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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Relacionamento e frustração

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Olá Mariagrazia,

 

eu tenho um namorado, amo ele demais e em momento algum ele me fez algo que pudesse deixar-me mal, se alguma vez em que fiquei angustiada, foi devido às coisas/problemas que eu mesma crio, e odeio quando fico frustrada por causa das coisas más que penso, são sem motivo algum e meu humor fica horrível.

Quando isso acontece, é como se ele estivesse distante de mim e eu estivesse entregando-me demais a ele. Sinto irritação aguda e vontade de chorar, também me sinto isolada (realmente me isolo). O pior é que está acontecendo algo que está fazendo-me chorar quando estou com ele e sinto que o amo demais.

Ontem foi pela gota d’água. Eu chorei muito, muito mesmo, principalmente depois que me despedi dele e voltei para a minha casa. Eu só sinto que o amo demais durante essas crises de choro. Mas isso dói como se me machucasse, ou seja, não é um choro de felicidade por estar com ele... isso é o que não entendo. Por que choraria nessas circunstâncias? Não sinto que seja por medo de perdê-lo ou não ser boa o suficiente para ele.

Outra coisa são essas paranóias e ataques de irritação e isolamento quando ele conversa com alguma mulher. Eu não deveria sentir isso. Não há motivos para me irritar com ele. Tudo isso faz com que eu me sinta mais imatura perto dele, e perdendo minha própria essência, e talvez dando a esse relacionamento uma prioridade maior do que deveria...

 

A dor no peito que sinto é muito forte. Além de tudo, ando sentindo-me inferior demais, inclusive a ele.

 

Cara leitora,

 

O seu problema está relacionado com a sua insegurança e baixa autoestima. Talvez também esteja a valorizar demais o seu relacionamento e a dar-lhe uma prioridade indevida.

Antes de tudo precisa aprender a confiar nas pessoas e em si própria. E ainda a sua vida não pode depender somente do seu namorado mas é preciso ter seus próprios interesses, suas motivações, seu trabalho, seu estudo, etc. Só assim vai se sentir uma pessoa mais forte emocionalmente e vai dar um sentido à sua vida.

Dentro de nós existem capacidades inatas para sermos felizes mas é preciso usar os nossos recursos internos. Uma pergunta que ajuda é: ” O que faço hoje de novo?”. É importante é ter projetos.

Goste de si e busque um movimento a favor de um contínuo crescimento emocional e psicológico.

Um abraço,

 

 

Casamento e infidelidade

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Boa tarde

Sou casada há 10 anos, há cerca de 2anos. Meu marido teve um relacionamento com uma jovem de 18anos e foi muito angustiante presenciar tudo isso, o ano passado ela apareceu grávida falando que o filho era dele e meu mundo desabou. Fui ao inferno e consegui voltar; nosso casamento ficou e está super-abalado não consigo ter confiança nele e nem ele em mim. Depois desse terramoto há cerca de 4 meses o mesmo me diz que está apaixonado por uma mulher de 22 anos, e que não vive sem ela, e não quer me perder… Estou desorientada…

O que faço?

Me ajuda.

 

Cara leitora,

 

A confiança e no casal depois de uma traição demora a ser reestabelecida. Depois desse terramoto é preciso conseguir expressar as suas emoções e conversar sobre seu sofrimento e inquietude para que ambos possam manter em dia combinações de uma união feliz. Explicar ao parceiro mais o que sente e menos fazer críticas.

 

Parece que seu marido não consegue estabelecer uma relação estável e autentica consigo, embora ele diga que não a quer perder

Cabe a si decidir o que pretende do seu casamento com ele e perceber se é possível continuar ou se só vai trazer mais e mais sofrimento. Pode ser que ele mude com o passar dos anos e torne-se fiel, mas só o tempo dirá.

 

Mania de imaginar

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Olá doutora.

Tenho 22 anos e desde 2009  tenho mania de imaginar outra vida. Eu escuto música (geralmente agitadas) e fico dançando, falando sozinha com amigos. Eu imagino que tenho um namorado e amigos. Estamos sempre conversando, fazendo algo legal e sou o centro das atenções. Esses amigos são pessoas que conheço, outras que gostaria de conhecer, é mais forte que eu, eu deixo de fazer minhas coisas, passear, sair, estudar para viver nesse mundo vivendo esses momentos que não existem. Até um determinado momento estava divertindo-me, mas agora não aguento mais, suga toda minha energia.

Sou uma pessoa não sociável, sou mais na minha tímida, mas quando imagino essas coisas me torno a pessoa que gostaria de ser para a sociedade.

O que faço? É normal? Acho que não.
Beijos

Cara leitora,

A maioria das pessoas sonha acordada. É um fenómeno básico, que como qualquer fenómeno psiquiátrico se distribui ao longo de um espectro do normal ao anormal. Quando as fantasias se tornam excessivas nos tolhem do mundo real.
A fantasia excessiva funciona como um mecanismo de defesa que proporciona uma satisfação ilusória, mas que a longo prazo pode prejudicar, trazendo esse comportamento de maior isolamento.  Tente viver mais no mundo real, faça algum esforço pra socializar, sem medos, ouse um pouco mais a cada dia e vai ver que vai conseguir. Uma boa dica é inscrever-se a algum grupo de ginástica, de dança, de teatro, de estudo, assim que a ajude a socializar.

Se mesmo tiver muita dificuldade procure ajuda de uma psicoterapia e invista no seu crescimento pessoal.

Um abraço

 

Quase morto

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Olá me chamo M., não sei muito sobre seu site, só li algumas histórias, e como não sei mais pra onde ir, decidi mandar

um e-mail.

Tenho 23,faz 5 anos que completei o ensino médio. E assim que sai conseguir passar no vestibular em uma faculdade federal, comecei a trabalhar no mesmo período, era muito cansativo mas eu estava animado. Não muito depois comecei a me sentir vazio, como se a vida não fizesse muito sentido, comecei a frequentar mais festas, a sair mais, conhecer pessoas, ainda mantendo os estudos e o trabalho.

Comecei a usar drogas com o objetivo de buscar novas emoções, sentir algo novo. Não importava quanto álcool, sexo ou drogas eu usasse nada me deixava feliz, só sentia como se o buraco que tinha só aumentava, pensei que isso era porque moralmente é considerado errado. Então decidi seguir o caminho oposto, comecei sendo voluntário em um abrigo de cães, ia à igreja, e mesmo assim nada me completava.

Nunca fui muito de viajar e devo admitir que ainda não tentei, mas de todas as viagens que já fiz nada realmente me deixou animado ou excitado.

Então deixei as coisas como estavam, preferi empurrar com a barriga. Continuei a usar álcool socialmente, e ia a eventos sociais com certa frequência e os anos foram passando, assim como o buraco, o desejo de dormir e não acordar mais, queria só dormir.

A mais ou menos um ano atrás acho que cheguei ao fim do poço, não conseguia alcançar o orgasmo quando transava com alguém. Só quando me masturbava sozinho e isso demorava muito mas muito tempo. Comecei a chorar sem motivo, mas chorar muito. Estava conversando normalmente com alguém e do nada tinha crises de choro. Comecei a buscar formas de me mudar, matar na internet com mais frequência, vendo métodos simples e indolores.

Busquei ajuda psicóloga também, mas um mês depois tentei matar-me com os remédios que me foram dados, sobreviver e agir no dia seguinte da mesma forma. Até que tentei matar-me com um saco na cabeça e uma quantidade absurda de remédios para dormir, meus pais descobriram e me levaram num psiquiatra.

Faço acompanhamento até hoje, mas sinto que toda vez que vou lá ele só aumenta minha medicação, fiz até um teste genético para ver qual teriam melhor efeito.

Me passaram um psicoterapeuta, fiz por dois meses, indo duas vezes por semana. E eu só sentia que nada daquilo fazia sentido, ele não me ajudava em nada. Me passaram para outra pessoa, ter que explicar minha vida toda pra outra pessoa, mas fui, ela pelo menos me cutucava um pouco mais, mas nada que me fizesse enxergar além do que sinto.

A 6 meses me tranquei em casa, abandonei trabalho e faculdade, estava cansado de tudo, passava a maior parte do tempo dormindo ou comprando jogos que logo me enjoava, acabei ficando endividado por isso. Voltei a trabalhar em março com meu pai, e agora já fazem 5 horas que estou enrolando para ir trabalhar.

Todos os sonhos que tive quando era novo, não me atraem mais. E os objetivos que tento formular são todos ruins ou terríveis, não gosto de nada.

Não sei mais o que fazer, acho que já empurrei com a barriga por muito tempo, então não acho que seja algo temporário.

 

Caro M., 

precisa de medicação e acompanhamento psicológico sistemático para que o ajude a melhorar a sua autoestima, focar nas coisas boas e a encontrar um sentido para a sua vida.

O sentido da vida é o segredo da força dos homens. O homem pode suportar tudo, menos a falta de sentido. Procure o seu e vai se sentir renovado, com vontade de viver, de trabalhar, de amar, etc…Não procure nas drogas, no álcool, nas coisas pois o prazer está dentro de si.

Força e coragem. Nós colhemos o que plantamos, portanto comece hoje a plantar …..a sua vida nova! Tudo tem remédio, menos a morte. Valorize a vida! 

 

Um abraço

 

Instabilidade na relação

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Boa tarde caríssima Mariagrazia,

 

Tenho-me como uma pessoa minimamente inteligente e com capacidade de me analisar e perceber quando estou errada e quando não estou, quando deveria ter trabalhado mais ou não em qualquer situação na vida, reconheço os meus limites.

 

Sou igualmente uma pessoa altruísta, chegando na maior parte das vezes, prejudicar-me em prol dos outros. Boa ouvinte, boa amiga, e boa namorada e essencialmente boa mãe.

 

No que vou expor em baixo, gostaria de ter a sua opinião, pois o meu senso comum não me dá uma resposta ao que tento há já algum tempo, perceber o significado disto:

 

Separei-me já lá vão 4 anos e desse casamento, tenho 2 filhos com idade 11 e 10 anos.

 

Comecei do zero, e fui construindo novamente da estaca zero e encontrando em conjunto com as crianças o nosso ponto de equilíbrio e finalmente neste momento, posso afirmar que me sinto realizada, grata com o que tenho e com a vida que levo. O tormento já lá vai!

 

Nestes 4 anos, conheci um rapaz que tem atualmente 35 anos e eu 40, que sabendo ele, na altura, as dificuldades financeiras, emocionais, perdas, tudo o que na maioria dos casos, uma separação implica, pelo que eu estava a passar, veio a ser uma pessoa que me deu uma lufada de ar fresco na minha vida. Fez-me apaixonar por ele, viver um amor quase de adolescente uma paixão, era bom ouvinte, interessado…enfim...um príncipe! Eu nem queria acreditar no que a vida me estava a oferecer. Alguém que me desejava e amava. Contudo, fui aos poucos apanhando algumas mentiras que na altura achei que deveria ignorar, visto não serem prejudiciais para a nossa relação.

 

Soube que traiu a ex mulher por 2 vezes e inclusive, uma delas foi comigo, quando me tinha dito, que vivia sozinho e que tinha um filho dessa união. Fiquei chateada, mas pensei, erradamente, que comigo não seria assim. De fato nunca soube se me traiu alguma vez ou não.

 

O problema que se colocou foi que, durante a nossa relação, esta pessoa me pediu sempre mais e mais, (conhecer o meu mundo, filhos, família, e etc.), dormia várias vezes na minha casa, mas ao contrário isso nunca aconteceu. Eu não sou digna de estar ao pé do filho, ao pé da mãe, família e etc. Quando por diversas vezes que foi confrontado com o meu descontentamento, havia sempre uma razão plausível…ora porque a mãe estava com uma depressão...ora porque eu não lhe dava estabilidade para avançar, ora porque eu não podia entrar na casa dele porque isto e aquilo...enfim provocando em mim frustração, revolta. Cheguei a pensar que seria eu o foco do problema que existia na nossa relação! Aliás, ele dizia que a culpa era minha e eu sem perceber bem no quê!

 

Quando eu desisti, e fi-lo umas 4 vezes, ele veio sempre atrás, com falsas promessas de que agora é que era o momento em que ia avançar, chegando a usar a manobras tais como usando o que eu mais queria: ser novamente mãe; " quero muito ter um filho nosso", " és a mulher da minha vida"; as pessoas mais importantes e que amo és tu e o meu filho"...e quando eu voltava a dar hipótese, nada acontecia...era um ciclo infernal. Fez-me sentir culpada e a duvidar de mim mesma.

 

Sinto que devo ter uma resposta, para poder avançar na minha vida, o porquê desta atitude, se não quer evoluir na relação e continua a correr atrás? Para depois eu voltar ao inicio e tudo fica igual....

Grata,

ML

 

Cara ML,

 

A sua relação com esse rapaz parece que tem uma falha qualquer, que não tenho dados para saber o que seja. De qualquer maneira o comportamento dele não é normal, pois a exclui da sua família por algum motivo. Será que ele está a esconder alguma coisa? Será que tem uma família problemática ou desajustada? Ou será que ele está inseguro na relação?

Além do que com esse comportamento mostra que não tem intensão de assumir um relacionamento em pleno. Parece que tem dificuldade em assumir um compromisso, o que trabalha contra a um possível relacionamento maduro e estável.

 

O que pode fazer é falar com ele e tentar perceber o que está por trás dessa instabilidade de comportamento da parte dele. Ele não desiste, mas também não assume!

Reflita também sobre o que pretende para a sua vida e para o seu futuro e deixe bem claro quais são os seus limites, e que embora goste dele precisa da participação efectiva e contundente da parte dele.

 

Se nada disso resultar procure uma terapia de casal para uma orientação e talvez seja altura para ponderar uma separação.

 

Tudo de bom e boa sorte!

 

Escassez de sentimentos

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Bom dia!

Vi seus artigos no blog e achei bastante interessante, e vi a maneira que se pode dizer gratificante suas explicações. Então resolvi encaminhar um para você, na esperança que você possibilite-me auxilio, e se possível que esse e-mail seja respondido!

Atualmente tenho 23 anos, e desde muito novo sinto uma escassez de sentimento ou algumas emoções, muito pouco chorei ao longo dessa vida e tampouco me importei com a ausência das demais. Seria como se, as pessoas não se importassem, porém não posso viver isolado, então sempre procurei ou até mesmo por ser simpático, agradável, educado etc... Sempre construir ótimos vínculos, onde quer que eu esteja. Mas dentro de mim, é como se fosse desnecessário. Irrito-me fácil (porem procuro demonstrar paciência para não haver desentendimentos), não sei ou consigo está em constantes demonstrações de afetos constantes seja físico/palavras, não sinto saudade, diante de algumas situações reajo mais fisicamente interno do que externando, e sou muito racional diante tudo, e a maioria das coisas se tornam complexas.

Minha irmã vai ter um bebé, no dia em que soubemos, mãe chegou toda animada contando, e para mim foi tipo “sim, e daí?”, ou quando alguém falece parece que tenho que ficar triste, mas não consigo, porém compreendo e presto um tipo de solidariedade, entre outras coisas. Mas não fico lamentando-me, reclamando ou nada, toco minha normalmente, faço minhas obrigações e tento ser o mais sociável possível, mesmo que isso seja apenas, possamos que dizer indispensável, surreal, entre outras coisas. Isso foi um pouco do que se passa com minha pessoa.

 

Agradeço sua atenção.

Abraços.

Caro leitor,

 

Talvez tenha sofrido uma falta de aprendizagem emocional desde a infância. Embora não se possa compensar essa falta, com treino pode ensinar-se à pessoa que busque elementos que lhe ajudem a diferenciar suas emoções e expressá-las de modo básico.

 

Quanto mais detalhado seja o reconhecimento das emoções que se desenvolvem numa pessoa, maior será sua capacidade dela ser feliz e funcionar bem em sociedade.

Para aprender a expressar as emoções é preciso dedicar tempo e empenho a tratar de identificar o que sente, tratando de descrever sempre o sentimento com palavras.

 

Para isso, é preciso empregar os adjetivos que o ajudem a descrever para dar maior significado ao que se diz, procure utilizar frases como "me sinto como um cão raivoso", "é como se me tivessem cravado uma faca". Tente aprender palavras que tornem os sentimentos mais específicos. Por exemplo, em vez de dizer "bem", o que é muito comum, use palavras como "alegre", "feliz", "grato" ou "eufórico". Por outro lado, em vez de dizer que se sente "mal", diga que se sente "irritado", "inseguro", "desmotivado" ou "rejeitado

Também é útil focar em como as outras pessoas descrevem suas emoções, que expressões utilizam, como se comportam, como reagem e perguntar-lhes o que é que sentem.

 

Uma psicoterapia, com uma abordagem adaptada à falta de expressividade costuma ser propícia para tratar esse problema. O primeiro passo é ter consciência do problema o que faz antever um prognóstico positivo.

 

Tudo de bom

Sensações estranhas

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Doutora,

Boa tarde!

 

Espero, do fundo do meu coração, que este E-mail seja respondido! Estou apostando minhas últimas fichas em você. Espero poder ser ajudado e retribuir de alguma forma!

 

Tnho 24 anos e há aproximadamente 10 dias estou sentindo constantemente, 24 horas por dia, algumas sensações estranhas.

 

Sinto como se eu tivesse tomado um remédio muito forte, que influenciasse nas minhas habilidades mentais de pensamento, raciocínio, memória e capacidade de resolver problemas. Parece que tudo ficou mais difícil. Me sinto como se eu tivesse ficado "burro" de uma hora para outra. Me sinto lerdo, sinto que eu preciso fazer um esforço muito maior para realizar tarefas simples que envolvem raciocínio.

 

Além da sensação de estar dopado, de estar dentro de uma bolha, tenho efeitos visuais constantes semelhantes a chuviscos, manchas ao redor do ponto em que foco a visão, e quando começo a prestar atenção nestes pontos parece que estou olhando para uma TV sem antena.

 

Sinto-me como se fosse um zumbi as vezes. Parece que 60% do meu cérebro funciona. Fui ao psiquiatra e ele não me soube dar um diagnóstico. Fui ao psicólogo e ele tenta-me ajudar como se eu tivesse criado isso, contudo cabe esclarecer que todos esses sintomas são involuntários.

 

Não tive nenhum episódio de decepção recente. Não sofri nenhum trauma. Foi espontâneo, algo do nada.

 

O meu neurologista pediu que eu fizesse uma ressonância magnética do crânio e está tratando isso como se fosse uma enxaqueca! Me receitou alguns remédios para ansiedade. Sempre fui ansioso e nunca fiquei neste estado!

 

Estou começando a me desesperar pois é difícil tentar tratar algo sem saber o que é.

 

Muito obrigado por tudo até o momento!

 

Caro leitor,

o seu tratamento está adequado: psicoterapia, psiquiatria, neurologista e ressonância magnética.

A ressonância vai dar alguma pista ou pelo menos mostrar que não há nada de anormal no lado físico e a partir daí poderá elaborar o melhor tratamento.

 

Compreendo que essa situação de não saber o que tem lhe cause um excesso de ansiedade que certamente lhe agudiza os seus sintomas.

Mas é preciso paciência e esperar pelos resultados. Não tenho infelizmente nada de novo para lhe dizer, mas espero que possa com os exames médicos descobrir as causas do seu problema, ser tratado adequadamente e que continue com o psicólogo que sem dúvida vai ajudá-lo a gerir da melhor maneira esse momento difícil.

 

Tente não ficar focado nisso, mas aproveite os seus dias da melhor maneira.

Tudo de bom e melhoras!

Um abraço.

Mariagrazia Marini

Separação

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Boa noite,

Faz um ano que estou em um relacionamento confuso, onde meu namorado, não consegue se separar. O fato é que a esposa sofre de depressão, ela já descobriu várias vezes que estamos juntos, colocava ele para fora de casa e depois pedia para voltar porque não sabia viver sem ele. Agora estou grávida dele, ela soube e mais uma vez colocou ele para fora e dessa vez, ele não quis voltar, até que tivemos a ideia dele procurar tratamento psicológico para ela. Bem, a psicóloga disse que ela quase não tem traços de depressão, mas esta com uma tristeza profunda, que pode levar à morte, então recomendou que ele voltasse para casa e assim seria feito o acompanhamento para ela começar a aceitar a separação, dizendo que vai chegar uma hora em que ela mesma vai pedir a separação.

Ele voltou, e assim que voltou, no dia seguinte ela já me mandava mensagens dizendo que eu deixasse ele em paz, que eu não iria maltratar ela quando meu filho nascesse porque ele iria pra casa dela porque é direito do pai passar dia inteiro com filho, eu nunca respondi mensagens dela, ela promete que não vai pegar mais telefone dele, mas pega, vê ligações entre nos dois, e me manda mensagens para deixar eles em paz. Eles não vivem mais como casados, ele dorme em quarto separado, conversam pouco, e tal.

 

Preciso saber, existe a possibilidade dela aceitar essa separação com o tratamento? O que podemos fazer para agilizar esse processo?

 

Desde já agradeço muito sua atenção.

 

Cara leitora,

Essa é uma situação muito delicada. Não dá para prever o que poderá acontecer. Tudo está em aberto.

Para agilizar o processo, seria ele assumir a separação e sair de casa, mas agora que há um filho à caminho, tudo fica mais difícil.

O melhor para si é sair fora desse relacionamento confuso já que o prognóstico não é retilíneo. E partir para uma nova vida, com alguém que não seja comprometido e que possa lhe dar a atenção merecida.

Um abraço.

Medo de morrer

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Olá,

tenho 27 anos e desde os 12 anos eu tenho esses tipos de pensamentos..... Fico pensando no agora e na fluidez do tempo e como ele passa, Quando eu começo a ter o ataque milhões de coisas passam na minha cabeça como, e se eu morrer agora, o que é o universo, estamos em um multiverso, ele pode acabar a qualquer momento, um asteróide pode se chocar com a terra, Deus existe de verdade, para onde vamos, será que é só isso aqui.

Lutamos tanto para acumular conhecimentos e memórias e isso nos molda, não faz sentindo tudo isso acabar com o nosso cérebro derretendo e tudo isso se perdendo após morrermos.... Minha cabeça se enche desses pensamentos, me falta o ar, o coração vai a mil, e me dá uma vontade louca de sair correndo.... Às vezes eu penso em por um fim nisso para não sentir mais essas coisas,momento pois só eu sei como é horrível e minha família não entende.

Às vezes sinto vontade mesmo é de me matar só para não esperar um fim inesperado e iminente, pois aí sim eu teria a certeza do que estaria acontecendo e o momento do acontecimento....

Me ajuda Dra. Tenho medo de Fazer uma loucura

 

Caro leitor,

Todo o ser humano tem medo do desconhecido. O medo da morte é o medo do desconhecido, somado ao medo da própria extinção, da ruptura da teia afetiva, da solidão e do sofrimento.

É preciso ter em mente que a morte faz parte da vida. É uma etapa da existência humana com a qual tem-se que conviver. Todo ser humano está programado para nascer, crescer e morrer.

Refletir sobre a morte pode torná-la mais familiar e, portanto, menos ameaçadora. O que pode ajudar a refletir é um exercício de meditação, inspirado nas práticas budistas: repita a palavra “morte”, de olhos fechados, inúmeras vezes. Surgirão pensamentos, imagens e sentimentos muitas vezes antagónicos. Mas, se continuar essa experiência de mergulhar até onde a palavra ‘morte’ o levar, verá que algo dentro de si mudará positivamente.

A morte tem também um lado vital. O medo da morte é fundador da cultura. Funciona como motor de todas as civilizações. A partir do desejo de perenidade, se desenvolvem instituições, crenças, ciências, artes, técnicas e mesmo as organizações políticas e económicas.

O medo da morte nos força a viver, a nos relacionarmos, a procriarmos, a criarmos e a construirmos coisas que nos transcendam.

Acolhê-la, encará-la de frente, compreendê-la, admiti-la é o caminho para viver a vida e para que possa se relacionar, procriar e construir coisas que o transcendam sem fazer nenhuma loucura.

Viva a vida em sua plenitude!

 

Filho de 13 anos

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Não aguento mais. Tenho um filho de treze anos. Quando me separei ele era bom filho, sempre estava comigo, passamos muito trabalho, ele sempre cuidou do irmão menor e agora que estabilizamos e não passamos dificuldades e eu ganhei um bebé, ele está terrível. Reprovou na escola, tudo que eu falo ele réplica. Responde e eu sempre sou a culpada, eu tento dar tudo que posso mais ele sempre quer mais. Resolvi por limite pois nada é fácil na vida. Ele está pior só me responde, maltrata o irmão e o pai que nem lembra que dele. Se eu não deixo ele ir passar o final de semana sou má, lá ele faz o que quer, em casa não faz, mas todo dia é briga e discussão.

Eu sei que ele não é mau, mas só queria que ele me respeitasse pois na escola melhorou, gosta de todos mas em casa a coisa está difícil.

Preciso de ajuda não sei realmente o que fazer e como lidar com ele, peço socorro, amo meu filho mas estou perdendo para rebeldia!

Virginia

 

Cara Virginia,

É preciso saber equilibrar o tratamento que dá ao seu filho nesta fase da vida, enfrentando-o como um adulto em que ele está a se transformar, embora ainda não tenha maturidade suficiente e cuidando-o como a criança que ainda é, principalmente no aspeto emocional.

O que funciona é o diálogo permanente, o afeto mútuo, a determinação em acertar, o amor, a paciência e, principalmente, a certeza de que se trata de uma fase passageira. É preciso manter a comunicação e a disciplina, bem como compreensão e persistência.