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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Lutar pela vida

 

 

 

 

Drª.

 

O meu filho mais velho de 25 anos que sempre foi um rapaz dócil e ordeiro, de há dois anos para cá entrou em guerra com os pais, devido à nossa insistência em ele  melhorar o seu aproveitamento na Faculdade pois o curso de Medicina Dentária  arrasta-se e vai já para a oitava matrícula. Neste momento faltam apenas três cadeiras teóricas e a tese. A nossa pressão em ele acabar o curso, após este investimento todo de tempo e dinheiro, tem resultado em desmotivação, agressividade verbal e isolamento por um lado no seu quarto e por outro lado em saídas diárias à noite com amigos quase sempre mais novos, mesmo em épocas de exames,  , vindo para casa sempre tarde 2, 3 ou 4 da manhã. 

 

Tem gosto por música e toca baixo numa Banda e os interesses musicais sobrepõem-se a tudo. Até aos 21 anos não vinha tarde para casa e era moderado nas saídas. Consultei já uma Psicóloga, mas não me trouxe qualquer ajuda e foi uma desilusão.

 

Neste momento estou a tentar que tenha um part-time e estude, mas a forma negociada como costumo lidar com ele, não está a resultar e as ofertas de emprego praticamente não existem. As minhas palavras não resultam em nada. O pai que foi sempre mais enérgico e explosivo com ele e por isso são bastante incompatíveis, tem-se mantido neutro  e pouco interventivo durante este ano,  numa estratégia conjunta. Porém como também não vemos resultados, na perspetiva de toda a gente próxima, eu sou a culpada porque o vou apoiando e relação conjugal degrada-se.  Devo tomar uma atitude de força e mais radical? Devo deixá-lo sem dinheiro?

 

Estará a passar por uma fase tardia de liberdade, pois até aos 21 anos pouco saía de casa. Como mãe e professora que sou,  sinto-me  falhada e só me apetece chorar e o meu sono é perturbado com esta situação de ver um jovem a não lutar pela sua vida especialmente num país como Portugal em que é tão difícil viver.

 

Peço ajuda com algumas dicas

Obrigada

ML