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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Pai preso

 

 

 

 

Estamos passando por uma situação não muito agradável.

O seguinte, tenho duas filhas, uma de treze anos e outra de três.

Só que  minhas filhas presenciaram o pai  sendo preso.

Daí a de três anos não toca no assunto, e nem pergunta pelo pai, mesmo sendo que ambos eram muitos apegados.

 

Um dia achei estranho quando a de três anos foi perguntar pelo pai e depois mudou de assunto, 

Daí ela falou assim: Mãe cadê meu pai? Só que na mesma hora em que perguntou, ela tentou corrigir e disse : não a Helinha é que perguntou.

Helinha é a sua irmã.

 

Achei estranho, porque ela tentou consertar? E  não pergunta pelo pai? O que eu faço?

Desde já muito obrigada!

M.

 

 

 

Irmão de pais separados

 

 

 

Boa tarde Dr.ª!!

Permita-me antes de mais, expressar o meu profundo respeito pela sua área de trabalho. Sou casado e pai de três filhos, sendo que o segundo não é da minha esposa. Na verdade, a diferença entre o primeiro e o segundo é de apenas 3 meses, estando, ambos com 5 anos e o mais novo com 1 nove meses.

 

A mãe do meu segundo filho é uma pessoa que foi minha namorada durante 7 anos (somos amigos apesar da separação), dos quais, a partir do quarto ano, iniciei uma outra relação com a minha esposa. Foram, na verdade, cerca de 2.5 anos de vida dupla que resultou no nascimento dos dois primeiros rapazes.

 

Após o meu casamento, tivemos de mudar de cidade por razões profissionais e em concertação com a minha esposa, pedi a mãe do meu segundo filho para que ele fosse viver connosco, mesmo porque ela é uma pessoa que viaja muito e parte do seu tempo é passado no campo, em virtude de ser formada em engenharia florestal e como tal, estar mais tempo longe das cidades.

 

Ela concordou que o miúdo vivesse connosco, tendo pedido apenas para visitar o filho sempre que o trabalho permitir, o k implica viagem de uma cidade para outra, percorrendo uma distância de mais de 500 km.

 

Passados um ano nesse regime, a minha esposa diz que não se sente confortável com a presença mensal da mãe da criança na cidade onde vivemos e acha que ela deve esperar apenas o período de férias para ver o miúdo que, entretanto, deverá ir ao encontro da mãe. Não concordo e isso está a criar um mau estar no nosso relacionamento pois, eu disse-lhe que jamais impediria a mãe de ver o miúdo, lembrando-lhe que essa condição foi por nós aceite como forma de termos o pequeno junto dos irmãos.

 

A última viagem que ela veio ver o filho, ligou-me e perguntou se havia algum inconveniente em vir com o namorado, ao que prontamente respondi que não, tendo, inclusivamente, oferecido, ao casal, hospedagem na casa de hóspedes que o meu serviço têm, facto que gerou um clima tenso entre eu e a minha esposa pois ela não concordou, tendo dito inclusivamente, que por ela, a mãe da criança não mais deveria vir, mas que era um assunto que já não lhe dizia respeito. Mudou de postura, certamente, porque ainda existe um bom relacionamento entre nós, tudo em prol do bem-estar do nosso filho.

 

Esse posicionamento da minha esposa tem sustentação no facto de ela achar que sempre que a mãe do miúdo vem, ele depois fica triste nos dois dias que seguem a sua partida, questionando porque é que a mãe tem que trabalhar longe e como tal, ele não poder viver com ela.

 

A minha esposa acha que o miúdo está a desenvolver algum tipo de trauma, pois, por duas vezes já o surpreendeu a chorar e quando ela questionou o que se passava, ele respondeu que queria a mãe. Na verdade, ma das vezes que ele acordou assustado e a chorar, eu mesmo fui ao quarto deles e questionei o que se passava, o que me disse que estava com saudades da mãe, e questionou-me porque é que eu não caso com a mãe dele para ele poder viver como os irmãos, com pai e mãe!!

Não fui capaz de lhe dar uma resposta naquele momento, tendo-lhe dito apenas que os homens devem casar apenas com uma mulher de cada vez. Não estava a espera daquela pergunta.

1.      Será mesmo que o miúdo está a desenvolver algum tipo de trauma?

2.      Noto que a minha esposa mudou de opinião quanto ao facto de o miúdo viver connosco, mas nunca me disse provavelmente por ter receio da minha reacção, que certamente, não será no sentido de nos afastarmos dele. Tal é assim, porque, mesmo que ele deixe de viver connosco, a solução será ele ficar com uma tia que vive na cidade por impossibilidade de a mãe estar com ele em função do seu trabalho. Entre ele ficar com a tia e connosco, logicamente que me parece mais assertivo ele crescer junto com os dois irmãos.

3.      O que me aconselha Dr.ª? Sei que essa situação pode por em causa o nosso casamento, mas acho que não devo abrir mão de viver e acompanhar de perto o crescimento dos meus filhos apenas porque a minha esposa não se sente confortável com a presença da mãe do meu filho, que, em suma, é ad eterno, pois, temos um filho e necessariamente, teremos que viver essa realidade.

Ajude-me a encaminhar este assunto sem pôr em causa o meu casamento, e muito menos a permanência do miúdo connosco. Eu apenas abrirei mão desse convívio entre os irmãos, quando a mãe estiver em condições de viver ela com o miúdo, pois, tenho consciência de que, em princípio, filhos estão sempre melhor com as mães, mas antes, não me parece, salvo se de facto, houver alguma possibilidade de o miúdo estar a desenvolver o aludido trauma, o que não me parece, pois, aqueles episódios não são frequentes e ele gosta de viver connosco, isto é, com o pai, a mãe (como ele chama a minha esposa) e os irmãos.

À minha esposa reconheço todo esforço que ela certamente faz para gerir o nosso casamento, sem afetar a educação dos miúdos, mas, confesso que me decepcionou ao mudar de uma hora para outra de comportamento, alegadamente porque a mãe do miúdo engendrou tudo isso para estar sempre perto de mim. Acho absurdo, tal é que a mesma já está numa outra relação a mais de 8 meses.

 

Tal mudança de comportamento é notório porque antes era ela que nas visitas da mãe da criança, levava o miúdo à mãe, falavam sobre a escola dele, e outras questões, mas agora, nem telefone atende e quando ela vem ver o miúdo, não há espaço parasse encontrarem, eu é que devo ir deixar o miúdo para ver a mãe. Que fazer, é meu filho, faço com imenso prazer.

Com este andar, receio que a mãe do miúdo perceba este clima e me pressione para levar o miúdo para com a avo deixar, o que eu não quero que aconteça. O que faço Dr.ª?

 

 

 

Quase violada

 

Olá, o meu nome é A., e aos 15 anos quase foi violada. Hoje tento a todo o custo esquecer, ou pelo menos minimizar na minha cabeça o que aconteceu e simplesmente não consigo. Atualmente estou com quase 19 anos, e infelizmente não consegui relacionar-me com alguém senão há bem pouquíssimo tempo. Para além disso depois de tudo isso ter acontecido conheci um rapaz por quem me apaixonei. Isto tudo paira na minha cabeça como se tivesse acontecido hoje. Eu já estou com o meu namorado há 3 meses, e eu quando estou com ele, dá-me vontade de ter relações sexuais com ele, mas no mesmo momento morro de medo que me toque, que tente fazer o mesmo que o "outro" me fez.

 

Na minha cabeça os rapazes, são todos iguais, e eu sujeito-me a sofrer e fazer sofrer meu namorado por causa disso. Sempre que estamos mais juntos eu fujo e em vez de o ver a ele, vejo o homem que tentou violar-me.

Eu amo muito o meu namorado, mas só que não sei o que fazer para esquecer o passado e seguir com o meu presente. Eu preciso que a Sra. me dê uma luz, porque custa-me imenso amar ele, estar com ele, sentir vontade de ter relações com ele e ter este medo que me domina. O que devo fazer? 

 


Obrigada e aguardo resposta

 

 

 

 

Trauma de infância

Henri Matisse

 

 

 

Olá tudo bem?

 

Tenho 30 anos, sou do sexo masculino, agricultor, solteiro, gostaria de fazer um relato de uma situação que aconteceu na minha infância, que me prejudicou emocionalmente e ainda me prejudica.

 
Quando comecei a estudar com 7 anos de idade, num certo dia pedi a professora que me deixasse ir ao banheiro, mas ela não deixou, voltei para carteira, depois de alguns minutos quando percebi estava fazendo xixi nas calças. Então comecei a chorar e a professora me consolou e pediu que eu fosse lá fora para me enxugar.
 
Depois desse ocorrido, eu que gostava de ir a escola, passei a não querer ir mais a escola, inventava todo tipo de desculpa para não ir a aula, dizia que estava com dor de cabeça, etc. mais não dava pra ficar sem ir a escola pra sempre, pois meus pais me obrigavam a ir.
 
Percebi que meu comportamento na sala de aula mudou, ficava sempre quieto, tinha medo e vergonha de conversar com as professoras e de me relacionar com os colegas de classe, fiquei mas estudioso, parece que o que eu queria era tirar notas boas para passar de ano e terminar os estudos logo. Fiz o primeiro grau, o segundo e fiz faculdade, mas esses sentimentos me acompanham até hoje, o que me prejudica muito, principalmente na vida profissional, pois se vou fazer uma entrevista para emprego fico travado, parece que esqueço de tudo, se entro em uma escritório ou em uma sala de aula me vem uma sensação de baixa auto estima, de desconforto um sentimento de inferioridade. A fase pior desse transtorno emocional foi até aos 18 anos quanto não queria nem sair de casa, pois me sentia uma pessoa inferiorizada e com pouca motivação e auto estima, mas com o tempo fui me livrando desse sentimento e percebo que melhorei muito, mais ainda sinto que isso me atrapalha.
 
Gostaria da sua opinião sobre traumas como posso me livrar?
 
Aguardo resposta

 

Desde já agradeço 

 

 

 

Perda do filho

 

Olá!
 
Eu sou mãe e perdi meu filho há  anos, tenho consultas com psiquiatra mais não consigo me libertar desse medo ou seja desse trauma da perda do meu filho, não consigo ver caixão que eu tremo toda.
 
A última vez que fiz minha festa de aniversário foi quando meu filho estava vivo, e desde lá não consigo mais fazer, me lembro muito fiquei traumatizada ao cantar parabéns...
 
O que devo fazer, como vc poderia me ajudar??
                                                          abraços...