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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Bloqueio sentimental

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Ola Drª,

Primeiramente gostaria de parabenizá-la pelo blog, que é muito interessante onde tive a oportunidade de me identificar com muitos casos. Gostaria de colocar o meu caso em especial, e requerer se possível uma opinião a respeito dessa situação.

 

Eu acredito que esteja com bloqueio sentimental, eu tenho problemas para sentir amor para com os outros, antes eu conseguia forçar essa situação, agora nem isso consigo mais, está tudo muito estranho gostaria de saber sua opinião.

Já sofri sim por amor, mas tenho certeza que já superei todas essas experiências

 

Caro Leitor,

O amor é um sentimento que surge espontaneamente e não pode ser forçado. Se não sentiu mais talvez seja por não ter surgido, embora possa estar travado por medo de sofrer.

 

O bloqueio emocional é um mecanismo de defesa no qual o inconsciente oculta memórias de dor para evitar o sofrimento. Quando isso acontece, entretanto, a situação dolorosa não deixa de existir: ela passa a se manifestar de maneira inconsciente, refletindo negativamente na vida da pessoa sem que ela perceba.

Tratar um bloqueio emocional é um processo difícil, pois as memórias precisam vir à tona para que possam ser ressignificadas internamente. A experiência vivida não mudará, mas a pessoa poderá dar um novo sentido àquela memória, fazendo com que cause menos dor.

 

A solução para o bloqueio emocional é reconhecer a emoção e liberá-la. Se não conseguir sozinho procure ajuda de um psicólogo para que possa trabalhar todos os seus traumas e ressignificar cada um até que esses bloqueios se dissolvam.

Fique bem

Problema emocional

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Bom dia 

 

Meu nome e F., tenho 49 anos. estou casado há 22 anos e 01 filho de 10 anos.

 

Estou passando por um grande problema emocional, principalmente depois que meu pai faleceu em 2013.

Mas minha história começa há mais de 25 anos atrás.

Em 1989 conheci uma moça (M. ela tinha na época 18 anos, eu 22) tanto eu como ela começamos a nos conhecer, pois tínhamos interesses em comum. No mês de maio daquele ano seus pais decidiram mudar para outra cidade. Ficamos muitos tristes, porque estávamos amando um ao outro. No segundo semestre daquele ano, fui visitá-la.

 

Seus pais gostavam muito de mim, e eu deles. Na  minha ultima visita (Dez de 89) fui para oficializar o namoro, quando fui surpreendido com a noticia que ela não estava mais interessada e que queria continuar os estudos e não tinha ninguém em vista( que era minha grande preocupação, pois estávamos longe para se ver e vulneráveis por outros). Fique, naquela época muito decepcionado, porque nos contatos telefónicos, fazíamos planos para o futuro, juras de amor, etc. Na volta desta viagem, desabei a chorar, pois amava muito ela e não tivemos a oportunidade de nem se quer dar um beijo. no ano de 1990 fique com depressão, achando que o mundo tinha acabado pra mim, tinha antes de conhecê-la . Com baixa alutoestima, me achando feio, tímido demais para conquistar uma mulher, alguns meses se passaram, e logo fiquei sabendo que ela estava namorando um rapaz na cidade, o que aumentou mais ainda minha depressão, pensando que nunca mais iria vê-la.

 

Depois de 1 ano (1991), suportei a depressão, resolvi ligar para a M. e sua mãe atendeu e ficou muito contente em falar comigo e me contou que a Marcia não estava mais namorando. Isso me deixou com muitas esperanças, então combinei com a mãe dela que iria lá no mês de Julho de 1991. Nesse mesmo ano e antes de ligar para a M., conheci outra moça (G.) Percebi que a G. era muito parecida com a M. fisicamente. Isso estava me perturbando, por que ainda amava muito a M. Precisava ir vê-la para conferir o seu interesse por mim. Essa viagem foi muito boa, pude vê-la, passear, ir ao cinema e quando fui perguntar a ela se havia alguma esperança, M. pediu-me um tempo.

 

Fiquei mais confuso ainda na época, porque eu tinha a G. e lá a M.

Como a M. já me havia decepcionado antes, decide começar um namoro com a G.

que estava interessada. Eu por orgulho e egoísmo deixei a M. com seus pensamentos.

 

O grande problema e que eu estava enganando a mim mesmo, porque amava muito a M. e só percebi isso muito tempo depois. em 1992 A M. e sua mãe vieram na minha cidade e percebi que ela ainda estava me esperando e eu não notei isso, pois estava ainda namorando a G.. A G. achou as fotos e cartas que tinha da M. e destruiu tudo (menos os negativos). Não tinha mais o telefone para entrar em contato com a M.. Em 93 com quase tudo preparado para casar com a G.  tivemos uma forte desentendimento e desmanchamos o noivado, mas fiquei envergonhado por chegar até aquele momento e desistir, apesar de não amá-la, como amava a M. reatamos e casamos em 93.

 

Ao longo dos anos sempre me lembrava da M. com muito carinho e amor, mas não tinha como entrar em contato, porque o telefone e o endereço foram destruídos. Por muitas vezes eu e a G. brigávamos muito a ponto que querer jogar tudo pro alto e separar, A G. chegou até se interessar por outro, mas relevei. Em 2006 nasceu meu filho, isso me fez rever o casamento, mas veio outros problemas maiores ainda. Por volta de 2010, comecei a digitalizar as fotos que eu tinha e também os negativos. Foi quando voltei ao passado e rever os momentos que tive com a M.. A curiosidade de saber como a M. estava foi crescendo a ponto de começar a pesquisar na internet. Depois de muito tempo achei seu endereço e também outras coisas nas redes sociais. Vi que a M: já tinha uma filha (dois anos mais nova que meu filho) mas notei que não havia o marido em algumas fotos no facebook. Em 2016 consegui com muito custo o telefone da mãe dela e entrei em contato depois de 25 anos. Conversamos por telefone e ela me disse que havia casado em 2007 e teve sua filha em 2008, mas não durou muito o casamento e 2010 estava separada e em 2013 seu pai havia falecido e ela havia se divorciado. Notei que o meu sentimento pela M., que havia ficado adormecido, acordou. Começamos a nos comunicar por telefone e whatsapp. Recentemente (jan de 17) fui sozinho à cidade dela para vê-la, sem ela saber e nem minha esposa a G. Conversando com sua mãe, pois a M. não mora com ela. Sua mãe me disse que depois que voltamos a nos comunicar, M. ficou mais feliz e que o voltar a conversar mexeu com ela. Mas que está muito preocupada comigo pois ainda estou casado.

 

Sinto que essa história ainda não acabou apesar do tempo, meu amor por ela ainda bate forte no peito, coisa que nunca senti pela G. Pelo lado da M., achou que também despertou o amor que tinha, mas pelo que sua mãe me falou, ela está com medo de ser o pivô de uma separação e de destruir uma família. Meu casamento anda de mau a pior a anos. Para dizer a verdade casei com a G. com a M. na cabeça e no coração.

 

Agora que a encontrei sinto a necessidade de ajudá-la, visto que esta sozinha criando sua filha. Mas eu também estou dividido com um casamento em erupção, um filho de 10 anos e um amor no peito me castigando e me deprimindo cada dia. Desde  Outubro de 2016 não tenho dormido direito, estou ansioso demais, não paro de pensar na M. (apesar de morarmos longe)

 

Sei que enfrentarei muitos problemas, separação, um relacionamento duvidoso (pois dependerá da M. se vai me aceitar depois de fazer isso)  

 

Mas tudo isso foi culpa minha, pois se amava tanto a M., porque não dei o tempo em 91, porque não desisti de casar, porque não separei enquanto não tinha o filho, são tantos os porquês, que minha cabeça não anda bem, estou a cada dia mais depressivo e temo muito o poder vir acontecer, pois penso que a única saída para meu sofrimento e acabar com tudo, não sei mais o que fazer, por isso estou pedindo uma ajuda profissional, como fazer...

 

 

Grato.  

 

Caro F.,

 

Penso que esteja numa grande confusão mental! O seu amor pela M. parece idealizado, uma saudade do tempo passado e da sua juventude e que claramente não voltará mais.

 

Pense bem : será que vale terminar um casamento e destruir uma família por um amor do passado que talvez seja só uma ilusão?  Uma separação sempre traz problemas, frustrações e infelicidade para toda a família. Antes de tomar uma decisão ponha tudo na balança. Se está ao lado de alguém que ama, que o faz feliz, que lhe dá segurança, vale a pena abandonar tudo isso por outra? Não se deixe levar pela ilusão de uma relação perfeita.

Amar é aceitar o imperfeito e torna-lo perfeito para nós. Para que uma relação resulte é preciso respeito, reconhecimento, responsabilidade e recreatividade.

 

Sugiro que não tenha pressa em decidir, reflita com calma e pondere o que é melhor fazer. Um acompanhamento psicológico poderá ser de ajuda nessa fase complicada de indecisão.

Fique bem

 

Desconfiança do companheiro

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Olá Venho contar minha história de traição, com uma imensa tristeza no coração. Sou L Tenho 17 Anos, comecei a namorar com o meu primeiro namorado, aos 13 Anos e passei um ano de namoro e logo me juntei a ele e fomos moramos juntos.

Nos primeiros meses de casados foram os melhores meses da minha vida, ele me fez sentir tão bem, tão confortável naquela vida que eu criei uma confiança imensa nele, fechava os olhos pra tudo, ele chegava e saia pra onde ele quisesse. E ai eu levei o meu casamento, até quando eu precisei dormir na casa da minha mãe, que minha sobrinha estava bastante doente. Ai nessa única noite esse meu marido, colocou uma garota na nossa casa, na nossa cama e dormiu com ela, ai no outro dia que eu voltei pra casa na maior inocência, ele agia naturalmente, como se nada tivesse acontecido.

Aí Minha mãe me ligou e me chamou na casa dela urgente, ao chegar lá ela me falou que "ao ir na padaria, viu uma garota sair de lá da nossa casa com uma bolsa" ele confirmou que tinha dormido com ela e tido relação aí eu muito magoada terminei com ele fui pra casa da minha mãe de vez, aí com um certo tempo mais ou menos uma semana ele ficou procurando-me, ligando-me, pedindo perdão dizendo que estava arrependido, aí eu perdoei com um pouco tempo depois ele  estava bem diferente com o celular, não me deixava mexer, nem me deixava chegar perto um certo dia eu vi umas mensagens no facebook dele de outras garotas, até mulheres que ele já tinha ficado eram várias delas, eu falei com ele e ele me disse que não tinha ficado, que era só conversa botou até defeitos nas mulheres, e mais uma vez eu aceitei, e hoje vivo com ele e com o tempo que passa descubro aquelas mulheres que ele chegou a dormir, isso me atormenta me faz desconfiar cada vez mais, eu não como, não durmo bem e me sinto sempre mal, não consigo confiar e estou sempre sofrendo, me ajude me sinto muito infeliz e preciso tomar uma atitude na minha vida até por que sou muito nova. Obrigada, Prazer L.

 

Cara L.,

Antes de tomar uma atitude convém ter uma conversa séria com ele sobre o vosso casamento. O diálogo é a forma mais fácil para o casal se entender. Pode ocorrer que por estarem juntos desde muitos novos, ele esteja sentindo a necessidade de conhecer também outras mulheres, o que explica o comportamento dele embora não justifique tal atitude.

Procure não se fixar nesse passado mas invista no vosso relacionamento presente. As insatisfações sexuais quando são sentidas podem ser expressas. É importante falar e encontrar soluções no contexto da vossa relação.

Investir num relacionamento só vale a pena quando as pessoas assumem quatro atitudes indispensáveis. Respeitam-se, compreendem, protegem e confia um no outro. Afinal ele pediu perdão e mostrou arrependimento e merece uma nova oportunidade.

A minha dica é para tentar apostar na relação e só desistir se sentir que não há ressonancia.

Um abraço

Amor e desilusão

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 Vi o seu espaço aqui na net e as pessoas a elogiam muito Dra. Por isso lembrei se me poderia responder a este problema.

Dediquei minha vida à minha namorada e ela quando viu que estava mal nem uma chamada fazia em demonstração que me ama. Agora tento ligar e me desliga na cara. Ela descobri que pelo modo como me tratava que essa falta de afeto era falta de amor. Tinha planos queria filhos. Tenho 33 anos Ela25 e ela se não amasse não devia ter arrastado a asa e dar falsa esperança.  Sempre fui fiel comunicativo na relação. 

Ela de repente me desliga telemóvel na cara e só responde por mensagem. Nem diz se namoramos ou se está terminado. Eu nunca a abandonei na vida. Em tudo o que ela sofreu estive sempre do lado dela até largava algum tempo de trabalho pra poder estar a apoiá-la. E agora quando estive mal de saúde ela nem uma chamada me fez mostrando preocupação. A amo muito. Não estou aguentando. Só me penso em suicidar porque não suporto esta dor. Ela fez violência psicológica comigo. É o que penso porque não se anda com alguém tanto tempo e dar falsa esperança.

Ela tem um defeito é fria e sofre quando faz amizades. Ela se chega a gente que a trata mal e quem lhe quer bem ela magoa por isso há pessoas que dizem que  não vale de nada serem amigos dela. Porque ela devia dar valor a quem lhe faz bem. Ela age a vida com Frieza sem admitir que magoa como se tivesse alguma sociopatia.

Gostaria de a ajudar a Mudar mas também preciso de ajuda porque este desgosto vai acabar por me matar. Estou muito magro e só choro todas as noites meus pais nem sabem como lidar.

 

Caro leitor,

Desilusões de amor acontecem, mas a vida continua e não vale desesperar. Pelo comportamento dela parece que ela está zangada consigo, mas só vai saber ao falar com ela. Se entretanto não conseguir um diálogo, o melhor é esquecê-la e refletir sobre a relação para tirar um ensinamento. A questão principal é tentar lidar da melhor maneira possível com essa experiência de vida dolorosa, procurando tirar um aprendizado para escolher uma pessoa mais adequada para si e poder ser mais feliz no futuro. Não se deixe violentar psicologicamente.

Chorar faz parte do luto e da dor, mas nunca pense em acabar com a vida, que é o bem mais precioso que temos. Lembre-se que uma pessoa ativa precisa trabalhar, divertir-se, sair com amigos e não precisa levar adiante o  sofrimento para sempre.

Nada melhor para esquecer um amor do que um novo amor!

Morte do filho

 

 

 

Boa tarde, sou de Portugal.

 

Vivia com o meu filho, só que ele faleceu em março, cada dia que passa mais difícil está de encarar, quando anoitece pioro, fico muito triste, aflita e adormeço muito tarde. Éramos só os dois em casa.

Os meus músculos doem, acho que de tanto nervosismo e de chorar.

 

Estou com aversão a médicos, remédios, hospitais. Leio livros que me indicam, vou á igreja, um bocadinho de meditação.

 

Só que a minha dor é tão atroz que já nem sei o que fazer.

 

Será que pode ajudar-me dando me alguma orientação.

Muito Obrigada

 

Dificuldade em engravidar

 

 

 

 

Boa tarde

 

Não consigo deixar de estar triste, desde Abril de 2011 que tento engravidar e não consigo, já passei por uma fertilização in vitro com resultado negativo, não sei se tenho forças para fazer outro tratamento, sinto que o tempo se esgota. O meu marido já tem um filho, durante todo o ano sou mãe semana sim semana não, mas apenas nas obrigações.

 

Às vezes penso se não será melhor voltar a morar sozinha, ao menos assim acaba-se a esperança, mas acaba-se também o stress, a raiva e a ansiedade que me assola a cada mês e cada vez com mais intensidade. A mãe do meu enteado já tem outro filho, já ficou grávida e sem dificuldade depois de eu começar a tentar e já teve o bebé, os nossos amigos também, sem querer aconteceu e já nasceu o bebé. Assim como aqui no meu trabalho, engravidaram tiveram os bebés já regressaram ao trabalho e eu nada.

Não me apetece trabalhar, não me apetece fazer nada, falar com ninguém, conviver com ninguém, nem sequer festejar o Natal.

 

Amanhã tenho jantar com um casal amigo para conhecer a filhinha de tem 3 meses, escusado será dizer que não quero ir porque me causa sofrimento, mas o meu marido não compreende, nem nunca vai compreender e eu nunca vou quero ir porque me causa sofrimento, mas o meu marido não compreende, nem nunca vai compreender e eu nunca vou conseguir ser feliz. Só me apetecia desaparecer. Adormecer e não acordar mais. Deve ser por isso que tenho tanta dificuldade em adormecer.

 

Estou tão cansada.

Cumprimentos,

M.

 

 

 

Cara M.,

 

Para engravidar vai precisar ter calma. A ansiedade põe tudo a perder.

 

Ao não conseguir engravidar é normal ter uma sensação profunda de perda, ficar stressada, triste ou sem saber o que fazer. Procure não se recriminar por se sentir assim. Encarar e aceitar o que está a passar, ajuda a suportar essas emoções e a pensar mais descontraidamente.

 

Não se culpe. Tente resistir à tentação de ficar zangada consigo. Esse tipo de pensamento negativo só piora as coisas. Quando começar a ter pensamentos sobre o que "devia" ou "podia" ter feito, lembre-se que problemas de fertilidade acontecem, não são culpa sua.

 

Mesmo que você tenha tomado decisões no passado e hoje se arrependa, já passou, não adianta mais ficar remoendo. Tente se concentrar no presente e nas coisas boas que virão quando o problema for finalmente superado.

 

E o mais importante "esqueça", deixe acontecer, vai ver que quanto menos espera, acontecerá. Aproveite o bom da vida!

 

Se entretanto sentir que esse fato está a se tornar um problema recorrente, procure a ajuda de uma psicóloga para que a oriente e a acompanhe nessa fase.

Felicidades

Mariagrazia

 

Diminuir ciúme

 

 

 
Preciso diminuir os ciúmes que sinto das pessoas que gosto. Parece que eu gosto de sofrer, penso sempre que a pessoa está com outra pessoa, sou desconfiado...Como posso melhorar isso? Obrigado