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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Amor aos Estudos

 

 

Para que crianças e jovens rendam nos estudos é preciso lembrar que não é indispensável concentrar-se durante horas em uma matéria. É muito mais profícuo alternar breves sessões de diferentes disciplinas. E, não faz sentido obrigar quem estuda a permanecer fechado sempre no mesmo ambiente: ao se mudar de local há uma maior probabilidade de se decorar aquilo que se lê. E além do mais não há provas de que cada pessoa tenha uma modalidade de aprendizagem, p. ex. visual ou auditiva.

 

O método mais indicado é o mesmo para todos, assim como os métodos educativos. Enfim, não deveríamos considerar os temidos exames como testes esporádicos. Seria mais frutífero pensar os testes como sendo uma rotina de estudo, pois mais se verifica, mais se memoriza.

Essas são algumas das surpreendentes conclusões de pedagogistas e psicólogos dos últimos anos. 

 

Para obter o máximo dos estudos é importante que os docentes deixem os ensinamentos em concreto, dando exemplos que os jovens conheçam, mostrando-lhes como aplicar aquilo que aprenderam na vida do dia-a-dia.

 

Um papel importante é o da família. Para ajudar a recordar os pais devem colaborar, interessando-se, falar sobre as lições, exprimir entusiasmo e ajudar nas tarefas de casa quando necessário.

Além disso há a brevidade das sessões de estudo, alternância das matérias e dos ambientes e os testes muito úteis por levar a uma melhor concentração, ajudam a fixar os conceitos, especialmente se aplicados à breve distância de tempo e desde que se tenha aprendido a matéria em questão.

 

Todos amam aprender coisas novas, mas se a explicação é muito complicada ou muito elementar nos farta. É portanto fundamental que os docentes mantenham um nível de dificuldade muito próximo ao da capacidade de aprendizagem individual. Todos os estudantes devem fazer a sua parte. O importante é organizar o estudo, pois ao não conseguir acompanhar, surge a frustração e há tendência ao desinteresse. Por isso o estudante, se for suficientemente crescido, deve planejar os estudos da semana e aprender a geri-los.

 

Se a criança for pequena, é necessário que seja habituada a subdividir o esforço em tempos certos.

 

E isso leva ao conceito mais importante: a escola deve ser vivida por todos: estudantes, pais e professores em modo ativo, pois só assim é mesmo útil.

 

Dicas para Amar os Estudos

 

1 Não estudar quando se está muito cansado ou se não está bem alimentado

 

2 Concentrar-se no essencial, melhor se num lugar tranquilo

 

3 Estudar em modo ativo. Procurar relacionar com outras matérias e com a experiência pessoal

 

4 Tomar notas ou sublinhar e formular perguntas sobre o que foi lido

 

5 Quando nos preparamos a um teste, responder perguntas formuladas por nós

 

6 Repassar periodicamente a matéria: ajuda a fixar as noções

 

7 Não ter medo de  perguntar ao se ter dúvida ou quando não se tenha entendido completamente  a matéria.

 

8 Os pais devem trocar impressões com os professores, que tem a experiência com muitos alunos.

 

 

fonte: Psychologies Magazine Outubro 2010

Carnaval e Fantasia

 

 
O carnaval é espaço no qual muitas pessoas libertam suas fantasias com as máscaras, sem terem que sofrer com a censura oficial, moral, social ou religiosa.
 
O carnaval desvela no palco da vida, as fantasias desde as mais íntimas às mais saudáveis e criativas. Através das máscaras podemos retirar durante o carnaval nossas máscaras sociais coladas ao nosso corpo e à nossa alma.

A fantasia é um sonho acordado. É um dos mecanismos de defesa do ego
. É um processo psíquico em que o indivíduo concebe uma situação em sua mente, que satisfaz uma necessidade ou desejo, que não pode ser satisfeito na vida real.
 
O psicanalista Carl Gustav Jung, ao falar em símbolos nos fala em Persona.
Persona é a forma pela qual nos apresentamos ao mundo. É o carácter que assumimos e através dela nós nos relacionamos com os outros. A Persona inclui nossos papéis sociais, o tipo de roupa que escolhemos para usar e nosso estilo de expressão pessoal. O termo Persona é derivado da palavra latina equivalente a máscara, se refere às máscaras usadas pelos actores no drama grego para dar significado aos papéis que estavam representando. As palavras "pessoa" e "personalidade" também estão relacionadas a este termo.
 
No carnaval, podemos viver despojados da nossa Persona assumindo nossos sonhos e fantasias em pleno.
 
“Tenho em mim todos os sonhos do mundo”
Fernando Pessoa

Depressão de Outono

Luisa Mainardi

pittrice Casa Dogana (Grosseto)

luisamainardi@gmail.com

 

No início do Outono, com os dias mais curtos e escuros e com o aparecimento do mau tempo há uma maior probabilidade para o aparecimento de depressões. Mais pessoas sofrem de mal-estar do humor, apresentando melancolia e uma certa tristeza.
Isso decorre de um processo conhecido por "depressão outonal”, uma depressão sazonal provocada pela menor incidência de luz no inverno, bem como pela mudança de hábitos, com a tendência de ficarmos mais dentro de casa ou em lugares fechados e com menos convívio.
 
Os americanos definem essa síndrome como''seasonal affective disorder (SAD)''.
 
O desânimo e a ansiedade são os sinais mais evidentes, mas os sintomas incluem tristeza, sensação de vazio, insatisfação, fadiga, perturbações do sono e do apetite, isto é, há uma alteração substancial do estado emocional da pessoa.
 
A depressão de Inverno atinge em, pelo menos alguns dos seus aspectos, cerca de 10% da população europeia.
 
Do ponto de vista psicológico a falta de luz e os dias mais curtos remetem para uma postura mais interiorizada, onde a energia é redireccionada para o mundo interno, favorecendo a reflexão e dando espaço para fazer-se um balanço do momento actual e previsões futuras que poderá levar a um sentimento de tristeza e frustração.
 
O facto da depressão invernal ser comum, não significa que deva ser ignorada e nem que nos deixemos dominar pelo mal-estar.
 
Para compensar e afastar a frustração e o pessimismo devemos ter em conta alguns hábitos saudáveis.
 
Dicas para ultrapassar o período outonal:
 
•    Fazer uma alimentação saudável
•    Ter um sono reparador
•    Praticar actividade física moderada
•    Fazer um relaxamento adequado
•    Manter o convívio social
•    Evitar o uso de substâncias como álcool e tabaco
•    Aproveitar a luz do sol e caminhar ao ar livre
•    Amar/Perdoar/Rir/Brincar
 
 
É importante aproveitar o tempo de maior recolhimento para estabelecermos novas metas e novos projectos com uma postura positiva e uma atitude resolutiva.

 

 

Ser Mãe

Gustav Klimt

 

Ser mãe, uma missão para a vida, que começa no momento exacto da notícia da gravidez.
 
Existem vários tipos de mães desde a mais permissiva até a mais autoritária. O mais importante é a mãe estar bem estruturada psicologicamente para poder contribuir ao saudável desenvolvimento psicológico de seus filhos.
 
A mãe desejável é a mãe cuidadora, atenta e presente às necessidades do filho, que protege e ajuda o filho no seu desenvolvimento.
 
A mãe ideal não existe, existe a “mãe possível”, cada uma na sua individualidade. A mãe não precisa ser perfeita, precisa ser equilibrada para cuidar, proteger, ajudar, educar, consolar, apoiar, dar amor e prover às necessidades e ao mesmo tempo dar espaço ao crescimento saudável e a independência do filho.     
 
Ser uma mãe atenta e dedicada significa também poder conviver harmoniosamente com o facto de também ser mulher e cuidar de si, para que possa investir na felicidade de seu filho e na sua.
 
Dizem que amor de mãe é incondicional, o certo é que ser mãe envolve prazer e sofrimento e como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade no poema Para Sempre: “Mãe não tem limite, é tempo sem hora.” 
 
Um Feliz dia das mães!

Amor

Gustav Klimt

 

Amor Paixão e Desejo

 

Na língua Grega, o termo “amor” tem uma tríplice acepção: agapé que significa cura, benevolência; eros que significa amor erótico; filia que significa amizade.

A etimologia do termo nos remete a: “entrar em…” ser em…”. Em relação à nós mesmos, o amor pode ser entendido como o “ir ao encontro de nós próprios”, “ entrar no profundo de si”.

Podemos definir o amor como tudo aquilo que através do desejo, nos move da interioridade para a vida. Ou ainda como a atracção que nos inclina para um objecto diferenciado em relação aos outros, para o qual convergem energias, aspirações, desejos e pulsões.

 

Paixão, do latim passione = sofrimento, sentimento excessivo; amor ardente; afecto violento.
Paixão, palavra de origem Grega derivada de paschein, padecer uma determinada acção ou efeito de algum evento. É algo que acontece à pessoa independente de sua vontade ou mesmo contra ela. De paschein deriva pathos e patologia. Pathos designa tanto emoção como sofrimento e doença. As paixões, entendidas como emoções, mobilizam a pessoa impondo-se à sua vontade e à sua razão.


É uma vivência complexa que geralmente é prolongada, podendo ser duradoura mas raramente perene.


O amor, num sentido amplo, é um forte sentimento de apego. O amor gera desejos positivos e construtivos capazes de nos levar a sacrifícios quotidianos que em condições normais só faríamos por nós mesmos
Amor romântico. Amor obsessivo. Amor apaixonado. Paixão. Estar apaixonado é uma experiência universal à humanidade; faz parte da natureza humana.
É um sentimento volátil, com frequência incontrolável, que se apodera da mente, trazendo alegria em um momento e desespero no outro.
O que é o amor? Entre as muitas definições está a de que este é um sentimento que nos dá a alegria pela mera existência do ser amado.

 

O objectivo final do amor, ainda que inconsciente, é encontrar um parceiro apto com quem se unir e ter filhos.
Amor romântico. Amor obsessivo. Amor apaixonado. Paixão. Homens e mulheres de cada época e cultura foram "enfeitiçados, amolados e aturdidos" por este poder irresistível. Estar apaixonado é universal à humanidade; faz parte da natureza humana.
Além disso, esta magia ataca a cada um de nós praticamente da mesma maneira.

 

Significado especial:Uma das primeiras coisas que acontecem quando você se apaixona é que você vive uma mudança drástica na consciência: seu "objecto de amor" assume o que os psicólogos chamam de "significado especial". Seu amado torna-se singular, único e sumamente importante.

 

Atenção concentrada: A pessoa possuída pelo amor concentra a atenção quase completamente no amado, com frequência em detrimento de tudo e todos em torno dela, inclusive trabalho, família e amigos. Ortega y Gasset, o filósofo espanhol, chama isto de "um estado anormal de atenção que ocorre em um homem normal". Esta atenção concentrada é um aspecto essencial do amor romântico.

 

Engrandecimento do amado: O apaixonado também começa a super dimensionar, até a exagerar aspectos minúsculos do adorado.
"Assim os amantes governam a causa de sua paixão/ para amar suas damas por suas falhas", reflectiu Molière.
Como nos iludimos quando amamos. Chaucer estava certo: "O amor é cego."

 

Pensamento intrusivo:mas do amor romântico é a meditação obsessiva sobre o amado. É conhecida pelos psicólogos como "pensamento intrusivo". Você simplesmente não consegue tirar o amado da cabeça.
Como Milton foi perspicaz em Paraíso perdido ao colocar Eva dizendo a Adão: "Contigo conversando, esqueço-me de todo o tempo".

 

Fervor emocional: Nenhum aspecto isolado de "estar apaixonado" é tão familiar ao amante do que a torrente de emoções intensas que inundam sua mente.
Catulo, o poeta romano, certamente foi arrebatado. Escrevendo para sua amada, ele disse: "Você me enlouquece. / Ver você, Minha Lésbia, tira-me o fôlego. / Minha língua congela, meu corpo/ enche-se de chamas".
Ono No Komachi, uma poetisa japonesa do século IX, escreveu: "Deito-me desperta, quente/ as chamas crescentes da paixão/ explodindo, inflamando meu coração"
A mulher do Cântico dos Cânticos, a carta de amor hebreu composta entre 900 e 300 a.C., lamentava: "Desfaleço de amor".
E o poeta americano Walt Whitman descreveu este turbilhão emocional perfeitamente, ao dizer: "Esta furiosa tempestade galopa por mim — tremo apaixonadamente".

 

Energia intensa: A perda de apetite e sono tem uma relação directa com outra das sensações esmagadoras do amor: uma enorme energia.
Ele também reconheceu claramente que o amante concentra toda sua atenção em uma só pessoa quando ama, ao dizer: "Ninguém pode amar duas pessoas ao mesmo tempo".
Os aspectos fundamentais do amor romântico não mudaram em quase mil anos.

 

Oscilações de humor: do êxtase ao desespero: "Ele deriva pela água azul/ sob a lua clara,/ pegando lírios brancos no Lago Sul./ Cada flor de lótus/ fala de amor/ até seu coração se despedaçar." Para o poeta chinês do século VIII Li Po, o romance era doloroso.
A paixão romântica pode produzir uma variedade de mudanças estonteantes de humor que vão da exultação, quando o amor é retribuído, à ansiedade, desespero ou até raiva quando o ardor romântico é ignorado ou rejeitado. Como coloca o escritor suíço Henri Frederic Amiel, "Quanto mais um homem ama, mais ele sofre". Os povos tâmeis do sul da Índia chegam a ter um nome para esta enfermidade. Eles chamam este estado de sofrimento amoroso de "mayakkam", que significa intoxicação, tonteira e ilusão.

 

O desejo de união emocional: Esta necessidade assoberbante de união emocional, tão característica do amante, é memoravelmente expressa em O banquete, o relato de Platão de um jantar em Atenas em 416 a.C. Nesta noite festiva, algumas das mentes mais brilhantes da Grécia clássica reuniram-se para jantar na casa de Agaton. Enquanto se reclinam em seus divãs, um convidado propõe que se divirtam com um tópico de discussão, apenas desportivamente: cada um deles deveria descrever e louvar o Deus do Amor.
Todos concordaram. A flautista foi dispensada. Depois, um por um, eles usaram sua vez para louvar o Deus do Amor. Alguns consideraram esta figura sobrenatural a mais "antiga", a mais "honrada" ou a menos "preconceituosa" de todos os deuses. Outros sustentaram que o Deus do Amor era "jovem", "sensível", "poderoso" ou "bom". Mas não Sócrates. Ele começou sua homenagem contando o diálogo que teve com Diotima, a esposa sábia de Mantinea. Falando do Deus do Amor, ela disse a Sócrates: "Ele sempre vive em um estado de necessidade".
"Um estado de necessidade." Talvez nenhuma expressão em toda a literatura tenha apreendido com tanta clareza a essência do amor romântico apaixonado: Necessidade.

 

À procura de pistas: Quando os amantes não sabem se seu amor é apreciado e retribuído, eles se tornam hipersensíveis aos sinais enviados pelo adorado. Como escreveu Robert Graves, "Ouvindo uma batida na porta, esperando por um sinal".

 

Mudança de prioridades: Muitos apaixonados também mudam o estilo do guarda-roupa, os maneirismos, os hábitos, às vezes até os valores para conquistar o ser amado.
O campeão do amor cortesão do século XII, André Capelão, resumiu este impulso escrevendo as palavras: "O amor não pode negar nada ao amor".
Os amantes reorganizam a vida para acomodar o ser amado.

 

Dependência emocional: Os amantes também se tornam dependentes do relacionamento, muito dependentes. Como o Marco Antônio de Shakespeare declarou a Cleópatra, "Tinha eu o coração atado por fios a teu leme". Um antigo poema hieroglífico egípcio descrevia a mesma dependência ao dizer: "Meu coração é um escravo/ se ela me abraça".35 O trovador do século XII Arnaut Daniel escreveu: "Sou dela da cabeça aos pés".36 Mas Keats foi o mais apaixonado, escrevendo: "Em silêncio, para ouvir teu terno respirar,/ E assim viver para sempre — ou desvanecer até a morte".*
Como os amantes são tão dependentes de um amado, eles sofrem uma terrível "ansiedade de separação" quando não estão em contacto. Um poema japonês, escrito no século X, padece deste desespero. "A manhãzinha cintila/ no brilho difuso/ da primeira luz. Sufocado de tristeza,/ Eu te ajudo com tuas roupas."
Os amantes são marionetes que balançam das cordas do coração do outro.

 

Empatia: Os amantes sentem uma enorme empatia pelo amado.
O poeta E. E. Cummings escreveu encantadoramente sobre isso, dizendo: "ela ria sua alegria ela chorava sua tristeza". Muitos amantes chegam a se dispor a se sacrificarem por seu amado. Talvez o sacrifício de Adão por Eva seja a oferta mais dramática de toda a literatura universal. Como Milton a descreveu, depois de descobrir que Eva havia comido da maçã proibida, Adão decide comer ele mesmo da maçã — o que ele sabe que levará à expulsão deles do Jardim do Éden e à morte. Adão diz: "pois contigo/ por certo minha resolução é morrer".

 

A adversidade aumenta a paixão: A adversidade com frequência alimenta a chama. Chamo este curioso fenómeno de "frustração-atração", mas é mais conhecido como "efeito Romeu e Julieta".
Até as discussões ou rompimentos temporários podem ser estimulantes.
Um dos exemplos mais divertidos da literatura de como a adversidade aumenta o romance é a peça de um ato de Tchekov, O urso.40
Neste drama, um proprietário de terras mal-humorado, Grigori Stepanovitch Smirnov, aparece na casa de uma jovem viúva para pegar um dinheiro que o marido morto devia a ele. A mulher se recusa a pagar um cópeque que seja. Ela está de luto, explica, e grita bruscamente para ele: "Não estou com espírito para me preocupar com questões monetárias". Isto lança Smirnov num discurso contra todas as mulheres — chamando-as de hipócritas, falsas, cruéis e ilógicas. "Brrrr!", ele diz com veemência, "Tremo de fúria". A raiva dele incita a dela e eles começam a trocar insultos aos gritos. Logo ele apela para um duelo. Aflita para fazer um buraco na cabeça dele, a viúva pega as pistolas do marido morto e eles tomam posições.
Esta estranha relação entre a adversidade e o ardor romântico é vital em todos os amantes das grandes lendas do mundo. Se incitados por dificuldades de um ou outro tipo, eles só se amam ainda mais.
Dickens disse sobre isso: "O amor com frequência cresce de forma mais abundante na separação e sob as circunstâncias mais difíceis". É bem verdade.

 

Esperança: "Digamos que eu pudesse viver em esperança", argumenta o rei Pirro com Andrômaca no drama de amor e morte de Racine. Por que os amantes devem continuar a ter esperança, mesmo quando os dados lançados pela vida saem incansavelmente contra eles? A maioria ainda espera que o relacionamento renasça — até anos depois de ter terminado amargamente. A esperança é outra característica predominante do amor romântico.

 

Uma ligação sexual: "Eu preferia morrer cem vezes a ficar sem o teu doce amor. Eu te amo. Eu te amo desesperadamente. Eu te amo como amo minha própria alma." Assim declarou Psiquê ao marido, Eros, em O asno de ouro, romance do século II de Apuleio. "Ardendo de desejo", continua a história, "ela se inclinou e o beijou impulsivamente, impetuosamente, com um beijo depois de outro depois de outro beijo, temerosa de que ele despertasse antes que ela tivesse terminado."
A poesia de todo o mundo atesta o intenso anseio do amante por união sexual com o amado, outra característica básica do amor romântico.
Freud, assim como muitos eruditos e leigos, sustentava que o desejo sexual é um componente central do amor romântico.48 Não era uma ideia nova. Quem estudou o Kama Sutra, o manual do amor da Índia do século V, sabe que a palavra "love", "amor", vem do sânscrito "Lubh", que significa "desejar".

 

Exclusividade sexual: Os amantes também querem exclusividade sexual.
Muitas das histórias de amor do mundo reflectem esta possessividade sexual, bem como o desejo do amante de manter sua fidelidade sexual. Por exemplo, enquanto separado de Isolda, a Justa, Tristão casou-se com outra mulher com o mesmo nome, Isolda das Brancas Mãos — em grande parte porque esta mulher lhe trazia muito do apelo da amada. Mas Tristão não consegue consumar o casamento. Quando, na lenda árabe, Laila fica noiva de alguém que não era seu amado Majnun, ela também evita o leito nupcial.

 

Ciúme: Em seu livro sobre as regras do amor cortês, Capelão escreveu: "Quem não sente ciúme não é capaz de amar". Ele chamava o ciúme de "ama-de-leite do amor" porque acreditava que ele nutria a chama romântica.
O sagaz clérigo, como sempre, estava certo. Em toda sociedade em que os antropólogos estudaram a paixão romântica, os dois sexos eram ciumentos, muito ciumentos.50 Como alertou o I Ching, o livro chinês da sabedoria escrito mais de três mil anos atrás, "Um vínculo estreito somente é possível entre duas pessoas; um grupo de três engendra ciúme".

 

 

 

(fonte: Helen Fisher, Porque Amamos- A Natureza Química do Amor Romantico, Relógio d'Água 2008)
 

 

As fases do amor
 
1. Desejo
 
É o que nos leva a sair à procura de qualquer coisa.
 
2. Atracção
 
É quando nos apaixonamos
 
 
3. Vinculação
 
É a fase do amor sóbrio, que ultrapassa a fase da atracção / paixão e fornece os laços para que os parceiros permaneçam juntos.

Depressão de Natal

 

 

 

 

 

 

 

 

A pessoa deprimida precisa ser compreendida e cuidada...

 

O Natal é um período considerado de alegria e esperanças optimistas. Normalmente é assim, mas para muitas pessoas pode ser uma época muito triste e se fazer acompanhada por sentimentos de solidão, desamparo e desânimo. Essa condição é chamada Depressão de Natal ou "Christmas Blues".

 

A depressão das festas é comum no mês de Dezembro durante o frenesi do Natal e Fim de Ano, ao fazermos balanços e projectos. O que para muita gente é a época mais feliz do ano para outros é bem ao contrário. O Natal e os encontros de família podem se transformar em momento tristes e difíceis de suportar, especialmente se a pessoa já está deprimida ou a passar por uma crise existencial.

 

O Natal é a época que mais afecta os depressivos, embora a depressão possa atacar em qualquer época do ano é na época do Natal que a maioria dos suicídios acontece. Devemos estar atentos a isso e especialmente aos idosos que necessitam de maior atenção.

 

Há muitas causas para esse tipo de distúrbio do humor que pode evoluir para uma depressão verdadeira, com os mesmos sintomas da depressão clínica.

Geralmente a depressão de Natal é de duração breve, desde alguns dias a semanas e em muitos casos termina quando as férias acabam e retorna-se à rotina quotidiana.

 

É necessário tentar perceber, quais possam ser os motivos de cada um, os mais relacionados à esfera dos afectos bem como os mais estritamente físicos.

 

Entretanto podemos sugerir algumas regras básicas de saúde durante as festas.

 

Factores que contribuem para a Depressão de Natal

  • Aumento do stress
  • Fadiga
  • Expectativas não realizadas
  • Vulnerabilidade biológica à estação e à fraca irradiação solar
  • Dificuldade em estar com a família
  • Lembranças de celebrações passadas
  • Pressão social para o consumo excessivo
  • Mudança da dieta
  • Mudança da rotina quotidiana
  • Falta de alguém que já não existe

Os sintomas mais comuns da Depressão de Natal são:

  • Dor de cabeça
  • Incapacidade de dormir ou dormir muito
  • Mudanças de apetite
  • Agitação ou ansiedade
  • Sentimento de culpa excessivo ou inapropriado
  • Diminuição da capacidade de concentração
  • Diminuição do interesse em actividades que normalmente levam ao prazer

Como defender-se da “Depressão de Natal”:

Fazer:

  • Minimizar as expectativas e transformar o Natal em uma “festividade normal”.
  • Ter um programa organizado para esse período de festas.
  • Não formular propósitos de mudanças totais para após o Ano Novo.
  • Praticar uma actividade física ao ar livre, mesmo se estiver frio e principalmente nas horas de luz.
  • Exercitar o pensamento positivo
  • Estar com pessoas

Não fazer:

  • Não mudar muito os ritmos e particularmente os do sono
  • Não beber álcool em excesso
  • Não exagerar com a comida
  • Não ter expectativas irrealizáveis
  • Não focar no que não temos
  • Não lamentar o passado, mas fazer pequenos propósitos para o futuro realísticos e concretos.

Concluindo: deixar de lado projectos “extraordinários”, propor-se objectivos realísticos, organizar o próprio tempo, fazer listas, prioridades, fazer um plano e segui-lo. Sair da ritualidade muito “Litúrgica” das festas e procurar inventar novas maneiras para celebrar o Natal.

 

É importante principalmente permitir a si próprios de estar triste ou saudosos. Esses são

sentimentos normais particularmente na época de Natal.

 

Boas festas 

Mariagrazia Marini

 

Fim de um amor

  

Quando um amor termina há sempre um sentimento de perda, de vazio, de frustração, de dor. É importante sentir e viver a dor interior. Para superar é preciso aceitar o sofrimento sem desespero, sem julgamento e sobretudo sem racionalizações.

 

A nossa interioridade encontra soluções somente quando a mente está vazia de racionalizações, quando deixamos os sentimentos fluírem livremente, sem bloqueios e sem pré-julgamentos.

 

É necessário poder vivenciar e sentir os estados de ânimo assim como se apresentam mesmo quando parecem ser contrastantes. Perceber raiva e rancor, tristeza e dor, tomar acto”.

 

É necessário saber que para cada amor, ao acolhemos a dor que provoca o abandono, nos deixa mais preparados a próximos encontros e a novos enamoramentos. O bom amor não é o que dura muito, mas o que nos faz viver intensamente: eros magia e desejo.

 

À nossa interioridade só se interessa pela intensidade da paixão que nos atravessou. É a paixão que nos faz sofrer e não o outro e não se encontra um novo amor enquanto a mente está repleta de lembranças passadas e muito identificada em quem já não está aí.

A nossa interioridade deseja “amar” e nada mais.

 

É importante compreender que quem perdemos é parte do mundo e se foi, mas a nossa capacidade de amar está intacta e reforçada para Amar.

 

A capacidade para amar é parte do nosso ser e sendo assim o “Amor” certamente entrará novamente na nossa vida.

 

"O que não tem remédio, remediado está". Ao aceitar os factos, saberá se relacionar melhor. Sobretudo porque o amor torna inteligente. Inspirou grandes poetas como Camões, "... contentamento descontente" e Dante "… move o sol e as estrelas".

 

 

 

Amor é fogo que arde sem se ver


 

 Luís Vaz de Camões

 

 

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

 

 

Exercício Físico e Depressão

 

 

 

 

 

 

A célebre frase latina “ mens sana in corpore sano” ( mente sã em corpo são) ilustra o facto de que o homem sempre sentiu a necessidade de exercitar seu corpo para poder alcançar um equilíbrio psíquico completo.
A depressão é uma das doenças que mais incapacita o Ser Humano.
É uma das mais frequentes doenças psiquiátricas. Uma em cada quatro mulheres e um em cada dez homens, podem vir a ter crises depressivas durante a vida desde a juventude até à terceira idade.
 
A Depressão é um Transtorno Afectivo (ou do Humor), caracterizado por uma alteração psíquica e orgânica global, com consequentes alterações na maneira de valorizar a realidade e a vida. Na pessoa deprimida há uma falta de vitalidade que poderá estar acompanhada de sentimento de tristeza, falta de confiança em si próprio, sentimentos de culpa generalizados, pessimismo e nos casos mais graves pode haver tendência ao suicídio.
 
A prática de exercício físico é uma boa forma de prevenir e combater a depressão. O exercício físico constante e moderado tem efeitos benéficos na saúde em geral e ao nível psicológico pode reduzir a ansiedade, melhorar a auto-estima e auto-confiança, melhorar a cognição e diminuir o stress.
O exercício físico libera no cérebro substâncias que proporcionam uma sensação de paz e de tranquilidade. São as endorfinas, neuromediadores ligados à génese do bem-estar e do prazer. Por ser um potente libertador de endorfina o exercício físico cria a boa dependência quando praticado regularmente e faz falta como faria qualquer outra substância associada ao prazer. O exercício físico é altamente eficaz no combate ao stress e ansiedade e quando é moderado e regular, descontrai o corpo e activa o sistema imunitário.
 
O desporto pode ajudar a tratar depressões e esgotamentos nervosos quando praticado regularmente e com alguns cuidados especiais.
A liberação de endorfina, somada à melhora da auto-estima proveniente da sensação de estar fazendo algo em benefício da própria saúde e bem-estar, provoca um estado de plenitude que o praticante regular de actividade física experimenta e lhe traz benefícios a todos os níveis.
O exercício físico é muito eficaz para combater o stress, por ter um efeito relaxante e por favorecer uma descontracção mental e ajudar a pessoa a afastar-se temporariamente dos problemas e da tensão.
As actividades aeróbicas, em particular, podem reduzir a ansiedade, a depressão e a tensão. Uma caminhada rápida ou ciclismo por 20 a 30 minutos, três a cinco vezes por semana, pode ser uma grande ajuda para gerir melhor o stress.

Deve-se começar lentamente, com elevações graduais. Um programa de exercício muito rígido e exigente, pode deixar a pessoa ainda mais stressada. O exercício físico moderado produz um efeito benéfico geral sobre o organismo.
A prática regular de exercício físico traz resultados positivos aos distúrbios de sono, aos aspectos psicológicos e aos transtornos de humor, de ansiedade, depressão, e melhora os aspectos cognitivos, como a memória e a aprendizagem.
O exercício físico sistematizado traz benefícios tanto na esfera física quanto mental do ser humano ao proporcionar uma melhor qualidade de vida.
A pessoa com depressão deve ser motivada para o exercício físico por apresentar muita dificuldade para exercer ou iniciar uma nova actividade.
O segredo do sucesso é seleccionar um programa que seja agradável à pessoa e que seja realizado com estratégias para tornar o exercício menos monótono, com músicas animadas e por tempo, intensidade e frequência suficientes para produzir efeitos positivos.
 
É importante praticar uma modalidade na qual a pessoa se sinta bem e que goste para evitar a frustração.
As modalidades mais adequadas quando se sofre de depressão são aquelas mais calmas, menos exigentes, de fácil realização e que trabalhem com a concentração, respiração e relaxamento. Como por ex. o Ioga e o Bodybalance.
O melhor é evitar iniciar novas modalidades, optar por treinos de dificuldade média, nos quais a pessoa se sinta segura e capaz de desenvolver e avançar com sucesso. Sempre iniciando com um treino mais fácil para um mais difícil e terminando com um treino no qual a pessoa esteja habituada e tenha um desempenho bom a excelente.
 
Após um período de 3-4 semanas a pessoa sentirá os efeitos em sua auto-estima, primeiramente pelo simples motivo de ter conseguido cumprir o objectivo de realizar actividade física e paralelamente ao sentir os efeitos objectivos como o bem-estar físico, as mudanças estéticas e os bons resultados médicos. Com esse efeito a pessoa se mantém estimulada e motivada a manter o programa de actividade física, o que por sua vez influirá positivamente no humor.
O Ioga, o Pilates e o Taichi, são modalidades que exercitam a concentração, a respiração e a meditação o que leva a uma melhoria na forma de lidar com o stress e com o bem estar mental, actuando de forma positiva também por distanciar momentaneamente a pessoa do problema.
 
O desporto de competição pode ser uma boa solução somente nos casos da pessoa se sentir motivada para isso e gostar do desporto que pratica.
Devendo ter em conta que um exercício físico baseado em fortes competições desportivas, pode resultar em aumento de stress que poderá ser prejudicial, melhor optar por uma modalidade mais tranquila e não competitiva.
 
Conclusão:
É importante incluir a actividade física como uma forma de prevenção e tratamento para uma vida mais feliz e harmoniosa. Transformar o treino diário num ato de prazer e aproveitar ao máximo o bem-estar que a prática do desporto proporciona, tentando conciliar o lado físico (melhora da performance) ao estético (ter um corpo modelado...),sem esquecer que o emocional precisa estar bem e sentir que está a praticar uma actividade adequada.
Um plano completo de tratamento para depressão pode incluir psicoterapia, drogas anti-depressivas e exercício físico moderado.
O segredo da longevidade e do bem-estar físico e psicológico está principalmente em ter uma alimentação adequada, tipo mediterrânea de baixas calorias e praticar exercício físico regular.

O que é Felicidade?

 

Felicidade
 

Enigma que desde sempre inquieta a humanidade.

 

Segundo Daniel Gilbert, professor de psicologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que estuda a felicidade há mais de duas décadas, conceitua a sensação de bem-estar: “É difícil dizer o que é, mas sei quando eu a vejo. É simplesmente se sentir bem”. Em suas pesquisas e livros sobre o tema, Gilbert mostra o que teimamos em não perceber no dia-a-dia: a felicidade não é uma sensação eterna, é um estado de êxtase, daqueles que se atingem nos momentos de extremo prazer.

Estar feliz ou triste é um ir e vir. Apesar de difíceis, os processos de infelicidade também funcionam como um momento para amadurecer, pensar e repensar as atitudes, os projectos.

 

Não há respostas concretas mas há pistas do que leva até ela. O filósofo grego Aristóteles afirmava, há mais de 2 mil anos, que a felicidade se atinge pelo exercício da virtude e não da posse.

 

Segundo o psicólogo israelita Daniel Kahneman, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, passamos a julgar nossa felicidade não pela situação actual, mas pela perspectiva de melhorar de vida no futuro. A conclusão de Kahneman faz parte de um estudo feito nos últimos anos sobre o modo de viver dos americanos. Há meio século, o sonho de uma família de classe média era ter a casa própria, um carro na garagem e pelo menos um filho na universidade. Os dados mostram que o sonho americano se transformou em realidade. E, apesar de alcançar seus objectivos, esse povo não se considera satisfeito ou feliz.

 

A felicidade não é permanente porque não dá para estar bem o tempo todo. Mas também não precisa ser uma eterna projecção.

 

Dicas para felicidade

 

• Aprenda a viver aqui e agora.

• Valorize o aspecto positivo.

 Redescubra a sua própria inocência.

 Conceda-se pequenos prazeres.

 Deixe agir o seu instinto.

 Fotografe seus momentos felizes.

Respire profundamente, faça exercícios e cuide da saúde

 Use a criatividade

Deixe fluir a sua energia interior.

Ouse

 

 

A alegria de viver

 

É compreender que dentro de nós próprios, no profundo há uma inteligência enorme, simples, natural que sabe sempre o que fazer e onde nos levar. Trata-se de não bloqueá-la, mas sim deixá-la fluir, para que nos indique o caminho.

 

Ao ouvirmos e acolhermos tudo o que surge em nós: tristeza, alegria, coisas boas ou más, bonitas ou feias, sem preconceitos, sem bloqueios e sem nos opormos, descobriremos o contacto com o nosso espaço interior e com a nossa essência.
 
Observar os incómodos e as inquietudes que invadem o nosso espaço interior e acolher tudo o que é nosso, o que gostamos e o que não gostamos é a via mestra para estarmos bem com nós próprios.
 

 

Nos aceitarmos e deixarmos a nossa essência nos guiar, a desabrochar e a realizar o nosso caminho sem esforços e sem guerras interiores pela vida.

 

 
"Felicidade não é o que acontece na nossa vida, mas como nós elaboramos esses acontecimentos. A diferença entre o sábio e o ignorante é que o primeiro sabe aproveitar suas dificuldades para evoluir, enquanto o segundo se sente vítima de seus problemas"
(Roberto Shinyashiki)
 
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
(A Felicidade – Tom Jobim)
 

"A felicidade não é algo que sucede, nem parece depender dos acontecimentos externos, mas mais de como os interpretamos (...) as pessoas que sabem controlar a sua experiência interna são capazes de determinar a qualidade das suas vidas."

(Mihaly Csikszentmihaly)

 

"A porta da felicidade abre só para o exterior; quem a força em sentido contrário acaba por fechá-la ainda mais."

(Soren Kierkegaard)

 

"Ah, nossa felicidade depende de coisas tão pequenas!

(Oscar Wilde em "O rouxinol e a rosa")