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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

DIA da MULHER

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Parece gentil e tão honesta 

Dante Alighieri (1265-1321)

 

Parece gentil e tão honesta 

de minha Dama, quando alguém saúda,

que toda boca vai ficando muda

e os olhos não se afoitam de a fitar.

Ela assim vai sentindo-se louvar

na piedosa humildade em que se escuda,

qual fosse um anjo que dos céus se muda

para uma prova dos milagres dar.

Tão afável se mostra a quem a mira

que o olhar infunde ao coração dulçores

que só não sente quem jamais olhou-a.

E quando fala, dos seus lábios voa

Uma aura suave, trescalando amores,

que dentro d'alma vai dizer: "Suspira!"

 

Tanto gentile e tanto onesta pare

Dante Alighieri (1265-1321)

 

Tanto gentile e tanto onesta pare

la donna mia quand’ella altrui saluta,

ch’ogne lingua deven tremando muta,

e li occhi no l’ardiscon di guardare.

Ella si va, sentendosi laudare,

benignamente d’umiltà vestuta;

e par che sia una cosa venuta

da cielo in terra a miracol mostrare.

Mostrasi sì piacente a chi la mira,

che dà per li occhi una dolcezza al core,

che ‘ntender no la può chi no la prova;

e par che de la sua labbia si mova

un spirito soave pien d’amore,

che va dicendo a l’anima: Sospira.

As mulheres possuem uma energia interior primordial que as protegem, confiam no ritmo da vida e mesmo nos momentos mais difíceis e de dor encontram sempre as palavras para ver e ir além.

NÃO à VIOLÊNCIA !!! Feliz dia a todas as mulheres!

Mariagrazia Marini

 

 

 

 

Dia da mulher

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Para celebrar o dia da mulher que palavras mais significativas do que aquelas de São Tomás de Aquino que disse: “O mundo seria imperfeito sem a presença da mulher”.

 

Bom dia da mulher !coracao.gif

 

 

 

Feliz dia da mulher!

 

 

 

Mulher da vida, minha irmã
Cora Coralina

 

Mulher da Vida, minha Irmã.
De todos os tempos.
De todos os povos.
De todas as latitudes.
Ela vem do fundo imemorial das idades e
carrega a carga pesada dos mais
torpes sinônimos,
apelidos e apodos:
Mulher da zona,
Mulher da rua,
Mulher perdida,
Mulher à-toa.
Mulher da Vida, minha irmã.
Pisadas, espezinhadas, ameaçadas.
Desprotegidas e exploradas.
Ignoradas da Lei, da Justiça e do Direito.
Necessárias fisiologicamente.
Indestrutíveis.
Sobreviventes.
Possuídas e infamadas sempre por
aqueles que um dia as lançaram na vida.
Marcadas. Contaminadas,
Escorchadas. Discriminadas.
Nenhum direito lhes assiste.
Nenhum estatuto ou norma as protege.
Sobrevivem como erva cativa dos caminhos,
pisadas, maltratadas e renascidas.
Flor sombria, sementeira espinhal
gerada nos viveiros da miséria, da
pobreza e do abandono,
enraizada em todos os quadrantes da Terra.
Um dia, numa cidade longínqua, essa
mulher corria perseguida pelos homens que
a tinham maculado. Aflita, ouvindo o
tropel dos perseguidores e o sibilo das pedras,
ela encontrou-se com a Justiça.
A Justiça estendeu sua destra poderosa e
lançou o repto milenar:
“Aquele que estiver sem pecado
atire a primeira pedra”.
As pedras caíram
e os cobradores deram s costas.
O Justo falou então a palavra de eqüidade:
“Ninguém te condenou, mulher...
nem eu te condeno”.
A Justiça pesou a falta pelo peso
do sacrifício e este excedeu àquela.
Vilipendiada, esmagada.
Possuída e enxovalhada,
ela é a muralha que há milênios detém
as urgências brutais do homem para que
na sociedade possam coexistir a inocência,
a castidade e a virtude.
Na fragilidade de sua carne maculada
esbarra a exigência impiedosa do macho.
Sem cobertura de leis
e sem proteção legal,
ela atravessa a vida ultrajada
e imprescindível, pisoteada, explorada,
nem a sociedade a dispensa
nem lhe reconhece direitos
nem lhe dá proteção.
E quem já alcançou o ideal dessa mulher,
que um homem a tome pela mão,
a levante, e diga: minha companheira.
Mulher da Vida, minha irmã.
No fim dos tempos.
No dia da Grande Justiça
do Grande Juiz.
Serás remida e lavada
de toda condenação.
E o juiz da Grande Justiça
a vestirá de branco em
novo batismo de purificação.
Limpará as máculas de sua vida
humilhada e sacrificada
para que a Família Humana
possa subsistir sempre,
estrutura sólida e indestrurível
da sociedade,
de todos os povos,
de todos os tempos.
Mulher da Vida, minha irmã.
Declarou-lhe Jesus:
“Em verdade vos digo
que publicanos e meretrizes
vos precedem no Reino de Deus”.
Evangelho de São Mateus 21, ver.31.

 

Poesia dedicada, por Coralina, ao Ano Internacional da Mulher em 1975.

 

Feliz dia do Pai!

 Ser Pai 

 
é acima de tudo, não esperar recompensas. 
Mas ficar feliz caso e quando cheguem. 
É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão. 
É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância
(mas compreensão) com os próprios erros.

 

 Ser pai 
é aprender errando, a hora de falar e de calar. 
É contentar-se em ser reserva, coadjuvante,
 deixado para depois. Mas jamais falar no momento preciso. 
É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte.
É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.

  

 Ser pai 
é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar. 
É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo. 
Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem 
pelos sofrimentos necessários, 
buscando protegê-los sem que percebam,
para que consigam descobrir os próprios caminhos.

 

 Ser pai
é saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. 
Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. 
É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que,
a alma, lhe corrói. Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos 
a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.

 

Ser pai
é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar. 
É compreender sem  demonstrar, e esperar o tempo de colher, 
ainda que não seja em vida. 
Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão. 
Mas ir às lágrimas quando chegam.

 

Ser pai
é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido 
se faz na personalidade do filho,
sempre como influência, jamais como imposição. 
É saber ser herói na infância, exemplo na juventude
e amizade na idade adulta do filho.
É saber brincar e zangar-se. É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, 
ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber.

  

 Ser pai
é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja, 
projeção de  sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão 
e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender; 
de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte, 
mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação.

 

Ser pai
é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio. 
O máximo de convivência no máximo de solidão. 
É, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho 
a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver. 
É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno, 
por tudo haver feito para deixar de ser importante.

Artur da Távola.