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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Conhecer mulheres

15.jpgOlá,

Desculpe o desabafo mas não tenho ninguém a quem possa falar da situação que me perturba...por ser fora do comum....

Sou casada, relacionamento de 27 anos, 2 filhos, vida sem grandes problemas, nem financeiros nem de saúde. Casamento normal, com altos e baixos como todos os outros.

A situação está num vício que o meu marido tem, este vício magoa-me, mas não prejudica nem os filhos nem a nossa vida no geral, eu é que não me sinto bem com a situação. Mas também não quero acabar o meu casamento por causa desse vício. Eu amo-o muito e ele também me ama, e aos filhos, aos nossos bens, a tudo o que temos construído, não pretende deixar-me nem me abandonar.

O problema dele, é que apesar de me amar e não ter razão nenhuma de mim, gosta de conhecer e estar com outras mulheres....

Ele diz, que é uma coisa à parte, que não muda o que sente por mim....é um vício, um fetiche...

Eu, como mulher, sinto-me magoada, mas ele diz que não tenho que me sentir assim, pois eu sou a principal, a mais importante, que o amor dele por mim não muda, com ou sem as outras...

E é isto....Obrigada.

Cara Leitora,

Entendo como o “vício” do seu marido esteja afetando negativamente o seu casamento, mas a compreensão e o uso da Inteligência Emocional podem ajudá-la a recuperar a sua autoestima .

O que leva o seu marido a procurar outras mulheres pode ser uma necessidade de autoafirmação, provocada pela insegurança emocional, medo ou baixa autoestima. Algumas pessoas precisam provar a si mesmas que são importantes, desejadas e amadas. Talvez esse vício esteja relacionado com o gosto de sentir que ele tem o poder de seduzir ou com uma meio de autoafirmação para a sua autoestima.

Pode ser que com o tempo essa “curiosidade de conhecer e estar com outras mulheres “ termine.

Depois de 27 anos de vida em comum, sem grandes problemas e sem pretensão de separação, penso que o melhor é investir na vossa relação para que ela se torne cada vez melhor e para que vos torne cada vez mais unidos.

Outra solução é ele procurar ajuda de um especialista para perceber o que o leva a ter esses comportamentos com o perigo de perder a confiança da mulher e destruir o casamento.

Se ele gosta de si e se tiver inteligência emocional, vai perceber que não é certo ter esse tipo de atitude e a possivelmente vai dar mais atenção ao vosso relacionamento.

Medo de amar

14.jpg

Olá, meu nome é Joana, e só para eu não esquecer de dizer, eu gosto muito de seu blog, e eu gostaria de sua opinião em uma situação.

 

Eu sempre fui muito tímida, e nunca tive coragem de iniciar um relacionamento ou dar o primeiro passo, até que eu conheci uma pessoa, que eu não gostava a princípio, porém conforme a insistência e o tempo, eu me apaixonei, e nós namoramos por um ano, porém nós terminamos, e foi um processo muito difícil pra mim, entender que eu não poderia mais nutrir esse sentimento, e tudo bem, eu acho que consegui lidar com isso a minha forma, o problema é que eu não tenho mais coragem de embarcar em um novo relacionamento, eu até conheço pessoas que eu gosto, mas eu nunca acho que esse gosto é o bastante, então eu deixo passar, e mesmo se o sentimento for recíproco eu abro mão, por não ter certeza disso, e por eu ter namorado somente com 1 pessoa.

Às vezes penso que seria muito mais fácil reavivar um sentimento do que criar um novo, porém essa ideia é inviável, nós já estamos em caminhos bem diferentes e ele já seguiu bem mais em frente do que eu, e o meu medo é que esse meu temor de tentar não passe, e que eu nunca tenha a segurança de tentar de novo.

 

Foi isso. Espero mesmo que me dê sua opinião, pra tentar entender de uma maneira mais ampla, seria de muita ajuda mesmo...obrigada

Cara Joana,

O medo de uma decepção amorosa é o maior empecilho para amar. Se acha que ficou algum “trauma” será preciso que seja trabalhado numa psicoterapia. De qualquer maneira, está na idade de namorar e para perder o medo é preciso ter novas experiências.

A preocupação trabalha contra, quando encontrar a pessoa certa vai voltar a amar. Talvez ainda esteja sofrendo pela decepção amorosa daí o medo de se envolver e não sentir nada por ninguém.

A mente humana para elaborar precisa de tempo e a superação vem somente com o tempo. Os “ensaios” de aproximações, quando positivos, aceleram esse tempo e a confiança em tentar novamente. Somente eles ajudam nesse processo de fortalecimento e confiança renovada.

É importante estar aberta para novos encontros e não deixar que a frustração influencie possíveis relacionamentos futuros. O amor não tem hora e pode acontecer a qualquer momento.

Tudo de bom

 

 

Enteada e desobediência

13.jpgBom dia!

O meu nome é João. Há 5 anos casei com uma senhora de nacionalidade russa (que agora já tem nacionalidade portuguesa). A minha esposa divorciou-se do ex-marido russo em 2006 e ficou com uma filha de 3 anos. O ex-marido da minha esposa nunca mais quis saber da mãe ou da filha, nunca ajuda para nada e nunca telefona. Em 2015 a minha esposa viajou para a Rússia para trazer a filha para vivermos os três juntos felizes em Portugal. Hoje a minha enteada tem 16 anos. Antes de viajar para Portugal a minha esposa passou por um processo em Tribunal para conseguir fazer sair a filha do país. A filha testemunhou em tribunal contra o pai. Já em Portugal a minha enteada abraçou-me e chorou no aeroporto na primeira vez que me viu na vida, tinha 12 anos.

Nos primeiros tempos (leia-se meses) em Portugal ajudei a minha enteada na aprendizagem do português, coisa que ela ainda não domina completamente claro, mas entende praticamente tudo que se fala com ela (encontra-se no nível B1). Desde o Verão de 2016 tudo começou a resvalar. Em 2016 depois de concluído o 7º ano com êxito (ao fim de 6-7 meses em Portugal) tudo começou a mudar para os mesmos moldes que continua ainda hoje. Apesar de eu lhe dar tudo e mostrar que me preocupo com ela, a minha enteada não me aceita e não me respeita.

E eu não sei como explicar como isto acontece e porquê isto acontece. Tudo passa pelas atitudes da minha enteada em relação a mim e à diferenciação que ela faz de mim em relação à mãe, e de um modo geral à rejeição da adaptação a Portugal. A minha enteada disse-me uma vez que o pai é um alcoólico e que ele nunca lhe ligou nenhuma, mas ao mesmo tempo ela não me trata por pai (e eu também não estou à espera disso), mas também nunca me confrontou no sentido de responder que eu não sou pai dela.

 

A minha enteada sente a escola como uma obrigação (é este o sentimento russo), mas desobriga-se de tudo o resto, ou seja, de um modo geral ela rejeita assumir as suas responsabilidades do dia-a-dia, e por isso ela quer fazer só o que quer e quando quer. Os traços que exemplificam o que se passa hoje da minha enteada para mim são: Desobediência, falta de respeito e atitudes de desafio e confrontação, tudo de um modo dissimulado e não objectivo. Ela quando desobedece faz silêncio e não responde, quando eu a questiono ela dá-me as costas e vai-se embora faltando-me ao respeito, outras vezes utiliza uma maneira especial na postura e no olhar como atitude de desafio, outras vezes simplesmente ignora-me. Agora deixe-me clarificar melhor as coisas.

A minha esposa trabalha nas estufas e muitas horas do dia está ausente. A minha esposa quando está em casa é ela quem conduz a educação da filha, eu sou apenas o observador e por vezes apenas relembro coisas que há para fazer, e quando isto é necessário eu falo com a mãe e não com a filha. Quando a minha esposa está em casa a filha obedece sempre à mãe embora a minha esposa tenha de repetir as coisas várias vezes, e a filha nunca faltou ao respeito à mãe. Quando estou eu e a minha enteada em casa sozinho os dois, tudo muda.

Tudo gira em volta da responsabilidade que a minha enteada não quer, principalmente porque a mãe não se encontra em casa. Estou apenas a falar das responsabilidades da minha enteada, do dia-a-dia em casa, no que concerne com a vida doméstica. Responsabilidades como sejam: lavar dentes, arrumar o quarto, arrumar coisas que desarruma, limpar coisas que suja, tirar uma coisa do sítio e voltar a pôr no sítio, e outras coisas. Uma vezes ela faz outra vezes não faz, e quando lhe convém utiliza a mentira.

 

Quando se passam coisas mais graves em relação a mim, a minha enteada usa a mentira e o choro no diálogo com a mãe. Ela diz que não faz nada mal, chora para a mãe e diz que não aguenta. A minha enteada foge às responsabilidades quando está comigo, faz-se de vítima e imputa a responsabilidade das situações criadas a mim. Eu penso que há falta de diálogo, mas diálogo são.

A minha esposa diz à filha para fazer as coisas quando ela não está em casa, e a filha responde que sim, mas volta a repetir-se sempre as mesmas coisas quando a mãe não está em casa. Eu não bato na minha enteada, nem grito e nem falo mal, mas estou a interiorizar um estado nervoso cada vez mais periclitante porque ela desobedece-me e desrespeita-me, e experimento muitas vezes estados de depressão, e não sei o que fazer. A minha esposa está no meio desde triângulo e acredito que esteja a sofrer, mas acho que ela tem de moderar um diálogo entre nós os três. Temos de nos encontrar algures no meio para equilibrar a nossa relação, mas eu não sei exatamente como fazer isto, porque a minha esposa tem uma carateristica mais indulgente e permissiva, e eu sou mais por uma autoridade efetiva. Tentamos implementar regras simples em casa, mas a minha esposa nunca fiscaliza o cumprimento destas regras, umas vezes sim e outras não. Agora, desde uma das últimas situações criadas, eu bloqueei e evito a minha enteada, não falo com ela nem respondo. A minha enteada desobedeceu-me no supermercado, fingiu que não me ouviu com todos a olhar, eu fiquei a falar sozinho e a minha enteada ignorou-me, envergonhando-me em público. Para a minha enteada não se passou nada e portanto age normalmente. Para mim, dói que a minha enteada não assuma que agiu mal e peça desculpa. Ela não gosta de pedir desculpa porque acha que não faz nada de mal. Noutras situações quando a mãe fala com ela, ela inventa desculpas, mas a mãe pede para ela vir ter comigo e pedir desculpa, e ela pede-me desculpa. Ela obedece à mãe e pede desculpa mas para ela não tem qualquer significado porque ela não reconhece ou não quer reconhecer que fez alguma coisa mal.

 

Ontem à noite, a minha enteada deixou coisas sujas na sala de jantar e na cozinha, e eu alertei a minha esposa para este facto. A minha enteada andou a fingir que limpava as coisas por 4-5 vezes, e depois a minha esposa stressada perguntou o que faltava limpar mais… depois a minha esposa foi para o nosso quarto, apanhou a almofada e foi para o quarto da filha dormir com ela, e eu dormi sozinho. Eu não entendo o que significam estas atitudes. Eu não sei o que fazer e peço a sua ajuda se me puder aconselhar.

Obrigado.

Caro João,

Lidar com uma enteada é complicado. Lidar com uma enteada adolescente é mais ainda.

Vai ser preciso muita paciência e ter consciência que não sendo o pai, a sua enteada poderá contestar ainda mais a sua autoridade. Ao mesmo tempo é preciso manter limites e regras na casa bem como uma disciplina saudável para que tudo funcione e para a educação dela.

Desobediência e atitudes de desafio e confrontação são características do adolescente que muitas vezes tenta não cumprir regras e contestar. O que não pode permitir é a falta de respeito, mas também tente não ser muito rígido ao avaliar a falta ao respeito e o ultrapasso dos limites.

 

Portanto use disciplina consistente como substituto para severidade inconsistente. Aprenda a dar ordens claras e negociar compromissos. Proponha prémios quando cumprir, faça seus pedidos sempre de maneira positiva ao invés da negativa para motivar o bom desempenho.

Procure não fazer comparações desfavoráveis em relação às outras adolescentes, para não levantar rancores ou abaixar a sua autoestima. Sempre elogiar quando cumprir. É muito importante a maneira como os genitores lidam coma filha, para poder ajudá-la a crescer saudavelmente e interiorizar as regras e valores para a vida.

É também de suma importância que ambos os genitores estejam de acordo na disciplina e regras exigidas, portanto tentem entrar em acordo num equilíbrio saudável: nem tanta permissividade nem tanta rigidez.

 

Não é bem que ela não o aceita como padrasto, provavelmente tenta ultrapassar limites como toda a adolescente e ao mesmo tempo avalia os valores. Psicólogos dizem que o adolescente é aquele que odeia quem ama. Talvez seja oportuno ler algum livro sobre a psicologia do adolescente, pois esta é uma época complicada para os genitores e para os filhos.

Limites são necessários para a ajudar na segurança do adolescente. Combine com a sua esposa para que ambos atuem em conjunto para dar limites à filha e manter as regras e a disciplina.

Para a filha o que poderá ajudar é praticar algum desporto.

 

Com calma, paciência e amor, certamente obterá resultados satisfatórios.

 

 

Medo de morrer

12.jpgBoa noite,

eu tenho medo de morrer e esquecer dos meus amigos perder minha família, perder o meu progresso nesse mundo.

Eu me pergunto qual é o sentido disso tudo, mas infelizmente não encontro resposta.

Meu medo em si não é de morrer, mas sim de deixar esse mundo.

Realmente preciso de ajuda, para acalmar.

Caro leitor,

O medo da morte pode estar relacionado a traumas vividos e também ao peso que ela transmite. Geralmente não somos educados para entendê-la com serenidade.

A morte e tudo o que se relaciona com ela é pouco falada A pior atitude dos adultos é a do silêncio, que se apoia na convicção errónea de que se a morte não for muito falada, o impacto emocional desse acontecimento se dissipa mais rapidamente. Pelo contrário, é preciso falar no assunto.

 

O tratamento é a Psicoterapia, onde o problema presente é analisado através de situações do passado não resolvidas. Meditação e exercícios de respiração também podem entrar no tratamento como terapias auxiliares.

 

Entretanto procure confiar em si e aproveitar a vida vivendo o momento presente com entusiasmo e motivação.

Tudo de bom

 

Pai abusador

11.jpgTenho 22 anos, atualmente, estou casada há 8 meses. Mas no ano passado lembrei-me, eu lembrei que meu pai ia no meu quarto orar comigo e sempre que eu terminava de orar eu dava um beijo no rosto dele e ele um beijo na minha testa, mas a mão dele apalpava meus seios, mas eu achei que era coisa da minha cabeça. Meu pai  com a única filha mulher dele que sempre me deu de tudo, sempre me deu carinho, amor e proteção fazendo isso comigo.

Deixei pra lá e segui minha vida. Depois de uns anos descobri que ele tentou abusar da minha tia quando ela tinha 15 anos. A mesma idade que eu tinha!

 

Então desde esse dia eu não consigo ter desejo sexual, principalmente se ele toca nos meus seios eu fico agoniada com repulsas eu não consigo mais sentir desejo.

 

Eu não sei oque fazer! Só sei que na hora do sexo eu odeio. E antes deu lembrar disso era tranquilo eu gostava. Estou sem rumo ...

 

Cara Leitora,

O melhor é ir a uma consulta de psicologia para poder resolver esse seu “trauma “ de infância e viver uma vida sexual livre de sentimentos contraditórios e sofrimento.

 

É importante não se culpar e nem odiar o seu pai que teve esse péssimo comportamento, talvez por ignorância ou por abuso de poder.

Pense em si e procure ajuda para se libertar desse pesadelo que está a bloquear a sua vida sexual presente.

O que sofreu foi muito grave mas é possível ser superado. É importante dar-se a oportunidade de receber carinho e encontrar o amor, de experimentar as (im)perfeições, de dividir sua vida com seu marido.

 

Lembre-se que no seu processo de reconstrução como mulher, a masturbação tem um papel importante, pois ajuda a conhecer o próprio corpo e permite o contato com o prazer, sem culpa. Para muitas mulheres, a literatura erótica também pode ser uma ferramenta.

 

Um abraço e tudo de bom,

Mãe tóxica

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Olá.

Ultimamente ando muito angustiada. Tive uma infância muito difícil na questão emocional. Minha mãe sempre me xingou muito. Sempre me chamou de burra, caso não fizesse algo certo. Sempre se vitimizou, sempre acha que esta certa em tudo. E sempre me obrigou a cuidar da minha irmã mais nova como se eu fosse a mãe dela. E nossa diferença de idade é apenas 6 anos. Me sentia sufocada quando criança, eu lembro de sempre chorar e dizer que queria morrer. Sempre lembro que eu não era feliz na minha casa, não me sentia bem ali. Me sentia maltratada, sobrecarregada. E infeliz. O tempo passou e eu também lembro que minha mãe só se importava comigo e demonstrava algum afeto quando eu ficava doente.

Enfim. É muita coisa mas hoje eu tenho um sentimento de desgosto por ela. De cansaço só em falar com ela. Não queria falar com ela. Não faço questão de vê-la. Acho ela super dramática em tudo. Não a tenho como um porto. Eu sempre me virei sozinha. E sinto que hoje não posso contar com ela. Me sinto culpada de ter esses sentimentos por ela. Mas é o que eu sinto. E grande parte disso, acho que foi por todas as coisas más que ela já fez comigo. Estou muito cansada.

Não consigo conviver com ela numa boa. Mentalmente começo a ficar sufocada porque não tenho coragem de falar dos meus sentimentos pra ela.

 

Cara Leitora,

Não sei se vale a pena falar com ela. Mãe é mãe e nem sempre é capaz de corresponder à necessidade de amor e atenção de uma filha.

É muito triste ter que aceitar que a mãe, que deveria amar acima de tudo possa ser o algoz da própria filha.

Os pais tóxicos, classificação cada vez mais usada na psicologia, agridem física e psicologicamente, causando sequelas que se arrastam por toda a vida. Nenhum pai ou mãe está livre de falhar, perder a paciência ou a compostura. Mas agir com perversidade ultrapassa os limites aceitáveis de qualquer relacionamento. E a humilhação vinda daqueles a quem se ama é muito mais dolorosa.

É como se houvesse uma confirmação para a pessoa de que ela não é boa o suficiente para receber afeto. A postura dos pais tóxicos deixa graves sequelas, normalmente levadas para a vida adulta. As consequências são agressividade, dificuldade de aprendizado, rebeldia, timidez e um enorme sentimento de culpa.

Mães e pais perversos existem. A constatação coloca na berlinda o chamado amor incondicional. Esse sentimento, é uma construção moldada de acordo com os desejos de cada um. Não é intuitivo, como defende a crença popular. É uma questão cultural, imposta pela sociedade.

O amor incondicional só existe se os pais desenvolveram ao longo da vida recursos para lidar com as adversidades e as mudanças. Porque um filho muda tudo na vida dos pais.

A filha de uma mãe tóxica cresce num estado de alerta, o que causa uma ansiedade que se torna crónica.

Para quem chegou à vida adulta traumatizado pela relação tóxica, a psicoterapia é um caminho. Para muitas das vítimas, o tratamento inclui passar a ter uma relação superficial com os pais.

Parece que para conviver com a sua mãe seja preciso manter uma distância saudável e procurar compreender e talvez admitir que há realmente pessoas desprovidas de afeto e sua mãe é uma dessas pessoas.

Se não conseguir lidar com esses sentimentos e traumas procure uma psicoterapia.

Abuso sexual

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Olá, eu me chamo Sónia e tenho 18 anos. Quando eu tinha 3 anos o meu pai morreu e minha mãe entrou em depressão. Tenho 7 irmãos, minha irmã mais velha sempre cuidou de mim, eram 10 anos de diferença, uma das minhas irmãs (são 4 meninas 5 comigo, e 3 meninos) sofreu um acidente e ficou um bom tempo no hospital. Um dia eu e minha irmã que agora tem 21 anos, estávamos caminhando na rua sozinhas, tínhamos entre 4 e 7 anos, uma mulher nos encontrou e perguntou onde íamos. Falamos que íamos atrás da nossa mãe que estava no hospital, enfim ela nos deu um banho, nos deu comida e foi falar com nossa mãe e ficou connosco por um tempo. Quando minha mãe saiu do hospital voltamos a viver com ela e passávamos muitas dificuldades. Eu tinha entre 5 a 6 anos quando a minha mãe conheceu uma pessoa que virou meu padrasto. Como não tínhamos pai queríamos muito ter um. Certo dia ele posou lá em casa e me convidou pra dormir com ele e eu na inocência fui. Amava-o muito, amor de pai e filha mas que na verdade ele nunca teve.

No dia que dormi com ele, lembro-me pouco, mas lembro que ele falou que ia fazer umas coisas que eu não podia contar pra ninguém. E isso se repetiu tantas vezes! Fui crescendo e isso acontecia. Duas das minhas irmãs também sofreram isso com ele. Ainda fizemos uma queixa e depois tivemos que tirar a queixa eu não sei porquê. E isso ainda aconteceu durante anos e anos, foi horrível.

Hoje tenho 18 anos não sinto prazer algum no sexo... Namoro meninas e não sinto nada e muitas vezes tenho que fingir. Não sei o porque eu sempre escondi tudo, até porque eu fui abusada por anos e tinha vergonha de falar.

Queria saber se tem algo que eu possa fazer para mudar isso.

Cara Sónia,

O abuso sexual continuado é uma clausura, uma prisão. É um estado semelhante ao vivido em campos de concentração. Gera, na vítima, a despersonalização, a falta de controlo sobre o seu corpo, sobre as suas emoções, remete-a a um silêncio forçado, a uma permanência na situação de violência. Ainda que os portões de saída estejam abertos, não há para onde fugir. A criança fica numa situação de exílio. Faz parte do mundo adulto sem estar integrada e participa do mundo das crianças sem lhe poder pertencer. Por isso, está condenada ao silêncio! Em sua casa fala uma língua estrangeira e fala uma língua estrangeira no exterior. É estrangeiro num e noutro.

Para superar o trauma de abuso sexual é importante:

-Não fazer associação com culpas ou sentir-se suja.

-Sempre olhar-se no espelho com carinho e amor-próprio.

-Ser positiva em pensamentos e atitudes.

 

A psicoterapia é imprescindível nestes casos. É preciso fazer uma terapia para poder trabalhar esses seus sentimentos e atitudes. Falar com uma psicóloga, além de ser um alívio, vai ser uma ajuda para gerir o seu mal-estar, entender os seus sentimentos e compreender melhor suas dificuldades de relacionamento.

Problema de audição

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Olá boa Tarde.

 

O Meu Nome é L. Tenho 38 anos.

Gostaria de tirar uma duvida há 5 minutos atrás encontrei na internet o termo misofonia.

Eu há alguns anos que estou a sofrer de um problema complicado...

Já isolei o meu quarto, já estou a colocar vidros novos nas janelas, já fui a um medico do sono por duas vezes, ao qual ando com medicamentos. E também agora estou em acupunctura. Não consigo dormir em casa nenhuma. Só na casa onde estou atualmente mas mesmo assim passo mal e continuo a dormir mal. Já tive 7 dias sem dormir... mas o meu mal nunca foi ao adormecer ou em não ter sono é mesmo no entrar no sono entrar tranquilamente na parte Zen...

Eu não sei bem as características de uma pessoa com o sintoma misofonia, porque eu não tenho aversão ao barulhos apesar de as vezes ouvir ruído e desejar silêncio para minha cabeça.

O que eu tenho mesmo é quando estou a dormir assim que oiço uma pequena mudança de ruído. Dentro de casa eu já nunca mais consigo adormecer nem como medicação. A partir daquele momento começa o meu martírio, lutar para entrar no sono mas tendo sono. E aqueles ruídos é uma espécie de moinha para a minha cabeça e para o coração também não deve ser saudável porque esgotam de cansaço uma pessoa. Ou seja não deixo de ter aversão aos pequenos barulhos mas é só porque não consigo adormecer nada disso me acontece durante o dia, senão gostar do barulho suporto bem.

Será que tenho essa doença ou alguma vertente dela?

Já coloquei auscultadores nos ouvidos para enganar o ruído não e confortável, já tentei muitas ideias de louco na cama e o problema continua, já aconteceu apertar os ouvidos e o som diminuir e aliviar um pouco mas já aconteceu eu apertar os ouvidos e nada resolver parece que o barulho continua. Isto é o maior problema que enfrento há anos tenho os dias todos estragados por isto... não posso ir dormir a outra casa nada...mas sinto que os médicos ou não tem solução ou não me compreendem. Ou então tenho mesmo azar e tenho um barulho que incomoda na minha casa que não consigo encontrar solução para ele para o eliminar e assim estar a fazer que eu venha a ter mesmo um problema de saúde....

Caso eu tivesse esse tipo de doença Misofonia como isso se trata? Nos poucos minutos que investiguei aqui pela internet falava em tratamento com sons e eu com sons não vou dormir...não parece ser o melhor caminho para mim até porque quanto mais ouvir os barulhos mais me farto deles mais saturado fico. O teste do sono que me quiseram fazer, mal que vi tantos fios, entrei em pânico e fui embora...conforto e silêncio era o melhor tratamento para mim... O único barulho que suporto e especialmente depois de um duche estar um pouco frio e eu estar na cama de secador ligado abafa um pouco o barulho que me incomoda quando estou cama. Já testei de madrugada, mas passado algum tempo torna-se desconfortável e cansativo para a minha cabeça também...

Tentei mesmo uma aplicação que tinha o ruído do secador para colocar nos auscultadores, mas não e igual até porque eu suportar o real secador e também a levar com o ar dele. O que faz toda a diferença...

Ruídos extra não parecem ser o melhor para mim...

Por agora é só um tira dúvidas, acabei de ler sobre Misofonia.

 

Melhores Cumprimentos

 

Caro L.,

Pessoas com misofonia não têm problemas de audição. O incómodo é provocado pelo efeito que determinados sons produzem no cérebro e ativam o centro das emoções.

O tratamento da misofonia pode incluir treinamento auditivo e psicoterapia. Este método ajuda a pessoa a aceitar a misofonia e conviver com a síndrome, de maneira que a sua qualidade de vida e a sua interação com os outros não sejam prejudicadas.

Para tratar a misofonia, procure um médico otorrinolaringologista para receber indicações quanto ao tratamento mais adequado. A seguir precisa ter consultas de psicologia como forma de intervenção e de tratamento, ou redução dos sintomas, visto que se conseguiu estabelecer uma ligação entre ansiedade e determinados sons.

 

Dessa maneira poderá controlar sua ansiedade e garantir um sono e uma vida saudável.

Tudo de bom

Filho ciumento

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Tenho 31 anos, 2 filhos: um de 14 anos e 1 de 5. Casei novamente há 2 meses, o meu filho menor ama o meu esposo, o trata como pai e ele também o trata como filho. O problema é o mais velho porque ele tem ciúmes, ele gosta do meu esposo, os dois se dão bem porém quando se trata de mim e como uma competição de quem chama mais atenção. Mas o pior e que meu filho começou a questionar e até mesmo se intrometer na minha vida íntima.

 

Ex: porque fechar a porta, eu ouvi barulho, sei o que vai fazer, que não gosta porque ele já ouviu barulho e ele faz isso aí vou conversar com ele, o meu esposo fica zangado pelas atitudes dele, e acaba que eu fico no meio com meu marido zangado porque eu sento, vou conversar com meu filho e meu filho fica zangado porque chamo atenção dele por ele estar errado.

Me ajude e me dê uma luz do que posso fazer e como fazer.

 

Cara Leitora,

Penso que vai ter que ser um pouco mais dura com seu filho e dizer que não pode se intrometer na sua vida íntima e ao mesmo tempo que confirma que gosta muito dele e que ele nunca vai perder o seu amor.

É normal que nessa idade ele queira competir com o seu marido, mas não pode deixar que ele tome conta da situação. Demonstre que o ama, que compreende que sinta algum tipo de ciúme, mas que não pode prejudicar a sua vida. Caso suas tentativas se mostrem infrutíferas não tarde em buscar ajuda profissional.

Mulheres! Eterno Feminino no Mundo!

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Mulheres, antigas deusas da ciclicidade e da transformação...

...Guardiãs de uma sabedoria antiga...

...Rainhas da aparência e da profundidade...

...Transmitem as tradições e estão abertas às novidades.

O reino da mulher é o reino da completude. Honrar a mulher significa honrar o feminino no mundo, uma energia criativa perene presente desde a noite dos tempos.

Parabéns a todas as mulheres!