a si mesma saindo de casa. Se estiver com medo de não ser capaz de sobreviver procure ajuda, buscando a família, amigos, e descubra como eles poderão ajudá-la. Uma vez que tenha saído, o abusador pode chorar e pedir perdão, mas não volte atrás sem procurar ajuda e sem ele completar uma terapia de longo prazo bem-sucedida. Esteja preparada para o aumento da pressão pelo abusador, pois ele perdeu o controlo. Se o seu parceiro não está desejoso de procurar ajuda para seu comportamento abusivo, a sua única opção é sair fora.

Cuide de si, procure ajuda para tratar da sua depressão e dos seus problemas e não permita que ele continue a estragar a sua vida.

 

Um abraço

Dúvidas de relacionamento

miro10.jpg

 

Olá. Soube do seu e mail numa página da net e resolvi entrar em contacto porque pretendia que alguém entendido em relacionamentos me ajudasse. E por isso agradeço desde já a ajuda.

Para ser breve a questão é a seguinte: O meu nome é SS, tenho 29 e conheci um rapaz de 29 com a mesma idade em trabalho. Houve logo uma química entre nós e começamos a sair. Estávamos nos conhecendo até que um dia eu o beijei. Fiquei na casa dele porque ele me convidou mas não aconteceu nada. Continuámos falando e passado uma semana, ele convidou-me a jantar em casa dele e assistir um filme. Ele pediu para eu ficar lá e eu disse sim eu posso ficar porque quero estar contigo, mas já te vou avisar que não vai acontecer nada íntimo entre nós. Claro que eu fiquei lá a dormir em casa dele, mas fiquei porque pensei que nós íamos continuar a sair ou seja pensei que íamos namorar. A partir daí ele começou a ficar diferente, ignorou me e tratava me com indiferença. Eu fui a casa dele e pedi lhe para me explicar o porquê de estar assim e ele disse- me que estava confuso, que não sabia o que queria, que não estava preparado, que sabia que me devia ter respeitado e tratar me de outra forma e que tinha a consciência pesada, e que queria espaço. Eu dei meia volta e fui embora sem olhar para trás. Eu ainda lhe mandei duas mensagens mas ele nunca mais me respondeu. E eu nunca mais lhe disse nada. Passado um mês e meio, recebo um sms a dizer que me devia um pedido de desculpa, que estava com remorsos de me ter feito o que fez, que sabia que eu era uma pessoa diferente, que sabia que eu era séria, e que não sabia se um dia íamos ter mais alguma coisa ou não, mas que se tivéssemos que já sabia q eu era uma pessoa de confiança e que confiança era uma coisa que ele prezava muito e que me devia ter levado mais a sério. Claro que eu fui fria com ele e até me mostrei indiferente ao que ele disse embora ainda lhe tenha feito alguns elogios. Mas disse lhe também que o pedido de desculpas dele agora já não fazia diferença. Contudo, passado uns dias, ele foi dizer a uma amiga que temos em comum que gostava mas de mim, mas que tinha medo, porque eu era muito dona do meu nariz e que isso o tinha assustado dizendo ainda que eu era boa demais para ele. A minha questão é a seguinte: Será que ele apenas me viu como um momento? Será que esta história do assustado é mesmo verdade? E porquê que ele não corre atrás de mim? E porquê que até ao momento ele ainda não tomou uma decisão?? E como eu me devo comportar? Devo procurá-lo?

 

Preciso de alguém que esteja de fora que me dê uma ajuda, porque eu acho que quando uma pessoa gosta que corre atrás e eu não o percebo.

 

Obrigada

Cumprimentos

SS

 

Cara SS,

atualmente há muito homem mais retraído por conta da liberação feminina.

Pelo que contou penso que ele tenha ficado realmente assustado e não corre atrás por ter “medo “ de ser rejeitado e deve estar à espera de “coragem” ou de oportunidade onde se sinta que é bem recebido.

Pode procurá-lo, mas demonstre interesse de forma sutil para que ele não se sinta pressionado. Ele parece que já conseguiu ter alguma coragem para voltar a fazer contato e pedir desculpa.  Pode ser que ele tenha dificuldade  para dizer algo ou demonstrar interesse, o que pode partir de si principalmente com o olhar e deixar que ele se aproxime, pois os homens adoram estar no controle da situação. Seja paciente e dê a oportunidade dele chegar a si. Deixe que ele se autodescubra e ganhe confiança no tempo dele, mas continue sempre dando sinais de interesse para conquistá-lo.

Felicidades

Amor líquido

cupido.jpg

 

 

Segundo o sociólogo polonês radicado na Inglaterra Zygmunt Bauman, um dos intelectuais mais respeitados e produtivos da atualidade, está-se a viver uma modernidade líquida ou pós-moderna. Esse período se traduz num mundo cada vez mais fragmentado e de um sujeito cada vez mais confuso consigo mesmo, com o espaço que ocupa e com o tempo que o rodeia.

 

Essa crise provocada pela modernidade líquida assola o indivíduo com o individualismo e o narcisismo exacerbado. Vive-se hoje num mundo fragmentado, sem referências e à deriva. Essa nova realidade tem afetado diretamente o cotidiano das pessoas, trazendo interferências negativas e em especial nos relacionamentos.

 

Bauman reflete sobre esse retrato do mundo contemporâneo e fala em “amor líquido”, tanto nos relacionamentos pessoais como no convívio social cotidiano, numa sociedade mediada por tecnologia e diz: (...) talvez seja por isso que, em vez de relatar suas experiências e expectativas utilizando termos como “relacionar-se” e “relacionamentos”, as pessoas falem cada vez mais (auxiliadas e conduzidas pelos doutos especialistas) em “conexões”, ou “conectar-se” e “ser conectado”. Em vez de parceiros, preferem falar em “redes”. (BAUMAN, 2005)

 

Desta forma, a internet assumiu a função de conectar pessoas, formar redes de relacionamentos, cada vez mais flexíveis e esta modernidade líquida criou uma nova era nos relacionamentos, que estão cada vez mais fragilizados e desumanizados.

 

É importante refletir e pensar-se nessa era do “amor líquido” em algumas questões: Como viver junto? Como conviver com o outro? Como amar? Questões que se facilmente são ultrapassadas pelo amor, não devem ficar esquecidas para alcançar um relacionamento mais sólido e autêntico dentro desta liquidez contemporânea.

 

Feliz dia de São Valentim!

coracao.gif

 

 

 

 

 

Relacionamento e gravidez

bosch6.jpg

 

 

 

Olá tudo bem?

Bom estou num momento muito confuso da minha vida , tenho um relacionamento de 4 anos e 2 meses , porem de um ano e meio pra ca muita coisa mudou e disparou as brigas , ano passado em agosto ele fez uma viajem com seu pai coisa de um final de semana , porem voltou diferente distante , logo depois apareceu uma garota em seu facebook que curtia todas suas fotos , e ele começou a curtir as dela , logo depois a gente brigou feio e quando fui ver ele trocava sms com essa garota , e um belo dia essa garota veio em meu facebook me falar varias coisas baixas e uma delas que ele tinha me traído com ela nessa viajem , eu já cansada de tudo resolvi terminar porem ele chorou , jurou que não tinha feito nada que ela era uma louca , e eu deixei levar pela conversa , afinal não tinha provas , meses depois ele começou a sair com seus amigos e não querer me levar, viajava , e fazia festas , ai começou a se comunicar bastante com uma prima de seu amigo , e nosso namoro novamente se virou de cabeça pra baixo , brigas e mais brigas , até que de tanto ouvir conversas fiadas e deboches sobre mim resolvi terminar.

 

Ficamos 4 meses terminados até que ele voltou, jurou não ter feito nada com a menina, disse que me ama e que eu sou a mulher da vida dele, depois de 1 mês conversando, resolvemos mudar algumas coisas e reatamos o namoro, ficou tudo bem ele mostrou mudanças e querer mudar, só que a minha confiança já não é a mesma, o medo de quebrar a cara as vezes fala alto; resolvi terminar tudo de novo, porem quando fui conversar com ele, ele veio com um papo desviando do assunto, que estava feliz, que queria planejar mais nosso futuro, e eu acabei não falando nada.

 

Aí na semana seguinte descobri que estava grávida, fiquei sem chão, não conseguia aceitar em como pude deixar isso acontecer, quando contei pra ele, ele ficou super feliz, empolgado, fazendo planos e mais planos, e isso mexeu um pouco comigo, me deixou um pouco mais segura apesar de não aceitar muito a gravidez.

 

Depois de 2 meses as coisas melhoraram, comecei a aceitar mais a gravidez e as mudanças, porem de uns dias pra ca ele mudou muito comigo, não tem mais tempo para conversar, não tem interesse em me ver, muito menos em ter relações, e ta cada vez mais distante, adora o fato da gravidez, mas já não demonstra mais nada por mim, e com tudo isso estou pensando em por um fim nessa história, porque já esta sendo difícil aceitar toda essa mudança, e conviver com ele assim, ta acabando comigo, só que toda vez que eu tento chegar no assunto ele muda, diz que me ama, que sou a mulher da vida dele e que ele nunca foi tão feliz.

 

E eu gosto dele mas não sei se consigo confiar e suportar toda essa instabilidade. Sem saber o motivo, sem saber a verdade.

 

Cara Leitora,

Na situação em que está, diante do vosso amor e da gravidez, convém tentarem se entender em vez de pensar em terminar.

 

A gravidez cria um equilíbrio delicado entre experiências positivas e negativas, entre amor e zanga, expansão e regressão. É provável que momentos de otimismo, criatividade e divertimento sejam acompanhados por momentos de ansiedade, angústia, ambivalência.

 

As pessoas não estão sempre com a mesma disposição e uma gravidez e, em futuro, um filho, claro que vão interferir na relação mas cabe a vocês estabilizar e saber manter a chama do amor, do respeito e da confiança, sempre de forma positiva e enriquecedora.

 

Conversem, o diálogo é sempre positivo, ao mesmo tempo procurem junto ter um espaço para cada um viver a sua liberdade com responsabilidade e compromisso.

 

Se entretanto sentir que sozinha não consegue estar bem, um acompanhamento psicológico pode contribuir para uma vivência mais saudável desse período maturacional.

 

Um grande abraço e muitas felicidades na sua gravidez.

 

Avaliar namoro

 

 

 

Em primeiro lugar, gostaria de parabenizá-la pelo trabalho extremamente interessante e pelo empenho dado ao seu blog. Admiro muito seu trabalho!

 

Gostaria de falar do meu relacionamento. Tenho quase 18 anos e namoro há um ano e cinco meses com uma menina da minha antiga escola. Ela foi e continua sendo minha primeira namorada séria, e vivi ótimas experiências com ela. Sinto-me muito bem ao seu lado e percebo como nós somos próximos.

 

Conversamos sobre tudo: temos um relacionamento bem aberto e flexível. Contudo, desde a metade do ano passado, tenho sido de certa forma atormentado por alguns pensamentos que surgem na minha cabeça. A verdade é que eu sofro de T.O.C e esse contribui para que muitos pensamentos negativos fiquem ruminando o dia inteiro em minha mente. Enfim, no ano passado, por alguma razão, comecei a pensar em terminar com ela. Nada de ruim havia acontecido connosco, então coloquei imensa culpa sobre mim mesmo por pensar em algo desse género.

 

Passava noites chorando ao imaginar qual poderia ser a reação de minha namorada quando eu desse alguma notícia. Nunca cheguei a terminar de fato, porque sempre conversava com minha mãe sobre o assunto e acabava percebendo que o relacionamento ia bem.  No entanto, um pouco depois, comecei a perceber que sinto poucas saudades dela e que não tenho tanta vontade de vê-la quando podemos. Quando nos vemos, aproveito o tempo e me sinto feliz, mas quando passamos um tempo maior lado a lado, me sinto irritado e com vontade de ir pra casa.  Obviamente me culpo mentalmente por pensar esse tipo de coisa. Não tenho coragem de tomar nenhuma atitude com ela, e mesmo se tivesse essa coragem, tenho certeza que ficaria muito triste em perdê-la.  O problema é: eu não consigo avaliar se realmente gosto ou não dela.

 

Às vezes parece que sim, às vezes parece que não. Não sei se deveria tomar alguma atitude logo ou se deveria simplesmente me acomodar, como muitos sugeriram. Acredito que ela não tenha esse mesmo problema que eu, então fico pensando o que há de errado comigo. Afinal, o problema é comigo ou com o relacionamento? Não fazemos muitas coisas novas, saímos com pouca frequência, passamos a maior parte do tempo em casa.

 

Não sei se me fiz claro. Parece que eu apenas joguei informações no texto com a ínfima esperança de que eu pudesse receber alguma resposta. Espero que leia a mensagem e me responda o quanto antes! Agradeço desde já!

 

FB.

 

Traição e deceção

 

 

 

Vi o seu blog sobre ajudas a nível psicológico e resolvi expor a minha situação.

 

O que me aconteceu é que há um mês descobri que uma pessoa com quem namorei durante 5 anos, me traiu passado este tempo todo. Por acaso, abri o facebook dela, porque ela o tinha deixado ligado e ela tinha lá conversas com outros rapazes e com um novo que tinha conhecido há pouco mais de 4 meses. Com este novo, ela foi com ele para a cama, e toda esta situação tem doído, porque depositei toda a minha confiança numa pessoa que no final, se revelou outra. Sinto-me perdido, sem saber o que fazer. Tenho medo de o dia que os irei ver juntos, tenho até medo da minha reacção. Sinto raiva, revolta, pena, mas quero conseguir sentir indiferença, porque ao fim ao cabo, esta pessoa nunca existiu.

            

Cumprimentos

 

Dor da separação

 

 

Boa tarde doutora,

Venho lhe expor o meu caso que me faz bastante sofrer:

 

Tenho 34 anos e estive durante dez anos com um companheiro de quem tenho dois filhos, separei-me há pouco tempo mas desde aí (se calhar até antes) só penso na morte dele, mas pior também estou sempre a pensar na morte dos meus pais (sao pessoas saudáveis) mas no entanto estou regularmente a pensar nisso e a pensar que dificilmente conseguirei ultrapassar esse futuro... o que posso fazer para conseguir superar os meus medos?

 

Outra coisa... o meu ex companheiro não aceitou muito bem o nascimento do nosso segundo filho que foi planeado!... Apesar de lhe pedir explicações ele não mas da nem reconhece que inconscientemente talvez o tenha rejeitado...separamo-nos 4 meses depois do nascimento do nosso segundo filho...quando a nossa primeira filha nasceu ele foi um pai muito presente e para o segundo foi ignorando o filho, evitando o contacto com ele... não percebo!

 

Agradeço lhe desde já ter lido o meu mail e uma resposta que me possa ajudar...

Obrigada CD

 

 

 

Cara CD,

 

Separar de quem se ama ou de quem partilhamos parte de nossa vida e tivemos filhos  não é uma tarefa fácil. É uma parte da vida que encerra naquele momento e portanto é visto por nós psicólogos como um momento de luto, onde as dores da perda serão elaboradas até que se volte à normalidade. As emoções ficam mais expostas e a razão parece não existir.

 

Ficamos totalmente sem defesas e sem proteção. Perde-se a vontade de fazer qualquer coisa que seja por si mesmo, falta forças, desvalorizada, ou ainda desacreditada de ser merecedora de nada que a faça  sentir-se bem, como se houvesse uma culpa escondida pelo acontecimento ou uma enorme amargura pela injustiça, que equivocadamente sente ter sido vítima.

 

Com toda certeza é um momento de muita dor, são lembranças, projetos, sentimentos, realizações que terão que ficar para trás, que não farão mais parte da sua vida atual. É exatamente isso que dá a sensação de vazio, os planos desfeitos, os sonhos que jamais serão realizados, ao menos com quem se acreditou que seriam. Tudo isso acabou! Acabou o “nós” e é preciso de novo voltar a dizer “eu”.

 

Mas podemos, e devemos, fazer algo para que consigamos suportar esse momento tão difícil, que para a grande maioria dos seres humanos, parece não ter fim. É preciso fazer o luto da relação.

 

Assim estará pronta para recomeçar. É necessário também um comprometimento seu em querer superar e seguir o seu caminho, levando consigo a experiência enriquecedora, que a faz ser uma pessoa muito melhor do que antes. Acredite que viver é constantemente recomeçar. Só que agora será de uma forma diferente. Se transformará positivamente para novas relações, para ser mais feliz e conquistar tudo que desejar. Pode ter certeza! Se quiser, conseguirá!

 

O pensar na morte de pessoas que quer bem pode estar relacionado com o medo da solidão ou medo do sofrimento da perda. Uma das principais angústias do ser humano está relacionada com a morte. Pensar, na possibilidade deles morrerem, reflete a sua preocupação e uma maneira de elaborar a sua angústia.

 

O porquê do seu companheiro rejeitar o filho poderá estar relacionado com a zanga que tem de si e da separação e inconscientemente escolhe afastar-se como forma de proteção para o seu sofrimento ou como forma de “castigá-la” pela separação. Outra hipótese poderia ser o fato dele não o reconhecer como filho seu. Mas essas são hipóteses vagas, pois tenho muitos poucos dados para poder dar uma resposta.

 

Penso que com o tempo vai conseguir reconhecer o filho.

 

Separação sempre traz sofrimento mas com paciência e calma as coisas aos poucos se recompõem.

 

Pense nos seus filhos que precisam muito de si e viva a mãe e a mulher que é e abra-se para uma nova forma de ver, pensar, sentir e agir! Se puder, faça terapia! Isso ajudará muito, nesta e em outras questões!

 

Um grande abraço

 

Ciúme e discussões

 

Viva Dr.ª Mariagrazia,

 

Escrevo para lhe pedir um conselho. Não consigo lidar com o ciúme do meu companheiro. As discussões e a raiva tomaram posse do relacionamento. Ele sabe que tem uma "paranóia" mas não consegue evitar ser desrespeitoso e cáustico comigo.

 

Gostamos um do outro, mas não tenho ferramentas para o ajudar. O meu maior problema são as explosões de raiva que já não consigo controlar, sinto-me cansada e impotente.

Há outras maneiras de abordar a questão com ele? Estou apreensiva em lhe falar de psicólogo ou psiquiatra, até nisso vamos discutir e já não sobra energia para tanto.

 

Cumprimentos

 

MJ

 

Cara MJ,

 

As pessoas que sofrem deste tipo de desordem de personalidade muitas vezes se caracterizam pela sua falta de abertura e flexibilidade, não só em suas rotinas diárias, mas também com as relações interpessoais e expectativas.

 

O ciúme é uma reação egóica para compensar tanto o medo da separação como o medo de perder o controle, e revela uma genuína incapacidade de sentir dor e aceitar separações, fracassos e derrotas. Não nos relacionamos verdadeiramente com alguém, quando pensamos que teremos o controle sobre o outro e que agindo assim poderemos evitar separações e sofrimentos.

O ciúme possessivo destrói a relação e se não forem trabalhadas estas questões há um desgaste muito rápido na relação, interferindo em direitos e deveres de cada um e principalmente no respeito entre o casal.

 

É importante manter o respeito por si e pelo parceiro; em vez de agressividade fomente o diálogo franco, analise os motivos que podem estar na origem de tais situações e exponham os próprios sentimentos sem ferir a suscetibilidade e os sentimentos do outro.

Uma relação amorosa não pode tolerar a auto-anulação ou qualquer espécie de agressão verbal, física ou emocional.


A terapia individual ou de casal é uma boa solução e pode representar uma grande ajuda no sentido da cura. Procure dialogar com ele e tente motivá-lo para um tratamento.

 

Fique bem

 

 

Traição no passado

 



 

 

Dr.ª, há 7 anos atrás trai o meu esposo com uma pessoa que eu nem conhecia. Na verdade só tinha tido poucos contatos pelo msn ambos morávamos em cidades diferentes e distantes.

 

Quando certo dia ele veio fazer uma visitar a trabalho na unidade que eu trabalhava e assim no dia dele ir embora eu acabei ficando com ele, aconteceram beijos e contato intimo menos o sexo. Isso tudo aconteceu eu estando casada. Nestas últimas semanas me torturei tentando controlar-me pra não falar pra meu esposo, pois eu não queria magoá-lo ele é o que podemos chamar de homem perfeito e não merece de forma alguma uma situação como essa. Eu contei-lhe que fiquei com essa pessoa e ele com muita dor e esforço me aceitou. Só que eu não contei tudo, contei apenas do beijo e abraço e não de contato íntimo como os toques que falei no início.

 

Mais sinto medo e vergonha de contar todos os detalhes, sei que se eu fizer ele vai ficar mais magoado e também corro o risco dele me deixar. E isso não quero pra mim porque ainda era imatura quando deixei essa loucura acontecer comigo hoje depois de ter amadurecido percebo a sujeira que deixei no passado a qual eu quero tirar da minha mente. Eu já me arrependi e Deus conhece o meu clamor quanto a essa situação.

 

Temos um filho de 4 anos e uma vida perfeita.

Peço-lhe uma ajuda quanto ao que mais posso fazer pra tirar esse nó dentro de mim.

 

Agradeço muito