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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Separação

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Boa noite,

Faz um ano que estou em um relacionamento confuso, onde meu namorado, não consegue se separar. O fato é que a esposa sofre de depressão, ela já descobriu várias vezes que estamos juntos, colocava ele para fora de casa e depois pedia para voltar porque não sabia viver sem ele. Agora estou grávida dele, ela soube e mais uma vez colocou ele para fora e dessa vez, ele não quis voltar, até que tivemos a ideia dele procurar tratamento psicológico para ela. Bem, a psicóloga disse que ela quase não tem traços de depressão, mas esta com uma tristeza profunda, que pode levar à morte, então recomendou que ele voltasse para casa e assim seria feito o acompanhamento para ela começar a aceitar a separação, dizendo que vai chegar uma hora em que ela mesma vai pedir a separação.

Ele voltou, e assim que voltou, no dia seguinte ela já me mandava mensagens dizendo que eu deixasse ele em paz, que eu não iria maltratar ela quando meu filho nascesse porque ele iria pra casa dela porque é direito do pai passar dia inteiro com filho, eu nunca respondi mensagens dela, ela promete que não vai pegar mais telefone dele, mas pega, vê ligações entre nos dois, e me manda mensagens para deixar eles em paz. Eles não vivem mais como casados, ele dorme em quarto separado, conversam pouco, e tal.

 

Preciso saber, existe a possibilidade dela aceitar essa separação com o tratamento? O que podemos fazer para agilizar esse processo?

 

Desde já agradeço muito sua atenção.

 

Cara leitora,

Essa é uma situação muito delicada. Não dá para prever o que poderá acontecer. Tudo está em aberto.

Para agilizar o processo, seria ele assumir a separação e sair de casa, mas agora que há um filho à caminho, tudo fica mais difícil.

O melhor para si é sair fora desse relacionamento confuso já que o prognóstico não é retilíneo. E partir para uma nova vida, com alguém que não seja comprometido e que possa lhe dar a atenção merecida.

Um abraço.

Medo de morrer

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Olá,

tenho 27 anos e desde os 12 anos eu tenho esses tipos de pensamentos..... Fico pensando no agora e na fluidez do tempo e como ele passa, Quando eu começo a ter o ataque milhões de coisas passam na minha cabeça como, e se eu morrer agora, o que é o universo, estamos em um multiverso, ele pode acabar a qualquer momento, um asteróide pode se chocar com a terra, Deus existe de verdade, para onde vamos, será que é só isso aqui.

Lutamos tanto para acumular conhecimentos e memórias e isso nos molda, não faz sentindo tudo isso acabar com o nosso cérebro derretendo e tudo isso se perdendo após morrermos.... Minha cabeça se enche desses pensamentos, me falta o ar, o coração vai a mil, e me dá uma vontade louca de sair correndo.... Às vezes eu penso em por um fim nisso para não sentir mais essas coisas,momento pois só eu sei como é horrível e minha família não entende.

Às vezes sinto vontade mesmo é de me matar só para não esperar um fim inesperado e iminente, pois aí sim eu teria a certeza do que estaria acontecendo e o momento do acontecimento....

Me ajuda Dra. Tenho medo de Fazer uma loucura

 

Caro leitor,

Todo o ser humano tem medo do desconhecido. O medo da morte é o medo do desconhecido, somado ao medo da própria extinção, da ruptura da teia afetiva, da solidão e do sofrimento.

É preciso ter em mente que a morte faz parte da vida. É uma etapa da existência humana com a qual tem-se que conviver. Todo ser humano está programado para nascer, crescer e morrer.

Refletir sobre a morte pode torná-la mais familiar e, portanto, menos ameaçadora. O que pode ajudar a refletir é um exercício de meditação, inspirado nas práticas budistas: repita a palavra “morte”, de olhos fechados, inúmeras vezes. Surgirão pensamentos, imagens e sentimentos muitas vezes antagónicos. Mas, se continuar essa experiência de mergulhar até onde a palavra ‘morte’ o levar, verá que algo dentro de si mudará positivamente.

A morte tem também um lado vital. O medo da morte é fundador da cultura. Funciona como motor de todas as civilizações. A partir do desejo de perenidade, se desenvolvem instituições, crenças, ciências, artes, técnicas e mesmo as organizações políticas e económicas.

O medo da morte nos força a viver, a nos relacionarmos, a procriarmos, a criarmos e a construirmos coisas que nos transcendam.

Acolhê-la, encará-la de frente, compreendê-la, admiti-la é o caminho para viver a vida e para que possa se relacionar, procriar e construir coisas que o transcendam sem fazer nenhuma loucura.

Viva a vida em sua plenitude!

 

Filho de 13 anos

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Não aguento mais. Tenho um filho de treze anos. Quando me separei ele era bom filho, sempre estava comigo, passamos muito trabalho, ele sempre cuidou do irmão menor e agora que estabilizamos e não passamos dificuldades e eu ganhei um bebé, ele está terrível. Reprovou na escola, tudo que eu falo ele réplica. Responde e eu sempre sou a culpada, eu tento dar tudo que posso mais ele sempre quer mais. Resolvi por limite pois nada é fácil na vida. Ele está pior só me responde, maltrata o irmão e o pai que nem lembra que dele. Se eu não deixo ele ir passar o final de semana sou má, lá ele faz o que quer, em casa não faz, mas todo dia é briga e discussão.

Eu sei que ele não é mau, mas só queria que ele me respeitasse pois na escola melhorou, gosta de todos mas em casa a coisa está difícil.

Preciso de ajuda não sei realmente o que fazer e como lidar com ele, peço socorro, amo meu filho mas estou perdendo para rebeldia!

Virginia

 

Cara Virginia,

É preciso saber equilibrar o tratamento que dá ao seu filho nesta fase da vida, enfrentando-o como um adulto em que ele está a se transformar, embora ainda não tenha maturidade suficiente e cuidando-o como a criança que ainda é, principalmente no aspeto emocional.

O que funciona é o diálogo permanente, o afeto mútuo, a determinação em acertar, o amor, a paciência e, principalmente, a certeza de que se trata de uma fase passageira. É preciso manter a comunicação e a disciplina, bem como compreensão e persistência.

Emoções negativas

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Não evite emoções negativas ou você se tornará uma vítima

As emoções negativas são estados energéticos, indispensáveis para o desenvolvimento interior: se você recusa o tédio, a tristeza ou o medo, você não se torna uma pessoa melhor, você se torna banal.

 
Vivemos na era do compartilhamento universal: graças à internet e em particular às redes sociais, estamos sempre conectados e em todos os lugares e muitas de nossas experiências se tornam "virgens", pelo menos entre nossos amigos e conhecidos. Nós compartilhamos muito, mas não tudo: ainda há algo que é melhor não externalizar. Eles são emoções negativas e dolorosas: a insegurança, o medo, o tédio, a tristeza são sentimentos que escondemos, temendo que eles não sejam aceitos em um mundo que parece ser povoado apenas por pessoas felizes que sorriem batendo diante do último selfie.

Este fenômeno é pelo menos parcialmente compreensível: as emoções negativas são percebidas como sinais de fraqueza e onde a aparência importa muito, elas podem ser facilmente consideradas bolas irritantes no pé. Devemos sempre ser fortes, felizes, sorridentes, vencedores. O problema não reside tanto no fato de esconder essas emoções dos outros, mas também muitas vezes os escondemos de nossos próprios olhos: se isso acontecesse, significa que transformamos uma recusa externa suposta em algo interior. Rejeitamos uma parte fundamental de nós mesmos e isso é contraproducente: nos tornamos triviais e superficiais e, a longo prazo, corremos o risco de adoecer.
 
As emoções recusadas se tornam doenças

O medo que se esconde por trás de tal comportamento é precisamente o de não ser aceito: se todos são felizes e despreocupados (porque todos mascaram sua parte "negativa") significa que estamos errados. Assim, nos esforçamos para esconder nossas emoções negativas, preenchendo a vida de compromissos, distrações e entretenimento, negando problemas e dores ou tratando-os superficialmente. Você entra em um círculo vicioso e, mais cedo ou mais tarde, você paga o preço: sintomas psíquicos ou físicos, às vezes doenças sexuais muito intensas serão a única maneira pela qual essas emoções negativas reprimidas ou negadas podem se expressar. Por mais surpreendente que seja, como seres humanos, precisamos perceber essas emoções também para criar espaço para elas: não há outra maneira de crescer e evoluir.

É uma regra universal: sem as dificuldades, sem provas a serem superadas, nossa espécie não poderia ter se desenvolvido como fez. A história ensina como momentos de grande crise muitas vezes prepararam o terreno para o futuro progresso da civilização. Do ponto de vista psicológico, deve-se lembrar que uma dor, um momento de crise, paragem ou apatia são às vezes necessárias para nos separar daquilo que já não nos corresponde, mudar nossa pele e abrir novas janelas em nossas vidas.

As cinco emoções negativas que mais escondemos:
 
Insegurança
Medo
Tristeza
Tédio
Mal-estar físico

Vontade de chorar

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Tenho 20 anos e sofro desse problema desde a adolescência.

A questão é que eu não consigo falar de assuntos sérios sem que me dê vontade de chorar. No trabalho isso também acontece. Por exemplo: trabalho com direito e muitas vezes, preciso explicar casos para o meu chefe, o que acontece é que chega um ponto que eu começo a sentir muita ansiedade (acho que é ansiedade), fico nervosa, tremo e começa a me dar uma vontade terrível de chorar. Tenho que desviar o olhar, muita das vezes pois fico com os olhos cheios de lágrimas.

A mesma coisa acontece com os meus pais. Quando conversamos sobre assuntos sérios, eu sempre acabo chorando. Ex: meus pais brigaram e pediram que eu escutasse a discussão e desse a minha opinião, e eu não consigo segurar o choro. Eu acabo dando a minha opinião chorando mesmo.

Eles não entendem o motivo do choro (nem eu, na verdade), ficam bravos me perguntando o porque do choro, e eu me descontrolo mais ainda.

Em resumo, eu choro em momento que sinto que preciso conversar sobre assuntos sérios.

Isso é comum? Como evitar esse tipo de comportamento?

Cara leitora,

 

O segredo é permitir-se experimentar as emoções como ocorrem, em vez de as negar, ou suprimir.

Não se preocupe de manifestar as suas emoções tanto as colectivas como as pessoais, que sendo fruto do seu mundo interior, certamente são criativas. As funções das emoções são importantes principalmente para seu desenvolvimento pessoal.

O importante é olhá-las e vivê-las naturalmente. Quanto menos tentar reprimir, melhor.

Muitas pessoas em momentos imprtantes reagem com choro, o que é preciso é gerir a ansiedade com inteligência emocional.

 

Um abraço

 

 

Adolescente com fobia social

 

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Olá doutora,

Eu tenho um filho que acabou de fazer 16 anos esse mês e está passando por uma série de problemas. Há dois meses foi diagnosticado com fobia social. Sempre foi muito tímido, calado e envergonhado, porém encontrou dificuldades em fazer novos amigos, sair com eles para os cantos, encontrar uma namorada etc. Seus assuntos são muito alheios ao do universo adolescente por gostar de falar mais sobre política e ciências. Ademais, passou a sofrer bullying por parte de alguns colegas por tirar boas notas.

Recentemente, ele tem-se mostrado constrangido de andar comigo pelas ruas ou de passear pelos cantos.

Meu filho é 10 cm mais alto e mais claro do que eu, que sou pai dele, ele tem 182 cm de altura, é forte, calvo, magro; parece mais velho. Ele tem ficado com vergonha de estar ao meu lado. Observo algumas pessoas que o olham de cima em baixo para ele e depois para mim, riem, fazem comentários com outros pelo fato de ele ainda passear comigo ou então acham até que ele tem alguma deficiência. Quase todos já o tratam como adulto. Esses acontecimentos nos têm distanciado.

Tudo isso o tem deixado deprimido e mais silencioso em casa, parou de falar tanto de suas ideias criativas e tem-se mostrado menos sorridente. Gostaria vê-lo alegre novamente e com uma vida social saudável, afinal ano que vem ele já deve entrar na faculdade e daqui menos de 2 anos completar 18 anos. É necessário prepará-lo para essa fase de transição.

Obrigado pela atenção.

 

Caro pai,

 

O adolescente que apresenta problemas de fobia social pode ter um medo desproporcional de ser julgado ou avaliado em situações com membros não familiares. Isso leva-o a temer e evitar relacionamentos com colegas e estranhos, enquanto com membros da família há um desejo de contato e envolvimento.

 

Para que possa enfrentar esse problema recomenda-se um tratamento psicológico onde é indicada uma psicoterapia.

É preciso promover a modificação dos pensamentos que mantêm essa fobia social. Através de uma psicoterapia, o terapeuta ajuda o adolescente a identificar e a combater pensamentos "erróneos" sobre a sua situação social específica e também a encontrar maneiras alternativas de lidar com essas situações.

 

O passo seguinte é a terapia de exposição. O adolescente precisa se expor-se às situações temidas de forma sistemática, gradual e progressiva de modo a obter aos poucos vivências de sucesso, o que leva à diminuição da ansiedade antecipatória bem como a enfrentar os medos com toleráveis níveis de ansiedade.

 

Para um tratamento eficaz recomenda-se um tratamento psicológico onde é indicada uma psicoterapia.

 

Tudo de bom

Dúvida sobre sexualidade

 

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Olá, boa tarde!

 

Tenho 22 anos e até o momento não possuo nenhuma experiência com relacionamentos. Nunca namorei e nem ao menos beijei. Porém desde o mês passado venho criando certas dúvidas quanto a minha orientação sexual. Tenho uma colega de trabalho lésbica e conversando com ela, percebi que em alguns momentos também tive algumas crises de orientação. Não sei se isso se deve a minha falta de experiência, mas desde então não consigo não pensar no assunto. Não me imagino namorando com outra mulher, porém tento evitar tanto pensar sobre o assunto que isso tem-me causado certa angústia. Será que sou bi? Ou apenas estou tendo uma crise tardia por conta da minha falta de experiência?

Agradeceria se pudesse ajudar-me e também agradeço desde já pela atenção.

 

Cara leitora,

É importante lembrar que não se nasce com uma orientação sexual definida, pronta e acabada. Pelo contrário, ao longo da vida vamos aprendendo e nos identificando com diferentes formas de vivenciar nossos desejos de uma forma mais fixa ou mais flexível, conforme as experiências vividas.

Provavelmente a sua falta de experiência impede que tenha um sentimento claro da sua sexualidade e quanto mais se preocupa mais fica angustiada. O importante é deixar fluir seus sentimentos e viver a sua sexualidade naturalmente sem forçar nada.

 

 

 

Casamento por um fio

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Boa tarde,

O meu casamento está por um fio.

Desde que o meu segundo filho nasceu (há 2 anos e 9 meses) as coisas têm piorado. Perdemos intimidade. Desde agosto 2016 que não temos qualquer contacto sexual. Já tentamos terapia de casal mas de nada resultou. A minha mulher simplesmente não quer ter trabalho para salvar a relação. Sei que deixei de ser um desafio para a minha esposa e por isso deixei de ter “piada”.

 

Será que me pode ajudar? É possível salvar o casamento sozinho?

Obrigado.

Cumprimentos.

 

Caro Leitor,

O casamento exige muita paciência e dedicação, além de uma comunicação contínua. A maneira de resolver é através do diálogo. Fale com ela para tentarem se entender.

É preciso sempre ter em vista esses 4 pontos:

  • Respeito
  • Reconhecimento
  • Responsabilidade
  • Recreatividade

Também vale manter o romantismo no casamento. Programem passar um fim de- emana em algum lugar simpático sem os filhos. Combinem jantar no restaurante 1 vez por semana ou a cada 15 dias, etc. etc.

A intimidade é importante na relação do casal. Quanto mais distantes mais difícil retomar a intimidade. Use a sua inteligência sexual. Procure cortejá-la, namorar, enfim use o seu poder de sedução.

É preciso ter consciência que mimos, carinhos e presentes podem fazer parte do dia a dia do casal. Elogie, elogios são uma ótima forma para agradar.

Também é importante investir no seu autoconhecimento. Quanto mais nos conhecemos e nos amamos melhor serão relações com os outros. É importante abrir-se para práticas que despertem vontade de intimidade. Converse com sua parceira sobre o que gosta e o que não gosta, muita coisa pode ser melhorada com uma comunicação clara e eficiente.

 

Se entretanto não conseguir sozinho, uma terapia pessoal ou de casal, será de grande ajuda.

 

Tudo de bom

 

 

Abuso e assédio

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Quando eu tinha 4/5 anos, um primo que morava quase ao lado de minha casa, ele começou a frequentar demasiado a minha casa, para "brincar" comigo, como é óbvio eu não tinha a noção das coisas, achava as "brincadeiras" normais. Meus pais apanharam essas "brincadeiras", lembro-me depois disso que houve uma discussão com o meu primo, e que ele deixou de frequentar a minha casa e que quando perguntava a meus pais por ele, inventavam-me sempre algo para ele não aparecer lá ou para eu não ir a casa dele. Depois de tudo aquilo, sobre ele, eu só me lembro disso, até depois disso, pouco tempo mais tarde, eu mudei de casa.

Com o passar do tempo, fui crescendo, aprendendo novas coisas na escola, e foi ai que comecei a aperceber-me das coisas, percebi que aquelas "brincadeiras" de meu primo, não eram nada normais nem inocentes, que não eram simples "brincadeiras" de crianças…

Consegui saber lidar mais ou menos com isso e seguir em frente, até ontem...

Ontem voltou tudo, devido ao que aconteceu...e eu agora sinto realmente que preciso de ajuda...

O que aconteceu foi o seguinte:

Um Sr. daqui da minha zona, convidou o meu namorado e a mim para irmos almoçar a casa dele, mas ficou para tarde, devido ao horário dos nossos trabalhos, eu fui a pensar que o meu namorado já estava lá ou ia até lá. Quando cheguei, almocei entretanto, porque ficava mal eu dizer que ia embora não estando o meu namorado, eu ainda esperei que ele aparecesse, mas nada. Depois de almoçar, minha mãe liga, eu disse que tinha de ir embora para falar com ela, visto que estou deslocada dela, esse Sr. começou a agarrar-me, a colocar as mãos por dentro da minha roupa...eu tentei sair, a porta estava trancada, então como ouvi pessoas na rua, optei por começar aos berros, ele lá me largou e deixou eu abrir a porta e sair, mas avisou para não contar aquilo a ninguém...

Quando cheguei a casa o meu namorado estava a chegar, eu não lhe contei nada, estávamos mal por outros assuntos, tive um ataque de pânico...ele pensou ser esse o motivo (o acumular)...

Desde ontem que não tenho conseguido deixar que o meu namorado me toque, já antes era um pouco complicado, mas agora piorou, hoje voltei a ir a baixo, e eu só quero conseguir esquecer isto, mas não está a dar, vejo esse homem todos os dias, depois o meu namorado deu-lhe o meu número na inocência, e ele liga-me e manda-me mensagens constantemente.

Como é que desta vez vou ultrapassar isto?

 

Cara jovem,

O que aconteceu com o seu primo faz parte do passado, não deve se sentir culpada por isso, afinal é uma situação que pode acontecer com uma certa frequência com crianças e não necessariamente deixa sequelas.

O que aconteceu com o Sr. “acordou” o seu sentimento de culpa do passado. Fale com seu namorado, fale com o Sr. para que a deixe em paz, denuncie o abuso, perceba que não é mais aquela criança inocente, submissa, indefesa e despreparada. Assim vai encontrar caminhos para redescobrir sua força, sua energia e sua vontade de viver e de namorar. Vai se sentir forte e livre para amar e ser amada.

Não se dê por vencida. Ser tocada pode ser muito prazeroso e excitante.Treine com o seu namorado, namore e namore e vai ver que vai gostar do que sente.

Preencha sua vida com pensamentos de confiança, tranquilidade, força e ousadia para se colocar no mundo de forma ativa e positiva. Essa força será sentida no seu corpo e na sua mente.

 

Um abraço

 

 

Ser mãe

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 Encontrei esse blog, um dia depois daqueles dias!!!

Tenho 35 anos, casada e tenho dois filhos!

Meus filhos tem a diferença de um ano e meio de um para o outro, são saudáveis, brincam e brigam.

A cada dia que passa tenho menos paciência e expludo com situações cada vez mais bobas e comuns para crianças da idade deles. Grito, ameaço, coloco de castigo, na maioria das vezes grito e falo como uma louca, pressionando, ameaçando, me vejo cada vez mais distante e frustrada por não ser o que eu queria, ou como deveria.

Me sinto sobrecarregada, e sei que eles não têm culpa nenhuma, mas não sei mais como agir, eu procurei por varias vezes o serviço público, conversei com a Clínica Geral para tentar me abrir e ver se conseguia um encaminhamento para alguma terapia ou algo só que sem sucesso algum, isso me faz cada vez mais me sentir uma droga como mãe, e ver que estou criando filhos infelizes!

 

Não sei mais o que fazer!

 

Cara mãe,

 

Apesar da relação mãe e filhos ser uma relação idealizada desde a antiguidade como sagrada, em geral, não é fácil ser mãe nem ser filho.

 

Ao assumirmos o papel de mãe, precisamos nos colocar no papel de doadoras, enquanto nossos filhos serão os recetores do nosso amor, da nossa orientação, da educação que lhes damos, das regras, da nossa compreensão, como um dia fomos de nossos pais, ou como deveríamos ter sido em nosso momento de vida.

 

A relação entre mãe e filho, atravessada por um amor que pode ser incondicional de ambas as partes, não é uma relação imune a conflitos. Como toda e qualquer outra relação, é passível de ser melhorada sempre e pode oferecer incríveis oportunidades de aprendizado e crescimento para ambas as partes.

 

Entendo que se sinta muito sobrecarregada com dois filhos pequenos com tão pouca diferença de idade  e que viva frustrações por talvez “não ter tempo para si própria” e ser sempre requisitada para tudo. Quando há filhos pequenos, é normal ter esse tipo de sentimento, mas não é normal que grite, ameace, coloque de castigo e fale como uma louca, pressionando e ameaçando.

 

É preciso paciência e controle. Pôr de castigo quando é necessário, falar com um tom de voz agradável, manter a calma e explicar as coisas segundo o racional e o razoável, para que as crianças entendam, cumpram e obedeçam. Também é preciso dar espaço para que as crianças se expressem, brinquem, briguem e para que possam ser crianças.

 

Se não consegue sozinha manter um controle normal, o melhor é procurar ajuda de uma psicóloga para junto com ela perceber o que está mal em si que a leva a agir de forma insensata e impulsiva. Não é bom que sinta “culpas”, por implicar em prejuízo com disciplina e educação, sua e de seus filhos. Pense nisso e procure mudar as suas atitudes. Afinal, "ser mãe é padecer num paraíso!"

 

Um abraço