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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Mãe narcisista

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Bom desde que eu entrei na pré-adolescência, quando eu estava com 12 a 13 anos minha mãe começou a mudar muito o comportamento dela comigo. Se tornou muito agressiva e controladora, no entanto no começo eu, e toda minha família me fazia acreditar, que era só cuidado. O tempo foi passando e ela queria controlar tudo, desde amizades, aplicativos que tenho no meu celular, até mesmo a cor da caneta que eu devia usar nos estudos.

Desde então desenvolvi pensamentos suicidas, que pioraram muito agora em época de pandemia. Além de me desprezar e diminuir tudo que eu faço, ela tem muitas brigas com meu pai, chega a ameaçar a gente de morte e tudo, inúmeras vezes tive que ficar entre eles para que ela não o machucasse. Essas situações acabaram desenvolvendo crises de ansiedade que eu tenho muito frequentemente.

Agora tenho 17 anos e tudo piorou mais ainda, além de querer controlar tudo, ela me proíbe de ver meu namorado e meus amigos, e me obrigada a viver essa situação de abuso emocional.

Sempre que tento contestar que a vida é minha, sempre que eu me oponho a opinião dela ou tento falar sobre meus sentimentos sou repreendida e ela me chantageia, falando em tirar meu celular (que é o único meio pelo qual consigo ter contato com alguém além dela)ou até mesmo me bater.

Muitas vezes sofri agressões por diferentes motivos, desde divergência de opinião até pelo relacionamento dela com meu pai, que ela sempre me culpabilizou pelos problemas. Em um momento que não fiz o que ela queria, ela me bateu e me fez ficar aproximadamente uma hora embaixo da água gelada do chuveiro, para que eu “acordasse para a vida”. Isso nunca vai ser apagado da minha mente.

Xingamentos como “vagabunda” “puta” entre outros, viraram rotina e por mais que eu tente não ligar é muito difícil ouvir isso da pessoa que devia te amar e te proteger

Não tenho como pedir ajuda pra minha família, porque ela sempre faz eles acreditarem que tudo que ela faz é cuidado e que eu sou uma filha ruim por isso sou punida.

Isso anda me machucando muito, está desgastando meu psicológico e meu relacionamento. E me sinto sem saída.

Obrigada, M.

Cara M.,

As pessoas narcisistas têm grande necessidade de admiração e acreditam que são muito especiais. Os narcisistas sentem-se no direito, não têm empatia, frequentemente têm inveja das outras pessoas (e acreditam que os outros os invejem) e anseiam por status e poder elevados.

Ter uma mãe narcisista, não é nada fácil. E nem sempre temos a mãe que queremos.

Tente proteger-se para não ser castigada. Use a sua criatividade para dar a volta e conseguir o que deseja.

Pensamentos suicidas não trazem nada de bom, muito pelo contrário, são destrutivos. Procure ter pensamentos construtivos, que aliviem seu sofrimento e tragam mais bem-estar a si própria.

Não dê tanta importância ao que a sua mãe diz, mas procure sempre exigir respeito. A sua mãe deve estar com problemas psicológicos e não tem inteligência emocional para gerir a situação.

 

Pense em si e construa o seu futuro escolhendo de estar bem.

Tudo de bom

Caso impossível

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Preciso de um conselho. Eu sempre fui uma mulher certa, mas o coração falou mais alto!

Sou casada, não estava bem no meu casamento, quando me apaixonei por um homem casado também...Enfim… por sua existência tivemos um caso. Ele diz que me ama, mas também ama a esposa. E que nosso caso é impossível. Até ficaria comigo se não fosse pelo filho, ele já tentou colocar o fim na relação mais volta atrás. já mandei ele embora da minha vida, mas ele insistir em ficar. Temos o mesmo ambiente de convivência, para ele me esquecer tinha que abrir mão disso. Ele diz que não quer terminar, porém quer que continue às escondidas. Ele faz juras de amor e sofre por mim, por pensar que um dia posso sumir da vida dele.

 

Cara Leitora,

Um relacionamento secreto, pode ser emocionante, mas é desgastante e pouco promissor.

Ou assumem a relação com todas as consequências relacionadas, ou é melhor sumir da vida dele. Continuar às escondidas, uma relação em sigilo, provavelmente, levará a muito sofrimento.

Obviamente, cada caso é um caso. No entanto, as pesquisas mostram que, apesar do estereótipo de que “o fruto proibido é mais doce”, muitos relacionamentos secretos não geram uniões.

Avalie cuidadosamente as perspetivas de manter essa relação para que possa estabelecer o que é saudável para si. Invista no seu futuro!  

 

 

 

Jovem sem interesses

70.jpgBoa tarde Dra.,

Sou mãe de um jovem que faz 15 anos próximo mês e uma menina que faz 7 em setembro. Neste momento tenho uma situação que não sei se é um problema grave ou uma preocupação exagerada minha.  Neste momento ele encontra-se numa fase que nada lhe desperta interesse, nem escola nem música nem futebol, nada. Anda numa de dizer que tira boas notas sem estudar, logo não precisa de estudar. No futebol se for convocado foi se não for diz não interessa....e tudo isto causa-me muita preocupação sou muito sincera. Gostaria de ter a opinião da Drª se possível, se acha que é normal da idade ou se será objeto de uma análise de um profissional. Desde já agradeço a atenção que me possa dispensar.

Cara mãe,

Quando um adolescente se apresenta desmotivado e sem interesses a palavra-chave é conversar. Além de dar atenção e conversar, pode ainda ajudá-lo a encontrar novos interesses. É preciso que ele experimente coisas novas para perceber o que gosta e o que não. Para além de experimentar, o jovem também deve ser capaz de, a certa altura, investir de forma consistente em alguma atividade, o que pode implicar em tolerar frustrações e encontrar estratégias para melhorar o seu desempenho.

 

Essa fase da adolescência pode representar um período de flutuação necessário ao amadurecimento e pode ser preciso experimentar muito. Peça-lhe para participar em algumas atividades antes de decidir e comprometer-se. Não o critique, mas ajude-o nesse caminho tortuoso.

Essa fase de pandemia que estamos a viver, também não colabora e acaba por incentivar muitos adolescentes a isolarem-se.

Se, entretanto, perceber que a situação se mantém inalterada, faz-se necessária uma análise de um profissional.

 

Projeto de vida

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Olá doutora, tenho 18 anos e vivo desde os 12 anos com a minha irmã mais velha depois que meus pais faleceram. Ela ensinou me muitas coisas e ensinou-me a ser quem eu era, mas quando tinha 16 anos ela expulsou-me de casa quando se juntou com o meu atual cunhado porque as cenas entre nós não estavam bem, eu fazia algumas asneiras, mas eles nunca escutaram a minha opinião sobre o que eu achava que estava errado. Depois de 2 meses voltei para cá pois a minha irmã disse que se eu quisesse ajuda ela iria ajudar-me, mas eu não soube aceitar a ajuda até porque na minha opinião eu sou controlada aqui em casa e só estava com eles praticamente às refeições e sentia me muitas das vezes de parte, mas tentei sempre fazer o meu melhor para que não houvesse discussões. Sempre que eles diziam que eu tinha feito algo mal e acusavam-me de algo que não tinha feito eu não respondia e tentava sempre controlar as emoções à frente deles e só depois chorava ou ficava triste.

Sempre senti que apesar de estar aqui em casa que havia uma barreira entre nós, mas eu fingia que estava tudo bem... Há 2 semanas atrás eles tinham falado comigo para eu ver faculdades e delinear um plano de estudo, mas depois de uma semana eu não o fiz e um dia ela entrou para dentro do meu quarto a berrar a dizer que ela estava cansada de se esforçar por mim e que eu não queria saber do meu futuro, que eu era manipuladora e egoísta e que se não pensasse no meu futuro era expulsa de casa. Eu fiquei extremamente ansiosa depois disso e ficamos sem falar durante 3 dias até que o meu cunhado veio ao meu quarto e disse que aquele dia era o último dia para falar com eles. Então depois da escola eu fui falar com eles e eles disseram me que depois do meu exame em julho que iria sair daqui porque eles precisavam tempo para respirar e que não sabiam se depois iria voltar e que estavam completamente desiludidos comigo. Para além disso disseram que eu era extremamente orgulhosa. Neste momento eles não falam comigo, nem tomam as refeições comigo e eu fico o dia todo enfiada no quarto triste e cheia de ansiedade. Eu sei que eles têm razão em muitos aspetos.

Não sei o que fazer neste momento, do que lhes dizer para melhorar a situação ou se o melhor é mesmo sair daqui.  Eu de certa forma achei a atitude deles um pouco exagerado, mas não lhes tiro razão, apenas não sei o que fazer neste momento pois tenho muito medo do futuro e sinto me completamente desiludida comigo mesma e com a autoestima completamente acabada.

Cara jovem,

 

ver faculdades e delinear um plano de estudo parece-me ser o caminho mais correto para si a para seu futuro. Ficar em casa fechada no quarto é que não pode ser. Em alternativa pode procurar um emprego e também poderá estudar à noite. Enfim a sua irmã tem razão de a pressionar para tomar uma atitude positiva para a sua vida. Se tiver condições viver sozinha e fazer a sua vida também é uma boa alternativa, mas precisa organizar o seu futuro, pois sem um objetivo na vida vai se sentir cada vez mais ansiosa, desiludida, sem motivação e a sua autoestima vai ficar cada vez mais baixa.

Pense no que gostaria de estudar, procure uma faculdade com um curso adequado à sua média, talvez um curso de professora, de assistente social, enfim algo que possa gostar de trabalhar no futuro. Vá visitar algumas universidades, fale com as suas professoras para a orientar, enfim tente organizar a sua vida. 

Quando tiver alguma ideia do que fazer fale com a sua irmã e seu cunhado e vai ver que eles também poderão ajudar.

Não tenha medo, confie em si !

 

Adolescente entocado

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Sou mãe de um menino de 15 anos, que estuda, tira notas boas, tem amigos na escola só que agora está muito “entocado”. Ele é filho único e em nosso prédio não há e nunca houve, meninos da sua idade. Quando ele está em casa fica só no computador falando com os amigos, jogando, vendo filmes e até estudando com os amigos. Conversam muito pela internet.  Ocorre que ele não sai mais de casa além da escola. Ano passado era convidado para festas de 15 anos e nunca foi. Sempre foi ao cinema e ao shopping com os colegas e agora todos trocaram para a mesma escola e a rotina mudou. Eu e meu marido somos muito quietos e silenciosos e meu marido não gosta de sair. Eu tenho depressão, mas o convido para pequenos passeios e ele não quer ir. Ele e o pai ficam em uma sala multiuso, de onde só saem para comer e dormir. Fica todo tem longe da minha visão. faço questão que todos almocemos juntos, e ele é rapidinho para voltar ao quarto.

Sei que na adolescência os meninos se afastam da mãe e querem ficar isolados, mas estou preocupada. É previsível que o menino não queira mais sair para tomar sorvete com a mãe? Posso considerar o contado pelo computador como algo aceitável já que moramos um pouco longe dos outros amigos? Tenho respeitado o espaço dele, mas tenho medo de estar deixando algo passar e que isto possa causar dificuldades no futuro.

Agradeço por futura orientação.

Cara mãe,

Sim, é previsível que o menino adolescente não queira mais sair para tomar sorvete com a mãe.

Agora não é saudável que ele fique "entocado". Esse comportamento pode evoluir para uma Síndrome que é bastante comum no Japão, chamada Hikikomori, literalmente, Síndrome do Isolamento em Casa, ou seja, a doença da pessoa que não consegue sair de casa. Em casos extremos, não há nenhum contacto “presencial” com o mundo exterior.

Está indicado um tratamento psicológico para que esse comportamento não se cristalize e para expandir o repertório comportamental do seu filho, afim de que ele possa fazer mais coisas quando precisar ou desejar, não ficando limitado nos seus comportamentos.

É muito difícil ver os limites nesses casos. O Tratamento é normalmente adiado pelos pais ou responsáveis por pensarem que não há nada de errado, ou então, porque vai conseguir sair deste quadro sozinho.

É preciso procurar ajuda especializada!

Marido traidor

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Olá doutora,

fui traída e meu marido me confessou.  Disse que não é um caso, que foi coisa de momento. Que bebeu com os amigos e ficou com outra, disse que foi só beijos e tals. Ele me confessou. Disse que eu sou boa demais pra ele e que ele era um covarde e não prestava por ter me traído.  Falou que não me ama como antes. Mas, quer voltar a amar. Eu estou arrasada por dentro, mas resolvi perdoar e tentar de novo. Somos casados há 17 anos. 

Cara leitora,

Uma traição é sempre muito dolorosa, difícil de ultrapassar e pode levar a uma grave crise no casamento. Entretanto as crises são sempre oportunidades para a mudança. O amor é capaz disso e de muito mais! A ideia é construir algo diferente do que foi.  Naturalmente a base afetiva tem de existir, mas não chega. É necessário que ambos o desejem e que haja um compromisso e empenho no processo de renovar a relação. Um casamento precisa ser cuidado. O amor conjugal precisa ser nutrido para permanecer vivo e evoluir positivamente.

 Caso sintam dificuldades na relação, procurem ajuda especializada. Uma terapia de casal vai ajudar muito.

 

Assexualidade?

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Tenho 15 anos e até hoje nunca beijei ninguém. Eu sinto atração por homens, mas quando se trata de beijo eu não me sinto nada confortável. 

Conheci um menino que gostava de mim e o meu sentimento por ele era recíproco, eu me sentia atraída tanto pelo físico como pela maneira que ele pensava e ele me passava a segurança de que eu podia confiar nele. 

Enfim, nós conversamos por muito tempo, até que decidimos nos encontrar, por insistência dele. Nos encontramos e sempre que ele tentava me beijar eu virava o rosto e dava um beijo na bochecha dele. Continuamos conversando e nos encontramos mais vezes e era sempre a mesma coisa. Depois de um tempo decidi por um fim, já que ele começou a demonstrar que queria algo sério e eu realmente n tenho vontade de me envolver sério com alguém.

Cara Jovem,

o beijar implica em intimidade e mostra o amor para a outra pessoa. Algumas pessoas podem sentir grande medo nessas situações. O medo da intimidade pode estar associado à baixa autoestima e a uma autoimagem negativa. Por outro lado, também há o medo da vulnerabilidade, relacionado com o medo do abandono ou da entrega. Provavelmente, por algum motivo, não estava com disposição de beijar o rapaz. Talvez por ter medo, ou por não querer se entregar. A sua é a idade do namoro, mas não com qualquer pessoa. O seu desconforto não parece estar relacionado com assexualidade.

Relaxe e viva a sua vida com naturalidade.

Desgaste e traição

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Estou sem direção...

Tenho 21 anos e ele 24 anos. Namoro desde meus 14 para 15 anos, estávamos 6 anos juntos. Perdi minha virgindade com meu namorado e estava com ele até essa semana, quando descobri que ele me traiu pela primeira vez. Nosso relacionamento já estava um pouco frio, ele reclamava que eu não dava mais atenção como antes para ele, dizia que se sentia sufocado por sermos muito possessivos um com o outro, nunca havíamos terminado. Nesses últimos meses tentamos terminar umas 3 para 4 vezes e não conseguimos por fraqueza talvez, amor... ou costume. Ele está muito mudado, como eu também. Eu o amo demais, ele diz que me ama muito e se arrepende pelo que fez. Diz que não mereço ele, que fui a melhor coisa que aconteceu na vida dele. Vamos lá....

Final de semana passado descobri vasculhando no celular dele que ele me traiu com uma garota de programa, chamou ela para ir na casa dele..

Porém, essa última semana depois do que ele fez eu percebi que ele estava diferente, se sentindo culpado, eu sabia que tinha alguma coisa errada. Então foi aí que decide vasculhar mais o celular dele onde encontrei o indício da traição. Sempre tive o costume de olhar o celular dele, nunca nos privamos disso. E então fiquei pressionando ele por uns três dias até ele me falar a verdade. Ele inventou bastantes histórias até que consegui arrancar a verdade. Eu sei o motivo que levou ele a fazer isso, eu realmente deixei a desejar, sei que foi por sexo, se não ele teria encontrado alguém e me trocado, não pagaria uma puta para isso. Pelo menos é o que eu penso e vejo no momento.  Porém eu não merecia que ele fosse tão sujo e baixo comigo, nunca fiz nada contra ele. Estou me sentindo péssima, terminei com ele, pedi um tempo para pensar. Sempre deixei bem claro que se isso acontecesse seria o fim do nosso relacionamento. Porém agora eu entendo que quando acontece com a gente é totalmente diferente.

Eu estou com muita raiva, mas ao mesmo tempo só quero que tudo volte ao normal e que sejamos felizes. Mas sei o quanto sou rancorosa, tenho medo de voltar e ficar um relacionamento muito pior do que já estava, pois está sendo muito difícil para mim confiar nele novamente. Estou tirando um tempo para pensar, mas realmente estou perdida.... Sempre vivi muito por ele e não houve reciprocidade. E hoje me encontro sozinha sem saber o que fazer. Gostaria muito de voltar com ele, mas não sei como lidar com isso. Amo muito ele, será que serei capaz de esquecer e recomeçar do zero?

Cara leitora,

Não sei se vai conseguir esquecer, mas poderá perdoar e se sentir que o seu relacionamento merece uma segunda possibilidade, não alimente a paranoia.

Por mais que a sua insegurança seja compreensível, não tente espioná-lo, sufocá-lo ou privá-lo de fazer as coisas que ele gosta. Num relacionamento cada um deve ter o seu espaço e a sua privacidade. Isso vale também para o vasculhar o celular.

A confiança vai levar tempo a ser reconstituída, mas quando existe amor, tudo pode ser recomposto.

O começar o namoro muito jovem e ainda deixar a desejar em relação ao sexo, podem ser fatores que contribuíram para que essa situação acontecesse.

Provavelmente a sua autoestima também vai sofrer um impacto, mas com a sua força e dedicação vai conseguir recuperar. Invista em si, em coisas que goste. Pratique atividades físicas, comece um curso ou faça leituras que agreguem positivamente em sua vida.

O importante é ocupar o corpo e a mente com pensamentos enriquecedores.

Caso sinta que não consegue superar o sucedido, procure ajuda especializada.

Amor da infância

64.jpgBoa tarde. 

Preciso muito de conselhos e ajuda.

Tive um amor na infância e infelizmente não conseguimos ficar juntos. Cada um seguiu com a sua vida, confesso que ainda o amo e nunca mais amei alguém, meu coração ficou preso a esse amor. Tenho um pessoa na minha vida que me ama e temos 2 filhos, não consigo amar o pai dos meus filhos.

Será que posso ficar com ele por causa dos meu filhos? 

Cara Leitora,

O amor da sua infância, provavelmente, é um amor idealizado, onde tudo é lembrado como maravilhoso e perfeito, mas a realidade atual é outra e o que acredita ser perfeito, quase certeza, será uma desilusão.

Ao pensar no seu amor do passado, deixa de investir na sua relação atual e assim vai prejudicar cada dia a sua família. Para manter uma união saudável e motivadora é preciso investimento. Talvez se olhar mais cuidadosamente para o seu parceiro vai encontrar qualidades e virtudes que possam deixá-la sentir atração e amor.

Reflita sobre essas questões antes de tomar qualquer decisão precipitada, da qual poderá se arrepender mais tarde.

DIA da MULHER

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Parece gentil e tão honesta 

Dante Alighieri (1265-1321)

 

Parece gentil e tão honesta 

de minha Dama, quando alguém saúda,

que toda boca vai ficando muda

e os olhos não se afoitam de a fitar.

Ela assim vai sentindo-se louvar

na piedosa humildade em que se escuda,

qual fosse um anjo que dos céus se muda

para uma prova dos milagres dar.

Tão afável se mostra a quem a mira

que o olhar infunde ao coração dulçores

que só não sente quem jamais olhou-a.

E quando fala, dos seus lábios voa

Uma aura suave, trescalando amores,

que dentro d'alma vai dizer: "Suspira!"

 

Tanto gentile e tanto onesta pare

Dante Alighieri (1265-1321)

 

Tanto gentile e tanto onesta pare

la donna mia quand’ella altrui saluta,

ch’ogne lingua deven tremando muta,

e li occhi no l’ardiscon di guardare.

Ella si va, sentendosi laudare,

benignamente d’umiltà vestuta;

e par che sia una cosa venuta

da cielo in terra a miracol mostrare.

Mostrasi sì piacente a chi la mira,

che dà per li occhi una dolcezza al core,

che ‘ntender no la può chi no la prova;

e par che de la sua labbia si mova

un spirito soave pien d’amore,

che va dicendo a l’anima: Sospira.

As mulheres possuem uma energia interior primordial que as protegem, confiam no ritmo da vida e mesmo nos momentos mais difíceis e de dor encontram sempre as palavras para ver e ir além.

NÃO à VIOLÊNCIA !!! Feliz dia a todas as mulheres!

Mariagrazia Marini