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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Conversar e chorar

22.jpgOlá Boa noite.

Eu tenho uma certa dificuldade, toda vez que vou conversar alguma coisa com alguém ou até mesmo coisa simples com meu namorado ou alguém da minha família, começo a chorar.

Eu não sei definir o que realmente sinto no momento, se é tristeza, só sei que é um choro que não consigo segurar e as vezes é muito mau e é tão simples o assunto que eu choro e eu não sei mais o que fazer.

 

Cara leitora,

O ser humano chora por motivos emocionais. As suas lágrimas são emocionais, ativadas pelo cérebro por meio do sistema imunológico de acordo com a situação que causa emoção.

Tentar antecipar o choro e ensaiar formas de lidar com situações difíceis pode ser uma boa forma de controlá-lo. Permita-se chorar antecipadamente para ter maior probabilidade de manter a compostura. Pode ensaiar o que vai dizer e como o vai falar, porque assim não vai ficar tão emocionada.

Outra dica é empurrar a língua para o céu-da-boca e relaxar os músculos faciais, o que vai ajudá-la a evitar as lágrimas.

O segredo está em concentrar-se na respiração, de forma a afastar as emoções que podem fazer com que as lágrimas apareçam.

 Convém lembrar que chorar não é sinal de fraqueza mas ser uma pessoa sensível.

Duas pessoas em mim

23.jpgQuando eu era menor fiz algo, que pra idade que eu tinha era algo consideravelmente grave, repetidas vezes e em um dia isso me afetou muito psicologicamente. Tive crises de choro e tremedeiras e logo após revelei o que havia feito a minha mãe.

Após esse dia, me senti tentada a ser uma pessoa diferente do que era e há pouco tempo, 7 anos depois do acontecido, necessidades estranhas e diferentes vem-me consumindo.

Fui muito machucada pelas pessoas durante muito tempo. Ambos os meus pais tiveram um grave quadro de depressão (juntos, ao mesmo tempo) e quem era a responsável por “manter a ordem” em casa era eu. Isso de certa forma me sufocou e me obrigou a guardar emoções, sendo elas indesejáveis ou não, para me manter firme e ajudar eles.

Hoje em mim abriga uma raiva enorme, que com muito esforço consigo controlar, não consigo me relacionar com pessoas, podendo ser qualquer tipo de relacionamento, por sentir repulsa por elas, raiva e vontade de causar dor nelas. Mas é como se essa vontade não fosse minha mas ao mesmo tempo fosse. Meu tempo é mantido em livros, onde faço deles minha realidade e é como se a vida real fosse uma mentira pra mim.

Um dia desses me vesti com roupas “ diferentes “ e de certa forma ousadas, olhei- me no espelho e me familiarizei com aquela pessoa como se ela fosse eu e ao mesmo tempo não fosse.

Tentei resumir um pouco o que se passa em minha cabeça, temo não ter conseguido.

Estou tão confusa que sinto a necessidade de encontrar uma direção.

O que devo fazer?

Os sentimentos e a raiva são sufocantes

Cara Leitora,

Pelo que refere coexistem vários problemas em si: de identidade, de apatia social, de agressividade em relação a pessoas e a si, culpas do passado, enfim tudo para ser tratado em psicoterapia.

 

O melhor é procurar um tratamento regular para colocar ordem na sua cabeça e aliviar essa confusão de papéis e traumas do passado. Necessita manter o foco no que é preciso dar oportunidade de corrigir e compreender a sua raiva, para poder encontrar um caminho de mudança para retomar a sua vida.

O seu e-mail transmite muito sofrimento. Necessita uma ajuda urgente, com uma pessoa capaz para recuperar as forças para ter uma vida criativa e não se deixar levar por pensamentos irreais.

Os traumas do passado podem ser elaborados e superados, mas é preciso motivação para concretizar uma mudança.

Um abraço

Pensar em falhas

21.jpgRecentemente penso muito nas minhas falhas, e evito isso conversando com pessoas aleatórias na internet, mas algumas me irritam muito, e eu as odeio. Como não sou bom em me expressar, este ódio fica guardado para quando fico com muita raiva, também não sei o que fazer para parar este sentimento.

O que devo fazer?

O melhor que tem a fazer é deixar de falar com pessoas na internet e falar com pessoas na vida real.

Qual a graça de falar com indivíduos que não conhece e ainda lhe provocam ódio?

Procure socializar e aumentar o seu círculo de amigos: no trabalho, estudo, faça um curso, pratique um desporto, etc.

Se quer corrigir as suas falhas, comece a por em pratica algumas pequenas mudanças para sentir-se mais satisfeito consigo.

Se o seu sentimento de ódio permanecer ou continuar a aumentar procure ajuda especializada. Vá a uma consulta de psicologia para ser apoiado e ajudado.

Tudo de bom

Razão para lutar

 

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Tenho 18 anos, depois de dois incidentes traumáticos na minha vida perdi a razão de continuar a lutar pelos meus sonhos e pela minha vida, não tenho vontade de fazer coisas que antes realizava com alegria, como ler, estudar e sair de casa. Hoje é preciso um grande reforço pra fazer o mínimo, como ir ao curso técnico, perdi a vontade de me arrumar, de sair de casa, tenho dificuldades de socializar e as vezes penso que seria melhor se eu não tivesse nascido, que tudo dá errado e que as pessoas não gostam de mim e só me suportam por dó, só não acabei com a minha vida porque não consigo e imagino o desgosto que daria pra minha família se fizesse isso.

Cara Leitora,

Está a passar por uma fase de depressão, provavelmente relacionada aos incidentes traumáticos que sofreu no passado que não elaborou e que a levam a ver tudo muito negativo e sem esperança.

Para que possa superar é aconselhável ter um acompanhamento psicológico que a ajude a refletir sobre tudo o que aconteceu e a modificar a sua atitude presente.

Procure ajuda. Confie em si e no seu poder de encontrar uma solução e um tratamento confiável para o seu caso. Ao seu lado há pessoas que a amam muito.

Comece por apreciar as pequenas coisas da vida e anime-se para encontrar novas soluções para os seus problemas.

Família sufocante

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Dra. Mariagrazia boa noite,

Estou com grandes dificuldades na minha casa. Tenho 22 anos e namoro com um homem de 29. Minha família conhece-o e até demonstra gostar dele.

Estamos juntos há quase um ano. Ele trabalhava comigo e antes do meu relacionamento era o meu melhor amigo. Nós tínhamos contacto 6 vezes na semana (dificilmente nos encontrávamos de domingo porque queria ficar com a minha família) mas há 3 meses ele mudou de emprego. Frequênto Universidade com a minha mãe e moro com os meus pais e dois irmãos (18 e 20 anos). Com a mudança de rotina, só consigo ver meu namorado nos finais de semana (Ele mora sozinho).

Então minha mãe acha que é o suficiente que eu o veja somente um dia na semana ou que eu nunca durma fora (toda vez é uma briga), minha mãe sempre que possível fala algo para atingi-lo falando "mal", que ele não fica muito na minha casa e etc. mesmo ele indo.

Só que isso está acabando com o meu psicológico e causando conflitos no meu relacionamento.

Minha mãe engravidou muito nova e eu sempre fui amiga dela.

Meu último relacionamento terminou há 4 anos, sofri muito e acredito que seja por isso esse comportamento dela.

Queria que ela entendesse que sou uma mulher e que ela cortasse um pouco isso, mas não sei como fazer, sem machucá-la.

Cara Leitora,

A independência precisa ser conquistada por si. Não se deixe sufocar. Aprenda a fazer valer a sua vontade através de uma atitude mais assertiva com a sua mãe e com a sua família. Não a culpe a sua mãe pelo seu passado e presente, mas procure em si soluções para os conflitos.

As relações entre mães e filhas não nos podem se confundir com as das melhores amigas. É fundamental haver uma assimetria de poder, para permitir ao filho crescer independente com capacidade de socialização e autonomização.

Procure conquistar a sua autonomização o quanto antes!

Problema sexual

18.jpgBom dia Doutora Mariagrazia, obrigado por ler meu e-mail eu gostaria de pedir uma orientação e conselho.

Eu tenho 21 anos e tenho muita vontade sexual por varias vezes por dia mas eu não quero fazer sexo só depois do casamento.

Eu tentei muitas formas de distrair e fazer outras coisas mas quando vem a vontade é algo imenso impossível de resistir. Eu só gostaria de diminuir essa louca vontade por que não quero praticar masturbação nunca.

A senhora teria algum conselho doutora, algum especialista ou principalmente um truque da psicologia de lavagem cerebral ou hipnose com profissional ou medicamento?

 

Obrigado pela atenção

ML

 

Caro LM,

A masturbação faz parte de uma vida sexual saudável, é totalmente segura e inofensiva, além de diminuir o stress e aumentar a autoestima.

 

Todavia, não se masturbar também pode trazer algumas vantagens científicas e pessoais, como por exemplo o aumento da produtividade e diminuição da procrastinação diária, devido ao aumento de energia, e também maior sensibilidade e energia sexual.

Abster-se da masturbação não constitui qualquer perigo, porém é uma privação desnecessária, pois o ato pode ser muito saudável para o organismo. No entanto, a decisão é pessoal. Cada pessoa possui o direito de fazer o que entender com o próprio corpo.

 

Quanto a procurar formas de escapar dos desejos momentâneos, procure uma distração, ou trabalhe a sua conscientização. Outra opção é usar o relaxamento ou meditação, como uma forma de lidar com o stresse em vez de deixá-lo se acumular. Se a libido estiver muito aumentada pode usar ervas e medicamentos para diminuir os níveis de testosterona e ainda fazer mudanças equilibradas no seu estilo de vida.

O meu conselho é que se dedique a algum trabalho muito exigente, que o satisfaça e que diminua o seu tempo para pensar em sexo. É o que Freud chamou de sublimação, ou seja dirigir a energia sexual para executar algum trabalho importante.

Outra coisa que pode ajudar é a prática regular de exercício físico.

Acontece que na sua idade não é fácil abster-se de pensar em sexo por estar numa fase onde os níveis hormonais estão no auge e agudizam o desejo sexual.

 

O melhor é procurar viver a sua sexualidade naturalmente sem grandes restrições e sem culpas.

Fique bem

Apatia emocional

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Eu estou em uma situação que as vezes parece surreal pra mim, não consigo aceitar o fato de que isso está acontecendo comigo. Mais ou menos no fim de 2017 comecei um tratamento com o Roacutan 20mg, porém não fui muito longe, tomei por uns 2 meses e tive que interromper o tratamento por conta que estava sendo super agressivo ao meu fígado, e por coincidência no fim do ano de 2017 e no começo de 2018 comecei a me sentir meio estranho (minha suposição que tenha sido o Roacutan por relatos de problemas psicóticos, como depressão) mas na época eu não tinha percepção disso, parei de fazer as coisas que eu gostava, e aos poucos os sintomas foram piorando, eu senti que tinha algo muito diferente comigo, a primeira percepção foi que eu estava menos sensível com as pessoas, não conseguia me apaixonar tão fácil nem me apegar a ninguém (coisa que acontecia super rápido e fácil), para mim foi super estranho pois eu sempre fui muito sensível emocionalmente, e com isso foi piorando, depois eu estava me sentindo desconexo do mundo, como se eu não estivesse mais conectado com a vida, com as coisas, com a natureza, a minha essência, minha energia interna estava se apagando, e foi piorando cada vez, mais e mais, tive sintomas de depressão, cheguei a um ponto que não aguentava mais nada, não conseguia conversar com as pessoas, queria ficar isolado, sentia vontade de chorar, só queria dormir e viver no meu mundinho deitado na minha cama assistindo algo que tomasse o meu tempo. Nada mais me dava prazer, nem mesmo sexo, tudo na Minha vida perdeu o sentido, meu mundo estava preto e branco, como se eu estivesse vivendo no automático, só existindo.

 

Fiz um tratamento com antidepressivo por uns 6 meses, aliviou muito meus sintomas, consegui botar minha cabeça no lugar, e sempre tentando achar uma luz no fim do túnel, porém, tudo isso me deixou muitas sequelas, hoje em dia eu estou "bem" porém perdi totalmente o meu lado emocional, me tornei uma pessoa opaca, fria, sem sentimentos, sem motivação, sem vontade de viver sabe? Eu não consigo mais sentir minhas emoções, nem alegria nem tristeza, não tenho mais adrenalina assistindo aquele filme de ação ou aventura, ou até mesmo escutando aquela música empolgante, não consigo amar nada nem ninguém, nem mesmo minha família nem namorada, não consigo sentir amor, nem paixão, é triste, não consigo sentir até mesmo prazer em um beijo, sabe aquela liberação de endorfina ?

 

Isso não acontece mais comigo é como se eu estivesse beijando uma parede, também perdi a minha fé, minha crença, não consigo ter empatia, perdi o respeito pelas pessoas, não consigo levar mais nada a sério, não estou mais nem aí pra nada, se der certo deu, se não der não deu, se morrer morreu, me afastei de todas minhas amizades, e não sinto falta de ninguém, eu preciso ao menos entender o que está acontecendo, ninguém me ajuda, ninguém tenta me entender, eu me sinto sozinho e sufocado.

Caro leitor,

uma das raras reacções adversas do roacutan é a depressão, pode ser que o início da depressão esteja relacionada coma medicação. De qualquer maneira os sintomas que sente precisam ser tratados e para isso é preciso trabalhar o seu estado emocional.

A apatia clínica é considerada depressão no nível mais moderado e diagnosticada como transtorno dissociativo da identidade no nível extremo. O que eu sugiro é que espere mais um tempo para verificar que não seja uma fase passageira e caso a situação se mantenha procure ajuda de um terapeuta para poder falar sobre as coisas e perceber o que está por trás dessa sua falta de motivação.

Entretanto procure socializar: procure encontros com amigos, retome atividades que eram sinônimo de alegria para si, retome hobbies antigos e volte a lugares que costumava visitar. Procure encontrar onde foi perdida a conexão com a  felicidade e tente restabelecer esse elo, voltando a ter uma vida ativa. 

A socialização é o processo que permite a cada indivíduo desenvolver a sua personalidade permite a sua integração na sociedade, o que o irá ajudar a sair desse “bolha” de apatia emocional.

 

 

Sem personalidade

16.jpgSou C, tenho 17 anos. Vivo com a minha mãe, que não tem paciência NENHUMA. Sempre que faço algo errado ela me xinga muito, principalmente de sem cérebro. Diz que não uso minha mente, que sou incapaz de raciocinar, que pareço ter algum problema mental e agora me chama de demente. Eu nunca a contrariei, nunca fiz nada demais, sempre a obedeci, mas quando cometo algum erro dentro de casa, ela me xinga muito, joga na minha cara os erros bobos que eu cometi, faz eu me sentir uma inútil. E ela não tem consciência disso. Muitos dos erros que eu cometo são por falta de atenção, é como se eu fizesse de qualquer jeito, porque sempre faço tudo “correndo”... Ela me julga muito, e é a única pessoa com quem eu converso, já que nem amigos eu tenho. Acho que por culpa dela, por ter-me trancado dentro desta casa que eu sou tímida, ansiosa, insegura e sem personalidade.

Por conversar apenas com ela, nunca tive ideias diferentes da dela. Tudo que é certo para ela é para mim, nem me dou ao disfrute de tentar pensar em algo diferente. Sinto que não consigo pensar e nem agir sozinha, tenho medo de tudo e de todos. Parece que sem a ordem dela eu não faço nada e também não consigo pensar em nada. Acho que é ela quem pensa por mim... Tenho ficado cada vez mais triste por ser tão DEPENDENTE dela, até demais... Não consigo fazer coisas simples, não consigo agir/pensar por mim mesma e quando tento, tenho medo dela me xingar, em tratar mal de novo... E eu estou crescendo, sem personalidade, coragem... Mal consigo pensar por mim mesma, nem opiniões eu consigo ter, nem sei o que eu gosto ou não gosto, cresci com a minha mãe escolhendo e fazendo tudo por mim. Não consigo raciocinar sem ela do lado, não consigo fazer NADA sem que ela esteja comigo, como vou viver assim? Por isso não consigo fazer escolhas, não confio no meu juízo, aliás, nem tem como eu desconfiar já que eu acho que NÃO TENHO um.

Acho que minha mãe me destruiu...

Cara C.,
Por tudo o que disse é hora de começar a pensar por si própria. É hora de começar a conquistar a sua independência. A independência depende dos seus próprios passos.

Na vida crescemos e desenvolvemo-nos à custa da dependência emocional das pessoas que nos são significativas. Na primeira fase da vida da criança esta dependência é funcional, mas com o avançar dos anos, a independência emocional precisa ser desenvolvida.

Este processo pode ter algumas lacunas, seja por carência emocional, falta de habilidades sociais, autoconfiança diminuída, incapacidade de decisão ou vitimização.
A forma como os nossos pais e pessoas próximas estabelecem os laços emocionais nem sempre facilita o desenvolvimento de autonomia emocional. Tornamo-nos adultos sem ter aprendido a ser emocionalmente autossuficientes.

Aqui 3 passos para conquistar sua independência emocional:
Permita Libertar-se!
Construa sua Própria História!
Acredite em Si Mesma!

Caso não consiga sozinha procure ajuda de uma pessoa especializada.

Conhecer mulheres

15.jpgOlá,

Desculpe o desabafo mas não tenho ninguém a quem possa falar da situação que me perturba...por ser fora do comum....

Sou casada, relacionamento de 27 anos, 2 filhos, vida sem grandes problemas, nem financeiros nem de saúde. Casamento normal, com altos e baixos como todos os outros.

A situação está num vício que o meu marido tem, este vício magoa-me, mas não prejudica nem os filhos nem a nossa vida no geral, eu é que não me sinto bem com a situação. Mas também não quero acabar o meu casamento por causa desse vício. Eu amo-o muito e ele também me ama, e aos filhos, aos nossos bens, a tudo o que temos construído, não pretende deixar-me nem me abandonar.

O problema dele, é que apesar de me amar e não ter razão nenhuma de mim, gosta de conhecer e estar com outras mulheres....

Ele diz, que é uma coisa à parte, que não muda o que sente por mim....é um vício, um fetiche...

Eu, como mulher, sinto-me magoada, mas ele diz que não tenho que me sentir assim, pois eu sou a principal, a mais importante, que o amor dele por mim não muda, com ou sem as outras...

E é isto....Obrigada.

Cara Leitora,

Entendo como o “vício” do seu marido esteja afetando negativamente o seu casamento, mas a compreensão e o uso da Inteligência Emocional podem ajudá-la a recuperar a sua autoestima .

O que leva o seu marido a procurar outras mulheres pode ser uma necessidade de autoafirmação, provocada pela insegurança emocional, medo ou baixa autoestima. Algumas pessoas precisam provar a si mesmas que são importantes, desejadas e amadas. Talvez esse vício esteja relacionado com o gosto de sentir que ele tem o poder de seduzir ou com uma meio de autoafirmação para a sua autoestima.

Pode ser que com o tempo essa “curiosidade de conhecer e estar com outras mulheres “ termine.

Depois de 27 anos de vida em comum, sem grandes problemas e sem pretensão de separação, penso que o melhor é investir na vossa relação para que ela se torne cada vez melhor e para que vos torne cada vez mais unidos.

Outra solução é ele procurar ajuda de um especialista para perceber o que o leva a ter esses comportamentos com o perigo de perder a confiança da mulher e destruir o casamento.

Se ele gosta de si e se tiver inteligência emocional, vai perceber que não é certo ter esse tipo de atitude e a possivelmente vai dar mais atenção ao vosso relacionamento.

Medo de amar

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Olá, meu nome é Joana, e só para eu não esquecer de dizer, eu gosto muito de seu blog, e eu gostaria de sua opinião em uma situação.

 

Eu sempre fui muito tímida, e nunca tive coragem de iniciar um relacionamento ou dar o primeiro passo, até que eu conheci uma pessoa, que eu não gostava a princípio, porém conforme a insistência e o tempo, eu me apaixonei, e nós namoramos por um ano, porém nós terminamos, e foi um processo muito difícil pra mim, entender que eu não poderia mais nutrir esse sentimento, e tudo bem, eu acho que consegui lidar com isso a minha forma, o problema é que eu não tenho mais coragem de embarcar em um novo relacionamento, eu até conheço pessoas que eu gosto, mas eu nunca acho que esse gosto é o bastante, então eu deixo passar, e mesmo se o sentimento for recíproco eu abro mão, por não ter certeza disso, e por eu ter namorado somente com 1 pessoa.

Às vezes penso que seria muito mais fácil reavivar um sentimento do que criar um novo, porém essa ideia é inviável, nós já estamos em caminhos bem diferentes e ele já seguiu bem mais em frente do que eu, e o meu medo é que esse meu temor de tentar não passe, e que eu nunca tenha a segurança de tentar de novo.

 

Foi isso. Espero mesmo que me dê sua opinião, pra tentar entender de uma maneira mais ampla, seria de muita ajuda mesmo...obrigada

Cara Joana,

O medo de uma decepção amorosa é o maior empecilho para amar. Se acha que ficou algum “trauma” será preciso que seja trabalhado numa psicoterapia. De qualquer maneira, está na idade de namorar e para perder o medo é preciso ter novas experiências.

A preocupação trabalha contra, quando encontrar a pessoa certa vai voltar a amar. Talvez ainda esteja sofrendo pela decepção amorosa daí o medo de se envolver e não sentir nada por ninguém.

A mente humana para elaborar precisa de tempo e a superação vem somente com o tempo. Os “ensaios” de aproximações, quando positivos, aceleram esse tempo e a confiança em tentar novamente. Somente eles ajudam nesse processo de fortalecimento e confiança renovada.

É importante estar aberta para novos encontros e não deixar que a frustração influencie possíveis relacionamentos futuros. O amor não tem hora e pode acontecer a qualquer momento.

Tudo de bom