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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Adoção e sofrimento

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Não há possibilidade de preparo emocional para determinados casos. É viver o inferno na Terra! Eu e meu esposo fazemos terapia, mas ele, que é quem mais precisa, se recusa.

O sistema judicial romantiza a adoção, faz campanha, mas não te avisa que quando você for agredida eles vão virar as costas.

Eu não me tornei mãe por adoção, me tornei responsável por um agressor!

Cara leitora,

compreendo que está a revelar um sofrimento intenso, relacionado à adoção de uma criança ou adolescente com comportamentos agressivos e importantes desafios de adaptação. Você está a lidar com uma situação de adoção difícil é compreensível que esteja se sentindo assim. Se há violência física ou psicológica é preciso estabelecer limites, bem como buscar proteção.  É preciso procurar ajuda. Há grupos de apoios para famílias adotantes, escola, serviço publico.  Com a criança ou adolescente, é discutir maneiras de motivá-lo ao processo de psicoterapia, sem se impor. 

E no caso de nada funcionar pensar na possibilidade de interrupção da adoção, medida extrema, mas possível e legítima em certas situações.

Essa situação drena emocionalmente. Procure ter cura de si e manter alguma forma de bem-estar ou de respiro, mesmo que pequeno, incluindo pequenas pausas, atividades prazenteiras ou momentos de silêncio e descanso.

 

 

Companheiro agressor

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Boa noite, desculpa pelo incómodo. Estive a ler alguns testemunhos no seu site e gostaria de lhe pergunta se há solução para o meu companheiro que pela 2a vez me agrediu, eu acho que ele precisa de ajuda psicológica e de algo para tomar porque quando explode é agressivo e violento para mim e nada justifica ele bater-me.

 

Não me queria separar dele, já falamos em ele ir ao médico, mas oque queria saber é que se com a sua experiência médica algum tipo de tratamento iria resultar? Ele nunca mais me iria bater??

 

Agradeço imenso se me poder responder, melhores cumprimentos.

 

Cara leitora,

Casos de violência precisam ser tratados por psicoterapia. Seu companheiro precisa uma ajuda e um acompanhamento de uma psicóloga para tratar o problema de agressividade e conseguir ser capaz de ter autocontrole e uma vida normal.

 

Não há segredos mágicos que resolvam este problema, mas sim uma mudança de cultura, de crenças e valores.

Perante o agressor, a vítima tem que se mostrar forte, nunca se resignar e reagir a cada agressão. A mulher tem que demonstrar ao agressor que não tem medo e que, apesar de ser mais frágil, pode exercer força sobre o agressor, tanto fisicamente como legalmente. A mulher deve sempre denunciar a agressão às autoridades, à família, aos vizinhos, fazendo diminuir a autoestima social que o agressor tem perante a sociedade.

 

Os agressores não são felizes, estão em desequilíbrio emocional, e provocam muito sofrimento ao seu redor.

O tratamento psicológico de seu companheiro é essencial para a sua própria eficácia de proteção e criação de mecanismos que permitam quebrar o ciclo de violência.

 

Fale com ele e motive-o para um tratamento correto e eficaz.