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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Ouvir vozes

Eu quero ajuda. Eu sei que preciso, mas não sei como fazer para que as pessoas que estão ao meu redor notem. Tenho medo de estar a ser ingrata por tudo o que eu tenho, pois há pessoas bem piores. Só quero sobreviver às vozes que me dizem para me matar. Eu quero viver, mas não sei como.

Cara Leitora,

O fenômeno de ouvir vozes nada mais é do que alucinações auditivas. Essas alucinações podem vir em formas de barulhos e ruídos assim como vozes, sendo essas vozes familiares ou não. Geralmente, alguma condição externa ou transtorno psíquico pode fazer com que esse fenômeno se manifeste. Esse tipo de alucinação frequentemente pode estar associado a um quadro de saúde mental, porém também há casos de pessoas que já ouviram vozes e não necessariamente possuem um transtorno.

Essa voz que ouve, mesmo se parece real, faz parte dos seus pensamentos.

Não deixe que essa voz prejudique a sua vida. Se o fato persistir e está a causar-lhe preocupação, converse com o seu médico ou procure um psiquiatra para ajudá-la.

 

Bloqueio emocional

107.jpgEu tenho 16 e não consigo sentir tipo nada de sentimentos! 

Quando minha prima morreu só chorei no velório, no da minha avó eu nem me importei....afasto-me de todo o mundo por sentir que eu sou insegura demais e as minhas inseguranças meio criam um bloqueio mental e não sinto absolutamente nada, apenas choro e tenho uma vontade imensa de morrer! Socorro!!!

Cara Jovem,

O natural do corpo humano é sentir e quando isso não acontece pode ser prejudicial à saúde mental.

O bloqueio emocional é uma espécie de barreira psicológica, um mecanismo de defesa que pode ser inconsciente e impede de interpretar alguns aspetos da vida a nosso favor.

Essa barreira poderá bloquear o alcance aos nossos objetivos e tornar-se uma fonte de incertezas e infelicidade.

Esse seu estado pode estar relacionado com uma fase de depressão que é preciso investigar e tratar. Procure sem demora ajuda de uma psicóloga para um tratamento adequado!

 

Pensamentos obsessivos

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Eu não estou a conseguir ter mentalidade para lidar com pessoas e sempre a levar reclamações. Ando a ter muitos pensamentos negativos, obsessivos, só penso que tudo vai dar errado e quando passo muito tempo sorrindo com as pessoas, por que no meu trabalho é preciso interagir, eu fico muito, mas depois disso sinto muito vontade de chorar um certo aperto no peito, vontade de nem se quer sair de casa paro o trabalho, a minha única vontade é de ficar presa no quarto ou então com o meu namorado.

Com ele também tenho muitos pensamentos obsessivos, insegurança, não sei dizer se é intuição ou não, mas eu já fui traída uma vez e isso mexeu muito com o meu psicológico e creio que não consigo ter a confiança que um dia já tive. Acho que tenho muito medo de ser trocada outra vez e isso acaba comigo.

Fico a metade do tempo só a pensar no mal que pode acontecer, a pensar que não vou conseguir e que vai dar tudo errado. Isso é terrível e eu infelizmente não sei mais o que fazer... Penso em deixar esse emprego, pois não estou tendo psicológico para lidar com pessoas nesse momento.

Cara leitora,

Deixar o seu emprego não é uma solução e ainda poderá trazer mais sofrimento.

Um fator que pode ser um facilitador de pensamentos negativos é a nossa tolerância às frustrações. Deceções com as pessoas, com o trabalho e outros fatores da vida acontecem, mas cada pessoa lida com isso à sua maneira. Pessoas com baixa tolerância a frustrações, ao se sentirem dececionadas tendem a generalizar os pensamentos negativos e acham que “tudo está mal”. E os pensamentos obsessivos podem ser uma consequência da baixa tolerância à frustração. 

O que pode fazer é procurar não dar tanta importância as reclamações e aos fatos negativos que acontecem no seu dia a dia. Procure sempre ver o lado bom das coisas e tente resolver os seus problemas da melhor maneira.

No caso que os seus pensamentos estejam a impedi-la de exercer atividades quotidianas, procure uma ajuda especializada.

Vídeo pornográfico

 

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Boa noite Mariagrazia, 

Há alguns dias, utilizei o tablet do meu noivo e encontrei um vídeo pornográfico com práticas de zoofilia, as praticas no vídeo, eram com um homem praticando sexo oral num cavalo. Meu noivo faz sexo sem problemas, mas desde o início do relacionamento, embora não tenha nenhuma disfunção, notei que sexo para ele é indiferente, quando questionado sobre sua indiferença ele altera-se e por vezes xingou-me dizendo que o estava ofendendo com perguntas muito inconvenientes.

Mas depois de encontrar esse vídeo no tablet dele, vi que realmente há algo de errado e não era questionamento infundados que eu tinha, achei que poderia ser curiosidade, mas também achei estanho o fato de ser com um homem fazendo a pratica, seria um lado homossexual também além de atração por animais? Mesmo que ele não pratique, acho algo doentio achar normal ou excitante, fico no seu aguardo, obrigada

Cara leitora,

Descobrir que o seu noivo assiste conteúdos pornográficos poderá deixá-la triste, irritada, insegura e até mesmo com a sensação de ter sido traída. São sentimentos normais. Muitas mulheres tentam entender o motivo que leva seus companheiros a buscarem filmes eróticos. 

O seu companheiro é a única pessoa que realmente poderá explicar por qual razão assiste pornografia. Converse com ele, pode ser simples curiosidade e sem relação com excitação sexual. Especialistas estimam que 60 a 70% dos homens assistem pornografia com regularidade.

Caso se sinta à vontade, vejam pornografia juntos. A vida sexual pode melhorar e ser um bom ponto de acordo.

Não há como forçar alguém a mudar, mas seus sentimentos são importantes. Se não chegarem a um acordo que deixe ambos contentes, o relacionamento não vai progredir.

 

Relacionamento à distância

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Olá eu sou a Joana!

Sempre tive um relacionamento muito bom , eu e o meu namorado sempre fomos próximos e fizemos as coisas juntos. 

Porém desde ano passado estamos a ter um relacionamento à distância e quase sempre me sinto perdida e sem vontade de fazer nada,  cheguei a pensar que estava com depressão .

Não sei o que pensar nem como agir.

Cara Joana,

Relacionamentos à distância tem uma dinâmica diferente. É essencial saber o que o casal pode fazer para atenuar a sensação de distância e dar certo e, principalmente, serem tão felizes quanto se estivessem no mesmo lugar.

Uma das primeiras coisas que vem à mente de quem está diante da possibilidade de um relacionamento a distância é o medo. Medo de não dar certo, de como irá encarar a situação, de não suportar a saudade, da solidão, de não saber lidar com essa nova dinâmica, etc. São receios que muitas pessoas simplesmente bloqueiam-se e sentem-se perdidas.

É preciso ter uma comunicação sincera, aberta e honesta. O casal deve ser sincero, tanto em relação a coisas importantes (natureza do relacionamento, dúvidas, incertezas, expectativas, planos para o futuro…), quanto a questões triviais do dia a dia.

Por mais que possa parecer assustador, estar num compromisso com alguém que mora distante pode funcionar. Ainda mais hoje que estamos numa era de redes sociais e aplicativos de conversação facilitadores do contacto entre as pessoas.

Namorar alguém que mora longe requer uma manutenção especial para manter a chama acesa.

Algumas dicas:

-Tenha confiança

-Seja positiva

-Mande fotos

-Invista nos mimos

-Evite o ciúme

-Faça visitas

-Comemore

-Faça planos

Vai ver que com a continuação vai sentir-se melhor e mais segura, afinal quando existe amor tudo é possível.

Término de namoro

103.jpgAmo uma moça há alguns anos, nos conhecemos pela internet e nos tornamos grandes amigos, posteriormente passamos a namorar. A conheço presencialmente desde 2013, e namoramos até 2017. Nos víamos presencialmente poucas vezes por ano devido sermos de estados diferentes. 

Detalhe importante: sou o 1º namorado dela, e ela também foi minha 1ª namorada.

Após o término continuamos nosso contato diário normalmente, nossa amizade, intimidade, era praticamente a mesma, parecia que nada tinha mudado apesar do término. Ela terminou porque eu era ciumento, tivemos brigas várias vezes devido a isso, mas eu mudei.

Mesmo após o término, nos encontramos presencialmente em 2017, nosso lance foi como se estivéssemos namorando ainda, total liberdade, intimidade.

Depois disso não conseguimos nos ver presencialmente, pois ela estava na correria do mestrado e morando em outra cidade diferente, vários imprevistos, e enfim, só foi possível nos reencontrarmos em abril de 2022. Retrocedendo, todos esses anos tentei voltar, deixei claro meu amor, mas ela não aceitou, apesar disso nossa intimidade continuava a mesma, liberdade total para interagir sobre qualquer coisa.

 

Outro detalhe importante: Mesmo após o término, nunca fiquei com outra mulher, e até então ela também não havia se envolvido com ninguém. Só conhecíamos um ao outro.

Antes de nos vermos em abril de 2022, ela estava super empolgada para me ver, super interessada, o desejo era recíproco, nos vimos por alguns dias, tivemos nossos lances, não digo que "ficamos", porque nunca consideramos assim. É meio complexo para externalizar...

Acontece que no último dia juntos, ela foi e me falou algo mais ou menos assim "Agora você não vai precisar mais viajar, porque não vamos nos ver mais!", aí eu questionei o motivo e ela me disse que o sentimento acabou, que não sentia mais nada, não sentia mais atração. Durante todos os dias anteriores a gente estava muito bem. Enfim, fiquei muito triste, chateado, achei confuso. Ela depois me disse que apesar disso, eu não precisaria me preocupar, porque "não tinha nenhum homem na jogada", e ainda disse que eu era o "melhor amigo".Agora preciso retroceder e contar alguns detalhes do final de 2021 e início de 2022.

No final de 2021 ela começou a trabalhar em uma nova empresa, estavam em home office. Existia um curso de línguas online para os funcionários, as atividades envolviam interação entre os participantes, foi então que ela conheceu um rapaz que descobriu ser do mesmo bairro que ela. Enfim, conversavam pelo app da empresa, posteriormente saíram algumas vezes para assistir alguns shows de stand up que ambos eram fãs, saíram para hamburguerias, e coisas assim. Nunca ficaram, não houve nada entre eles. Mas eu percebia interesse da parte dela, porque ela nunca tinha sido do tipo que aceitava convites para sair sozinha com um homem. (Talvez não tenha rolado algo por falta de iniciativa do rapaz, não sei)

 

Sofri bastante durante esse período, nunca escondi como me sentia e o meu medo de perdê-la para outro.  Em fevereiro de 2022 pararam de se falar.

Era percetível que ela havia mudado e estava se permitindo conhecer outras pessoas.

No início de 2022, assim que ela começou a trabalhar presencialmente, no primeiro dia outro rapaz já demonstrou interesse, pediu o contato de WhatsApp, ela passou. 

Fiquei com muito ciúme, e novamente não escondi, sempre falei a real, inclusive comentei que isso aí é o normal de vários homens "Ver uma mulher pela primeira vez e já ficar atiçado".  Após algum tempo esse rapaz chamou ela para ir no cinema, porém, ela recusou (por volta de fevereiro).

 

Ela sempre me dizia que com esse segundo rapaz eu não precisaria me preocupar, pois ele não fazia o estilo dela, via ele como colega, não sentia interesse/atração.

Ironicamente no mês de junho, quando voltavam de metrô após o expediente, pois grande parte do trajeto é o mesmo, surgiu o assunto cinema, e o rapaz acabou comentando que nem a chamou mais, porque antes ela havia recusado. Acontece que dessa vez ela aceitou, falou que dava para eles irem, mas na amizade, ela me disse que da parte dela não havia outras intenções.  No final do filme, quando ela entrava no carro para ir em bora, ela me contou que ele questionou "E aí? é só amizade mesmo?", e aí ela questionou “. Mas o que é que você estava pensando, esperando?" Aí o cara foi e disse que queria um "beijo", e ela disse que ele não teria, explicou para ele que ela não funcionava desse jeito, não curtia bagunça, etc.., e ele disse algo como "Ah, então me desculpa, eu criei expectativa demais!".

 

Segundo ela, para não ficar um clima estranho, porque ela o via todos os dias no trabalho, ela foi e disse: "Mas não precisa se sentir mal achando que dei fora, eu apenas não funciono dessa maneira. Mas nada impede conversarmos". Fiquei muito mal com todo isso, e achei estranho o fato do cara já ter recebido uma recusa passada para ir ao cinema, mas a primeira nova oportunidade que teve, já vem pedir um beijo? estranho! Ousado!

 

Outra coisa que me deixou chateado é que talvez ele já tivesse entendido e nem tentaria mais, no momento que disse ter criado expectativa demais, mas a atitude dela de dizer aquilo, fez aquela situação continuar viva, entende? como se ele percebesse "pensei que estava tudo perdido, mas tem jeito". Me senti muito mal.

No dia desse acontecimento, após chegar em casa, ela ficou diferente, sempre conversávamos durante o fim da noite, mas ela não estava focada, é como se estivesse fazendo outra coisa, demorava muito para me responder, estava me ignorando total, nunca foi assim durante esses anos. O motivo? ela estava conversando com o "rapaz", dando continuidade a conversa anterior e explicando o que já tinha dito presencialmente "que ela nunca foi de "ficar", ter lances só por ter, e esse tipo de coisa"... Enfim, me senti muito mal, muito triste, e a partir disso ela foi ficando diferente. Pelo Whatsapp o cara já começou com papo que fazia tempo que estava interessado nela, que tinha sentimentos por ela, etc...

 

É irônico pensar que ela "não tinha interesse nele", como ela mesma havia dito, mas o fato dele dizer que queria um beijo, ter ascendido uma "luz" na mente dela, e ela já se iludir, criar interesse por ele. Enfim, depois em conversas posteriores o rapaz disse que estava apaixonado por ela, e coisas do tipo, e confesso que tenho muito medo desse tipo de coisa, porque desde o 1º dia que a viu, veio de gracinha, sendo que ele nem a conhecia. (Duvido que seja amor à primeira vista, penso que é o que faria com outras). Minha perceção é que ela está iludida, vendada, que passou a aceitar o que viesse pela frente! (Me desculpa, mas é minha perceção, só estou sendo sincero).

Sei que a maioria me julgaria, mas durante nossas conversas, sempre pedi para ela não cair no papo desse rapaz, hoje em dia muitos fazem de tudo para conseguir o que querem, e enfim, desesperado queria que ela me enxergasse novamente.

Infelizmente há alguns dias atrás, agora em julho, ela cedeu e eles ficaram. (Ela nunca havia beijado outra pessoa além de mim. Eu? Idem).

Após isso meu mundo desabou, porque durante todo esse tempo, devido sermos muito próximos, eu sempre tive esperanças que ainda iria conseguir reconquistá-la.

Perdi a vontade de viver, é traumático pensar que ambos só conhecíamos um ao outro, e agora existe esse "fantasma" para sujar nossa história, eu sempre levei tudo muito a sério.

É muito pesado o fato de que outro homem tenha beijado a mulher que amo, sentido a boca dela, e isso me atormenta muito.  Sei que nos dias atuais o que estou dizendo seria considerado "piada", porque é algo tão "normal", mas está sendo um momento muito obscuro em minha vida, eu abro os olhos e a primeira coisa que me vem à mente é esse acontecimento. Além de extrema tristeza, me sinto humilhado. Acredito que ainda continuarão ficando, e isso me faz tão mal. No dia que ela ficou com ele, chegou e me contou, disse que era o que tinha acontecido e que "continuaria a acontecer".

Mesmo após saber que ficaram, não tive vergonha na cara e no desespero pedi para que ela não ficasse mais com ele, pedi para voltarmos e apesar da dor que eu estava sentindo, poderíamos dar a volta por cima, que eu estava disposto a fazer as coisas funcionarem, mas ela disse que não voltaria comigo. Sei que meu papel foi ridículo, mas durante todos esses anos mendiguei para voltar. Estou dependente emocional, e como nos conhecemos há tantos anos, é mais forte ainda.

Há aproximadamente 1 semana paramos de falar, ninguém disse "Adeus", porém, não enviei mais nada e ela também não me procurou mais. Sei que durante esses dias, ela visualizou todos os dias o aplicativo por onde falávamos (por esse App ela tem apenas eu). Isso seria bom sinal ou nem significa nada? 

Vi muitas recomendações do tal "contato zero", que isso poderia ajudar a repensar a relação, por isso resolvi aplicar. Confesso que é muito difícil essa situação, pois durante todos esses anos sempre nos falávamos praticamente todos os dias, e tenho medo que ela veja o contato zero como "um favor", queira que eu desapareça.

Não sei se devido ao longo relacionamento e amizade, se ainda é possível mudar nossa história, mas sei que estou desesperado, aterrorizado. O que você acha? É possível? O que eu poderia fazer?

Outra coisa que não sei se vou conseguir lidar é com o fato dela ter beijado outro cara! Agora existe outro! Por mais que voltássemos sempre teria a questão que o rapaz saberia "Aquela ali eu já beijei", enfim, é terrível.

Outra questão é que apesar de nos conhecermos há tantos anos, ambos somos virgens, mesmo ambos tendo idade próxima dos 30, ela sempre teve medo de algo dar errado, já que os pais dela eram controladores, impediam até coisas normais do dia a dia, super protetores. (Ironicamente ela começou a aceitar convites para sair após estar fazendo terapia, mas os motivos que levaram ela a fazer terapia era para escapar do controle dos pais), mas pelo jeito, ela está focando em "outras coisas".

Retomando, me atormenta o fato de que apesar de ter sido o 1º da vida dela, nunca termos tido "algo além", e ela acabar caindo na tentação de se entregar sexualmente para esse rapaz ou outro, enfim, sei que tudo que estou dizendo seria motivo de chacota para muitos, mas eu apenas estou sendo sincero, é uma situação muito estranha, seria algo muito constrangedor, uma humilhação. Dizendo isso, pode parecer que minha preocupação está sendo que "eu seja o 1º em tudo", mas não é isso, é que eu realmente a amo e gostaria que ela percebesse o quanto a levo a sério e reatássemos, como mencionei, é extremamente pesado reconstruir um relacionamento e sempre ter aquele fantasma de que a mulher se entregou para outro! Não consigo me expressar aqui!

 

Fico me atormentando mentalmente sobre a possibilidade de enquanto estou aqui sofrendo eles estarem ficando à noite, ou durante os finais de semana. Além disso, há o fato de trabalharem presencialmente no mesmo local, se veem todo dia.

Ambos tínhamos uma mentalidade voltada para um relacionamento à moda antiga, romântico, ver tamanha mudança é tão estranho. Gostaria de que tudo isso fosse um pesadelo, mas infelizmente não é. Eu acho estranho ela ter conseguido fazer isso sem se importar com o fato de nos conhecermos tão bem, há tanto tempo.

Há alguma forma de reconquistá-la? Como superar ela ter ficado com outro? Se voltarmos, como faço para o passado não me atormentar?

Poderia me dar dicas para aumentar as chances de sucesso? Eu não quero perdê-la, ela é muito importante para mim!

O fato dela ter visualizado o App de mensagem por onde conversávamos, quer dizer alguma coisa? Eu não visualizei da minha conta habitual, sendo assim, o status da minha conta é ausente desde o dia que paramos de falar.  O estranho é que ela inclusive disse que "não entraria mais", então o que poderia explicar ela continuar entrando?

Muito Obrigado por ter lido até aqui, agradeço imensamente!

Tenha uma ótima Semana!

Caro leitor,

Entendo que está muito angustiado com toda esta situação, principalmente por esta ser a sua primeira e única experiencia de relação. Tudo que é primeira vez é sentido mais intensamente.

Acontece que ela também está vivendo a sua primeira experiencia amorosa e deve estar se sentindo insegura diante do aparecimento de outra pessoa e curiosidade de saber como seria com outro. A distância também trabalha contra, dissipa os sentimentos, seria diferente se estivessem perto um do outro.

 

-….a primeira nova oportunidade que teve, já vem pedir um beijo? estranho! Ousado!

Não há nada de estranho, quem quer conquistar vai á conquista e não perde oportunidade.

- Isso seria bom sinal ou nem significa nada? 

Visualizar o aplicativo mostra que ela se preocupa consigo e quer saber de si.

 

- Não sei se devido ao longo relacionamento e amizade, se ainda é possível mudar nossa história, mas sei que estou desesperado, aterrorizado. O que você acha? É possível? O que eu poderia fazer?

Sempre é possível mudar a história, mas tente não ficar desesperado e aterrorizado se não conseguir. O melhor seria deixar ela viver a experiencia com o outro e se mesmo perceber que gostar de si, vai tentar voltar para si, se não …também não adianta forçar amor!

-Há alguma forma de reconquistá-la? Como superar ela ter ficado com outro? Se voltarmos, como faço para o passado não me atormentar?

Se voltarem vai ter que aceitar que foi assim e “perdoar”, mentalizando que pode levar um tempo para voltar a confiar nela.

- O estranho é que ela inclusive disse que "não entraria mais", então o que poderia explicar ela continuar entrando?

Seria por ela se preocupar e estar curiosa por saber de si, afinal foram muito anos de namoro e muita história em comum.

Se a relação acabou em 2017, talvez a intimidade, quando se encontram, mantem-se por comodidade, não significando propriamente um amor. Amor e sexo, às vezes, andam separados.

A única maneira de o Leandro se desligar do sofrimento é deixar de visualizar as Apps, deixar de ouvir a história dela com o outro (isso só lhe traz sofrimento!), conhecer outras moças, namorar outras pessoas, divertir-se e tentar esquecê-la.

É importante vivermos outras experiencias amorosas!

Pare de perder tempo! Viva a sua vida!

E se puder trate de trabalhar o seu ciúme, muito ciúmes prejudica a relação amorosa.

 

Adolescente e pornografia

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A filha do meu marido tem 13 anos e fui olhar o telefone dela e vi que ela pesquisa pornografia. Perguntei a ela o porque e ela disse que estava curiosa. Só que fui ver a data e ela assiste pornografia desde os 11 anos de idade! A mãe abandonou-a quando ela tinha 6 meses de nascida e o pai sempre cuido dela mais as irmãs e mãe dele! Depois ela foi morar com a mãe durante 2 anos e quando volto o pai dela observou que ela mudou completamente de comportamento! Ela falava gíria não queria mais vesti roupa de mulher e falou que é lésbica.

Ele deu um computador e um celular logo quando ela chegou do Brasil da casa da mãe e ele nunca pegou o celular dela para olhar pois ele sempre viu ela como o nené dele! Nunca passou pela cabeça dele que ela via pornografia então ele bateu nela e falou que se ela pesquisar mais uma vez ele ia tirar o celular. Então ele tirou o celular, e ela só ficava assistindo televisão e agora ela quebrou a televisão e o pai deixa o computador só que ela fica em casa sozinha o dia inteiro pois eu e ele trabalhamos.

Gostaria de saber se vocês acham que deveríamos tirar o computador dela enquanto estamos no trabalho e só deixar ela usar quando chegarmos? Pois se tirarmos ela vai ficar em casa sem televisão, sem celular e sem computador.

Cara Leitora,

As motivações do adolescente para pesquisar conteúdo pornográfico incluem curiosidade, prazer, influência dos pares e como fonte de informação.

A exposição prematura a conteúdos de natureza pornográfica pode trazer prejuízos sociais, psíquicos e emocionais a esses jovens.

Efeitos, como reprodução de comportamentos erotizados e a conduta violenta, podem manifestar-se nos jovens diante do consumo de pornografia. A pornografia influencia as atitudes dos adolescentes em relação ao sexo e aos relacionamentos e pode levar a uma iniciação sexual precoce. Além disso, perante crenças sexuais irrealistas,  torna-se comum um sentimento de frustração, visto o relacionamento afetivo não corresponder com a realidade apresentada nos vídeos e imagens. 

 É preciso proteger os menores de conteúdos sexuais inadequados que possam prejudicar o indivíduo no seu desenvolvimento evolutivo.

É muito importante sermos proativos quanto à educação sexual. Não devemos esperar que o adolescente encontre a pornografia para satisfazer a sua curiosidade e dúvidas. Em vez disso, o melhor é conversar com ele sobre  sexo abertamente.

Não é o caso de bater, proibir, tirar celular, mas dialogar com ela. Falar sobre sexo, sobre a problemática do consumo de pornografia, alertar para que esta não representa a realidade e para os possíveis traumas futuros nas suas relações amorosas.

 

Trauma de relacionamento tóxico

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Faz pouco mais de um ano que terminei um relacionamento tóxico de 3 anos. Quando terminei foi libertador, conheci gente nova que quis se relacionar comigo, mas tinha muito pouco tempo de término então preferi ficar só.

Foi passando o tempo me interessei por outras pessoas, só que quando eu percebia que a pessoa queria algo sério eu perdia o interesse na hora e isso se repetiu várias vezes.

Eu não gosto mais do meu ex, só que sinto que estou traumatizada.

Cara leitora,

Precisa procurar ajuda para conseguir voltar a confiar em si e nas pessoas. A relação tóxica com o seu ex, felizmente, já terminou.

Agora é importante investir em si própria. Fazer terapia é fundamental, tanto para entender como aquela dinâmica tóxica instalou-se, bem como para poder perdoar-se por ter aguentado tanto tempo num relacionamento tóxico e, sobretudo, não se culpar pelo seu passado. 

Inventar histórias

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Desde criança tenho o hábito de inventar histórias. Não são mentiras prejudiciais, mas apenas histórias que surgem em minha cabeça e eu conto. São pequenas histórias sobre o quotidiano, que nunca envolvem pessoas reais, sempre fictícias.

Isso pode ser considerado um quadro de pseudolalia?

Cara Leitora,

O fato de ter que contar histórias sistematicamente é uma doença, conhecida como mitomania.

Viver num ciclo de mentiras e fazer delas um modo de viver é um problema. A pessoa cria situações falsas, vivencia a mentira, cria uma realidade paralela e acredita nela.

As causas são multifatoriais: histórico de vida, relacionamentos, primeiras impressões dos pais, padrão de relação parental, genética, experiências.

Pode estar relacionado com a dificuldade em aceitar a sua própria realidade, ter baixa autoestima e não se aceitar.

A fantasia, imaginação, o “sonhar acordado” também é importante e, em muitos momentos, ajudam no processo criativo, seja na vida pessoal ou profissional, mas essa fantasia precisa nalgum momento se conectar à realidade e provocar alguma transformação também real.

Como tratamento é indicado uma terapia para ajudar a pessoa a se conectar com a sua realidade e a viver melhor, no caso em que sinta que essas fantasias em excesso estejam a prejudicar a sua vida.

Natureza poliamorosa.

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Eu tenho 48 anos e vivo há 12 anos com uma pessoa formidável, a melhor do mundo. Tenho um filho lindo, porém me apaixonei por outra. Estou com ela há 5 anos e tenho uma filha linda!

Amo as duas! E agora?

Sei que é humanamente impossível dar para as duas a mesma atenção e na cama o mesmo sexo! Como resolver isso?

Parece que estou no inferno! Ainda tenho tempo de resolver? Como resolver? A resposta é não sei!

Vou levar até onde der. Sabendo que um dia uma delas vai me deixar e eu vou sofrer muito, assim como faço uma ou as duas sofrerem!

Tem uma saída? Hoje não tenho, peço a Deus que me ajude e mostre o caminho para diminuir tanto o sofrimento de uma ou da outra. O meu já sei que é certo porque já estou sentindo! Creio que a maioria dos homens tem sentimento de posse. Mas, tenho que trabalhar isso para colocar em prática no momento que uma disser que não me quer mais!

 Peço ajuda pois somos muito fracos e errantes!

Caro Leitor,

O ser humano pode ter sempre estes tipos de questionamentos que trazem desconforto e instabilidade quanto aos sentimentos e emoção, junto com a sensação de estar perdido.

Por termos processos químicos intrínsecos a nós, podem deixar-nos mais propícios à busca de aventuras. É preciso cuidar melhor dos nossos sentimentos, sensações, emoções e também usar a razão no nosso modo de ser e agir. Permitindo-nos a cada dia conhecermos melhor a nós mesmos!

Relacionamento é sempre uma negociação e muito diálogo, para lidar com todas as fronteiras de valor, de respeito e de sentimentos que impactam a nossa forma de estar e agir.

Estar numa postura dupla, pode ser muito conveniente, mas é também muito desgastante.

Para encontrar as suas respostas, é indicado buscar um processo terapêutico, para compreender se quer e como reestruturar a sua vida conjugal e iniciar um caminho de crescimento pessoal.

O ser humano também pode ser forte e estável!