Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Mãe entristecida

niki16.jpg

 

Bom dia me chamo A. tenho 39 anos e dois filhos S de 17 anos e I. de 19.

Tive uma união estável e estou separada a 8 anos.

Trabalho das 08 às 18 chego em casa à noite.

Quando engravidei da S. meu filho era bebé. Pois a diferença de idade é de 1 ano e 6; meses.

O sonho da vida do pai dela era ter uma filha menina.

Hoje e sempre ele faz todas as vontades dela. Deixar dormir fora da casa de amigas, faz dívidas sem poder, leva e busca pra qualquer lugar, escola cara.

E eu sou o contrário procuro orientar que temos que viver dentro das nossas condições financeiras. Minha filha disse que moramos na periferia. E sempre temos diferenças. Hoje ela enviou um e-mail para o pai me chamando de A. e pedindo para o pai tirá-la da nossa casa, disse que eu sempre reclamo dela e que sou negativa e má e que não percebe se eu tenho afeto por ela! E que sente o mesmo pelo irmão!

O que eu faço? Estou totalmente entristecida!

 

Cara A.,

Adolescência é a idade da contestação, há traços de rebeldia que acompanham essa fase da vida e é preciso ter firmeza para educar com amor e ao mesmo tempo dar limites e disciplina. Quando o casal é separado ou não se entendem pode ser mais difícil dar ao filho uma educação consistente para lhe trazer segurança e responsabilidade, mas não é impossível. De qualquer maneira é preciso educar, dar disciplina e responsabilidade.

 

Tenha calma. A sua filha aproveita da vossa situação de separados para tirar vantagens. E para uma adolescente menina é fácil se desentender com a mãe ou reclamar por tudo e por nada. Entendo que você tenha ficado “sem rumo” , depois de tudo que faz por ela, ouvir essas coisas “negativas”. É muito fácil para ela jogar tudo que incomoda na mãe que tem a responsabilidade de educar no dia a dia, (que cuida, que trata) em vez do pai que só mima. O mais importante é você não levar isso a sério e não dar importância ao que ela diz. Dizemos muitas coisas especialmente quando há alguma controvérsia e descontar na mãe ou no irmão é fácil mas não quer dizer que não goste de você e nem do irmão, pelo contrário é porque gosta e se sente amada é que pode se dar ao luxo de “ofender”, sem perder o amor.

 

Converse com ela, mas como mãe e educadora. Adolescente precisa de disciplina e disciplinar é uma tarefa difícil que frustra os pais,- mas ajuda os filhos a amadurecerem e a se tornarem independentes e seguros sabendo o que é certo e errado. Conflitos são “normais” com filhos adolescentes e também mais velhos, mas ajudam a crescer. Por isso que dizem que “ser mãe é sofrer no paraíso”!

 

Um abraço

Filha de pais separados

gauguin18.jpg

 

Olá Dra. como vai?

Procurando pela internet alguma história como a minha achei seu site..então escrevo para pedir-lhe uma orientação..

Fui casada por 17 anos. Divorciei-me há 3 anos..mas mesmo já tendo passado 3 anos da minha separação minha filha não consegue aceitar.. ela mora comigo e passa os finais de semanas com o pai..a vida dela não é má, é boa..tem tudo que quer dentro das nossas possibilidades.. mas esta sempre chateada sem motivos aparentes.. agora esta revoltada comigo porque coloquei ela pra fazer inglês.. contra a vontade dela mas é bom pro futuro dela e eu não posso tirá-la..esses dias peguei uma cartinha que ela escreveu dizendo isso tudo..que a vida dela não era fácil, que queria os país juntos, que não quer fazer inglês,.. o que eu faço dra..não entendo do que ela reclama.. será que pra amenizar isso devo tirá-la do inglês.. o que fazer como devo agir.. e além de tudo eu saio como errada até porque quem quis a separação fui eu..ela tem 13 anos..mas ela não é rebelde graças a Deus.. ela é meiga e educada..

Obg Dra..

M.

 

Cara M.,

Sua filha está na fase da adolescência, onde o lema é contestar tudo o que vem dos pais. É normal que ela ainda sinta algum sofrimento pela separação dos pais, mas é preciso não deixar ela exagerar. O adolescente reage ao divórcio muitas vezes com depressão, raiva intensa ou com comportamentos rebeldes e desorganizados e poderá questionar a autoridade.

O importante é manter-se firme nas suas decisões de educação, dando o que sente que é melhor para ela. Todos os filhos de pais separados tentam fazer algum tipo "chantagem" por conta da separação dos pais, mas é importante educar com firmeza, dar limites, valores saudáveis e disciplina. Dar limites ajuda a sua filha a sentir mais segurança e mais certezas. A disciplina é basicamente ensinar a criança como deve se comportar. Todas as crianças necessitam que seus pais estabeleçam regras de conduta para o comportamento aceitável. Quanto mais mestres em aplicarmos os limites, maior será a cooperação que receberemos dos nossos filhos e menor será a necessidade de aplicar as disciplinas desagradáveis para que se cumpram. O resultado é uma atmosfera doméstica mais agradável tanto para os pais como para os filhos.

 

Fique tranquila e continue educando com muito amor e carinho vai educar a sua filha.

Um abraço

 

Enteada adolescente

 

 

Vivo há 3 anos com meu marido,ele tem 3 filhos do primeiro casamento e foram deixados pela  mãe, a menina de 13 hoje com 17 o do meio hoje com 15 e o menor com  12.

No inicio a menina não queria nem saber da mãe mas depois que a dita cuja engravidou a menina virou a cabeça virou a melhor amiga da mãe dela e do novo irmão quanto a mim que a ajudei tanto com sua primeira menstruação com o primeiro namorado, pra convencer o pai a deixá-la namorar, conversava muito com ela sobre todos assuntos agora do nada ou melhor depois que ela voltou a frequentar a casa da mãe dela ela me ignora, às vezes faz isso com meu filho que tive com o pai dela um bebé de 1 ano.

 

Não sei o q fazer não dou ordens, não bato boca, ela não me ajuda em nada e eu não reclamo e não sei mais o que fazer pra ser amiga dela. O que faço?

 

 

Medo de ir na escola

 

 

 

 

Olá, não sei bem como começar nem o que dizer. Nunca tinha feito nada do género mas talvez o desespero me tenha levado a procurar ajuda em alguém que não conheço.

 

Tenho 15 anos e como pode imaginar esta idade talvez não seja a mais aconselhada para as mudanças. Desde os 10 anos que as duvidas sobre o meu corpo, sobre a minha personalidade e aspirações começaram a surgir. Sempre fui muito introvertida e por isso nunca considerei ter ajuda de um profissional, sempre abraçada pela ideia de que o tempo cura tudo, mesmo as feridas mais infectadas. Mas como já deve ter percebido nenhuma ferida sarou e o tempo não me trouxe nada senão mais inseguranças, medos e vergonhas acerca de quem sou.

 

Até este momento a escrita foi sem duvida a minha tábua de salvação, mas agora as palavras só me trazem mais arrependimento e amargura. O silêncio também deixou de ajudar, agora em vez de ajudar só me dá mais certeza que preciso de uma coisa, uma coisa sem nome, nem definição, algo que me complete e me perceba. Todas estas razões levaram-me a pedir ajuda profissional aos meus pais, acho que pela primeira vez tomei consciência que nunca fui uma pessoa saudável, porém os meus pais recusaram a ideia porque eu deveria sentir-me confortável com eles. Mas a verdade é que não me sinto, não por eles serem pais monstruosos, porque não o são, mas porque penso que ninguém me vai compreender. Nunca me senti plena, feliz, não por ter tido uma infância miserável; mas porque sempre senti tudo com uma força pouco aconselhável. As lembranças levam-me a amizades pouco felizes e traições por parte daqueles que mais gostava.

 

De qualquer maneira passei para o 10º ano e hoje fui conhecer a minha nova escola, mas quando passei pela porta principal e comecei a ver todos os adolescentes vestidos de forma ousada, mas cada roupa parecia-lhes assentar na perfeição; quando comecei a ver todos os rapazes e raparigas felizes, confiantes e com a certeza de serem capazes; entrei em pânico, paralisei e comecei a chorar e agora não tenho força para voltar. 

E pronto tenho um problema que não sei gerir, mas quero resolve-lo. Por isso interpelo-a e espero que me responda. E mesmo não me conhecendo espero que possamos ser algo parecidas como amigas.

 

Obrigada

E.