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Consultório de Psicologia

Espaço de transformações com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações relacionadas com o seu bem-estar. Encontre o equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia.

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Dar um tempo

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 Boa noite,

O meu namorado pediu-me um tempo porque queria ver o que estava a fazer da vida e eu perguntei-lhe se o sentimento dele por mim tinha mudado e ele disse que mudou e diz que esta confuso.

O que faço?

 

Cara leitora,

Ouvir seu namorado dizer que precisa dar um tempo no relacionamento pode ser confuso. É provável que se questione sobre a relação, juntamente com as dúvidas sentidas sobre como lidar com esse pedido.

 

Precisa saber o que se passa com ele e qual a verdadeira questão. Vale uma discussão honesta sobre o assunto.

 

Chamá-lo para conversar abre dois cenários. É possível que simplesmente contorne a questão e não queira discutir sinceramente sobre o problema. Essa ausência de comunicação pode mostrar a deficiência da vossa relação.

Há também a possibilidade de que abra o seu coração. Nesse caso, irá dizer as razões pelas quais decidiu pedir um tempo de separação e poderá avaliar melhor qual é a sua posição.

 

Após essa conversa poderá decidir se vale a pena, se está disposta a esperar e também durante quanto tempo. Lembre-se que essa fase pode ser difícil, mas definir algumas questões entre ambos pode ser um grande passo.

Entretanto confie em si e decida ouvindo sempre o seu coração.

 

Um abraço

Vida falhada

 

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Dra.,

estou a viver uma repetição cruel na minha vida. Dou-me mal em todos os trabalhos, sinto-me odiado e posto de parte pelos colegas, o patrão enche a minha cabeça pelo mais pequeno erro que eu cometa, não sinto vontade de ir trabalhar e acabo por mudar de trabalho - isto já é repetitivo há já anos.

 

A minha vida não flui, já não suporto lidar com pessoas, por vezes só tenho vontade de desaparecer para uma ilha deserta. Sinto uma mistura de angústia, pânico, tristeza profunda, solidão, fraqueza física e emocional, sinto que sou um falhado...como me livro deste sofrimento??

Obrigado desde já Dra.

 

Caro P.,

A imagem que tem de si é muito negativa. É preciso quebrar o ciclo. Comece por algum lado, por exemplo sinta-se privilegiado por ser quem é, fique calmo diante de situações desgastantes e maçadoras, procure estar bem com o trabalho e em vez de pensar em mudar sempre que algo corra mal, pense em fazer pequenas mudanças em si, principalmente na sua maneira de encarar a vida.

 

Para descontrair do trabalho faça algum tipo de exercício físico, como por exemplo andar à pé 30 minutos por dia ou fazer algum exercício relaxador, o que irá logo reflectir-se num benefício na sua mente.

 

Não pense que a sua vida não flui, pois aí já se coloca na posição para não deixá-la fluir, mas pelo contrário sinta-se o condutor do seu destino e vai sentir mudar tudo à sua volta.

 

Se puder fazer ao mesmo tempo uma terapia, será mais uma ajuda para aliviar o seu sofrimento.

 

Mundo imaginário

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Boa tarde! Bem, queria entender por que tenho dificuldades em viver no mundo Real já faz um tempo que vivo no mundo na qual minha mente criou isso começou quando tinha uns 19 anos e meu pai brigava comigo pelo fato de não conseguir um emprego atualmente já percebo que não gosto de sair com amigos de conversar com os familiares eu não consigo me concentrar em realizar uma tarefa completo do real , logo minha mente já volta para os pensamentos do mundo imaginário.
Então gostaria que me ajudasse, não sei por onde começar a trabalhar a minha mente. 

 

Caro leitor,

viver num mundo imaginário é muito perigoso. Viver num mundo imaginário é uma fuga que acontece quando o mundo real é muito frustrante.

 

Um mundo imaginário pode ser muito bom para fugirmos de algumas coisas que nos fazem mal mas, devemos nos lembrar que se fugirmos constantemente para lá, os problemas reais só aumentarão e corre o perigo de esquecer de viver.

Procure ajuda de uma psicóloga o quanto antes para se compreender e para conseguir sair desse impasse que está a prejudicar a sua vida real.

 

Um abraço

 

 

Medo de morrer

 

 

Boa tarde Dr.ª Mariagrazia,

 

Tenho 37 anos, sou casado e 2 filhas de 5 anos. Não sei porque, mas tenho tanto medo de morrer e deixar minha família, medo de morrer e se esquecerem de mim. Amo muito minha família. Tenho medo da morte, fico pensando como vou morrer, se dói, se existe algo do outro lado. Tenho medo de envelhecer. Enfim, minha cabeça está muito confusa.

 

Você me ajuda por favor. Obrigado.

 

Seguir seus sonhos

 

Maria, boa tarde.

 

Tenho 27 anos,  e a minha maior questão é: por que/para que é preciso viver?

Tenho estabilidade financeira, ganho bem, mas sinto que me falta algo para viver... que é a vontade de ter a vida, de senti-la...

 

Vejo em todos os lugares as pessoas dizendo: siga os seus sonhos e serás feliz, mas eu te pergunto E EU QUE NÃO TENHO SONHOS?

 

Razão para viver


Boa tarde,

Não sei se geralmente responde a este tipo de questões mas de qualquer forma resolvi tentar.

Tenho 28 anos, sinto que não tenho qualquer razão para viver, já ando assim há algum tempo, sem sentir satisfação com nada, sem vontade de sair de casa de estar com os amigos, muitas das vezes sem vontade sequer de falar, estive medicado há pouco tempo e sinceramente não senti grande diferença. Sinto que só faço as coisas fáceis que não me dão trabalho ou que exigem um pouco de esforço da minha parte, a maior parte das vezes faço tudo e dou milhares de voltas só para não fazer o que necessito mesmo de fazer. 
Fico fechado em casa a pular de uma actividade sem interesse para a outra, pareço perpetuar os meus vícios e pareço não conseguir sair deste ciclo. Não tenho vontade de estar com os meus amigos, sinto que não tenho nada de interesse para dizer e tenho receio de falar sobre aquilo pelo que estou a passar, sinto que ando assim há alguns anos,  aos altos e baixos, mas neste momento sinto-me mesmo no fundo de um poço e não sei o que posso fazer para me ajudar.
Não consigo ter um interesse constante pelas coisas, interesso-me tão facilmente como me desinteresso, pareço não conseguir levar nada a cabo, sinto que pioro de dia para dia e já não sei mais o que posso fazer. Não tenho motivação nem qualquer objectivo na minha vida neste momento, nem sei ao certo se quero sair desta situação, pareço não ter força para viver a vida, parece que me falta algo e não consigo perceber o quê.

Agradecia se me pudesse ajudar, seja de que forma for, de qualquer forma compreendo senão obtiver resposta.

Atenciosamente,

N.

 

 

Voltar à vida

Marc Chagall

Boa dia Dr. Mariagrazia,

Sou estudante em Engenharia, digo sou estudante mas nem ao menos sei se ainda posso me considerar como tal pois a cerca de um ano e meio  não consigo fazer nada de minha vida.
Lembro-me de que desde bem criança me levantava sozinho, me arrumava e me punha a caminho da escola sem sequer acordar minha mãe. Foram bons tempos. Hoje não consigo me levantar da cama no horário (na verdade passo praticamente todas as noites em claro e durmo depois cerca de 11 a 12h até que não aguente mais ficar na cama) e não consigo fazer nada que seja minimamente desagradável. Por exemplo, se tiver que viajar e para isso precisar acessar um site que contém a informação dos horários isso será para mim motivo até de não querer mais viajar (ou deixarei para fazê-lo no último prazo possível).

Alguém poderia dizer que estou em depressão. Eu diria que não. Simplesmente não consigo fazer nada que me desagrade minimamente. Se há uma festa para ir, eu prontamente iria. Se tenho que viajar para encontrar minha namorada, eu vou feliz e com boa vontade. Se estou há um jogo que gosto, não tenho problemas em começar.
Vejo muitos de meus colegas se formando e conseguindo bons empregos enquanto deixo todas as oportunidades que me são oferecidas passarem por obra dessa atitude que não sei como definir.

A questão que fica é: se estou fazendo de minha própria vontade, por que me sinto tão incomodado?
E outra questão ainda mais fundamental: como posso obter ajuda? Acaso existe alguém que tenha enfrentado similar distúrbio?

Por favor responda esse e-mail desesperado. Estará ajudando alguém a voltar a vida!
E.

 

 

 

Sair com amigos

Paula Rego

 

Cara Mariagrazia,

 

Eu tenho algumas dúvidas e incertezas em relação ao meu namoro: eu tenho namorado e amo-o de paixão, e de uma maneira geral sou muito liberal em relação a tudo... acho que cada um deve ter o seu espaço, os seus amigos, a sua vida, etc., independentemente de ter alguém ou não… porém, também acho que quando se tem namorado/a deve-se saber balancear bem o tempo entre um e outros... o problema é que acho que ele não sabe balancear bem o tempo... está comigo cerca de uma hora dia sim, dia não, e todas as noites (não há uma que falhe! seja fim-de-semana ou dia de semana) vai sair com amigos, ver filmes e jogar para casa de amigos, para o café, para aqui, para ali…. Não tenho nada contra que ele saia, até acho bem, tenho é problema em que seja todas as noites… eu peço para ele ficar algumas noites a falar comigo em casa, e ele raramente o faz… só esta semana, pedi 2 ou 3 vezes e ele não ficou nenhuma… não sei que fazer nem sentir, pois sei que ele me ama e essa não é a questão… mas sinto que está tudo à minha frente... já discutimos vezes sem conta acerca deste tema e ele não vê mal nenhum nisso, acha que é normal fazer o que faz, sair de casa cerca das 9 e meia da noite, ir divertir-se com os amigos, chegar a casa às 2h mesmo quando trabalha no dia seguinte, e pior, muitas vezes eu peço para ele vir mais cedo, tipo meia-noite ou 1h ou assim para falar comigo antes de eu ir dormir, e ele não vem… liga-me de casa dos amigos ou do café e nem consigo falar sossegada com ele pois há sempre muito barulho dos sítios onde ele está... que faço? Será que sou eu que estou errada aqui por pedir que ele me dê mais atenção algumas noites? Será que estou a sufocá-lo?

 

Retomar a vida

René Magritte

 

Boa tarde Dra. Grazia .

Não estou bem, ando com pensamentos bobos, tenho medo pois já aconteceu uma vez.

 

Estou só, não falo com muita gente para não afastá-los e mim, pois muitos depois que perdi o emprego se foram. Diz o ditado só valemos o que temos. Em 2006, depois de 19 anos passei passagem de ano com minha família no Brasil, onde só me resta os irmãos, cheguei de férias 2006, dei entrada nacionalidade, comprei minha casa, pedi demissão onde era efectiva, para ganhar mais pois tinha mais encargos, fui despedida a seguir, não tive direito fundo desemprego pois fiquei menos do tempo que a lei manda, acabou uma relação que tinha durante 11 anos, com 30 anos foi meu primeiro homem, o conheci 5 anos depois de cá estar.

 

Um dia julguei as (meninas de bares de alternes de Bragança) eu tinha meu trabalho, e agora, nem ESCADA arranjei para limpar, dinheiro está a acabar, contas só a chegar, fui trabalhar para um bar de alterne, não faço sexo , estes chamam "sobe e desce", este se faz companhia para os homens, dá muita conversa , querem sempre algo mais , o objectivo é te conquistar para te levar para cama , temos que nos livrar das mãos no rabo, ou nos seios , tudo para garantir o pagamento daquele copo.

É nojento, não se tem conversa que se aproveite, é o cenário em que nunca pensaste fazer parte, e ainda por cima ser chamada de prostituta.

 

Perdi meus pais cedo, cuidei dos meus irmãos, juventude, não sei o que foi isso. Vim para cá com 25 anos, resolvi por mim ir para cama com um homem já tinha feito 30 anos, pois fiz anos 21/05/05, aconteceu dia 29/05.

 

Depois comprei a casa, perdi o trabalho, me atolei em dívidas, muitas vezes resolvia com subsídios férias, natal, agora nada.

 

Sabe quando esta tudo a ficar tão distante, ODEIO a noite, tenho tomar remédio para dormir este não é meu horário, arranjei umas limpezas na parte da tarde, mas não da para me sustentar, nunca procurei "emprego". Esta difícil sair de casa, tenho telemóvel quase sempre desligado, medo abrir caixa correio, tenho correspondências fechadas não sei do que é, tenho medo de abrir, tenho dívidas, vi reportagem eles ir casas das pessoas despejadas, tenho medo, comprei vidro de álcool, se cá vierem penso atirar fogo em tudo e abrir o gás , penso quando chego do bar, moro 8ª andar se não esta na hora de acabar com isso, dizem vai dar uma volta para distrair vai ver o mar... me vejo jogar o carro contra outro, penso as vezes que no guincho é mais fácil .

 

Tomo remédio para me relaxar, mas já não faz nada, mas tenho uma carta pedir desculpa para o governo português, antes vivia rindo, agora só choro, o ano passado por esta altura, sai da noite estava fazer promoção, acordava cedo o cheiro é diferente, acabou o contrato, vim para rua, fiquei janeiro a procura e nada voltei para o bar, em 97 fiquei só um mês sem trabalho e logo arranjei outro.

 

Comecei a gostar de uma pessoa, ele só queria para despejar, quando perguntei porque que ele perguntava se eu o amava, ele disse "que era no intuito de que eu não tivesse este sentimento por ele pois não queria me ver sofrer no futuro", ai acabei tudo.

 

Estou cansada muito cansada, não vejo saída rápida, não posso esperar mais muito tempo, to sempre a lutar, lutar, lutar, eu queria viver sem tudo isso queria minha vida de volta o que faço...????? Por favor

Obrigada.

 

 

Medo da morte

 

Tenho muito medo da morte, e desde criança. Até mesmo o fato de tornar-me mais velho e o medo da perca de entes querido me atormentam, como será a minha morte, o pós-morte, será que é somente o fim ou como será do outro lado, todos se esquecerão de mim. Enfim, aterrorizadamente me sinto quando em silêncio penso no fim de tudo. Porquê tenho tanto medo, porquê é tão forte este temor quando comparado a outras pessoas??
 
Desde já lhe agradeço
 
Um Abraço