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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Rejeição ao sexo

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Boa noite,

eu namoro vai fazer 2 anos, sempre fui apaixonada pelo meu namorado, porém de um mês pra cá eu não suporto mais fazer amor com ele, e nem que ele me toque. Amo-o muito e não sei oque fazer, me sinto triste pois ele esta se sentindo rejeitado.

 

Cara Leitora,

Se gosta de seu namorado, não é normal sentir repulsa em fazer amor com ele. Talvez tenha surgido algum pensamento ou alguma crença tóxica em relação ao namoro que esteja a prejudicar a sua libido e que se manifesta inibindo o seu desejo na relação sexual com seu namorado. Tente perceber o que vai na sua mente para que consiga ter algumas pistas que a ajudem a superar isso, sem ofender e nem prejudicar a si e ao seu namorado.

 

Caso a situação se mantenha e continue a se sentir assim, procure uma consulta de psicologia para que possa trabalhar esse sentimento e voltar a ser a mulher desejante.

Experiências homossexuais

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Tenho 16 anos e namoro com uma rapariga há 11 meses, sempre a amei e ainda amo.

Este verão tive 3 experiências homossexuais (Sem envolvimento sexual), as primeiras 2 foram sem sentimento, só para experimentar, mas a última foi com um rapaz que já conhecia à muitos anos. Estávamos a falar sobre sexualidade e eu disse que estava curioso de beijar um homem (porque nunca tinha beijado) e ele beijou-me! Pensava que ia ser estranho, mas não foi, só queria mais tempo com ele e tivemos mais um bocado!

Não me arrependo mas estou muito indeciso sobre a minha sexualidade especialmente, porque fiz esta experiência, que definitivamente mudou a minha vida, enquanto namorava. Por favor ajude-me!!!

 

Continuo a amar a minha namorada!

 

Caro adolescente,

é preciso saber que o processo de definição da identidade e orientação sexual se encontra ativo nas mais diversas faixas etárias, mas é na adolescência, que os jovens, no quadro do seu desenvolvimento normal, exploram e experimentam a sua sexualidade, amadurecendo e definindo a sua identidade sexual. O que pode acontecer através de experiências homo e heterossexuais.

O importante neste domínio da identidade de género e da orientação sexual é a saudável relação entre a sublimidade da natureza humana e a inevitabilidade da experiência individual de cada pessoa.

Suas experiências sexuais ajudam na definição da sua própria orientação sexual. O importante é viver a sua sexualidade com naturalidade e sem preconceitos. Aos 16 anos nada é definitivo.

Bloqueio sentimental

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Ola Drª,

Primeiramente gostaria de parabenizá-la pelo blog, que é muito interessante onde tive a oportunidade de me identificar com muitos casos. Gostaria de colocar o meu caso em especial, e requerer se possível uma opinião a respeito dessa situação.

 

Eu acredito que esteja com bloqueio sentimental, eu tenho problemas para sentir amor para com os outros, antes eu conseguia forçar essa situação, agora nem isso consigo mais, está tudo muito estranho gostaria de saber sua opinião.

Já sofri sim por amor, mas tenho certeza que já superei todas essas experiências

 

Caro Leitor,

O amor é um sentimento que surge espontaneamente e não pode ser forçado. Se não sentiu mais talvez seja por não ter surgido, embora possa estar travado por medo de sofrer.

 

O bloqueio emocional é um mecanismo de defesa no qual o inconsciente oculta memórias de dor para evitar o sofrimento. Quando isso acontece, entretanto, a situação dolorosa não deixa de existir: ela passa a se manifestar de maneira inconsciente, refletindo negativamente na vida da pessoa sem que ela perceba.

Tratar um bloqueio emocional é um processo difícil, pois as memórias precisam vir à tona para que possam ser ressignificadas internamente. A experiência vivida não mudará, mas a pessoa poderá dar um novo sentido àquela memória, fazendo com que cause menos dor.

 

A solução para o bloqueio emocional é reconhecer a emoção e liberá-la. Se não conseguir sozinho procure ajuda de um psicólogo para que possa trabalhar todos os seus traumas e ressignificar cada um até que esses bloqueios se dissolvam.

Fique bem

Amor

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“Sobre a tendência universal à depreciação na esfera do amor”, Freud (1912) destaca características que determinam a escolha da pessoa amada, demonstrando conflitos que ocorrem entre a capacidade de amar e desejar sexualmente o mesmo objeto. A harmonia de uma relação amorosa normal sustenta-se entre o equilíbrio das correntes eróticas e afetivas.

 

Feliz dia de San Valentim!

Vazio de sentimentos

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É normal não sentir amor pela própria família? Eu mesma não ligo pra minha família nunca me apaixonei por ninguém pra dizer a verdade nunca senti amor sou vazia de sentimentos não choro apenas sinto um vazio dentro de mim e ódio onde sou capaz de matar sem me preocupar com as consequências. Não ligo pra vida. 

Isso é normal ou simplesmente estou estou ficando louca?

 

Cara leitora,

Essa condição afetivo-emocional de vazio de sentimentos possui uma denominação médica: "atimia", do grego "athumía", que consiste na ausência de sentimentos e de manifestações afetivas.

Uma condição que é comum em portadores de esquizofrenia, neurose ou depressão.

Não quer dizer que seja portadora de esquizofrenia ou neurose, mas pode estar a passar por uma depressão. Ou ainda é mais provável que isso seja apenas um traço isolado da sua personalidade, pois no quadro completo da esquizofrenia o portador da enfermidade não tem consciência da sua condição afetiva, como está a ocorrer consigo.

Manifestações de indiferença afetiva são também observadas nos neuróticos. Na melancolia, o desinteresse pelas coisas do mundo

Essa condição surge a partir e durante as interações da pessoa com o ambiente, principalmente no seu período de formação cognitiva e desenvolvimento de habilidades sociais, a pessoa tem uma habilidade comportamental não aprendida ou bloqueada por algum acontecimento traumático ou sucessões de acontecimentos onde a pessoa sente dificuldade para sentir e expressar-se.

 

Não está ficando louca, está consciente do que está a passar e à procura de respostas. O melhor que tem a fazer é procurar ajuda de uma terapia para que, além de compreender o que se passa consigo, possa desenvolver novas maneiras de sentir, de se relacionar com as pessoas e de viver repeitando a vida humana.

 

Sobre mães

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O papel da mãe é quase sempre mais forte na educação dos filhos. É ela que define o vínculo de carinho e afeto com a criança que, com passar do tempo, irá sair de seus braços e seguir no mundo sabendo que tem uma mãe que a ama. Ela terá sempre a referência do amor incondicional dela, mas de forma saudável, pois amadureceu de forma inteligente.

 

Ser mãe não é fácil, ser filha ainda menos, e há maus momentos entre todas as mães e filhas, tal como há em todos os casamentos. Há mães esporadicamente difíceis (todas). E também há as mães consistentemente difíceis. A filha de uma Mãe Difícil tem sempre a esperança de que as coisas mudem. Com uma mãe narcisista, isto nunca acontece. A narrativa dela rejeita a mudança, o tempo, e os outros.

A narcisista é um dos ‘tipos’ de mãe difícil. Uma mãe difícil é mais do que uma pessoa com quem temos problemas de vez em quando. Uma mãe difícil põe a filha perante um grave dilema: ou desenvolve mecanismos complexos e autocastradores para manter a relação com a mãe, com grandes custos para a filha em termos de autoestima, relação e valores, ou arrisca-se a sofrer humilhações, desaprovação e rejeição.

 

Algumas mães podem ser tóxicas.

As mães tóxicas oferecem um amor imaturo aos seus filhos. Projetam sobre eles suas inseguranças para se reafirmar e, assim, obter um maior controle sobre suas vidas e a de seus filhos.

Por mais que pareça estranho, por trás do comportamento de uma mãe tóxica está o amor. Agora, todos sabemos que quando se fala de amor, há dois lados da mesma moeda: uma dimensão capaz de promover o crescimento pessoal do indivíduo, seja a nível de parceria ou a nível familiar, e um outro lado, mais tóxico, onde um amor egoísta e interessado é exercido, por vezes de forma sufocante, que pode ser completamente destrutivo.

Para lidar com uma mãe tóxica é preciso estar consciente para quebrar o ciclo de toxicidade.

Viver para ser feliz, exige dizer “não”, colocar suas necessidades em voz alta e aumentar suas próprias barreiras, aquelas que ninguém poderá ultrapassar.

 

Agradecemos às boas mães, pelo milagre da vida, pelo amor incondicional, pelo esforço, pelo cuidado, pelo carinho e proteção.

Duas mulheres

 

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Meu nome é Dani.

Meu marido, certa vez enquanto fazíamos amor, insinuou que queria mais uma pessoa para ficar connosco. Perguntou se eu não gostaria de ter mais alguém para ficar naquele clima que nós estávamos naquele momento, eu ja havia me antecipado minutos antes, dizendo a ele que ele sabia que eu não suportaria ver ele com outra mulher, mas pra minha infelicidade ele insistiu. Minha reação foi imediata, estávamos num clima tão bom, ele dizia que me amava... fiquei sem chão.

Nunca, nenhuma das pessoas que passaram na minha vida me fizeram essa proposta, me senti tão desrespeitada, e ainda não consegui superar. Ontem ele pediu que nós fizéssemos um vídeo, e queria contratar alguém pra gravar, tenho certeza que não passa de uma estratégia pra ver se ele consegue o que quer. Estou muito triste com isso, me senti tão desrespeitada, com a insistência, estou sentindo uma repulsa por ele, um embrulho no estômago quando penso na proposta, sempre fui fiel a ele, sempre o respeitei, fico me perguntando porquê ele insiste em me magoar dessa forma, Dra. Me ajude! Minha autoestima caiu por terra, e eu não sei se levo o relacionamento adiante, penso até em me separar de tanto que estou sentindo-me triste, chateada, magoada, acho que não sou suficiente para ele... sinto-me tão mal, tão invadida. Eu o amo, mas não vou suportar a insistência se ele continuar, já me sinto traída só pelo convite.

Por favor! Me responda, me diga alguma coisa, me diga qualquer coisa, por favor.

 

Cara Dani,

 

O que ele quer é realizar uma fantasia e não significa desrespeito ou que não a ame. De qualquer maneira só vai funcionar se for de comum acordo, se não se sente capaz fale sinceramente com ele para que isso não leve ao fim da relação. Pelo seu relato, não está preparada para essa aventura e isso precisa ser respeitado.

Entendo que seu marido tem uma grande vontade de realizar essa fantasia. Porém, quando envolve outra pessoa, é importante que essa também esteja na mesma sintonia para ser boa para ambos. Quando só um quer, não vai ser bom.

 

Quando o tempo da pessoa não é respeitado, o resultado acaba não sento interessante. Também percebo o quanto isso pode abalar a relação. Não quero dizer que essa prática deve ser abortada, mas sim, que esse tema seja muito discutido entre o casal e que haja uma real vontade de ambos.

Num momento oportuno, valeria à pena seu marido investigar o porquê dessa vontade incontrolável.

 

Um abraço

 

 

Feliz Natal!

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A todos um Natal Feliz , com muita tranquilidade e amor!

Mariagrazia