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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Violência contra as Mulheres

 

 

 

A violência contra as mulheres, o fosso salarial e as dificuldades em conciliar vida privada e actividade profissional são as desigualdades de género que mais preocupam os portugueses,

 

É quase sempre entre as paredes domésticas, no relacionamento com o marido ou companheiro ou ex, e cada vez mais frequentemente na frente dos filhos, que se tornam testemunhas aterrorizados, que, por sua vez, se tornam os algozes. A violência contra as mulheres é um fenómeno que não diminui no mundo. A dependência económica resulta em um fator determinante tanto na expressão da violência de genero através de fortes restrições económicas e uma gestão completa de dinheiro por parte do parceiro, quanto em tornar ainda mais difícil, se não impossível para a mulher sair do contexto violento.

 

Segundo estudos recentes o autor é o marido (48%), o parceiro (12%) ou ex-(23%), um homem entre 35 e 54 anos (61%), empregado ((21%), educado (46 % média superior e superior 19%). Ele faz uso particular de álcool ou drogas (63%). Em suma, um homem "normal".

 

Assim como normal é a vítima, uma mulher de 35 anos e 54 anos, com ensino secundário (53%) ou licenciatura (22%), empregada (20%) ou desempregada (19%) ou doméstica (16%), com filhos (82%). A maioria da violência continua a acontecer em casa, em um relacionamento sentimental (84%), em uma família "normal".

 

Além disso, a preocupação de não ser capaz de sustentar financeiramente os filhos torna-se na corrente que obriga a mulher a permanecer na violência e somente quando essas crianças colocam-se entre a mãe e o violentador na tentativa de defesa ou quando ambos estão diretamente envolvidos em ações violentas, a mulher encontra a motivação e a coragem para assumir o risco e fugir.

 

A situação é agravada no caso de convivência (chega atualmente a 37%) pela falta de leis que a protegem. Sobe de 13% para 18% a proporção de mulheres que admitem a fraqueza como uma motivação que tem levado por anos (1-5 anos: 35%, de 5 a 20 anos: 34% e acima de 20 anos: 12%) perdurar a situação de violência: a mulher finalmente começa a reconhecer o dano da violência vivida. Durante as consultas as mulheres afirmam ter percebido que a perda de auto-estima e insegurança que sentem são um resultado direto de anos de perseguição e humilhação. Também diminui de 14% para 11% a convicção de tolerar a violência do amor.

 

Segundo os últimos relatórios, o ato violento nunca é isolado , mas é constante e continuo e não termina com o fim do relacionamento, continua através de uma atitude persecutória do parceiro( satalking).

 

Em 55% dos casos, os maus tratos ocorrem apenas em casa, permanecendo desconhecida para o mundo exterior (amigos, parentes e colegas). A violência física aumenta de 18% para 22%, mas sempre é acompanhada de violência psicológica, com ameaças e violência económica.

Talvez o fato mais impressionante é chamado de "violência presenciada”, um fenómeno que sem uma ajuda especializada, as crianças menores já começam a vida adulta com uma bagagem de problemas comportamentais e psicológicos até desenvolvimento de transtornos dissociativos e de personalidade.

 

Além disso, crescer em um ambiente violento significa assimilar uma modalidade de relacionamento de violência, que tenderá a se repetir nos seus próprios relacionamentos amorosos quando adultos. 40 % das mulheres afirmam que na família de origem de parceiros violentos,- houve comportamento violento.

 

É preciso respeito pelas mulheres e acima de tudo que as pessoas comecem a entender que os direitos das mulheres precisam ser respeitados.

 

 “Se você educar um homem, educa um indivíduo; mas, se educar uma mulher, educa uma família”.

 Charles Mclver (1860-1906)

Violência e agressividade doméstica

 

Boa noite

 

Escrevi para aqui na esperança que me pudesse ajudar a pelo menos entender o porque e o que posso fazer para melhorar.

 

Sou portador de XXX, tenho 22 anos e sempre fui muito mal tratado pelo meu pai também se fartava de espancar minha mãe.

 

Eu desde sempre que vi minha mãe ser agredida pelo meu pai constantemente e diariamente e apenas era dia de paz quando ele não estava em casa e passava dias fora, o pior mesmo era quando ele se embebedava...

 

Após 16 anos de os meus pais estarem juntos, a minha mãe não aguentando mais tais agressões e maus tratos, fugiu de casa abandonando-me a mim e a minha irmã.

 

Ficamos os dois entregues ao monstro do meu pai. 

 

A minha irmã foi para uma instituição porque o meu  pai começou a agredi-la também e a todas as "namoradas" que cruzaram seu caminho.

 

Eu fui posto fora de casa com 20 anos o meu pai apontou-me uma arma a cabeça e mandou-me embora.

 

Eu sempre fui um rapaz atinado e ajuizado fazia as minhas "brincadeiras" e saídas como toda agente normal.

 

Agora com 22 anos tenho um relacionamento com uma mulher mais velha, e já dura a 1 ano e meio.

 

O grande problema agora e que eu já a agredi algumas vezes e depois sinto-me mal por isso fico com remorsos e até nojo de mim próprio.

 

Isto acontece sempre que ela me levanta a voz ou e um pouco mais brusca comigo.

 

Eu não quero ser igual ao meu pai e quero mudar mas quando acontece eu não consigo tomar conta de mim e algo que não controlo.

 

Eu amo-a muito e agressão não tem perdão e eu não a quero perder, por favor ajude-me a tratar-me. 

 

 

 

 

Caro leitor,

 

Esses ataques de agressividade que sofre estão relacionados com a sua experiência do passado. Embora as experiências do passado tenham sido traumáticas, presenciou e sofreu muitas cenas de violência doméstica que registaram no seu subconsciente como ser uma maneira de agir.

 

O melhor para si é fazer uma psicoterapia, para poder entender quais são seus bloqueios que o impedem de ter um relacionamento saudável e uma vida normal sem violência. Precisa mudar o seu comportamento e controlar sua impulsividade e para tal necessita de uma ajuda psicológica válida para reorganizar a sua mente e investir num projecto de vida saudável. O tratamento psicológico é essencial para a sua própria eficácia de protecção e criação de mecanismos que permitam quebrar o ciclo de violência e encontrar novas atitudes para gerir a sua vida.

 

Entretanto confie si próprio, procure sempre se controlar antes de agir, nessas situações pare e faça alguma outra coisa como sair da sala, ir fazer uma caminhada, faça uma acção inofensiva, entretanto inscreva-se num curso de artes marciais para soltar a energia, etc.

 

Conscientize-se que é possível demonstrar insatisfações sem ser violento!

O ser portador de XXX, em princípio, não é uma predisposição para a agressividade.

 

O ter consciência do seu problema já é um passo para o caminho do tratamento, agora é ter motivação, segurança e certeza de si!

 

Um abraço

Mariagrazia

 

Violência Doméstica

Tenho 22 anos e estou há 5 anos numa relação com um rapaz de 26. É uma relação difícil, na qual nunca houve confiança da minha parte, visto ele ter cometido alguns erros que me foram deitando abaixo, mas que sempre fui perdoando, mas nunca esquecendo...Sinto que desde há uns 3 anos para cá deixei de ser a pessoa que era. Sou fria, descontrolada, desconfiada e sobretudo bastante má.

 

Quando muitas das vezes discutimos, muitas vezes por nada de especial, eu levo a situação mais além e acabo por agredi-lo das formas piores que existem (com garfos, mordidelas, lápis,...), não só fisicamente, mas também psicologicamente. Durante o confronto físico ele agarra-me os braços para que eu não leve a situação avante, mas nunca me agrediu. Após a discussão, de cabeça fria, arrependo-me de tudo, e arrependo-me sobretudo porque estou a arruinar um ser humano, e não tenho esse direito, estou a aproveitar-me da sua fragilidade para mostrar superioridade e ele está cada vez mais arruinado, e eu não sei o que fazer. Ele bebe álcool para esquecer, mente-me para eu não lhe bater e eu acabo por me sentir culpada de tudo o que está a acontecer, pela pessoa que ele está a ser...

 

Mas foram os erros que ele cometeu no passado que me puseram assim, a "disparar" ao primeiro erro dele. Preciso imenso de ajuda, pois já perdi o controlo da situação, estou aflita, sobretudo por ele, não por mim.

 

 

Agressão

 

 

Bom,
estou com ele a 3 anos e 4 meses. Ele foi meu 1° namorado, e no começo como todos sabem é um mar de rosas. Depois ele começou a mudar o comportamento comigo, começou a querer me agredir, e depois fica comigo como se não tivesse feito nada. Estou morando com ele a um mês, mais não quero mais ficar com ele e o pior não é isso é que estou grávida dele.
Acho que minha vida está um pouco complicada, pois não sei que decisões tomar, qual será a melhor para mim.
Por favor me ajuda pois preciso de um conselho com urgência. Pois não tenho ninguém para conversar.
 
Aguardo!!

 

Abuso sexual

 

Paul Klee

Olá Dra.
 
Eu me chamo Anita e em Janeiro deste ano, descobri que o homem com que tinha casado a mais de 10 anos, me traiu da pior maneira possível como mulher e como mãe...
Descobri que ele andava a abusar, violar a minha filha...que na altura que começou tinha apenas 14 anos e que presente tem 16… Não há volta neste casamento, e o processo criminal esta demorado mesmo com confissão de vídeo na policia...gostaria de alguma ajuda para saber lidar com isto tudo pois temos 4 filhos...3 deles era de uma relação anterior...mas foram criados por ele de novas idades 3anos, 1e meio, e 8 meses  a ultima filha era nossa em comum...o rapaz agora tem 13 vive revoltado não usando o nome do pai mas um alcunha de Michael Jackson.....a do meio vive perguntando porque o fez que ele lhe prometeu nunca lhe mentir nem os deixar...a mais velha vive aterrorizada pensando que ele a possa apanhar...e a pequenina chora e diz que ja chega de ele estar no trabalho e eu apenas pus isso tudo escondido na parte mais funda de mim...porque não consigo entender como ele foi capaz de fazer isso com uma criança....ou comigo ...destruindo uma família. Neste momento ele está no Canada aguardando o julgamento mas tenho a intenção de avisar ai em Portugal o crime dele pois não quero que isto se repita mais com nenhuma criança ou mãe ou família....ele e natural de Cantanhede (Outil) Portugal...estou procurando posts, programas de tv etc.…claro já com provas concretas do processo final...em conclusão agradecia qualquer ajuda com este triste caso....
obrigada pela atenção
sinceramente
Anita

P.S. pode publicar isto na sua página

Relação violenta

Fernando Botero

 

O meu nome é D. e tenho 21 anos.
Sei que ainda tenho uma longa vida pela frente. Estudo, sou finalista do meu curso, tenho uns pais que me ajudam, a minha mãe que faz tudo por tudo para me ver bem e feliz. Mas, eu tenho um problema: por vezes a minha auto-estima anda muito em baixo. Acho que sempre precisei de alguma ajuda para enfrentar os meus problemas, ser "mais adulta" para os enfrentar. Aos outros, sei o que está correcto e dou os conselhos mas não os consigo aplicar a mim própria.
Faz duas semanas que eu e o meu namorado, com o qual tenho/tinha uma relação à mais de 3 anos, discutimos, e as coisas não estão bem. Ultimamente andávamos com planos para começarmos a organizar as nossas vidas, casa, etc.
No entanto, discutimos por uma parvoíce e farta de conhecer o feitio dele, mesmo assim insisti. Ele falou que não queria estar comigo, mas também estava em baixo e fui ter com ele. Tinha planos, queria mostrar-lhe tudo! Discutimos, por algo que ainda hoje não entendo.
Só que as coisas foram mais além e ele me deu um estalo. Nessa altura, sai de casa dele e vim embora. ainda tentei falar com ele mas ele ainda se achou com razão. Estes dias tenho-me sentido muito em baixo, parece que o mundo vai acabar!
Parte de mim, diz que as coisas vão ficar bem mas outra parte nao acredita e pergunto-me: que é que vou fazer?
Lutei tanto para estar com ele, ajudei-o tanto.. sempre estive lá para ele quando ele precisava! Dei mais de mim a ele do que a mim própria. Se calhar esse é o meu problema... mas continuo a ajudar quem mais eu amo, mesmo que saiba que posso vir a sofrer com isso.
Sei que ele passou uma má fase na vida dele, já namorávamos há um ano e ele ficou desempregado. Esteve um ano em casa, sem trabalho. Tornou-se uma pessoa fria, tentei percebe-lo, apesar de tudo!
Discutimos imensas vezes, algumas graves, mas o amor superou tudo.
Sim, porque se há coisa de que tenho a certeza é que ele me amava. Fazia planos, não me escondia a ninguém.. Eu percebia sempre de todas as maneiras que ele me amava.
Estes dias, tem andado distante... Diz que está magoado, que não foi justo no que fez. Que é melhor dá um tempo, para não insistir com ele.
Na semana passada, tentei falar com ele. Ele disse que estava bem sozinho, que não queria uma relação. Que eu tinha que mudar, aprender a auto-dominar-me mais. Que prefere acabar com a nossa relação. eu fico de rastos, não consigo dormir, comer nem fazer nada em condições.
Quando ele me diz isto, penso logo que é mentira. sei que ele não tem mais ninguém, nem nunca teve! Sempre teve gosto em mim, mas ao mesmo tempo... e se isto acabar?
Por favor, só preciso de um conselho. Como acha que isto vai ficar? Será que tudo vai ficar bem outra vez? Tinha tantos planos e continuo a ter... Já era da minha família. Acho que não consigo enfrentar o mundo se esta relação acabar!
Todos os dias peço a Deus força para mudar, para ignorá-lo para ele sentir a minha falta. Para ele perceber que realmente me ama e que com amor se ultrapassa tudo! Nós temos que conseguir superar as nossas diferenças e lutar juntos. Só assim se consegue o entendimento para que uma relação funcione.
Mas… Ando tão em baixo que quando dou por mim só me apetece ligar-lhe, falar com ele.
Já não sei o que fazer. Ando tão perdida.
 
Um beijo e obrigada.
D.