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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Quase morto

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Olá me chamo M., não sei muito sobre seu site, só li algumas histórias, e como não sei mais pra onde ir, decidi mandar

um e-mail.

Tenho 23,faz 5 anos que completei o ensino médio. E assim que sai conseguir passar no vestibular em uma faculdade federal, comecei a trabalhar no mesmo período, era muito cansativo mas eu estava animado. Não muito depois comecei a me sentir vazio, como se a vida não fizesse muito sentido, comecei a frequentar mais festas, a sair mais, conhecer pessoas, ainda mantendo os estudos e o trabalho.

Comecei a usar drogas com o objetivo de buscar novas emoções, sentir algo novo. Não importava quanto álcool, sexo ou drogas eu usasse nada me deixava feliz, só sentia como se o buraco que tinha só aumentava, pensei que isso era porque moralmente é considerado errado. Então decidi seguir o caminho oposto, comecei sendo voluntário em um abrigo de cães, ia à igreja, e mesmo assim nada me completava.

Nunca fui muito de viajar e devo admitir que ainda não tentei, mas de todas as viagens que já fiz nada realmente me deixou animado ou excitado.

Então deixei as coisas como estavam, preferi empurrar com a barriga. Continuei a usar álcool socialmente, e ia a eventos sociais com certa frequência e os anos foram passando, assim como o buraco, o desejo de dormir e não acordar mais, queria só dormir.

A mais ou menos um ano atrás acho que cheguei ao fim do poço, não conseguia alcançar o orgasmo quando transava com alguém. Só quando me masturbava sozinho e isso demorava muito mas muito tempo. Comecei a chorar sem motivo, mas chorar muito. Estava conversando normalmente com alguém e do nada tinha crises de choro. Comecei a buscar formas de me mudar, matar na internet com mais frequência, vendo métodos simples e indolores.

Busquei ajuda psicóloga também, mas um mês depois tentei matar-me com os remédios que me foram dados, sobreviver e agir no dia seguinte da mesma forma. Até que tentei matar-me com um saco na cabeça e uma quantidade absurda de remédios para dormir, meus pais descobriram e me levaram num psiquiatra.

Faço acompanhamento até hoje, mas sinto que toda vez que vou lá ele só aumenta minha medicação, fiz até um teste genético para ver qual teriam melhor efeito.

Me passaram um psicoterapeuta, fiz por dois meses, indo duas vezes por semana. E eu só sentia que nada daquilo fazia sentido, ele não me ajudava em nada. Me passaram para outra pessoa, ter que explicar minha vida toda pra outra pessoa, mas fui, ela pelo menos me cutucava um pouco mais, mas nada que me fizesse enxergar além do que sinto.

A 6 meses me tranquei em casa, abandonei trabalho e faculdade, estava cansado de tudo, passava a maior parte do tempo dormindo ou comprando jogos que logo me enjoava, acabei ficando endividado por isso. Voltei a trabalhar em março com meu pai, e agora já fazem 5 horas que estou enrolando para ir trabalhar.

Todos os sonhos que tive quando era novo, não me atraem mais. E os objetivos que tento formular são todos ruins ou terríveis, não gosto de nada.

Não sei mais o que fazer, acho que já empurrei com a barriga por muito tempo, então não acho que seja algo temporário.

 

Caro M., 

precisa de medicação e acompanhamento psicológico sistemático para que o ajude a melhorar a sua autoestima, focar nas coisas boas e a encontrar um sentido para a sua vida.

O sentido da vida é o segredo da força dos homens. O homem pode suportar tudo, menos a falta de sentido. Procure o seu e vai se sentir renovado, com vontade de viver, de trabalhar, de amar, etc…Não procure nas drogas, no álcool, nas coisas pois o prazer está dentro de si.

Força e coragem. Nós colhemos o que plantamos, portanto comece hoje a plantar …..a sua vida nova! Tudo tem remédio, menos a morte. Valorize a vida! 

 

Um abraço

 

Vontade de chorar

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Tenho 20 anos e sofro desse problema desde a adolescência.

A questão é que eu não consigo falar de assuntos sérios sem que me dê vontade de chorar. No trabalho isso também acontece. Por exemplo: trabalho com direito e muitas vezes, preciso explicar casos para o meu chefe, o que acontece é que chega um ponto que eu começo a sentir muita ansiedade (acho que é ansiedade), fico nervosa, tremo e começa a me dar uma vontade terrível de chorar. Tenho que desviar o olhar, muita das vezes pois fico com os olhos cheios de lágrimas.

A mesma coisa acontece com os meus pais. Quando conversamos sobre assuntos sérios, eu sempre acabo chorando. Ex: meus pais brigaram e pediram que eu escutasse a discussão e desse a minha opinião, e eu não consigo segurar o choro. Eu acabo dando a minha opinião chorando mesmo.

Eles não entendem o motivo do choro (nem eu, na verdade), ficam bravos me perguntando o porque do choro, e eu me descontrolo mais ainda.

Em resumo, eu choro em momento que sinto que preciso conversar sobre assuntos sérios.

Isso é comum? Como evitar esse tipo de comportamento?

Cara leitora,

 

O segredo é permitir-se experimentar as emoções como ocorrem, em vez de as negar, ou suprimir.

Não se preocupe de manifestar as suas emoções tanto as colectivas como as pessoais, que sendo fruto do seu mundo interior, certamente são criativas. As funções das emoções são importantes principalmente para seu desenvolvimento pessoal.

O importante é olhá-las e vivê-las naturalmente. Quanto menos tentar reprimir, melhor.

Muitas pessoas em momentos imprtantes reagem com choro, o que é preciso é gerir a ansiedade com inteligência emocional.

 

Um abraço

 

 

Culpa e arrependimento

Bom dia, o meu nome é Sofia e tenho 17 anos. Sei que estou na flor da adolescência e que se passam muitas coisas à minha volta.

 

Recentemente, e não é a primeira vez, sinto-me fisicamente mal e com o meu estômago à volta, devido à culpa que sinto por algo. Talvez seja normal mas não sei o que fazer, pois sinto-me muito mal disposta e com vontade de chorar. É como se a culpa, mesmo não sendo nada demais, tomasse conta do meu corpo. E, consequentemente tenho vontade de ir dormir e nunca mais acordar.

Eu faço as coisas e quando me arrependo, isto acontece. O que devo fazer doutora?

 

Cara Sofia,

 

Numa perspectiva evolutiva, o sentimento de culpa e remorso têm funções adaptativas e um grande valor de sobrevivência na maioria das situações. No entanto para algumas pessoas e devido a uma avaliação inadequada e exacerbada das situações, a culpa e remorso tornam-se num terrível problema que assombra a vida e suga a energia e bem-estar.

 

O movimento do homem, em compreender as suas transgressões internas e/ou externas, pode propiciar uma maior compreensão de seu funcionamento psíquico e promover a busca de novos caminhos para o aperfeiçoamento de suas virtudes.

 

SINTONIZE-SE, ACEITE E APRENDA  COM O SENTIMENTO DE CULPA, como uma experiência importante de crescimento na sua vida.

 

Um abraço

Comoção e choro

 

 

Bom dia,

 

Ultimamente, tenho-me sentido comovida ao ver imagens de manifestações. Sinto que não há motivo grandioso o suficiente que explique esta tristeza que me faz chorar. Não tenho este tipo de reacção com frequência, o que ainda me inquieta mais.

 

Participei ha cerca de um ano e meio numa manifestação e a sensação que tive foi muito boa. Além se me sentir parte da comunidade senti que, aparte dos protagonismos, estava de facto com o mesmo sentimento e objectivo que milhares de pessoas. Senti ainda uma massa enorme vontade colectiva sem violência.

 

Cara leitora,

O segredo é aceitar a comoção que surje naturalmente e permitir-se sentir as suas emoções como elas ocorrem, em vez de as controlar, distorcer ou reprimir.

 

Não se preocupe em manifestar as suas emoções, tanto as colectivas como as pessoais, que sendo fruto do seu mundo interior, certamente são criativas. As funções das emoções são importantes para seu desenvolvimento pessoal.

Procure olhá-las e vivê-las assim simplesmente como se apresentam.

 

Um grande abraço

Distúrbio do sono

 

 

 

Exma. Sra. Dra.,

 

Tenho uma filha que fez recentemente 7 anos, é autónoma, uma mulherzinha em ponto pequeno, mas esta desde sempre tem o hábito de me chamar durante a noite, para ir para junto dela, chega mesmo a acordar a chorar e a gritar por mim, sendo que mesmo em casa quando estamos em diferentes divisões ela chega a perguntar onde eu estou, o que estou a fazer.

 

Nunca dei muito valor a isso, e deitava-me com ela até voltar a adormecer e regressava à minha cama, sendo que acontecia uma vez por outra, e não era todos os dias. No entanto esta tem chamado cada vez mais, e quase não dorme descansada, pois está sempre com receio que eu saia de junto dela.

 

É filha única, não houve nada nas últimas semanas que pudesse vir a piorar este sentimento de insegurança  para a situação piorar, sendo que estivemos de férias e houve noites que me chamava 4 e 5 vezes...

 

 É verdade que ando extremamente cansada, pois não sei o que é dormir uma noite seguida e descansada há semanas, mas preocupa-me o facto de ela também não descansar e se haverá algum problema com ela. Falo abertamente com ela, e parece-me que não me esconda nada. A relação familiar é óptima, tanto com o pai como comigo, mas sinto-a um pouco obcecada por mim, sendo que só chama mesmo por mim, e quando o pai quer ficar junto dela, ou ela não sossega ou eu tenho de ir para junto dela mais tarde.

 

Será melhor recorrer a um psicólogo para tentar perceber o que de errado se passa? Tenho receio que isto a possa afectar de alguma forma...

 

Muito obrigada pela atenção dispensada. Sem outro assunto de momento. Atentamente.

S.

 

 

Chorar

 

Boa noite Dr.ª Mariagrazia,

 

De forma muito resumida, actualmente choro por ouvir uma canção, por ver um filme, por ver uma novela, acordo durante a noite e choro. Por vezes só soluço e não controlo. Quero parar, acho completamente palerma em algumas situações, mas é algo que não controlo.

 

Verdade, que a minha vida teve muitas transformações a todos os níveis. A minha mãe faleceu há 2 anos devido a cancro. Eu estava a viver nos EUA, há 1 ano quando descobri e vim de imediato para Portugal e acompanhei-a durante todo o processo da operação, da quimioterapia até ao fim (6 meses). Sofri durante todo este processo, passei pela revolta, pela angústia, pelo sofrimento de perda e quando ela morreu, eu estava serena. Tive de enfrentar muitos problemas, entre eles, descobrir uma relação com o meu pai e ajudá-lo em tudo, esquecendo-me de mim. Mas fi-lo e hoje estamos bem.

Pela memória da minha mãe e respeitando-a, continuei a viver, comecei a namorar, juntei-me com o meu actual companheiro que amo muito e decidimos ter um filho. Tenho um bebé lindo de 9 meses, e estou muito feliz.

 

Por isso não percebo porque me dou no meu dia a dia a chorar (escondida de tudo e de todos). Disfarço bem. Estou a começar a ficar preocupada porque penso por vezes que o meu sentimento de perda da minha mãe não está resolvido como eu pensava, mas não sei o que fazer...

 

Peço ajuda.

 

Contrariada e chora

Paula Rego

 

 

 

 

 

 

 

Meu nome é A., queria muito entender um problema que sofro desde criança. Hoje tenho 27 anos e fico muito envergonhada porque toda vez que sou repreendida, contrariada, fico triste ou discuto com alguém, quando vou falar começo a chorar! Por mais raiva que eu esteja ou por coisas que as vezes são tão bestas, não consigo controlar o choro e fico parecendo uma criança na frente dos outros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Passo a chorar mais ainda com raiva de mim por não conseguir parar de chorar e é por isso que às vezes deixo de resolver muitas coisas porque prefiro digerir a situação, me acalmar ou passar a mágoa para depois de uns 02 dias poder me expressar sem cair no choro! Tenho uma amiga que também é assim e nunca descobrimos o por quê!

Depressão e humor instável

 

Paula Rego

 

 

Olá. O meu nome é B. e tenho 18 anos.

 

Acho que preciso de falar com alguém que entenda alguma coisa de psicologia, pois sei que não estou bem mas não sei o que se passa comigo.

 

Sei que tudo começou quando eu tinha 9 anos e os meus pais se divorciaram. Foi um divórcio "amigável" mas que mesmo assim me fez sofrer muito pois ninguém quer ver os pais separados. Um ano depois morreram 3 pessoas próximas na minha família, uma delas o meu avô materno de quem eu gostava muito. Não se por ser no dia dos anos de uma amiga ou por outro motivo, quando me deram a notícia lembro-me de cair em mim, num abismos enorme mas não deitei uma única lágrima. Sinto a falta dele que me dava bons conselhos! Sentia uma grande responsabilidade de nunca deixar as minhas notas descerem e isso era uma grande pressão sobre mim. Até ao 9º ano fui sempre uma aluna de quadro de mérito.

 

Comecei a vestir-me de preto no 7º ano e a perceber que cada corte que fazia era um grito mudo que dava para me acalmar a mim e o que sentia. Tornei-me numa daquelas raparigas que se veste toda de preto mesmo no pico do verão, que frequenta cemitérios como se fossem um café e comecei a fumar. Sempre tive bons amigos e sempre fui muito sociável e simpática para toda a gente. Nunca tive dificuldades em conhecer e dar-me bem com pessoas. A necessidade de fazer mal a mim mesma é cada vez maior. A minha mãe desde a morte do meu avô que não esta visivelmente bem, desde problemas no trabalho até problemas com o novo companheiro. A minha avó coitada, atura-me a mim e à minha mãe que vivemos praticamente todos os dias na mesma casa (fora aqueles que eu estou com o meu pai). Namoro há mais de um ano e meio, e gosto muito dele apesar de todos os problemas que houve entre nós. Acabamos e estivemos com outras pessoas mas não resultou porque gostamos muito um do outro.

 

Hoje, depois de não ter conseguido entrar na faculdade e curso que queria e de ver todos os meus amigos a fazerem-no, eu continuo a cortar os meus pulsos e já não sei o que hei-de fazer. Não mostro a ninguém o meu estado, por medo ou vergonha. Trato mal as pessoas à minha volta e digo coisas que não e que me saem da boca sem eu querer.

Choro todas as noites. Choro muito até adormecer. O meu humor muda com muita facilidade e a coisa errada dita no momento errado é o suficiente para me deixar irritada, frustrada, com vontade de chorar, de me cortar ou mesmo de morrer.

 

Tentei suicidar-me com comprimidos, mas o que consegui foi ficar tonta e cair no chão sem forças em lado nenhum.

Acho que preciso de ajuda. Pode ajudar-me?

 

Cumprimentos, B.

 

 

 

Vontade de chorar

Boa Tarde
 
Gostaria de saber porque sempre que tenho que falar com alguém, como por exemplo pedir demissão do meu emprego eu tenho vontade de chorar, fico com a voz tremula e quase não consigo me expressar, apesar de não estar satisfeita....e quando estou satisfeita com o emprego também, no meu caso aconteceram as duas situações, pois tive que pedir para sair por motivo de mudança, chorei quando falei com meu chefe também, quando vou pedir emprego, quando discuto com alguém, isso é normal? Eu penso que não pois sou uma pessoa independente, gosto de resolver meus problemas sozinha, mesmo que faça uma espécie de treinamento para falar, na hora trava tudo e só tenho vontade de chorar.

Não gosto de sentir isso, pois aparentemente isso significa um sinonimo de fraqueza.

Grata. M.