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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Dificuldade de amar

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O meu problema é que não sei se consigo amar alguém. Eu amo minha família, mas não consigo demonstrar afeto, e só demonstro raiva e amargura, e sinto, eu acho, mas não consigo demonstrar, não consigo dizer, não consigo abraçar ou dar um beijo no rosto, seja com qualquer parente, principalmente se for minha mãe, meu pai ou minha avó, com esses três a coisa é pior pois não consigo demonstrar, e quando estou com a família sempre sou aquele que fica geralmente no canto.

E meus irmãos eu os amo, mas não consigo dizer isso diretamente para eles. Sou adotado tenho 4 irmãos adotivos e eu me dou bem com todos, mas um em específico eu o adoro demais, e quero estar perto dele, mas não consigo falar com ele. Eu conheço um irmão biológico, mas não sinto que somos irmãos, mesmo tendo crescido junto com ele, que foi adotado por outra família. Eu só queria entender tudo isso...

Caro leitor,

O psiquismo humano se constrói no interjogo da criança com o seu meio envolvente a partir dos primeiros anos de vida. Provavelmente alguma coisa falhou nas suas primeiras relações afetivas. É preciso que se permita viver agora experiências que talvez nunca tenha experimentado e a partir daí poderá desenvolver uma vida afetiva e emocional mais plena de sentimentos e amor.

Há um vazio dentro de si que necessita ser preenchido, com amor e cuidado. O primeiro passo é a sua preocupação e desejo de amar e ser amado.

Aprendemos a amar a partir do momento em que nascemos e da maneira como vamos ser cuidados pelas pessoas que nos amam, mas também podemos aprender com amigos, com os namoros e com as pessoas em geral. Aprendemos a amar nessa troca de carinho e cuidados.

Vá em frente, vai ver que vai conseguir amar e ser amado.

Tudo de bom

Não consigo amar

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Tem traumas na vida que eu acho que nunca ultrapassamos, tem certas coisas que acontecem que acabamos por desejar que fosse apenas um sonho, mas infelizmente chega um dia que acordamos e temos que encarar a realidade, mas dói tanto, tanto.

Tem uma hora que percebes que te fechaste para as pessoas que te amam, que fizeste elas sofrerem e as vezes o arrependimento é tanto que entras num mar de lágrimas, choras compulsivamente e mesmo assim a dor não desaparece.

As pessoas magoaram-me tanto, que o meu corpo criou uma barreira para eu esquecer o que eles me fizeram, mas tem vezes que mesmo assim eu choro muito de raiva, eu já não consigo controlar o que sinto, parece que eu vivo sem viver, acordo mas eu não sou eu, eu nunca mais fui a mesma. Rejeitei, ignorei, maltratei a única pessoa que eu sabia que amava, eu sou burra.

Não consigo amar quem eu amo, não consigo esquecer o passado

 

Cara leitora,

 

Não podemos ficar presos no passado e paralisar a nossa vida.

É preciso dar um impulso na vida, sair dos acontecimentos de arrependimento e dos “deverias” assim como os navegadores portugueses tinham de enfrentar quando atravessavam o cabo das tormentas. Os sentimentos negativos das decepções de passado, as perdas e fracassos podem criar uma base de mágoa e infortúnio, levando a que a pessoa perca a esperança e firme a ideia de que é tarde demais para mudar a sua vida para melhor.

 

Apesar de não podermos alterar o que aconteceu, é possível reinterpretar esses acontecimentos de forma a poder aceitá-los, percebê-los e superá-los. Ao entrar neste processo de superação de situações consideradas traumáticas ou angustiantes, vai deixar de se sentir refém do seu passado menos bem conseguido.

O diálogo interno autocrítico de cariz negativo torna-se tão sedimentado, que muitas vezes não percebemos que temos o poder de mudá-lo.

Num estado de negatividade, mesmo aquilo que ainda temos de bom na vida fica afetado, deixamos de olhar para o que ainda faz sentido na vida. Aceite, tenha compaixão e siga em frente.

 

Está sempre em tempo para mudar. Se tem a consciência do que correu mal no passado, é procurar modificar algumas das suas atitudes para tornar o presente e o futuro melhor.

Se não conseguir sozinha procure ajuda especializada. Uma psicóloga poderá ajudá-la a recuperar a sua estabilidade emocional e retomar o rumo da sua vida presente e futura.

 

Fique bem

Relação com filho

 

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Tenho um filho de 16 anos, eu às vezes acho que o sufoco,evito que saia de casa, durmo com ele na mesma cama, porque eu não consigo dormir se ele não estiver do meu lado, quero à toda hora ficar com ele, compro tudo que ele pede, se ele não pede nada eu é que compro mesmo. Quero constantemente beijá-lo, quero ninar ele o tempo todo, se alguém na rua olha para ele eu fico encarando a pessoa, ele não quer mais sair comigo, trato ele como se tivesse 10 anos. Quando estou no serviço eu ligo só para ouvir a voz dele.

Gostaria de saber o que está acontecendo comigo.

O pai dele morreu quando eu estava grávida de 6 meses

Obrigado.

 

Cara mãe,

 

O seu filho tem 16 anos, é um adolescente que está a se tornar adulto. Precisa de espaço, tranquilidade, intimidade para que possa se devolver e amadurecer saudavelmente.

Ao agir assim está a prejudicar a vida de seu filho e a sua. Ele é seu filho e não é seu marido e precisa ser tratado como filho: educá-lo, cuidá-lo mas sem excessos e sem erotizar a relação e nem sufocá-lo com amor exagerado.

 

O melhor seria procurar uma psicoterapia para tratar o seu problema de envolvimento inadequado com seu filho. Provavelmente é por nunca ter feito um luto do marido e agora está a projetar no filho a falta do marido, confundindo os papéis. Sei que não faz por mal e provavelmente sente o filho como uma continuidade do se marido, mas não é uma maneira saudável de agir.

 

Comece por controlar-se mude a maneira de relacionar-se com ele. Não é que deve deixar de amá-lo mas amá-lo como uma mãe ama um filho, preparando-o para a vida e para a independência.

Filhos criados de forma adequada certamente crescerão ajustados, com equilíbrio para continuarem a própria vida.

Um abraço

Incapacidade de amar

 

eloy3.jpgBom dia Doutora, meu nome é P.

Tive uma infância bem complicada, minha mãe me abandou quando eu era bem jovem, e cresci em uma estrutura familiar frágil. Meu pai arrumou uma nova companheira, onde sofri muita rejeição. Por fim, tive um em união estável, que veio a ter fim por causa de traição por parte dela.

 

Hoje, me encontrou em um namoro, mas já se passaram alguns meses, e não sinto que surgiu sentimento algum, na verdade não sei descrever o que sinto pela pessoa.

 

Essa pessoa demonstra a todo tempo que me ama, deixa seu sentimento externa pra fora do peito, e eu sinto que esse sentimento que ela tanto demonstra é verdadeiro, porém, eu já não sei dizer o mesmo quanto a mim.  Pensei em deixar o tempo passar, pra que o amor surja naturalmente, mas tenho medo que isso não ocorra, e não quero magoar a pessoa que diz a todo instante que sou o amor da vida dela.

 

Temos um namoro bem harmonioso, pois gosto da presença dela, de algumas coisas que fazemos juntos, mas se nos vemos todos os dias durante uma semana, por exemplo, me sinto sufocado. Não sei explicar, talvez nem tenha explicação, mas me sinto numa necessidade de ficar sozinho às vezes, e isso acaba me bloqueando pra essa pessoa.

 

Ela conhece toda minha história, e é uma pessoa bem compreensível, tenta me ajudar, demonstra seu carinho, amor e afeto que sente por mim, mas eu me sinto bloqueado, e isso está me aterrorizando.

 

Eu quero que esse namoro dê certo, que surja um amor infinito em mim novamente, mas sinto dificuldade, e às vezes sinto que devido a essa situação, acabo tornando a vida da minha namorada infeliz. Apesar do amor que ela sente por mim, queria poder demostrar o mesmo por ela, mas me sinto incapacitado disso.

 

Gostaria que a senhora me ajudasse, ou pelos menos que me orientasse ao que devo fazer?

Desde já agradeço a atenção.

 

Caro P.,

Por ter vivido em um ambiente permeado por rejeições familiares e desavenças psicológicas, inconscientemente rejeita sentir-se preso a um amor, um pouco por já estar habituado a viver sozinho e precisar do seu espaço e também por medo de sofrer novas desilusões. Está a viver uma insegurança amorosa que a sua própria existência representa.

 

Esteja aberto e investa na relação de uma forma autêntica e se sentir que é com ela que deseja construir uma família, sempre pode preservar o seu espaço e ao mesmo tempo criar um novo padrão de viver. Tenha calma, não se anule, mas procure sempre manter a sua identidade e individualidade, pode ser que o amor desabroche. Nem sempre o amor chega via paixão, às vezes cresce aos poucos. 

O essencial é amar sem deixar de amar a si próprio.

 

“Não é ansiando por coisas prontas, completas e concluídas que o amor encontra seu significado, mas no estímulo a participar da génese dessas coisas”( Zygmunt Bauman 2004)

Voltar a amar

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Tenho uma pessoa com quem me relaciono a mais de um ano, e de uma semana pra cá, essa pessoa parou de ter sentimentos literalmente, ela anda sobrecarrega eu imagino, mas eu não sei se é isso. Ela fala que gostaria de voltar a amar, o que fazer, ajude

 

Caro leitor,

Os sentimentos não param assim de uma semana para outra, mas aos poucos.

Pode ser que ela esteja a passar por uma fase passageira devido a stress excessivo. Seja paciente, dê tempo ao tempo.

Entretanto mantenha acesa a chama da paixão com pequenos mimos. No amor é preciso sempre manter a conquista e saber como manter o interesse depois de conquistar um amor é ainda mais importante do que a conquista em si.

 

Algumas dicas:

 

1 – Faça sexo

3 – Elogie

4 – Seja carinhoso

5 – Fique mais vaidoso e sexy

6 – Dê um presente

7 – Respeite a individualidade de sua parceira

8 – Namore

 

Tudo de bom

FELIZ DIA DA MULHER!

 

 

AMAL MUSA (Tunisia, 1971)

"Professora tunisina, uma das vozes do Norte da África mais apreciadas, que fez da emancipação feminina e da sensualidade o centro da sua lírica. Versos lindíssimos são dedicados ao amar a si mesmo."

 

 

AMA-ME

 

 

Me transporto nas pontas dos pés

 

Me transporto no galope da minha vista.

 

Me envolvo nas faixas da minha pele.

 

Me abraço desejando-me.

 

Bendigo o fluxo, o jorrar que de mim provém.

 

Me balanço no meu seio.

 

Nas mãos que brotam visto as luvas da poesia.

 

Reclamo a revelação, as minhas incisões são em pedra.

 

A minha imagem leva água à sede e iscas à rede dos pescadores.

Transcorro os toques dos sinos da noite esculpindo.

 

Durmo na minha mesma sombra.

 

Visto a minha natureza beduína quando estou cansada.

 

 Amo a minha alma impossível, aquela cujos pés são desconhecidos à terra.

 

 

Medo de amar

  

Olá Dr.ª Maria,

 

Venho por este meio dizer que tenho medo de amar e deixar que me amem, eu sou uma pessoa com hipertiroidismo, e sofro constantemente de depressões, vivo sozinha ha 6 anos, afastei os meus amigos,   não saio de casa a não ser para ir trabalhar quando trabalho, tive vários  (3) namorados que a única sensação que tive e tenho por me terem dito eu só servia para me levarem para a cama até eles arranjarem alguém, para serem felizes.

 

No entanto eu vivo em "cativeiro" ou seja não saio de casa, para nada, sinto-me só muito só e não consigo ultrapassar isto.

 

Haverá forma de me ajudar?

 

 

 

 

Incapacidade de Amar

 

 

Boa noite,

 

Sou uma mulher de 40 anos de idade, com um filho menor e vivo para ele.

O meu problema é não me conseguir ligar a ninguém emocionalmente!

Tenho uma pessoa de quem gosto e que me ama, mas a quem não me consigo entregar verdadeiramente!

 

Os meus pais nunca corresponderam às minhas expectativas e sinto uma enorme frustração em relação a eles. Cresci a detestar tudo aquilo que representam e a pensar que queria ser exactamente o contrário!

 

Sou uma pessoa bastante revoltada, não sei bem porquê! Sou muito solitária e independente, gosto de ter o meu espaço e tempo para mim e tenho bastante dificuldade em deixar outras pessoas entrarem e partilharem desse mesmo espaço! O único com livre acesso é o meu filho!

Gostava de conseguir ter um relacionamento para a vida, mas não consigo essa proximidade. Tenho medo da entrega, não me dou pura e simplesmente, e quando sinto que estou a ser conquistada e que estou no caminho da entrega, acabo com tudo, mesmo antes de ter começado!

 

Não sei porque sou assim, penso que tenho algum tipo de bloqueio que me vem da infância, porque não consigo expor-me e mostrar o meu lado mais vulnerável perante os outros!

Ainda que não estejam reunidos aqui elementos suficientes para uma análise do meu problema, gostaria de pelo menos ouvir a palavra código, para conseguir desfazer este quebra-cabeças emocional! Será medo? Será incapacidade de amar?, será egoísmo? Baixa auto estima?....

 

Muito obrigada.

Incapaz de conquistar

Tarsila Amaral 

 

Olá, Mariagrazia, tudo bem?

 

Antes de contar a minha situação, gostaria de agradecer a sua paciência em me ouvir e orientar. Eu tenho quase 30 anos e nunca tive um namoro sério. Há quase três anos atrás, eu conheci um rapaz e me apaixonei, entretanto, não aconteceu nada entre nós dois mas eu fiquei muito triste e magoada com toda essa situação. Hoje ele está namorando outra pessoa e eu acabei perdendo o contacto com ele mas não consigo esquecê-lo. Me sinto desanimada e triste por causa disto e acho que sou incapaz de conquistar alguém.  

 

Tenho medo de entrar em depressão e não conseguir me aproximar de homem nenhum.

Obrigada por me ouvir e me oriente, se for possível.

 

Medo de amar

Edward Munch

 

Achei por bem falar com alguém para me darem alguma luz.
 
Sempre fui uma pessoa sofrida sem grande sorte no amor. Tive alguém de quem gostei muito e infelizmente faleceu. Andei 4 anos perdida sem rumo e sem saber muito bem o que pensar ou que fazer. Foi-me diagnosticada uma depressão. Com o tratamento melhorei e até conheci outra pessoa, mas essa desiludiu-me. Traiu-me! Mais uma vez fui-me abaixo pensando que não voltaria a ser feliz. Depois de mais alguns anos e mais umas quantas desilusões, chegou a minha vez. Em Novembro de 2006, jurei a mim mesma que durante um ano só iria estar para mim e para os meus amigos, para as minhas coisas. Não haveria espaço para mais ninguém! E assim foi!
 
Até que quando estava a desistir de tudo, aparece-me o meu príncipe! A pessoa que mais feliz me faz até hoje! Estamos juntos e queremos continuar assim! Já vai fazer um ano! Sou muito feliz com ele! É meu amigo, meu companheiro, meu amante, é tudo aquilo que sempre quis num homem! Não me desilude!
 
O problema sou eu! Por qualquer coisa começo por ficar insegura! Começo por dizer que ele já não gosta de mim, quando sei que não sinto aquilo que digo. E choro, muitas vezes não lhe digo nada para que não fique preocupado. Tenho noção de que se continuo assim um destes dias ele farta-se e desiste de mim! Ele diz que não! Os meus amigos e os nossos amigos dizem que ele nunca faria isso, pois quando se gosta nunca se desiste de ninguém! Eu também penso assim, mas como já fui muito magoada tenho sempre medo!
 
Já não sei como pensar nem o que fazer! Sei que tenho um medo terrível de o perder! E se isto continua assim sei que é o que vai acontecer!
 
O que posso eu fazer?
Pode-me ajudar!
M.