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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Casamento e dificuldades

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Estou casada há 5 anos e estou sofrendo desde o momento que me casei. O meu problema é: não consigo ter relações com o meu esposo. Não vejo o rosto dele, na hora do sexo, tenho que fazer mesmo assim.

Não consigo dormir à noite porque aparecem pessoas querendo fazer-me mal no sono. Tenho 2 filhos gémeos e têm 5 anos. Estou sofrendo muito, meu esposo dá-me tudo que é material, mas na parte do sexo nada.

A família dele não me gostam e vivem colocando problemas no nosso relacionamento, já perdi 3 gravidez sem explicação. Quero separar-me, mas ele não quer e não sei o que faço.

Cara leitora,

No seu pedido refere, dificuldades de relacionamento com o esposo e de sentimentos que as pessoas querem fazer-lhe mal à noite. Provavelmente essas situações estão inconscientemente relacionadas. O fato de não poder ver o rosto do seu marido na hora do sexo, levam a um sentimento de estarem a fazer-lhe mal.

 

Antes de pensar em se separar, porque não tenta resolver? Fale com ele, explique os seus sentimentos e dificuldades. Repensem a maneira de ter relações, reflitam sobre variações de posições, etc. onde ambos possam usufruir prazer.

O problema da família vai ter que ter paciência: pense que casou com ele e não com a família toda. De qualquer maneira com o tempo, se colaborar, o relacionamento poderá melhorar.

Caso não consigam se entender procure ajuda especializada para poder perceber o que realmente sente e descobrir qual seria melhor caminho para a sua vida presente e futura.

Fique bem

Desbloquear paixão

44.jpgJá faz 5 anos que não tenho mais contato com uma pessoa por quem me apaixonei. Somos casados e nunca tivemos nada…é algo que demonstrávamos no olhar, no tratar, parece bobo, mas era uma energia diferente e algumas pistas…ele muito tímido e correto e eu sem coragem pra demonstrar qualquer sentimento abertamente justamente por ser errado ao meu ver também...enfim, já se passaram anos e eu não consigo esquece-lo!
Dói o peito, tenho dias de extrema saudade...já pensei em fazer terapia pra ver como tentar me desapegar...
Acho estranho esse sentimento permanecer por tanto tempo...Apesar de bem casada, não me sinto feliz...meu desejo era saber se ele realmente me correspondia...se não era tudo da minha cabeça...preciso muito de ajuda...

Cara Leitora,

O que vive com essa pessoa é uma relação idealizada, fruto da sua imaginação e fantasia. Enquanto continua a investir energia nessa memória do passado, deixa de investir na realidade atual.
É como “perder a vida” e “viver na fantasia”. Se não aconteceu nada na altura é porque não tinha que acontecer e é um desperdício manter a sua atenção nesse passado.

É preciso encarar o presente com coragem e programar um recomeço. Deixar para trás o que lhe causa dor e seguir em busca de autoconhecimento e novas formas de ser feliz.
A grande verdade é que todos nós temos o direito de mudar de rumo e chega um momento que precisamos desapegar e deixar ir para usufruir do que a vida irá nos oferecer aqui e agora. Pense em si, no seu casamento, na sua vida presente e invista para colher frutos futuros.
Tudo depende de si da sua força interior. Viver e aprender a viver sem lamentar o passado.

Se não conseguir sozinha, procure ajuda de uma psicóloga para uma terapia.
Um abraço e fique bem

Conhecer mulheres

15.jpgOlá,

Desculpe o desabafo mas não tenho ninguém a quem possa falar da situação que me perturba...por ser fora do comum....

Sou casada, relacionamento de 27 anos, 2 filhos, vida sem grandes problemas, nem financeiros nem de saúde. Casamento normal, com altos e baixos como todos os outros.

A situação está num vício que o meu marido tem, este vício magoa-me, mas não prejudica nem os filhos nem a nossa vida no geral, eu é que não me sinto bem com a situação. Mas também não quero acabar o meu casamento por causa desse vício. Eu amo-o muito e ele também me ama, e aos filhos, aos nossos bens, a tudo o que temos construído, não pretende deixar-me nem me abandonar.

O problema dele, é que apesar de me amar e não ter razão nenhuma de mim, gosta de conhecer e estar com outras mulheres....

Ele diz, que é uma coisa à parte, que não muda o que sente por mim....é um vício, um fetiche...

Eu, como mulher, sinto-me magoada, mas ele diz que não tenho que me sentir assim, pois eu sou a principal, a mais importante, que o amor dele por mim não muda, com ou sem as outras...

E é isto....Obrigada.

Cara Leitora,

Entendo como o “vício” do seu marido esteja afetando negativamente o seu casamento, mas a compreensão e o uso da Inteligência Emocional podem ajudá-la a recuperar a sua autoestima .

O que leva o seu marido a procurar outras mulheres pode ser uma necessidade de autoafirmação, provocada pela insegurança emocional, medo ou baixa autoestima. Algumas pessoas precisam provar a si mesmas que são importantes, desejadas e amadas. Talvez esse vício esteja relacionado com o gosto de sentir que ele tem o poder de seduzir ou com uma meio de autoafirmação para a sua autoestima.

Pode ser que com o tempo essa “curiosidade de conhecer e estar com outras mulheres “ termine.

Depois de 27 anos de vida em comum, sem grandes problemas e sem pretensão de separação, penso que o melhor é investir na vossa relação para que ela se torne cada vez melhor e para que vos torne cada vez mais unidos.

Outra solução é ele procurar ajuda de um especialista para perceber o que o leva a ter esses comportamentos com o perigo de perder a confiança da mulher e destruir o casamento.

Se ele gosta de si e se tiver inteligência emocional, vai perceber que não é certo ter esse tipo de atitude e a possivelmente vai dar mais atenção ao vosso relacionamento.

São Valentim

3.jpg(Etapas da reconstrução facial de são Valentim)

 

São Valentim é um santo reconhecido pela Igreja Católica e pelas Igrejas Orientais que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde o celebram como Dia de São Valentim. O nome refere-se a pelo menos três santos martirizados na Roma antiga.

 

O imperador Cláudio II, durante seu governo, proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, que não tivessem família, ou esposa, iam alistar-se com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Artérias, filha do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim, depois da condenação de morte, foi decapitado em 14 de fevereiro de 270.

 

Entretanto, desde 1969 sua data não é mais celebrada oficialmente pela Igreja Católica em função da precariedade de comprovações históricas que levam em questão até mesmo a sua existência.

Feliz dia dos namorados!

Casamento sem amor

30.jpgOlá bom dia,

Estou casada há 32 anos, casei com 19 anos e tenho 50.

Quando casei foi para fugir o trabalho que desempenhava com os meus pais. Nunca fui feliz desde que me conheço, só me deixaram estudar até o 6ºano,depois tive de ir trabalhar.

 

Por volta dos 16 anos comecei com o primeiro namorico que não resultou, depois pensava eu que se arranjasse outro lhe poderia fazer ciúmes, assim foi namorei com o que é hoje meu marido, mas sem amor. A minha mãe obrigou-me a casar com ele porque as pessoas falavam que às tantas eu já estava desonrada.

Fui então obrigada a casar para fugir do trabalho, também tive um filho hoje com 28 anos, mas a vida tem sido muito difícil porque da minha parte não há amor.

 

Nunca nos entendemos, um diz que é peixe o outro que é carne sempre foi assim nunca passamos a agressão.

Ele complica com tudo, se for a gaveta das meias e não estiver o par já há barulho, é insuportável estou fartinha dele sou um ser humano excelente, não merecia isto.

 

Ele trabalha em França e eu tenho um pequeno negócio vem ca de mês a mês, mas a questão de ser obrigada a ter sexo com ele deixa-me nervosa. Já não durmo antes de ele vir oito dias. Queria arranjar um escape para onde ir e ele ficar e governar a vida dele mas é difícil a minha família não sabe de nada e também tem a vida deles. Gostaria do vosso concelho.

Atenciosamente,

M C

 

Cara MC,

 

Entendo a desilusão que sente com o seu casamento, mas lembre-se que não há casamento perfeito, todos tem prós e contra. Se sente que está infeliz, insatisfeita e que não há amor nesta relação, pode sempre ponderar uma separação. Se ainda existe um carinho e uma amizade, como ele está em França, pode manter e aproveitar os dias que estão juntos numa relação amigável.

 

Reflita sobre isso. Afinal aos 50 anos ainda tem muita vida pela frente e merece encontrar o seu equilíbrio e a sua felicidade.

Entretanto sempre está em tempo para aprimorar a sua vida com cursos, viagens ou novas estratégias de vida que a façam sentir mais feliz e realizada.

 

Se não conseguir resolver sozinha, procure ajuda de uma psicóloga para que possa sentir-se mais segura na sua decisão.

 

 

 

Casamento e infidelidade

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Boa tarde

Sou casada há 10 anos, há cerca de 2anos. Meu marido teve um relacionamento com uma jovem de 18anos e foi muito angustiante presenciar tudo isso, o ano passado ela apareceu grávida falando que o filho era dele e meu mundo desabou. Fui ao inferno e consegui voltar; nosso casamento ficou e está super-abalado não consigo ter confiança nele e nem ele em mim. Depois desse terramoto há cerca de 4 meses o mesmo me diz que está apaixonado por uma mulher de 22 anos, e que não vive sem ela, e não quer me perder… Estou desorientada…

O que faço?

Me ajuda.

 

Cara leitora,

 

A confiança e no casal depois de uma traição demora a ser reestabelecida. Depois desse terramoto é preciso conseguir expressar as suas emoções e conversar sobre seu sofrimento e inquietude para que ambos possam manter em dia combinações de uma união feliz. Explicar ao parceiro mais o que sente e menos fazer críticas.

 

Parece que seu marido não consegue estabelecer uma relação estável e autentica consigo, embora ele diga que não a quer perder

Cabe a si decidir o que pretende do seu casamento com ele e perceber se é possível continuar ou se só vai trazer mais e mais sofrimento. Pode ser que ele mude com o passar dos anos e torne-se fiel, mas só o tempo dirá.

 

Separação

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Boa noite,

Faz um ano que estou em um relacionamento confuso, onde meu namorado, não consegue se separar. O fato é que a esposa sofre de depressão, ela já descobriu várias vezes que estamos juntos, colocava ele para fora de casa e depois pedia para voltar porque não sabia viver sem ele. Agora estou grávida dele, ela soube e mais uma vez colocou ele para fora e dessa vez, ele não quis voltar, até que tivemos a ideia dele procurar tratamento psicológico para ela. Bem, a psicóloga disse que ela quase não tem traços de depressão, mas esta com uma tristeza profunda, que pode levar à morte, então recomendou que ele voltasse para casa e assim seria feito o acompanhamento para ela começar a aceitar a separação, dizendo que vai chegar uma hora em que ela mesma vai pedir a separação.

Ele voltou, e assim que voltou, no dia seguinte ela já me mandava mensagens dizendo que eu deixasse ele em paz, que eu não iria maltratar ela quando meu filho nascesse porque ele iria pra casa dela porque é direito do pai passar dia inteiro com filho, eu nunca respondi mensagens dela, ela promete que não vai pegar mais telefone dele, mas pega, vê ligações entre nos dois, e me manda mensagens para deixar eles em paz. Eles não vivem mais como casados, ele dorme em quarto separado, conversam pouco, e tal.

 

Preciso saber, existe a possibilidade dela aceitar essa separação com o tratamento? O que podemos fazer para agilizar esse processo?

 

Desde já agradeço muito sua atenção.

 

Cara leitora,

Essa é uma situação muito delicada. Não dá para prever o que poderá acontecer. Tudo está em aberto.

Para agilizar o processo, seria ele assumir a separação e sair de casa, mas agora que há um filho à caminho, tudo fica mais difícil.

O melhor para si é sair fora desse relacionamento confuso já que o prognóstico não é retilíneo. E partir para uma nova vida, com alguém que não seja comprometido e que possa lhe dar a atenção merecida.

Um abraço.

Casamento por um fio

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Boa tarde,

O meu casamento está por um fio.

Desde que o meu segundo filho nasceu (há 2 anos e 9 meses) as coisas têm piorado. Perdemos intimidade. Desde agosto 2016 que não temos qualquer contacto sexual. Já tentamos terapia de casal mas de nada resultou. A minha mulher simplesmente não quer ter trabalho para salvar a relação. Sei que deixei de ser um desafio para a minha esposa e por isso deixei de ter “piada”.

 

Será que me pode ajudar? É possível salvar o casamento sozinho?

Obrigado.

Cumprimentos.

 

Caro Leitor,

O casamento exige muita paciência e dedicação, além de uma comunicação contínua. A maneira de resolver é através do diálogo. Fale com ela para tentarem se entender.

É preciso sempre ter em vista esses 4 pontos:

  • Respeito
  • Reconhecimento
  • Responsabilidade
  • Recreatividade

Também vale manter o romantismo no casamento. Programem passar um fim de- emana em algum lugar simpático sem os filhos. Combinem jantar no restaurante 1 vez por semana ou a cada 15 dias, etc. etc.

A intimidade é importante na relação do casal. Quanto mais distantes mais difícil retomar a intimidade. Use a sua inteligência sexual. Procure cortejá-la, namorar, enfim use o seu poder de sedução.

É preciso ter consciência que mimos, carinhos e presentes podem fazer parte do dia a dia do casal. Elogie, elogios são uma ótima forma para agradar.

Também é importante investir no seu autoconhecimento. Quanto mais nos conhecemos e nos amamos melhor serão relações com os outros. É importante abrir-se para práticas que despertem vontade de intimidade. Converse com sua parceira sobre o que gosta e o que não gosta, muita coisa pode ser melhorada com uma comunicação clara e eficiente.

 

Se entretanto não conseguir sozinho, uma terapia pessoal ou de casal, será de grande ajuda.

 

Tudo de bom

 

 

Dúvidas de separação

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Boa noite.

 

Me chamo Catarina, tenho 29 anos sou casada há 13 anos, mas há algum tempo estou com dúvidas em relação a meus sentimentos.

 

Me casei muito nova, em um momento que tinha perdido minha mãe e estava bem fragilizada, pois tive que cuidar dos meus irmãos pequenos e meu pai tinha problemas com bebidas. Meu pai se casou novamente mas eu não aceitava, de tanto as pessoas falarem e colocarem pressão então acabei aceitando, mas tive vários problemas com esta mulher. Então conheci meu marido ele é 13 anos mais velho que eu, mas ele estendeu a mão e me deu carinho, só que quando fui morar com ele em uma situação conturbada, foi bem complicado o começo, ele me deixava muito sozinha e como eu era muito nova aceitava tudo o que ele me dizia.

 

Nesse período batia-me, não tinha paciência, ficava muito zangado, hoje ele é mais controlado.

 

O tempo foi passando e eu passei por uma depressão onde tentei tirar minha vida, porque me desesperei, nos brigávamos muito então ele queria terminar, daí me desesperei, graças a Deus estou viva e sem nenhum sequela e muito mais forte, com isso comecei a rever muitas coisas.

 

Algum tempo comecei a estudar e realizei meu sonho de fazer uma faculdade ele até me apoiou só que agora prestes a me formar ele não quer que me forme coloca vários empecilhos, e também tenho um certo medo pois ele é muito machista e não aceita que tenho amigos homens e fica revoltado. Um dia peguei uma carona com meu patrão o qual ele conhece e é amigo onde a esposa dele também é minha amiga e trabalhamos juntas, ele ficou louco achei que ia bater-me, o que mais me doeu além dos xingamentos foi uma orquídea que ele me deu, ele a quebrou toda e disse que não merecia isso foi pior que uma tapa.

 

Entre outras situações, hoje prefiro ficar no meu trabalho do que vir pra casa, não tenho vontade de ter relações com ele, não sei o que fazer, estou com muitas dúvidas, acho que não gosto mais dele, mas também não tenho coragem de me separar.

 

Até já olhei casas pra alugar, só que estou em cima do muro. Ele fez uma cirurgia então não sai, e também brigamos, o teste disso ele foi fazer e não me falou nada, então pensei em ir embora neste dia mas também pensei que não era o momento por ele estar operado.

 

Preciso saber o que fazer, já não aguento mais tudo isso.

 

Cara Catarina,

O casamento não é fácil. e uma separação pode ser umas das experiências mais emocionalmente desgastantes. Num momento como esse surgem muitas de emoções, dúvidas e conflitos.

Existem alguns pontos fundamentais que devem ser considerados na hora de decidir pela separação ou não. É preciso repensar itens como: parceria, intimidade, respeito, expectativas e planos.

Todos os relacionamentos passam por oscilações e fases onde alguns desses pontos podem estar apenas provisoriamente abalados, mas quando tudo está mal, a solução é a separação.

 

A decisão é sua, pense e avalie junto ele. Dialogue e fale sobre tudo que a incomoda e ouça o que ele tem a lhe dizer.

Só depois de muito diálogo tome uma decisão.

 

 

 

Guerra no casamento

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Bom dia Dra.

 

Cheguei ao seu contato através da internet, me chamo J.S. tenho 43 anos sou casado ha 6 anos minha esposa tem 28 anos, temos 3 filhas.

Cerca de 3 meses vivo uma guerra pois ela conheceu outro homem de mesma idade que ela, antes da traição vir à tona ela disse que não poderia mais estar casada pois devido à problemas do casamento e que havíamos tentado tudo mas não dava mais.

 

Eu relutei argumentando que poderíamos tentar concertar já que passamos por outras crises, logo após esta conversa acabei descobrindo o real motivo, traição mesmo assim não me alterei e mostrei que a amava e poderíamos superar. 

Mas a situação ficou cada vez pior no início ela se mostrava indecisa dividida, agora faz um mês que saiu de casa levando as crianças para casa de familiares. 

 

Já conversamos bastante ela até me disse que me ama mas acha que não dará mais certo, há dois dias confessou que pensou em uma possível volta mas agora voltou a ficar irredutível, pouco conversa, trata-me com certa pena, aconselha-me a conformar-me, assumiu de vez o relacionamento, diz-se estar apaixonada e o rapaz também por ela.

Tentei de tudo pois a amo e quero minha família de volta mas a cada dia vejo esta possibilidade distante.

O que fazer Dra.?

 

Caro J.S.,

 

Não há muito que possa fazer, a não ser falar com ela, talvez conversar com os pais dela para que eles possam ajudar. Talvez ela precise de um tempo para pensar e refletir no que ela realmente sente e quer para a sua vida.

 

Se o que sente por ela é amor e se do lado dela também houver amor, valerá a pena tentar restaurar a relação e rever os problemas no casamento.

 

Não é fácil gerir as inseguranças que resultam deste afastamento e da traição, mas também pode ser uma oportunidade para repensarem a relação. Como têm três filhas o afastamento físico não será longo. Conversem sobre as necessidades de cada um e sobre as mudanças necessárias para voltarem a se entender em harmonia.

 

Pode ser que com o afastamento ela perceba que tudo não passou de uma ilusão, mas que tenha sido apenas uma aventura com necessidade de afirmação.

 

Continue compreensivo com ela e caso nada funcionar não se desespere, mas aprenda a se valorizar e procure tomar um novo rumo na sua vida.

Uma terapia de casal é sempre benéfica nesses casos, para que possam elaborar o sucedido e para que não sobrem rancores ou ideias infundadas.