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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Mentir

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Olá boa Noite.

 

Me chamo Pedro, estou com um problema que não consigo parar de fazer, eu minto o tempo todo, tenho consciência que isso que faço é errado, mas não consigo evitar, não conto para minha esposa que faço compras, escondo dinheiro dela, não conto o que realmente acontece comigo no dia a dia, acabo inventando histórias que por fim acabam sendo tão absurdas que não podem ser realidade e acabo inventando outras histórias para cobrir a mentira, e vou assim até chegar um ponto que não eu não consigo mais manter a mentira, a acabo contando a verdade, que se torna irrelevante, por já ter causado tanta dor com essas mentiras, por um tempo até consigo parar de mentir mas sempre acabo voltando a fazer .

 

Que tipo de ajuda preciso buscar? Sinto que vou perder muita coisa se não procurar ajuda agora.

Desde obrigado pela atenção.

 

Caro Pedro,

 

A mentira revela que algo dentro de si não está bem. Essa atitude está relacionada à baixa auto-estima ou ao ímpeto de tirar vantagem. Por trás da mentira pode haver um chamado, uma defesa, um sintoma ou uma compulsão.

 

O mentiroso compulsivo, que inventa os acontecimentos ou aqueles que adulteram dados, suprimem informações ou colocam em risco a integridade das pessoas acabam por ter a sua vida muito prejudicada e devem ser tratados por profissional especializado.

 

No seu caso é preciso procurar ajuda de uma psicoterapia para trabalhar as causas do seu problema, o fortalecimento da sua auto-estima e da sua insegurança em ser um individuo autêntico e verdadeiro. É importante que esse vício não s cristalize e não prejudique toda a sua vida.

 

Mentir tem tratamento, o importante é estar motivada para a cura e a mudança depende de si. Em ser verdadeiro e autêntico vai ter sempre tudo a ganhar. O bom prognóstico é o ter consciência da necessidade de mudança.

 

 

Morte do pai

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Boa tarde,

 

O meu pai faleceu na passada 3ªfeira dia 10/11/2015, o mundo desabou.

 

O meu pai estava doente com um tumor no pulmão, mas nada fazia prever o desfecho quase imediato, até porque na 2ªfeira tinha estado no médico e as análises estavam melhores e algumas das suas incapacidades estavam melhores, ele acreditava e pedia muito a deus e aos médicos a cura, nós mais realistas pedíamos um prolongar da vida com qualidade e isso a médica disse nos ser possível. Nessa manhã esteve bem, mais ativo ao final da tarde disse à minha mãe que estava mal disposto e a minha mãe ao segurar-lhe a cabeça para vomitar caiu-lhe nos braços já inanimado, foi o verdadeiro horror, porque estavam os dois sozinhos, afinal era o seu companheiro de 40 anos que lhe partia nos braços e no seu leito onde todos fomos muito felizes. Satisfazendo o seu pedido levamos o meu pai para o Alentejo (nós vivemos em Lisboa). A minha mãe está um farrapo, não come, só dorme com medicação, tendo ela problemas de tensão arterial os valores estão totalmente desequilibrados, o que me preocupa bastante pois há uns tempos devido a uma situação de maior tensão nervosa com um pico de tensão teve um pequeno derrame no cérebro, sem qualquer consequência.

 

Optámos por a minha mãe ficar no Alentejo acompanhada na casa de uns familiares pelo menos durante umas semanas. A minha mãe fez-nos um pedido, que lhe alterássemos o quarto pois a imagem com que ficou foi a do meu pai caído. Também para nós isso é muito difícil. Somos três filhos eu que vivo em Cascais, o meu irmão que é solteiro e que vive perto da Amadora e a minha irmã que é casada e vive no Alentejo, neste momento que tem tratado de tudo sou eu, porque o meu irmão tem crises de ansiedade e de pânico e nesta situação foi-se muito abaixo, e a minha irmã tem um bebé com 3 meses.

 

O que mais me dói é a sua falta, vê-lo tocar-lhe, saber como está e sobretudo o facto de ele querer viver para ver os netos crescer, sobretudo o grande amor que tinha pelo meu filho Gonçalo que desde os 6 meses que esteve com os meus pais até aos 3 anos, dizendo ele que era o seu grande companheiro, tenho tanto medo que o meu filho se esqueça do avô de tudo o que fez com ele.

 

Aquela que outrora foi uma casa sempre cheia, está vazia, está vazia de alegria de barulho de felicidade. Temo muito o regresso da minha mãe, até porque cá em Lisboa está sozinha, pois todos nós trabalhamos. Eu gostava de a convencer a alugar uma casinha junto às minhas primas, pois lá mesmo estando sozinha, ora entra uma em casa ora entra outra e sai à rua e conversa e está também a minha sogra que já passou pelo mesmo, e a casa de Lisboa ficaria para vir sempre que desejasse.

 

O que acha? Ajude-nos a superar toda esta dor e diga-me de que forma posso atenuar a dor da minha mãe e fazer com que o meu filho não se esqueça de tudo o que fez com o avô.

 

Desculpe o desabafo.

CC

 

Cara CC,

 

A perda de um ente querido é uma experiência de grande impacto emocional, que nos leva a repensar o significado da vida e como a pessoa que partiu pode continuar a fazer parte dela, agora de uma forma diferente.

 

Atenuar a dor vai ser difícil, só o tempo consegue dar algum alívio, embora alguma dor e a saudade persistam sempre.

 

No meu entender, o melhor é deixar que a sua mãe decida o que prefere fazer, embora o que mais ajuda a elaborar a perda e ultrapassar a dor é viver o luto, voltar aos lugares onde a dor foi vivida, falar sobre os sentimentos e sobre a falta sentida da pessoa falecida. Expressar

 

Também é importante que passado algum tempo, a sua mãe consiga retomar gradualmente as suas rotinas diárias e a sua vida social.

 

Se sentir que ela não consegue sozinha ultrapassar a dor do luto e se reorganizar convém que tenha um acompanhamento psicológico para compreender e ter com quem desabafar o que sente e poder reencontrar um sentido para sua vida.

 

Quanto ao seu filho, vai certamente sentir a falta mas com o tempo vai passar. A criança precisa ser acolhida e mais do que dizer algo para consolá-la, deixar que ela expresse as suas emoções e só ouvir.  O importante é que a criança encontre espaço para expressar a perda. Para que tudo fique na memória promova uma comunicação afetiva, fale com ele sobre os momentos alegres vividos com o avô e mostre-lhe as fotografias, tudo isso de uma forma tranquila sem provocar mais tristeza.

 

A perda de um pai é sempre muito triste, fica a saudade e ficam as recordações. E por ser a filha mais disponível vai certamente sentir ainda mais, mas a vida é mesmo assim não há nada a fazer, é aceitar com paciência e gratidão.

 

O ser humano tem uma capacidade surpreendente para recuperar-se das piores adversidades. Apesar da obscuridade há sempre uma chama que avivará a luz que necessitamos para viver.

 

Um abraço e os meus sentidos sentimentos

 

Fim do relacionamento

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Olá Mariagrazia,

não consigo aceitar o fim do relacionamento com minha esposa pode ajudar-me? Obrigado

 

Caro leitor

Esta é a receita que todos querem, e se existe algo que eu possa dizer a todas as pessoas que procuram conforto neste momento tão difícil seria: RECOSTRUA-SE.

 

Aproveite a vivência, mesmo que este rompimento não tenha sido por sua escolha, e use este turbilhão emocional como informações que está tendo a seu próprio respeito. Certamente está aprendendo muito sobre si mesmo, talvez esteja tendo reações que nunca imaginou que seria de seu feitio. Talvez esteja tendo pensamentos e comportamentos que o faz não reconhecer a si mesmo. Mas saiba, que tudo isso pode ser usado a seu próprio favor. Pode crescer e sair renovado.

 

Caso sinta que precisa de uma ajuda, alguém para estar dividir e usar todo o conhecimento sobre a dor humana para que passe por este momento e renasça uma pessoa ainda melhor, conte com um psicólogo.

Entretanto é preciso paciência, nada acontece rapidamente, ainda mais numa separação onde é preciso viver o luto da relação, o que tem o seu tempo.

 

Fique bem

Mariagrazia

Morte do filho

 

 

 

Boa tarde, sou de Portugal.

 

Vivia com o meu filho, só que ele faleceu em março, cada dia que passa mais difícil está de encarar, quando anoitece pioro, fico muito triste, aflita e adormeço muito tarde. Éramos só os dois em casa.

Os meus músculos doem, acho que de tanto nervosismo e de chorar.

 

Estou com aversão a médicos, remédios, hospitais. Leio livros que me indicam, vou á igreja, um bocadinho de meditação.

 

Só que a minha dor é tão atroz que já nem sei o que fazer.

 

Será que pode ajudar-me dando me alguma orientação.

Muito Obrigada

 

Dispareunia - Dor na relação sexual

 

 

O Papel da Qualidade da Relação e da Resposta do Parceiro na Dor Sexual Feminina

 

Encontra-se neste momento a decorrer um estudo online intitulado "O Papel da Qualidade da Relação e da Resposta do Parceiro na Dor Sexual Feminina ", integrado no Projeto de Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde da Mestranda Lisete Ferreira. Inserido no SexLab (Centro de Investigação em Sexualidade Humana), da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, este é um estudo que se encontra sob a orientação do Prof. Dr. Pedro Nobre e da Prof. Dra. Cátia Oliveira. 

 

O presente estudo tem como principal objetivo avaliar as dimensões relacional e sexual na vivência da dor sexual feminina, em casais heterossexuais. Para este fim, solicitamos a participação de casais dos 18 aos 75 anos de idade, em que a mulher apresente um quadro de dor sexual.

 

Para participar basta seleccionar o respectivo link:

 

Mulher com dor sexual:

http://www.fpce.up.pt/limesurvey/index.php?sid=57397&lang=pt

 

Respetivo companheiro:

http://www.fpce.up.pt/limesurvey/index.php?sid=88496&lang=pt

 

Todos os questionários são completamente anónimos, não sendo pedidos dados que possam identificar as pessoas que a eles respondam.

 

Qualquer tipo de informação adicional poderá ser solicitada através do email lisete.ferreira15@gmail.com.

 

Agradecemos desde já a sua participação.

Hipocondríaco

 

 


 

 

Olá, Drª.,


Estou a viver um ano de 2011 muito difícil...derivado a ter-me tornado num hipocondríaco.
É muito difícil, visto que uma dor só passa aparecendo outra, ou quando estou realmente desinibido.
Gostava de poder ultrapassar isto, visto que depois de todos os exames feitos ( rx, ecos, tac, análises, idoscopias, etc, etc, aparentemente esta tudo bem.

Gostava que me dissesse algo.
Muito obrigado.
P.

 

 



Exercício para Separação

 

René Magritte
 
 
 Transformar a dor em uma luz doce
 
Em um lugar tranquilo relaxe. Se quiser feche os olhos . Faça com que a dor entre em si como uma onda que cresce. Não reprima dê-lhe espaço. Deixe que subam as lágrimas, se ocorrerem.
 
Agora procure individuar o ponto do corpo no qual a dor é forte: estômago, peito, garganta...
 
Concentre-se nesse ponto. Lentamente, imagine, que surja nesse ponto uma fonte de luz, uma bola luminosa.
 
Experimente movimentar essa luz no seu corpo: vísceras, braços, pernas e cabeça.
 
Agora deixe que lentamente se esfume para cima de si , para longe.
 
Respire durante alguns minutos; e depois com calma volte para a sua actividade.

Pensamento de Sabedoria

 

 

Desfrute mesmo que de pouco

 

Cada prazer é um bem pela sua própria natureza.

 

Cada dor é dolorida, mas não podemos sempre fugir  da dor.

 

Precisamos julgar um e outra com base na utilidade e nos danos.

Às vezes revela-se que o bem se traduz num mal e um mal se traduz num bem.

 

Consideremos também a independência das necessidades, não porque devemos ser felizes sempre com pouco mas se por acaso temos pouco, convencidos que somos que a abundância se aproveita com mais doçura se dependemos menos dela. 

EPICURO

 

Dores no ovário

 

Pesquisei na net um consultório da sexualidade e penso que este seja o mais
adequado para obter resposta a varias perguntas que tenho.

Acontece uma situação com a minha mulher. Quando a estímulo sem penetração a
ponto de ela atingir o orgasmo ela sente dores nos ovários. Chega a se
encolher nessa ocasião e eu fico sem saber o que fazer. Depois retomamos a
relação. Quando atinge o orgasmo com penetração diz que já não sente dores.
Já lhe questionei sobre isso e ela pensa que é normal. Mas eu tenho dúvidas.
Nas consultas ao ginecologista, apesar de ela não ter ainda perguntado
especificamente sobre isso, já lhe tem dito que está tudo bem com o corpo
dela. Está mesmo? Sentir essas dores num momento de prazer é normal? Ela
chega a pensar que é normal também nas outras mulheres embora eu não pense
assim. Quem tem razão? Pode ser algo que eu não esteja a bem feito no
momento da estimulação e do orgasmo?

Ou tem a ver com alguma falta de descontracção?

Agradeço a sua resposta que muito prezarei.