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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Falta de carinho dos pais

 

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 Bom dia encontrei seu blog, e queria relatar algo que está acontecendo comigo.

 

Sempre tive uma infância carente de carinhos dos meus pais, e até hoje sinto muita falta disso, fico tentando buscar na memoria momentos deles comigo.um gesto, um carinho.. Acredita que durante minha vida (tenho 28 anos) só escutei umas 3 vezes eu te amo dos meus Pais? Minha mãe nunca disse que me ama, ela sempre diz: AMO, parece que não quer dizer: EU te amo. pois bem.. nunca fui tão estudiosa, só terminei o ensino médio, tive alguns empregos, e lembro que quando trabalhava minha mãe me tratava como uma rainha, quando desempregava ela mudava totalmente comigo.

 

Tive um relacionamento muito sofrido com um rapaz, quando eu o conhecei sabia que era casado, na época eu tinha 17 anos... más ele me garantiu que o casamento não ia bem e que iria ficar comigo. Com isso o tempo foi passando e eu me apaixonei cada vez mais por ele, e se passaram dois anos e eu já estava perdidamente apaixonada e amava ele demais. E então a comecei a perceber que ele não iria largar a mulher dele, e comecei a sofrer. tinha escrito uma carta para ele é minha mãe achou, na carta dizia da nossa primeira vez juntos, e sofri muito com o que minha mãe passou a enchegar sobre mim naquele dia. Me igualava a garota de progama, e vários xingamentos...

Até que ele terminou comigo quando viu que eu o amava demais. Ai pronto!! Meu teto desabou, não sabia o que fazer... e fui à vida.

Depois de um ano conheci meu Meu marido, a qual estou casada com ele. Ele conseguiu me fazer feliz em questão de relacionamento, me fez superar muitas feridas que relacionemtos atrás causaram em mim, me fez acreditar no amor. Me ensinou a amar e ser amada. falando de vida amorosa estou muito feliz e realizada. Mas me sinto infeliz com meus pais. construímos em cima da casa deles, e devido estarmos um pouco apertados financeiramente, não tínhamos fogão, então estávamos fazendo nossas refeições na casa da minha mãe. Mas eu comecei a perceber que ela sempre tava de cara feia na hora da comida,se sentindo incomodada com a gente... então meu Pai comprou um fogão novo, é deu o deles para nós. Mas também ainda não tinha os alimentos para cozinhar... Até que um dia eu ainda não havia jantado, e minha mãe mesmo assim tampou as panelas e tirou as colheres. então eu reclamei para meu Pai, ela não gostou subiu na minha casa e disse: para evitar problemas faz sua comida em cima, que faço a minha embaixo. (más não tinha o que fazer) tudo bem!! Más pude notar que ela também não me quer mais entrando em sua casa, me trata como se fosse uma estranha, ela sai e tranca a casa toda, não me quer perto, não fala comigo. Sinto que meus pais estão se sentindo livres de mim. como se isso fosse tudo que eles queriam, e isso me machuca muito. E com isso junta mais ainda toda falta de carinho que sinto deles, falta de amor...

Não sei o que fazer... tenho vontade de sair de cima da casa deles, e ir morar em outro lugar. não consigo conviver com quem me trata mal, com quem me negue comida... Me sinto infeliz com o desprezo dos meus Pais

 

Cara leitora,

 

talvez não se trate de desprezo mas a consequência de dificuldades financeiras e necessidade de terem o próprio espaço. Porque não fala frontalmente com a sua mãe expondo o que está a sentir e esclareça a situação? Sempre é o diálogo que desfaz mal entendidos.

 

Procure acalmar-se e tente não fixar-se no comportamento de seus pais. Procure investir seu amor no seu casamento, no seu trabalho, na maneira de melhorar a vossa vida e as vossas possibilidades para poderem, talvez, mudar de casa e ter uma vida mais independente e autónoma.

Nem sempre os pais correspondem às expectativas dos filhos mas é preciso tentar que haja um mínimo de compreensão para conseguirmos viver sem culpas e em harmonia.

 

Um abraço e tudo de bom

 

Amor líquido

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Segundo o sociólogo polonês radicado na Inglaterra Zygmunt Bauman, um dos intelectuais mais respeitados e produtivos da atualidade, está-se a viver uma modernidade líquida ou pós-moderna. Esse período se traduz num mundo cada vez mais fragmentado e de um sujeito cada vez mais confuso consigo mesmo, com o espaço que ocupa e com o tempo que o rodeia.

 

Essa crise provocada pela modernidade líquida assola o indivíduo com o individualismo e o narcisismo exacerbado. Vive-se hoje num mundo fragmentado, sem referências e à deriva. Essa nova realidade tem afetado diretamente o cotidiano das pessoas, trazendo interferências negativas e em especial nos relacionamentos.

 

Bauman reflete sobre esse retrato do mundo contemporâneo e fala em “amor líquido”, tanto nos relacionamentos pessoais como no convívio social cotidiano, numa sociedade mediada por tecnologia e diz: (...) talvez seja por isso que, em vez de relatar suas experiências e expectativas utilizando termos como “relacionar-se” e “relacionamentos”, as pessoas falem cada vez mais (auxiliadas e conduzidas pelos doutos especialistas) em “conexões”, ou “conectar-se” e “ser conectado”. Em vez de parceiros, preferem falar em “redes”. (BAUMAN, 2005)

 

Desta forma, a internet assumiu a função de conectar pessoas, formar redes de relacionamentos, cada vez mais flexíveis e esta modernidade líquida criou uma nova era nos relacionamentos, que estão cada vez mais fragilizados e desumanizados.

 

É importante refletir e pensar-se nessa era do “amor líquido” em algumas questões: Como viver junto? Como conviver com o outro? Como amar? Questões que se facilmente são ultrapassadas pelo amor, não devem ficar esquecidas para alcançar um relacionamento mais sólido e autêntico dentro desta liquidez contemporânea.

 

Feliz dia de São Valentim!

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