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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Marido droga-dependente

 

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Sou esposa de uma pessoa droga dependente. Há um ano e dez dias que está limpo depois de passar por uma clínica de desintoxicação. Antes ele estava na ativa por seis anos no crack e foi para a clínica por vontade própria.

Só que hoje ele saiu e sumiu. Faz um ano e dez dias que está limpo... ele está desempregado há um mês... gostaria de saber como deve ser a minha reação para que ele não se acomode quando chegar e achar que irei aceitar tudo novamente e, também, mostrar firmeza e amor...

 

Cara esposa,

a maioria dos usuários de substâncias químicas não reconhece que são pessoas dependentes, pois vivem a angustiante dualidade de não querer mais consumir a droga e, ao mesmo tempo, não entender como podem viver sem ela. Os familiares sofrem ao tentar estabelecer estratégias em como ajudar um dependente químico e fazê-lo reconhecer que precisa de tratamento e deixar de consumir.

É muito comum a pessoa dependente enfrentar alguma recaída, o que gera frustração e sentimento de derrota na pessoa. Por isso, tente agir com naturalidade, espere o momento certo para falar e não imponha cobranças. Apenas auxilie na oportunidade de recomeçar, pois isso é determinante para a permanência e o sucesso do tratamento.

O primeiro passo para ajudá-lo é estabelecer uma relação de proximidade, confiança e segurança. Procure um momento a sós para conversar e oferecer todo apoio e ajuda que ele precisa.

É importante não demonstrar conivência com as más escolhas que ele fez, mas sim oferecer um diálogo aberto e franco, com o objetivo de fazer com que ele entenda sobre os impactos que uma recaída pode ter.

Seja sincera com ele e fale tudo o que sente. Fale do seu amor por ele, mas da impossibilidade de acompanhá-lo e apoiá-lo nesse caminho destrutivo. Seja assertiva em afirmar que não vai agir como aliada do consumo e dos seus comportamentos inadequados.

A autenticidade e o diálogo salvam a relação.

Tudo de bom