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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Medo de relacionamentos

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Vim aqui pedir ajuda, pois já estava ficando preocupada com meu caso, e minha família as vezes cobra isso.

Tenho 23 anos, mulher, nunca namorei na vida, nunca beijei ninguém na boca e ainda sou virgem.

Quando eu coloco o termo relacionamento na balança não é algo que eu considero, quer dizer, eu não tenho paciência de conhecer pessoas novas e tenho um receio enorme em "ficar" seja com amigos (não tenho muitos) e muito menos com desconhecidos.

As vezes tenho fantasias onde estou em um relacionamento, que tenho namorado, ou me casei, as vezes até com filhos, mas quando coloco na minha realidade eu tenho medo até de começar a ter uma relação amorosa.

Antigamente quando eu tentava ser um pouco mais aberta sobre isso e alguém começava a dar em cima de mim eu hesitava e desfazia a conversa. Já cheguei a cortar contato com muitos por causa disso.

Realmente não sei o que há comigo, talvez eu fantasie demais o homem perfeito? Ou tenho simplesmente medo de relacionamentos? Realmente não sei.

Cara leitora,

O seu caso não é anormal. Histórias como a sua acontecem com frequência. Acontece que a sociedade lida de forma muito contraditória e inadequada com as questões da sexualidade.

Se quer se envolver num relacionamento tem que fazer algum esforço para que isso aconteça. A falta de aprendizado, não ajuda. Que tal começar por modificar a sua postura?

Ser mais aberta e ter uma atitude menos esquiva. Quanto mais fugir dos encontros, mais difícil será retomar as suas fantasias que exprimem o desejo de estar num relacionamento, ou num relacionamento estável e ter filhos.

Procure deixar o “receio” de lado e as crenças negativas relacionadas com a sua falta de experiência. Não há idade certa para começar. E não se impressione se tiver alguns fracassos, use-os a seu favor.  Toda a experiência leva a um crescimento pessoal.

Afinal nada como viver um dia após o outro.

Namorar aos 12 anos

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O meu nome é Eloisa e tenho 12 anos.

Eu comecei a namorar dia 29/04/2022, como o meu melhor amigo. Eu e ele temos a mesma idade, iremos completar 13 esse ano. Ambos nos gostámos. Nós dois sabemos que somos muitos novos ainda para ter esse tipo de relacionamento agora, mas nós gostámo-nos muito. Só que o problema é meu pai. Ele é muito ignorante para esse tipo de coisa, ele já me falou para mim que não iria deixar eu namorar e nem sair só de casa, enquanto não for maior de idade.

Estou sem saber o que fazer!

Preciso de um conselho.

Cara Eloisa,

Se ambos sabem que são muitos novos para ter esse tipo de relacionamento, a solução é dar um tempo antes de começar a namorar. Podem estar juntos, encontrar-se como amigos e deixar o namoro para mais tarde. Vai ver que quando for um pouco mais velha o seu pai irá deixar. Tudo tem o  seu tempo certo e se ambos se gostam, vão conseguir esperar.

Traição e gravidez

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Descobri há 5 meses a traição, vi mensagem no celular dele dizendo para amante que foi muito gostoso o que tiveram, mas eles teriam que parar e serem apenas amigos, não consegui tirar foto da mensagem, mas guardei para mim, 3 semanas depois não consegui mais segurar e falei para ele que eu sabia e afirmei que ele me traiu, óbvio que ele negou e até hoje nega isso. Resolvi ficar na minha, convivemos juntos, nesse meio tempo engravidei , minha segunda gestação, ele queria que eu ficasse grávida , eu não queria mais, ele insistia muito que teríamos outro filho, eu não queria pois no fundo já sentia que ele continuava me traindo, não me ajuda em casa. Faz-me de empregada e trata-me mal, não cuida direito do filho que temos, não me dá carinho e nem atenção, isso ele já faz desde quando tive o primeiro filho, mesmo assim ainda suporto essa convivência, e infelizmente acabei engravidando novamente, chorei muito, agora estou com 4 meses e faz 1 mês que descobri a traição.

 Na verdade, descobri tudo detalhe por detalhe ele mesmo dizendo nas mensagens com ela, tirei foto de tudo e não sabe ainda, estou guardando, já chorei muito, estou muito mal e ela sabe que ele é comprometido, e os dois conversam de mim e ela sabe que estou grávida, ele disse para ela que colocaria o nome do filho dela nessa criança que estou esperando.

Eu sinceramente estou aos prantos, grávida e sendo feita de trouxa, logo vamos mudar para o apartamento que compramos, na verdade depois que descobri essa gravidez só eu estou me esforçando para comprar os móveis do apartamento para mudarmos logo.

 Isso me entristece pois eu estou aqui me dedicando tanto e os dois se encontrando, ele me fazendo de trouxa, grávida e ainda fala de mim para amante, do nome que vai colocar na criança.

Sinto que estou entrando em uma depressão terrível, pois eu sei de tudo e guardei e estou fingindo que nada acontece. Já pensei várias vezes em muitas loucuras, não sei como agir, apenas estou comprando tudo para o apartamento e não sei o que será, meu psicológico está acabado.

Cara leitora,

Nessa situação é preciso manter a calma, mas também conversar com ele. Procure juntar as suas forças e, com lucidez e racionalidade, exija uma mudança. Conversem muito. Seja firme e mostre que merece respeito e ser tratada como uma companheira.

Entretanto, agora pense no seu filho e no seu parto e tome uma decisão mais acertada somente após o parto e quando estiver  tudo mais estável.

Mostre que é uma mulher inteligente, que sabe o que quer e que tomará a melhor decisão. E que não merece ser passada para trás dessa forma.

Com alguma esperança, talvez consiga salvar a sua relação.

Falta de carinho

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Dra. Vivo um casamento de 13 anos, tipo a distância, porque trabalho em uma cidade e minha esposa e filha em outra, só nos vemos nos finais de semana (sexta a domingo), isso já faz uns 11 anos, nessa rotina, mas eu sempre soube desde o começo que o meu amor por ela era maior, sempre gostei e demonstrei mais amor do que recebia e agora depois desse tempo todo, estou cansado de não receber o carinho e afeto que retribuo ou que gostaria de retribuir, porque hoje em dia não consigo nem retribuir, pelo simples fato de sentir (mesmo que esteja errado), que a outra pessoa não está nem aí.

Sexo às vezes passamos mais de 2 meses, não porque não tenha vontade, mas a falta de afeto da parte dela, me deixa magoado, triste, e muitas vezes zangado.

Acho que para ter sexo precisa no mínimo de um pingo de sentimento, afeto, porque se o problema fosse a falta de sexo sem afeto era simples de resolver, mas o problema não é esse (sexo), sim o afeto em si, carinho, atenção. As vezes não sei explicar muito bem, mas me sinto perdido dentro desse relacionamento, sinto falta do carinho que poderia receber e mesmo do carinho que gostaria de dar.......

Caro leitor,

Parece que entre o casal há falta de diálogo.

Estão distantes, mas ao estar sempre juntos nos fins de semana podem conversar e por tudo em dia. Se existe amor, não importa a quantidade de tempo que passam juntos, mas a qualidade.

Quando a relação não está bem é preciso mudar alguma coisa e a relação precisa ser transformada para tentar reavivar a relação.

Fale com ela. Conversem. Explique a sua carência e o sentimento de falta de afeto, carinho, atenção. Ouça o que ela tem a dizer e procurem juntos novas estratégias de vida em comum.

Ao mesmo tempo, reconheça as necessidades afetivas de sua esposa e filha. Procure expandir o seu amor através da gentileza, amabilidade, paciência, generosidade e compreensão.

Fique em paz!

Dificuldade em Beijar

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Olá, o meu nome é Mariana e tenho 15 anos.

Vi no em seu site sobre uma garota que não consegue beijar e eu estou quase na mesma situação. Eu namoro há 3 meses e ainda não nos beijamos, porque eu sempre travo na hora, eu não consigo mexer a boca e só me dá vontade rir. Eu quero muito beijá-lo, tenho muita vontade, mas chega na hora eu não consigo.

O que poderia ser isso? E o que eu poderia fazer para mudar isso?

Obs: eu e ele ainda somos bvl, ou seja, nunca beijamos, só que ele está mais de boa em relação a isso. Ele quer muito isso, assim como eu, porém eu travo e aí vai tudo para o ralo abaixo.

Cara Mariana,

Em primeiro lugar, não há nada de errado contigo por não conseguires beijar. Há muitas pessoas que tem dificuldade ou medo, principalmente nas primeiras vezes e ainda mais que ambos nunca beijaram. No teu caso, parece que colocas tanta pressão que acabas por atrapalhar o momento. O beijo nada mais é do que um momento para relaxar e curtir. Se ficares tensa, acabas por anular um dos efeitos do beijo, que é o próprio ato de relaxar.

Não há segredo, na hora H, com a pessoa certa, entrega-te! E se as coisas não correrem bem, paciência! Faz parte do aprendizado! Tentes novamente, até acertares! A experiência vai ajudar-te a perder o medo!

Empoderamento feminino  

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Empoderamento é a "capacidade de o indivíduo realizar, por si mesmo, as mudanças necessárias para evoluir e se fortalecer".

Segundo o dicionário, empoderar significa “conceder ou conseguir poder; obter mais poder; tornar-se ainda mais poderoso.” Paulo Freire foi o primeiro a traduzir o termo para o português e para ele empoderamento é a “capacidade de o indivíduo realizar, por si mesmo, as mudanças necessárias para evoluir e se fortalecer”.

Assim, podemos definir o empoderamento feminino como o movimento em que a mulher toma poder para si, ao buscar fortalecer-se e promover ações pela igualdade de género. Também podemos considerar o empoderamento feminino como uma maneira da mulher tomar as rédeas da sua própria vida, tomar as suas próprias decisões e fazer as suas próprias escolhas.

O empoderamento feminino não é apenas um movimento interno da mulher, é um movimento social, para que este movimento seja realmente efetivo e assim se conquiste a igualdade de género, é necessária a contribuição de todas e todos. É necessário que toda a sociedade participe e passe a empoderar a mulher seja na família, trabalho, escola etc.

 A ONU Mulheres criou uma cartilha de 7 princípios para o empoderamento das mulheres:

  1. A liderança promove a igualdade de género: estabelecer liderança corporativa de alto nível para a igualdade de género.

 

  1. Igualdade de oportunidades, inclusão e não discriminação: tratar todos os homens e mulheres de forma justa no trabalho, respeitar e apoiar os direitos humanos e a não discriminação.

 

  1. Saúde, segurança e fim da violência: garantir a saúde, a segurança e o bem-estar de todos os trabalhadores e as trabalhadoras.

 

  1. Educação e formação: promover a educação, a formação e o desenvolvimento profissional das mulheres.

 

  1. Desenvolvimento empresarial e práticas da cadeia de fornecedores e de marketing: implementar o desenvolvimento empresarial e as práticas da cadeia de suprimentos e de marketing que empoderem as mulheres.

 

  1. Liderança comunitária e envolvimento: promover a igualdade através de iniciativas e defesa comunitária.

 

  1. Transparência, medição e relatórios: mediar e publicar os progressos para alcançar a igualdade de género.

 

Mulheres, sejam protagonistas da própria vida!

Feliz dia da mulher!

 

 

Namoro entre adolescentes

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Olá muito bom dia

Deve receber muitos pedidos de ajuda, talvez para muitos pais seja fácil, mas para mim e muito difícil está situação pois fui criada que o meu pai nos prendia muito nunca saiamos nem muito menos namorávamos, mas sei que não foi o certo não quero ser assim, mas e muito difícil para mim.

Meu filho tem 15 anos e tem uns dias que ele anda sempre com uma menina de 12 anos já lhe perguntei se era namorada disse que não, mas ela anda com ele para todo o lado vai aos treinos de futebol dele que só acabam as 22h e vai aos jogos com ele que temos que sair de casa às 6h30 da manhã acho estranho os pais dela não fizeram nada pois ela passa o dia na rua.

Ontem foi ver o jogo dele e depois veio também almoçar a casa connosco depois fomos a uns amigos e os vi juntos aos beijinhos para mim foi um choque muito grande pois meu filho me mentiu.

O que me preocupa e ela estar sempre na rua acho que devia falar com os pais dela, mas ontem não estava preparada.

Sei que tenho que falar com o meu filho para não mentir, mas não sei como começar não quero ser bruta, mas para mim e difícil aceitar ele namorar, mas prefiro que estejam aqui em casa do que na rua, mas sou muito sincera e muito difícil.

Quero que ele entenda que a escola e o mais importante nesta fase desde que ele namore sem se prejudicar é o mais importante.

Por favor me ajude a como devo lidar com esta fase.

Cumprimentos,

Sonia

Cara Sonia,

A adolescência é uma fase de grandes transformações. Além das intensas mudanças hormonais, marca o período de transição da infância para a vida adulta e que vem acompanhado de muitas descobertas. É nessa fase que começam a surgir os primeiros relacionamentos amorosos, o que pode deixar muitos pais um tanto preocupados.

O namoro na adolescência é um acontecimento normal e não é motivo para se desesperar. O seu filho está a passar por diversas mudanças e a fazer descobertas, entre elas a do amor.

Nessa idade é normal começar a ter alguns namoros.

Fale com o seu filho naturalmente assim como falou comigo. Sem proibir ou mostrar desaprovação, para que ele não se sinta estimulado a mentir. Estabeleça limites e aposte na confiança construída com ele até agora.

Se achar conveniente, fale também com os pais da menina.

Adolescente adotivo

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Bom dia. Adotei um bebê recém-nascido e desde pequeno sempre o achei muito agitado. Somente agora aos 14 anos foi diagnosticado com TDAH e TOD.  Minha vida está um inferno.

Ele não respeita, não obedece. Vai à escola, mas não estuda, já roubou dinheiro em casa, agrediu meu marido pós operado do coração e me empurrou. Falou que vai ser rico, acabar com meu dinheiro e me deixar na miséria. Não pode ouvir não. Tem que ter tudo o que quer e na hora. Não sabe esperar. Só quer comer bobagens. Não come legumes, frutas ou salada. Só quer hambúrguer, pizza e pastel. Não respeita. Se tem na mesa come tudo e não se importa se o outro não comeu.

Não tenho filhos biológicos. Ele é único. Me chateia o tempo todo. A mim e meu marido. Só quer coisas caras. As mais baratas que compro não usa. Grita, ouve musicas que falam palavrões.  É articulador. Mentiroso. Não sinto mais prazer na convivência. Só quer gastar dinheiro toda hora com coisas para o seu prazer.

Sempre abraçava, beijava e agora não sinto mais vontade de fazer isso. Clima horrível. Obrigada.

Cara mãe,

O seu filho está a passar por uma crise de adolescência. Este período caracteriza-se como um momento no curso de vida repleto de dificuldades, conflitos, alterações constantes de humor e comportamentos de risco.

Em todo o estágio do desenvolvimento, a pessoa se depara com um conflito central, ou seja, uma crise normal e saudável a ser ultrapassada.

Na adolescência, esse conflito se caracteriza pelo desenvolvimento da identidade, pois o jovem está em plena mudança, com foco na experiência vivenciada com o meio social, sendo assim um sentido mais forte de construção de si mesmo e sensação de independência e controle.

Na adolescência há muitas mudanças como por ex-: o corpo de criança fica para trás e é preciso aprender a lidar com uma nova imagem. Os pais da infância, normalmente vistos como heróis, passam a ser encarados de forma mais real e menos mágica. Além do corpo que muda, a inteligência amplia-se enormemente, permitindo que o jovem seja capaz de pensar hipoteticamente, de refletir e de criticar. As hormonas ficam à flor da pele, evidenciando a sexualidade e a busca de parceiros afetivos. Passam a valorizar os seus amigos, pois com eles começam a construir uma ponte para a idade adulta, preparando-se, gradativamente, para sair de casa e enfrentar o mundo. Assim, a opinião dos colegas passa a ser muito mais importante de que a dos pais, pelo menos aparentemente. As figuras de autoridade, como os pais e os professores, por exemplo, podem ser rebatidas ocasionando, nesses casos, problemas de relacionamento nos quais o adolescente sente-se injustiçado. No entanto, esses e outros sintomas, que geram a conhecida crise da adolescência, são muito importantes para o desenvolvimento do sujeito, ou seja, são esperados e considerados evolutivos.

Agora quando há sintomas importantes como o TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade) e TOD (transtorno opositivo desafiador),  é importante haver uma ajuda especializada. Encaminhe-o a uma psicóloga para um tratamento e para que possa ser acompanhado nessa fase crucial e evoluir de uma maneira saudável. Ao mesmo tempo, a psicóloga poderá dar-vos algumas dicas para lidar melhor com ele.

Lembre-se que tudo o que acontece nesse periodo, não significa falta de amor, mas essa é uma fase natural de crescimento que afasta o filho, provisoriamente, dos pais, por isso é importante haver, da vossa parte, além de limites e disciplina, muita compreensão e  amor.

Amor e Paixão

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São Valentim é a festa dos namorados e é a ocasião perfeita para aproximação do casal e reforçar a cumplicidade e intimidade.

 

Amor e paixão são potentes benefícios para o corpo e a mente.

Ter uma saúde de ferro. Essa é a “gratificação” para quem ama. O corpo dos amantes reconhece um estado de graça que é capaz de afastar as doenças.

 

O amor cura

Esse benefício é fruto da atmosfera em que estamos imersos, do desejo de perder cabeça, daquela onda neuroquímica que entra na circulação, que transforma as nossas perceções e nos faz sentir, diferentes. Se por um momento saímos do modelo mental que nos detém, podemos aproveitar ao máximo esse "elixir de saúde" que é o amor.

Mas é preciso cuidado.  Nem sempre o amor é saudável. Precisamos ouvir atentamente os pequenos sinais que o corpo e a mente nos enviam para reconhecermos se estamos no caminho certo.

 

O apaixonamento saudável 

Uma paixão saudável é capaz de "entrar no sangue" e regenerá-lo, de fazer circular nova energia e de nos oferecer oportunidades inesperadas. A abertura ao outro, o inesperado, a vontade de romper com velhos padrões para abandonar-se aos sentimentos e emoções, são condições indispensáveis ​​para um apaixonar que nos traga renovação.

 

Conquista de um peso saudável:

depois de se apaixonar, não há necessidade de dietas ou dietas controladas. O corpo "apaixonado" recupera espontaneamente a sua forma ideal. É como se procurasse a sua verdadeira essência, numa jornada que parte da alma para envolver cada fibra.

 

Mais energia ao acordar:

com um amor saudável, acorda-se energizado, com uma energia nunca antes experimentada. O dia que se aproxima nunca é muito pesado: o entusiasmo e o desejo de fazer as coisas nos leva a ser mais ativos e vitais do que o habitual, em benefício da nossa autoestima.

 

Pele de pêssego:

A felicidade pode ser lida no rosto. Graças ao amor, a pele fica mais lisa, macia, pura e radiante. Até o olhar se ilumina com uma luz incomum.

 

Aumento das defesas imunológicas:

as alegrias do amor trazem saúde. As defesas imunológicas são reforçadas, tornando-nos quase invulneráveis ​​a vírus e bactérias. Gripes e resfriados são menos frequentes. E quando chegam, saem mais rapidamente.

 

Bem-vindo ao bom humor:

apaixonar-se deixa-nos felizes e otimistas, é aquela pitada de loucura da omnipotência que nos faz acreditar que temos o mundo nas nossas mãos.

 

Não há mais obstáculos:

tudo flui, como por magia. Não há mais obstáculos ou barreiras para a realização dos nossos objetivos, mesmo que até recentemente nos parecessem impossíveis: a distância entre pensamento e a ação é reduzida, os dilemas desaparecem e a vida parece tomar um novo rumo.

 

Amor tóxico

 

"Tenho medo de apaixonar-me de novo, já sei como vai acabar". Para alguns, apaixonar-se torna-se uma experiência dolorosa e repetitiva. Sempre nos apaixonamos pela “mesma pessoa”, ou seja, por uma cópia imperfeita de uma imagem ideal inatingível. E assim acabamos por nunca conhecer completamente o outro. A carga vital de apaixonar-se perde-se, esgota-se numa implosão de energias que deixam uma sensação de vazio e mal-estar interior.

 

Casal muito fechado:

casal sempre junto, fora deste mundo. Uma imagem que, no princípio, é normal. Mas quando essa atitude se torna uma constante, algo está errado. Um casal "saudável" não tem medo da vida social. E quando é apenas um, a exigir "exclusividade", é mais um sinal de um amor fortemente desequilibrado.

 

Pensamentos fixos:

passamos o dia constantemente pensando no ente querido, imaginando o que ele está a fazer. E, sobretudo, quando há o terror da traição, física ou psicológica, diz-se de um amor doentio, no qual um não consegue se relacionar de forma serena com o outro e descarrega todos os seus fantasmas sobre o outro, projetando a sua insegurança.

 

Sono perturbado:

muitas vezes, um amor doentio é acompanhado por problemas de sono. Já não nos abandonamos com a usual facilidade nos braços de Morfeu. Assim como não nos podemos deixar ir entre os de Eros. A insónia fala de uma dificuldade em experimentar o amor em todos os seus componentes, físicos e sentimentais.

 

Fica-se mais doente:

com um amor doentio, podem aparecer problemas físicos como dermatites, erupções cutâneas, asma e patologias intestinais. E as manifestações alérgicas são exacerbadas, sinalizando que o corpo se recusa a ser contaminado por uma forma de amar que prejudica a saúde.

 

 

Mente, Corpo e Aceitação

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Mente, Corpo e Aceitação

O ideal de beleza sofreu mudanças ao longo do tempo. O novo paradigma cultural da contemporaneidade consiste no dever moral de ser belo, como condição primordial para ser feliz.


A mulher contemporânea considera que para ser atraente precisa de ter uma determinada forma física, com um corpo bem delineado, magro e com as medidas certas. A aparência física é considerada fundamental para a maioria das mulheres, em detrimento de qualidades como a beleza interior ou a força de caráter.


Ter cuidado com o corpo é fundamental para a saúde e para ter uma vida duradoura. Contudo, quando a preocupação é exagerada pode ser um problema.
Atualmente o culto ao corpo chega a criar nas mulheres uma verdadeira obsessão. A procura de um corpo perfeito faz com que adoeçam emocionalmente, com perda da autoestima, excesso de ansiedade e falta de autoconfiança, que pode conduzir a transtornos do comportamento alimentar. O nome psiquiátrico é transtorno dismórfico corporal.

Trata-se de um transtorno que gera a distorção na imagem corporal e também uma mudança severa no regime alimentar, chegando a provocar distúrbios como anorexia, bulimia, ortorexia e vigorexia.


É um conjunto de perturbações que envolvem emoções, atitudes e comportamentos excessivos em tudo o que se refere ao peso corporal e à comida. São perturbações de natureza emocional e física, que podem colocar a vida em risco.


A anorexia é caracterizada por uma perda intensa de peso decorrente de uma dieta alimentar extremamente rígida. A atividade física também é intensa e excessiva. Na bulimia há uma grande preocupação com peso e imagem corporal. Frequentemente há ingestão de uma quantidade excessiva, compulsiva e inadequada de alimentos e, posteriormente, uma busca de métodos compensatórios para não engordar. A orterexia é a obsessão por uma “alimentação saudável” e a vigorexia caracteriza-se pela distorção da imagem corporal, pela prática excessiva de atividade física e uma preocupação obsessiva com o corpo. Pessoas “vigoréxicas” descrevem-se como sendo fracas e pequenas, quando, na verdade, apresentam uma musculatura acima da média.
Os transtornos alimentares podem acontecer em qualquer faixa etária e em ambos os sexos, inclusive com crianças. Entre adolescentes na faixa etária de 14 e 17 anos é mais comum anorexia ou bulimia, também podendo ocorrer mais cedo entre 10 e 13 anos ou mais tarde por volta dos 40 anos e atinge 10 vezes mais as mulheres do que os homens. Na vigorexia, a prevalência é maior em homens entre os 18 e 35 anos.
A procura por um padrão estético ideal também leva muitas mulheres a fazerem cirurgias plásticas, muito mais pela busca da beleza socialmente imposta, do que por uma motivação interior.


É preciso ter em conta que somos o produto dos nossos genes e não podemos alterar a constituição de base. Se a aparência física é determinante para o nosso bem-estar, talvez seja preciso avaliar o nosso nível de autoestima.

O diagnóstico dessa problemática não é fácil porque os pacientes tendem a ocultar o seu comportamento e a negá-lo. Devido à sua complexidade, esses transtornos não podem ser resolvidos, simplesmente, mediante a aprendizagem de novas condutas que compensem as inadequadas. A solução passa por encontrar um ponto de equilíbrio entre corpo e mente.

Para um tratamento bem-sucedido é preciso ter consciência do problema e motivação para iniciar um novo estilo de vida.
O tratamento recomendado é um trabalho de equipa multidisciplinar de nutricionista, psiquiatra e psicólogo, onde se privilegie a variante somática ou psicológica, segundo as fases da doença.


É importante reforçar que a maioria das perturbações relacionadas com o corpo pode ser tratada com sucesso. Contudo, o tratamento deve ser encarado numa perspetiva a longo prazo, pois as mudanças são profundas.

É fundamental equacionar fatores como a melhora da autoestima, frustrações, relações pessoais, o alimentar-se corretamente e sem culpa, e aceitar o próprio corpo. A parti daí, estabelecer metas de saúde para além do peso, ter objetivos pessoais e apreciar o que o corpo físico consegue fazer.
Cada organismo é um conjunto de corpo e mente, e a aparência representa apenas uma parte, e não um todo do valor da pessoa. Através da autoaceitação e segurança constrói-se o corpo e a identidade.

Praticar Aceitação

Reconheça o seu próprio valor: o valor está naquilo que a pessoa é.
Respeite a sua individualidade: cada pessoa é um ser único, com características e subjetividade próprias.
Desenvolva maturidade emocional: entenda que o amor-próprio é importante e a autoaceitação traz um sentimento de completude, plenitude e paz.
Aceite os seus defeitos: pense no defeito como uma característica com potencial de melhoria.
Admita os seus erros: errar é humano, veja o erro como um aprendizado.
Mude o que for possível mudar: a mudança e a possibilidade de mudar está em nós.
Seja autêntica, natural, espontânea: seja você próprio sempre.
Pratique o autoconhecimento: para ter uma vida mais saudável e equilibrada.

A célebre frase: “mens sana in corpore sano” (mente sã em corpo são), ilustra a necessidade de corpo e mente estarem em completa sintonia para uma vida saudável.

Mariagrazia Marini Luwisch