Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Consultório de Psicologia

Espaço de transformações com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações relacionadas com o seu bem-estar. Encontre o equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia.

Consultório de Psicologia

Espaço de transformações com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações relacionadas com o seu bem-estar. Encontre o equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia.

Trauma de infância

 

IMG_2536.JPG

Olá, boa noite. 

Gostaria muito de conseguir uma informação sobre meu caso.

Quando eu tinha acabado de completar 12 anos fui passar minhas férias em outra cidade na casa dos meus tios como de costume. Um dos meus primos tem a mesma idade que a minha, sempre fomos grudados melhores amigos. Quando nessa idade eu fui pra lá ele já tinha uma vida sexual ativa, acho isso negligência dos pais. E eu nem sabia direito o que era, ainda pensava que a mulher ficava grávida se os dois ficassem juntos sem roupa e só. Nessas férias aquela amizade se tornou algo a mais pra mim, comecei a sentir amor de criança por ele.

 

Nisso ele ficou trabalhando minha mente que queria ensinar-me o que aprendeu e eu como uma criança que sempre só obedeceu, obedeci mais uma vez... Ai ele colocou seu pénis dentro de mim e eu sem entender nada, ele ficava mexendo e eu senti arder. Pra mim aquilo que ele estava me ensinando não era legal nem divertido.... Até que um dia ele fez isso de novo e pra minha surpresa na hora que ele penetrou em mim, eu senti uma coisa muito forte e boa, exactamente naquele momento eu entendi, e me senti a maior pecadora do mundo. Tirei ele de perto e não me permiti sentir mais aquilo.

 

Hoje com 22 anos sou casada e pra minha tristeza não sinto absolutamente nada na penetração, queria sentir aquilo de novo porque agora eu posso.. Mas nunca mais... Sinto apenas na estimulação do clítoris mas lá dentro nada... E isso acaba comigo porque ninguém sabe, nem meu marido. Não dá pra falar que não sinto nada... Sempre faço os exames preventivos e sou o tipo classe A que a ginecologista disse, que não tem nada.. está tudo perfeito...

 

Não sei o que fazer, por favor me ajude. É possível um dia sentir prazer? Aguardo muito ansiosa! Um abraço

 

Cara Leitora,

 

Muito provavelmente ficou traumatizada com o que viveu aos 12 anos e a culpa inconsciente de ter sentido um prazer proibido impede-a de sentir atualmente o prazer “permitido”.

 

Para desculpabilizar-se do que lhe aconteceu no passado, o primeiro passo terapêutico é conscientizar-se que o que passou é parte do passado e não precisa carregar essa culpa para sempre e que afinal sentir prazer é normal.

 

Para começar pode começar a “treinar”  com a masturbação, para conhecer melhor o seu próprio corpo, descontrair e a partir daí chegar ao orgasmo.

É também fundamental que possa sentir-se livre de preconceitos.

 

É preciso ter calma e paciencia, a ansiedade trabalha contra. Caso não supere, procure ajuda especializada. Faça uma psicoterapia. A Psicoterapia é espaço privilegiado para o seu crescimento pessoal, desenvolvimento de habilidades e ampliação da consciência de si e do mundo. Trata-se, portanto, de uma importante ferramenta na promoção da sua saúde psicológica e sexual.

 

Um abraço

 

Abuso sexual

 

chagall27.jpg Drª, gostaria de sua ajuda, sofri abuso sexual na minha infância, e quando me tornei adolescente comecei uma vida sexual muito cedo. Sempre busquei refúgio no sexo sem prazer, e quando me quando me apegava, me apegava muito rapidamente.

 

Vivo uma vida de dupla personalidade, na frente das pessoas sou uma pessoa normal, mas quando estou sozinha tenho prazer em me sentir triste e chorar.

Será que tenho algum tipo de transtorno? Desde já agradeço
Amanda

 

Cara Amanda,

As vítimas de violência e abuso sexual sofrem consequências psicológicas tanto imediatas quanto crónicas.

 

As consequências da violência e do abuso sexual na esfera emocional são:

* Choque.

* Negação.

* Medo.

* Confusão.

* Ansiedade.

* Recolhimento.

* Culpa.

* Nervosismo.

* Falta de confiança nas pessoas

* Sintomas de transtorno do stress pós-traumático.

 

O seu comportamento na intimidade pode estar relacionado ao seu passado, quando viveu o prazer associado à tristeza e à dor. Para melhor tratar do seu problema e está indicada uma psicoterapia que vai ajudá-la e proporcionar-lhe um ambiente seguro onde poderá expressar a sua dor e iniciar daí um processo terapêutico de cura do seu trauma do passado.

 

Entretanto não desanime. Essas situações acontecem e o que é preciso é conseguir superar o trauma e recuperar a sua auto-estima.

 

Abuso sexual

tarsila30.jpg

 

Bom meu nome é Ana e estou precisando de ajuda. Há mais ou menos 3 anos sofri abuso sexual. Há mais ou menos 4 meses e eu consegui contar para minha professora através de uma carta.

A carta foi mostrada para o meu pai, mas nada mudou porque ele não acreditou. Sou da igreja católica, então tivemos retiro e um dia antes eu tinha conversado com uma amiga da mãe e ficamos 3 dias lá e no 2 dia eu passei mal porque sabia que tinha que contar. Acontece que ela me pediu permissão e contou para minha mãe, desde então minha vida mudou.

Eu mudei e comecei a me cortar, tive várias tentativas de suicídio, fui para um grupo de apoio e eu estou extremamente cansada. Me trato com psicólogo e psiquiatra mas não está resolvendo. Me sinto fraca por não me defender e suja. Espero que responda e consiga me ajudar ...

 

Cara Ana,

Obviamente todo abuso é uma violência e tem a tendência de causar transtorno e consequências graves para a vítima, dependendo de como a pessoa o interpretou.

A violência sexual abrange um conjunto de atos sexuais dos quais a penetração é apenas um exemplo. Há outras formas de violência sexual: obrigar à prática de sexo oral ou de masturbação; carícias indesejadas nos órgãos sexuais; forçar à exposição, visualização ou participação em filmes de natureza erótica ou pornográfica ou forçar à prática de prostituição.

É possível sentir prazer durante uma interação sexual forçada por uma razão simples: o nosso organismo possui mecanismos biológicos que são ativados, de forma involuntária, perante o toque. O sistema reprodutor, o sistema hormonal e o sistema nervoso (cérebro) são os principais responsáveis por este processo do nosso organismo.

É importante não esquecer que, mesmo que se sinta este suposto"prazer", não significa que tenha gostado do que aconteceu, muito menos faz com que a vítima seja culpada pela violência sexual.

O mais importante é não se culpar pelo que aconteceu, mas aceitar como uma forma de acidente que aconteceu e que é preciso ultrapassar para continuar a viver sem traumas e para que não aumentarem os problemas.

No seu acompanhamento psicológico  e psiquiátrico, fale sobre tudo o que sente e também sobre esses novos comportamento, que são destrutivos e precisam acabar e ser substituídos por comportamentos saudáveis como  dedicar-se ao estudo, ao trabalho e ao crescimento pessoal.

Procure desdramatizar o acontecido, saiba que muitas mulheres sofrem abusos principalmente na infância e adolescência e o importante é viver a experiência como aprendizado para a vida.

Um abraço e Bom Ano!

 

 

 

Identidade sexual

 

 

 

Meu nome é T., tenho 25 anos, moro em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais e tenho passado por uma fase de muitas dúvidas e isolamento. Meu e-mail é um pouco grande, mas espero que possa lê-lo e ao menos me dar alguma sugestão do que devo fazer ou como começar a resolver meus problemas.

Vamos lá. Sempre fui uma criança alegre. Eu adorava dançar, desenhar, jogar videogame, ir para a fazenda dos avós nos domingos com a família, brincar na casa dos coleguinhas de escola, e entrar no meio ou espiar as brincadeiras da minha irmã com as amigas dela.

 

Na escola eu era o contrário, bem reservado, tímido, de pouca conversa, não gostava nem mesmo do recreio, já que nessa hora era 'obrigado' a interagir com outras crianças. Sempre fui um ótimo aluno, apesar de não gostar da escola. Eu me sentia na obrigação de deixar os meus pais orgulhosos de mim, então fazia de tudo para ser um bom filho.

 

Meus pais tem um casamento sólido. São católicos, carinhosos um com outro e estão sempre juntos. Nunca os vi brigar. Na minha família, nos amamos muito mas não somos do tipo de demonstrar esse afeto. Acho que só disse "eu te amo" para os meus pais umas duas ou três vezes, mas foi bem difícil.

 

Por volta dos 7 ou 8 anos, sofri abuso sexual. Um primo mais velho me forçou a fazer sexo oral nele. Nunca falei sobre isso com ninguém, tinha medo de não acreditarem em mim e apanhar por isso. E nunca foi uma coisa que me incomodou também, na verdade me senti culpado e com vergonha por ter de certa forma achado aquilo prazeroso. Isso foi só na época, depois passei muitos anos sem nem mesmo lembrar do ocorrido. Eu não fazia nem ideia de que aquilo tinha sido abuso.

 

Por volta dos 10 anos fui introduzido ao mundo do sexo. Sempre tinha um coleguinha que chamava para assistir um filme pornográfico escondido, ver alguma revista e coisas do tipo. Foi nessa idade que comecei a me sentir desconfortável na frente de outros meninos. Sempre rolavam brincadeiras de comparar o órgão sexual, passar a mão, coisas que acredito aconteçam com todo mundo. O problema é que aquilo me excitava e eu tinha medo que meus colegas percebessem.

 

Na adolescência eu comecei a ganhar peso e isso me fez querer ficar um pouco mais dentro de casa. Nessa época também parei de dançar por dizerem que isso era coisa de gay e até me afastei um pouco de meninos. Ficava o tempo todo na frente da TV. Eu tinha no máximo um ou dois amigos, o resto eram só meninas. Eu me sentia mais a vontade com elas.

 

Meu primeiro amor foi platônico. Gostei de uma menina dos 7 aos meus 14 anos. Brincava dizendo que ia me casar com ela, ficava nervoso ao lado dela, escrevia cartinhas (mas nunca as entregava), até que um belo dia resolvi confessar meu amor. Eu ainda não tinha nem mesmo dado meu primeiro beijo (tinha 14 anos). Simplesmente a chamei num canto e disse, na lata: "Eu te amo". Ela me olhou assustada, ficou sem graça, não sabia o que dizer. E as minhas palavras pareciam estar se repetindo na minha mente. Eu não conseguia acreditar que tinha dito aquilo, queria voltar no tempo e desfazer aquilo tudo. Ela disse: "depois a gente conversa". Nunca conversamos sobre isso, mas aquela ação de dizer que a amava parecia ter-me libertado. Foi como se o sentimento evaporasse no mesmo instante.

 

Eu tinha uma prima muito amiga, que contava tudo para mim, então decidi contar isso para ela. Nós rimos bastante da situação e ficamos mais próximos. Começamos a sair juntos e nos ver bastante, até que um dia fiz uma aposta valendo um beijo. Eu ganhei a aposta e assim dei o meu primeiro beijo. Foi tardio, eu já tinha 15 anos. Pra ela não era a minha primeira vez, eu já tinha contado várias histórias falsas antes para não pegar mal pro meu lado.

 

Começamos a ficar constantemente. Isso durou uns 5 meses, até que ela "me colocou na parede" e praticamente me pediu em namoro. Eu não a amava, nem estava apaixonado, mas curtia ficar com ela. Era um mundo novo para mim e eu estava divertindo-me muito, então aceitei. Namoramos escondidos por alguns meses até que resolvi contar para a minha mãe. Ela não aceitou, ninguém na minha casa achava sensato namorar uma prima. Meus pais pareciam se esquecer que eu tinha apenas 15 anos e já falavam em pecado, casamento e filhos deformados. Aquilo para mim era um absurdo. Bati o pé e continuei com ela. Foi um relacionamento difícil, minha mãe quase não falava comigo, minha namorada parecia não gostar de ninguém daqui de casa, era uma guerra. Terminamos por um tempo, depois voltamos de novo às escondidas. Fomos descobertos pela irmã dela que contou tudo para a minha mãe. Tive que passar por todas as brigas de novo, mas ficamos juntos.

 

Nosso namoro era inocente, posso dizer assim. Nunca chegamos a transar. Eu gostava de provocá-la bastante e quando chegava no auge eu maneirava para evitar dar o próximo passo. Não me sentia bem com o meu corpo, tinha vergonha até de ficar sem camisa perto dela. Nessa época eu estava bem apaixonado, mas dentro de casa o clima estava muito pesado. Ela sempre brigava comigo por ciúmes, dizia que eu não dava atenção a ela e coisas do tipo. Decidi colocar um fim na relação, não estava aguentando mais.

 

Demorei cerca de um ano para esquecê-la e sofri muito com isso, mas não voltei atrás em minha decisão. Na escola estava em ano de vestibular. Eu não fazia a menor ideia de que profissão escolher. Meus pais nunca opinaram em nada, sempre diziam que me apoiariam em qualquer decisão. Fui pela escolha óbvia: arquitetura. Eu gostava de matemática, era bom com desenhos, a profissão dava dinheiro, tudo daria certo - eu pensava. Meus pais torceram um pouco o nariz porque a faculdade ficava em um cidade grande e longe daqui, mas apoiaram. No fundo eu queria que eles não tivessem o feito, queria mesmo era a opinião deles, não queria ir pra longe, não tinha certeza se era esse curso mesmo que queria. Fiz a inscrição, mas nem me importei em estudar. A prova estava difícil e não passei. Faltaram 2 pontos. Eu sabia que se estudasse eu passaria, então me senti aliviado de não ter estudado.

 

Assim foram seguindo-se os anos. Eu trabalhava no estabelecimento dos meus pais, engordei mais uns 15 kg nessa fase. A maioria dos meus colegas já estavam estudando e eu continuei atirando para todos os lados nas universidades federais. Tentei arquitetura mais uma vez, administração, fiz o ENEM e por fim passei em nutrição. Dessa vez fiquei feliz por finalmente dar um passo a frente e começar um novo caminho. Não teria mais que sentir vergonha por dizer que não estava estudando. "Mas espera, nutrição?" -pensei comigo. Porque escolhi nutrição mesmo? Ah sim, porque assim aprenderia sobre os alimentos, melhoraria minha alimentação e conseguiria emagrecer. Me bateu aquela incerteza gigantesca de novo. Será que não estava escolhendo errado? Eu não posso entrar num curso pra emagrecer, pra isso eu preciso procurar um nutricionista, estava tudo errado. Sem falar que o medo de ter que morar sozinho e enfrentar tudo longe da família me pegou de novo. Cancelei a matrícula e voltei de cabeça baixa para casa.

 

Todos me chamaram de louco. Desistir de um curso em uma universidade federal? "Ah não, só você mesmo, vai ser burro assim lá adiante. Deus abre as portas e da oportunidade só para quem não merece". Era isso que escutava todas as vezes que contava a história. Eu estava desanimado, larguei o emprego e passava os dias na frente do computador. Sempre fui muito bom nessa área. O 'técnico' da família, sabe? Já tive sites, participei de fóruns como coordenador e tudo mais. Fiz um curso de webdesigner, mas foi decepcionante. Eu sabia mais que o professor, não me ajudou quase em nada.

 

Meus pais estavam incomodados com a minha situação. Minha mãe insistia para eu fazer concursos da Caixa, do Banco do Brasil, da prefeitura e eu apenas ignorava ou dava desculpas. Meu pai arrumou outro emprego para mim, em uma loja de materiais de construção. Minha função seria de atender no balcão e assim comecei. Eu era péssimo, não tinha o menor talento para a coisa e nem fui treinado para isso. Ficava correndo de um lado para o outro tentando saber o que eram os produtos, onde estavam e quais eram os preços. Eu não podia largar o emprego então sugeri que o meu patrão me mudasse de cargo. Ele me colocou no caixa e assim fiquei por 7 meses. Foi um período em que me abri mais para as pessoas, me tornei um pouco mais sociável. Mesmo assim, a insatisfação e sensação de estar no caminho errado me dominou. Eu só estava ali para agradar os meus pais. Pedi demissão e voltei a trabalhar nos negócios da família, afinal, não queria ficar sem dinheiro.

 

Eu nunca fui de baladas, curtição, bebidas ou outras drogas, sempre fui preso dentro de casa e assim continuei. Era do trabalho pra casa, da casa pro trabalho. Meu pai sofreu um enfarto e isso uniu mais a família. Tentei assumir a posição dele no trabalho para ajudá-lo um pouco mais e aliviá-lo de tanto stresse, já que isso estava afetando a saúde dele, mas fui "chutado". Ele não é do tipo que confia nas pessoas para fazer nada, tem que revisar tudo o que já está feito e criticar qualquer erro. Não fazia sentido eu ficar ali fazendo o trabalho dele para ele ir lá e refazer tudo. Deixei isso de lado e fui fazer outro serviço ali dentro.

 

Com o tempo vieram mais cobranças dos meus pais. Eles diziam que eu precisava voltar para a Igreja (que deixei de frequentar na época do término do namoro), que eu precisava tomar um rumo na vida, sair um pouco de casa, ter ambições. Minha mãe vive me comparando com meus ex-colegas dizendo que estou jogando minha vida no lixo. Saí do emprego e voltei a ficar só dentro de casa novamente.

 

Nessa época também comecei a lutar com o meu peso. Fechei a boca e perdi 23kg (ainda quero perder mais 17, mas um dia chego lá). Meu corpo está longe de ser como eu desejo, mas pelo menos já não me sinto como uma aberração que atrai olhares por onde passa. No meu antigo emprego até sofri preconceito por partes de clientes que me chamavam de gordinho, gordo, fortinho. Enfim, emagrecer um pouco me fez mais feliz.

 

Meu lazer se resumia em ir na casa da avó nos feriados e na casa das minhas primas no domingo. Dentro desse contexto conheci algumas amigas delas, por quem me senti atraído mas nunca tentei nada para não "estragar" a amizade de ninguém. Então estou sozinho há exatos 8 anos. Fiquei com uma menina aqui outra ali, mas nada muito sério e sempre as escondidas. Não fico com ninguém que esteja dentro do meu círculo social ou que conheça alguém da minha família. Me sinto melhor assim, porque não quero prender-me a ninguém e é mais fácil não se envolver tanto se você não vê tanto a pessoa. Fica só uma vez e pronto. Tenho feito muitos amigos pela internet e muitos deles são gays. Isso tem-me feito refletir sobre mim, sobre o fato de durante a vida toda também ter achado muitos homens bonitos e ter fantasias com eles. Nunca fiquei com homem nenhum, mas essa atração sempre existiu (escondida, claro).

 

 Nos últimos meses tenho conhecidos uns caras pela internet e me declarado como bissexual. Às vezes rolam umas conversas mais quentes e depois bate um certo arrependimento e sensação de estar fazendo uma coisa errada ou cometendo um pecado.

 A questão que tem-me incomodado muito é a seguinte. Será que o fato de não ter- me permitido sair mais, conhecer pessoas e ter tido experiências retardou a descoberta dessa atração também por homens? Ou será que aquele abuso sexual que por tantos anos nunca me incomodou despertou em mim essa atração por homens? Será que nunca vou seguir em frente e amadurecer de vez? Já tenho 25 anos, ainda sou virgem, não saio de casa, não tenho um emprego, não sei se além de mulheres também gosto de homens... Estou enlouquecendo. Preciso de ajuda:(

 

Caro T.,

 

Acho que está na idade de começar a viver a sua vida. Sair de casa, procurar um emprego e renovar seus projetos a despeito dos “traumas” do passado. Quanto à sua identidade sexual, é ir percebendo aos poucos e sentindo por onde está a ser dirigida a sua libido. Se não conseguir ultrapassar sozinho seus traumas, as suas dúvidas e inseguranças procure a ajuda de um psicólogo. O importante é estar motivado para tomar uma atitude de mudança e seguir em frente em direção ao crescimento saudável.

 

Confie em si e força total!

 

Trauma de infância

 

 

 

 

 

 

Olá... Vou definir oque acontece em meu casamento, meu marido tem um trauma de infância, pois viu sua mãe traindo seu pai em sua própria casa aos 13 anos, e não foi uma vez só e com isso ele acredita que todas mulheres são assim.

 

Já nos separamos uma vez por esta mesma situação, ele me ofende muito e eu não devo, oque devo fazer, temos dois filhos e nosso casamento irá acabar novamente por isso!!!

 

 

Cara leitora,

 

Quando o seu marido a ofende está a usar uma comunicação agressiva que só prejudica a relação e não constrói nada.

Se ele tem um trauma de infância, provavelmente não tem intensão de a ofender mas reage ao trauma dessa forma por incompetência em perceber a sua dificuldade.

 

Procure chamar-lhe a atenção em relação a esta situação.

 

Sempre que se sentir ofendida, fale com ele sobre o seu descontentamento com esse tipo de atitude e que gostaria que ele a valorizasse pelo que é e não pelos traumas do passado.

Diga ao seu marido que não gosta desse tipo de linguagem e que preferia que ele mostrasse o seu desagrado sem humilhações.

 

Com paciência, dedicação vai conseguir melhorar o seu casamento e se existe amor não vai ser o caso de acabar.

Comportamento erotizado

Boa Tarde!

 

 

Minha filha de 5 anos e 8 meses nos contou q a antiga babá (q cuidou dela quando ela tinha 4 anos) vía filmes pornô na frente dela.

 

Começamos a desconfiar do comportamento dela ainda enquanto a babá trabalhava pra nossa família e morava connosco.

 

A menina tinha comportamento erotizado e ficava olhando com expectativa demais para cenas de casal na TV. Nunca reprimimos na intenção de saber o que estava acontecendo e uma vez, após vê-la insistir em se tocar apesar de eu explicar que não pode brincar com a vagina, dei um tapa.

 

No feriado q acabou de passar ela ficou gemendo (imitando sons de orgasmo) e fazendo a movimentação característica. Quando eu perguntei o q ela estava fazendo ela disse q estava imitando uma mulher apaixonada. Daí eu e meu marido juntamos isso a muitos outros comentários q nossa menina fazia, coisas do tipo: “o homem fez xixi na boca da mulher”, e ela com frequência se tocava, ficava se esfregando no travesseiro... ele conversou mais com ela e depois de fazer algumas perguntas, ela contou que a babá assistia filmes de tarde...

 

 Em geral conversamos com nossa menina sobre tudo e respeitamos os interesses dela. Ela tinha amigos imaginários antes de essa babá ter trabalhado lá. Inclusive despedimos a babá por conta desse comportamento erotizado da menina.

 

Escrevi esse e-mail, pois estou desnorteada sem saber como tratar desse assunto. Devo procurar um psicólogo imediatamente? Minha filhinha terá problemas sexuais ou será promíscua por conta dessa vivência? Tem “cura”? será que ela recupera (se é que perdeu) a inocência? Posso denunciar a babá? Se sim, que tipo de provas devo apresentar?

 

Hoje ela é cuidada por uma moça que foi babá do pai dela e moramos bem pertinho da avó paterna que é muito presente e atenciosa. É uma menina alegre e “metida”! Muito inteligente e determinada.

 

 

 

 

Vida complicada e violenta

 

 

 

 

Tenho outra situação para contar que está relacionada comigo mesma.

 

Eu nunca tive pais que me dessem grande apoio e atenção não quero estar a parecer ingrata mas e verdade, no que toca a minha mãe posso dizer que é uma grande mulher e tenho orgulho nela pois é uma mulher batalhadora e muito trabalhadora nunca teve medo do trabalho, mas também errou em algumas coisas comigo, mas errar é normal ninguém é perfeito, mas tudo o que eu vou contar a seguir afecta-me ainda hoje pois não consigo esquecer...

 

O que vou contar eu nunca contei a ninguém nem aos meus amigos nem a nenhum psicólogo ou psiquiatra a que já fui, pois nunca tive coragem, mas agora eu não aguento mais pois este sentimento sufoca-me!  

 

O meu pai é um bêbado desde sempre, nunca foi um homem trabalhador para resumir nunca foi um homem de família, sempre foi a minha mãe que trabalhou ele fez dividas e a minha mãe é que pagou. Quando chegava à casa bêbado era violento e minha mãe e eu tínhamos que nos trancar no quarto até a bebedeira dele passar e a coisa é que ele nunca admitiu os erros. Ainda hoje diz que não era bêbado, ele agora está melhor mas de vez em quando ainda se embebeda...

Eu era uma criança e assistia a tudo.

 

Eles tinham que viver em casa dos meus avós porque não tinham dinheiro, se bem que naquela época se o meu pai trabalhasse como a minha mãe teriam feito uma vida boa sem nenhuma dificuldade com casa carro...

 

Para ajudar a família da minha mãe não presta, a excepto os meus avós agora já velhotes, isto é assim: os meus pais e os meus tios viviam todos juntos na mesma casa e os meus tios são uns grandes invejosos que só estão felizes com o mal dos outros principalmente com o nosso mal, em vez de darem apoio sempre se riram e gostavam quando havia problemas. Sempre me odiaram por eu ter boas notas e me chamavam esquelética por ser magra e não era assim tão magra, agora sei que tinham inveja. Mas isto era toda a família da minha mãe, não apenas os meus tios até houve uma fase que a minha avó e a minha mãe se deixaram levar por eles e se juntavam as duas para falar mal de mim a minha mãe até dizia que se soubesse nunca me tinha arranjado, mas é isso que eu agora vou falar do meu problema isto é só para entender o meu ambiente familiar que é horrível ainda hoje.  

 

Eu: A minha mãe já grávida de mim passou por situações complicadas como o meu pai deixou-a e como sempre a família nunca a apoiou. Ele chegou a dizer que eu não era filha dele ainda eu não era nascida, e uma coisa que me revolta é que a minha mãe sempre foi daquelas raparigas tipo freira que nunca namorou só namorou o meu pai e casou-se virgem com 22 anos. Sempre foi uma mulher integra nesse aspecto ainda hoje ainda não se divorciou dele e nunca o traiu. Eu tenho muito orgulho dela apesar de tudo, e o meu pai fez uma aposta com ela antes de se casar que tinha relações sexuais com ela e depois largava-a e a minha mãe era virgem e ingénua uma rapariga simples mas isto antes de se casar.

 

Já casada como estava a dizer engravidou e durante a gravidez deixou-a várias vezes e disse que eu não era filha dele e o meu pai até chegou a rasgar a cama com uma faca... Portanto eu já na barriga sentia isto.

 

Eu desde que me lembro da minha existência sempre houve discussões enormes e eu claro sempre assisti a tudo.

Andava sempre doente até cheguei a ter sintomas de meningite a minha sorte foi eu ter uma grande pediatra que sempre me ajudou que recentemente morreu de cancro uma tragédia que me abalou.

 

Voltando a mim, eu sou inteligente sempre fui muito inteligente mas no sétimo ano meti-me com más companhias por causa dos problemas que tinha em casa e reprovei. Uma coisa que não esqueço até hoje porque isso nunca devia ter acontecido. Eu reprovei porque não estudei, não queria saber da  escola não por ser burra porque não sou!

E a minha tia começou a espalhar a toda a freguesia que era burra. Está a imaginar a minha revolta?

 

Bem eu ultrapassei isso e hoje estou a estudar Direito e vou acabar o curso este ano e tenho das melhores notas do meu ano. Ela também me odeia por isso. Essa minha tia é tão má que houve uma vez, eu ainda criança, que estava a chover bastante e eles moravam na parte de cima, tinham um terraço e estavam a varrer e a água a cair toda na janela da nossa cozinha e a molhar tudo e a minha mãe só porque disse para não fazer isso berrou um pouco o meu tio espancou-a, sim bateu-lhe a minha frente e nem comigo a berrar ele parou eu odeio!

 

A minha mãe nem fez queixa à polícia, não sei como que ela não fez...

Ainda hoje esse homem diz que é mentira e fala mal da minha mãe. Eu não aguento tanta injustiça! Isto é demais para mim! Existe muita mais coisa para contar, mas não dá para contar tudo porque é muita coisa...   Só vou resumir ao seguinte: eu toda a vida sofri violência psicológica e física. Sim a minha mãe batia-me demais para uma criança só porque eu me sujava ou espalhava os brinquedos ou subia nas árvores afinal são coisas saudáveis normais para uma criança, mas para a minha mãe não ela deu-me muita surra e ainda assim eu gosto dela. Sofri muita violência psicológica da parte do meu pai, muita pressão e da parte da família da minha mãe sempre a deitar a baixo e que eu nunca ía ser ninguém na vida e eu tinha mais capacidades do que eles todos juntos. Eles é que sao os culpados de eu ter tido uma vida miserável... Na escola para ajudar sofri de bullying...     O que eu estou a tentar dizer é que eu sou mais do que aparento ser, só que tive uma vida complicada...

 

E eu não admito a ninguém hoje que me humilhe ou me ofenda, não suporto isso! E a causa é o meu passado. Eu não esqueço o meu passado por mais que eu tente não dá...

 

Eu tenho muitos defeitos, também muitas das coisas em que errei também fui eu, mas é que eu sei disso e admito os meus erros sempre admiti, mas estas pessoas estão sempre a acusar-me de coisas em que eles é que foram os culpados! E eu não aceito isso...   Eu sou uma pessoa muito nervosa e ansiosa. Os meus pais até dizem que sou maluca...   O que e que se passa comigo? Será que o problema sou mesmo eu? Tenho que mudar? Mas as pessoas não sabem nada sobre mim!

As pessoas conhecem-me como uma rapariga bem-educada, calminha, simpática, às vezes exaltadas quando me ofendem sem terem razão...

 

Eu procuro sempre ter uma personalidade forte e com valores eu acho isso muito importante uma vez que eu não suporto gente falsa e violenta... Eu nunca descarrego em ninguém só quero ajudar as pessoas com o meu curso. Mas agora quem precisa de ajuda sou eu depois de todos estes anos já que a minha família não presta...

E eu sofro muito mas mesmo muito com isso porque eu sempre quis ter uma família fortemente unida que me ajudassem e que os problemas de fora não são difíceis de enfrentar quando dentro de casa se tem apoio, mas quando não se tem e muito complicado.

Eu sinto-me fraca e sozinha e deprimida com a vida tenho 21 anos.

Mas apesar de tudo eu tenho uma enorme vontade de viver e de ser feliz e constituir família, só não esqueço o passado e não lido bem com pessoas invejosas e tenho medo que pensem mal de mim...

Mas eu costumava ser forte e não ligava para o que os outros diziam isto foi recente, sentir-me assim.  

 

Estou perdida não sei o que fazer com esta situação.   

Espero que me de a sua opinião.

 

Muito obrigada

Cumprimentos, A.

 

 

 

Pai preso

 

 

 

 

Estamos passando por uma situação não muito agradável.

O seguinte, tenho duas filhas, uma de treze anos e outra de três.

Só que  minhas filhas presenciaram o pai  sendo preso.

Daí a de três anos não toca no assunto, e nem pergunta pelo pai, mesmo sendo que ambos eram muitos apegados.

 

Um dia achei estranho quando a de três anos foi perguntar pelo pai e depois mudou de assunto, 

Daí ela falou assim: Mãe cadê meu pai? Só que na mesma hora em que perguntou, ela tentou corrigir e disse : não a Helinha é que perguntou.

Helinha é a sua irmã.

 

Achei estranho, porque ela tentou consertar? E  não pergunta pelo pai? O que eu faço?

Desde já muito obrigada!

M.

 

 

 

Irmão de pais separados

 

 

 

Boa tarde Dr.ª!!

Permita-me antes de mais, expressar o meu profundo respeito pela sua área de trabalho. Sou casado e pai de três filhos, sendo que o segundo não é da minha esposa. Na verdade, a diferença entre o primeiro e o segundo é de apenas 3 meses, estando, ambos com 5 anos e o mais novo com 1 nove meses.

 

A mãe do meu segundo filho é uma pessoa que foi minha namorada durante 7 anos (somos amigos apesar da separação), dos quais, a partir do quarto ano, iniciei uma outra relação com a minha esposa. Foram, na verdade, cerca de 2.5 anos de vida dupla que resultou no nascimento dos dois primeiros rapazes.

 

Após o meu casamento, tivemos de mudar de cidade por razões profissionais e em concertação com a minha esposa, pedi a mãe do meu segundo filho para que ele fosse viver connosco, mesmo porque ela é uma pessoa que viaja muito e parte do seu tempo é passado no campo, em virtude de ser formada em engenharia florestal e como tal, estar mais tempo longe das cidades.

 

Ela concordou que o miúdo vivesse connosco, tendo pedido apenas para visitar o filho sempre que o trabalho permitir, o k implica viagem de uma cidade para outra, percorrendo uma distância de mais de 500 km.

 

Passados um ano nesse regime, a minha esposa diz que não se sente confortável com a presença mensal da mãe da criança na cidade onde vivemos e acha que ela deve esperar apenas o período de férias para ver o miúdo que, entretanto, deverá ir ao encontro da mãe. Não concordo e isso está a criar um mau estar no nosso relacionamento pois, eu disse-lhe que jamais impediria a mãe de ver o miúdo, lembrando-lhe que essa condição foi por nós aceite como forma de termos o pequeno junto dos irmãos.

 

A última viagem que ela veio ver o filho, ligou-me e perguntou se havia algum inconveniente em vir com o namorado, ao que prontamente respondi que não, tendo, inclusivamente, oferecido, ao casal, hospedagem na casa de hóspedes que o meu serviço têm, facto que gerou um clima tenso entre eu e a minha esposa pois ela não concordou, tendo dito inclusivamente, que por ela, a mãe da criança não mais deveria vir, mas que era um assunto que já não lhe dizia respeito. Mudou de postura, certamente, porque ainda existe um bom relacionamento entre nós, tudo em prol do bem-estar do nosso filho.

 

Esse posicionamento da minha esposa tem sustentação no facto de ela achar que sempre que a mãe do miúdo vem, ele depois fica triste nos dois dias que seguem a sua partida, questionando porque é que a mãe tem que trabalhar longe e como tal, ele não poder viver com ela.

 

A minha esposa acha que o miúdo está a desenvolver algum tipo de trauma, pois, por duas vezes já o surpreendeu a chorar e quando ela questionou o que se passava, ele respondeu que queria a mãe. Na verdade, ma das vezes que ele acordou assustado e a chorar, eu mesmo fui ao quarto deles e questionei o que se passava, o que me disse que estava com saudades da mãe, e questionou-me porque é que eu não caso com a mãe dele para ele poder viver como os irmãos, com pai e mãe!!

Não fui capaz de lhe dar uma resposta naquele momento, tendo-lhe dito apenas que os homens devem casar apenas com uma mulher de cada vez. Não estava a espera daquela pergunta.

1.      Será mesmo que o miúdo está a desenvolver algum tipo de trauma?

2.      Noto que a minha esposa mudou de opinião quanto ao facto de o miúdo viver connosco, mas nunca me disse provavelmente por ter receio da minha reacção, que certamente, não será no sentido de nos afastarmos dele. Tal é assim, porque, mesmo que ele deixe de viver connosco, a solução será ele ficar com uma tia que vive na cidade por impossibilidade de a mãe estar com ele em função do seu trabalho. Entre ele ficar com a tia e connosco, logicamente que me parece mais assertivo ele crescer junto com os dois irmãos.

3.      O que me aconselha Dr.ª? Sei que essa situação pode por em causa o nosso casamento, mas acho que não devo abrir mão de viver e acompanhar de perto o crescimento dos meus filhos apenas porque a minha esposa não se sente confortável com a presença da mãe do meu filho, que, em suma, é ad eterno, pois, temos um filho e necessariamente, teremos que viver essa realidade.

Ajude-me a encaminhar este assunto sem pôr em causa o meu casamento, e muito menos a permanência do miúdo connosco. Eu apenas abrirei mão desse convívio entre os irmãos, quando a mãe estiver em condições de viver ela com o miúdo, pois, tenho consciência de que, em princípio, filhos estão sempre melhor com as mães, mas antes, não me parece, salvo se de facto, houver alguma possibilidade de o miúdo estar a desenvolver o aludido trauma, o que não me parece, pois, aqueles episódios não são frequentes e ele gosta de viver connosco, isto é, com o pai, a mãe (como ele chama a minha esposa) e os irmãos.

À minha esposa reconheço todo esforço que ela certamente faz para gerir o nosso casamento, sem afetar a educação dos miúdos, mas, confesso que me decepcionou ao mudar de uma hora para outra de comportamento, alegadamente porque a mãe do miúdo engendrou tudo isso para estar sempre perto de mim. Acho absurdo, tal é que a mesma já está numa outra relação a mais de 8 meses.

 

Tal mudança de comportamento é notório porque antes era ela que nas visitas da mãe da criança, levava o miúdo à mãe, falavam sobre a escola dele, e outras questões, mas agora, nem telefone atende e quando ela vem ver o miúdo, não há espaço parasse encontrarem, eu é que devo ir deixar o miúdo para ver a mãe. Que fazer, é meu filho, faço com imenso prazer.

Com este andar, receio que a mãe do miúdo perceba este clima e me pressione para levar o miúdo para com a avo deixar, o que eu não quero que aconteça. O que faço Dr.ª?

 

 

 

Quase violada

 

Olá, o meu nome é A., e aos 15 anos quase foi violada. Hoje tento a todo o custo esquecer, ou pelo menos minimizar na minha cabeça o que aconteceu e simplesmente não consigo. Atualmente estou com quase 19 anos, e infelizmente não consegui relacionar-me com alguém senão há bem pouquíssimo tempo. Para além disso depois de tudo isso ter acontecido conheci um rapaz por quem me apaixonei. Isto tudo paira na minha cabeça como se tivesse acontecido hoje. Eu já estou com o meu namorado há 3 meses, e eu quando estou com ele, dá-me vontade de ter relações sexuais com ele, mas no mesmo momento morro de medo que me toque, que tente fazer o mesmo que o "outro" me fez.

 

Na minha cabeça os rapazes, são todos iguais, e eu sujeito-me a sofrer e fazer sofrer meu namorado por causa disso. Sempre que estamos mais juntos eu fujo e em vez de o ver a ele, vejo o homem que tentou violar-me.

Eu amo muito o meu namorado, mas só que não sei o que fazer para esquecer o passado e seguir com o meu presente. Eu preciso que a Sra. me dê uma luz, porque custa-me imenso amar ele, estar com ele, sentir vontade de ter relações com ele e ter este medo que me domina. O que devo fazer? 

 


Obrigada e aguardo resposta