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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Namoro pré-adolescente

 

Estou precisando de um conselho, bom o assunto, deve até ser comum para a Doutora, mais pra mim é um tanto complicado.

Tenho uma filha de 12 anos, e não sou casada com o pai dela, e ela mora com a avó paterna. Bom recentemente descobri que ela está de namorico, com um garoto de 14 anos, e fiquei muito preocupada, porque ela só tem 12 anos.

 Na hora que descobri, briguei com ela, mas em tom suave, só chamei a atenção e disse que não tinha problema, contanto que conhecesse o garoto e a família dele. 

 Mas agora ao pensar, que o meu bebé está namorando, não sei como agir, não sei o que fazer, o que falar. Se conto ou não ao pai dela. Enfim esses tipos de dúvidas.

Por mim ela não namorava ainda, só depois dos 14 15 anos, 12 anos ainda é muito nova.

Adicionei, o rapaz no meu facebook, para sondá-lo e  disse que quero conhecê-lo e a mãe dele, ele disse que sem problema que é para marcar algo. Pareceu-me bem interessado nela.

Não sei o que fazer nem como agir, me oriente.

Desde já eu agradeço seu conselho.EI.

 

Cara EI.,

As crianças atualmente se apaixonam cada vez mais cedo.

O primeiro amor exerce um papel essencial na forma como o indivíduo irá relacionar-se com o mundo e com as pessoas no futuro. Por isso, ele não pode ser tratado como simples brincadeira. Quando é correspondida, a primeira relação amorosa faz muito bem. Eleva a autoestima e faz as crianças se sentirem valorizadas. Além disso, a sexualidade começa a ser definida neste período.

Muitos se separaram dos seus primeiros romances por conta dos pais. Por isso, se a pessoa não estiver a fazer mal à sua filha, deixe-os em paz. Um ponto importante é o respeito à privacidade da jovem. Nada de bisbilhotar o computador em busca de provas.

O que é preciso é acompanhar e orientar com cuidado e para isso se ela mora com a avó, convém contar para o pai, para que possam acompanhar, mas sem lhe invadir o espaço. Conhecer a família, pode ser tranquilizador, mas procure não se impor.

O desafio é criar ferramentas para que um sentimento nobre, não anule a alegria de viver típica desta faixa etária.

Felicidades

 

 

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