Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Filha com rebeldia

paularego22.jpg

 

Olá Doutora! Tenho uma filha de 12 anos, que têm apresentado muita rebeldia ultimamente. Ela passa o tempo inteiro no celular só larga, para dormir. Eu estou me sentindo perdida, sem saber o que fazer, tentei restringir o uso, ela se recusa, tentei tomá-lo na época de provas, e também não consegui. Preciso de uma orientação. Obrigada! 

Precisa ser firme com ela e negociar um tempo para usar o celular e um tempo para estudar, fazer algum desporto, etc..

 

Cara Mãe,

Na adolescência, as transformações hormonais e psicológicas acontecem muito rápido e por isso é esperado que o jovem entre em atrito com os pais a todo momento, tenha oscilações de humor e se revolte contra as regras da escola e da casa.

 

Muitas vezes, os filhos fazem exatamente o contrário do que os pais querem só para não atenderem às expectativas e mostrarem que a decisão foi deles. Para buscar sua identidade, o filho precisa mostrar que é diferente dos pais.

 

Se ela se comportou mal, antes de dar um sermão ou castigo imediato, espere um momento oportuno para falar com calma sobre o que aconteceu. Diga que percebeu que ela não está bem e pergunte como pode ajudar. Esse caminho é melhor do que o embate, que afasta ainda mais a jovem da família. Outra boa maneira de evitar ou reverter atitudes rebeldes é dar autonomia e responsabilidades para a filha, inserindo-a dentro das normas de convivência estabelecidas em casa. Ela precisa ter uma rotina, desde arrumar a própria cama e tirar o prato da mesa até se organizar para estudar. Ter referências faz com que o adolescente se sinta menos perdido e mais à vontade para transitar dentro de um ambiente seguro.

 

Procure estar disponível para a sua filha e tente não julgar as suas atitudes, por mais difícil que seja. Para abrir o canal de comunicação é preciso respeitar os sentimentos e pensamentos do adolescente e ser capaz de compreendê-lo. A convivência é fundamental e as conversas podem acontecer na hora do jantar ou no meio de atividades feitas em conjunto, como desporto e passeios.

Um abraço