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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Ciúme e agressão

Gustav Klimt

 

 

Desculpe o incómodo, mas estou desesperada com a minha vida.

 

Chamo-me D., tenho 35 anos.

Há cerca de três anos terminei uma relação que durava há mais de 6 anos, por motivos vários: traição, falta de entendimento, e falta de respeito. Há cerca de dois conheci um rapaz de 32, que me tratou bem, deu-me atenção, e acabei por me interessar por ele e foi viver com ele.

 

Fizemos muitos projectos, alguns concretizados.

No início da relação achei que ele tinha muita insegurança na minha pessoa, sem qualquer razão.

Sou uma pessoa pacata, tenho poucos amigos, e relaciono-me apenas com eles, com família e com as colegas de trabalho.

 

O meu dia a dia é trabalho casa e casa trabalho. Não sou de sair muito, prefiro estar em casa e fazer o "tradicional" trabalho de dona de casa.

No início da nossa relação achei minimamente normal toda a sua insegurança, uma vez que não me conhecia, e porque tenho um feitio um pouco especial. Nunca tendo razão para esse tipo de desconfiança.

Achei que era ciúme, e que ele se tinha "prendido" rapidamente à minha pessoa.

 

Hoje, ao fim de quase dois anos, as inseguranças dele para comigo continuam, desconfia de tudo, pergunta-me tudo e mais alguma coisa, que fiz, com quem falei, com quem tive, etc.

As brigas são muitas, chama-me nomes feios, que não sou nem fui, manda-me para todo o lado, ofende-me e magoa-me muito verbalmente!

 

Tentei melhorar, e sempre tentei explicar-lhe determinadas atitudes, afinal vivo numa sociedade, tenho que me relacionar com pessoas. Sempre fui, a meu ver, paciente, e boa companheira para ele.

 

Agora sinto-me sufocada com tanta insegurança, com tanta desconfiança.

Hoje, acabei por me exaltar e disse-lhe algumas coisas menos próprias, pois fiquei sem paciência e acabei por agredi-lo fisicamente. Dei-lhe um estalo!

 

O meu companheiro perdeu a mãe aos 12 anos e pelo que sei passou mal. Sempre foi o "patinho feio", foi batido pelos amigos e sempre foi sofredor. As suas atitudes por vezes são infantis, o seu pensamento é "curto", não sei explicar.

 

Não sei tomar conta desta situação.

Por favor, peço ajuda!

Obrigada

 


Cara D.,

 

Com agressão não vai chegar ao entendimento. Agressão leva a agressão e o respeito e o diálogo terminam.

Se quer melhorar a relação, comece pelo diálogo e procure sempre manter o respeito. Se não há respeito mútuo, não há lugar para uma relação saudável.

 

Tudo de bom

Mariagrazia



 

 

  

 

2 comentários

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    Mariagrazia 27.11.2013 10:20

    Ele renunciar à batina e formarem uma família parece ser a melhor solução. Só assim a criança vai poder nascer num lar saudável com o cuidado dos pais.
    Pensem nisso e procurem decidir conscienciosamente!
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