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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Mãe deprimida

 

 

 

 

Boa noite, Dra. Mariagrazia!

 

Encontrei seu blog por acaso em uma pesquisa desesperada por ajuda.

Meu nome é Débora, tenho 34 anos e dois filhos.

Há dois anos meu terceiro filho morreu aos 13 dias de vida, meu ex-marido não me suportou e saiu de casa 11 meses depois, da forma mais covarde que se pode imaginar. Ele não me deixou um bilhete. Eu voltei para a casa da minha mãe com a qual nunca me dei bem, e de lá pra cá a vida virou um inferno. Eu tenho minha casa separada, apesar de ser no mesmo lote. 

Minha mãe sempre quis que eu me casasse com alguém que tivesse uma boa situação financeira, e agora eu volto para casa com 2 filhos e precisando de ajuda.

Bom, ela não me ajuda com nada, nem financeiramente e nem com soluções.

Eu me sinto perdida, e nos últimos tempos tenho-me sentido desesperada, pois não trabalho fora, não tenho com quem deixar as crianças e só com a pensão não estou conseguindo sustentar os meus filhos. Faço artesanato, o que não me garante uma renda fixa.

Minha mãe não me ajuda com as crianças nem para ir ao médico.

Me sinto sozinha e sem saída.

 

Amo meus filhos, mas estou nervosa com eles.

Às vezes minha filha de 4 anos me pede um pão e eu não tenho como comprar e os culpo por não poder trabalhar.

Não vejo graça em nada, não tenho perspectiva de futuro, não encontro saída.

Já pensei em entregá-los para o pai, mas não tenho coragem, apesar de tudo eu não conseguiria ficar sem eles, e até acho que isso é egoísmo, pois não posso sustentá-los.

 

Penso em morrer, mas não em me matar, já pensei, mas acho que eu não teria coragem, eu acho que não. Mas peço a Deus todos os dias para me levar, vejo a morte como um alívio. Passo a maior parte dos meus dias na cama e já não consigo cumprir com minhas funções de mãe e dona de casa. Vejo meus filhos sofrerem com isso.

Apesar de ter certeza de que eles ficariam muito melhor longe de mim, eu sei que eles são a única razão para que eu continue arrastando-me.

Eu me sinto em um beco sem saída esperando a morte chegar, e as vezes, muito as vezes eu consigo ficar alegre por alguns minutos com uma coisa qualquer.

Quando penso no futuro, não sei o que será.

Sei que minha mãe não tem que cuidar de mim na idade em que estou, mas ela mora ao lado, sabe que estou precisando de ajuda e me ignora. Isso faz doer ainda mais.

 

Peço desculpas pelo desabafo.

Gostaria de procurar ajuda pessoalmente, mas não consigo sair de casa sem meus filhos.

Agradeço desde já a sua atenção e qualquer conselho que possa dar-me. 

Cara leitora,

 

Já Victor Frankl dizia que quem não se deixa ir abaixo são pessoas que tem um objectivo na vida. Não perguntes o que é que tu esperas da vida mas perguntes o que é que a vida espera de ti. Não vale à pena pensar o que os outros deviam fazer por ti, mas pensar o que eu posso fazer pelos outros. O que podes dar aos outros, o que é que tu podes dizer aos outros e por começar por cuidar dos teus filhos, que representam o sentido da tua vida.

 

A ajuda está e vem de ti. O poder de dar a volta está na tua “decisão” de sair dessa depressão ou sozinha ou com um acompanhamento psicológico.

Na tua idade tudo é possível e certamente vais conseguir trabalhar, sustentar teus filhos e educá-los para a vida.

 

Um abraço

 

 

 

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