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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Irmão agressivo

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Bom dia

Tenho estado a procura de alguém que me possa ajudar e gostava de saber se me consegue esclarecer.

Os meus pais separaram-se há uns anos, não se divorciaram, e o meu irmão mais novo tem vindo a alterar o seu comportamento de forma preocupante. Ele sempre nos deu problemas mas de momento tem dado mais. Não se encontra a estudar pois não tem motivação para estudar e leva tudo como se fosse uma brincadeira e já não sabemos o que fazer com ele. Os amigos dele nunca foram os melhores, e sei que ele agora fuma ganzas. Mas o mais preocupante é agora, se lhe é dito algo com o qual ele não concorda este eleva a voz e torna-se agressivo, e se alguma coisa não é como ele quer e o repreendemos ele torna-se violento.

 

Alguns exemplos da sua violência por exemplo: mandar copos de vidro à parede, mandar murros nas portas............é o que estiver mais perto ele atira. Ele tem quase 18 anos e preocupa-me que se ele continuar assim algo de mal aconteça ou a ele ou que se torne violento com as pessoas aqui de casa, o que está perto de acontecer.

 

Pode-me explicar o porque de ele se tornar violento desta maneira por qualquer coisa, mesmo mínima? Será das ganzas? S.

 

Cara S.,

Consoante o tipo de mistura, a ganza pode ter diversos efeitos. Os sintomas são: olhos vermelhos, ligeira euforia inicial (rir muito), relaxamento muscular, lentidão do pensamento.

 

A longo prazo pode causar: perda de memória, cancro do pulmão, impotência e em alguns casos até a morte.

Em alguns casos de mais consumo a ganza pode provocar agressividade e uma síndrome amotivacional, que passa pela apatia, indolência, o que leva à desmotivação, maior dificuldade em reter os conhecimentos e a uma repercussão no rendimento escolar.

 

O que parece que esteja a acontecer com o seu irmão é que esteja a vive a separação de uma forma doentia e ainda com o consumo esteja ampliando algumas atitudes agressivas que poderiam já estar presentes anteriormente.

 

Com a separação em muitos casos, o rendimento escolar é prejudicado e surgem problemas de comportamento em casa e na escola, parece que o seu irmão em consequência tornou-se impulsivo, desrespeitando as regras familiares. Ele se aproveita da situação e da falta de uma figura de autoridade que impõe regras e punições.

 

Talvez precise ter uma ajuda especializada para poder elaborar esses problemas.

Bullying e saúde

 

Bullying e saúde psicológica

 

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Com o regresso às aulas é importante que os pais e educadores estejam atentos a sinais de bulllying .

O bullying é um comportamento intencionalmente agressivo e humilhante, que ocorre repetidamente e que pode incluir ameaçar, espalhar boatos, atacar alguém fisicamente (bater, arranhar, cuspir, roubar ou partir objectos) ou verbalmente (chamar nomes, provocar, dizer às outras crianças para não serem amigas de uma delas, fazer troça) ou excluir alguém do grupo propositadamente.

 

Sinais observados com maior frequência nas vítimas de bullying:

• O estudante prefere ficar trancado no quarto a sair com os amigos
• Ele raramente é convidado para uma festa da escola
• Seu desempenho escolar apresenta piora
• Pede ao pais que o troquem de escola sem uma razão convincente
• Antes de ir à escola, transpira muito e tem dores de barriga ou de cabeça
• Ele manifesta o desejo de mudar algo em sua aparência

 

Encoraje o seu filho a expressar os seus sentimentos, a dizer “não” quando se sente desconfortável ou pressionado, a não reagir com violência, mas a abandonar as situações em que se sinta em perigo e a pedir ajuda.

 

Alguma ansiedade no início do ano escolar é normal e passa após os primeiros dias ou semanas. No entanto, se o seu filho continua ansioso ou triste, procure ajuda profissional. A criança tem que estar alegre e bem disposta para crescer saudável física e psicologicamente.

Violência doméstica sexual

 

 

Boa noite,

eu chamo-me Lúcia e tenho 13 anos, eu fui violada pelo meu tio quando tinha 12 anos ou seja o ano passado ele namorava com a minha tia, eu costumava passar lá os fins-de-semana, houve um desses fins-de-semana que o meu tio me agarrou e disse não te vou magoar e  eu com medo não fiz nada e também porque não podia, ele tinha mais força que eu e também porque tinha medo que se eu gritasse ele me matava foi o que pensei, ele depois obrigou-me a mexer no órgão dele e fazer coisas com a boca, com a mão mas nunca passou disso, ele depois ajudou a minha tia a mudar de casa e a  partir dai nunca mais o vi mas nunca mais fui a mesma tornei-me mais agressiva e mudei muitas atitudes, nunca mais o vi até hoje as minhas irmãs estavam no café aqui ao lado de minha casa a brincar com a neta do dono, ele apareceu lá viu as minhas irmãs e começou a fazer perguntas eu não estava lá, estava com umas amigas ele perguntou aonde estava e a minha irmã disse que tinha saído com umas amigas perguntou também se eu tinha namorado e a minha irmã disse que não e ele aonde morais agora e a minha irmã não disse a rua mas sim o distrito tenho medo que ele volte para fazer aquelas coisas nojentas novamente, o problema é que os meus pais não sabem que eu fui violada por ele.

 

As únicas pessoas que sabem são a minha melhor amiga e outra amiga minha. Por favor ajude-me, preciso de saber o que fazer.

 

Olá Lúcia,

 

Ninguém merece ser agredida, abusada, ou humilhada. O mais importante é pedires ajuda. É preciso quebrar o silêncio e dizer tudo à tua mãe que é a pessoa certa para te compreender e ajudar.

 

Não tenha medo dele, não te deixes intimidar e foge dele quando se aproxima de ti.

Não há um jeito certo ou errado de reagir em situações de abuso sexual. Quando a tua segurança é violada é importante que voltes a te sentir segura e capaz de tomar as tuas próprias decisões. Se sentires que estás angustiada com o que aconteceu diz a tua mãe que queres falar com uma psicóloga para desabafares e superares o mais depressa possível essa triste experiência.

 

Um abraço

 

Violência e agressividade doméstica

 

Boa noite

 

Escrevi para aqui na esperança que me pudesse ajudar a pelo menos entender o porque e o que posso fazer para melhorar.

 

Sou portador de XXX, tenho 22 anos e sempre fui muito mal tratado pelo meu pai também se fartava de espancar minha mãe.

 

Eu desde sempre que vi minha mãe ser agredida pelo meu pai constantemente e diariamente e apenas era dia de paz quando ele não estava em casa e passava dias fora, o pior mesmo era quando ele se embebedava...

 

Após 16 anos de os meus pais estarem juntos, a minha mãe não aguentando mais tais agressões e maus tratos, fugiu de casa abandonando-me a mim e a minha irmã.

 

Ficamos os dois entregues ao monstro do meu pai. 

 

A minha irmã foi para uma instituição porque o meu  pai começou a agredi-la também e a todas as "namoradas" que cruzaram seu caminho.

 

Eu fui posto fora de casa com 20 anos o meu pai apontou-me uma arma a cabeça e mandou-me embora.

 

Eu sempre fui um rapaz atinado e ajuizado fazia as minhas "brincadeiras" e saídas como toda agente normal.

 

Agora com 22 anos tenho um relacionamento com uma mulher mais velha, e já dura a 1 ano e meio.

 

O grande problema agora e que eu já a agredi algumas vezes e depois sinto-me mal por isso fico com remorsos e até nojo de mim próprio.

 

Isto acontece sempre que ela me levanta a voz ou e um pouco mais brusca comigo.

 

Eu não quero ser igual ao meu pai e quero mudar mas quando acontece eu não consigo tomar conta de mim e algo que não controlo.

 

Eu amo-a muito e agressão não tem perdão e eu não a quero perder, por favor ajude-me a tratar-me. 

 

 

 

 

Caro leitor,

 

Esses ataques de agressividade que sofre estão relacionados com a sua experiência do passado. Embora as experiências do passado tenham sido traumáticas, presenciou e sofreu muitas cenas de violência doméstica que registaram no seu subconsciente como ser uma maneira de agir.

 

O melhor para si é fazer uma psicoterapia, para poder entender quais são seus bloqueios que o impedem de ter um relacionamento saudável e uma vida normal sem violência. Precisa mudar o seu comportamento e controlar sua impulsividade e para tal necessita de uma ajuda psicológica válida para reorganizar a sua mente e investir num projecto de vida saudável. O tratamento psicológico é essencial para a sua própria eficácia de protecção e criação de mecanismos que permitam quebrar o ciclo de violência e encontrar novas atitudes para gerir a sua vida.

 

Entretanto confie si próprio, procure sempre se controlar antes de agir, nessas situações pare e faça alguma outra coisa como sair da sala, ir fazer uma caminhada, faça uma acção inofensiva, entretanto inscreva-se num curso de artes marciais para soltar a energia, etc.

 

Conscientize-se que é possível demonstrar insatisfações sem ser violento!

O ser portador de XXX, em princípio, não é uma predisposição para a agressividade.

 

O ter consciência do seu problema já é um passo para o caminho do tratamento, agora é ter motivação, segurança e certeza de si!

 

Um abraço

Mariagrazia

 

Mentir e agredir

Olá,

O meu namorado mente muito, penso que seja mentiroso compulsivo... e é agressivo fisicamente!!!

 

Mente em coisas pequenas e grandes... inclusive disse me que a filha da primeira relação morreu recentemente e depois descobri que nem é filha dele nem morreu... que faço?

 

Confronto ou afasto-me???

 

Agressão

 

 

Bom,
estou com ele a 3 anos e 4 meses. Ele foi meu 1° namorado, e no começo como todos sabem é um mar de rosas. Depois ele começou a mudar o comportamento comigo, começou a querer me agredir, e depois fica comigo como se não tivesse feito nada. Estou morando com ele a um mês, mais não quero mais ficar com ele e o pior não é isso é que estou grávida dele.
Acho que minha vida está um pouco complicada, pois não sei que decisões tomar, qual será a melhor para mim.
Por favor me ajuda pois preciso de um conselho com urgência. Pois não tenho ninguém para conversar.
 
Aguardo!!

 

Castigo

 

Pablo Picasso

Cara Dr.ª
 
Tenho um filho em idade escolar no 6º ano. Numa aula de substituição, conjuntamente com o resto da turma foram castigados.
 
O Castigo aplicado foi escrever em casa 50 vezes a frase "Eu nas aulas devo respeitar as regras, participar correctamente e estar em silêncio".
Dado que considero tal castigo desproporcionado e uma agressão ao intelecto das crianças, pelo exagero do número de vezes a repetir a frase e pela injustiça de pagarem todos por alguns, solicito a V. Exª, caso entenda que o assunto merece reflexão, uma opinião sobre o assunto, a fim de me posicionar futuramente.
 
Grato pela atenção dispensada, apresento os meus melhores cumprimentos
 
M.

 

Ciúme e agressão

Gustav Klimt

 

 

Desculpe o incómodo, mas estou desesperada com a minha vida.

 

Chamo-me D., tenho 35 anos.

Há cerca de três anos terminei uma relação que durava há mais de 6 anos, por motivos vários: traição, falta de entendimento, e falta de respeito. Há cerca de dois conheci um rapaz de 32, que me tratou bem, deu-me atenção, e acabei por me interessar por ele e foi viver com ele.

 

Fizemos muitos projectos, alguns concretizados.

No início da relação achei que ele tinha muita insegurança na minha pessoa, sem qualquer razão.

Sou uma pessoa pacata, tenho poucos amigos, e relaciono-me apenas com eles, com família e com as colegas de trabalho.

 

O meu dia a dia é trabalho casa e casa trabalho. Não sou de sair muito, prefiro estar em casa e fazer o "tradicional" trabalho de dona de casa.

No início da nossa relação achei minimamente normal toda a sua insegurança, uma vez que não me conhecia, e porque tenho um feitio um pouco especial. Nunca tendo razão para esse tipo de desconfiança.

Achei que era ciúme, e que ele se tinha "prendido" rapidamente à minha pessoa.

 

Hoje, ao fim de quase dois anos, as inseguranças dele para comigo continuam, desconfia de tudo, pergunta-me tudo e mais alguma coisa, que fiz, com quem falei, com quem tive, etc.

As brigas são muitas, chama-me nomes feios, que não sou nem fui, manda-me para todo o lado, ofende-me e magoa-me muito verbalmente!

 

Tentei melhorar, e sempre tentei explicar-lhe determinadas atitudes, afinal vivo numa sociedade, tenho que me relacionar com pessoas. Sempre fui, a meu ver, paciente, e boa companheira para ele.

 

Agora sinto-me sufocada com tanta insegurança, com tanta desconfiança.

Hoje, acabei por me exaltar e disse-lhe algumas coisas menos próprias, pois fiquei sem paciência e acabei por agredi-lo fisicamente. Dei-lhe um estalo!

 

O meu companheiro perdeu a mãe aos 12 anos e pelo que sei passou mal. Sempre foi o "patinho feio", foi batido pelos amigos e sempre foi sofredor. As suas atitudes por vezes são infantis, o seu pensamento é "curto", não sei explicar.

 

Não sei tomar conta desta situação.

Por favor, peço ajuda!

Obrigada

 

 

  

 

Viciada numa relação

Pablo Picasso

 

 
Sou uma rapariga de 25 anos, e tenho uma dúvida que ainda ninguém me conseguiu esclarecer, nem sei sequer se existe algum esclarecimento lógico e nem sei se estarei a recorrer a pessoa certa...
 
É possível alguém ser viciado numa relação, que não é saudável??? Vou tentar explicar me melhor, eu namoro há 2 anos( com o homem com que me vejo casada),e tenho um caso cm um homem 8 anos mais velho, há cerca de 5 anos(claro q cm algumas paragens pelo meio, e alturas com mais ou menos encontros) as vezes tenho a sensação que este meu caso é doentio e se calhar de ambas as partes.
 
È um "relacionamento" muito pouco saudável em quase tudo, existe muita agressão verbal de parte a parte, tudo o que possa imaginar já foi dissemos um ao outro, ao ponto de uma vez ele me ameaçar que me destruía a minha vida, de milhentas vezes termos dito um ao outro desaparece da minha vida, nunca mais te quero voltar a ver, etc....E no máximo passado 2 semanas já estamos envolvidos novamente, sem nunca se pedir desculpas pelo q foi dito anteriormente...
 
E muitas das vezes quando saio de ao pé dele, venho com quase 100% de certezas de que foi a ultima vez, porque cada vez é pior, porque eu saio de lá frustrada, que isto só me faz mal, porque estou farta de tudo (dele, da situação)....mas ate agora este fim ainda não apareceu!!!
 
Por favor ajude me, pode existir algum tipo de vicio ou dependência neste tipo de relação???? Se não me conseguir ajudar, mas conseguir dar me luzes onde possa descobrir esta resposta, agradecia imenso.
 
Muito Obrigada.