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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

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Carnaval e Fantasias

5.jpgO carnaval é a oportunidade ideal para sintonizar-se com a força das fantasias para proporcionar sensações e sentimentos mais amplos e profundos daqueles que costuma viver no dia a dia.

 

A fantasia é um conceito desenvolvido por Freud que está intimamente ligada a cada ser humano.

No carnaval podemos liberar nossos mais profundos e secretos desejos e deixar o inconsciente "falar mais alto", mesmo que disfarçado por uma fantasia.

As fantasias carnavalescas expõem o que muitas vezes ocultamos durante a vida. As máscaras tomam o lugar das nossas dissimulações sociais, ou nos disfarçamos ou nos revelamos.

O carnaval é representado pela mistura de cores, classes sociais, diversão e cultura. O importante é que tudo é "permitido”

Fantasiar é saudável, é a forma que encontramos pra suavizar a dificuldade da vida, nem que seja só até quarta-feira de cinzas...”Não me leve à mal , hoje é Carnaval”!

Bom Carnaval!

Alucinações auditivas

4.jpg

 

Olá Dra., meu nome é João, tenho 20 anos, estou enfrentando algumas coisas que não sei exatamente o que são, não vou citar tudo, mas, eu do nada sinto que mudo, como se alguém tivesse dentro de mim, como se tivesse 2 eus entende? 

Os pensamentos mudam, eu sinto que sou eu, mas, sem ser eu de verdade, e não consigo mudar, já não sei mais quem sou.

Quando eu fico calmo e amável, sinto tristeza, dor, sofrimento, não durmo, não como, tenho crises de pânico e ansiedade, quando vou dormir ouço  vozes.

Quando eu fico irritado, sinto raiva de tudo e de todos e passo muito tempo assim, sinto vontade de matar, de espancar, de fazer enumeras atrocidades.

Nunca fiz nada disso, sabe, em relação a matar e tal, eu estou calmo agora, mas estou com medo, triste, segurando o choro, estou no trabalho nesse momento, mandando o email para a doutora porque achei seu site através de uma pesquisa no google.

Eu já tentei suicídio, quando a tristeza vem, quase sempre uma voz vem junto, nunca grita, nunca fala alto, sempre fala baixinho, um sussurro, ela joga sugestões, da última vez sangrei bastante, não sou de me cortar pra ficar punindo-me, eu queria morrer, queria que as vozes se calassem, queria dormir bem, fazer as pessoas felizes, mas sempre dá errado, eu estou farto disso, se puder me ajudar eu agradeço, se não, obrigado na mesma.

 

Caro João,

 

Pelo que refere está sofrendo alucinações auditivas, que  são uma característica comum de alguns transtornos psiquiátricos. Mas, também podem ser experimentadas por pessoas sem condições psiquiátricas. Estima-se que entre 5 e 15% dos adultos experimentarão alucinações auditivas alguma vez na vida.

 

Precisa é ir a uma consulta de psiquiatria para ser medicado para equilibrar o seu estado de humor. Ao mesmo tempo está indicada uma psicoterapia com um psicólogo para ajudar a gerir e ultrapassar esses seu desânimo e mal-estar. Precisa reconhecer que essas vozes são simplesmente parte de si e que revelam suas preocupações inconscientes.

 

O importante é como interpreta essas vozes. Se acredita que são mensagens mais positivas, nada a temer. A melhor maneira é ter consciência que essas vozes são parte de seus pensamentos e é como pensar alto.

Juntamente com as vozes, parece que está passando por uma depressão com tentativas de suicídio. Portanto penso que deve procurar ajuda o quanto antes. Lembre-se que tudo tem solução na vida.

Não se desespere, confie em si próprio e marque uma consulta de psicologia o quanto antes.

 

Tudo de bom

São Valentim

3.jpg(Etapas da reconstrução facial de são Valentim)

 

São Valentim é um santo reconhecido pela Igreja Católica e pelas Igrejas Orientais que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde o celebram como Dia de São Valentim. O nome refere-se a pelo menos três santos martirizados na Roma antiga.

 

O imperador Cláudio II, durante seu governo, proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, que não tivessem família, ou esposa, iam alistar-se com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Artérias, filha do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim, depois da condenação de morte, foi decapitado em 14 de fevereiro de 270.

 

Entretanto, desde 1969 sua data não é mais celebrada oficialmente pela Igreja Católica em função da precariedade de comprovações históricas que levam em questão até mesmo a sua existência.

Feliz dia dos namorados!

Insegura com o namorado

Olá Doutora,

Namoro há dez anos. Tenho 25 anos e o meu namorado tem 27.

Começamos a namorar éramos adolescentes e atualmente ainda não vivemos juntos porque estou a acabar um curso universitário. No entanto, não consigo sentir-me segura neste namoro porque tenho vindo a aperceber-me que ele não tem ou pelo menos não demonstra vontade em fazer certas coisas comigo. Refiro-me ao passarmos uma noite juntos por exemplo. De há uns anos para cá discutimos muito quando lhe expresso essa frustração de se passarem meses sem dormirmos juntos.

 

Não me pergunte o porquê mas sinto uma grande necessidade em ter isso dado que não vivemos juntos. Depois dessas discussões ou conversas ele compromete-se que vai ter mais atenção a isso mas um mês depois, volta tudo ao mesmo e a minha insegurança aumenta.

Mesmo em relação ao futuro sinto que mais depressa sou eu quem fala nisso ou tenta arranjar soluções do que ele. É como se ele vivesse num mundo a parte e vejo que só quer estar em casa dele o dia inteiro. Já pensei que estivesse numa fase depressiva, mas a verdade é que ele foi sempre assim. Até para passarmos a nossa primeira noite juntos, isto há muitos anos, tivemos uma grande discussão e tive que ser eu a demonstrar que queria, da parte dele havia indiferença.

 

Já conversei a bem com ele, já discuti, já chorei muito a frente dele e já fiquei meio ano sem ter relações sexuais com ele por essa indiferença por parte dele, mas agora só fico calada e apática porque não sei mais o que fazer.

Ele no geral é carinhoso e amoroso comigo, mas nestes assuntos é totalmente diferente.

Obrigada

 

Cara leitora,

 

A questão sexual é uma questão importante para a relação. Cada pessoa tem um ritmo e homens e mulheres têm libidos diferentes, o que pode atrapalhar na ora do sexo.

O desencontro do desejo requer comunicação e entendimento entre as partes, e, em muitos casos, uma redefinição do que o sexo significa na relação. Uma harmonia depende do modo como ambos comunicam o que querem. Harmonia é o mais difícil de tudo, mas não impossível.

Falem sobre isso, dialoguem e tentem encontrar um ponto de encontro.

Para favorecer o desejo sexual, pode ser interessante inovar situações de convívio como, por exemplo, irem a ambientes que não costumam ir, programarem jantares românticos, viajarem juntos, terem algum cuidado com o corpo, darem vazão às fantasias, etc.

 

Conversem e conversem um com o outro mas sempre sem forçar nada para não criar inibições. Também há a opção do seu namorado tomar algum medicamento para que se sinta mais confiante e seguro antes do ato sexual.

Outra solução está em procurar um psicólogo para explorar a situação e identificar e trabalhar possíveis inibições ou constrangimentos relacionados com o sexo.

 

Os relacionamentos evoluem na reciprocidade. Se um puder contar com o outro para dar prazer regularmente, mesmo que não seja com tanta frequência quanto um gostaria, já é um ponto positivo.

Não se esqueça de mostrar apreço por seu parceiro quando este demonstrar preocupação genuína sobre sua felicidade sexual. A felicidade sexual não é apenas fazer sexo quando você quer fazer sexo. É também não ter que fazer sexo quando você não quer fazer sexo. E a felicidade sexual é reforçada por saber que seu parceiro é sexualmente feliz consigo, porque os dois estão na maior parte do tempo, mas nem sempre, tendo o sexo que precisam, e principalmente, mas nem sempre, livres da pressão para fazer sexo quando não há clima.

Você tem que dar um pouco para obter um pouco.

Um abraço e tudo de bom

Medo de dormir sozinha

2.jpgTenho 22 anos, sempre tive medo desde pequena de dormir sozinha e agora depois de adulta esse medo continua, só consigo dormir com a luz acesa e algum ruído, música ou TV ligada!

Mas é um sono em que não descanso eu me assusto fácil com tudo fico em sinal de alerta e posso está cansada como for, mas não consigo dormir...

 

Não aguento mais passar por isso, meu namorado mora comigo mas sempre que ele viaja eu não durmo e isso acaba comigo fico cansada, com enxaqueca, fraca....

 

Preciso de ajuda! Não aguento mais.

 

Cara leitora,

Algumas pessoas com medo de dormir sozinhas encontram algum alívio através da meditação ou da prática de Yoga bem como por praticar uma respiração profunda. Também, o que pode ajudar é escrever seus pensamentos sobre o seu medo de dormir, o que lentamente poderá permitir um relaxamento físico e mental.

 

O que ajuda muito é ter um ritual antes de dormir: faça com que o seu corpo e mente relaxem para eliminar a ansiedade e o medo, por exemplo, coma uma quantidade moderada de alimentos, veja programas de TV divertidos, leia livros divertidos e tome um banho agradável.

 

Para os adultos que sentem medo de dormir sozinhos, dormir cedo pode ser um passo para ter um sono mais tranquilo. Um pouco de barulho também ajuda a reduzir o medo de dormir sozinho. Enquanto as pessoas com insónia muitas vezes escutam música parecida com o som da natureza, em seu caso, pode ser necessário reproduzir o som de pessoas falando. Ligue a televisão, selecione um canal de notícias 24 horas e ajuste o volume. É muito provável que acabe por adormecer mais facilmente.

 

Para superar o medo inconsciente de dormir, a psicoterapia é indicada, pois vai ajudá-la a reduzir a sua ansiedade e a vencer inseguranças, traumas e medos infundados.

Bom sono

Surtos nervosos

1.jpgOlá Dra.

Tenho um irmão de 20 anos que recentemente tem ouvido vozes, teve alguns surtos nervosos em casa quebrando coisas e disse que ao quebrar as coisas as vozes não paravam de o atormentar.

 

Ele tem-se mostrado muito fechado e com um semblante triste, ele diz que ouve vozes de pessoas conhecidas e próximas,  mas também ouve vozes de desconhecidos, que a noite não o deixa dormir, estou preocupado com ele.

 

O que será que posso fazer para ajudá-lo?

 

Caro leitor,

O surto depressivo é muitas vezes visto como uma fraqueza e é tratado como se fosse tabu. Ainda assim estudos mostram que a depressão afeta cerca de 350 milhões de pessoas no mundo.

 

Os quadros de depressão podem ser leves e às vezes são confundidos com questões de personalidade, como se fosse um tipo de fraqueza. Esse tipo de comportamento faz com que o próprio paciente não se sinta estimulado a procurar logo tratamento ou que perceba os sinais de depressão que está apresentando. Ele só vai se tratar quando o quadro fica grave.

 

O melhor é levar o seu irmão a uma consulta de psiquiatria, pois pelo que refere ele provavelmente precisa ser medicado para acalmar esse distúrbio. Ao mesmo tempo é indicado uma psicoterapia com um psicólogo para que possa entender a problemática profunda e ultrapassá-la de uma maneira consciente e saudável.

Feliz 2019!

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Feliz Natal

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Casamento sem amor

30.jpgOlá bom dia,

Estou casada há 32 anos, casei com 19 anos e tenho 50.

Quando casei foi para fugir o trabalho que desempenhava com os meus pais. Nunca fui feliz desde que me conheço, só me deixaram estudar até o 6ºano,depois tive de ir trabalhar.

 

Por volta dos 16 anos comecei com o primeiro namorico que não resultou, depois pensava eu que se arranjasse outro lhe poderia fazer ciúmes, assim foi namorei com o que é hoje meu marido, mas sem amor. A minha mãe obrigou-me a casar com ele porque as pessoas falavam que às tantas eu já estava desonrada.

Fui então obrigada a casar para fugir do trabalho, também tive um filho hoje com 28 anos, mas a vida tem sido muito difícil porque da minha parte não há amor.

 

Nunca nos entendemos, um diz que é peixe o outro que é carne sempre foi assim nunca passamos a agressão.

Ele complica com tudo, se for a gaveta das meias e não estiver o par já há barulho, é insuportável estou fartinha dele sou um ser humano excelente, não merecia isto.

 

Ele trabalha em França e eu tenho um pequeno negócio vem ca de mês a mês, mas a questão de ser obrigada a ter sexo com ele deixa-me nervosa. Já não durmo antes de ele vir oito dias. Queria arranjar um escape para onde ir e ele ficar e governar a vida dele mas é difícil a minha família não sabe de nada e também tem a vida deles. Gostaria do vosso concelho.

Atenciosamente,

M C

 

Cara MC,

 

Entendo a desilusão que sente com o seu casamento, mas lembre-se que não há casamento perfeito, todos tem prós e contra. Se sente que está infeliz, insatisfeita e que não há amor nesta relação, pode sempre ponderar uma separação. Se ainda existe um carinho e uma amizade, como ele está em França, pode manter e aproveitar os dias que estão juntos numa relação amigável.

 

Reflita sobre isso. Afinal aos 50 anos ainda tem muita vida pela frente e merece encontrar o seu equilíbrio e a sua felicidade.

Entretanto sempre está em tempo para aprimorar a sua vida com cursos, viagens ou novas estratégias de vida que a façam sentir mais feliz e realizada.

 

Se não conseguir resolver sozinha, procure ajuda de uma psicóloga para que possa sentir-se mais segura na sua decisão.

 

 

 

Dificuldade de amar

31.jpgO meu problema é que não sei se consigo amar alguém. Eu amo minha família, mas não consigo demonstrar afeto, e só demonstro raiva e amargura, e sinto, eu acho, mas não consigo demonstrar, não consigo dizer, não consigo abraçar ou dar um beijo no rosto, seja com qualquer parente, principalmente se for minha mãe, meu pai ou minha avó, com esses três a coisa é pior pois não consigo demonstrar, e quando estou com a família sempre sou aquele que fica geralmente no canto.

E meus irmãos eu os amo, mas não consigo dizer isso diretamente para eles. Sou adotado tenho 4 irmãos adotivos e eu me dou bem com todos, mas um em específico eu o adoro demais, e quero estar perto dele, mas não consigo falar com ele. Eu conheço um irmão biológico, mas não sinto que somos irmãos, mesmo tendo crescido junto com ele, que foi adotado por outra família. Eu só queria entender tudo isso...

Caro leitor,

O psiquismo humano se constrói no interjogo da criança com o seu meio envolvente a partir dos primeiros anos de vida. Provavelmente alguma coisa falhou nas suas primeiras relações afetivas. É preciso que se permita viver agora experiências que talvez nunca tenha experimentado e a partir daí poderá desenvolver uma vida afetiva e emocional mais plena de sentimentos e amor.

Há um vazio dentro de si que necessita ser preenchido, com amor e cuidado. O primeiro passo é a sua preocupação e desejo de amar e ser amado.

Aprendemos a amar a partir do momento em que nascemos e da maneira como vamos ser cuidados pelas pessoas que nos amam, mas também podemos aprender com amigos, com os namoros e com as pessoas em geral. Aprendemos a amar nessa troca de carinho e cuidados.

Vá em frente, vai ver que vai conseguir amar e ser amado.

Tudo de bom