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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Desbloquear paixão

44.jpgJá faz 5 anos que não tenho mais contato com uma pessoa por quem me apaixonei. Somos casados e nunca tivemos nada…é algo que demonstrávamos no olhar, no tratar, parece bobo, mas era uma energia diferente e algumas pistas…ele muito tímido e correto e eu sem coragem pra demonstrar qualquer sentimento abertamente justamente por ser errado ao meu ver também...enfim, já se passaram anos e eu não consigo esquece-lo!
Dói o peito, tenho dias de extrema saudade...já pensei em fazer terapia pra ver como tentar me desapegar...
Acho estranho esse sentimento permanecer por tanto tempo...Apesar de bem casada, não me sinto feliz...meu desejo era saber se ele realmente me correspondia...se não era tudo da minha cabeça...preciso muito de ajuda...

Cara Leitora,

O que vive com essa pessoa é uma relação idealizada, fruto da sua imaginação e fantasia. Enquanto continua a investir energia nessa memória do passado, deixa de investir na realidade atual.
É como “perder a vida” e “viver na fantasia”. Se não aconteceu nada na altura é porque não tinha que acontecer e é um desperdício manter a sua atenção nesse passado.

É preciso encarar o presente com coragem e programar um recomeço. Deixar para trás o que lhe causa dor e seguir em busca de autoconhecimento e novas formas de ser feliz.
A grande verdade é que todos nós temos o direito de mudar de rumo e chega um momento que precisamos desapegar e deixar ir para usufruir do que a vida irá nos oferecer aqui e agora. Pense em si, no seu casamento, na sua vida presente e invista para colher frutos futuros.
Tudo depende de si da sua força interior. Viver e aprender a viver sem lamentar o passado.

Se não conseguir sozinha, procure ajuda de uma psicóloga para uma terapia.
Um abraço e fique bem

Mentir

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Olá boa Noite.

 

Me chamo Pedro, estou com um problema que não consigo parar de fazer, eu minto o tempo todo, tenho consciência que isso que faço é errado, mas não consigo evitar, não conto para minha esposa que faço compras, escondo dinheiro dela, não conto o que realmente acontece comigo no dia a dia, acabo inventando histórias que por fim acabam sendo tão absurdas que não podem ser realidade e acabo inventando outras histórias para cobrir a mentira, e vou assim até chegar um ponto que não eu não consigo mais manter a mentira, a acabo contando a verdade, que se torna irrelevante, por já ter causado tanta dor com essas mentiras, por um tempo até consigo parar de mentir mas sempre acabo voltando a fazer .

 

Que tipo de ajuda preciso buscar? Sinto que vou perder muita coisa se não procurar ajuda agora.

Desde obrigado pela atenção.

 

Caro Pedro,

 

A mentira revela que algo dentro de si não está bem. Essa atitude está relacionada à baixa auto-estima ou ao ímpeto de tirar vantagem. Por trás da mentira pode haver um chamado, uma defesa, um sintoma ou uma compulsão.

 

O mentiroso compulsivo, que inventa os acontecimentos ou aqueles que adulteram dados, suprimem informações ou colocam em risco a integridade das pessoas acabam por ter a sua vida muito prejudicada e devem ser tratados por profissional especializado.

 

No seu caso é preciso procurar ajuda de uma psicoterapia para trabalhar as causas do seu problema, o fortalecimento da sua auto-estima e da sua insegurança em ser um individuo autêntico e verdadeiro. É importante que esse vício não s cristalize e não prejudique toda a sua vida.

 

Mentir tem tratamento, o importante é estar motivada para a cura e a mudança depende de si. Em ser verdadeiro e autêntico vai ter sempre tudo a ganhar. O bom prognóstico é o ter consciência da necessidade de mudança.

 

 

Morte do pai

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Boa tarde,

 

O meu pai faleceu na passada 3ªfeira dia 10/11/2015, o mundo desabou.

 

O meu pai estava doente com um tumor no pulmão, mas nada fazia prever o desfecho quase imediato, até porque na 2ªfeira tinha estado no médico e as análises estavam melhores e algumas das suas incapacidades estavam melhores, ele acreditava e pedia muito a deus e aos médicos a cura, nós mais realistas pedíamos um prolongar da vida com qualidade e isso a médica disse nos ser possível. Nessa manhã esteve bem, mais ativo ao final da tarde disse à minha mãe que estava mal disposto e a minha mãe ao segurar-lhe a cabeça para vomitar caiu-lhe nos braços já inanimado, foi o verdadeiro horror, porque estavam os dois sozinhos, afinal era o seu companheiro de 40 anos que lhe partia nos braços e no seu leito onde todos fomos muito felizes. Satisfazendo o seu pedido levamos o meu pai para o Alentejo (nós vivemos em Lisboa). A minha mãe está um farrapo, não come, só dorme com medicação, tendo ela problemas de tensão arterial os valores estão totalmente desequilibrados, o que me preocupa bastante pois há uns tempos devido a uma situação de maior tensão nervosa com um pico de tensão teve um pequeno derrame no cérebro, sem qualquer consequência.

 

Optámos por a minha mãe ficar no Alentejo acompanhada na casa de uns familiares pelo menos durante umas semanas. A minha mãe fez-nos um pedido, que lhe alterássemos o quarto pois a imagem com que ficou foi a do meu pai caído. Também para nós isso é muito difícil. Somos três filhos eu que vivo em Cascais, o meu irmão que é solteiro e que vive perto da Amadora e a minha irmã que é casada e vive no Alentejo, neste momento que tem tratado de tudo sou eu, porque o meu irmão tem crises de ansiedade e de pânico e nesta situação foi-se muito abaixo, e a minha irmã tem um bebé com 3 meses.

 

O que mais me dói é a sua falta, vê-lo tocar-lhe, saber como está e sobretudo o facto de ele querer viver para ver os netos crescer, sobretudo o grande amor que tinha pelo meu filho Gonçalo que desde os 6 meses que esteve com os meus pais até aos 3 anos, dizendo ele que era o seu grande companheiro, tenho tanto medo que o meu filho se esqueça do avô de tudo o que fez com ele.

 

Aquela que outrora foi uma casa sempre cheia, está vazia, está vazia de alegria de barulho de felicidade. Temo muito o regresso da minha mãe, até porque cá em Lisboa está sozinha, pois todos nós trabalhamos. Eu gostava de a convencer a alugar uma casinha junto às minhas primas, pois lá mesmo estando sozinha, ora entra uma em casa ora entra outra e sai à rua e conversa e está também a minha sogra que já passou pelo mesmo, e a casa de Lisboa ficaria para vir sempre que desejasse.

 

O que acha? Ajude-nos a superar toda esta dor e diga-me de que forma posso atenuar a dor da minha mãe e fazer com que o meu filho não se esqueça de tudo o que fez com o avô.

 

Desculpe o desabafo.

CC

 

Cara CC,

 

A perda de um ente querido é uma experiência de grande impacto emocional, que nos leva a repensar o significado da vida e como a pessoa que partiu pode continuar a fazer parte dela, agora de uma forma diferente.

 

Atenuar a dor vai ser difícil, só o tempo consegue dar algum alívio, embora alguma dor e a saudade persistam sempre.

 

No meu entender, o melhor é deixar que a sua mãe decida o que prefere fazer, embora o que mais ajuda a elaborar a perda e ultrapassar a dor é viver o luto, voltar aos lugares onde a dor foi vivida, falar sobre os sentimentos e sobre a falta sentida da pessoa falecida. Expressar

 

Também é importante que passado algum tempo, a sua mãe consiga retomar gradualmente as suas rotinas diárias e a sua vida social.

 

Se sentir que ela não consegue sozinha ultrapassar a dor do luto e se reorganizar convém que tenha um acompanhamento psicológico para compreender e ter com quem desabafar o que sente e poder reencontrar um sentido para sua vida.

 

Quanto ao seu filho, vai certamente sentir a falta mas com o tempo vai passar. A criança precisa ser acolhida e mais do que dizer algo para consolá-la, deixar que ela expresse as suas emoções e só ouvir.  O importante é que a criança encontre espaço para expressar a perda. Para que tudo fique na memória promova uma comunicação afetiva, fale com ele sobre os momentos alegres vividos com o avô e mostre-lhe as fotografias, tudo isso de uma forma tranquila sem provocar mais tristeza.

 

A perda de um pai é sempre muito triste, fica a saudade e ficam as recordações. E por ser a filha mais disponível vai certamente sentir ainda mais, mas a vida é mesmo assim não há nada a fazer, é aceitar com paciência e gratidão.

 

O ser humano tem uma capacidade surpreendente para recuperar-se das piores adversidades. Apesar da obscuridade há sempre uma chama que avivará a luz que necessitamos para viver.

 

Um abraço e os meus sentidos sentimentos

 

Fim do relacionamento

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Olá Mariagrazia,

não consigo aceitar o fim do relacionamento com minha esposa pode ajudar-me? Obrigado

 

Caro leitor

Esta é a receita que todos querem, e se existe algo que eu possa dizer a todas as pessoas que procuram conforto neste momento tão difícil seria: RECOSTRUA-SE.

 

Aproveite a vivência, mesmo que este rompimento não tenha sido por sua escolha, e use este turbilhão emocional como informações que está tendo a seu próprio respeito. Certamente está aprendendo muito sobre si mesmo, talvez esteja tendo reações que nunca imaginou que seria de seu feitio. Talvez esteja tendo pensamentos e comportamentos que o faz não reconhecer a si mesmo. Mas saiba, que tudo isso pode ser usado a seu próprio favor. Pode crescer e sair renovado.

 

Caso sinta que precisa de uma ajuda, alguém para estar dividir e usar todo o conhecimento sobre a dor humana para que passe por este momento e renasça uma pessoa ainda melhor, conte com um psicólogo.

Entretanto é preciso paciência, nada acontece rapidamente, ainda mais numa separação onde é preciso viver o luto da relação, o que tem o seu tempo.

 

Fique bem

Mariagrazia

Morte do filho

 

 

 

Boa tarde, sou de Portugal.

 

Vivia com o meu filho, só que ele faleceu em março, cada dia que passa mais difícil está de encarar, quando anoitece pioro, fico muito triste, aflita e adormeço muito tarde. Éramos só os dois em casa.

Os meus músculos doem, acho que de tanto nervosismo e de chorar.

 

Estou com aversão a médicos, remédios, hospitais. Leio livros que me indicam, vou á igreja, um bocadinho de meditação.

 

Só que a minha dor é tão atroz que já nem sei o que fazer.

 

Será que pode ajudar-me dando me alguma orientação.

Muito Obrigada

 

Dispareunia - Dor na relação sexual

 

 

O Papel da Qualidade da Relação e da Resposta do Parceiro na Dor Sexual Feminina

 

Encontra-se neste momento a decorrer um estudo online intitulado "O Papel da Qualidade da Relação e da Resposta do Parceiro na Dor Sexual Feminina ", integrado no Projeto de Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde da Mestranda Lisete Ferreira. Inserido no SexLab (Centro de Investigação em Sexualidade Humana), da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, este é um estudo que se encontra sob a orientação do Prof. Dr. Pedro Nobre e da Prof. Dra. Cátia Oliveira. 

 

O presente estudo tem como principal objetivo avaliar as dimensões relacional e sexual na vivência da dor sexual feminina, em casais heterossexuais. Para este fim, solicitamos a participação de casais dos 18 aos 75 anos de idade, em que a mulher apresente um quadro de dor sexual.

 

Para participar basta seleccionar o respectivo link:

 

Mulher com dor sexual:

http://www.fpce.up.pt/limesurvey/index.php?sid=57397&lang=pt

 

Respetivo companheiro:

http://www.fpce.up.pt/limesurvey/index.php?sid=88496&lang=pt

 

Todos os questionários são completamente anónimos, não sendo pedidos dados que possam identificar as pessoas que a eles respondam.

 

Qualquer tipo de informação adicional poderá ser solicitada através do email lisete.ferreira15@gmail.com.

 

Agradecemos desde já a sua participação.

Hipocondríaco

 

 


 

 

Olá, Drª.,


Estou a viver um ano de 2011 muito difícil...derivado a ter-me tornado num hipocondríaco.
É muito difícil, visto que uma dor só passa aparecendo outra, ou quando estou realmente desinibido.
Gostava de poder ultrapassar isto, visto que depois de todos os exames feitos ( rx, ecos, tac, análises, idoscopias, etc, etc, aparentemente esta tudo bem.

Gostava que me dissesse algo.
Muito obrigado.
P.

 

 



Exercício para Separação

 

René Magritte
 
 
 Transformar a dor em uma luz doce
 
Em um lugar tranquilo relaxe. Se quiser feche os olhos . Faça com que a dor entre em si como uma onda que cresce. Não reprima dê-lhe espaço. Deixe que subam as lágrimas, se ocorrerem.
 
Agora procure individuar o ponto do corpo no qual a dor é forte: estômago, peito, garganta...
 
Concentre-se nesse ponto. Lentamente, imagine, que surja nesse ponto uma fonte de luz, uma bola luminosa.
 
Experimente movimentar essa luz no seu corpo: vísceras, braços, pernas e cabeça.
 
Agora deixe que lentamente se esfume para cima de si , para longe.
 
Respire durante alguns minutos; e depois com calma volte para a sua actividade.

Pensamento de Sabedoria

 

 

Desfrute mesmo que de pouco

 

Cada prazer é um bem pela sua própria natureza.

 

Cada dor é dolorida, mas não podemos sempre fugir  da dor.

 

Precisamos julgar um e outra com base na utilidade e nos danos.

Às vezes revela-se que o bem se traduz num mal e um mal se traduz num bem.

 

Consideremos também a independência das necessidades, não porque devemos ser felizes sempre com pouco mas se por acaso temos pouco, convencidos que somos que a abundância se aproveita com mais doçura se dependemos menos dela. 

EPICURO

 

Dores no ovário

 

Pesquisei na net um consultório da sexualidade e penso que este seja o mais
adequado para obter resposta a varias perguntas que tenho.

Acontece uma situação com a minha mulher. Quando a estímulo sem penetração a
ponto de ela atingir o orgasmo ela sente dores nos ovários. Chega a se
encolher nessa ocasião e eu fico sem saber o que fazer. Depois retomamos a
relação. Quando atinge o orgasmo com penetração diz que já não sente dores.
Já lhe questionei sobre isso e ela pensa que é normal. Mas eu tenho dúvidas.
Nas consultas ao ginecologista, apesar de ela não ter ainda perguntado
especificamente sobre isso, já lhe tem dito que está tudo bem com o corpo
dela. Está mesmo? Sentir essas dores num momento de prazer é normal? Ela
chega a pensar que é normal também nas outras mulheres embora eu não pense
assim. Quem tem razão? Pode ser algo que eu não esteja a bem feito no
momento da estimulação e do orgasmo?

Ou tem a ver com alguma falta de descontracção?

Agradeço a sua resposta que muito prezarei.