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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Mãe tóxica

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Olá.

Ultimamente ando muito angustiada. Tive uma infância muito difícil na questão emocional. Minha mãe sempre me xingou muito. Sempre me chamou de burra, caso não fizesse algo certo. Sempre se vitimizou, sempre acha que esta certa em tudo. E sempre me obrigou a cuidar da minha irmã mais nova como se eu fosse a mãe dela. E nossa diferença de idade é apenas 6 anos. Me sentia sufocada quando criança, eu lembro de sempre chorar e dizer que queria morrer. Sempre lembro que eu não era feliz na minha casa, não me sentia bem ali. Me sentia maltratada, sobrecarregada. E infeliz. O tempo passou e eu também lembro que minha mãe só se importava comigo e demonstrava algum afeto quando eu ficava doente.

Enfim. É muita coisa mas hoje eu tenho um sentimento de desgosto por ela. De cansaço só em falar com ela. Não queria falar com ela. Não faço questão de vê-la. Acho ela super dramática em tudo. Não a tenho como um porto. Eu sempre me virei sozinha. E sinto que hoje não posso contar com ela. Me sinto culpada de ter esses sentimentos por ela. Mas é o que eu sinto. E grande parte disso, acho que foi por todas as coisas más que ela já fez comigo. Estou muito cansada.

Não consigo conviver com ela numa boa. Mentalmente começo a ficar sufocada porque não tenho coragem de falar dos meus sentimentos pra ela.

 

Cara Leitora,

Não sei se vale a pena falar com ela. Mãe é mãe e nem sempre é capaz de corresponder à necessidade de amor e atenção de uma filha.

É muito triste ter que aceitar que a mãe, que deveria amar acima de tudo possa ser o algoz da própria filha.

Os pais tóxicos, classificação cada vez mais usada na psicologia, agridem física e psicologicamente, causando sequelas que se arrastam por toda a vida. Nenhum pai ou mãe está livre de falhar, perder a paciência ou a compostura. Mas agir com perversidade ultrapassa os limites aceitáveis de qualquer relacionamento. E a humilhação vinda daqueles a quem se ama é muito mais dolorosa.

É como se houvesse uma confirmação para a pessoa de que ela não é boa o suficiente para receber afeto. A postura dos pais tóxicos deixa graves sequelas, normalmente levadas para a vida adulta. As consequências são agressividade, dificuldade de aprendizado, rebeldia, timidez e um enorme sentimento de culpa.

Mães e pais perversos existem. A constatação coloca na berlinda o chamado amor incondicional. Esse sentimento, é uma construção moldada de acordo com os desejos de cada um. Não é intuitivo, como defende a crença popular. É uma questão cultural, imposta pela sociedade.

O amor incondicional só existe se os pais desenvolveram ao longo da vida recursos para lidar com as adversidades e as mudanças. Porque um filho muda tudo na vida dos pais.

A filha de uma mãe tóxica cresce num estado de alerta, o que causa uma ansiedade que se torna crónica.

Para quem chegou à vida adulta traumatizado pela relação tóxica, a psicoterapia é um caminho. Para muitas das vítimas, o tratamento inclui passar a ter uma relação superficial com os pais.

Parece que para conviver com a sua mãe seja preciso manter uma distância saudável e procurar compreender e talvez admitir que há realmente pessoas desprovidas de afeto e sua mãe é uma dessas pessoas.

Se não conseguir lidar com esses sentimentos e traumas procure uma psicoterapia.

Abuso sexual

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Olá, eu me chamo Sónia e tenho 18 anos. Quando eu tinha 3 anos o meu pai morreu e minha mãe entrou em depressão. Tenho 7 irmãos, minha irmã mais velha sempre cuidou de mim, eram 10 anos de diferença, uma das minhas irmãs (são 4 meninas 5 comigo, e 3 meninos) sofreu um acidente e ficou um bom tempo no hospital. Um dia eu e minha irmã que agora tem 21 anos, estávamos caminhando na rua sozinhas, tínhamos entre 4 e 7 anos, uma mulher nos encontrou e perguntou onde íamos. Falamos que íamos atrás da nossa mãe que estava no hospital, enfim ela nos deu um banho, nos deu comida e foi falar com nossa mãe e ficou connosco por um tempo. Quando minha mãe saiu do hospital voltamos a viver com ela e passávamos muitas dificuldades. Eu tinha entre 5 a 6 anos quando a minha mãe conheceu uma pessoa que virou meu padrasto. Como não tínhamos pai queríamos muito ter um. Certo dia ele posou lá em casa e me convidou pra dormir com ele e eu na inocência fui. Amava-o muito, amor de pai e filha mas que na verdade ele nunca teve.

No dia que dormi com ele, lembro-me pouco, mas lembro que ele falou que ia fazer umas coisas que eu não podia contar pra ninguém. E isso se repetiu tantas vezes! Fui crescendo e isso acontecia. Duas das minhas irmãs também sofreram isso com ele. Ainda fizemos uma queixa e depois tivemos que tirar a queixa eu não sei porquê. E isso ainda aconteceu durante anos e anos, foi horrível.

Hoje tenho 18 anos não sinto prazer algum no sexo... Namoro meninas e não sinto nada e muitas vezes tenho que fingir. Não sei o porque eu sempre escondi tudo, até porque eu fui abusada por anos e tinha vergonha de falar.

Queria saber se tem algo que eu possa fazer para mudar isso.

Cara Sónia,

O abuso sexual continuado é uma clausura, uma prisão. É um estado semelhante ao vivido em campos de concentração. Gera, na vítima, a despersonalização, a falta de controlo sobre o seu corpo, sobre as suas emoções, remete-a a um silêncio forçado, a uma permanência na situação de violência. Ainda que os portões de saída estejam abertos, não há para onde fugir. A criança fica numa situação de exílio. Faz parte do mundo adulto sem estar integrada e participa do mundo das crianças sem lhe poder pertencer. Por isso, está condenada ao silêncio! Em sua casa fala uma língua estrangeira e fala uma língua estrangeira no exterior. É estrangeiro num e noutro.

Para superar o trauma de abuso sexual é importante:

-Não fazer associação com culpas ou sentir-se suja.

-Sempre olhar-se no espelho com carinho e amor-próprio.

-Ser positiva em pensamentos e atitudes.

 

A psicoterapia é imprescindível nestes casos. É preciso fazer uma terapia para poder trabalhar esses seus sentimentos e atitudes. Falar com uma psicóloga, além de ser um alívio, vai ser uma ajuda para gerir o seu mal-estar, entender os seus sentimentos e compreender melhor suas dificuldades de relacionamento.

Problema de audição

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Olá boa Tarde.

 

O Meu Nome é L. Tenho 38 anos.

Gostaria de tirar uma duvida há 5 minutos atrás encontrei na internet o termo misofonia.

Eu há alguns anos que estou a sofrer de um problema complicado...

Já isolei o meu quarto, já estou a colocar vidros novos nas janelas, já fui a um medico do sono por duas vezes, ao qual ando com medicamentos. E também agora estou em acupunctura. Não consigo dormir em casa nenhuma. Só na casa onde estou atualmente mas mesmo assim passo mal e continuo a dormir mal. Já tive 7 dias sem dormir... mas o meu mal nunca foi ao adormecer ou em não ter sono é mesmo no entrar no sono entrar tranquilamente na parte Zen...

Eu não sei bem as características de uma pessoa com o sintoma misofonia, porque eu não tenho aversão ao barulhos apesar de as vezes ouvir ruído e desejar silêncio para minha cabeça.

O que eu tenho mesmo é quando estou a dormir assim que oiço uma pequena mudança de ruído. Dentro de casa eu já nunca mais consigo adormecer nem como medicação. A partir daquele momento começa o meu martírio, lutar para entrar no sono mas tendo sono. E aqueles ruídos é uma espécie de moinha para a minha cabeça e para o coração também não deve ser saudável porque esgotam de cansaço uma pessoa. Ou seja não deixo de ter aversão aos pequenos barulhos mas é só porque não consigo adormecer nada disso me acontece durante o dia, senão gostar do barulho suporto bem.

Será que tenho essa doença ou alguma vertente dela?

Já coloquei auscultadores nos ouvidos para enganar o ruído não e confortável, já tentei muitas ideias de louco na cama e o problema continua, já aconteceu apertar os ouvidos e o som diminuir e aliviar um pouco mas já aconteceu eu apertar os ouvidos e nada resolver parece que o barulho continua. Isto é o maior problema que enfrento há anos tenho os dias todos estragados por isto... não posso ir dormir a outra casa nada...mas sinto que os médicos ou não tem solução ou não me compreendem. Ou então tenho mesmo azar e tenho um barulho que incomoda na minha casa que não consigo encontrar solução para ele para o eliminar e assim estar a fazer que eu venha a ter mesmo um problema de saúde....

Caso eu tivesse esse tipo de doença Misofonia como isso se trata? Nos poucos minutos que investiguei aqui pela internet falava em tratamento com sons e eu com sons não vou dormir...não parece ser o melhor caminho para mim até porque quanto mais ouvir os barulhos mais me farto deles mais saturado fico. O teste do sono que me quiseram fazer, mal que vi tantos fios, entrei em pânico e fui embora...conforto e silêncio era o melhor tratamento para mim... O único barulho que suporto e especialmente depois de um duche estar um pouco frio e eu estar na cama de secador ligado abafa um pouco o barulho que me incomoda quando estou cama. Já testei de madrugada, mas passado algum tempo torna-se desconfortável e cansativo para a minha cabeça também...

Tentei mesmo uma aplicação que tinha o ruído do secador para colocar nos auscultadores, mas não e igual até porque eu suportar o real secador e também a levar com o ar dele. O que faz toda a diferença...

Ruídos extra não parecem ser o melhor para mim...

Por agora é só um tira dúvidas, acabei de ler sobre Misofonia.

 

Melhores Cumprimentos

 

Caro L.,

Pessoas com misofonia não têm problemas de audição. O incómodo é provocado pelo efeito que determinados sons produzem no cérebro e ativam o centro das emoções.

O tratamento da misofonia pode incluir treinamento auditivo e psicoterapia. Este método ajuda a pessoa a aceitar a misofonia e conviver com a síndrome, de maneira que a sua qualidade de vida e a sua interação com os outros não sejam prejudicadas.

Para tratar a misofonia, procure um médico otorrinolaringologista para receber indicações quanto ao tratamento mais adequado. A seguir precisa ter consultas de psicologia como forma de intervenção e de tratamento, ou redução dos sintomas, visto que se conseguiu estabelecer uma ligação entre ansiedade e determinados sons.

 

Dessa maneira poderá controlar sua ansiedade e garantir um sono e uma vida saudável.

Tudo de bom

Filho ciumento

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Tenho 31 anos, 2 filhos: um de 14 anos e 1 de 5. Casei novamente há 2 meses, o meu filho menor ama o meu esposo, o trata como pai e ele também o trata como filho. O problema é o mais velho porque ele tem ciúmes, ele gosta do meu esposo, os dois se dão bem porém quando se trata de mim e como uma competição de quem chama mais atenção. Mas o pior e que meu filho começou a questionar e até mesmo se intrometer na minha vida íntima.

 

Ex: porque fechar a porta, eu ouvi barulho, sei o que vai fazer, que não gosta porque ele já ouviu barulho e ele faz isso aí vou conversar com ele, o meu esposo fica zangado pelas atitudes dele, e acaba que eu fico no meio com meu marido zangado porque eu sento, vou conversar com meu filho e meu filho fica zangado porque chamo atenção dele por ele estar errado.

Me ajude e me dê uma luz do que posso fazer e como fazer.

 

Cara Leitora,

Penso que vai ter que ser um pouco mais dura com seu filho e dizer que não pode se intrometer na sua vida íntima e ao mesmo tempo que confirma que gosta muito dele e que ele nunca vai perder o seu amor.

É normal que nessa idade ele queira competir com o seu marido, mas não pode deixar que ele tome conta da situação. Demonstre que o ama, que compreende que sinta algum tipo de ciúme, mas que não pode prejudicar a sua vida. Caso suas tentativas se mostrem infrutíferas não tarde em buscar ajuda profissional.

Mulheres! Eterno Feminino no Mundo!

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Mulheres, antigas deusas da ciclicidade e da transformação...

...Guardiãs de uma sabedoria antiga...

...Rainhas da aparência e da profundidade...

...Transmitem as tradições e estão abertas às novidades.

O reino da mulher é o reino da completude. Honrar a mulher significa honrar o feminino no mundo, uma energia criativa perene presente desde a noite dos tempos.

Parabéns a todas as mulheres!

 

 

Carnaval e Fantasias

5.jpgO carnaval é a oportunidade ideal para sintonizar-se com a força das fantasias para proporcionar sensações e sentimentos mais amplos e profundos daqueles que costuma viver no dia a dia.

 

A fantasia é um conceito desenvolvido por Freud que está intimamente ligada a cada ser humano.

No carnaval podemos liberar nossos mais profundos e secretos desejos e deixar o inconsciente "falar mais alto", mesmo que disfarçado por uma fantasia.

As fantasias carnavalescas expõem o que muitas vezes ocultamos durante a vida. As máscaras tomam o lugar das nossas dissimulações sociais, ou nos disfarçamos ou nos revelamos.

O carnaval é representado pela mistura de cores, classes sociais, diversão e cultura. O importante é que tudo é "permitido”

Fantasiar é saudável, é a forma que encontramos pra suavizar a dificuldade da vida, nem que seja só até quarta-feira de cinzas...”Não me leve à mal , hoje é Carnaval”!

Bom Carnaval!

Alucinações auditivas

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Olá Dra., meu nome é João, tenho 20 anos, estou enfrentando algumas coisas que não sei exatamente o que são, não vou citar tudo, mas, eu do nada sinto que mudo, como se alguém tivesse dentro de mim, como se tivesse 2 eus entende? 

Os pensamentos mudam, eu sinto que sou eu, mas, sem ser eu de verdade, e não consigo mudar, já não sei mais quem sou.

Quando eu fico calmo e amável, sinto tristeza, dor, sofrimento, não durmo, não como, tenho crises de pânico e ansiedade, quando vou dormir ouço  vozes.

Quando eu fico irritado, sinto raiva de tudo e de todos e passo muito tempo assim, sinto vontade de matar, de espancar, de fazer enumeras atrocidades.

Nunca fiz nada disso, sabe, em relação a matar e tal, eu estou calmo agora, mas estou com medo, triste, segurando o choro, estou no trabalho nesse momento, mandando o email para a doutora porque achei seu site através de uma pesquisa no google.

Eu já tentei suicídio, quando a tristeza vem, quase sempre uma voz vem junto, nunca grita, nunca fala alto, sempre fala baixinho, um sussurro, ela joga sugestões, da última vez sangrei bastante, não sou de me cortar pra ficar punindo-me, eu queria morrer, queria que as vozes se calassem, queria dormir bem, fazer as pessoas felizes, mas sempre dá errado, eu estou farto disso, se puder me ajudar eu agradeço, se não, obrigado na mesma.

 

Caro João,

 

Pelo que refere está sofrendo alucinações auditivas, que  são uma característica comum de alguns transtornos psiquiátricos. Mas, também podem ser experimentadas por pessoas sem condições psiquiátricas. Estima-se que entre 5 e 15% dos adultos experimentarão alucinações auditivas alguma vez na vida.

 

Precisa é ir a uma consulta de psiquiatria para ser medicado para equilibrar o seu estado de humor. Ao mesmo tempo está indicada uma psicoterapia com um psicólogo para ajudar a gerir e ultrapassar esses seu desânimo e mal-estar. Precisa reconhecer que essas vozes são simplesmente parte de si e que revelam suas preocupações inconscientes.

 

O importante é como interpreta essas vozes. Se acredita que são mensagens mais positivas, nada a temer. A melhor maneira é ter consciência que essas vozes são parte de seus pensamentos e é como pensar alto.

Juntamente com as vozes, parece que está passando por uma depressão com tentativas de suicídio. Portanto penso que deve procurar ajuda o quanto antes. Lembre-se que tudo tem solução na vida.

Não se desespere, confie em si próprio e marque uma consulta de psicologia o quanto antes.

 

Tudo de bom

São Valentim

3.jpg(Etapas da reconstrução facial de são Valentim)

 

São Valentim é um santo reconhecido pela Igreja Católica e pelas Igrejas Orientais que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde o celebram como Dia de São Valentim. O nome refere-se a pelo menos três santos martirizados na Roma antiga.

 

O imperador Cláudio II, durante seu governo, proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, que não tivessem família, ou esposa, iam alistar-se com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Artérias, filha do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim, depois da condenação de morte, foi decapitado em 14 de fevereiro de 270.

 

Entretanto, desde 1969 sua data não é mais celebrada oficialmente pela Igreja Católica em função da precariedade de comprovações históricas que levam em questão até mesmo a sua existência.

Feliz dia dos namorados!

Insegura com o namorado

Olá Doutora,

Namoro há dez anos. Tenho 25 anos e o meu namorado tem 27.

Começamos a namorar éramos adolescentes e atualmente ainda não vivemos juntos porque estou a acabar um curso universitário. No entanto, não consigo sentir-me segura neste namoro porque tenho vindo a aperceber-me que ele não tem ou pelo menos não demonstra vontade em fazer certas coisas comigo. Refiro-me ao passarmos uma noite juntos por exemplo. De há uns anos para cá discutimos muito quando lhe expresso essa frustração de se passarem meses sem dormirmos juntos.

 

Não me pergunte o porquê mas sinto uma grande necessidade em ter isso dado que não vivemos juntos. Depois dessas discussões ou conversas ele compromete-se que vai ter mais atenção a isso mas um mês depois, volta tudo ao mesmo e a minha insegurança aumenta.

Mesmo em relação ao futuro sinto que mais depressa sou eu quem fala nisso ou tenta arranjar soluções do que ele. É como se ele vivesse num mundo a parte e vejo que só quer estar em casa dele o dia inteiro. Já pensei que estivesse numa fase depressiva, mas a verdade é que ele foi sempre assim. Até para passarmos a nossa primeira noite juntos, isto há muitos anos, tivemos uma grande discussão e tive que ser eu a demonstrar que queria, da parte dele havia indiferença.

 

Já conversei a bem com ele, já discuti, já chorei muito a frente dele e já fiquei meio ano sem ter relações sexuais com ele por essa indiferença por parte dele, mas agora só fico calada e apática porque não sei mais o que fazer.

Ele no geral é carinhoso e amoroso comigo, mas nestes assuntos é totalmente diferente.

Obrigada

 

Cara leitora,

 

A questão sexual é uma questão importante para a relação. Cada pessoa tem um ritmo e homens e mulheres têm libidos diferentes, o que pode atrapalhar na ora do sexo.

O desencontro do desejo requer comunicação e entendimento entre as partes, e, em muitos casos, uma redefinição do que o sexo significa na relação. Uma harmonia depende do modo como ambos comunicam o que querem. Harmonia é o mais difícil de tudo, mas não impossível.

Falem sobre isso, dialoguem e tentem encontrar um ponto de encontro.

Para favorecer o desejo sexual, pode ser interessante inovar situações de convívio como, por exemplo, irem a ambientes que não costumam ir, programarem jantares românticos, viajarem juntos, terem algum cuidado com o corpo, darem vazão às fantasias, etc.

 

Conversem e conversem um com o outro mas sempre sem forçar nada para não criar inibições. Também há a opção do seu namorado tomar algum medicamento para que se sinta mais confiante e seguro antes do ato sexual.

Outra solução está em procurar um psicólogo para explorar a situação e identificar e trabalhar possíveis inibições ou constrangimentos relacionados com o sexo.

 

Os relacionamentos evoluem na reciprocidade. Se um puder contar com o outro para dar prazer regularmente, mesmo que não seja com tanta frequência quanto um gostaria, já é um ponto positivo.

Não se esqueça de mostrar apreço por seu parceiro quando este demonstrar preocupação genuína sobre sua felicidade sexual. A felicidade sexual não é apenas fazer sexo quando você quer fazer sexo. É também não ter que fazer sexo quando você não quer fazer sexo. E a felicidade sexual é reforçada por saber que seu parceiro é sexualmente feliz consigo, porque os dois estão na maior parte do tempo, mas nem sempre, tendo o sexo que precisam, e principalmente, mas nem sempre, livres da pressão para fazer sexo quando não há clima.

Você tem que dar um pouco para obter um pouco.

Um abraço e tudo de bom

Medo de dormir sozinha

2.jpgTenho 22 anos, sempre tive medo desde pequena de dormir sozinha e agora depois de adulta esse medo continua, só consigo dormir com a luz acesa e algum ruído, música ou TV ligada!

Mas é um sono em que não descanso eu me assusto fácil com tudo fico em sinal de alerta e posso está cansada como for, mas não consigo dormir...

 

Não aguento mais passar por isso, meu namorado mora comigo mas sempre que ele viaja eu não durmo e isso acaba comigo fico cansada, com enxaqueca, fraca....

 

Preciso de ajuda! Não aguento mais.

 

Cara leitora,

Algumas pessoas com medo de dormir sozinhas encontram algum alívio através da meditação ou da prática de Yoga bem como por praticar uma respiração profunda. Também, o que pode ajudar é escrever seus pensamentos sobre o seu medo de dormir, o que lentamente poderá permitir um relaxamento físico e mental.

 

O que ajuda muito é ter um ritual antes de dormir: faça com que o seu corpo e mente relaxem para eliminar a ansiedade e o medo, por exemplo, coma uma quantidade moderada de alimentos, veja programas de TV divertidos, leia livros divertidos e tome um banho agradável.

 

Para os adultos que sentem medo de dormir sozinhos, dormir cedo pode ser um passo para ter um sono mais tranquilo. Um pouco de barulho também ajuda a reduzir o medo de dormir sozinho. Enquanto as pessoas com insónia muitas vezes escutam música parecida com o som da natureza, em seu caso, pode ser necessário reproduzir o som de pessoas falando. Ligue a televisão, selecione um canal de notícias 24 horas e ajuste o volume. É muito provável que acabe por adormecer mais facilmente.

 

Para superar o medo inconsciente de dormir, a psicoterapia é indicada, pois vai ajudá-la a reduzir a sua ansiedade e a vencer inseguranças, traumas e medos infundados.

Bom sono