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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Caso de Ciúme

43.jpgBoa tarde, Tenho 31 anos. Estou há cerca de um ano a viver uma relação que se revelou de 'ciúme obsessivo'; foi algo que pouco a pouco se foi revelando cada vez mais intensamente, deteriorando e destruindo. A minha liberdade foi afunilada, a privacidade e autoestima desaparecendo. Com tudo o que implica os ciúmes não normais, tornou-se uma situação insustentável e negativa; tendo o meu parceiro, por fim, reconhecido que este seu problema i uma realidade, já existente há alguns anos. Ambos estamos na faixa etária dos 35, segundo ele este seu problema persiste já desde os seus 20 anos e i algo que ele acredita ser já irreversível, dado a idade. Sugeri que iniciasse terapia ou até de casais e que com vontade poderia superar um problema que o impede de viver um relacionamento estável e feliz (algo que ele ambiciona, mas que sabota por esse motivo). Inicialmente aceitou a hipótese e, admitiu inclusive, já ter iniciado há alguns anos atrás mas abandonado após poucas sessões.

Pouco depois a conversa do irreversível voltou, convicto de que i um problema impossível de resolver apenas com simples terapia e que por isso não vale a pena tentar. A minha pergunta é se será mesmo irreversível ou se devido ao possível quadro clínico seja uma forma de negação e auto sabotagem. Em casos de ser um verdadeiro transtorno é necessário medicação?

Cara Leitora,

As causas do ciúme patológico variam de pessoa a pessoa, embora de base, geralmente, há uma grande insegurança, baixa autoestima e falta de autoconfiança. A pessoa não acredita que é digna de amor, portanto, qualquer detalhe, um olhar ou um atraso, é suficiente para inflamar o ciúme.

 

Em muitos casos, essa insegurança pode está relacionada à infância, geralmente devido a pais que estavam emocionalmente ausentes e que não atendiam às necessidades de proteção e afeto da criança. Em outros casos, a insegurança pode ser causada por uma experiência traumática ou humilhação experimentada em um relacionamento anterior.

Também há casos em que, por trás do ciúme patológico, há certas características de personalidade, como a necessidade de ter controlo e a tendência de exagerar a realidade.

São pessoas com uma grande capacidade de fazer uma tempestade em um copo de água. Elas também tendem a ter poucas habilidades sociais, então acham que se o seu parceiro os deixar, eles não poderão ser felizes ou encontrar outra pessoa que os ame. Na verdade, o ciúme de um casal geralmente esconde uma dependência emocional.

 

Na base do ciúme doentio também podem estar crenças, como pensar que o relacionamento é uma possessão e, portanto, só pode demonstrar amor por ele. Em outros casos, o ciúme esconde uma preocupação obsessiva com a imagem social. A pessoa acredita que, se o parceiro o trai, ele será motivo de chacota. Para evitar essa situação, desenvolve uma atitude de controlo.

É essencial procurar ajuda profissional, não apenas para salvar o relacionamento, mas para superar definitivamente a desordem. Mesmo que no futuro um novo relacionamento comece, o problema ainda estará lá.

Quem sofre desse tipo de problema, pode não querer procurar ajuda psicológica, por não ter a percepção de que suas crenças e comportamentos sejam irracionais.

A psicoterapia não exige medicação.

Fale com ele e motive-o para um tratamento.

Tudo de bom

Medo de morrer ou morrer de medo?

42.jpgOlá doutora!


Tenho 17 anos, às vezes costumo pensar na morte e que um dia ela vira até mim. É um fato que um dia morrerei, mas quando penso nisso eu fico triste e choro!
Talvez não porque deixarei alguém ou alguém sentirá minha falta, porque realmente vai sentir, são dúvidas sobre a vida após a morte.
O que acontecerá ou como vai ser, muitas pessoas dizem e outras até aconselham a pessoa acreditar em algo que possivelmente a conforte. Eu já pensei nisso, tentei, mas não vejo resposta em nada.
De alguma forma, diga-me como faço para pensar algo positivo sobre isso. Há várias questões que vejo o lado positivo, menos com a morte!

Cara jovem,

Para morrer basta estar vivo! O maior desejo do homem é a imortalidade. Por isso, muitas vezes, a morte é considerada uma inimiga. O medo da morte deve ser superado, para vivermos uma vida em pleno.

A morte é parte da vida. É o fim do ciclo da vida, como estuda-se o ciclo das plantas. Como seres vivos, temos essa mesma limitação de perenidade. Longe de ser uma temeridade, a morte, assim como a vida, é algo natural. O segredo é aproveitar a vida enquanto há possibilidade de desfrutá-la e conviver com o medo de forma harmónica com foco na vida.

Dicas para refletir:
•O medo da morte pode ser resultado de depressão ou ansiedade, condições que devem ser tratadas com a ajuda de um profissional especializado.
•Não tenha medo de tentar mais de um terapeuta. Deve encontrar um que a apoie com seus problemas únicos e que seja capaz de ajuda-la a resolvê-los.
•Desenvolva a crença persistente de que pode superar seus medos.
•Evite pensar demais sobre a mortalidade. Preocupe-se em viver o momento, para não ter arrependimentos quando morrer.