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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Medo de HIV

Estou sofrendo muito com medo do HIV. Sinto dores de cabeça, angústia, fastio e já estou procurando alterações no meu corpo. Sou homem, atualmente vivendo sozinho e num vacilo da vida, deixei um desconhecido gay fazer sexo oral em mim (primeira vez isso). Agora o medo e pânico se instalaram.

Fiz o teste rápido 3 dias após o ato, fui ao infectologista e refiz o teste agora (Ago/18) com 31 dias tanto o teste rápido (pra saber na hora) quanto numa clínica particular (aguardando 4 dias). Deram negativo....mas o temor, a obsessão continuam 24h.

Visto que a janela imunológica dessa doença fica entre 30 e 90 dias... Logo, não sei como suportar tudo isso pra fazer mais exames (fiquei também com medo da agulha do teste rápido) estou vivendo de calmante.

Pior coisa do mundo é ter que esperar o tempo passar... a mente voa e ficamos em ciclo remoendo, se martirizando, pensando no pior e tendo que disfarçar no trabalho e com familiares. Estou uma pilha de nervos, uma panela de pressão a ponto de explodir.

Já venho comprando todo tipo de remédio pra minimizar os sintomas dessa doença da fase inicial.

 

É preciso direcionar seus pensamentos catastróficos para melhores direções e para tal use as seguintes declarações:

  1. "Não está acontecendo agora." Uma catástrofe poderá ocorrer, mas não está acontecendo agora, neste momento está seguro.
  2. "Aconteça o que acontecer, eu posso lidar." Esta declaração lembra de seus próprios recursos internos e dá-lhe a determinação para enfrentar os desafios da vida.
  3. "Estou causando meu próprio sofrimento. Eu poderia parar? ”A primeira parte desta declaração tem suas origens nas Quatro Nobres Verdades do Budismo.

Espero que isso o possa ajudar a ver que há uma escolha e se realmente acontecer uma catástrofe pergunte-se: "como eu poderia estar melhor preparado para ultrapassar isso?" Então  planeie seus passos de ação, o que vai aliviar a sua ansiedade.

Medo de bêbados

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Boa noite, meu nome é Joana, tenho 21 anos e tenho pavor de bêbados e de bebidas alcoólicas.

Não me lembro de ter passado por nenhuma situação traumática com pessoas bêbadas e por isso fico intrigada.

Não suporto cheiro de bebida, tenho dor de cabeça na hora. Minha barriga chega a doer de nervosismo quando alguma pessoa próxima de mim bebe (namorado, irmãos).

Quando começamos a namorar, eu fiz meu namorado parar de beber por mais ou menos um ano. Depois disso ele voltou a beber e eu tenho medo de ficar perto dele todas as vezes que ele bebe. Não consigo ter um momento sequer de tranquilidade quando sei que ele está bebendo e isso me esgota mentalmente e psicologicamente. Eu sei que isso que eu sinto não é certo, mas ele não entende o que eu sinto e não está disposto a parar de beber.

Eu não sei o que fazer.

 

Cara Joana,

 

O seu medo de bebidas alcoólicas é um medo irracional. Talvez tenha ouvido falar muito mal do álcool e de pessoas alcoolizadas, o que deixou na sua mente um pavor inconsciente. Para um tratamento eficiente é preciso fazer psicoterapia.

 

Entretanto pode aliviar o seu medo ao entrar em contato com bebidas alcoólicas aos poucos para conseguir uma dessensibilização. Não é beber mas estar em contato, cheirar, ver, tocar etc. Trata-se de desaprender as respostas negativas diante de uma situação de medo e stress e de transformar a experiência. Assim a memória cumpre o papel de recordar o novo aprendizado quando for necessário.

 

Fique bem

 

 

Medos e postura rígida.

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Olá! Eu me chamo Diana e tenho 16 anos. Eu me sinto presa em meu próprio corpo. Não consigo agir com naturalidade. Uma pessoa que mora comigo, sempre diz que ando igual um menino, e não como uma menina. Quando tinha uns 10 anos, eu comecei a agir igual um menino, por ter medo dos homens e não queria que olhassem pra mim, eu tinha raiva quando olhavam. Eu agi dessa forma por muito tempo, eu não sou lésbica, não quero agir como uma menina masculinizada, mas parece que os traços masculinos que comecei a ter aos 10 anos em diante, permanecem. Eu sinto muita vergonha em andar na rua, eu que tenho que controlar meus braços, ando feito um robô. Eu me sinto muito mal com isso... Acho que sofro de ansiedade, pois além de tudo isso, sinto vergonha/medo de fazer qualquer coisa, a mais simples, torna-se a mais difícil. Parece que é difícil pra entender alguma coisa, sou muito distraída. Por ex.: abro uma porta, e sempre esqueço de fechá-la com a chave. Abro alguma coisa e não fecho... Parece que o meu raciocínio é lento... Eu sinto um medo constante de fazer qualquer coisa, medo de abrir e andar de guarda-chuva na rua, medo de copiar a lição em sala de aula... Eu sinto um medo constante de errar, e sempre acabo errando. Parece tudo dá errado, nada dá certo. Eu não me sinto bem perto de outras pessoas, eu não consigo me socializar direito com as pessoas, nem na escola... Sempre fico isolada, porque tenho medo de me julgarem e de eu errar alguma coisa... Eu preciso de ajuda, já cheguei até a pensar que tivesse Deficit De Atenção, pois tenho muito medo de errar, tenho medo de frustrações e não reajo bem a críticas, sempre me coloco pra baixo, sempre acho que sou incapaz, sou tão distraída, tão desligada... Será que devo passar em um psiquiatra? Eu não aguento mais ser desse jeito, presa em minha própria mente...

 

Cara Diana,

Sentir medo é natural e saudável e costuma nos proteger dos perigos e nos afasta de situações em que nos sentimos ameaçadas. Em excesso torna-se patológico. O medo constante de errar, de ser julgada e de não fazer as coisas as coisas bem-feitas prejudica a dinâmica da sua vida e como consequência acaba por errar. Procure dissociar, ou seja, estar distante emocionalmente do desconforto sem se perder no medo. 

Quanto à sua postura rígida e pouco natural, faça exercícios de Pilates ou Yoga e vai se sentir muito mais confortável com o seu corpo. 

Para uma ajuda mais específica procure um psicólogo que a conduza para um desenvolvimento emocional saudável. Cuidar de si e da sua saúde psicológica é um ponto de suma importância para superar seus medos e sentir-se livre no seu próprio corpo.

Não consigo amar

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Tem traumas na vida que eu acho que nunca ultrapassamos, tem certas coisas que acontecem que acabamos por desejar que fosse apenas um sonho, mas infelizmente chega um dia que acordamos e temos que encarar a realidade, mas dói tanto, tanto.

Tem uma hora que percebes que te fechaste para as pessoas que te amam, que fizeste elas sofrerem e as vezes o arrependimento é tanto que entras num mar de lágrimas, choras compulsivamente e mesmo assim a dor não desaparece.

As pessoas magoaram-me tanto, que o meu corpo criou uma barreira para eu esquecer o que eles me fizeram, mas tem vezes que mesmo assim eu choro muito de raiva, eu já não consigo controlar o que sinto, parece que eu vivo sem viver, acordo mas eu não sou eu, eu nunca mais fui a mesma. Rejeitei, ignorei, maltratei a única pessoa que eu sabia que amava, eu sou burra.

Não consigo amar quem eu amo, não consigo esquecer o passado

 

Cara leitora,

 

Não podemos ficar presos no passado e paralisar a nossa vida.

É preciso dar um impulso na vida, sair dos acontecimentos de arrependimento e dos “deverias” assim como os navegadores portugueses tinham de enfrentar quando atravessavam o cabo das tormentas. Os sentimentos negativos das decepções de passado, as perdas e fracassos podem criar uma base de mágoa e infortúnio, levando a que a pessoa perca a esperança e firme a ideia de que é tarde demais para mudar a sua vida para melhor.

 

Apesar de não podermos alterar o que aconteceu, é possível reinterpretar esses acontecimentos de forma a poder aceitá-los, percebê-los e superá-los. Ao entrar neste processo de superação de situações consideradas traumáticas ou angustiantes, vai deixar de se sentir refém do seu passado menos bem conseguido.

O diálogo interno autocrítico de cariz negativo torna-se tão sedimentado, que muitas vezes não percebemos que temos o poder de mudá-lo.

Num estado de negatividade, mesmo aquilo que ainda temos de bom na vida fica afetado, deixamos de olhar para o que ainda faz sentido na vida. Aceite, tenha compaixão e siga em frente.

 

Está sempre em tempo para mudar. Se tem a consciência do que correu mal no passado, é procurar modificar algumas das suas atitudes para tornar o presente e o futuro melhor.

Se não conseguir sozinha procure ajuda especializada. Uma psicóloga poderá ajudá-la a recuperar a sua estabilidade emocional e retomar o rumo da sua vida presente e futura.

 

Fique bem

Relacionamento e frustração

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Olá Mariagrazia,

 

eu tenho um namorado, amo ele demais e em momento algum ele me fez algo que pudesse deixar-me mal, se alguma vez em que fiquei angustiada, foi devido às coisas/problemas que eu mesma crio, e odeio quando fico frustrada por causa das coisas más que penso, são sem motivo algum e meu humor fica horrível.

Quando isso acontece, é como se ele estivesse distante de mim e eu estivesse entregando-me demais a ele. Sinto irritação aguda e vontade de chorar, também me sinto isolada (realmente me isolo). O pior é que está acontecendo algo que está fazendo-me chorar quando estou com ele e sinto que o amo demais.

Ontem foi pela gota d’água. Eu chorei muito, muito mesmo, principalmente depois que me despedi dele e voltei para a minha casa. Eu só sinto que o amo demais durante essas crises de choro. Mas isso dói como se me machucasse, ou seja, não é um choro de felicidade por estar com ele... isso é o que não entendo. Por que choraria nessas circunstâncias? Não sinto que seja por medo de perdê-lo ou não ser boa o suficiente para ele.

Outra coisa são essas paranóias e ataques de irritação e isolamento quando ele conversa com alguma mulher. Eu não deveria sentir isso. Não há motivos para me irritar com ele. Tudo isso faz com que eu me sinta mais imatura perto dele, e perdendo minha própria essência, e talvez dando a esse relacionamento uma prioridade maior do que deveria...

 

A dor no peito que sinto é muito forte. Além de tudo, ando sentindo-me inferior demais, inclusive a ele.

 

Cara leitora,

 

O seu problema está relacionado com a sua insegurança e baixa autoestima. Talvez também esteja a valorizar demais o seu relacionamento e a dar-lhe uma prioridade indevida.

Antes de tudo precisa aprender a confiar nas pessoas e em si própria. E ainda a sua vida não pode depender somente do seu namorado mas é preciso ter seus próprios interesses, suas motivações, seu trabalho, seu estudo, etc. Só assim vai se sentir uma pessoa mais forte emocionalmente e vai dar um sentido à sua vida.

Dentro de nós existem capacidades inatas para sermos felizes mas é preciso usar os nossos recursos internos. Uma pergunta que ajuda é: ” O que faço hoje de novo?”. É importante é ter projetos.

Goste de si e busque um movimento a favor de um contínuo crescimento emocional e psicológico.

Um abraço,

 

 

Casamento e infidelidade

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Boa tarde

Sou casada há 10 anos, há cerca de 2anos. Meu marido teve um relacionamento com uma jovem de 18anos e foi muito angustiante presenciar tudo isso, o ano passado ela apareceu grávida falando que o filho era dele e meu mundo desabou. Fui ao inferno e consegui voltar; nosso casamento ficou e está super-abalado não consigo ter confiança nele e nem ele em mim. Depois desse terramoto há cerca de 4 meses o mesmo me diz que está apaixonado por uma mulher de 22 anos, e que não vive sem ela, e não quer me perder… Estou desorientada…

O que faço?

Me ajuda.

 

Cara leitora,

 

A confiança e no casal depois de uma traição demora a ser reestabelecida. Depois desse terramoto é preciso conseguir expressar as suas emoções e conversar sobre seu sofrimento e inquietude para que ambos possam manter em dia combinações de uma união feliz. Explicar ao parceiro mais o que sente e menos fazer críticas.

 

Parece que seu marido não consegue estabelecer uma relação estável e autentica consigo, embora ele diga que não a quer perder

Cabe a si decidir o que pretende do seu casamento com ele e perceber se é possível continuar ou se só vai trazer mais e mais sofrimento. Pode ser que ele mude com o passar dos anos e torne-se fiel, mas só o tempo dirá.

 

Mania de imaginar

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Olá doutora.

Tenho 22 anos e desde 2009  tenho mania de imaginar outra vida. Eu escuto música (geralmente agitadas) e fico dançando, falando sozinha com amigos. Eu imagino que tenho um namorado e amigos. Estamos sempre conversando, fazendo algo legal e sou o centro das atenções. Esses amigos são pessoas que conheço, outras que gostaria de conhecer, é mais forte que eu, eu deixo de fazer minhas coisas, passear, sair, estudar para viver nesse mundo vivendo esses momentos que não existem. Até um determinado momento estava divertindo-me, mas agora não aguento mais, suga toda minha energia.

Sou uma pessoa não sociável, sou mais na minha tímida, mas quando imagino essas coisas me torno a pessoa que gostaria de ser para a sociedade.

O que faço? É normal? Acho que não.
Beijos

Cara leitora,

A maioria das pessoas sonha acordada. É um fenómeno básico, que como qualquer fenómeno psiquiátrico se distribui ao longo de um espectro do normal ao anormal. Quando as fantasias se tornam excessivas nos tolhem do mundo real.
A fantasia excessiva funciona como um mecanismo de defesa que proporciona uma satisfação ilusória, mas que a longo prazo pode prejudicar, trazendo esse comportamento de maior isolamento.  Tente viver mais no mundo real, faça algum esforço pra socializar, sem medos, ouse um pouco mais a cada dia e vai ver que vai conseguir. Uma boa dica é inscrever-se a algum grupo de ginástica, de dança, de teatro, de estudo, assim que a ajude a socializar.

Se mesmo tiver muita dificuldade procure ajuda de uma psicoterapia e invista no seu crescimento pessoal.

Um abraço

 

Quase morto

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Olá me chamo M., não sei muito sobre seu site, só li algumas histórias, e como não sei mais pra onde ir, decidi mandar

um e-mail.

Tenho 23,faz 5 anos que completei o ensino médio. E assim que sai conseguir passar no vestibular em uma faculdade federal, comecei a trabalhar no mesmo período, era muito cansativo mas eu estava animado. Não muito depois comecei a me sentir vazio, como se a vida não fizesse muito sentido, comecei a frequentar mais festas, a sair mais, conhecer pessoas, ainda mantendo os estudos e o trabalho.

Comecei a usar drogas com o objetivo de buscar novas emoções, sentir algo novo. Não importava quanto álcool, sexo ou drogas eu usasse nada me deixava feliz, só sentia como se o buraco que tinha só aumentava, pensei que isso era porque moralmente é considerado errado. Então decidi seguir o caminho oposto, comecei sendo voluntário em um abrigo de cães, ia à igreja, e mesmo assim nada me completava.

Nunca fui muito de viajar e devo admitir que ainda não tentei, mas de todas as viagens que já fiz nada realmente me deixou animado ou excitado.

Então deixei as coisas como estavam, preferi empurrar com a barriga. Continuei a usar álcool socialmente, e ia a eventos sociais com certa frequência e os anos foram passando, assim como o buraco, o desejo de dormir e não acordar mais, queria só dormir.

A mais ou menos um ano atrás acho que cheguei ao fim do poço, não conseguia alcançar o orgasmo quando transava com alguém. Só quando me masturbava sozinho e isso demorava muito mas muito tempo. Comecei a chorar sem motivo, mas chorar muito. Estava conversando normalmente com alguém e do nada tinha crises de choro. Comecei a buscar formas de me mudar, matar na internet com mais frequência, vendo métodos simples e indolores.

Busquei ajuda psicóloga também, mas um mês depois tentei matar-me com os remédios que me foram dados, sobreviver e agir no dia seguinte da mesma forma. Até que tentei matar-me com um saco na cabeça e uma quantidade absurda de remédios para dormir, meus pais descobriram e me levaram num psiquiatra.

Faço acompanhamento até hoje, mas sinto que toda vez que vou lá ele só aumenta minha medicação, fiz até um teste genético para ver qual teriam melhor efeito.

Me passaram um psicoterapeuta, fiz por dois meses, indo duas vezes por semana. E eu só sentia que nada daquilo fazia sentido, ele não me ajudava em nada. Me passaram para outra pessoa, ter que explicar minha vida toda pra outra pessoa, mas fui, ela pelo menos me cutucava um pouco mais, mas nada que me fizesse enxergar além do que sinto.

A 6 meses me tranquei em casa, abandonei trabalho e faculdade, estava cansado de tudo, passava a maior parte do tempo dormindo ou comprando jogos que logo me enjoava, acabei ficando endividado por isso. Voltei a trabalhar em março com meu pai, e agora já fazem 5 horas que estou enrolando para ir trabalhar.

Todos os sonhos que tive quando era novo, não me atraem mais. E os objetivos que tento formular são todos ruins ou terríveis, não gosto de nada.

Não sei mais o que fazer, acho que já empurrei com a barriga por muito tempo, então não acho que seja algo temporário.

 

Caro M., 

precisa de medicação e acompanhamento psicológico sistemático para que o ajude a melhorar a sua autoestima, focar nas coisas boas e a encontrar um sentido para a sua vida.

O sentido da vida é o segredo da força dos homens. O homem pode suportar tudo, menos a falta de sentido. Procure o seu e vai se sentir renovado, com vontade de viver, de trabalhar, de amar, etc…Não procure nas drogas, no álcool, nas coisas pois o prazer está dentro de si.

Força e coragem. Nós colhemos o que plantamos, portanto comece hoje a plantar …..a sua vida nova! Tudo tem remédio, menos a morte. Valorize a vida! 

 

Um abraço

 

Instabilidade na relação

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Boa tarde caríssima Mariagrazia,

 

Tenho-me como uma pessoa minimamente inteligente e com capacidade de me analisar e perceber quando estou errada e quando não estou, quando deveria ter trabalhado mais ou não em qualquer situação na vida, reconheço os meus limites.

 

Sou igualmente uma pessoa altruísta, chegando na maior parte das vezes, prejudicar-me em prol dos outros. Boa ouvinte, boa amiga, e boa namorada e essencialmente boa mãe.

 

No que vou expor em baixo, gostaria de ter a sua opinião, pois o meu senso comum não me dá uma resposta ao que tento há já algum tempo, perceber o significado disto:

 

Separei-me já lá vão 4 anos e desse casamento, tenho 2 filhos com idade 11 e 10 anos.

 

Comecei do zero, e fui construindo novamente da estaca zero e encontrando em conjunto com as crianças o nosso ponto de equilíbrio e finalmente neste momento, posso afirmar que me sinto realizada, grata com o que tenho e com a vida que levo. O tormento já lá vai!

 

Nestes 4 anos, conheci um rapaz que tem atualmente 35 anos e eu 40, que sabendo ele, na altura, as dificuldades financeiras, emocionais, perdas, tudo o que na maioria dos casos, uma separação implica, pelo que eu estava a passar, veio a ser uma pessoa que me deu uma lufada de ar fresco na minha vida. Fez-me apaixonar por ele, viver um amor quase de adolescente uma paixão, era bom ouvinte, interessado…enfim...um príncipe! Eu nem queria acreditar no que a vida me estava a oferecer. Alguém que me desejava e amava. Contudo, fui aos poucos apanhando algumas mentiras que na altura achei que deveria ignorar, visto não serem prejudiciais para a nossa relação.

 

Soube que traiu a ex mulher por 2 vezes e inclusive, uma delas foi comigo, quando me tinha dito, que vivia sozinho e que tinha um filho dessa união. Fiquei chateada, mas pensei, erradamente, que comigo não seria assim. De fato nunca soube se me traiu alguma vez ou não.

 

O problema que se colocou foi que, durante a nossa relação, esta pessoa me pediu sempre mais e mais, (conhecer o meu mundo, filhos, família, e etc.), dormia várias vezes na minha casa, mas ao contrário isso nunca aconteceu. Eu não sou digna de estar ao pé do filho, ao pé da mãe, família e etc. Quando por diversas vezes que foi confrontado com o meu descontentamento, havia sempre uma razão plausível…ora porque a mãe estava com uma depressão...ora porque eu não lhe dava estabilidade para avançar, ora porque eu não podia entrar na casa dele porque isto e aquilo...enfim provocando em mim frustração, revolta. Cheguei a pensar que seria eu o foco do problema que existia na nossa relação! Aliás, ele dizia que a culpa era minha e eu sem perceber bem no quê!

 

Quando eu desisti, e fi-lo umas 4 vezes, ele veio sempre atrás, com falsas promessas de que agora é que era o momento em que ia avançar, chegando a usar a manobras tais como usando o que eu mais queria: ser novamente mãe; " quero muito ter um filho nosso", " és a mulher da minha vida"; as pessoas mais importantes e que amo és tu e o meu filho"...e quando eu voltava a dar hipótese, nada acontecia...era um ciclo infernal. Fez-me sentir culpada e a duvidar de mim mesma.

 

Sinto que devo ter uma resposta, para poder avançar na minha vida, o porquê desta atitude, se não quer evoluir na relação e continua a correr atrás? Para depois eu voltar ao inicio e tudo fica igual....

Grata,

ML

 

Cara ML,

 

A sua relação com esse rapaz parece que tem uma falha qualquer, que não tenho dados para saber o que seja. De qualquer maneira o comportamento dele não é normal, pois a exclui da sua família por algum motivo. Será que ele está a esconder alguma coisa? Será que tem uma família problemática ou desajustada? Ou será que ele está inseguro na relação?

Além do que com esse comportamento mostra que não tem intensão de assumir um relacionamento em pleno. Parece que tem dificuldade em assumir um compromisso, o que trabalha contra a um possível relacionamento maduro e estável.

 

O que pode fazer é falar com ele e tentar perceber o que está por trás dessa instabilidade de comportamento da parte dele. Ele não desiste, mas também não assume!

Reflita também sobre o que pretende para a sua vida e para o seu futuro e deixe bem claro quais são os seus limites, e que embora goste dele precisa da participação efectiva e contundente da parte dele.

 

Se nada disso resultar procure uma terapia de casal para uma orientação e talvez seja altura para ponderar uma separação.

 

Tudo de bom e boa sorte!

 

Escassez de sentimentos

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Bom dia!

Vi seus artigos no blog e achei bastante interessante, e vi a maneira que se pode dizer gratificante suas explicações. Então resolvi encaminhar um para você, na esperança que você possibilite-me auxilio, e se possível que esse e-mail seja respondido!

Atualmente tenho 23 anos, e desde muito novo sinto uma escassez de sentimento ou algumas emoções, muito pouco chorei ao longo dessa vida e tampouco me importei com a ausência das demais. Seria como se, as pessoas não se importassem, porém não posso viver isolado, então sempre procurei ou até mesmo por ser simpático, agradável, educado etc... Sempre construir ótimos vínculos, onde quer que eu esteja. Mas dentro de mim, é como se fosse desnecessário. Irrito-me fácil (porem procuro demonstrar paciência para não haver desentendimentos), não sei ou consigo está em constantes demonstrações de afetos constantes seja físico/palavras, não sinto saudade, diante de algumas situações reajo mais fisicamente interno do que externando, e sou muito racional diante tudo, e a maioria das coisas se tornam complexas.

Minha irmã vai ter um bebé, no dia em que soubemos, mãe chegou toda animada contando, e para mim foi tipo “sim, e daí?”, ou quando alguém falece parece que tenho que ficar triste, mas não consigo, porém compreendo e presto um tipo de solidariedade, entre outras coisas. Mas não fico lamentando-me, reclamando ou nada, toco minha normalmente, faço minhas obrigações e tento ser o mais sociável possível, mesmo que isso seja apenas, possamos que dizer indispensável, surreal, entre outras coisas. Isso foi um pouco do que se passa com minha pessoa.

 

Agradeço sua atenção.

Abraços.

Caro leitor,

 

Talvez tenha sofrido uma falta de aprendizagem emocional desde a infância. Embora não se possa compensar essa falta, com treino pode ensinar-se à pessoa que busque elementos que lhe ajudem a diferenciar suas emoções e expressá-las de modo básico.

 

Quanto mais detalhado seja o reconhecimento das emoções que se desenvolvem numa pessoa, maior será sua capacidade dela ser feliz e funcionar bem em sociedade.

Para aprender a expressar as emoções é preciso dedicar tempo e empenho a tratar de identificar o que sente, tratando de descrever sempre o sentimento com palavras.

 

Para isso, é preciso empregar os adjetivos que o ajudem a descrever para dar maior significado ao que se diz, procure utilizar frases como "me sinto como um cão raivoso", "é como se me tivessem cravado uma faca". Tente aprender palavras que tornem os sentimentos mais específicos. Por exemplo, em vez de dizer "bem", o que é muito comum, use palavras como "alegre", "feliz", "grato" ou "eufórico". Por outro lado, em vez de dizer que se sente "mal", diga que se sente "irritado", "inseguro", "desmotivado" ou "rejeitado

Também é útil focar em como as outras pessoas descrevem suas emoções, que expressões utilizam, como se comportam, como reagem e perguntar-lhes o que é que sentem.

 

Uma psicoterapia, com uma abordagem adaptada à falta de expressividade costuma ser propícia para tratar esse problema. O primeiro passo é ter consciência do problema o que faz antever um prognóstico positivo.

 

Tudo de bom