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Consultório de Psicologia

Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

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Espaço de transformação com a finalidade de orientar, ajudar, esclarecer dúvidas e inquietações. Encontre equilíbrio, use sua criatividade e deixe fluir sua energia. Mariagrazia Marini Luwisch

Construir família

 

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Olá, gostaria de um conselho, me chamo J. tenho 24 anos e sou uma pessoa meio solitária, há 4 anos comecei a namorar uma pessoa extremamente ciumenta que me fez romper meus únicos laços de amizade que tinha na época, decidi por romper por gostar dela e por não aguentar mais tanta incomodo, queria que nosso namoro desse certo pois meu sonho sempre foi ter um futuro com uma pessoa e uma família.

Por fim namoramos por 3 anos e ela terminou comigo por motivos que me fizeram sofrer e me culpar muito por não ter colocado um fim em nosso relacionamento quando tive a oportunidade, disse que queria ter amizades e viver a vida, isso me magoou pois passei muito tempo tentando fazê-la entender que amizades são importantes.

Pois bem sofri muito mas acabei conhecendo outra pessoa uns 4 meses depois, ela foi totalmente o oposto tinha amigos saíamos nos divertíamos e não existia ciúmes, era uma relação totalmente diferente e boa mas quem não se sentia muito bem na maioria das vezes era eu pois ela parecia dar muito mais valor para os amigos do que para mim seu namorado, como se tanto faz se estivesse comigo ou não.

Nós namoramos por 1 ano e 7 meses até que ela decidiu por um fim, não sei o verdadeiro motivo mas creio que por não gostar muito do meu jeito e ela ser uma pessoa bem diferente de mim, era envolvida com drogas, valorizava coisas que pra mim não são importantes, mas também me fez conhecer coisas que eu realmente gostei. hoje me sinto vazio como se nada me fizesse feliz, não consigo ver graça em nada acabo por ser sozinho, frequento minha religião e lá tem pessoas que até converso mas não consigo chamar de amigos, aquele tipo de amizade que lembra de você e Te procura, que procura te ouvir. Te ajudar.

Isso me incomoda pois ao mesmo tempo que quero e sinto ter a necessidade de ter amizades o que realmente quero é ir em busca do meu sonho de ser feliz com uma pessoa e construir uma família, não quero me isolar do mundo tendo uma vida à dois, mas sinto que não consigo ser feliz apenas comigo mesmo.

 

Caro J.,

Para aumentar o círculo de amigos precisa fazer algo positivo como atividades, cursos, desporto, etc. Talvez no teu grupo religioso possa encontrar alguém interessante para conviver, sair, divertir-se, etc.

No trabalho ou no estudo é um bom lugar para fazer novos amigos e encontrar namoradas.

 

O sentir-se vazio é normal, por ainda não ter feito o luto da última relação. Conforme diz que “não quero me isolar do mundo” , é preciso ter paciência e estar aberto para cultivar e receber novas amizades . Sem pensar em se isolar, mas é ir em busca do seu sonho e verá que quanto menos espera mais se sentirá feliz e acompanhado.

 

Confie em si e sinta-se aberto para o mundo.

Um abraço

 

 

Triângulo amoroso

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Boa noite, tenho 24 anos, e tenho um namorado há dois anos, ele vive numa união de facto, no começo eu não sabia, mas quando soube não o deixei porque já estava apaixonada, fui adiando o término até que essa situação se tornou insuportável para mim, pois no começo ele dizia que a relação estava mal e que só insistia porque não suportaria ver os filhos sendo criados por outro homem, mas com o tempo fui percebendo que esse não era o real motivo, sim ele ama a sua mulher e sei disso porque ele se deprimiu quando ela o deixou por seu mau comportamento, ele até chorou, nessa época ele foi sincero comigo, disse que ela é bem mais importante do que ele pensava.

Disse que me ama intensamente e não quer abrir mão de mim, mas que também não quer abrir mão da sua família, eu até tirei o corpo fora, pedi que cada um seguisse a sua vida sem mágoas, disse que o entendia, pois um homem sério deve honrar e manter a família que construiu, ele concordou, mas resistiu na hora de por em prática, eu disse a ele que não é possível amarmos duas pessoas ao mesmo tempo pois, possuímos 1 só coração, mas ele se defende dizendo que sim, ele sente, e que não imagina a sua vida sem mim. Ele demostra ser o homem que mais me amou ou me ama, pois trata-me com amor e é super disponível... Mas eu quero um homem só para mim, não aceito um triângulo amoroso. A mulher dele disse que ele não precisa mais me deixar, que ela me aceita na vida deles. Olhem a que ponto cheguei, me sinto suja.

 

Cara leitora,

Não é se sentir suja mas viver ao lado de homem que tem outra mulher é não ter amor-próprio, é ter baixa autoestima. Com tanto homem livre como é que foi escolher um homem encoleirado? Pense se vale a pena passar mais tempo chorando por um homem do que sorrindo ao lado dele.

 

Cabe a si decidir o que quer fazer da sua vida mas no meu entender com esse homem não vai ter muitas possibilidades. Vislumbra-se uma vida triste, sendo sempre a outra e tolhida de ter uma família normal e funcional. Parece que seja pouco provável que ele consiga deixar a mulher e constituir família consigo.

Redescubra o seu valor, pense em si e nos seus princípios de vida sobre respeito, fidelidade, amor e companheirismo.

Confie em si e tome uma decisão que a faça sentir-se novamente dona da sua vida e do seu destino

O Amor é incondicional, mas o relacionamento tem as suas condições para dar certo

 

Um abraço

Mulher em luto

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Bom dia, perdi meu marido há dois meses e de lá pra cá minha vida anda uma correria, pois ele me ajudava em tudo e era muito ativo . Ele descobriu a leucemia há 4 anos. Lutou, foi um guerreiro até o fim, amava a mim e ao nosso filho de 2 anos com todo o seu coração.

Eu não tenho mãe, e minha família é totalmente desestruturada , tenho alguns amigos, que converso desabafo às vezes, mas sinto-me muito  angustiada com tamanha responsabilidade. Gostaria de alguma dica para lidar com tal situação.

Desde já agradeço pela atenção.

 

Cara leitora,

 

O seu luto ainda é muito recente e é normal que se sinta angustiada e perdida. Que a sua vida se tenha transformado numa correria também é normal pois ficou com a dupla responsabilidade da família.

 

É importante que passado algum tempo consiga retomar as suas rotinas diárias, o seu trabalho, a sua vida social e inicie um processo de reorganização mental.

Nesse momento é importante a ajuda dos amigos e das pessoas que estão ao seu lado.

O luto leva seu tempo e a ferida da perda de alguém querido necessita de tempo para ser suavizada. É preciso paciência e calma para conseguir reencontrar um equilíbrio psicológico.

 

Convém que esteja atenta para prevenir entrar no chamado “Luto Patológico”. Para sair do luto é preciso lutar.

Se tiver alguém para falar, desabafar, um parente, uma amiga, uma vizinha, certamente vai ajudar muito. Precisa aos pouco retomar a sua vida. Não é fácil, mas é preciso força e coragem. Tem um filho de 2 anos que precisa de si e essa é a sua família que deve zelar para ficar o quanto mais estruturada possível.

 

As pessoas em luto passam por várias fases. Agora está na fase de desorganização e desespero, é a fase mais difícil. Quando passar à fase de reorganização e aceitação irá se adaptar à vida na qual seu marido não está mais. Para lidar com a sua perda a solução é enfrentá-la e aos poucos construir uma nova história, com calma, dando tempo ao tempo, com novas experiências, naturalmente conforme se sinta pronta, sem esquecer as boas lembranças que o seu marido deixou.

 

Se sentir que não consegue sozinha ultrapassar a dor do luto e se reorganizar, procure ajuda de uma psicoterapia, ao menos para ter com quem desabafar sobre o que sente e juntas encontrarem um novo sentido para sua vida.

 

Um grande abraço

 

Vida complicada e violenta

 

 

 

 

Tenho outra situação para contar que está relacionada comigo mesma.

 

Eu nunca tive pais que me dessem grande apoio e atenção não quero estar a parecer ingrata mas e verdade, no que toca a minha mãe posso dizer que é uma grande mulher e tenho orgulho nela pois é uma mulher batalhadora e muito trabalhadora nunca teve medo do trabalho, mas também errou em algumas coisas comigo, mas errar é normal ninguém é perfeito, mas tudo o que eu vou contar a seguir afecta-me ainda hoje pois não consigo esquecer...

 

O que vou contar eu nunca contei a ninguém nem aos meus amigos nem a nenhum psicólogo ou psiquiatra a que já fui, pois nunca tive coragem, mas agora eu não aguento mais pois este sentimento sufoca-me!  

 

O meu pai é um bêbado desde sempre, nunca foi um homem trabalhador para resumir nunca foi um homem de família, sempre foi a minha mãe que trabalhou ele fez dividas e a minha mãe é que pagou. Quando chegava à casa bêbado era violento e minha mãe e eu tínhamos que nos trancar no quarto até a bebedeira dele passar e a coisa é que ele nunca admitiu os erros. Ainda hoje diz que não era bêbado, ele agora está melhor mas de vez em quando ainda se embebeda...

Eu era uma criança e assistia a tudo.

 

Eles tinham que viver em casa dos meus avós porque não tinham dinheiro, se bem que naquela época se o meu pai trabalhasse como a minha mãe teriam feito uma vida boa sem nenhuma dificuldade com casa carro...

 

Para ajudar a família da minha mãe não presta, a excepto os meus avós agora já velhotes, isto é assim: os meus pais e os meus tios viviam todos juntos na mesma casa e os meus tios são uns grandes invejosos que só estão felizes com o mal dos outros principalmente com o nosso mal, em vez de darem apoio sempre se riram e gostavam quando havia problemas. Sempre me odiaram por eu ter boas notas e me chamavam esquelética por ser magra e não era assim tão magra, agora sei que tinham inveja. Mas isto era toda a família da minha mãe, não apenas os meus tios até houve uma fase que a minha avó e a minha mãe se deixaram levar por eles e se juntavam as duas para falar mal de mim a minha mãe até dizia que se soubesse nunca me tinha arranjado, mas é isso que eu agora vou falar do meu problema isto é só para entender o meu ambiente familiar que é horrível ainda hoje.  

 

Eu: A minha mãe já grávida de mim passou por situações complicadas como o meu pai deixou-a e como sempre a família nunca a apoiou. Ele chegou a dizer que eu não era filha dele ainda eu não era nascida, e uma coisa que me revolta é que a minha mãe sempre foi daquelas raparigas tipo freira que nunca namorou só namorou o meu pai e casou-se virgem com 22 anos. Sempre foi uma mulher integra nesse aspecto ainda hoje ainda não se divorciou dele e nunca o traiu. Eu tenho muito orgulho dela apesar de tudo, e o meu pai fez uma aposta com ela antes de se casar que tinha relações sexuais com ela e depois largava-a e a minha mãe era virgem e ingénua uma rapariga simples mas isto antes de se casar.

 

Já casada como estava a dizer engravidou e durante a gravidez deixou-a várias vezes e disse que eu não era filha dele e o meu pai até chegou a rasgar a cama com uma faca... Portanto eu já na barriga sentia isto.

 

Eu desde que me lembro da minha existência sempre houve discussões enormes e eu claro sempre assisti a tudo.

Andava sempre doente até cheguei a ter sintomas de meningite a minha sorte foi eu ter uma grande pediatra que sempre me ajudou que recentemente morreu de cancro uma tragédia que me abalou.

 

Voltando a mim, eu sou inteligente sempre fui muito inteligente mas no sétimo ano meti-me com más companhias por causa dos problemas que tinha em casa e reprovei. Uma coisa que não esqueço até hoje porque isso nunca devia ter acontecido. Eu reprovei porque não estudei, não queria saber da  escola não por ser burra porque não sou!

E a minha tia começou a espalhar a toda a freguesia que era burra. Está a imaginar a minha revolta?

 

Bem eu ultrapassei isso e hoje estou a estudar Direito e vou acabar o curso este ano e tenho das melhores notas do meu ano. Ela também me odeia por isso. Essa minha tia é tão má que houve uma vez, eu ainda criança, que estava a chover bastante e eles moravam na parte de cima, tinham um terraço e estavam a varrer e a água a cair toda na janela da nossa cozinha e a molhar tudo e a minha mãe só porque disse para não fazer isso berrou um pouco o meu tio espancou-a, sim bateu-lhe a minha frente e nem comigo a berrar ele parou eu odeio!

 

A minha mãe nem fez queixa à polícia, não sei como que ela não fez...

Ainda hoje esse homem diz que é mentira e fala mal da minha mãe. Eu não aguento tanta injustiça! Isto é demais para mim! Existe muita mais coisa para contar, mas não dá para contar tudo porque é muita coisa...   Só vou resumir ao seguinte: eu toda a vida sofri violência psicológica e física. Sim a minha mãe batia-me demais para uma criança só porque eu me sujava ou espalhava os brinquedos ou subia nas árvores afinal são coisas saudáveis normais para uma criança, mas para a minha mãe não ela deu-me muita surra e ainda assim eu gosto dela. Sofri muita violência psicológica da parte do meu pai, muita pressão e da parte da família da minha mãe sempre a deitar a baixo e que eu nunca ía ser ninguém na vida e eu tinha mais capacidades do que eles todos juntos. Eles é que sao os culpados de eu ter tido uma vida miserável... Na escola para ajudar sofri de bullying...     O que eu estou a tentar dizer é que eu sou mais do que aparento ser, só que tive uma vida complicada...

 

E eu não admito a ninguém hoje que me humilhe ou me ofenda, não suporto isso! E a causa é o meu passado. Eu não esqueço o meu passado por mais que eu tente não dá...

 

Eu tenho muitos defeitos, também muitas das coisas em que errei também fui eu, mas é que eu sei disso e admito os meus erros sempre admiti, mas estas pessoas estão sempre a acusar-me de coisas em que eles é que foram os culpados! E eu não aceito isso...   Eu sou uma pessoa muito nervosa e ansiosa. Os meus pais até dizem que sou maluca...   O que e que se passa comigo? Será que o problema sou mesmo eu? Tenho que mudar? Mas as pessoas não sabem nada sobre mim!

As pessoas conhecem-me como uma rapariga bem-educada, calminha, simpática, às vezes exaltadas quando me ofendem sem terem razão...

 

Eu procuro sempre ter uma personalidade forte e com valores eu acho isso muito importante uma vez que eu não suporto gente falsa e violenta... Eu nunca descarrego em ninguém só quero ajudar as pessoas com o meu curso. Mas agora quem precisa de ajuda sou eu depois de todos estes anos já que a minha família não presta...

E eu sofro muito mas mesmo muito com isso porque eu sempre quis ter uma família fortemente unida que me ajudassem e que os problemas de fora não são difíceis de enfrentar quando dentro de casa se tem apoio, mas quando não se tem e muito complicado.

Eu sinto-me fraca e sozinha e deprimida com a vida tenho 21 anos.

Mas apesar de tudo eu tenho uma enorme vontade de viver e de ser feliz e constituir família, só não esqueço o passado e não lido bem com pessoas invejosas e tenho medo que pensem mal de mim...

Mas eu costumava ser forte e não ligava para o que os outros diziam isto foi recente, sentir-me assim.  

 

Estou perdida não sei o que fazer com esta situação.   

Espero que me de a sua opinião.

 

Muito obrigada

Cumprimentos, A.

 

 

 

Família alargada

 

 

Olá...

 

Tenho um filho que acabou de fazer 1 ano de idade. Quando estava 6 meses grávida dele, o pai viajou para fora (Londres) e até hoje não voltou

Ainda mantemos contato, mas só conhece o nosso filho por fotos e web cam. Diz que volta mas nunca diz a data.

 

Os meus pais também são separados e impossível conversa entre os dois. Fiz a festinha de 1 ano, meu pai não quis comparecer pois minha mãe estaria. Ano que vem meu pai quer fazer (pagar) e provável que nessa minha mãe não compareça. O que eu vou dizer para o meu filho porque a vó dele não compareceu? Os dois (pai e mãe) já são casados, como vou explicar essa situação para ele? Quem são para ele os que estão casados com os seus avós?

 

Hoje estou namorando e reconstruindo, estamos montando até um apartamento, provável que em 2014 iremos casar. O meu filho é apegado demais com o meu namorado. (Tem imagem como pai), Mas se o pai dele voltar como vou fazer com a situação? Como explicar? E se ainda tiver um outro filho com o meu atual quando casarmos, como explicar que é meio-irmão. Dra. O meu maior medo é que ele não entenda, não tenho noção da palavra "FAMILIA". Preciso de ajuda.

 

 

 

Acolhimento de criança

 

Boa noite, gostaria muito de colocar a seguinte questão:

 

A nossa família está decidida a associar-se a uma instituição de acolhimento de crianças, como Família Amiga, para que quando possível possamos trazer uma das crianças a passar o fim-de-semana connosco, para que possa ter acesso a experiências e estímulos diferentes.

 

No entanto tenho uma filha de 4 anos, que valoriza muito o papel da família especialmente o papel da mãe. Ela está entusiasmadíssima com a vinda de uma criança pequena para nossa casa durante um fim-de-semana.

 

A minha questão é:

* Como explicar o aparecimento desta criança em nossa casa sem a sua família?

* Devemos esconder o passado dramático da criança ou não?

* Devemos levar a nossa filha à instituição para buscar e levar a criança ou não?

 

Uma coisa temos a certeza, queremos promover a felicidade desta criança nos dias em que esta estiver connosco e gostávamos muito que a nossa filha interiorizasse o sentido da nossa acção, sem conhecer em demasia o seu passado.

Como transformar tudo isto em algo simples, para a nossa filha?

 

Muito obrigada

 

Período delicado

Paul Cezanne

 

Bom dia Dra. Maria,
 
Estou a escrever no sentido de procurar ajuda de uma pessoa profissional e que creio que me poderá ajudar.
O meu nome é Ana Filipa Pereira, nasci no dia 24 de Julho de 1984 às 7h15 da manhã.
 
Neste momento estou num período delicado da minha vida. Estou com muitas dúvidas e tenho tido muitas quebras e por isso estou a ficar preocupada.
Classifico-me como uma pessoa alegre, optimista e muito energética.
 
Vou começar pelo assunto mais importante:
 
- Comecei a trabalhar em Setembro do ano passado numa empresa boa. Bom salário. Boas perspectivas de futuro e relacionada com a minha Lic. em EngªQuimica. Perfeito. Quando comecei a trabalhar rapidamente fiquei deprimida, porque não tinha trabalho quase nenhum e fez-me muita confusão ficar o dia todo sentada em frente ao computador. Além disto, muitas das acções da empresa deixavam-me em baixo. Tudo muito lento e pouco justo. (Isto muito resumido).
Nos últimos meses a situação estava a ficar pior, porque o trabalho que tinha era super desmotivante, o meu chefe horrível e entretanto pensei, vou começar a enviar CV. No entanto, no passado dia 20 disseram que eu e mais alguns estagiários não íamos ficar. Tínhamos sido piores que os outros. Mas mais tarde percebemos que os que ficaram foi por cunha. Revoltante.
Agora tenho que me manter na empresa. Tenho tido trabalho mas a motivação ainda é pior e custa-me imenso. ainda por cima, não tenho recebido nenhum telefonema para entrevistas. tenho medo de não conseguir. para agravar:
 
- a minha relação com os meus pais é complicada. vivo com eles ainda. e eles não me apoiam nestas situações. A minha mãe é uma pessoa muito dramática e ansiosa. O meu pai é muito bruto e nervoso. Diz por vezes as coisas sem pensar, ofende e magoa e depois vem dizer que eles me apoiam em tudo. Fazem-me sentir muitas vezes inútil e querem que eu faça as coisas à maneira deles e não respeitam a forma como eu quero fazer. Este não respeitar significa em ofensas muitas vezes e impaciência e intolerância.
 
- a minha relação com o meu namorado que já mantenho à 11 anos é a minha paz. Ele é uma pessoa muito calma que me apoia na maioria das vezes.
no entanto, por vezes temos desavenças porque somos muito diferentes. eu sou muito energética e organizada e ele é o oposto. Quando me apetece sair ele está cansado, e vice versa. Apesar de gostar muito dele, sinto-me muito insegura por vezes, porque estou demasiado dependente dele e como é uma relação de muitos anos há certas coisas que precisava de sentir agora e que não sinto.
Sou uma pessoa que tem ânsia de coisas dinâmicas, que cada dia seja diferente e de sentir a vida agitada. e neste momento estou a ver tudo tão parado e triste.
 
Eu não costumo ser assim. Deprimida, mas senti a necessidade de falar disto com uma pessoa diferente e que não me conhece.
 
Espero que me ajude.
 
Obrigada só por me ter "ouvido".
 
Beijinho