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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Colega ou amante

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Olá,

vi seu blog e gostei. Preciso de ajuda. Já conversei com algumas amigas que sabem meu problema, resolveu por um tempo mas não estou sabendo lidar com isso de novo.

Vou resumir minha história. Sou casada há 17 anos e tenho dois filhos. Sempre vivi em função de minha família, me dedicava em tempo integral a todos e com o passar do tempo comecei a notar que eu me anulava que não fazia nada pra mim. Sempre que saíamos era em lugares que meu marido gostava e o que eu gostava foi ficando de lado e cada vez mais distante. E com o passar dos anos fui dando-me conta disso. Comecei a cobrar de meu marido certas atitudes como ir a algum show de um artista que eu gosto, mas sem nenhum interesse dele, até que eu comecei a não querer mais fazer as coisas que ele gostava e isso acabou nos afastando. Cada dia um pouco mais.

Até a um certo dia depois de já desconfiar que ele poderia estar traindo-me, vi uma mensagem no celular dele à outra mulher. Nessa mensagem ela "aconselhava" ele. A mensagem dele pra ela era um elogio, coisa que nunca fazia comigo. Eu estava tão amortecida, tão "acostumada" a não questionar que pensei em deixar pra lá e não tocar no assunto com ele. Mas não aguentei e falei. Ele então disse que era uma amiga de trabalho que desabafou com ele sobre problemas com os filhos dela e ele me confessou que também desabafou com ela sobre nosso casamento. Me senti humilhada, exposta, um lixo, pois não sabia o que exatamente, ele tinha dito a ela sobre mim. Ele me garante que não houve nada entre eles mas fica difícil acreditar. Acredito sim que da parte dele poderia ter alguma intenção sim pelo contexto da mensagem que ele enviou a ela.

 

No dia que vi a mensagem até liguei a ela que também negou e disse ter deixado claro a ele que seriam só amigos. Mas nem ele nem ela me convenceram. Tentei levar em frente, seguir como casal mas o tempo passa e certas coisas ficam martelando na minha cabeça.

Minha vida que estava virada só piorou. Hoje não tenho vontade de fazer nada com ele, nem de sair, nem de sexo, e não sei até quando isso vai durar, pois sei que sexo é importante mas não sinto vontade nem desejo.

Agradeço se puder aconselhar-me.

(Espero ter sido clara)

Obrigada.

 

Cara leitora,

 

O segredo para manter um casamento é fazer coisas junto que cada um goste. Conversem e façam acordos, negociem, para que cada um possa  escolher o programa e para que ambos possam sentir-se felizes e, principalmente, para que não aconteça um afastamento.

O casamento é a dois e cada um precisa  ter o seu próprio espaço. Uma das causas das crises conjugais é o fato de as mulheres terem expectativas desproporcionais em relação a seus parceiros. Muitas mulheres querem um homem que as "inspire” e exigem que viva no auge do magnetismo e possa fazê-las sentirem-se o máximo o tempo todo.

Temos dentro de nós necessidades essenciais. São as demandas e expectativas inegociáveis - e que, quando abortadas em uma relação, só trazem frustração. Ninguém pode ter todas as necessidades preenchidas por outra pessoa. Mas há duas ou três coisas de que não dá para abrir mão, e o parceiro ideal é aquele que as respeite e as preencha.

Esqueça essa colega de trabalho. Invista na vossa relação pois é assim que podem recuperar o prazer de viver feliz como um casal.

 

Um abraço

 

Abusada pelo pai

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Boa noite doutora,

 

Pensei muito antes de escrever. Tenho 24 anos, fui abusada sexualmente pelo meu pai quando tinha 10 anos, não sei por quanto tempo mas imagino que um ano mais ou menos, com frequência, as vezes vinha na minha cama quando estava dormindo, ou quando estava em casa sozinha com ele.

Eu não dizia nunca de não, e gostava quando me tocava. Não contava pra ninguém porque pensava que se eu não dissesse ele seria sempre "bonzinho" comigo, não me bateria mais e daria coisas como doces e presentes.

Na verdade nada mudou, e uma vez que fiquei até mais tarde na casa de uma amiga, levei uma surra de cinta. Decidi que não queria mais, mas quando ele vinha eu não tinha coragem de dizer não!

 

Minha irmã descobriu, e escreveu uma carta a minha mãe contando o que acontecia! Minha mãe me chamou para conversar, chorei horrores, achei que ela ia bater-me, mas ela só estava em choque e queria saber a verdade, contei tudo.

 

Não me lembro se se passaram uma semana ou um dia, mas ela falou com ele e pediu para ele ir embora de casa, ele não aceitou, meu pai bebeu veneno e morreu no mesmo dia.

 

Desde então eu tenho uma relação com o sexo que não vejo natural. Perdi a virgindade com 15 anos, depois disso tive vários homens, não perguntava nem o nome! Aos 19 fui morar em outra cidade e lá depois de alguns meses comecei a prostituir-me. Fiz por um ano e meio mais ou menos! Não consigo manter uma relação duradoura, estou há oito meses com uma pessoa, e já sinto vontade de sair com outra, não quero trair, gosto muito dele, mas não é ativo sexualmente como eu sou! Penso sempre no que me aconteceu no passado e acho sempre que tudo acontece por esse motivo, o sexo a prostituição, a minha frieza... Espero que possa ajudar-me! Agradeço desde já!

Um Abraço Maria

 

Cara Maria,

 

O abuso sexual praticado em crianças e adolescentes provoca nessas pessoas, dores e traumas irreversíveis. Esses traumas desencadeiam uma profunda violação dos limites físicos e psicológicos, gerando consequências gravemente negativas para a vítima ao longo de seu desenvolvimento cognitivo, afetivo, comportamental e social, e principalmente para os seus relacionamentos interpessoais futuros.

Percebe-se que com a vivência do abuso, a Maria perdeu a espontaneidade e naturalidade de sua sexualidade, deixando marcas profundas, o que em muitos casos pode levar até à perda do sentido da vida.

 

Para enfrentar essas consequências psíquicas e emocionais é preciso primeiramente conscientizar-se que a via da prostituição não é o caminho adequado para ultrapassar o seu passado de abuso, muito pelo contrário leva a uma agudização da sua inconstância sexual e frieza emocional, por não confiar nem nas pessoas e nem em si.

 

Procure ter uma atitude positiva, o que aconteceu consigo faz parte do passado, aceite o sucedido como fosse um acidente de percurso e não como justificação para seus comportamentos presentes. É preciso superar com esforço, com assertividade e força.

 

Ao mesmo procure ajuda especializada. Faça uma psicoterapia para poder trabalhar os seus fantasmas do passado e poder viver o presente com desenvoltura, serenidade e amor.

Ultrapassar luto

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Boa tarde.  Gostaria de receber alguns esclarecimentos acerca da minha situação. Meu pai se suicidou pelo motivo  aparente de situação económica muito difícil, da qual eu nunca tive conhecimento, pois nunca pediu ajuda. já passaram 2 meses e depois disso, nunca mais consegui retomar a minha vida sexual com o meu marido, nunca mais senti desejo nem sequer vontade.

Gostaria de saber se é normal demorar tanto tempo, uma vez que o meu marido está ficar impaciente comigo, pois acha que já deveria ter ultrapassado isto.

 

Grata pela atenção

RC

 

Cara RC,

 

Permita-se sentir a dor. Permita-se sentir tristeza, afinal está a viver a ruptura de um vínculo muito importante. Fale das suas emoções, dos seus sentimentos e inquietudes.

Quando perdemos alguém que amamos, esta pessoa ainda está viva em nossos pensamentos e memórias.

 

Permita-se dizer não. Faça o que for possível e somente aquilo que fizer sentido para si e o que sentir que tem algum significado.

 

O luto de um pai não é fácil, de um pai suicida ainda pior. Ficam muitas dúvidas e sentimentos, por vezes, de culpa. Penso que o importante é poder permitir-se também, sentir alguma alegria no momento presente. Às vezes, quando estamos a sofrer, podemos ter um momento de leveza. Deixe a alegria e o sorriso acontecer! Não se censure caso em algum momento  se sentir feliz mesmo em seu processo de luto.

 

O luto leva seu tempo, não queira queimar etapas, mas também não se culpe de poder sentir algum prazer, como por exemplo prazer sexual. Às vezes  é uma questão de recomeçar.

 

Um abraço

 

 

Trauma de infância

 

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Olá, boa noite. 

Gostaria muito de conseguir uma informação sobre meu caso.

Quando eu tinha acabado de completar 12 anos fui passar minhas férias em outra cidade na casa dos meus tios como de costume. Um dos meus primos tem a mesma idade que a minha, sempre fomos grudados melhores amigos. Quando nessa idade eu fui pra lá ele já tinha uma vida sexual ativa, acho isso negligência dos pais. E eu nem sabia direito o que era, ainda pensava que a mulher ficava grávida se os dois ficassem juntos sem roupa e só. Nessas férias aquela amizade se tornou algo a mais pra mim, comecei a sentir amor de criança por ele.

 

Nisso ele ficou trabalhando minha mente que queria ensinar-me o que aprendeu e eu como uma criança que sempre só obedeceu, obedeci mais uma vez... Ai ele colocou seu pénis dentro de mim e eu sem entender nada, ele ficava mexendo e eu senti arder. Pra mim aquilo que ele estava me ensinando não era legal nem divertido.... Até que um dia ele fez isso de novo e pra minha surpresa na hora que ele penetrou em mim, eu senti uma coisa muito forte e boa, exactamente naquele momento eu entendi, e me senti a maior pecadora do mundo. Tirei ele de perto e não me permiti sentir mais aquilo.

 

Hoje com 22 anos sou casada e pra minha tristeza não sinto absolutamente nada na penetração, queria sentir aquilo de novo porque agora eu posso.. Mas nunca mais... Sinto apenas na estimulação do clítoris mas lá dentro nada... E isso acaba comigo porque ninguém sabe, nem meu marido. Não dá pra falar que não sinto nada... Sempre faço os exames preventivos e sou o tipo classe A que a ginecologista disse, que não tem nada.. está tudo perfeito...

 

Não sei o que fazer, por favor me ajude. É possível um dia sentir prazer? Aguardo muito ansiosa! Um abraço

 

Cara Leitora,

 

Muito provavelmente ficou traumatizada com o que viveu aos 12 anos e a culpa inconsciente de ter sentido um prazer proibido impede-a de sentir atualmente o prazer “permitido”.

 

Para desculpabilizar-se do que lhe aconteceu no passado, o primeiro passo terapêutico é conscientizar-se que o que passou é parte do passado e não precisa carregar essa culpa para sempre e que afinal sentir prazer é normal.

 

Para começar pode começar a “treinar”  com a masturbação, para conhecer melhor o seu próprio corpo, descontrair e a partir daí chegar ao orgasmo.

É também fundamental que possa sentir-se livre de preconceitos.

 

É preciso ter calma e paciencia, a ansiedade trabalha contra. Caso não supere, procure ajuda especializada. Faça uma psicoterapia. A Psicoterapia é espaço privilegiado para o seu crescimento pessoal, desenvolvimento de habilidades e ampliação da consciência de si e do mundo. Trata-se, portanto, de uma importante ferramenta na promoção da sua saúde psicológica e sexual.

 

Um abraço

 

Traição no casamento

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Bom dia Dra.

Chamo-me P e vivo actualmente uma situação, para a qual espero, que me possa ajudar, com o seu discernimento e experiência.

História comprida...mas vou tentar ser breve!

Estou casada há 19 anos, com um namoro para trás, de 11 anos, 2 filhos lindos de 17 e 14 anos. Tenho 46 anos.

Não se pode dizer que meu casamento nos últimos anos fosse um "mar de rosas". Como todos os casais, tínhamos os nossos altos e baixos.

 

Em Março descobri que o meu marido me tinha traído com uma colega de trabalho, com quem já tínhamos saído algumas vezes, que me conhece. Devo dizer que das vezes que estive com ela, apesar de saber que não havia nada entre eles, senti um "clima"!!

Confrontei-o quando descobri o caso...negou...mostrei provas...assumiu...

Tinha acontecido apenas uma vez, pensei eu, sem saber como reagir.

Afinal já não era a primeira vez. E assim como estava com ela, estava comigo. O sexo entre nós continuou a existir, porque ele me procurava apesar de já andar envolvido com ela.

 

Nunca me pediu desculpa, não mostrou arrependimento e disse a frase da praxe "Foi uma vez. Vamos dar uma oportunidade ao nosso casamento"

Pelo contrário, apesar de "apanhado", optou por continuar com o caso!

 

Voltei a descobrir... reservas de hotéis atrás de reservas... voltei a confrontar... na conversa só me perguntava "O que queres que faça?"!! Pergunto: Eu é que tenho que decidir?!? Fácil, muito fácil... passar a decisão para o meu lado!

Disse-me que queria era que eu ficasse bem com a situação!! Mantermos o casamento pelos filhos e em nome dos 30 anos de amizade!!!!

 

O problema principal e motivo e discórdia do casal passava sempre pelo plano sexual. Para o meu marido a quantidade nunca era a suficiente e a justificação para o que está a fazer é a de que eu não lhe dava o que ele precisava.

Um casamento não é feito só de sexo! Onde está o amor, a fidelidade, o companheirismo, o respeito??

Diz que nunca foi intenção dele acabar com o casamento. Que é apenas uma questão sexual...

Estou completamente desfeita... Um turbilhão de emoções dentro de mim que não passa... perdi peso...sempre com vontade de chorar...

 

Desde o inicio do ano que estou desempregada. Não tenho independência financeira nem ajudas que me permitam tomar uma decisão de acabar com tudo. Só penso nos meus filhos!!!

Passados estes meses todos, tivemos mais uma conversa. Sem ataques, sem choros, sem raiva. Preciso de perceber...

E percebi... em parte... a decisão está do meu lado! Disse-lhe que nos manteríamos juntos (na mesma casa) e que o tempo diria o que aconteceria.

 

Não lhe prometia nada, não o iludia. Tenho muitas emoções para resolver dentro de mim. Não consigo sequer imaginar que me toque, quanto mais fazer amor com ele... disse-lho, sem puder prever prazos claro!! Ao que me respondeu que tinha de perceber quanto tempo eu precisava para "me resolver". Que se fosse 6 meses ou mais, não garantia que aguentasse e não voltasse a fazer o mesmo!!

Até hoje não me disse se tinha terminado tudo com a outra ou não. Não sei... Não sei o que fazer... o que pensar...

 

Preciso de ajuda!! Por favor ajude-me a ter discernimento!! Preciso de paz.

Peço desculpa pelo relato tão longo... e muito mais havia a dizer.

 

Obrigada Dra. Mariagrazia

 

Cara P.,

Numa união saudável, o casal deve sentir amor e atração sexual. E também conseguir expressar sentimentos, resolver conflitos e problemas que surgem naturalmente, respeitar diferenças individuais, ter responsabilidade por suas ações (sem esperar que o outro resolva as carências que sente) e relacionar-se fora do casamento, cultivando amigos e interesses.

 

Penso que o melhor no vosso caso seria fazer uma terapia de casal pois a crença de que os conflitos internos passam com o tempo está errada. Não passa. Aliás, pode piorar, porque os problemas estão lá.

 

O terapeuta vai tentar compreender as razões da crise do casal e propor caminhos alternativos para apaziguar as discussões, alcançar a compreensão e trazer de volta o encantamento.

Muitas questões da vida íntima de um casal, como a insatisfação sexual e casos extraconjugais, são tratados com a descrição e seriedade que merecem. É uma terapia centrada no relacionamento amoroso.

 

Saiba que uma traição acontece nos melhores casais e que em muitos casos pode ser a salvação para um novo recomeço.

Entretanto procure aumentar o diálogo com ele, conversem e conversem, esse é sempre um bom caminho e início para uma compreensão e um melhor entendimento mútuo.

 

Um abraço

 

Duas mulheres

 

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Meu nome é Dani.

Meu marido, certa vez enquanto fazíamos amor, insinuou que queria mais uma pessoa para ficar connosco. Perguntou se eu não gostaria de ter mais alguém para ficar naquele clima que nós estávamos naquele momento, eu ja havia me antecipado minutos antes, dizendo a ele que ele sabia que eu não suportaria ver ele com outra mulher, mas pra minha infelicidade ele insistiu. Minha reação foi imediata, estávamos num clima tão bom, ele dizia que me amava... fiquei sem chão.

Nunca, nenhuma das pessoas que passaram na minha vida me fizeram essa proposta, me senti tão desrespeitada, e ainda não consegui superar. Ontem ele pediu que nós fizéssemos um vídeo, e queria contratar alguém pra gravar, tenho certeza que não passa de uma estratégia pra ver se ele consegue o que quer. Estou muito triste com isso, me senti tão desrespeitada, com a insistência, estou sentindo uma repulsa por ele, um embrulho no estômago quando penso na proposta, sempre fui fiel a ele, sempre o respeitei, fico me perguntando porquê ele insiste em me magoar dessa forma, Dra. Me ajude! Minha autoestima caiu por terra, e eu não sei se levo o relacionamento adiante, penso até em me separar de tanto que estou sentindo-me triste, chateada, magoada, acho que não sou suficiente para ele... sinto-me tão mal, tão invadida. Eu o amo, mas não vou suportar a insistência se ele continuar, já me sinto traída só pelo convite.

Por favor! Me responda, me diga alguma coisa, me diga qualquer coisa, por favor.

 

Cara Dani,

 

O que ele quer é realizar uma fantasia e não significa desrespeito ou que não a ame. De qualquer maneira só vai funcionar se for de comum acordo, se não se sente capaz fale sinceramente com ele para que isso não leve ao fim da relação. Pelo seu relato, não está preparada para essa aventura e isso precisa ser respeitado.

Entendo que seu marido tem uma grande vontade de realizar essa fantasia. Porém, quando envolve outra pessoa, é importante que essa também esteja na mesma sintonia para ser boa para ambos. Quando só um quer, não vai ser bom.

 

Quando o tempo da pessoa não é respeitado, o resultado acaba não sento interessante. Também percebo o quanto isso pode abalar a relação. Não quero dizer que essa prática deve ser abortada, mas sim, que esse tema seja muito discutido entre o casal e que haja uma real vontade de ambos.

Num momento oportuno, valeria à pena seu marido investigar o porquê dessa vontade incontrolável.

 

Um abraço

 

 

Desejo hipoativo

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Saudações, Dr.ª Mariagrazia Marini.

 

Gostaria que me ajudasse em uma informação. Tenho 31 anos de idade assim com também minha esposa. Temos 10 anos de casado e uma filha. Minha esposa dorme muito e raramente ela me procura, sempre sou eu. Já conversamos muito sobre isso e já estou cansado de tudo isso, ameacei até de me separar. O que faço?

Agradeço a resposta.

 

Caro leitor,

 

Para muitas mulheres, o desejo sexual surge com frequência e intensidades muito menores do que elas gostariam. Um remédio recentemente aprovado para comercialização nos Estados Unidos promete mudar essa situação.

A nova droga pode ser útil para casos específicos. Apelidado de “viagra feminino”, o remédio chamado Flibanserin foi recentemente aprovado pelo FDA, o órgão norte-americano que regula a comercialização de medicamentos e alimentos. A proposta do medicamento é estimular a libido feminina agindo diretamente sobre os neurotransmissores cerebrais de mulheres com Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo.

 

O Flibanserin atuaria reduzindo temporariamente os níveis de serotonina e aumentando a quantidade de dopamina e norepinefrina no cérebro. Como resultado, ocorreria um aumento da libido.

 

A sua esposa pode usar esse medicamento com algumas ressalvas. O remédio não deve ser usado indiscriminadamente, muito menos quando a falta de desejo se der por stress, depressão ou problemas no relacionamento. Nesses casos, a paciente provavelmente não tem déficit hormonal, então não há necessidade de corrigir a química do cérebro, sendo assim, uma terapia será bastante eficaz.

Fale com ela e decidam juntos qual o melhor caminho a seguir, se tomar o medicamento ou fazer uma psicoterapia.

 

Tudo de bom

 

Violada sexualmente

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Tenho 29anos quando tinha 12 fui violada sexualmente, e toda minha família sabe disso andei em psicólogos durante 1ano, mas a única coisa que fazia lá era desenhar durante 30min e nunca conversar nem em casa nem com ninguém, assim fui vivendo tanto que nunca mas me relacionei com ninguém até quando tinha 22anos.

 

O problema é que não consigo levar um relacionamento a sério, não consigo confiar em ninguém, tanto que no relacionamento acabei engravidando mas devido ao meu medo, insegurança, optei por ter o filho sozinha um lindo rapaz, mas o que mais me preocupa é como lido com o sexo, como se não significasse nada o que no fundo não é assim. Eu quero ser uma pessoa normal saber me relacionar, educar o meu filho da melhor maneira.

 

Por favor me ajude o que eu faço???

 

Cara leitora,

 

Há largas evidências de que o abuso sexual do adolescente é um trauma interpessoal agudo. Tal trauma encerra uma profunda violação de limites físicos e psicológicos e traz consequências graves e negativas para a vítima ao longo de seu desenvolvimento cognitivo, afetivo, comportamental e social e, principalmente, para os seus relacionamentos interpessoais futuros. Com a vivência do abuso, a pessoa perde a espontaneidade e a naturalidade de sua sexualidade e fica privada de sua inocência, o que leva à culpa. E a culpa prejudica a alegria de viver. Com a vivência do abuso, o indivíduo não consegue entregar-se de forma plena ao amor.

 

Por ter acontecido no início da sua maturidade sexual e por não ter resolvido suficientemente o sucedido resultou uma ferida na emoção, uma ferida no amor, originada no profundo sentimento de desconfiança no ser humano em geral. Com isso, “não consegue entregar-se ao corpo e ao amor” o que significa que a sua entrega amorosa e sexual ficou comprometida e com isso diminui grandemente as oportunidades de realizar-se afetivamente.

 

Parece que em decorrência da violação resultou sentir o sexo e a relação sexual como ato mecânico, muito provavelmente, por um mecanismo de defesa usado na altura da violação e ainda muito presente em si.

Para se libertar desse sentimento, o melhor é fazer um tratamento com uma psicóloga para compreender e curar essa “ferida invisível” que resultou dessa triste experiência do seu passado.

Pense nisso e tome uma atitude positiva para ajudar-se!

 

Fique bem

Muito desejo sexual

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Bom dia Dra.,

 

Escrevo para a doutora porque gostaria de saber ser ter desejo sexual a todo o momento por alguém é normal?

 

Caro Leitor,

 

Sair de casa frequentemente com o único objetivo de fazer sexo, passar horas assistindo a filmes eróticos ou se masturbando, exigir do companheiro frequência sexual excessiva e ainda manter relações extraconjugais são sinais de que o desejo sexual saudável pode ter dado lugar a uma doença.

Segundo médicos, é natural que o ritmo sexual e a vontade de ter sexo variem de pessoa para pessoa. Quando o impulso sexual sai do controle, porém, ele se torna uma compulsão, que, como qualquer outra dependência, precisa de tratamento.

 

A compulsão sexual não é definida pelo número de relações sexuais que a pessoa tem. O critério não é quantitativo porque existem pessoas que têm atividade sexual intensa, mas não tem a compulsão. É considerado transtorno quando a pessoa não tem controle sobre o impulso, ou seja, quando leva mais tempo do que gostaria com a busca por sexo ou com a prática sexual.

 

Com o passar do tempo e o agravamento do transtorno, a compulsão passa a interferir nas outras áreas da vida, e o prazer dá lugar a sentimentos de culpa e arrependimento.

 

Se começarem a aparecer os resultados negativos, como perda de emprego, fim de relacionamento, etc. é indicado que busque ajuda profissional.

Se for só um caso de pensamento e que não interferir com a sua vida normal, não há problema.

 

Fique bem

 

 

Sites de pornografia

 

Esse ano passei por um período de doença com minha mãe desde dezembro e acompanhei ela num tratamento fora da minha cidade e tive que ficar meses longe de meu marido, assim não estávamos tendo contato sexual.

 

Recentemente eu descobri no site de navegação que ele estava acessando vários sites pornos e se masturbava pensando naquelas imagens que via. Quando descobrir fiquei muito chateada,  me senti um lixo e não estou conseguindo tirar isso da minha cabeça, mesmo depois que conversei com ele não consigo mais confiar nele e nem perdoar. Ele me garantiu que foi só virtual nunca procurou outra mulher para ter sexo. Eu disse a ele que foi traição, somos de dentro da Igreja e ele desejou outras.  O que eu achei mais ruim é que mesmo depois que minha mãe faleceu ele vendo meu sofrimento pela perca dela ele continuou acessando esses sites de madrugada se masturbava e depois vinha deitar do meu lado. Um dia ele foi no nosso quarto 1 hora da madrugada me olhou na cama, ligou a internet e foi se masturbar vendo essas porqueiras.

 

Temos 29 anos de casamento, agora estou transtornada, será que ele não me deseja mais. Estamos tentando continuar nossa relacionamento mas não é  o mesmo, estamos tendo relações sexuais mas mesmo assim eu fico pensando será que ele está comigo mesmo ou está pensando nas de filme pornos.

 

Ele é sagitariano tem 52 anos e eu sou libriana tenho 49 anos, temos dois filhos lindos. Por favor me dá um conselho, estou com minha cabeça a mil.

 

Cara leitora,

 

Não se culpe. Não é por sua causa que seu cônjuge vê pornografia. Não é porque não é bonita ou não é feminina o suficiente.

 

Pode ser que por estar meses sozinho tenha procurado uma alternativa que pensou que não fosse prejudicial acabou viciado em pornografia.

 

Um novo estudo britânico associou o vício em pornografia a padrões de atividade cerebral semelhantes àqueles apresentados por alcoólatras e dependentes de outras drogas.

 

Pense que podem ultrapassar esse problema e saírem ainda mais fortes disso tudo.

 

Fale com ele e tentem se entender no sexo, o diálogo é sempre importante na relação junto com amor e carinho. É importante que ele se conscientize dessa dependência da mesma forma que um usuário de drogas.

 

Quanto a ele ser sagitariano e você libriana ou seja ele aventureiro e você uma idealista no amor, não justifica essa atitude. É preciso que ambos respeitem as diferenças e que a procura do prazer e do encontro permaneça na relação para que esta possa evoluir e crescer de forma a trazer prazer e satisfação mútua.

 

Se não conseguirem ultrapassar sozinhos o problema procurem uma ajuda especializada de um psicólogo.

 

Tudo de bom