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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

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Namoro entre adolescente e adulto

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Boa noite. Dra, preciso de ajuda, a minha filha com 15 anos diz estar apaixonada por um homem de 40 anos. Ele não se nega a nada. E diz estar a amá-la. Esta situação para mim é inaceitável, inacreditável. Não consigo conceber. Por favor, não quero que esta adolescente vire uma rebelde, ou que se auto destrua. Também não quero ter atitudes que se revolte.

 

Cara Mãe,

Em Psicologia, fala-se de busca pela figura paterna, para explicar a atração de uma jovem por um homem muito mais maduro.

Pode-se colocar a hipótese que a sua filha considere o parceiro como um substituto do pai e confie nele em todos os aspetos. O homem, pode ser uma pessoa que não concorda em envelhecer e escolheu uma jovem bem mais nova.

Muitas jovens deixam-se seduzir pelo homem maduro, com experiência, que a corteja e a faz sentir-se adulta com presentes e favores, jantares e fins de semana.

Penso que o melhor é dialogar com a sua filha para avaliar os prós e contra dessa situação de desequilíbrio etário, bem como avaliar as diferenças de objetivos. As exigências típicas da idade podem desestabilizar a relação. Existe grande possibilidade de cada um dos parceiros estar em ciclos de vida diferentes, resultando em perspetivas de futuro divergentes.

 

37 anos e nenhum namorado

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Quando conheço alguém é sempre alguém indisponível que mesmo com o passar dia meses só me querem ver ocasionalmente mesmo sabendo que essa não é minha intenção...O que eu posso fazer p mudar isso?

Sou amorosa, tenho boas intenções...sinto que tenho para dar e espaço para receber ...Tenho medo se aceitar isso como uma sentença e me fechar para vida ..Não acho que ter alguém seja algo dispensável...nunca sento prazer na solidão. E vivo triste há anos....

Cara Leitora,

Talvez seja só o caso de encontrar a pessoa certa no momento certo.

O primeiro passo é sentir-se feliz com  a  vida que tem, assim, quem entrar depois deverá somar e não subtrair esta felicidade.

Tenha autoconfiança. Uma mulher em busca do amor não deve estar desesperada, se não, acaba atraindo quem não quer em vez de conquistar o companheiro adequado.

Interesse-se por ele. Em vez de falar de si própria, pergunte sobre ele e escute mais do que fale, assim poderá conhecer melhor o outro.

Atenção para não ser muito pegajosa ou sufocar a outra pessoa. Quem tem esse tipo de personalidade fica obcecada com qualquer pessoa nova que aparece na sua vida — sejam amizades ou relações amorosas. Depois disso, a pessoa passa a ir atrás do outro o tempo todo para chamá-lo para sair — e fica triste e abandonada quando as coisas não dão certo. Lembre-se que cada um precisa ter o seu próprio espaço.

Tudo de bom

Separação e desespero

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Tenho 43 anos, tenho uma filha de 14 anos e quero pôr em fim num relacionamento desgastante. Ele não aceita, vive comigo na casa que comprei sozinha pelo crédito em 2018. A casa tem meu nome, ele não é titular.

Estamos juntos deste 2006. Ele recusa-se a sair de casa, não paga crédito, pouco ajuda nas despesas e nas compras, às vezes bebe, é agressivo e não temos vida sexual. Onde posso pedir ajuda e como fazer? Estou nas últimas, por favor, ajudem- me.

Obrigada.

Cara leitora,

Se ele é o pai da sua filha, a situação é mais difícil e ainda estão juntos há 15 anos. Entretanto como a casa é sua pode pedir para que ele saia.

Caso ele não consinta em sair, procure contatar um advogado para que a ajude a solucionar o problema.

Também pode procurar apoio na organização de apoio à vitima da sua cidade.

Enquanto ao desgaste psicológico, o melhor é consultar um psicólogo para um apoio e tratamento adequado.

Perdida com dúvida

75.jpgMeu nome é Lin.

Tenho 26 anos e estou em um relacionamento já faz uns 3 anos. Ela é uma pessoa incrível e tem um coração bom que chega até ser boba, mas de 1 ano e pouco para cá ela tem sido mais fria na cama. No início era incrível e eu sentia que ela me desejava, hoje em dia não sinto mais isso e sempre acho que o problema está em mim. Chamei ela para conversar e perguntei o que estava acontecendo, o que ela queria, se já não me amava mais ou algo do tipo, mas ela negou todas as possibilidades e disse que estava com perda de libido, fui pesquisar sobre e percebi que isso poderia mesmo estar acontecendo, mas mesmo assim eu ainda me senti incomodada.

Comecei a trabalhar em uma empresa e me encantei com uma mulher e acabamos nos apaixonando. Acabei contando para minha ex “esposa”, não aguentei e resolvemos terminar de vez. Eu me senti a pior pessoa do mundo e pedi perdão a ela e tentamos recomeçar, mas aí a mulher do meu trabalho quis conversar e acabamos nos encontrando e voltou tudo à tona.

Agora eu não sei o que fazer, se ficar com minha ex ou com a mulher que conheci.

Cara Lin,

Só você sabe de quem é que gosta, mas se está sempre sentindo atração por outra pessoa é sinal que algo não está bem na relação e talvez seja altura de terminar de vez com a ex.

 

Ciúme da ex-mulher

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Boa noite

 Me chamo Carminho e tenho 27 anos. Um filho de 7 autista e meu marido o assumiu como pai aos 2 anos.

Meu marido tem 1 filho de 5 e ele e a ex sempre brigaram, mas ultimamente tem planejado até levar em consultas juntos.

Para mim nunca foi difícil criar meu filho. O autismo só realçou meu amor de mãe.  Eu só não quero meu marido junto dela. Tenho medo de ser a má e ela ser a boa.  Ela só infernizou esses anos todos. São 6 anos e agora, por causa do processo, está esse amor de pessoa.

Eu deveria achar isso bom, mas sinto ciúmes. Sinto-me péssima. Poderia me ajudar????

Cara Carminho,

É preciso substituir o ciúme por compreensão. É o filho dele e merece atenção do pai. Seu marido está consigo e não com a ex-mulher.

Quanto mais ciúme sentir pior será para a vossa relação. Procure ser compreensiva e colaboradora, Ele demonstra ser um pai presente e uma boa pessoa, também assumiu o seu filho como dele. Seja grata! 

Criar um filho com problemas, nem sempre é fácil e pode deixar a mãe mais sensível e vulnerável. Confie em si e no seu marido e com calma, paciência e muito amor, certamente será bem sucedida!

"A mente grata está constantemente fixada no melhor, portanto, tende a se tornar o melhor. "

Desavenças com a mãe

73.jpgOlá eu sou uma rapariga de 15 anos e tenho uma irmã de 9, os meus pais discutem varias vezes mas eu tenho sempre tentado fazer com que se reconciliem, desta vez já la vão por volta de 2 semanas, eu estou numa cama de casal e neste tipo de situações várias vezes a minha mãe vem dormir comigo, eu pessoalmente odeio isso, eu e a minha mãe já tivemos e temos grandes desavenças, a minha mãe tem depressão/ansiedade (não sei ao certo) não toma aquilo que devia tomar e eu já sofri com isso.

Já tive um ataque de pânico por causa dela e de facto não me sinto muitas vezes bem quando estou com ela, eu sempre consegui fazer com que ela voltasse a dormir com o meu pai mas desta vez não estou a conseguir, eu por outro lado não consigo dormir mais com ela ao meu lado estou farta, eu não aguento, eu já tentei resolver a situação, tentei fazer com que fosse a minha irmã a dormir comigo, mas ela não quer, estou farta disto.

Cara jovem,

Entendo o seu mal-estar, com a perda da sua privacidade. Fale com ela e peça para que se organize de outra forma. Talvez ela possa voltar a dormir na cama com seu pai ou talvez você consiga convencer a sua irmã a dormir no seu quarto.

Se nada der certo, vai ter que ter paciência e tentar não cismar com isso e assim vai ser mais fácil acostumar.

Mãe narcisista

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Bom desde que eu entrei na pré-adolescência, quando eu estava com 12 a 13 anos minha mãe começou a mudar muito o comportamento dela comigo. Se tornou muito agressiva e controladora, no entanto no começo eu, e toda minha família me fazia acreditar, que era só cuidado. O tempo foi passando e ela queria controlar tudo, desde amizades, aplicativos que tenho no meu celular, até mesmo a cor da caneta que eu devia usar nos estudos.

Desde então desenvolvi pensamentos suicidas, que pioraram muito agora em época de pandemia. Além de me desprezar e diminuir tudo que eu faço, ela tem muitas brigas com meu pai, chega a ameaçar a gente de morte e tudo, inúmeras vezes tive que ficar entre eles para que ela não o machucasse. Essas situações acabaram desenvolvendo crises de ansiedade que eu tenho muito frequentemente.

Agora tenho 17 anos e tudo piorou mais ainda, além de querer controlar tudo, ela me proíbe de ver meu namorado e meus amigos, e me obrigada a viver essa situação de abuso emocional.

Sempre que tento contestar que a vida é minha, sempre que eu me oponho a opinião dela ou tento falar sobre meus sentimentos sou repreendida e ela me chantageia, falando em tirar meu celular (que é o único meio pelo qual consigo ter contato com alguém além dela)ou até mesmo me bater.

Muitas vezes sofri agressões por diferentes motivos, desde divergência de opinião até pelo relacionamento dela com meu pai, que ela sempre me culpabilizou pelos problemas. Em um momento que não fiz o que ela queria, ela me bateu e me fez ficar aproximadamente uma hora embaixo da água gelada do chuveiro, para que eu “acordasse para a vida”. Isso nunca vai ser apagado da minha mente.

Xingamentos como “vagabunda” “puta” entre outros, viraram rotina e por mais que eu tente não ligar é muito difícil ouvir isso da pessoa que devia te amar e te proteger

Não tenho como pedir ajuda pra minha família, porque ela sempre faz eles acreditarem que tudo que ela faz é cuidado e que eu sou uma filha ruim por isso sou punida.

Isso anda me machucando muito, está desgastando meu psicológico e meu relacionamento. E me sinto sem saída.

Obrigada, M.

Cara M.,

As pessoas narcisistas têm grande necessidade de admiração e acreditam que são muito especiais. Os narcisistas sentem-se no direito, não têm empatia, frequentemente têm inveja das outras pessoas (e acreditam que os outros os invejem) e anseiam por status e poder elevados.

Ter uma mãe narcisista, não é nada fácil. E nem sempre temos a mãe que queremos.

Tente proteger-se para não ser castigada. Use a sua criatividade para dar a volta e conseguir o que deseja.

Pensamentos suicidas não trazem nada de bom, muito pelo contrário, são destrutivos. Procure ter pensamentos construtivos, que aliviem seu sofrimento e tragam mais bem-estar a si própria.

Não dê tanta importância ao que a sua mãe diz, mas procure sempre exigir respeito. A sua mãe deve estar com problemas psicológicos e não tem inteligência emocional para gerir a situação.

 

Pense em si e construa o seu futuro escolhendo de estar bem.

Tudo de bom

Caso impossível

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Preciso de um conselho. Eu sempre fui uma mulher certa, mas o coração falou mais alto!

Sou casada, não estava bem no meu casamento, quando me apaixonei por um homem casado também...Enfim… por sua existência tivemos um caso. Ele diz que me ama, mas também ama a esposa. E que nosso caso é impossível. Até ficaria comigo se não fosse pelo filho, ele já tentou colocar o fim na relação mais volta atrás. já mandei ele embora da minha vida, mas ele insistir em ficar. Temos o mesmo ambiente de convivência, para ele me esquecer tinha que abrir mão disso. Ele diz que não quer terminar, porém quer que continue às escondidas. Ele faz juras de amor e sofre por mim, por pensar que um dia posso sumir da vida dele.

 

Cara Leitora,

Um relacionamento secreto, pode ser emocionante, mas é desgastante e pouco promissor.

Ou assumem a relação com todas as consequências relacionadas, ou é melhor sumir da vida dele. Continuar às escondidas, uma relação em sigilo, provavelmente, levará a muito sofrimento.

Obviamente, cada caso é um caso. No entanto, as pesquisas mostram que, apesar do estereótipo de que “o fruto proibido é mais doce”, muitos relacionamentos secretos não geram uniões.

Avalie cuidadosamente as perspetivas de manter essa relação para que possa estabelecer o que é saudável para si. Invista no seu futuro!  

 

 

 

Jovem sem interesses

70.jpgBoa tarde Dra.,

Sou mãe de um jovem que faz 15 anos próximo mês e uma menina que faz 7 em setembro. Neste momento tenho uma situação que não sei se é um problema grave ou uma preocupação exagerada minha.  Neste momento ele encontra-se numa fase que nada lhe desperta interesse, nem escola nem música nem futebol, nada. Anda numa de dizer que tira boas notas sem estudar, logo não precisa de estudar. No futebol se for convocado foi se não for diz não interessa....e tudo isto causa-me muita preocupação sou muito sincera. Gostaria de ter a opinião da Drª se possível, se acha que é normal da idade ou se será objeto de uma análise de um profissional. Desde já agradeço a atenção que me possa dispensar.

Cara mãe,

Quando um adolescente se apresenta desmotivado e sem interesses a palavra-chave é conversar. Além de dar atenção e conversar, pode ainda ajudá-lo a encontrar novos interesses. É preciso que ele experimente coisas novas para perceber o que gosta e o que não. Para além de experimentar, o jovem também deve ser capaz de, a certa altura, investir de forma consistente em alguma atividade, o que pode implicar em tolerar frustrações e encontrar estratégias para melhorar o seu desempenho.

 

Essa fase da adolescência pode representar um período de flutuação necessário ao amadurecimento e pode ser preciso experimentar muito. Peça-lhe para participar em algumas atividades antes de decidir e comprometer-se. Não o critique, mas ajude-o nesse caminho tortuoso.

Essa fase de pandemia que estamos a viver, também não colabora e acaba por incentivar muitos adolescentes a isolarem-se.

Se, entretanto, perceber que a situação se mantém inalterada, faz-se necessária uma análise de um profissional.

 

Projeto de vida

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Olá doutora, tenho 18 anos e vivo desde os 12 anos com a minha irmã mais velha depois que meus pais faleceram. Ela ensinou me muitas coisas e ensinou-me a ser quem eu era, mas quando tinha 16 anos ela expulsou-me de casa quando se juntou com o meu atual cunhado porque as cenas entre nós não estavam bem, eu fazia algumas asneiras, mas eles nunca escutaram a minha opinião sobre o que eu achava que estava errado. Depois de 2 meses voltei para cá pois a minha irmã disse que se eu quisesse ajuda ela iria ajudar-me, mas eu não soube aceitar a ajuda até porque na minha opinião eu sou controlada aqui em casa e só estava com eles praticamente às refeições e sentia me muitas das vezes de parte, mas tentei sempre fazer o meu melhor para que não houvesse discussões. Sempre que eles diziam que eu tinha feito algo mal e acusavam-me de algo que não tinha feito eu não respondia e tentava sempre controlar as emoções à frente deles e só depois chorava ou ficava triste.

Sempre senti que apesar de estar aqui em casa que havia uma barreira entre nós, mas eu fingia que estava tudo bem... Há 2 semanas atrás eles tinham falado comigo para eu ver faculdades e delinear um plano de estudo, mas depois de uma semana eu não o fiz e um dia ela entrou para dentro do meu quarto a berrar a dizer que ela estava cansada de se esforçar por mim e que eu não queria saber do meu futuro, que eu era manipuladora e egoísta e que se não pensasse no meu futuro era expulsa de casa. Eu fiquei extremamente ansiosa depois disso e ficamos sem falar durante 3 dias até que o meu cunhado veio ao meu quarto e disse que aquele dia era o último dia para falar com eles. Então depois da escola eu fui falar com eles e eles disseram me que depois do meu exame em julho que iria sair daqui porque eles precisavam tempo para respirar e que não sabiam se depois iria voltar e que estavam completamente desiludidos comigo. Para além disso disseram que eu era extremamente orgulhosa. Neste momento eles não falam comigo, nem tomam as refeições comigo e eu fico o dia todo enfiada no quarto triste e cheia de ansiedade. Eu sei que eles têm razão em muitos aspetos.

Não sei o que fazer neste momento, do que lhes dizer para melhorar a situação ou se o melhor é mesmo sair daqui.  Eu de certa forma achei a atitude deles um pouco exagerado, mas não lhes tiro razão, apenas não sei o que fazer neste momento pois tenho muito medo do futuro e sinto me completamente desiludida comigo mesma e com a autoestima completamente acabada.

Cara jovem,

 

ver faculdades e delinear um plano de estudo parece-me ser o caminho mais correto para si a para seu futuro. Ficar em casa fechada no quarto é que não pode ser. Em alternativa pode procurar um emprego e também poderá estudar à noite. Enfim a sua irmã tem razão de a pressionar para tomar uma atitude positiva para a sua vida. Se tiver condições viver sozinha e fazer a sua vida também é uma boa alternativa, mas precisa organizar o seu futuro, pois sem um objetivo na vida vai se sentir cada vez mais ansiosa, desiludida, sem motivação e a sua autoestima vai ficar cada vez mais baixa.

Pense no que gostaria de estudar, procure uma faculdade com um curso adequado à sua média, talvez um curso de professora, de assistente social, enfim algo que possa gostar de trabalhar no futuro. Vá visitar algumas universidades, fale com as suas professoras para a orientar, enfim tente organizar a sua vida. 

Quando tiver alguma ideia do que fazer fale com a sua irmã e seu cunhado e vai ver que eles também poderão ajudar.

Não tenha medo, confie em si !