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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Envolvimento do marido

 

 

 

 

Boa tarde, Dr.ª

 

O motivo porque escrevo é o seguinte.

 

Meu marido para tirar licenciatura inscreveu-se na faculdade de noite, onde inicialmente lhe dei toda a força, e apoio. Mas ficou colocado numa turma onde as pessoas se superiorizavam, e ele não lidava muito bem com isto, até acabava por se afastar dos colegas, havendo só um que tinha melhor relacionamento e até se juntava para estudar e fazer trabalhos, estava sempre afetado com este ambiente, e eu lhe dizia para não ligar e deixar para lá, mas nunca em especial mencionou uma colega, até eu apanhar.

 

Um domingo a seguir ao almoço estávamos os dois a ver televisão e ele saiu da minha beira e foi para o quarto, quando me apercebi que ouvia falar, ele falava ao telefone, subi as escadas e ouvi ele a falar com uma colega que andou na turma mas entretanto pediu transferência para outra faculdade por não ter área para o curso , quando do meu espanto ouço ele a dizer para ela que já tinha perguntado a todos colegas  se tinham o contato dela, quando ela liga para ele fica todo contente, e meu espanto quando  ouço dizer que tem muitas saudades dela e que ela o completava, confrontei-o porque entrei na altura disse que eu era maluca e negou o que ouvi, mas nunca mais tive sossego e comecei a espreitar o telemóvel onde apanhei uma mensagem mais tarde  a marcar encontro onde dizia, se já tinha decidido que ia ter com ela, mensagens nunca mais vi nenhuma porque ele apagava tudo mas no extrato eu via os dias e horas e quantidade enviadas, até que começaram a ser por email eu aí não tinha acesso, e isto foi continuando, ela mandava mensagens de manha cedo e ele ia logo aflito apagar para eu não ver, até que em Maio apanhei no telemóvel um email que tinha enviado, para ela e não apagou, onde ele estava aflito a perguntar-lhe porque ela não lhe respondia, se namorava ou estava com medo que se envolvessem mais, ao ver isto esbarrei com o telemóvel na frente dele, e diz que não sabe o que é e não admite que desconfiem dele, apanhei o numero dela e liguei onde a insultei e falei que estava a estragar um lar onde haviam 2 crianças.

 

Mais tarde consegui apanhar a senha de e-mail mas nunca mais encontrei nada, penso que não mais entrou em contato com ela.

Nunca mais consegui esquecer, e Dr.ª todas as noites quando me deito estas coisas vêem-me sempre ao pensamento, será que nunca mais vou ultrapassar este trauma vivido?

 

 Agradeço um conselho seu,

 Cumprimentos, D.

 

 

Cara D.,

 

Com paciência e dando tempo ao tempo vai ultrapassar, mas claro fica sempre uma ferida. Mas qual casamento não tem uma ferida? As feridas são parte da vida.

 

Às vezes, a infidelidade é uma espécie de balde de água fria, em casamentos. É o momento em que as pessoas acordam e vêem que precisam fazer algo pelo seu casamento, sob pena de nunca mais se aproximarem. E, nesse sentido, a infidelidade pode originar uma reaproximação.

 

É preciso olhar para dentro da relação, reconhecendo que a reconstrução do casamento depende da vontade e do esforço de ambos. Para que ambos voltem a sentir-se seguros é preciso que aprendam a cuidar um do outro, a respeitar as necessidades de cada um e a dar-se. Quando ambos investem, e apesar dos avanços e recuos legítimos nestes casos, a probabilidade de sucesso é elevada.

 

Numa família sempre vale investir e ainda mais quando existe amor!

 

Força e coragem!

 

Um abraço

Mariagrazia

 

 

 

 

Envolvimento e compromisso

 

Antes de mais obrigada pelo site.

Gostaria da sua ajuda para um dos meus problemas.

 

Tenho 27 anos e envolvi-me com um rapaz de 20 anos. Gosto dele. Tinha esperança que ele me pedisse namoro enquanto
andamos envolvidos. Ao falarmos disso ele disse que como ia viver para fora não queria namorar, só quando viesse é que conseguia assumir compromisso. Falamos bastante. Entretanto ele disse-me que gostava de outra rapariga, a mesma que gostava antes de nos envolvermos.

 

O que devo fazer? Como devo ver a situação?

Quando nos envolvemos com alguém até quando podemos esperar que o outro assuma o compromisso? É possível conquistá-lo se continuar o envolvimento sem compromisso?

O problema é que tenho receio que seja só por motivos sexuais da parte dele.

Isto é o que mais me preocupa. No fundo eu queria que ele gostasse de mim como eu gosto dele.

 

Agradecia umas palavras suas sobre isto.

 

Obrigada.

 

Relação terminada

 

Edward Munch

 

 

Tenho 26 anos e o meu ex 28, namoramos 4 anos. Estamos a estudar em Londres, eu no 2o ano e ele esta a fazer o mestrado.
 
Vivemos 2 anos juntos no início, a experiência foi boa ate certo ponto, porque dividamos a casa dom amigos dele, então havia algumas discussões por causa das compras, pagamento de facturas e por ai fora...
 
Então, decidimos que era melhor viver com a minha irmã, ate terminamos o curso.
 
Entretanto, continuamos a namorar, mas as coisas começaram a mudar, passei a ser menos tolerante com ele, e de certa forma afastamo-nos, mas estou certa que o amo, e quero e sou capaz de faze-lo feliz.
 
Estive grávida dele no início, e decidimos que era melhor abortar, porque ainda estávamos a estudar.
 
Entretanto também tive alguns problemas com a mae dele, pois ele e' filho único, e e' super protegido por ela.
 
As discussões estavam a ser frequentes, e nesses momentos infelizmente, eu dizia que ele não me fazia feliz, e que era melhor acabarmos, mas ele sempre teve muita paciência, e dizia que era uma ma fase, que estamos quase a terminar os estudos, e a partir dai começamos a trabalhar e teremos capacidade de morar-mos juntos.
 
Entretanto fui de ferias para Lisboa, e ele ficou em Londres. Fez a sua formatura nesse verão, e eu senti-me muito ofendida por não ter sido "convidada", tudo isso porque ele ficou com receio porque a mãe dele também ia estar presente, e ele achava que ia ficar muito dividido e de certa maneira pressionado, mas ele depois arranjou-me um convite, mas ai eu já não quis ir.
 
Essa briga com a mãe, não e' coisa impossível de ultrapassar, e eu também estou disposta a conversar com ela, porque não adianta ter mau relacionamento com ela.
 
Acabamos por ficar 3 meses sem nos falarmos, por um orgulho estúpido da minha parte, e também imaturidade, porque tentei ligar para ele, e tinha o telefone desligado, eu estava muito carente nesse dia, queria muito dizer que precisava dele, que estava com saudades, e ele não estava disponível.
 
Infelizmente, acabei por mandar um e-mail para ele dizendo que fiquei zangada por não estar disponível quando mais preciso, e que não queria que ele me estragasse as ferias, terminei o e-mail dizendo "ADEUS".
 
Esse Adeus, ele interpretou como um ponto final, uma vez que varias vezes disse que ele não me fazia feliz, agora, ele diz que precisa de ficar sozinho, que não quer sofrer mais, e que acredita que foi incapaz de me fazer feliz. Mas isso e' mentira, nos fomos felizes, senão, n teríamos namorado tanto tempo, e ter planos de morar-mos juntos e constituir-mos família.
 
Ele acha melhor esperar um ano, porque agora esta a fazer o mestrado, e depois disso começara a trabalhar e aí já podemos morar juntos, mas por enquanto acha difícil voltar a namorar comigo.
 
Eu não concordo com essa decisão, porque em um ano muita coisa pode acontecer, e eu prefiro continuar com ele, e quero ser e faze-lo feliz.
 
O que nos aconselha a fazer?